Monthly Archives: novembro 2014

detectadas inesperadas tempestades muito brilhantes em Urano

Ola queridos!
Urano surpreendeu astrônomos em agosto, quando nele foram detectadas inesperadas tempestades muito brilhantes e intensas, . No total foram detectadas 8 tempestades muito massivas. Desde então, astrônomos vem acompanhando Urano com auxílio de astrônomos amadores. Assim, Urano vai divertir a comunidade astronômica profissional e amadora por um bom tempo, até que os cientistas consigam descobrir os motivos dessa inesperada super atividade.
É…Em astronomia estamos sempre sendo surpreendidos. Adoooooro isso!
O crédito da imagem é de Imke de Pater (UC Berkeley) & Keck Observatory images e você pode encontrar informações mais detalhadas (em inglês) neste link:https://www.americaspace.com/?p=71885
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via Denise Maciel Selmo‎

Conheça as seis “pirações” científicas da aventura espacial “Interestelar”

Conheça as seis “pirações” científicas da aventura espacial “Interestelar”

"Interestelar" é o primeiro trabalho de Matthew McConaughey após vencer o Oscar de Melhor Ator por "Clube de Compras Dallas"

“Interestelar” é o primeiro trabalho de Matthew McConaughey após vencer o Oscar de Melhor Ator por “Clube de Compras Dallas”


O cineasta Christopher Nolan mergulhou fundo na física, na astronomia, na história e na biologia para produzir seu grande épico espacial, “Interestelar”. Ele acertou em muita coisa, errou em outras tantas, mas não deixou de apresentar conceitos radicais ligados à ciência real para construir sua história. Dê uma olhada nos principais tópicos abordados durante o filme.

AVISO: contém spoilers. Se você não quer saber detalhes da trama, não continue a leitura além deste ponto.

1. A ida à Lua foi uma fraude?

Chegada do homem à Lua, em 1969
Essa é uma das coisas mais engraçadas do filme. Christopher Nolan pega a paranoia de que as missões Apollo, que levaram o homem à Lua em 1969, foram fraudadas (a propósito, não foram!) e a eleva à enésima potência. Ele imagina um futuro tão assolado pela crise da falta de alimentos que pega muito mal dizer que se gastou montanhas de dinheiro em programa espacial. Por essa razão, tornou-se conveniente para o governo americano abraçar as teorias da conspiração de que o programa Apollo foi uma farsa, engendrada brilhantemente só para motivar os soviéticos a gastarem fortunas em engenhocas inúteis.

No cenário apocalíptico futuro do filme, a Nasa teve de se tornar uma agência clandestina, para que a população não se rebelasse contra o governo. E, por incrível que pareça, não é um grande disparate. É apenas uma extrapolação do que vemos hoje. Atualmente, há muitas pessoas que defendem a ideia de que é imoral gastar com exploração espacial enquanto ainda há gente passando fome na Terra.lua

Esse argumento não faz o menor sentido, uma vez que os grandes avanços tecnológicos que melhoram a vida das pessoas muitas vezes são obtidos para atender outros objetivos, aparentemente de pouco fundo prático. O que seria de nós hoje sem os computadores portáteis? Entretanto, não houve grande motivação para o desenvolvimento da miniaturização dos computadores até que tenha sido preciso instalar um a bordo de uma espaçonave Apollo, justamente para realizar os pousos lunares.

O filme tenta enfatizar esse ângulo, muitas vezes ignorado pelo público em geral, ao realçar um futuro potencial em que a população da Terra só pode realmente ser salva pelo programa espacial.

2. Um desastre ambiental pode tornar a Terra inabitável?

poeiraA tempestade de poeira mostrada em “Interestelar”
O que se pode dizer é que isso já aconteceu antes na história da Terra. Cerca de 2,3 bilhões de anos atrás, houve um grande e súbito aumento da presença de oxigênio na atmosfera. Naquela época, o planeta era habitado exclusivamente por bactérias, e, para a imensa maioria delas, o oxigênio era tóxico. Resultado: uma grande matança de espécies.

Esse aumento do oxigênio foi ocasionado por criaturas que o produziam por meio da fotossíntese, e graças a elas os seres humanos puderam evoluir. Contudo, nós desenvolvemos tecnologias poderosas e também começamos a alterar a atmosfera terrestre. Há hoje mais gás carbônico atmosférico, injetado pela queima de combustíveis fósseis, do que houve em muitos milhares de anos.

Um consenso entre os cientistas é o de que as transformações produzidas pelo homem são graves, mas dificilmente tornariam o planeta inabitável. Outro consenso é o de que podemos enfrentar efeitos imprevisíveis ao alterar de forma radical um sistema tão complexo.

