Monthly Archives: janeiro 2015

Cientistas criam teletransporte para objetos usando sistema de impressão 3D

Cientistas do Instituto Hasso Plattner, na Alemanha, criaram um sistema capaz de produzir réplicas de objetos que podem estar em qualquer parte do mundo, tudo através da impressão 3D. O efeito funciona como um teletransporte de objetos, mas, claro, sem retirá-lo do local original.

O projeto inovador foi barizado de Scotty, em referência a um dos principais personagens do seriado Star Trek.

Cientistas criam teletransporte para objetos usando sistema de impressão 3D

Cientistas criam teletransporte para objetos usando sistema de impressão 3D


Ele funciona da seguinte maneira: inicialmente a máquina corta o objeto a ser enviado, normalmente um molde feito em material flexível. Depois ela registra as estruturas do objeto em detalhes e envia para uma segunda impressora 3D, que pode estar localizada em qualquer parte do mundo que tenha acesso à internet. Por fim, a máquina produtora cria o mesmo item nos detalhes milimétricos do original.

Cientistas do Instituto Hasso Plattner, na Alemanha, criaram um sistema capaz de produzir réplicas de objetos que podem estar em qualquer parte do mundo, tudo através da impressão 3D.

O sistema é bem simples de usar, bastando colocar o objeto escolhido no compartimento de remessa, especificando a impressora 3D receptora. Depois, pressionando o botão de teletransporte (nome usado pelos próprios criadores), o objeto original é destruído.
Cientistas criam teletransporte para objetos usando sistema de impressão 3D

O projeto pode servir para empresas que desejam vender itens através de impressão 3D, facilitando a entrega.

Claude Shannon, o pai do bit

Dados biográficos
Claude Elwood Shannon nasceu nos USA em 1916. Formou-se em Matemática e Engenharia Elétrica na Universidade de Michigan, e fez seu mestrado e doutorado no MIT. Trabalhou a maior parte de sua vida nos Laboratórios Bell e, após uma rapidíssima vida de professor, aposentou-se com cerca de 50 anos. Ainda é vivo e ativo intelectualmente ( poderíamos dizer que, principalmente, financeiramente uma vez que tem dedicado-se a desenvolver programas de análise do sistema financeiro de Wall Street e com os quais acabou formando um imenso capital ). Apesar de sua vida extremamente reclusa e estar afastado dos meios académicos é um dos mais famosos matemáticos vivos. Este pequeno trabalho objetiva lhe dar uma idéia da razão dessa fama.

 Claude Shannon o pai do BIT

Claude Shannon o pai do BIT

Shannon e a matemática dos computadores eletrônicos
Motivado por necessidades de cálculos militares em balística, o Prof. Bush do MIT construiu em 1930 um potentíssimo computador analógico eletro-mecânico: o analisador diferencial de Bush. Na época era o computador mais potente em existência no mundo. Contudo, como todo computador analóogico, era uma máquina capaz de resolver um único tipo de problema, no caso: equações diferenciais.
Apesar disso, tinha duas inovações que mais tarde foram decisivas para a invenção dos computadores eletrônicos digitais : usava componentes eletrônicos e tinha certa capacidade de programação ( era capaz de resolver qualquer equação diferencial dada desde que suas componentes fossem reconfiguradas em função dessa ).
Nessa época, Shannon trabalhava como assistente de Bush e esse sugeriu-lhe que tentasse fazer um estudo matemático procurando descobrir o princípio que possibilitava o funcionamento da máquina construída um tanto quanto empiricamente.
Shannon dedicando-se ao problema, descobriu que os circuítos baseados em relays tinham seus estados de ON ou OFF ( ie, de ligado e desligado ) regidos pelas leis da Algebra de Boole . Mais do que isso, fazendo as associações:

ON – verdadeiro – 1
OFF – falso – 0
foi capaz de mostrar como construir circuítos baseados em relays e capazes de realizar cada uma das quatro operações aritméticas.

