Monthly Archives: setembro 2014

TEMPESTADE EM SATURNO

TEMPESTADE EM SATURNO – Conhecido como “o hexágono”, essa característica climática do planeta Saturno abrange cerca de 30.000 km de diâmetro, com ventos de 320 km/h que “correm” em espiral ao redor de uma enorme tempestade com rotação anti-horária, no coração da região.TEMPESTADE EM SATURNO

Enquanto um furacão na Terra pode durar uma semana ou mais, o hexágono tem acontecido há décadas. A imagem foi feita usando filtros ultravioletas e infravermelhos para destacar as diferentes regiões. O centro escuro da imagem mostra o olho da tempestade, que é até 50 vezes maior do que um olho de furacão terrestre. O ponto oval branco possui 3.500 km de diâmetro, o dobro do tamanho do maior furacão já registrado na Terra

Nave da Nasa entra com sucesso na órbita de Marte

– Uma nave espacial robô da Nasa ejetou seus foguetes de desaceleração no domingo, encerrando uma jornada de 10 meses para se colocar na órbita de Marte e começar uma caçada por vestígios de água no planeta vermelho.

Nave Maven, em missão à Marte, em uma reconstituição artística divulgada pela Nasa. 22/09/2014.

Nave Maven, em missão à Marte, em uma reconstituição artística divulgada pela Nasa. 22/09/2014.

Animação mostra a Maven disparando seus motoresAnimação mostra a Maven disparando seus motores

Após viajar 71 milhões quilômetros, a nave nomeada Maven (sigla em inglês para Mars Atmosphere and Volatile Evolution), ejetou seus seis foguetes propulsores, reduzindo sua velocidade de 20.600 km/h para 16.093 km/h.

“Não tenho mais nenhuma unha, mas conseguimos”, disse Colleen Hartman, vice-diretor de ciência da Nasa, no Centro Aeroespacial Goddard, em Greenbelt, no Estado norte-americano de Maryland, durante uma transmissão de TV sobre a missão da Maven.

A Maven vai estudar como os ventos solares retiram átomos e moléculas da atmosfera superior do planeta vermelho, um processo que cientistas acreditam estar em curso por milênios.

 

“Ao aprender sobre o processo que ocorre hoje, esperamos extrapolar para o passado e conhecer a história de Marte”, disse o cientista John Clarke, vinculado à Universidade de Boston e dedicado à missão da Maven, em uma entrevista à Nasa TV.

Cientistas acreditam fortemente que Marte não foi sempre seco e frio como hoje. A superfície do planeta é coalhada com o que parecem ser cursos secos de rios, cheios de minerais que se formam na presença de água.

Mas para que a água se acumulasse na superfície do planeta, sua atmosfera deveria ser muito mais densa e espessa do que a atual. A atmosfera de Marte é hoje 100 vezes mais fina do que a da Terra.

Os cientistas suspeitam que Marte perdeu 99 por cento de sua atmosfera ao longo de milhões de anos, à medida que o planeta se esfriou e teve uma decaída em seu campo magnético, permitindo que partículas carregadas nos ventos solares afastassem moléculas de água e outros gases atmosféricos.

O aprendizado sobre como Marte perdeu sua água é crucial para entender se o planeta que mais se assemelha à Terra no sistema solar teve em algum dia as condições para o surgimento de vida.

A missão de 671 milhões de dólares da Maven está prevista para durar um ano.

Possível erupção vulcânica obriga Filipinas a tirar 12 mil pessoas de casa

Manila, 16 set (EFE).- A autoridades das Filipinas ordenaram a evacuação de mais de 12 mil pessoas que vivem na encosta de um dos vulcões mais ativos do país, o Mayon, por causa da crescente atividade registrada na cratera, segundo fontes oficiais citadas pela imprensa local nesta terça-feira.

Possível erupção vulcânica obriga Filipinas a tirar 12 mil pessoas de casa

Possível erupção vulcânica obriga Filipinas a tirar 12 mil pessoas de casa

“Elevamos o alerta no vulcão Mayon do nível 2 ao 3”, disse Renato Solidum, diretor do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs).