Em “Interestelar”, crescentes tempestades de poeira ameaçam destruir todas as plantações do planeta, levando a humanidade à morte por inanição. É um cenário pessimista? Sem dúvida. Mas não é impensável. Prova disso é que muitas das entrevistas exibidas no começo do filme são reais, extraídas de um documentário, e dizem respeito a fenômenos atmosféricos que já estão acontecendo agora na Terra.

3. Podem existir buracos de minhoca?kiptorne

Esta foi a saída encontrada por Nolan para permitir que, com tecnologia que não fosse radicalmente diferente da atual, nossos astronautas fossem capazes de visitar sistemas planetários em outra galáxia.

Os buracos de minhoca (ou de verme, dependendo da tradução) são uma espécie de túnel que liga duas partes distantes do espaço (e possivelmente do tempo também). O filme se dá ao trabalho de explicar em linhas gerais do que se trata, e Christopher Nolan fez parceria com um dos maiores especialistas no assunto, o físico americano Kip Thorne, para dar tratamento realista ao tema.

Em tese, segundo a relatividade geral de Albert Einstein, é possível haver essas passagens que ligam pontos distantes do espaço-tempo. Mas não é tão simples assim. Para manter a passagem aberta, estima-se a necessidade da existência de um tipo exótico de matéria, que tenha densidade de energia negativa. Ninguém sabe se isso pode sequer existir na realidade. Sabemos que, em pequena escala, é possível roubar energia do próprio vácuo, criando ali um ambiente com uma módica quantidade de energia negativa. Contudo, as quantidades exigidas para manter um buraco de minhoca aberto e com uma passagem suficiente para que ele seja atravessável por uma espaçonave em muito excedem esse efeito elementar da mecânica quântica.

Poderia uma civilização ultratecnológica do futuro saber de algo que não sabemos e permitir a criação desses túneis espaciais? Essa é a premissa de Nolan, que nem chega a ser nova. O mesmo artefato foi usado por Carl Sagan (depois de consultar o mesmíssimo Kip Thorne) em seu romance “Contato”, depois adaptado para o cinema por Robert Zemeckis.

4. Um buraco negro é capaz de distorcer o tempo?

 

 
Ilustração da Nasa que representa o buraco negro
Em uma palavra: sim. Um buraco negro é uma das mais bizarras criaturas do zoológico cósmico. Ele é criado quando uma estrela de alta massa implode e concentra toda a sua massa num único ponto –a singularidade. Ao redor dela, surge uma região do espaço onde a gravidade é tão intensa que nada pode escapar dela, nem mesmo a luz. Por isso o objeto ganhou o sugestivo nome de buraco negro.

A teoria da relatividade geral de Einstein já mostrou que tempo e espaço estão intimamente ligados com a gravidade. O que experimentamos como a força gravitacional na verdade é uma curvatura que distorce o espaço e o tempo! Sob campos gravitacionais relativamente fracos, como os da Terra e do Sol, esse efeito é muito pequeno. Mas, nas redondezas de um buraco negro, ele se torna muito significativo.

O único problema –e um que Nolan procura evitar em seu filme– é que as redondezas de um buraco negro tendem a destroçar você antes que possa experimentar todas essas coisas. O que nos leva aos planetas que ele apresenta no filme.

5. Os planetas de “Insterestelar” podem existir?

 

 

 

Anne Hathaway, em cena de “Interestelar” que mostra planeta com oceano
Os astronautas da espaçonave Endurance visitam três mundos ao longo do filme, todos orbitando em torno de um buraco negro. Até aí, sem grandes problemas. Planetas podem perfeitamente orbitar de forma estável em torno desses objetos. Mas a órbita precisa ser suficientemente distante.

O mais próximo dos planetas está quase na borda do buraco negro. Tudo que conhecemos sugere que essa órbita seria instável, e ele seria destruído pela gravidade colossal da singularidade. Ainda que não fosse, ele teria sua rotação travada, com a mesma face o tempo todo voltada para o buraco negro. Isso torna impossíveis aquelas ondas oceânicas gigantes que vemos no filme.

O segundo planeta é um mundo gélido, com nuvens sólidas congeladas flutuando pela atmosfera. Segundo o astrônomo americano Phil Plait, esse cenário, embora espetaculoso, não é realista. Não haveria como as nuvens sólidas se sustentarem no ar daquela forma.

Por fim, o terceiro planeta parece ser o mais simpático à vida como a conhecemos. Nada de improvável ali, exceto uma coisa: o ambiente ao redor de um buraco negro não é o ideal para você criar seus filhos. Mesmo numa órbita distante, rajadas poderosas de radiação seriam disparadas da borda do buraco, conforme ele despedaça matéria e a engole. Isso seria suficiente para esterilizar os mundos ao seu redor.

Resumo da ópera: sem o buraco negro, o filme perderia o charme. Com ele, perde a credibilidade. Mas quase ninguém vai ao cinema para ver documentários de ciência, e Nolan sabe disso.