Hoje, em plena Era da Informática, poucas pessoas são capazes de se dar conta de quanto enraizado estava o sistema de numeração decimal na mente dos engenheiros da época. Shannon, além de provar a possibilidade de se construir um computador totalmente eletrônico, foi o primeiro a atinar que os respectivos circuítos ficavam muito mais simples ( e mais baratos ) com o abandono do sistema decimal em favor do sistema binário.

Shannon e a matemática da informação
Após a Segunda Guerra começaram a se multiplicar as tecnologias de transferência de informação. Contudo, não havia uma teoria que fosse capaz de quantificar a quantidade de informação que precisava ser transportada. Por exemplo, os engenheiros de então achavam que seria apenas uma questão de progresso tecnológico se conseguir transmitir mensagens telegráficas com maior velocidade do que se podia fazer na época. Shannon ( em 1948 ) criou uma teoria, hoje fundamental no trabalho cotidiano em Engenharia de Comunicações e chamada Teoria da Informação, que mostrou que cada canal de comunicações ( seja ele um fio telegráfico, fio telefônico, cabo axial ou etc ) tem uma velocidade limite característica.
Por exemplo, cada linha telefônica permite transmitir dados até uma certa velocidade de transmissão. Se precisarmos usar uma velocidade maior teremos de usar um canal de maior velocidade limite, por exemplo um cabo de fibras ópticas. Se insistirmos usar a linha telefônica em velocidades maiores do que seu limite teremos uma transmissão cada vez mais poluída por erros. Hoje, esse fenômeno é até facilmente constatável por qualquer um que use seu microcomputador e modem para fins de comunicação.

A Teoria de Informação que Shannon construiu, contudo, transcende em muito as aplicações em comunicações. Shannon mostrou que aos elementos básicos do trabalho científico, massa e energia, precisamos acrescentar um terceiro: a informação.
Mais do que isso, usando a Teoria das Probabilidades, Shannon mostrou como medir a quantidade de informação. Sempre dando preferência ao sistema de numeração binário, introduziu a unidade de medida de informação: o bit : binary digit.

 Claude Shannon

Claude Shannon

Dizemos que recebemos um bit de informação quando ficamos sabendo qual, dentre duas alternativas equiprováveis, a que efetivamente ocorreu.
Por exemplo: recebemos um bit de informação quando soubermos qual o resultado do lance de uma moeda, não viciada.

No instante que os cientistas passaram a ter condições de medir não apenas massa e energia mas também a informação passaram a investigar uma gama enorme de novos fenômenos nas ciências biológicas, sociais, etc. Os engenheiros puderam desenvolver uma grande quantidade de novas tecnologias de comunicações.

Embora sua teoria seja bastante técnica, vejamos um exemplo da utilidade que tem tal unidade de informação. Voltemos ao problema que motivou os estudos de Shannon: o problema da capacidade de comunicação de um canal transmissor.
A solução do problema é resumida numa fórmula, hoje básica da Teoria da Informação, a chamada fórmula de Shannon:

ela dá a velocidade máxima Cmax ( em bits por segundo ) com que sinais de potência S watts podem passar por um canal de comunicação, o qual deixa passar sem distorção apenas os sinais de frequência até B hertz, e o qual produz ruídos de potência no máximo N watts ( e esses ruídos são do tipo usual, chamado ruído branco ).

Vejamos um exemplo numérico importante: o caso das linhas telefônicas analógicas, essas que comumente encontramos aqui no Brasil. Elas são construídas para passar voz humana, frequência de até 3 400 hertz. Consequentemente:

 Claude Shannon e um de seus inventos (Foto: Reprodução)

Claude Shannon e um de seus inventos (Foto: Reprodução)


para uma relação S/N = 100 temos:
Cmax = 3400 log2 ( 101 ) = 22 600 bits/seg
para uma relação S/N = 1 000 temos:
Cmax = 3400 log2 ( 1001 ) = 33 900 bits/seg
Dá para V. começar a entender as limitações do modem ligado em seu computador ?