Durante os últimos dias a agência governamental detectou um aumento da atividade vulcânica, com pequenos terremotos, emissão de gases e desprendimentos de rochas.

O nível 3 prevê a evacuação das cidades próximas à montanha e acelera a preparação perante uma provável erupção magmática.

As autoridades locais estabeleceram um perímetro de segurança de 6,8 quilômetros ao redor da montanha.

As pessoas evacuadas serão hospedadas de maneira temporária em refúgios preparados pelo governo, enquanto os militares estabeleceram vários pontos de controle para evitar que retornem a seus lares.

O Mayon, situado na ilha de Luzon e cerca de 360 quilômetros ao sudeste de Manila, é um dos mais visitados pelos turistas atraídos pela beleza do paisagem e a perfeita forma cônica do vulcão.

A pior das 45 erupções conhecidas deste vulcão aconteceu em 1814, quando matou 1.200 pessoas e enterrou a cidade de Cagsawa, batizada desde então como “a Pompéia filipina”.

No ano passado, o vulcão lançou uma nuvem de cinza e rochas que se alçou 500 metros, causando a morte de cinco pessoas.

Querida, destruí o Universo Stephen Hawking

Querida, destruí o Universo Stephen Hawking

Stephen Hawking ataca novamente. O famoso físico britânico lançou um alerta à humanidade ao destacar que a manipulação do bóson de Higgs — a tal “partícula de Deus”, descoberta em 2012 no maior acelerador de partículas do mundo — pode levar à destruição do próprio Universo.

“Great Scott!” O físico Stephen Hawking agora diz que podemos desestabilizar o continuum espaço-tempo!

“Great Scott!” O físico Stephen Hawking agora diz que podemos desestabilizar o continuum espaço-tempo!

O LHC encontrou o bóson de Higgs. Não tente isso em casa.

O LHC encontrou o bóson de Higgs. Não tente isso em casa.

OK, todos sabemos que o bom e velho Hawking é mesmo dado a afirmações grandiosas. Recentemente ele disse que talvez buracos negros não existissem. Mas esta bateu todos os recordes. Poderia mesmo um experimento de física levar ao fim do cosmos como o conhecemos?

O físico delineia a ideia não num trabalho científico, mas no prefácio de um novo livro chamado “Starmus”, um apanhado de artigos de astrônomos e astronautas renomados, reunidos num festival científico de mesmo nome realizado em Tenerife, na Espanha, em 2011 (a segunda edição acontecerá em duas semanas).

“O potencial de Higgs tem a preocupante característica de que possa se tornar metaestável em energias acima de 100 bilhões de giga-elétronvolts (GeV)”, escreveu o cientista britânico. “Isso significa que o Universo poderia sofrer um decaimento catastrófico do vácuo, com uma bolha do vácuo verdadeiro se expandindo à velocidade da luz. Isso poderia acontecer a qualquer momento, e não veríamos o que nos atingiu.”

É de apavorar, não? Mas calma, não priemos cânico. Vamos primeiro tentar entender a história, e depois perceber que não é tão ruim quanto parece.

DICA: Stephen Hawking deu dois grandes alertas à humanidade antes. Quer saber quais? Eu conto tudo no meu novo livro, “Extraterrestres: Onde eles estão e como a ciência tenta encontrá-los”

O SEGREDO DA MASSA
O bóson de Higgs, talvez você se lembre, causou muito alarde em 2012, quando foi finalmente descoberto, após meio século de busca. Os experimentos conduzidos no LHC, o Grande Colisor de Hádrons, confirmaram que essa partícula — a peça que faltava no quebra-cabeças da física de altas energias — de fato existe e é a responsável pela massa de todas as outras partículas.

Talvez não soe tão grandioso posto dessa forma, mas lembre-se: a massa é o que gera a gravidade. E, se não houvesse gravidade no Universo, estrelas não poderiam se formar, nem planetas, nem nós. Não é à toa que o físico ganhador do Nobel Leon Lederman deu a ela esse apelido imponente, “partícula de Deus” (ou “partícula-Deus”, como queira).

