Monthly Archives: agosto 2014

Um mapa de todos os dispositivos no mundo que estão conectados à internet

Onde está a internet? Este mapa pode explicar isso melhor do que qualquer estatística: os pontos vermelhos mostram onde está localizado o maior número de dispositivos que podem acessar a internet.

Este mapa foi feito em 2 de agosto por John Matherly, fundador do Shodan, um motor de busca para dispositivos conectados à internet.

Um mapa de todos os dispositivos no mundo que estão conectados à internet

Um mapa de todos os dispositivos no mundo que estão conectados à internet


>>> O uso da internet no mundo, de acordo com a hora do dia

Matherly, que se autodenomina um cartógrafo da internet, recolheu os dados enviando solicitações de ping a cada endereço IP na internet e armazenando as respostas positivas.

Essa parte é relativamente fácil se comparada o processo de visualização, diz Matherly: “levou menos de cinco horas para coletar os dados, e mais 12 horas para gerar a imagem do mapa”. Para isso, ele usou a biblioteca matplotlib na linguagem de programação Python.

Este mapa é semelhante a outro produzido no ano passado – só que aquele era ligeiramenteilegal. Sim, o Shodan é conhecida por suas práticas potencialmente obscuras de caçar redes inseguras, mas os pedidos de ping – a mesma coisa que seu provedor de internet usa para testar a velocidade e perda de dados – são inofensivos, diz Matherly. “Acabamos avançado o suficiente em tecnologia para fazer isso na escala da internet.”

Basicamente, o Shodan agora é capaz de enviar e receber ping rápido o suficiente para que o mundo inteiro possa ser consultado em apenas algumas horas. Armado com o novo processo, Matherly pretende acompanhar as mudanças na conectividade da internet mundial ao longo do tempo. Com a proliferação da Internet das Coisas, este mapa deve ficar ainda mais intenso.

NASA vai lançar foguete que voa até Marte em 2018

NASA vai lançar foguete que voa até Marte em 2018

A NASA anunciou hoje que pretende lançar o foguete Space Lauch System daqui a quatro anos. Com isso, a expectativa é que seja possível realizar viagens para além da órbita terrestre e chegar a Marte em 2018. Para 2030, existe a previsão de lançar veículos tripulados ao planeta vermelho.

NASA vai lançar foguete que voa até Marte em 2018

NASA vai lançar foguete que voa até Marte em 2018

A agência terminou recentemente a revisão do projeto, que foi aprovado formalmente. Isso significa um compromisso formal da construção do SLS em um período definido. Nos próximos 4 anos, serão investidos mais de US$ 7 bilhões na tarefa.

O SLS é considerado gigante para os padrões atuais. Pesando 70 toneladas, o foguete será capaz de atingir quase 100 mil metros de altura. Na primeira etapa da combustão, será utilizado hidrogênio, alimentado por quatro motores e dois propulsores de combustível sólido de cinco segmentos.

O primeiro lançamento, chamado de Exploration Mission 1, será realizado em 2018 e levará uma capsula Orion não tripulada em uma órbita além da lua. A intenção é analisar o desempenho do sistema da nave e sua entrada na órbita terrestre. Depois disso, será realizado um vôo tripulado com quatro astronautas.

https://olhardigital.uol.com/noticia/43798/43798

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Robôs minúsculos poderão ser usados futuramente para ajudar no tratamento de câncer, conforme revelado por pesquisadores da Universidade da Califórnia.

Eles estão desenvolvendo uma nanopartícula anticancerígena chamada nanoporphyrin que é capaz de diagnosticar e tratar tumores sem agredir o paciente.

O recurso conseguiria reconhecer as células problemáticas dentro da pessoa e injetaria nelas as drogas de combate, matando apenas o que precisa ser morto.

Conforme explica o PhysOrg, o maior desafio dos pesquisadores tem sido justamente construir uma nanopartícula que integre as funções de diagnóstico e combate, mas os pesquisadores estão otimistas. Se conseguirem, a técnica pode se tornar a melhor opção para o tratamento de câncer, sem as agressões de uma quimioterapia e com mais chances de recuperação.

