Monthly Archives: janeiro 2014

Sinais de água detectadas em mundos distantes

Sinais de água detectadas em mundos distantes

Desde o primeiro planeta extra-solar foi descoberto , em 1995 , os astrônomos se reuniram e analisaram dados de telescópio , revelando mais de 1.000 mundos que orbitam outras estrelas. Estudos recentes têm medido e comparado água atmosférica e até mesmo detectado atividade nuvem , trazendo cientistas mais perto do que nunca para discernir padrões climáticos dinâmicos em exoplanetas – e, eventualmente , se esses mundos distantes poderia suportar a vida.

Ciência Boletins é uma produção do Centro Nacional para a Ciência da Alfabetização , Educação e Tecnologia ( NCSLET ), parte do Departamento de Educação do Museu Americano de História Natural.

LINKS RELACIONADOS

The Astrophysical Journal: espectroscopia de trânsito Exoplanet usando WFC3 : WASP -12 b, WASP -17 b, e WASP -19 b
https://iopscience.iop.org/0004-637X/7 …

The Astrophysical Journal: espectroscopia de infravermelho transmissão do HD 209458b exoplanetas e XO- 1b usando o Wide Field Camera -3 no Telescópio Espacial Hubble
https://iopscience.iop.org/0004-637X/7 …

Natureza : Nuvens na atmosfera do exoplaneta GJ 1214b super-Terra
https://www.nature.com/nature/journal/ …

NASA: Programa de Exploração Exoplanet
https://exep.jpl.nasa.gov/

Instituto de Ciência Exoplanet NASA ( NExScI )
https://nexsci.caltech.edu/

PlanetQuest : The Search for Another Earth
https://planetquest.jpl.nasa.gov/

Instrumentos do Hubble : Wide Field Camera 3
https://www.spacetelescope.org/about/general/instruments/wfc3/

A câmera que fotografa exoplanetas

Uma câmera especial desenvolvida durante dez anos finalmente foi apontada para o céu em busca de planetas fora do Sistema Solar. É o instrumento mais avançado do mundo para fotografar diretamente esses objetos distantes.

Planeta gigante é fotografado ao redor da estrela Beta Pictoris

Planeta gigante é fotografado ao redor da estrela Beta Pictoris


Fotografar um planeta diretamente é muito difícil porque seu brilho pequeno acaba ofuscado pela luz de sua estrela-mãe. Por isso os métodos preferenciais na busca por mundos fora do Sistema Solar são indiretos: eles medem ou a mudança de posição da estrela causada pela interação gravitacional com seus planetas ou a diminuição momentânea de brilho quando os planetas passam à frente dela.

A principal vantagem de obter uma imagem direta do planeta é que se pode analisar sua luz e identificar, por exemplo, sua composição. Para isso foi construído o Gemini Planet Imager (GPI), isntrumento instalado no telescópio Gemini Sul, no Chile.Imagens do disco de poeira (em versão luz normal e polarizada) em torno da estrela HR4796A

“Mesmo essas primeiras imagens são quase dez vezes melhores que a geração anterior de instrumentos. Em um minuto, estamos vendo planetas que costumavam nos levar uma hora para detectar”, diz Bruce Macintosh, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos,que liderou a equipe responsável por construir o instrumento.

Trabalhando na frequência do infravermelho, a câmera passou por seus primeiros testes em novembro, fotografando um planeta gigante já conhecido em torno da estrela Beta Pictoris e registrando um disco de cometas ou asteroides em torno da estrela HR4796A.

O primeiro projeto de pesquisa do GPI envolverá o estudo de 600 estrelas jovens para ver que planetas gigantes orbitam ao redor delas. A ideia é verificar a prevalência desses planetas e testar teorias de sua formação. Por incrível que pareça, hoje entendemos muito melhor como se formam planetas rochosos, como a Terra, do que gigantes gasosos, como Júpiter. Compreender esse processo é fundamental para explicar por que alguns mundos gigantes migram para perto de sua estrela depois de sua formação, destruindo tudo (inclusive possíveis Terras) pelo caminho.
Imagem colorida de Europa, em comparação com mapa da lua feito por espaçonaves
O instrumento foi projetado para isso e consegue ver objetos até dez milhões de vezes menos brilhantes que suas estrelas, o que permitirá identificar planetas gigantes jovens (com até 1 bilhão de anos de idade) por meio de sua luz infravermelha.