Computadores quânticos podem revolucionar teoria da informação

Agência FAPESP – A perspectiva dos computadores quânticos, com capacidade de processamento muito superior aos atuais, tem levado ao aprimoramento de uma das áreas mais versáteis da ciência, com aplicações nas mais diversas áreas do conhecimento: a teoria da informação. Para discutir essa e outras perspectivas, o Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou, de 19 a 30 de janeiro, a SPCoding School.

Computadores quânticos podem revolucionar teoria da informação

Computadores quânticos podem revolucionar teoria da informação


O evento ocorreu no âmbito do programa Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), da FAPESP, que oferece recursos para a organização de cursos de curta duração em temas avançados de ciência e tecnologia no Estado de São Paulo.

A base da informação processada pelos computadores largamente utilizados é o bit, a menor unidade de dados que pode ser armazenada ou transmitida. Já os computadores quânticos trabalham com qubits, que seguem os parâmetros da mecânica quântica, ramo da Física que trata das dimensões próximas ou abaixo da escala atômica. Por conta disso, esses equipamentos podem realizar simultaneamente uma quantidade muito maior de cálculos.

“Esse entendimento quântico da informação atribui toda uma complexidade à sua codificação. Mas, ao mesmo tempo em que análises complexas, que levariam décadas, séculos ou até milhares de anos para serem feitas em computadores comuns, poderiam ser executadas em minutos por computadores quânticos, também essa tecnologia ameaçaria o sigilo de informações que não foram devidamente protegidas contra esse tipo de novidade”, disse Sueli Irene Rodrigues Costa, professora do IMECC, à Agência FAPESP.

A maior ameaça dos computadores quânticos à criptografia atual está na sua capacidade de quebrar os códigos usados na proteção de informações importantes, como as de cartão de crédito. Para evitar esse tipo de risco é preciso desenvolver também sistemas criptográficos visando segurança, considerando a capacidade da computação quântica.

“A teoria da informação e a codificação precisam estar um passo à frente do uso comercial da computação quântica”, disse Rodrigues Costa, que coordena o Projeto Temático “Segurança e confiabilidade da informação: teoria e prática”, apoiado pela FAPESP.

“Trata-se de uma criptografia pós-quântica. Como já foi demonstrado no final dos anos 1990, os procedimentos criptográficos atuais não sobreviverão aos computadores quânticos por não serem tão seguros. E essa urgência pelo desenvolvimento de soluções preparadas para a capacidade da computação quântica também impulsiona a teoria da informação a avançar cada vez mais em diversas direções”, disse.

Algumas dessas soluções foram tratadas ao longo da programação da SPCoding School, muitas delas visando sistemas mais eficientes para a aplicação na computação clássica, como o uso de códigos corretores de erros e de reticulados para criptografia. Para Rodrigues Costa, a escalada da teoria da informação em paralelo ao desenvolvimento da computação quântica provocará revoluções em várias áreas do conhecimento.

“A exemplo das múltiplas aplicações da teoria da informação na atualidade, a codificação quântica também elevaria diversas áreas da ciência a novos patamares por possibilitar simulações computacionais ainda mais precisas do mundo físico, lidando com uma quantidade exponencialmente maior de variáveis em comparação aos computadores clássicos”, disse Rodrigues Costa.

A teoria da informação envolve a quantificação da informação e envolve áreas como matemática, engenharia elétrica e ciência da computação. Teve como pioneiro o norte-americano Claude Shannon (1916-2001), que foi o primeiro a considerar a comunicação como um problema matemático.

Revoluções em curso

Enquanto se prepara para os computadores quânticos, a teoria da informação promove grandes modificações na codificação e na transmissão de informações. Amin Shokrollahi, da École Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça, apresentou na SPCoding School novas técnicas de codificação para resolver problemas como ruídos na informação e consumo elevado de energia no processamento de dados, inclusive na comunicação chip a chip nos aparelhos.

Shokrollahi é conhecido na área por ter inventado os códigos Raptor e coinventado os códigos Tornado, utilizados em padrões de transmissão móveis de informação, com implementações em sistemas sem fio, satélites e no método de transmissão de sinais televisivos IPTV, que usa o protocolo de internet (IP, na sigla em inglês) para transmitir conteúdo.