Peixe fora da água dá pistas sobre evolução das espécies para a terra

Peixe fora da água dá pistas sobre evolução das espécies para a terra

Bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus): pulmão que permite respirar fora da água e capaz de se adaptar à vida na terra

Bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus): pulmão que permite respirar fora da água e capaz de se adaptar à vida na terra

Um primitivo peixe mostrou que, mesmo fora da água, é capaz de se locomover e oferecer pistas sobre a evolução das espécies do mar para a terra, de acordo com um novo estudo realizado na Universidade de Ottawa, no Canadá. Capaz de respirar na superfície, o espécime passou inclusive por modificações em seu esqueleto para melhorar sua locomoção.

A pesquisadora Emily Standen, da Universidade McGill, decidiu criar uma espécie de peixe fora da água. Juntamente com o paleontologista Hans Larsson, ela escolheu o bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus), uma espécie com características primitivas que lembra um ancestral dos animais terrestres. Equipado com pulmões e escamas duras, o bichir usa as nadadeiras peitorais atrás da cabeça para se movimentar em terra e ir de uma poça de água para outra.

Os pesquisadores compraram 149 espécimes com dois meses de vida e mantiveram 111 em um terrário durante 8 meses. Os outros 38 ficaram em um aquário.

Os peixes criados em terra apresentaram mudanças na estrutura de seu esqueleto que lhes permitiram se locomover em terra. Os bichires passaram a usar suas nadadeiras dianteiras para se erguer e “caminhar”. A estrutura que seria semelhante à nossa coluna vertebral tornou-se mais reforçada e longa para dar maior apoio ao restante do corpo.

“Todas as mudanças que observamos estão documentadas no estudo dos fósseis”, afirma a pesquisadora Emily Standen, especialista em biomecânica comparative e evolucionária na Universidade de Ottawa.

“Os resultados podem jogar uma luz sobre um fator que teria parte na origem dos tetrápodes”, diz Per Ahlberg, uma paleontologista da Universidade Uppsala na Suécia. Resta aos cientistas entender esse desenvolvimento na evolução e passagem das espécies aquáticas para a vida na terra.

As mudanças –chamadas plasticidade desenvolvimentista—deram aos animais “vantagens” em sua luta pela sobrevivência, possivelmente passada em seus genes para as novas gerações, que os pesquisadores vão acompanhar em novo estudo. “Eventualmente, essas mudanças podem se tornar permanentes com o tempo”, diz Emily Standen. “Mas como isso acontece”, diz, ainda permanece um “mistério”.

 

ESA trabalha para recuperar satélites mal posicionados do sistema Galileu

ESA trabalha para recuperar satélites mal posicionados do sistema Galileu

Os engenheiros da ESA (Agência Espacial Europeia) trabalham para recuperar os dois primeiros satélites em operação do sistema de navegação Galileu, que foram posicionados em uma órbita errada durante seu lançamento na última sexta-feira (22).

SATÉLITES NA ÓRBITA ERRADA - Engenheiros da ESA (Agência Espacial Europeia) trabalham para recuperar os dois primeiros satélites em operação do sistema de navegação Galileu, que foram posicionados em uma órbita errada durante seu lançamento na sexta-feira (22). Fontes da ESA relataram nesta quarta-feira (27) que esse "contratempo" não põe em xeque o programa que pretende criar um sistema europeu de navegação via satélite para competir com o GPS americano e com programas similares desenvolvidos por Rússia e China

SATÉLITES NA ÓRBITA ERRADA – Engenheiros da ESA (Agência Espacial Europeia) trabalham para recuperar os dois primeiros satélites em operação do sistema de navegação Galileu, que foram posicionados em uma órbita errada durante seu lançamento na sexta-feira (22). Fontes da ESA relataram nesta quarta-feira (27) que esse “contratempo” não põe em xeque o programa que pretende criar um sistema europeu de navegação via satélite para competir com o GPS americano e com programas similares desenvolvidos por Rússia e China

Fontes da ESA relataram nesta quarta-feira (27) que esse “contratempo” não põe em xeque o programa que pretende criar um sistema europeu de navegação via satélite para competir com o GPS americano e com programas similares desenvolvidos por Rússia e China.