Embora tenha sido projetado para observar objetos fora do Sistema Solar, o GPI também se presta a pesquisas astronômicas. Veja o que ele consegue ver da superfície de Europa, uma das luas de Júpiter, em contraste com um mapa feito com base imagens obtidas in loco pelas sondas Galileo, Voyager 1 e 2.

Um brasileiro no censo da Via Láctea

No começo do ano, o satélite europeu que vai fazer o maior censo estelar da história da Via Láctea chegou à sua órbita de trabalho. Localizada a cerca de 1,5 milhão de km da Terra (mais de três vezes a distância entre o planeta e a Lua), ela permitirá à missão, chamada Gaia, monitorar precisamente cerca de 1 bilhão de estrelas — uma amostra representativa, considerando que a galáxia inteira tem entre 100 bilhões e 400 bilhões de estrelas (o número exato, claro, ninguém sabe). krone-martinsTrata-se de uma grande aventura científica, que infelizmente não conta com a participação oficial do Brasil. Mas não é por falta de competência. Afinal, como em quase todas as missões espaciais estrangeiras, se você procurar bem, vai acabar achando um ou dois brasileiros lá no meio do povo. No caso do Gaia, lançado em dezembro do ano passado, nosso país está representado pelo astrônomo Alberto Krone-Martins, que no momento trabalha na Universidade de Lisboa, em Portugal, focado no processamento de dados da missão.

gaia
O principal objetivo da missão é usar pequenas variações nas posições relativas das estrelas para determinar sua distância e movimento ao redor do centro da Via Láctea. A luz proveniente delas será colhida por dois espelhos dentro do satélite, e os dados devem também revelar muitas outras coisas, como a descoberta de planetas extrassolares e a presença de asteroides ainda não contabilizados em nosso sistema planetário.

“As medidas do Gaia vão tocar diretamente ou indiretamente todas as áreas da astronomia”, diz o astrofísico brasileiro ao Mensageiro Sideral. “Vamos aprender mais sobre a estrutura do espaço-tempo, sobre os asteroides do Sistema Solar, provavelmente também sobre alguns cometas, sobre as órbitas de nossos vizinhos, sobre como estrelas nascem, evoluem e morrem, sobre os planetas ao redor dessas estrelas, sobre a estrutura de nossa galáxia e sobre como ela provavelmente aos poucos se originou a partir da canibalização de outras galáxias menores, sobre as galáxias mais próximas de nós, sobre algumas galáxias mais distantes, sobre supernovas nessas galáxias e sobre quasares ainda mais distantes. Após o catálogo Gaia ser finalizado, até mesmo a própria escala de distâncias em nosso Universo pode ser modificada!”

Confira abaixo a íntegra do bate-papo sobre a empolgante missão, que não é da USS Enterprise, mas também é de cinco anos…

Alberto Krone-Martins no centro de controle da missão em Darmstadt, na Alemanha
Mensageiro Sideral – Como você foi parar no projeto do satélite Gaia?