“O crescimento do volume de dados digitais e a necessidade de uma comunicação cada vez mais rápida aumentam a susceptibilidade a vários tipos de ruído e o consumo de energia. É preciso buscar novas soluções nesse cenário”, disse.

Shokrollahi também apresentou inovações desenvolvidas na empresa suíça Kandou Bus, da qual é diretor de pesquisa. “Utilizamos algoritmos especiais para codificar os sinais, que são todos transferidos simultaneamente até que um decodificador recupere os sinais originais. Tudo isso é feito evitando que fios vizinhos interfiram entre si, gerando um nível de ruído significativamente menor. Os sistemas também reduzem o tamanho dos chips, aumentam a velocidade de transmissão e diminuem o consumo de energia”, explicou.

De acordo com Rodrigues Costa, soluções semelhantes também estão sendo desenvolvidas em diversas tecnologias largamente utilizadas pela sociedade.

“Os celulares, por exemplo, tiveram um grande aumento de capacidade de processamento e em versatilidade, mas uma das queixas mais frequentes entre os usuários é de que a bateria não dura. Uma das estratégias é descobrir meios de codificar de maneira mais eficiente para economizar energia”, disse.

Aplicações biológicas

Não são só problemas de natureza tecnológica que podem ser abordados ou solucionados por meio da teoria da informação. Professor na City University of New York, nos Estados Unidos, Vinay Vaishampayan coordenou na SPCoding School o painel “Information Theory, Coding Theory and the Real World”, que tratou de diversas aplicações dos códigos na sociedade – entre elas, as biológicas.

“Não existe apenas uma teoria da informação e suas abordagens, entre computacionais e probabilísticas, podem ser aplicadas a praticamente todas as áreas do conhecimento. Nós tratamos no painel das muitas possibilidades de pesquisa à disposição de quem tem interesse em estudar essas interfaces dos códigos com o mundo real”, disse à Agência FAPESP.

Vaishampayan destacou a Biologia como área de grande potencial nesse cenário. “A neurociência apresenta questionamentos importantes que podem ser respondidos com a ajuda da teoria da informação. Ainda não sabemos em profundidade como os neurônios se comunicam entre si, como o cérebro funciona em sua plenitude e as redes neurais são um campo de estudo muito rico também do ponto de vista matemático, assim como a Biologia Molecular”, disse.

Isso porque, de acordo com Max Costa, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp e um dos palestrantes, os seres vivos também são feitos de informação.

“Somos codificados por meio do DNA das nossas células. Descobrir o segredo desse código, o mecanismo que há por trás dos mapeamentos que são feitos e registrados nesse contexto, é um problema de enorme interesse para a compreensão mais profunda do processo da vida”, disse.

Para Marcelo Firer, professor do Imecc e coordenador da SPCoding School, o evento proporcionou a estudantes e pesquisadores de diversos campos novas possibilidades de pesquisa.

“Os participantes compartilharam oportunidades de engajamento em torno dessas e muitas outras aplicações da Teoria da Informação e da Codificação. Foram oferecidos desde cursos introdutórios, destinados a estudantes com formação matemática consistente, mas não necessariamente familiarizados com codificação, a cursos de maior complexidade, além de palestras e painéis de discussão”, disse Firer, membro da coordenação da área de Ciência e Engenharia da Computação da FAPESP.

Participaram do evento cerca de 120 estudantes de 70 universidades e 25 países. Entre os palestrantes estrangeiros estiveram pesquisadores do California Institute of Technology (Caltech), da Maryland University e da Princeton University, nos Estados Unidos; da Chinese University of Hong Kong, na China; da Nanyang Technological University, em Cingapura; da Technische Universiteit Eindhoven, na Holanda; da Universidade do Porto, em Portugal; e da Tel Aviv University, em Israel.

Mais informações: www.ime.unicamp.br/spcodingschool.