6. Pode-se voltar de dentro de um buraco negro?

Por tudo que conhecemos da física, a entrada num buraco negro é um caminho sem volta. Ainda que você não seja despedaçado antes de cair lá, ao cruzar o chamado horizonte dos eventos, você está numa região da qual nem mesmo a coisa mais rápida do mundo –a luz– consegue escapar. Nós, como somos bem mais lentos, não teríamos chance.

Contudo, Nolan aqui aposta na física que ainda não conhecemos. A verdade é que ainda tem muito chão pela frente até que os cientistas sejam realmente capazes de entender o que acontece no interior de um buraco negro. Lá é preciso combinar duas teorias que no geral não se bicam: a relatividade geral, que fala da gravidade, e a mecânica quântica, que fala do comportamento de partículas. Faz algum tempo que os cientistas tentam desenvolver uma teoria de gravidade quântica, que una as duas pontas, mas ainda não chegamos lá.

Sem ela, a ficção científica tem liberdade para especular sobre o que acontece no interior de um buraco negro e até mesmo imaginar formas cientificamente respeitáveis de se sair dele, explorando ideias como a possível existência de outras dimensões físicas. Nolan apostou nessa saída para dar um final mais contundente ao seu épico espacial. Kip Thorne, produtor-executivo do filme, não reclamou.

Impressionantes Declarações de Putin às Elites Ocidentais sobre a Nova Ordem Mundial

Há discursos que acabam deixando a sua marca na história. O extraordinário discurso de Vladimir Putin na conferência de Valdai em Sochi dias atrás pode ser um deles.

Os meios de comunicação ocidentais fizeram todo o possível para ignorá-lo ou alterar o seu significado, mas independentemente do que você pensa sobre Putin, se é a favor ou contra, este é o discurso político mais importante desde o discurso de Winston Churchill em 5 de março de 1946, o qual popularizou o termo “Cortina de Ferro”.

Neste discurso, Putin mudou abruptamente as regras do jogo.
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Até agora, o jogo da política internacional era jogado da seguinte maneira: os políticos faziam declarações públicas, a fim de manter uma ficção agradável de soberania nacional, mas era somente uma farsa e não tinha nada a ver com o conteúdo da política internacional, entretanto, participavam de negociações secretas, nas quais estabeleciam os verdadeiros acordos.

Até o momento, Putin tratou de jogar este jogo, esperando que a Rússia fosse tratada como um igual. Mas estas esperanças desapareceram e nesta conferência ele declarou que o jogo acabou, violando de maneira explícita o tabu ocidental de falar diretamente às pessoas sobre os chefes dos clãs das elites e dos líderes políticos que dominam.

2 – Neste momento, todos os sistemas de segurança coletiva mundial estão destruídos. Já não há nenhuma garantia de segurança internacional em absoluto. E a entidade que a destruiu tem um nome: EUA.

putin-93 – Os construtores da Nova Ordem Mundial tem fracassado, pois a única coisa que têm construído é um castelo na areia. Acreditar ou não acreditar na Nova Ordem Mundial, seja o que for, não é uma decisão que pertence à Rússia, mas o que está claro é que não é uma decisão que pode ser tomada sem contar com a Rússia.

4 – A Rússia fornece uma abordagem conservadora ao que se refere a uma introdução de inovações de ordem social, mas não se opõe à pesquisa e à discussão de tais inovações, para decidir se a introdução de qualquer destas inovações podem ser justificadas.

5 – A Rússia não tem intenção de ir pescar em águas turbulentas e nas águas turvas criadas pela perpétua expansão do “império do caos” dos EUA e não tem nenhum interesse na construção de um novo império próprio (para a Rússia isso é desnecessário; os desafios da Rússia se concentram no desenvolvimento de seu vasto território). A Rússia tampouco está disposta a atuar como salvadora do mundo, como já disse no passado.

Russian President Vladimir Putin speaks during a meeting with 'Valdai' International Discussion Club members in town of Valdai6 – A Rússia não tentará reformar o mundo à sua própria imagem e interesse, mas tampouco permitira que qualquer pessoa a reforme à sua imagem e interesse. A Rússia não se fechará para o resto do mundo, mas qualquer pessoa que tente excluir a Rússia do resto do mundo, pode estar certa que enfrentará um vendaval.

7 – A Rússia não deseja que o caos se espalhe, não quer guerra, e não tem intenção de iniciar nenhuma. No entanto, hoje em dia a Rússia vê a eclosão da guerra mundial como quase inevitável, está preparada para ela e continua preparando-se para ela. A Rússia não faz guerra, mas não a teme.

8 – A Rússia não tem intenção de tomar um papel ativo em frustar os planos daqueles que todavia estão tratando de construir a sua desejada Nova Ordem Mundial, a não ser que seus esforços comecem a afetar os interesses fundamentais da Rússia. A Rússia prefere esperar pacientemente e assistir ao espetáculo ao ver como eles mesmos vão se golpeando e provocando tantos calombos em suas pobres cabeças o quanto podem suportar. Mas aqueles que tentarem arrastar a Rússia para este processo, desprezando seus interesses, enfrentarão o verdadeiro significado da palavra dor.putin-91

9 – E sua representação exterior, e mais ainda, sobre a política interna chave, o poder da Rússia não se baseia nas elites e nem em suas negociações a portas fechadas, e sim na vontade do povo.