Alberto Krone-Martins – Além da paixão pela Astronomia, muito alimentada pelo Clube de Astronomia de São Paulo (CASP), sempre me acompanhou uma vontade de encarar grandes desafios. E o Gaia estava cheio deles! Ouvi falar dessa missão espacial ainda durante a graduação em física no IF da Universidade de São Paulo, em uma visita ao Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) daquela universidade. Após terminar o mestrado no IAG-USP, passei alguns meses trabalhando na Universidade de Barcelona, onde escrevi uma parte do “Simulador do Universo” do Gaia. Depois disso realizei o doutorado (com apoio da FAPESP, da CAPES, do Cofecub e do CNES) entre a Universidade de São Paulo e a Université de Bordeaux. Nessa época, trabalhando com o Prof. Ramachrisna Teixeira e a Dra. Christine Ducourant, demonstramos que era possível usar o Gaia para estudar objetos celestes extensos, como outras galáxias ou quasares em que se pode ver a galáxia hospedeira — o que deve em alguns casos perturbar as medidas que são usadas como referência para medir as posições das estrelas da Via Láctea. Estudar esses objetos extensos com o Gaia era tido como algo quase impossível de se fazer até então, uma vez que o satélite foi desenhado para estudar apenas objetos pontuais. Mas no final não apenas mostramos que era possível, como também implementamos quase tudo o que era necessário para tornar isso possível e mostramos que as informações que o Gaia pode vir a nos dar sobre esses objetos, por causa de sua resolução, provavelmente serão as mais precisas disponíveis por algum tempo! Desde então tenho trabalhado continuamente na missão, agora na Universidade de Lisboa.

Eu digo “essa missão”, e não “esse satélite”, porque não é só o satélite que importa. Também é toda uma grande colaboração de análise de dados, chamada DPAC (Data Processing and Analysis Consortium), que engloba centenas de pesquisadores e de engenheiros de software espalhados por toda Europa — e alguns bem poucos também em outros países, como o Brasil. Diferentemente de outros projetos astronômicos, como o Hubble, por exemplo, as observações realizadas pelo Gaia não são imagens, e per se não têm praticamente nenhum uso para a comunidade astronômica antes da produção do catálogo Gaia. E é o DPAC que é encarregado de criar esse catálogo, que terá influência direta ou indireta em todas as áreas da astronomia.

E não só! Partes desse catálogo também poderão ter influência em outras atividades humanas. Um exemplo: muitas pessoas estão acostumadas a usar aparelhos de GPS para se locomover, e a maior parte de nós sabe que esses aparelhos usam sinais de satélites para se localizar, certo? Mas você já se perguntou como é que os satélites de GPS se localizam e determinam seu posicionamento e orientação? Esse “controle de atitude”, no jargão técnico, no mínimo necessita de um catálogo com posições de objetos no céu, um “mapa” para guia-los. Hum…

Mensageiro Sideral – O Gaia vai basicamente fazer um censo da Via Láctea. Um bilhão de estrelas é uma amostra bem representativa das que deve ter nossa galáxia. Será o suficiente para determinar com precisão coisas que há tempos queremos saber, como, por exemplo, o número de braços da galáxia?

Krone-Martins – Para muitas coisas sim. O exemplo que deu, o número de braços da galáxia, será conhecido com bastante acurácia. Mas não apenas o número, como também sua estrutura e, talvez, sua evolução serão conhecidas. Após o catálogo Gaia ser completado teremos pela primeira vez na história da humanidade uma visão precisa e acurada de grande parte de nossa galáxia em três dimensões, e de todos os seus componentes estruturais: os braços, o disco, o bojo, as deformações que podem existir no limite da galáxia, o halo etc. E ainda mais do que isso, não somente teremos uma visão estática. Uma vez que as medidas e o processamento nos fornecem os movimentos tridimensionais desses objetos, poderemos mesmo ver os movimentos de muitas dessas estrelas!

Mensageiro Sideral – O componente de exoplanetas da missão também é bem empolgante. Não há a chance de achar outras Terras, mas pelo menos saberemos com que frequência temos Júpiters em órbitas longas, não? Qual a importância de determinar isso?

Krone-Martins – Para se entender como se formam e evoluem os sistemas planetários é necessário criar modelos teóricos e principalmente incluir de forma detalhada a dinâmica, a evolução de parâmetros orbitais do sistemas. Contudo, esses modelos teóricos precisam ser restringidos, o que é feito graças às observações de muitos tipos de sistemas planetários distintos, de várias massas e arquiteturas orbitais diferentes, incluindo esses Jupíteres em órbitas longas. Os diferentes tipos de observações de exoplanetas nos fornecem parâmetros diferentes desses corpos celestes, e algo muito central é que a astrometria com a precisão do Gaia não permite apenas a detecção de um bom número de novos exoplanetas, mas também a confirmação de quais planetas detectados anteriormente por velocidade radial ou trânsito existem realmente, e não são apenas algum tipo de sinal criado por fenômenos ocorrendo na atmosfera da estrela.