Projeto para estudar altas energias na atmosfera gerando as auroras boreais

Projeto para estudar altas energias na atmosfera gerando as auroras boreais

Projeto para estudar altas energias na atmosfera gerando as auroras boreais

Explicação: Quatro foguetes da NASA suborbitais saltou para o espaço em 26 de janeiro, da Universidade poker para pesquisas em energia gama no Alaska.
Esta imagem composta de longa exposição de tempo segue todos os quatro lançamentos dos pequenos, foguetes multi-estágio para explorar a fascinação do céu cheio de auroras de inverno.
Durante as exposições, estrelas se arrastaram em torno do pólo norte celeste, bem acima do horizonte no local 30 quilômetros ao norte de Fairbanks, Alaska.
Feixes de lasers verdes, também deixou marcas através da cena. Operação foi feita com sucesso, em subir as duas cargas.


 
As experiencias chamadas de:

(M-tex)Mesosphere-Lower Thermosphere Turbulence Experiment
(MIST)Mesospheric Inversion-Layer Stratified Turbulence
experiências, criando trilhas de vapor em altas altitudes para ser rastreado por observações terrestres.

Crédito da imagem: NASA / Jamie Adkins

Cometa Lovejoy em um céu de verão

Explicação: Qual desses ícones céu noite você pode encontrar nesta exposição bela e profunda do céu do norte do inverno? Luzes do céu incluem as estrelas no cinturão de Órion, a nebulosa de Orion, o aglomerado estelar das Plêiades, as estrelas brilhantes Betelgeuse e Rigel, a Nebulosa da Califórnia, Loop de Barnard, e Cometa Lovejoy.

Cometa Lovejoy em um céu de verão

Cometa Lovejoy em um céu de verão

As estrelas do cinturão de Orion são quase vertical na linha central, entre o horizonte e do centro da imagem, com a estrela cinto menor obscurecida pela Nebulosa da Chama vermelho brilhante. À esquerda do cinto é o arco vermelho da Loop de Barnard seguido pela brilhante estrela laranja Betelgeuse, enquanto à direita do cinto é a Nebulosa de Orion colorido seguido da estrela azul brilhante Rigel. O conjunto azul de estrelas brilhantes perto do topo centro é as Plêiades, e da nebulosa vermelho à sua esquerda está a nebulosa Califórnia. O ponto laranja brilhante acima do centro da imagem é a estrela Aldebaran, enquanto o objeto verde com a cauda longa do seu direito é Cometa C / 2014 Q2 (Lovejoy). A imagem caracterizada foi tomada cerca de duas semanas atrás, perto da aldeia de Palau, na Espanha.

Cometa Lovejoy em um céu de verão

Imagem para Download, altíssima resolução

Crédito de imagem e BY-NC-2 Licença: Juan Carlos Casado (TWAN, Terra e Stars)

Crânio revela convivência entre humanos e neandertais no Oriente Médio

A descoberta de um crânio de 55.000 anos a.C em uma gruta em Israel é a primeira evidência concreta da presença de humanos modernos no Oriente Médio em uma época em que os neandertais também estavam presentes na região.
A expansão dos humanos modernos (Homo sapiens) de origem africana através de Eurásia de 60.000 a 40.000 anos, substituindo todas as outras formas de hominídeos, incluindo o ‘Homo neanderthalis’, é um evento chave na evolução da humanidade.
No entanto, esses ancestrais de todas as populações não africanas de hoje permanecem em grande parte um enigma por causa da escassez de fósseis humanos a partir deste período.