A estes nove pontos nós gostaríamos de acrescentar um décimo:

10 – Ainda existe a oportunidade de construir uma Nova Ordem Mundial que evite a eclosão de uma guerra mundial. Esta Nova Ordem Mundial, necessariamente inclui os EUA, mas somente poderão fazê-la se os EUA aceitarem participar das mesmas condições que todos os demais: sujeitos à lei internacional e aos acordos internacionais; abstendo-se de realizar ações unilaterais; e com pleno respeito pela soberania das outras nações.

Resumindo tudo:

O tempo da brincadeira acabou. Crianças, guardem os seus jogos. Agora é a hora que os adultos tomam as decisões.
A Rússia está pronta para isto: o mundo?

‘Peixe lagarto’ foi da terra para o mar, diz estudo

Um grupo de cientistas encontrou na China o primeiro fóssil de um ictiossauro anfíbio. Os ictiossauros – palavra derivada do grego que significa “peixe lagarto” – eram répteis pré-históricos aquáticos que tinham ancestrais terrestres, mas até hoje não havia fósseis que demonstrassem sua transição da terra para o mar. A descoberta, publicada na edição desta quarta-feira, 5, da revista Nature, preencheu essa lacuna evolutiva.

Um fóssil recém-descoberto de um ictiossauro anfíbio, batizado de Cartorhynchus lenticarpus, mostra que essa criatura podia ficar tanto na água quanto em terra

Um fóssil recém-descoberto de um ictiossauro anfíbio, batizado de Cartorhynchus lenticarpus, mostra que essa criatura podia ficar tanto na água quanto em terra

De acordo com o autor principal do artigo, Ryosuke Motani, da Universidade da Califórnia em Davis (Estados Unidos), o novo fóssil, de 45 centímetros, é do período triássico e tem cerca de 248 milhões de anos. A criatura foi batizada de Cartorhynchus lenticarpus.

“Alguns criacionistas questionavam a Teoria da Evolução com base no fato de não existir prova concreta da ligação entre os répteis terrestres e os ictiossauros. Agora temos essa prova incontestável”, disse Motani.

O novo fóssil, descoberto na província chinesa de Anhui, tinha nadadeiras excepcionalmente grandes e flexíveis, que não eram encontradas nos ictiossauros já conhecidos, adaptados exclusivamente à vida aquática. “Essas nadadeiras, aliadas a punhos flexíveis, provavelmente permitiam que eles se movimentassem em terra firme, rastejando de uma maneira semelhante à das focas”, disse.

A maioria dos ictiossauros, segundo Motani, tinha focinhos longos, parecidos com os bicos dos golfinhos. O ictiossauro anfíbio, no entanto, tinha um focinho curto como os dos répteis terrestres. O novo réptil tinha também um corpo com ossos mais grossos que os seus descendentes aquáticos.

O ictiossauro mais antigo de que se tem notícia viveu 248 milhões de anos atrás e tinha características como nadadeiras que lhe permitiram passar parte do tempo em terra, como se vê nesta ilustração

O ictiossauro mais antigo de que se tem notícia viveu 248 milhões de anos atrás e tinha características como nadadeiras que lhe permitiram passar parte do tempo em terra, como se vê nesta ilustração

“Provavelmente, a maior parte dos répteis que migraram da terra para o mar tinha ossos mais pesados que os dos répteis marinhos. Essa ossatura mais robusta permitia que eles nadassem para ultrapassar as fortes ondas do litoral.

Clima global
As implicações do estudo vão além da Teoria da Evolução, de acordo com Motani. O ictiossauro anfíbio viveu cerca de 4 milhões de anos depois da mais avassaladora extinção em massa da história da Terra, ocorrida há 252 milhões de anos, entre o período permiano e o triássico.

Naquele período, foram extintas cerca de 95% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres do planeta. De acordo com Motani, a ciência tem grande interesse em saber quanto tempo os animais e plantas levaram para se recuperar depois da destruição – e quais estratégias usaram.

“Aquela grande extinção em massa foi causada por um processo de aquecimento global análogo ao que ocorre hoje. Naquele contexto, muitas espécies foram extintas, mas surgiram outras, como esses ictiossauros anfíbios. Agora, temos um ponto de partida para saber quais fatores climáticos e geográficos levaram esses répteis para o mar”, afirmou.

A principal hipótese para explicar a invasão do mar pelos répteis, segundo ele, é um aumento na competição por alimento, que provavelmente era menor no mar do que nas terras adjacentes.