Um detalhe importante: não é a partícula em si que produz a massa. É o campo associado a ela — uma entidade real que permeia o espaço. Em essência, o campo de Higgs é como uma gosma pegajosa que existe em toda parte. As demais partículas, ao atravessá-lo, sofrem resistência. E com isso ganham suas massas. Cada partícula interage de forma diferente, e por isso tem massa diferente. Já uma partícula que parece indiferente ao campo de Higgs é o fóton, que faz a luz. Por isso a luz viaja pelo espaço na velocidade máxima permitida — ela não sente a gosma pegajosa e, portanto, não tem massa.

Certo. O que Hawking está dizendo é que alguns cálculos sugerem que nem sempre esse campo de Higgs se comporta dessa maneira — o potencial é “metaestável”. Se você colocar energia suficiente nele, talvez ele se torne outra coisa. E aí é como desligar a massa das partículas, reajustá-la ou invertê-la. A gravidade para de funcionar do jeito tradicional e o espaço se expande violentamente. A própria matéria se dissipa, com seus componentes todos subitamente acelerando à velocidade da luz, sem ter mais as amarras da gosma pegajosa.

Não bom.

SEM RISCO IMEDIATO
A única coisa que nos deixa tranquilos é a energia envolvida para que isso — talvez, apenas talvez — aconteça. Hawking fala em 100 bilhões de gigaelétron-volts. É um montão. Para que se tenha uma ideia, o Higgs foi descoberto no LHC com uma energia de 4.000 gigaelétron-volts. De 4.000 para 100.000.000.000 tem um bocado de zero a mais.

“Um acelerador de partículas que atinja 100 bilhões de gigaelétron-volts teria de ser maior que a Terra, e é improvável que seja financiado no atual clima econômico”, brinca o físico britânico.

A grande pergunta é: o potencial do Higgs é mesmo metaestável? Ou seja, é possível em tese bagunçá-lo e zoar o Universo? Ninguém sabe. Contudo, não parece absurdo.

Afinal, alguma coisa muito parecida com isso deve ter acontecido lá atrás, 13,8 bilhões de anos atrás, para dar início à expansão do Universo. Em seu texto, Hawking sugere que a melhor forma de investigarmos essa questão cientificamente é justamente olharmos para trás, para o Big Bang, onde talvez tenha havido a energia necessária para desestabilizar o Higgs.

UMA IMODESTA ESPECULAÇÃO
Permita-me, caro leitor, compartilhar um voo da minha imaginação diante dessas observações de Hawking.

Imagine por um momento que houvesse um outro universo antes do nosso — antes do familiar Big Bang, ocorrido 13,8 bilhões de anos atrás. Nesse antigo cosmos hoje inacessível, talvez até destruído ou sobreposto pelo nosso, havia uma civilização tão curiosa quanto a humana. Eles gradualmente galgaram os degraus do avanço tecnológico, indo de paus e pedras a bombas atômicas e aceleradores de partículas, como nós fizemos.

Então eles excederam nossas atuais capacidades. Em muito. E descobriram, com certo espanto, que seu Universo não era tão confortável quanto poderia ser. Talvez tenham identificado que ele fosse acabar num Big Crunch, esmagado pela própria gravidade, ou quiçá consumido pelo frio e inexorável avanço da entropia, destruindo toda e qualquer estrutura que pudesse nutri-los. Mas esta civilização não queria morrer, nem queria ver o cosmos encontrar seu fim.

Decidiram então aplicar todos os seus conhecimentos avançados em um experimento final — a desestabilização do campo de Higgs e a consequente ressurreição do Universo. A iniciativa produziria uma imensa bolha de espaço-tempo, crescendo a uma velocidade espantosa e convertendo energia do vácuo em matéria. Um novo cosmos nasceria. Talvez eles pudessem adentrá-lo no instante exato para sobreviver em seu interior. Talvez não. De toda forma, tomaram todo o cuidado, em seus cálculos, para produzir a quantidade exata de matéria e energia no processo de expansão cósmica, de forma que o novo cosmos não só fosse duradouro e hospitaleiro, como também plano e infinito até onde se pudesse ver. Amigável à vida. Nascia daí o nosso Universo, cuja sintonia fina é aparente e espanta os cosmólogos, mas somos hoje incapazes de compreender por quê.