Ainda “é cedo” para determinar o futuro dos dois satélites, mas a ESA acredita que os mesmos podem ser “úteis” para o sistema Galileu.

Os satélites estão em perfeito estado, já posicionaram seus painéis solares e estão em contato com as estações de acompanhamento na Terra, em particular o centro espacial da cidade alemã de Darmstadt.

São “acompanhados pelos mesmos engenheiros responsáveis pelo programa Rosetta. Se existir uma solução, eles a encontrarão”, disse a fonte.

“Doresa” e “Milena”, os dois primeiros satélites em operação de um total de 30 que formarão o sistema Galileu, estão, no entanto, em uma órbita errada.

Ao invés de orbitar de forma circular a 23,7 mil quilômetros da Terra, onde deveriam ter sido levados pelo foguete Soyuz lançado na última sexta-feira da estação espacial de Kuru, na Guiana Francesa, os satélites estão em uma órbita elíptica que chega a aproximadamente 19 mil quilômetros em sua distância mais afastada da Terra.

Os engenheiros da ESA trabalham com dois cenários possíveis.

Por um lado, pode mantê-los nessa posição e tentar fazer ajustes nas estações de acompanhamento para que possam ter utilidade para o sistema de navegação via satélite, “seja pelos dados que enviarem, mesmo que sejam poucos, seja para validações técnicas”.

A outra opção seria utilizar seus pequenos motores para tentar posicioná-los em sua órbita prevista.

A segunda possibilidade foi considerada como “muito difícil” pelo presidente do Centro Nacional de Estudos Espaciais da França (CNES) e representante francês no programa Galileu, Jean-Yves Le Gall.

A correção orbital esgotaria o combustível limitado dos satélites, por isso quando a manobra for concluída, o que levaria várias semanas, pode ser que os aparelhos tenham pouca utilidade para seus fins.

“Os engenheiros estudam todas as hipóteses, todas as variáveis, para tomar a decisão mais adequada”, afirmou a fonte.

Em qualquer caso, o sistema deve funcionar com 30 satélites, dos quais três são reservas, por isso não está em questão o futuro do programa, cujo custo estimado pela Comissão Europeia deve chegar a 90 bilhões de euros em um período de 20 anos.

A Arianespace, responsável por colocar em órbita os satélites, deve divulgar no próximo dia 8 as conclusões preliminares da comissão de investigação criada junto com os russos para determinar as causas do fracasso da missão.

A partir daí, a ESA determinará o futuro dos lançamentos. Um segundo voo da Soyuz com dois novos satélites está previsto para o início de dezembro.

Os 12 últimos satélites do programa Galileu devem ser lançados ao espaço em grupos de quatro em três voos do potente foguete Ariane 5, cuja eficiência é inquestionável.

SATÉLITES NA ÓRBITA ERRADA – Engenheiros da ESA (Agência Espacial Europeia) trabalham para recuperar os dois primeiros satélites em operação do sistema de navegação Galileu, que foram posicionados em uma órbita errada durante seu lançamento na sexta-feira (22). Fontes da ESA relataram nesta quarta-feira (27) que esse “contratempo” não põe em xeque o programa que pretende criar um sistema europeu de navegação via satélite para competir com o GPS americano e com programas similares desenvolvidos por Rússia e China

 

Netuno e sua lua Tritão

HÁ 25 ANOS – Em agosto de 1989, a espaçonave Voyager 2 forneceu à humanidade a primeira imagem de

Netuno e sua lua Tritão

Netuno e sua lua Tritão

. A foto do planeta foi tirada usando filtros verde e laranja na câmera da Voyager 2, lançada pela Nasa (agência espacial americana), e reproduzida novamente nesta segunda-feira (25)

Sonda chega a cometa em busca de pistas sobre ‘início da vida’

Sonda chega a cometa em busca de pistas sobre ‘início da vida’

A sonda Rosetta deve orbitar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko por um ano
A sonda europeia Rosetta entrou nesta quarta-feira (6) na órbita de um cometa, depois de ter passado quase uma década no seu encalço.