Um fóssil de um Metaspriggina, um peixe sem mandíbula de cerca de 60 mm de comprimento que viveu no período Cambriano — há mais de meio bilhão de anos atrás — deu origem a ilustração do animal que fornece informações precisosas aos cientistas sobre os primórdios da vida dos vertebrados na Terra. Pesquisadores afirmaram na última segunda-feria (9) ter encontrado aproximadamente cem fósseis desta espécie em montanhas rochosas canadenses, nos Estados Unidos e em outros três locais, muitos deles maravilhosamente preservados e com estruturas corporais primitivas que evoluíram para mandíbulas

Um fóssil de um Metaspriggina, um peixe sem mandíbula de cerca de 60 mm de comprimento que viveu no período Cambriano -- há mais de meio bilhão de anos atrás -- deu origem a ilustração do animal que fornece informações precisosas aos cientistas sobre os primórdios da vida dos vertebrados na Terra. Pesquisadores afirmaram na última segunda-feria (9) ter encontrado aproximadamente cem fósseis desta espécie em montanhas rochosas canadenses, nos Estados Unidos e em outros três locais, muitos deles maravilhosamente preservados e com estruturas corporais primitivas que evoluíram para mandíbulas

Um fóssil de um Metaspriggina, um peixe sem mandíbula de cerca de 60 mm de comprimento que viveu no período Cambriano — há mais de meio bilhão de anos atrás — deu origem a ilustração do animal que fornece informações precisosas aos cientistas sobre os primórdios da vida dos vertebrados na Terra. Pesquisadores afirmaram na última segunda-feria (9) ter encontrado aproximadamente cem fósseis desta espécie em montanhas rochosas canadenses, nos Estados Unidos e em outros três locais, muitos deles maravilhosamente preservados e com estruturas corporais primitivas que evoluíram para mandíbulas

O relógio mais preciso do mundo não vai atrasar pelos próximos 5 bilhões de anos

Se você quer saber exatamente que horas são, dê uma olhada em Boulder, Colorado, onde uma fonte de átomos de césio forma um relógio que marca a hora oficial dos Estados Unidos. Ele estará marcando a hora certa pelos próximos 300 milhões de anos. Mas não fique impressionado — o relógio mais acurado do mundo está a alguns quilômetros de distância, num outro laboratório em Boulder, e supõe-se que ele marcará as horas sem atrasos pelos próximos cinco bilhões de anos, que é aproximadamente a idade do nosso planeta.

Geoff Brumfiel, do NPR, recentemente fez uma visita ao relógio mais preciso do mundo e ele não era exatamente uma estrutura organizada. “O laboratório subterrâneo onde o relógio fica é um caos”, escreve Brumfiel. “Há fios dependurados no teto que se espalham por cima de montes de tabelas. Grampos de papel mantêm os fios agrupados. Na verdade, são esses nós de fios junto com alguns lasers que formam o relógio. Todo esse negócio fica espalhado em cima de uma mesa gigantesca, e partes da estrutura estão enroladas naquilo que parece ser papel alumínio”.
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O papel alumínio e os clipes disfarçam uma peça de equipamento extremamente sofisticado: o relógio de treliça ótica. Em vez de usar uma fonte de átomos de césio para calcular o tempo, esse relógio de estrôncio usa uma estrutura de lasers. O estrôncio ativado pela luz vibra numa frequência alta e regular — cerca de 10.000 vezes a do Césio — o que torna o equipamento menos propenso ao ruído que poderia fazer com que ele atrasasse. Esse é o truque que faz com que o relógio marque sempre a hora certa.

Mas um relógio tão acurado pode confundir nossos humildes cérebros humanos. Por conta dos efeitos da gravidade, o tempo realmente passa mais rápido na altura da nossa cabeça do que nos nossos pés. Então o tempo correto é o que está na nossa cabeça o que está aos nossos pés? Leia mais sobre a física no tempo no NPR.

[Imagem de destaque: o relógio de estrôncio. Créditos: Ye Group e Brad Baxley, JILA.]

O que aconteceria se dois buracos negros colidissem na Via Láctea?

Se você já se perguntou como deve ser o final da Via Láctea, saiba que ele talvez seja mais ou menos assim. O GIF abaixo mostra uma simulação do que aconteceria com a nossa galáxia se dois buracos negros colidissem dentro ela de alguma forma.
buracos-negros

Criado pelo projeto Simulando Espaço-tempos Extremos (SXS, na sigla em inglês), a animação mostra como dois buracos negros se comportariam se, por qualquer motivo, começassem a se aproximar um do outro na nossa própria galáxia. Por mais que sejam apenas dois buracos negros na simulação, eles dobram a luz as estrelas próximas de maneiras estranhas e maravilhosas e acabam fazendo com que todo o espaço pareça estar derretendo.
Por que apenas dois buracos negros, e por que só agora alguém decidiu simular o que aconteceria quando eles se juntassem? Porque é uma física bem complicada: não são só os conceitos Newtonianos que aprendemos na escola, e sim a física complexa Einsteiniana que explica o movimento de dois objetos tão grandes. Este modelo revela que, conforme os buracos negros se aproximam, eles balançam juntos em velocidades não muito distantes da velocidade da luz, curvando o espaço-tempo.