Além disso, parâmetros como a inclinação dos planos orbitais dos planetas e suas massas são informações dadas com acurácia pela astrometria. Isso é extremamente importante, pois munidos dessas informações é possível determinar se é possível ou não existirem planetas tipo Terra dentro da “zona habitável” de tais sistemas.

E sim, o Gaia não atingirá a precisão necessária para realizar a detecção e caracterização de exoplanetas de planetas terrestres em torno de estrelas parecidas com o Sol. Mas como para isso é necessário apenas precisão, e não acurácia, e precisão é mais simples de atingir, estamos quase chegando ao ponto em que será possível fazê-lo. Para isso já temos um conceito de missão espacial astrométrica para finais da próxima década sendo preparado em banho-maria.

Mensageiro Sideral – O Gaia também permitirá o estudo da matéria escura em torno da Via Láctea, mapeando a trajetória de estrelas no halo galáctico?

Krone-Martins – Sim. A partir das medidas que o satélite irá realizar poderemos reconstruir o potencial gravitacional da Via Láctea. Comparando esse potencial reconstruído a partir dos movimentos das estrelas com o potencial inferido a partir da distribuição da matéria luminosa é possível determinar a diferença entre o movimento que se observa e aquele que seria esperado dada a quantidade de matéria observada. E isso será realizado não apenas no halo, mas também em outros componentes estruturais de nossa galáxia. Outro ponto interessante é que o Gaia realizará testes extremamente precisos da relatividade geral — ordens de magnitude mais precisos do que feito até hoje –, pois, para atingir a precisão e acurácia requeridas, todo tratamento de dados leva em conta as deformações da trajetória da luz na proximidade de planetas do Sistema Solar. Se existirem problemas com a relatividade geral, esses problemas serão percebidos durante a análise dos dados da missão.

Mensageiro Sideral – Qual é o mais empolgante aspecto do satélite, na sua opinião?

Krone-Martins – É uma pergunta engraçada, pois honestamente é bem difícil de responder… tudo é tão empolgante!

Se estamos falando no objeto “satélite”, ele provavelmente é uma das peças mais precisas construídas pela humanidade. Relojoaria suíça? Nem perto. A estrutura inteira do Gaia e seus espelhos são construídos com um material tão rígido quanto o diamante — e é o maior instrumento já construído pelo ser humano com esse material. Os ângulos entre os espelhos dentro do satélite são monitorados constantemente utilizando lasers e uma técnica extremamente precisa chamada interferometria. O relógio interno do satélite? Um relógio atômico. E a câmera? É simplesmente a maior câmera já lançada ao espaço, além de uma das mais precisas já construídas, contendo quase um bilhão de pixels distribuídos em uma área de aproximadamente um metro por meio metro. Os detectores, chamados CCDs, foram desenvolvidos (e grande parte da tecnologia necessária foi inventada) sob medida para o Gaia, e entre conceito e a produção se passou uma década!

Se falarmos no desafio que é preparar toda a análise de dados, ele provavelmente originou uma das mais complexas colaborações científicas existentes. O processamento é distribuído entre centros de supercomputadores dedicados que estão espalhados pela Europa, e de forma distinta de experimentos onde os dados podem ser naturalmente distribuídos e analisados de forma separada (como em estudos de altas energias). No caso do Gaia os dados são interdependentes e a análise exige troca periódica de informação entre esses centros. Para tornar tudo isso possível, foram necessários muitos milhões de linhas de código não apenas para analisar os dados mas também para testar os próprios códigos de forma completamente automática, além de uma enorme dedicação que também pode ser contada em milhões de horas de seres humanos, para cálculos matemáticos, redação de páginas de documentação e muitos milhares de horas de teleconferências e de reuniões presenciais, que por vezes podem ser acaloradas! É um processo empolgante de aprendizado sobre projetos e pessoas — tanto no nível pessoal quanto social. Ao participar de algo assim, acaba-se também aprendendo a fazer com que centenas ou milhares de pessoas, todas altamente qualificadas, muitas com opiniões fortes e muito bem fundamentas, cheguem em uma finalidade comum. E isso tudo ainda continua pelo menos até 2021! O lançamento está apenas em três quintos do total da missão.