Será que algo assim pode ter acontecido? Deixo ao leitor a inglória tarefa de julgar a verossimilhança.

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P.S.: Um ano atrás, escrevi um conto baseado numa premissa parecida, que foi publicado numa edição especial da “Superinteressante” e indicado ao Prêmio Abril. Você pode lê-lo aqui.

POR SALVADOR NOGUEIRA
11/09/14 05:54

Estranhos neutrinos solares detectados pela primeira vez

Estranhos neutrinos solares detectados pela primeira vez

Por Clara Moskowitz

Nas profundezas do Sol, pares de prótons se fundem para formar átomos mais pesados, liberando misteriosas partículas chamadas de “neutrinos” no processo. Acredita-se que essas reações sejam o primeiro passo na cadeia responsável por 99% da energia que o Sol irradia, mas cientistas nunca haviam encontrados provas até agora. Pela primeira vez, físicos capturaram os elusivos neutrinos produzidos pelas reações básicas de fusão de prótons do Sol.

O detector Borexino usa uma esfera cheia de cintilador líquido que emite luz quando energizado. Esse recipiente fica cercado por camadas protetoras e por aproximadamente dois mil tubos fotomultiplicadores para detectar os brilhos de luz.

O detector Borexino usa uma esfera cheia de cintilador líquido que emite luz quando energizado. Esse recipiente fica cercado por camadas protetoras e por aproximadamente dois mil tubos fotomultiplicadores para detectar os brilhos de luz.


A Terra deveria estar repleta desses neutrinos – cálculos sugerem que aproximadamente 420 bilhões deles atinjam cada polegada quadrada da superfície de nosso planeta por segundo – mas eles são incrivelmente difíceis de encontrar.

Neutrinos quase nunca interagem com partículas regulares e normalmente passam direto pelos espaços vazios entre os átomos de nossos corpos e de toda matéria convencional. Mas ocasionalmente eles colidem com um átomo, que solta um elétron, criando um rápido flash de luz visível apenas a detectores extremamente sensíveis. Foi assim que o experimento Borexino do Laboratório Nacional Gran Sasso, na Itália, os encontrou.

A detecção dos chamados “neutrinos pp” – neutrinos criados pela fusão de dois prótons solares – era uma tarefa quase impossível. “A existência desses neutrinos não era questionada. O que queríamos saber era se algum grupo conseguiria construir um detector tão incrivelmente cristalino que permitisse a visualização desses neutrinos de baixa energia em tempo real, evento por evento”, explica Wick Haxton, físico da University of California, Berkeley, que não se envolveu no experimento. “O Borexino conseguiu fazer isso depois de uma longa campanha para isolar e compreender eventos de fundo”.

O Borexino usa um tanque cheio de cintilador líquido – um material projetado para emitir luz quando recebe energia – contido em uma grande esfera cercada por mil toneladas de água, protegida por camadas e mais camadas de cobertura e enterrada 1,4 quilômetros abaixo do solo.

Essas defesas foram projetadas para impedir a passagem de tudo, menos neutrinos, assim excluindo todos outros tipos de radiação que pudessem imitar o sinal. “Infelizmente isso não é o bastante para neutrinos pp”, observa Andrea Pocar da University of Massachusetts Amherst que também é membro do Borexino e principal autor de um artigo relatando os resultados em 28 de agosto, na Nature (Scientific American é parte do Nature Publishing Group).

Parte da contaminação de fundo, no entanto, não pode ser bloqueada porque tem origem no próprio experimento. “O maior ruído vem do carbono 14 do cintilador”, explica Pocar.

O carbono 14 é um isótopo radioativo comum na Terra. Seu decaimento previsível permite que arqueólogos datem espécimes ancestrais. Quando decai, porém, o carbono 14 libera um elétron e emite luz muito semelhante à de neutrino pp. Os físicos tiveram que observar uma estreita faixa de energia em que podem distinguir neutrinos pp de decaimentos do carbono 14.