Falando ao Popular Science, um dos pesquisadores explicou como, durante a criação do modelo, as “equações explodiram” em um primeiro momento. Então eles gradualmente evoluíram as equações de Einstein para algo com o qual poderiam trabalhar – e esse é o resultado. Você pode ler o artigo científico completo (em inglês) no arXiv.

Felizmente, é pouquíssimo provável que uma coisa dessas aconteça na nossa galáxia. Ou ao menos esperamos que seja. [ArXiv via Popular Science]

O mundo pode ser melhor, se até a direita for civilizada!

JOHN LOCKE – eis um filósofo que pode ser – e é – caro à direita e que pode dar um pouco de civilidade a essa direita.

Afinal, você pode ser de direita e não ser fascista, fascitoide, nazistoide, militarista, enfim, um completo idiota.

JOHN LOCKE

JOHN LOCKE


O texto abaixo é bem simples, e pode ajudá-lo a começar a desvendar o pensamento de Locke e, quem sabe, fazê-lo ler um de seus livros, sobre a tolerância.

O mundo pode ser melhor, se até a direita for civilizada!

O mundo de Sofia
De Jostein Gaarder
Cia. das Letras, São Paulo, 1998
Tradução de João Azenha Jr.
Capítulo 20 (Excerto)

LOCKE
(Páginas 280-286.)
Alberto acomodou-se no sofá e disse:
— Da última vez em que estivemos sentados nesta sala, eu falei sobre Descartes e Spinoza. Chegamos a concordar que os dois têm um importante ponto em comum: ambos são racionalistas convictos.
— E um racionalista é alguém que acredita na importância da razão.
— Sim, o racionalista acredita na razão como fonte de conhecimento. E muitas vezes acredita também em certas idéias inatas ao homem, isto é, em idéias que já existem no homem independentemente de toda e qualquer experiência. E quanto mais clara for esta idéia, tanto mais certo é o fato de ela corresponder a um dado da realidade. Você ainda se lembra de que Descartes tinha uma clara e nítida noção do que fosse um “ser perfeito”. A partir dela ele chegou à conclusão de que Deus realmente existe.
— Não sou do tipo que se esquece facilmente das coisas.
— Este pensamento racionalista foi típico para a filosofia do século XVII. Na Idade Média ele também esteve bem representado e podemos encontrá-lo em Platão e Sócrates. No século XVIII, porém, ele passou a ser exposto a uma crítica cada vez mais severa e mais profunda. Muitos filósofos passaram a defender, então, a opinião de que nossa mente é totalmente vazia de conteúdo, enquanto não vivemos uma experiência sensorial. Esta visão é chamada de empirismo.
— E é desses empíricos que você vai falar hoje?
— Vou tentar. Os empíricos, ou filósofos da experiência, mais importantes foram Locke, Berkeley e Hume, todos ingleses. Os líderes entre os racionalistas do século XVII foram o francês Descartes, o holandês Spinoza e o alemão Leibniz. Por isso é que freqüentemente fazemos uma distinção entre o empirismo inglês e o racionalismo continental.
— Por mim, tudo bem. Só que este monte de nomes me confundiu um pouco. Será que dava para você repetir o que se entende por “empirismo”?
— Um empírico deriva todo o seu conhecimento do mundo daquilo que lhe dizem os seus sentidos. A formulação clássica de uma postura empírica vem de Aristóteles, para quem nada há na mente que já não tenha passado pelos sentidos. Esta idéia contém uma severa crítica a Platão, para quem o homem, ao vir ao mundo, trazia consigo idéias inatas do mundo das idéias. Locke repetiu as palavras de Aristóteles, mas o destinatário de sua crítica era Descartes.
— Não há nada na mente que já não tenha passado pelos sentidos?
— Nós não nascemos com idéias inatas, ou com uma visão de mundo já formada. E nada sabemos sobre o mundo em que somos colocados antes de o percebermos com nossos sentidos. Quando pensamos alguma coisa, portanto, que não somos capazes de relacionar com fatos vivenciados, este pensamento ou noção é falso. Por exemplo, quando empregamos palavras como “Deus”, “eternidade” ou “substância”, nossa razão está funcionando em ponto morto. Isto porque ninguém nunca vivenciou Deus, a eternidade ou aquilo que os filósofos chamam de “substância”. Por conseguinte, muitos estudiosos podem escrever tratados que, na verdade, não acrescentam nada de novo ao conhecimento. Uma filosofia baseada em tal reflexão, por mais refinada que seja, pode impressionar, mas no fundo não passa de mera fantasia. Os filósofos dos séculos XVII e XVIII tinham herdado muitos desses tratados. Era chegada a hora de examiná-los sob uma lupa, a fim de eliminar deles toda e qualquer noção ou idéia vazia. Talvez possamos comparar isto ao processo de lavagem do ouro. A maior parte dos resíduos não passa de areia e barro, mas de vez em quando há também uma pedrinha de ouro brilhando no meio de tudo.