E se falarmos de tudo o que poderemos aprender sobre o nosso Universo com o Gaia! Como disse antes, as medidas do Gaia vão tocar diretamente ou indiretamente todas as áreas da astronomia. Vamos aprender mais sobre a estrutura do espaço-tempo, sobre os asteroides do Sistema Solar, provavelmente também sobre alguns cometas, sobre as órbitas de nossos vizinhos, sobre como estrelas nascem, evoluem e morrem, sobre os planetas ao redor dessas estrelas, sobre a estrutura de nossa galáxia e sobre como ela provavelmente aos poucos se originou a partir da canibalização de outras galáxias menores, sobre as galáxias mais próximas de nós, sobre algumas galáxias mais distantes, sobre supernovas nessas galáxias e sobre Quasares ainda mais distantes. Após o catálogo Gaia ser finalizado, até mesmo a própria escala de distâncias em nosso Universo pode ser modificada! Sabia que existe um grande problema não resolvido sobre a distância até um dos aglomerados de estrelas mais próximos de nós? As teorias de evolução estelar e medidas dos brilhos aparentes das estrelas dizem uma coisa, assim como medidas astrométricas relativas (que são dependentes de modelos). Já as medidas astrométricas globais realizadas pela missão espacial antecessora do Gaia, chamada Hipparcos, mesmo depois de muitos anos de escrutínios constante, dizem outra. Quem está certo? Apenas após o Gaia saberemos! E se existem essas discrepâncias sistemáticas em medidas de objetos próximos, que são apenas o primeiro degrau na escada de distâncias do Universo, imagine como isso pode se propagar para objetos cujas medidas dependem desse primeiro degrau!

Dito tudo isso, provavelmente o mais empolgante aspecto da missão Gaia é aquele que ainda não nos apercebemos. Conhece aquela frase da abertura de Jornada nas Estrelas? “Audaciosamente indo aonde ninguém jamais esteve”? Então, o Gaia nos permite continuar a levar o conhecimento cada vez mais longe. E a astrometria, a base da astronomia e o âmago da missão Gaia, que tem acompanhado o ser humano desde que olhamos pela primeira vez para o céu, em algum momento de nosso desenvolvimento também permitirá fazê-lo literalmente.

Encontrado planeta que orbita ao redor de gêmeo do Sol

É encontrado planeta que orbita ao redor de gêmeo do Sol
Durante o estudo do Observatório Europeu Austral foram descobertos 3 planetas dos quais 2 orbitavam estrelas similares ao sol

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Espaço: o aglomerado estelar estudado se encontra a uma distância de 2.500 anos-luz na constelação de Câncer e nele há cerca de 500 astros
Berlim – Três novos planetas foram encontrados orbitando ao redor de estrelas no acúmulo Messier, sendo que um deles gira em torno de um gêmeo do sol, informou nesta quarta-feira o Observatório Europeu Austral (ESO).

A descoberta, realizada mediante o buscador de planetas HARPS que o ESO tem no Chile junto com outros telescópios ao redor do mundo, constitui um marco já que, embora já tenham sido encontrados mais de mil destes exoplanetas fora do Sistema Solar, muito poucos estão situados em acúmulos estelares.

A autora principal do estudo, Anna Brucalassi, do Instituto Max Planck para Física Extraterrestre, situado em Garching, no sul da Alemanha, explicou que “no acúmulo estelar Messier 67 todas as estrelas têm aproximadamente a mesma idade e composição que o Sol”.