Crânio revela convivência entre humanos e neandertais no Oriente Médio

Crânio revela convivência entre humanos e neandertais no Oriente Médio


A descoberta na Galileia, no noroeste de Israel, de parte de um crânio datando de 55.000 a.C, durante a escavação da gruta de Manot lança nova luz sobre a migração dos “humanos anatomicamente modernos” fora da África, de acordo com um estudo publicado na revista Nature.
Os pesquisadores descobriram apenas parte do crânio, mas sua forma distintiva – com uma “corcunda” no osso occipital encontrada tanto nos neandertais europeus quanto na maioria dos primeiros humanos modernos do Paleolítico superior – o relaciona aos crânios humanos modernos da África e Europa.
Para o pesquisador Israel Hershkovitz e seus colegas, isso sugere que o homem de Manot poderia “estar ligado intimamente com os primeiros homens modernos que posteriormente colonizaram com sucesso a Europa”.
Os autores reconhecem que o estudo da morfologia craniana não é suficiente para afirmar que o homem de Manot é um híbrido entre “humanos anatomicamente modernos e neandertais” no Oriente Médio.
O crânio de Manot é, de toda forma, a prova que os homens modernos e seus parentes neandertais habitavam ao mesmo tempo o sul desta região durante o Paleolítico médio e superior, “a pouca distância do período durante o qual os dois grupos de hominídios se cruzaram”, ressalta o estudo.
Provas de outras duas populações da época Paleolítica foram descobertas em Israel: crânios nos sítios arqueológicos de Skhul e de Qafzeh testemunham uma primeira dispersão de homens anatomicamente modernos entre 120.000 e 90.000 anos antes de nossa era, enquanto fósseis de neandertais foram encontrados nos sítios de Amud, Kebara e Dederiyeh.

Cientistas divulgam exoplaneta com anéis 200 vezes maiores que os de Saturno

Especialistas divulgaram os primeiros detalhes do J1407b, um exoplaneta jovem descoberto recentemente. Chama atenção o fato de ele ter anéis 200 vezes maiores do que os de Saturno. Ele está orbitando uma estrela também recém-descoberta, que tem semelhanças com o Sol, chamada J1407.

“Podemos dizer que isso é um tipo de super Saturno”, afirmou Eric Mamajek, da Univeristy of Rochester. “Os detalhes que conseguimos ver na curvatura da luz desses anéis é algo incrível, totalmente fantástico”.

Cientistas divulgam exoplaneta com anéis 200 vezes maiores que os de Saturno

Cientistas divulgam exoplaneta com anéis 200 vezes maiores que os de Saturno

Após observações, os especialistas puderam concluir que, por exemplo, que os anéis gigantescos bloqueiam 95% da luz vinda da J1407 em vários dias. As pesquisas apontaram também que os anés tem aproximdamente 120 milhões de quilômetros de diâmetro —levando em consideração o último e maior deles.

A beleza dos anéis do J1407b, porém, está “com os dias contados”. A estimativa dos especialistas é que nos próximos sete milhões de anos esses anéis comecem a desaparecer e passem a dar espaço a satélites naturais.

“Se pudéssemos trocar os anéis de Saturno pelos do J1407b, apenas para se ter uma noção do tamanho deles, seria possível vê-los no céu terrestre, a olho nu, muito mais facilmente do que enxergamos a lua cheia, por exemplo”, concluiu Mamajek.

Descoberta estrela mais antiga, orbitada por planetas do tamanho da Terra

Astrônomos internacionais anunciaram, nesta terça-feira, a descoberta da estrela mais antiga conhecida pela ciência, situada em uma galáxia distante e circundada por cinco planetas do tamanho da Terra.Sonda Kepler, projetada para procurar novos planetas fora do Sistema Solar, é vista em ilustração feita pela Nasa.
O sistema tem 11,2 bilhões de anos e foi batizado Kepler-444 em função da sonda Kepler, projetada para procurar novos planetas fora do Sistema Solar.
Seus cinco planetas são um pouco menores do que a Terra. Eles orbitam seu sol em menos de dez dias, a uma distância menor que um décimo daquela que separa a Terra do sol, tornando-os muito quentes para serem habitáveis.
Mas foi a idade da estrela que surpreendeu os astrônomos.
Situado a uma distância de 117 anos-luz da Terra, o Kepler-444 é duas vezes e meia mais velho que nosso Sistema Solar, que tem 4,5 bilhões de anos.
“Nunca vimos algo assim. É uma estrela muito velha e seu grande número de pequenos planetas a torna muito especial”, afirmou o coautor da descoberta, Daniel Huber, da Universidade de Sydney.
“É extraordinário que um sistema tão antigo e com planetas do tamanho da Terra tenha se formado quando o Universo estava nascendo, com um quinto de sua atual idade”, acrescentou.
Os astrônomos podem medir a idade de um planeta distante usando uma técnica chamada asterosismologia, que mede as oscilações da estrela causadas pelas ondas sonoras em seu interior.
Essas ondas causam pequenos pulsos no brilho da estrela, que podem ser analisados para medir seu diâmetro, massa e idade.
Steve Kawaler, professor de astronomia da Universidade do Iowa, explicou que Kepler-444 é muito brilhante e pode ser facilmente vista com telescópios.
“Sabemos que planetas do tamanho da Terra foram formados ao longo dos 13,8 bilhões de anos da história do Universo”, afirmou, por sua vez, Tiago Campante, da Universidade de Birmingham.
“Isso cria condições para a existência de vida antiga na galáxia”, concluiu.