Mesmo assim, de vez em quando átomos de carbono 14 no cintilador decaem simultaneamente e a energia que eles liberam imita exatamente o brilho do neutrino pp. “Tivemos que compreender esses eventos com muita precisão para subtraí-los”, explica Pocar.

A equipe inventou uma nova maneira de contar os eventos, e coletou dados durante vários anos antes de ter certeza que haviam isolado um sinal verdadeiro. “Essa é uma medida muito difícil de realizar”, elogia Mark Chen da Queen’s University em Ontario, no Canadá, que não se envolveu no projeto. “O esforço que o Borexino fez para purificar o cintilador líquido em seu detector valeu a pena”.

A descoberta de neutrinos pp solares é uma confirmação que tranquiliza físicos em relação aos principais modelos teóricos que descrevem o Sol. Experimentos anteriores encontraram neutrinos solares de alta energia criados por estágios mais avançados do processo de fusão envolvendo o decaimento de átomos de boro. Mas os neutrinos pp de baixa energia foram mais difíceis de encontrar; sua detecção completa a ideia sobre a cadeia de fusão do Sol, além de acelerar os planos para a próxima geração de experimentos terrestres com neutrinos.

Uma estranha peculiaridade dessas partículas elementares é que elas existem em três sabores – chamados de elétron, múon e tau – e têm a bizarra capacidade de trocar de sabor, ou “oscilar”. Devido às complexas particularidades nas reações de fusão de prótons, todos os neutrinos do Sol nascem como neutrinos do elétron. No momento em que atingem a Terra, porém, parte deles já se transformou em neutrinos múon e tau.

Cada sabor de neutrino tem uma massa levemente diferente, ainda que físicos não saibam exatamente quais são essas massas. Determinar as massas e como elas ficam ordenadas entre os três sabores é um dos objetivos mais importantes dos experimentos com neutrinos da atualidade. A diferença de massa entre sabores é o principal fator que afeta a oscilação dos neutrinos.

Se neutrinos estão viajando pela matéria, suas interações com ela também alteram suas taxas de oscilação. Tudo indica que as oscilações de neutrinos de mais alta energia sofrem interferência da matéria, o que propicia maior chance de oscilação – e portanto menos deles sobreviverão como neutrinos do elétron no momento em que chegam à Terra.

O Observatório Sudbury de Neutrinos, em Ontario, e o experimento japonês Super-Kamiokande mediram esse fenômeno décadas atrás, quando detectaram os neutrinos solares de energia mais alta advindos do decaimento do boro. Agora as descobertas do Borexino confirmam o efeito: mais neutrinos de baixa energia vistos pelo Borexino permaneceram com o sabor elétron que os neutrinos de energia mais altas medidos pelos experimentos anteriores. “Isso é importante porque efeitos sobre a matéria só foram vistos no Sol até agora, mas queremos usar esse efeito na Terra em futuros ‘experimentos de linha longa com neutrinos’ para determinar completamente o padrão de massas de neutrino”, declara Haxton.

Esses experimentos, como o Long-Baseline Neutrino Experiment (LBNE) do Fermilab que deve começar em 2022, investigarão como ocorre a oscilação de neutrinos viajando pela matéria. Em vez de usar neutrinos solares, esses projetos criarão poderosos feixes de neutrinos em aceleradores de partículas e refinarão suas rotas para realizar medidas precisas.

O experimento do Fermilab gerará um fluxo de neutrinos de seu laboratório base, perto de Chicago, até a Instação de Pesquisa Subterrânea de Sanford na Dakota do Sul. Enquanto os neutrinos atravessam cerca de 1.285 quilômetros de manto terrestre em sua jornada (a chamada “linha longa”), muitos oscilarão. Ao estudar como a matéria do manto intrage com os diferentes sabores para afetar suas taxas de oscilação, os pesquisadores esperam revelar quais sabores de neutrinos são mais leves, e quais são mais pesados.