“Isto proporciona um perfeito laboratório para estudar quantos planetas se formam em um ambiente tão aglomerado, e se por acaso se formam principalmente ao redor de estrelas mais maciças ou menos maciças”, declarou a pesquisadora.

Por sua parte, o astrônomo Luca Pasquini, também membro do Instituto Max Planck, afirmou que “os novos resultados contrastam com trabalhos anteriores que não conseguiram encontrar planetas em acúmulos, mas concordam com outras observações mais recentes”.

O acúmulo estelar estudado se encontra a uma distância de 2.500 anos-luz na constelação de Câncer e nele há cerca de 500 astros.

Durante o estudo foram descobertos três planetas dos quais dois orbitavam estrelas similares ao sol, enquanto o terceiro girava ao redor um astro gigante vermelho mais evoluído.

Os dois primeiros planetas têm um terço da massa de Júpiter e demoram em orbitar suas estrelas sete e cinco dias, enquanto o terceiro precisa de 122 dias e tem uma massa maior à de Júpiter.

Os pesquisadores comprovaram que o primeiro destes girava em torno de uma das estrelas mais parecidas com o sol encontradas até hoje, além de ser o primeiro gêmeo solar achado em um acúmulo de estrelas que contém um planeta.

Museu expõe fóssil de 60 mi de anos encontrado no RJ

Esta é a espécie mais antiga encontrada no estado e foi apresentada nesta quarta-feira, 15, no Museu de Ciências da Terra, na Urca, zona sul da cidade
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Fóssil de réptil encontrado no Rio: o crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro pertence a um grupo natural da América do Sul, com espécies encontradas também na Bolívia e na Argentina
Rio – O Rio de Janeiro acabado de ganhar um “novo” habitante. Trata-se do crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro, o “Sahitisuchus fluminensis”, que surgiu junto com os dinossauros, há 230 milhões de anos, e conseguiu sobreviver à extinção dos répteis gigantes, 65 milhões de anos atrás.

Esta é a espécie mais antiga encontrada no estado e foi apresentada nesta quarta-feira, 15, no Museu de Ciências da Terra, na Urca, zona sul da cidade.

O fóssil do Sahitisuchus fluminensis foi encontrado no Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, no município de Itaboraí, região metropolitana do Rio, na década de 1940. No “Berço dos Mamíferos”, como também é conhecido o parque, os cientistas encontraram o crânio parcialmente completo (com 32 centímetros) e bastante conservado, com as primeiras vértebras cervicais acopladas ao crânio.

“A região de Itaboraí é característica de animais pequenos. Mesmo as aves e mamíferos daquela região que sobreviveram, costumam ser pequenos”, disse o pesquisador Alexandre Keller. Ele ressaltou que no Parque Paleontológico de São José, único do Estado, foram encontrados milhares de ossos e dentes, principalmente de mamíferos marsupiais.

Somente depois de 70 anos de estudos, os paleontólogos Alexandre Keller, André Pinheiro, do Museu de Ciências da Terra do Centro de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), e Diógenes Campos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram reconstruir o animal.

A apresentação do crocodilo guerreiro demorou tanto porque os cientistas precisaram reunir outros materiais (como dentes) para identificar características próprias do fóssil. Ele seria um predador carnívoro (com dentes serrilhados e focinho alto e comprido), semiaquático, ágil, com aproximadamente dois metros de comprimento e que (creem os cientistas) caçava em bando.

“Estudar essa fauna é muito importante para compreendermos mais sobre o período entre a extinção dos dinossauros e do surgimento dos mamíferos”, analisa o pesquisador Diógenes Campos. Além disso, esse grupo de crocodilos é a única espécie cuja diversidade atual é menor do que a do passado.

O crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro pertence a um grupo natural da América do Sul, com espécies encontradas também na Bolívia e na Argentina. Apesar de ter sobrevivido à grande extinção do período Cretáceo (145 milhões a 65 milhões de anos atrás), atualmente, não há descendentes da espécie.