Asteroide que passou pela Terra tinha uma lua própria

O asteroide do tamanho de uma montanha que acaba de passar pela Terra trazia consigo uma minilua própria, informou a Nasa nesta terça-feira, ao divulgar suas primeiras imagens de radar da rocha estelar.

Asteroide que passou pela Terra tinha uma lua própria

Asteroide que passou pela Terra tinha uma lua própria

O asteroide, conhecido como 2004 BL86, atingiu seu ponto mais próximo do nosso planeta nas últimas horas de segunda-feira, quando passou a uma distância que superava em apenas três vezes a existente entre a Terra e a Lua.

Mas os cientistas viram algo inesperado. As imagens do radar da antena da Nasa, chamada Deep Space Network e localizada em Goldstone, Califórnia, mostram que o asteroide é 150 metros menor que o esperado. No total, mede 325 metros de diâmetro.

E estava acompanhado de uma pequena lua de aproximadamente 70 metros de diâmetro.

O astronauta Chris Hadfield classificou esta descoberta de algo “extremamente delicioso” e perguntou no Twitter: “Quem deve dar um nome a ela?”.

O asteroide já era um fato extraordinário porque é dez vezes maior que a maioria dos objetos que se aproximam da Terra, e que costumam medir entre 15 e 30 metros.

A Nasa explicou que mais ou menos 16% dos asteroides de 200 metros ou mais são binários, ou seja, consistem de uma rocha principal e outra menor, dependente que orbita ao seu redor.

O curioso asteroide 2004 BL86 e sua minilua só voltarão a nos visitar dentro de 200 anos, segundo os astrônomos.

O próxima asteroide que se aproximará do planeta é o 1999 AN10, que, segundo a Nasa, passará pela Terra em 2027.

O campo magnético da nossa Galaxia vista pelo observatório espacial Planck

O que o campo magnético do nosso Galaxy parece? Há muito se sabe que um campo magnético modesto permeia nossa Via Láctea, porque é visto para alinhar pequenos grãos de poeira que dispersam luz de fundo. Só recentemente, no entanto o satélite Planck – orbitandor solar elaborou um mapa de alta resolução deste campo.

O campo magnético da nossa Galaxia vista pelo Planck

O campo magnético da nossa Galaxia vista pelo Planck

Codificados por cores, o mapa de largura de 30 graus confirma, entre outras coisas, que o magnetismo interestelar da galáxia é mais forte do que o disco central. A rotação do gás carregado em torno do centro galactico cria esta magnetismo, e se a hipótese de que visto a partir do topo, o campo magnético da maneira leitosa apareceria como uma espiral que roda para fora a partir do centro. O que fez com que muitos dos detalhes deste mapa e outros similares – e como o magnetismo, em geral tem afetado evolução da nossa galáxia – provavelmente permanecerá temas de pesquisa para os próximos anos.

Crédito de imagem e direitos autorais: ESA / Planck; Agradecimento: M.-A. Miville-Deschênes, CNRS – IAS, U. Paris-XI