Resolver o mistério da massa dos neutrinos, por sua vez, poderia apontar para uma teoria da física de partículas mais profunda que o Modelo Padrão atual, que não leva em conta as massas dos neutrinos. A última façanha do Borexino (medir neutrinos com precisão) sugere que os experimentos finalmente estão se tornando poderosos o suficiente para extrair esses segredos das elusivas partículas.

https://www2.uol.com/sciam/noticias/estranhos_neutrinos_solares_detectados_pela_primeira_vez.html

Marte e Antares poderão ser vistos próximos a partir desta sexta

Marte e Antares poderão ser vistos próximos a partir desta sexta

No mês passado, um fenômeno raro alinhou a Lua e os planetas Marte e Saturno

Nesta sexta-feira (12), Marte estará no meio do caminho entre Saturno e Antares, estrela vermelha da constelação de Escorpião. Por isso, quem olhar para o céu poderá comparar as matizes de vermelho dos dois astros a olho nu. Até o dia 27 de setembro, Marte e Antares aparecerão muito próximos, cerca de três graus de distância abaixo no céu sudeste, após o entardecer.

No mês passado, um fenômeno raro alinhou a Lua e os planetas Marte e Saturno. Eles formaram um triângulo em frente à constelação de Escorpião. No Brasil, o evento foi visto nas áreas sem céu encoberto, entre as 18h30 e as 23h (horário de Brasília). A conjunção permitiu ainda a observação de Antares, a chamada estrela vermelha

Além disso, você poderá observar uma grande pirâmide de luz que aparecerá uma ou duas horas antes do nascer do sol. A pirâmide, chamada de Luz Zodiacal, emana de Júpiter e é algumas vezes confundida com a Via Láctea, por vezes chamada de falso amanhecer. O fenômeno é mais bem visto a partir de meados de setembro até o início de outubro.

A Luz Zodiacal é o reflexo da luz solar sobre partículas de poeira cósmica, restos de colisões de cometas e asteroides do nosso sistema solar. Parte dessa poeira entra na atmosfera terrestre como meteoros esporádicos ou aleatórios.

A maioria das partículas de poeira que produzem a Luz Zodiacal funciona como uma lente em forma de cone, que se afina e se estende por todo o caminho para fora da órbita de Júpiter. Grande parte do material é localizada perto do plano do sistema solar, ou seja, no disco plano onde os planetas orbitam.

Marte e Antares poderão ser vistos próximos a partir desta sexta

Marte e Antares poderão ser vistos próximos a partir desta sexta

Dados da Rosetta mostram que cometa não possui gelo e frustram cientistas

Dados da Rosetta mostram que cometa não possui gelo e frustram cientistas

Um instrumento da Nasa (agência espacial dos EUA) a bordo da sonda europeia Rosetta colheu os primeiros dados do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Dados da Rosetta mostram que cometa não possui gelo e frustram cientistas

Dados da Rosetta mostram que cometa não possui gelo e frustram cientistas

O instrumento, um espectrômetro chamado Alice, registrou espectro de luz ultravioleta da superfície do cometa. Com os dados, a equipe responsável pelo aparelho descobriu que o astro é escuro e que possui hidrogênio e oxigênio em sua pequena atmosfera.

Os registros também constataram que o cometa, a princípio, não possui água congelada em sua superfície. Os cientistas esperavam encontrar
manchas de gelo no corpo celeste, já que a distância dele em relação ao sol é muito grande, impossibilitando que água evaporize.

“Estamos um pouco surpresos com as poucas evidências de gelo”, disse Alan Stern, pesquisador da equipe do Alice em Boulder, Colorado.

O objetivo do espectrômetro é sondar a composição do cometa 67P. O instrumento tem mais de 1.000 vezes a capacidade de coleta de dados que similares de geração anterior, apesar de pesar apenas 4 kg. O Alice é um dos dois instrumentos na Rosetta desenvolvidos pela Nasa.

O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko tem uma estrutura binária, com dois lados bem definidos, e está localizado a 400 milhões de km da Terra. A sonda caçadora de cometas Rosetta chegou ao 67P no início de agosto, depois de uma década viajando pelo nosso sistema solar.

A Rosetta é uma missão da ESA (Agência Espacial Europeia), contando com contribuições dos países membros da agência e da Nasa. um dos objetivos da missão é estudar a origem da vida.