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A nave se aproximou do 67P/ Churyumov-Gerasimenko para investigar a estrutura e composição do astro.

Uma das teorias sobre o início da vida na Terra postula que os primeiros ingredientes da chamada “sopa orgânica” vieram de um cometa.

 

Os 11 instrumentos da Rosetta devem observar o cometa por mais de um ano, buscando indícios da presença de água, carbono e outros elementos fundamentais para a vida.

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O local de pouso da Rosetta

O local de pouso da Rosetta

Se tudo correr bem, até novembro, cientistas esperam ter escolhido um ponto de pouso para enviar a nave Philae à superfície do cometa.

Obstáculos

Até hoje, cientistas foram capazes de fazer sondas cruzarem o caminho de cometas, possibilitando apenas observações fugazes.

As dificuldades técnicas de por a Rosetta em órbita ao redor do 67P são consideráveis.

O cometa viaja a 55 mil km/h. Para entrar na sua órbita, a nave precisa estar em frente ao astro a uma velocidade diferente apenas 3,6 km/h menor, permitindo a aproximação até ficarem lado a lado.

O feito é inédito e dificultado pelo fato de os sinais de rádio enviados da Terra para comandar a sonda levarem mais de 22 minutos para serem recebidos.

“Temos que dar pequenos passos para nos aproximar, porque não sabemos exatamente como o cometa estará se comportando nem como a nave vai se comportar ao seu redor”, afirmou Matt Taylor, um dos cientistas do projeto.

Ele diz que o comando da missão tem uma ideia “grosseira” de como voar ao redor do cometa, mas que só vão saber realmente quando se aproximarem de fato.

‘Missão sexy’

“Para mim, é a missão mais sexy e fantástica que já existiu. Ela marca pontos nos quesitos fascinação, exploração, tecnologia e ciência. Principalmente ciência”, afirmou.

A estrutura irregular do cometa, que já foi comparada a um pato de brinquedo, é outro obstáculo, já que é difícil calcular a sua força gravitacional, um dos fatores mais importantes para se pilotar a nave ao redor do cometa e para os planos de pouso.

Informações iniciais indicam que a superfície do cometa esteja coberta de poeira estelar, com temperaturas de -70ºC negativos

Cometas são considerados alguns dos corpos celestes mais antigos do sistema solar.

A missão Rosetta, batizada em homenagem à pedra que possibilitou a tradução dos hieróglifos egípcios, foi planejada na década de 90.

A sonda foi lançada em março de 2004 e desde então ela já orbitou o sol cinco vezes, ganhando velocidade “surfando” a gravidade da Terra e de Marte.

Para atravessar a parte mais gelada de sua rota, a sonda foi desligada em 2012 e somente reativada em 1º de janeiro deste ano.

O local de pouso da Rosetta

O local de pouso da Rosetta

POR SALVADOR NOGUEIRA
A equipe responsável pela missão europeia Rosetta escolheu os cinco locais mais promissores para o primeiro pouso de uma sonda num cometa, evento histórico — e tenso — marcado para 11 de novembro.

Os cientistas têm trabalhado furiosamente no mapeamento do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko desde a chegada da espaçonave ao astro, no último dia 6. As primeiras imagens com essa finalidade foram obtidas a uma distância de 100 km e forneceram subsídios para uma seleção inicial de dez sítios para o futuro pouso do módulo Philae.

Agora, esta seleção foi reduzida a cinco locais — e escolher o melhor ponto para descida é mais complicado do que pode parecer. Não é somente escolher o lugar mais lisinho, com menos risco de a sonda ser danificada ao impactar contra uma rocha pontiaguda. Um dos requerimentos, por exemplo, é que ele forneça pelo menos seis horas de exposição ao Sol conforme o cometa gira em torno de seu próprio eixo, de forma que as baterias do Philae possam ser recarregadas via painéis solares, após o esgotamento da carga inicial de 64 horas. Mas calma lá! Também não pode ter Sol demais, sob risco de causar super-aquecimento.