— E essas pedrinhas de ouro seriam as verdadeiras experiências?
— Ou pelo menos os pensamentos que podem ser relacionados às experiências humanas. Para os empíricos britânicos, era importante examinar todas as noções humanas, a fim de verificar se elas podiam ser comprovadas com experiências reais. Mas vamos examinar um filósofo de cada vez.
— Sim, vamos lá.
— O primeiro foi o inglês John Locke, que viveu entre 1632 e 1704. Seu livro mais importante chama-se Um ensaio sobre o entendimento humano, de 1690. Nele, Locke tenta explicar duas questões. Em primeiro lugar, ele pergunta de onde os homens tiram os seus pensamentos e as suas noções. Em segundo, pergunta se podemos confiar no que nossos sentidos nos dizem.
— Um projeto e tanto…
— Vamos tomar um problema de cada vez. Locke está convencido de que todos os nossos pensamentos e todas as nossas noções nada mais são do que um reflexo daquilo que um dia já sentimos ou percebemos através de nossos sentidos. Antes de sentirmos qualquer coisa, nossa mente é como uma tábula rasa, uma “lousa vazia”.
— Isto parece evidente.
— Antes de experimentarmos qualquer coisa, portanto, nossa mente é tão vazia quanto uma lousa antes de o professor entrar na sala de aula. Locke também compara a mente com uma sala em que não há um móvel sequer. Mas então é a vez de os nossos sentidos entrarem em ação: podemos ver o mundo à nossa volta, sentir o cheiro das coisas, seu gosto, podemos tocá-las e ouvi-las. E ninguém faz isto de forma mais intensa do que as crianças. Surgem, assim, as idéias sensoriais simples. Só que a mente não recebe passivamente essas impressões exteriores. Dentro da nossa mente também acontece alguma coisa. As idéias sensoriais simples são retrabalhadas pela reflexão, pela crença e pela dúvida. E o resultado disso, segundo Locke, são as idéias da reflexão. Locke estabelece a distinção, portanto, entre “sensação” e “reflexão”. Isto porque a mente, a consciência, não é um mero receptor passivo. E é exatamente nesse ponto que precisamos ficar alertas.
— Ficar alertas?
— Locke afirma que, através dos sentidos, não conseguimos senão impressões simples. Quando como uma maçã, por exemplo, posso “sentir” a maçã inteira numa única e simples sensação. Na verdade, estou recebendo toda uma série de impressões simples: uma coisa verde, fresca, cheirosa, suculenta e de sabor levemente ácido. Só depois de já ter comido muitas maçãs é que posso pensar que estou comendo “uma maçã”. Locke diz que, neste momento, conseguimos formar a noção complexa de uma maçã. Quando éramos pequenos e comemos maçã pela primeira vez, não possuíamos essa noção complexa. Mas víamos uma coisa verde, sentíamos o gosto de uma coisa fresca e suculenta, nham, nham…, e também um pouco ácida. Aos poucos vamos “amarrando” muitas impressões sensoriais e formando conceitos como “maçã”, “pêra” e “laranja”. Mas é aos nossos órgãos de sentidos que devemos, em última análise, todo o material de que se serve o nosso conhecimento do mundo. E é por isso que é falso e precisa ser eliminado o conhecimento que não pode ser atribuído a impressões sensoriais simples.
— Seja como for, podemos ter certeza de que aquilo que vemos e ouvimos, de que sentimos o cheiro e o gosto, corresponde exatamente ao que sentimos.
— Sim e não. Esta é a segunda questão que Locke se propõe a discutir. Primeiro ele explica de onde retiramos nossas idéias e noções. Em seguida ele pergunta se o mundo é realmente do jeito que nós o percebemos. E isto não é uma coisa absolutamente evidente, Sofia. Não podemos colocar o carro na frente dos bois. Aliás, esta é a única coisa que um verdadeiro filósofo não deve fazer.
— Esqueça o que eu disse.
— Locke estabelece a diferença entre aquilo que chama de qualidades sensórias “primárias” e “secundárias”. E nesse ponto ele estende a mão aos filósofos que o precederam: por exemplo, a Descartes.
— Me explique isto!
— Por qualidades sensoriais primárias Locke entende a extensão, peso, forma, movimento e número das coisas. Com relação a essas propriedades, podemos estar certos de que nossos sentidos reproduzem as verdadeiras propriedades das coisas. Mas nós também percebemos outras características das coisas. Dizemos que uma coisa é doce ou azeda, verde ou vermelha, quente ou fria. Locke chama isto de qualidades sensoriais secundárias. Tais impressões sensoriais, como as cores, o cheiro, o gosto ou os sons, por exemplo, não reproduzem as características verdadeiras, presentes na coisa em si. Elas reproduzem apenas o efeito que essas características exteriores exercem sobre os nossos sentidos.