“Ainda não sabemos a causa do desaparecimento total desse grupo. Podem ser fatores climáticos ou mesmo migração de outras espécies mais fortes para a América do Sul”, explicou André Pinheiro. Mas, o Sahitisuchus fluminensis pode ser considerado um parente (muito) distante do jacaré. Hoje, existem apenas cinco espécies de crocodilos na América do Sul.

Astronomia

A Astronomia é uma ciência natural que estuda corpos celestes (como estrelas, planetas, cometas, nebulosas, aglomerados de estrelas, galáxias) e fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra (como a radiação cósmica de fundo em micro-ondas). 487023_495074930513937_778888544_nEla está preocupada com a evolução, a física, a química, e o movimento de objetos celestes, bem como a formação e o desenvolvimento do universo. A astronomia é uma das mais antigas ciências. Culturas pré-históricas deixaram registrados vários artefatos astronômicos, como Stonehenge, os montes de Newgrange, os menires. As primeiras civilizações, como os babilônios, gregos, chineses, indianos, iranianos e maias realizaram observações metódicas do céu noturno. No entanto, a invenção do telescópio permitiu o desenvolvimento da astronomia moderna. Historicamente, a astronomia incluiu disciplinas tão diversas como astrometria, navegação astronômica, astronomia observacional e a elaboração de calendários. Durante o século XX, o campo da astronomia profissional foi dividido em dois ramos: a astronomia observacional e a astronomia teórica.[carece de fontes] A primeira está focada na aquisição de dados a partir da observação de objetos celestes, que são então analisados utilizando os princípios básicos da física. Já a segunda é orientada para o desenvolvimento de modelos analíticos que descrevem objetos e fenômenos astronômicos. Os dois campos se complementam, com a astronomia teórica procurando explicar os resultados observacionais, bem com as observações sendo usadas para confirmar (ou não) os resultados teóricos. Os astrônomos amadores têm contribuído para muitas e importantes descobertas astronômicas. A astronomia é uma das poucas ciências onde os amadores podem desempenhar um papel ativo, especialmente na descoberta e observação de fenômenos transitórios. A Astronomia não deve ser confundida com a astrologia, sistema de crença que afirma que os assuntos humanos estão correlacionados com as posições dos objetos celestes. Embora os dois campos compartilhem uma origem comum, atualmente eles já estão totalmente distintos

Grande Erupcao solar

Aqui é um ótimo novo vídeo de SDO capturou uma grande erupção, destaque fora do limbo nordeste.
Isso não terá nenhum impacto na Terra.

Quasares

Um quasar (abreviação de quasi-stellar radio source, ou fonte de rádio quase-estelar) é um objeto astronômico distante e poderosamente energético com um núcleo galáctico ativo, de tamanho maior que o de uma estrela, porém menor do que o mínimo para ser considerado uma galáxia.
imagesQuasares foram primeiramente identificados como fontes de energia eletromagnética (incluindo ondas de rádio e luz visível) com alto desvio para o vermelho (redshift), que eram puntiformes e semelhantes a estrelas, em vez de fontes extensas semelhantes a galáxias. Os quasares são os maiores emissores de energia do Universo. Um único quasar emite entre 100 e 1000 vezes mais luz que uma galáxia inteira com cem bilhões de estrelas.

Enquanto houve inicialmente alguma controvérsia quanto à natureza destes objetos — até tão recentemente quanto os anos 1980, não havia um consenso sobre isto — há agora um consenso científico de que um quasar é uma região compacta com 10 a 10,000 vezes o raio de Schwarzschild do buraco negro supermassivo de uma galáxia, energizada pelo seu disco de acreção.
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Mais de 200.000 quasares são conhecidos, a maioria do Sloan Digital Sky Survey. Todos os espectros observados tem redshift entre 0,056 e 7,065. Aplicando a Lei de Hubble a estes redshifts, chega-se ao resultado que eles estão entre 600 milhões e 28 bilhões de anos luz de distância comóvel. Devido às grandes distâncias dos quasares mais distantes e a velocidade da luz finita, vemos os quasares e o espaço em torno deles como eles existiam no Universo primitivo.

~J.Kepler