(Meu alvo favorito? É o marcado com a letra A, na imagem acima; ele permite a observação dos dois lobos do cometa e está numa reentrância que parece limitar à medida certa a exposição ao Sol. Mas só imagens com mais resolução permitirão concluir que ele seria mesmo uma boa opção.)

E agora, quais serão os próximos passos? A essa altura a Rosetta já está monitorando o cometa de mais perto — 60 km — e deve descer ainda mais na semana que vem, chegando a 30 km de distância. Esse processo permitirá um mapeamento mais detalhado dos cinco sítios pré-selecionados, e no dia 14 de setembro restarão apenas dois: um primário e um reserva. No fim de setembro, a distância orbital entre a Rosetta e o cometa terá caído para 20 km e, a partir de 10 de outubro, essa distância cai para 10 km — o equivalente aproximado à altitude de cruzeiro de um avião de passageiros.

Em 12 de outubro, a equipe responsável pela escolha dará o “Go!” (ou o “No Go!”, se for o caso) para o sítio primário, e os operadores começam a adaptar o software da Philae para as especificidades do plano de pouso. Em 9 de novembro o software é transmitido da Terra para o Philae e, dois dias depois, em 11 de novembro, vamos todos fazer figas pelo módulo de pouso em sua audaciosa tentativa de fazer uma descida suave na superfície do cometa.

Será de arrepiar. Fique ligado.

O local de pouso da Rosetta

O local de pouso da Rosetta

Buraco em roda de jipe-robô ameaça encurtar missão em Marte

O jipe Curiosity acabou de completar dois anos de passeios bem-sucedidos em Marte. Mas danos inesperados em suas rodas podem encurtar o tempo total da missão.

Buraco em roda de jipe-robô ameaça encurtar missão em Marte

Buraco em roda de jipe-robô ameaça encurtar missão em Marte

Os cientistas da Nasa ficaram alarmados ao notar um buraco em uma das seis rodas do veículo, no 411º dia marciano da missão (chamados de “sóis”, eles duram 24h39, um pouco mais do que as 24h do dia terrestres).

De início, o furo foi tratado como uma anormalidade sem consequências, mas no sol 463 uma nova inspeção das rodas revelou um rasgo bem grande.

“Quando vimos essas imagens, vimos um buraco que era bem maior do que esperávamos. Não se encaixava a nada que havíamos visto em nossos testes. Não sabíamos o que o estava causando”, conta Matt Heverly, piloto do jipe no JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa.

EM DOIS PLANETAS

A descoberta levou a novos testes, na Terra e em Marte, para descobrir o que estava acontecendo. Então os engenheiros constataram que os furos estavam sendo produzidos por rochas pontiagudas que, por estarem firmemente fixadas no chão, não se deslocavam ao encontrar as rodas.

Além disso, um problema adicional era responsável pelos rasgos _fadiga do material.

As rodas são feitas de uma finíssima camada de alumínio (com 0,75 mm de espessura). Ao evoluírem sobre o terreno marciano, elas distorcem levemente sua forma, em função do peso do jipe e da dureza do solo.

Imagem mostra danos em uma das rodas do jipe-robô Curiosity

Imagem mostra danos em uma das rodas do jipe-robô Curiosity

Esse processo acaba deixando o metal quebradiço, “como quando você torce um clipe de papel metálico para um lado e para o outro até que ele se quebra”, explica Emily Lakdawalla, cientista e blogueira da ONG Planetary Society.

Em resumo: as rodas do Curiosity estão lentamente se esfacelando pelo caminho.

CONSEQUÊNCIAS

Até agora, não houve perda de desempenho na condução do jipe. As rodas, apesar das perfurações, mantêm sua forma original e avançam bem sobre qualquer tipo de terreno.