— Gosto não se discute.
— Exatamente. Podemos estar de acordo sobre as propriedades primárias, como tamanho e peso, por exemplo, pois elas são inerentes às coisas em si. Mas as propriedades secundárias, como cor e gosto, por exemplo, podem variar de animal para animal, de homem para homem, dependendo de como são constituídos os órgãos de sentidos de cada indivíduo.
— Quando Jorunn chupa uma laranja, ela faz a mesma cara que outras pessoas fazem quando chupam um limão. Geralmente, ela não consegue ir até o fim. “Está azeda”, costuma dizer. E na maioria das vezes eu acho a mesma laranja doce e gostosa.
— E nenhuma de vocês tem razão, porque também nenhuma de vocês está errada. Ao falar sobre suas impressões, vocês apenas estão descrevendo o efeito desta laranja sobre os seus sentidos. O mesmo ocorre com as cores. Pode ser que determinado tom de vermelho não agrade você. Se Jorunn compra um vestido exatamente desse tom, é melhor você guardar para si a sua opinião sobre ele. Não que o vestido seja feio ou bonito; é que vocês duas percebem de forma diferente este mesmo tom de vermelho.
— Mas todos concordam que uma laranja é redonda.
— Sim. Quando você segura uma laranja, não dá para dizer que ela tem a forma de um cubo, por exemplo. Você pode achá-la doce ou azeda, mas não pode “achar” que ela pesa oito quilos, se o peso dela não passa de duzentos gramas. Você pode talvez “acreditar” que ela pese muitos quilos, mas este é um caminho que não vai dar em nada. Se muitas pessoas tentam adivinhar quanto pesa um objeto, sempre haverá uma que estará mais certa que as outras. O mesmo vale para o número das coisas. Ou há 986 ervilhas numa tigela, ou não. E o mesmo vale também para o movimento: ou um carro está em movimento, ou então está parado.
— Entendo.
— No que se refere à “realidade estendida”, portanto, Locke compartilha da mesma opinião de Descartes, ou seja, que a realidade possui certas características que o homem pode captar com sua razão.
— Não é muito difícil concordar com isto.
— Também em outras áreas Locke admite o que chama de conhecimento “intuitivo” ou “demonstrativo”. Por exemplo, ele acha que certas diretrizes éticas valem para todos. Neste caso, podemos dizer que ele acredita no chamado pensamento do direito natural e que este é um traço racionalista que podemos identificar em seu pensamento. Outro traço claramente racionalista: Locke acredita que é inerente à razão humana saber que existe um Deus.
— Talvez ele tivesse razão.
— Razão em quê?
— Em que existe um Deus.
— É possível. Mas ele não deixa que esta problemática se reduza a uma questão de fé. Para ele, a idéia que o homem faz de Deus nasce da própria razão humana. E este é um traço racionalista do seu pensamento. Devo acrescentar que Locke defendia a liberdade de opinião e a tolerância. Além disso, defendia também a igualdade de direitos entre os sexos. Para ele, a posição de inferioridade das mulheres havia sido criada pelos homens. Assim sendo, ela podia ser corrigida.
— Concordo plenamente.
— Locke foi um dos primeiros filósofos dos tempos modernos a se ocupar com a questão dos papéis sexuais. Isto foi de grande importância mais tarde para John Stuart Mill, uma personalidade por sua vez muito importante para a luta pela igualdade de direitos entre os sexos. Locke expressou muito cedo pensamentos liberais que só floresceram em sua plenitude durante o Iluminismo francês do século XVIII. Por exemplo, ele foi o primeiro a propagar o princípio da divisão dos poderes…
— Isto significa que o poder do Estado é dividido em diferentes instituições.
— Você ainda se lembra que instituições são essas?
— O Legislativo, ou o Parlamento, o Judiciário, ou o Tribunal, e o Executivo, ou o próprio governo.
— Esta tripartição vem do filósofo iluminista francês Montesquieu. Locke chamou a atenção sobretudo para o fato de termos de separar o Poder Legislativo do Poder Executivo, se quisermos evitar a tirania. E ele foi contemporâneo de Luís XIV, que reunia em suas mãos todo o poder e costumava dizer “O Estado sou eu”. Dizemos que Luís XIV foi um governante “absoluto” e que “seu” Estado era mais arbitrário do que de direito. Contrariando esta idéia, Locke achava que para se assegurar um Estado de direito os representantes do povo tinham que promulgar leis que seriam depois executadas pelo rei e pelo governo.

VIA – Isaias Edson Sidney