Contudo, para evitar um desgaste acelerado, os pilotos do jipe têm optado por seguir rotas que pareçam oferecer menos risco. Isso pode limitar a escolha de alvos científicos. Além disso, por vezes eles têm conduzido o jipe de ré, para reduzir o desgaste nas rodas frontais.

Testes agressivos feitos no deserto de Mojave, na Califórnia, mostram que, nas piores condições de terreno possíveis, com solo duro e muitas pedras, as rodas podem ser inutilizadas após 8 km. Até agora, o jipe já andou 9 km.

Num terreno fofo e com poucas rochas, ele poderia avançar indefinidamente. Mas o potencial para descobertas, nesse caso, também seria drasticamente reduzido.

Tentando encontrar um equilíbrio entre ciência e engenharia, os gerentes da missão imaginam que o Curiosity possa ainda andar um bom bocado. Mas será difícil bater o recorde de seu antecessor, o Opportunity, que já está há uma década em Marte e percorreu mais de 40 km (ele ainda segue em operação).

Para o próximo jipe, programado para 2020, a ideia é mudar o design das rodas e, com isso, impedir a repetição do problema.

Também cresce a pressão para que o planejamento seja mais criterioso na escolha do local de pouso, exigindo pouca rodagem até alvos científicos de alto interesse.

Conjunção de Marte e Saturno acontece hoje; saiba como observar o fenômeno

Conjunção de Marte e Saturno acontece hoje; saiba como observar o fenômeno
Imagem colorizada de Saturno, feita pela sonda Cassino, a uma órbita de 1,6 milhão de quilômetros do planeta

A conjunção de Marte e Saturno tem muita importância para os amantes da astrologia, mas mesmo quem não acredita nos signos pode aproveitar o período para ver o fenômeno a olho nu, nesta terça-feira (12).5x470

Denilso Camargo, astrônomo da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), esclarece que a conjunção é um termo técnico usado para descrever quando dois astros não fixos (como o Sol, a Lua e os planetas) estão visualmente próximos um do outro. “Mas a proximidade é aparente, visto que eles estão, na verdade, muito distantes entre si”, afirma.

Segundo Camargo, como Saturno tem um movimento muito lento, ele estará na constelação de Libra. Marte irá se aproximar de Saturno, vindo da constelação de Virgem. “Para ver o fenômeno, basta olhar para o oeste assim que o Sol se puser e mirar na direção do zênite, que é o ponto exatamente sobre a sua cabeça. Ao anoitecer, os dois planetas estarão no alto do céu”, explica.

Como os planetas não possuem luz própria e não cintilam como as estrelas, o astrônomo explica como é possível identificar cada um deles no céu. “Os planetas apenas refletem a luz do Sol, do mesmo modo que a nossa Lua. Em dias de atmosfera muito turbulenta, até mesmo a luz proveniente dos planetas pode sofrer variação de brilho e pequenos saltos podem ser percebidos. Flutuações na densidade do ar também provocam refrações da luz produzindo um pouco de cintilação”, afirma.

Saturno tem a cor amarelo-dourado devido à presença de cristais de amônia na camada superior de sua atmosfera. Marte apresenta um tom avermelhado.

Ainda que o fenômeno possa ser visto a olho nu, quem tiver um binóculo ou telescópio poderá ver os anéis de Saturno. “Depende muito do tipo de equipamento”, avisa o astrônomo. “A vantagem do binóculo é permitir ver os dois astros no mesmo campo visual. Com um telescópio simples é possível ver os anéis de Saturno e algumas de suas Luas, principalmente Titã, que é a segunda maior do sistema solar”, diz.

Com um telescópio mais sofisticado, segundo o astrônomo, é possível observar os cinturões de nuvens de Saturno. “Já um equipamento com capacidade de ampliação de 60 vezes é suficiente para visualizar a calota polar de Marte, ainda que para conferir mais detalhes da calota, seria necessário um aparelho com maior capacidade de ampliação”, explica.

Para observar o fenômeno, o céu precisa estar limpo ou com poucas nuvens. “Sempre que as nuvens fecham o céu, é preciso esperar abrir novamente. As atividades que envolvem observar o céu requerem paciência”, diz.