Monthly Archives: Março 2015

Quinze mudanças que nos fizeram humanos

Os humanos são provavelmente a espécie mais curiosa que já existiu.

Temos cérebros muito maiores que os de outros animais e que nos permitem construir utensílios, entender conceitos abstratos e usar a linguagem.

Mas também temos poucos pelos, mandíbulas fracas e demoramos para dar à luz.
Como a evolução explica essa criatura extravagante?

Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram "vantagens" na vida moderna.

Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram “vantagens” na vida moderna.

 

1. Viver em grupo

Há 30-60 milhões de anos

Há 30-60 milhões de anos

Os primeiros primatas, grupo que inclui macacos e humanos, surgiram pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Muitos começaram rapidamente a viver em grupos para melhor se defenderem de predadores, e isso exigiu de cada animal “negociar” uma rede de amizades, hierarquias e inimizades.

Sendo assim, viver em grupo pode ter impulsionado um aumento da capacidade intelectual.

 

2. Mais sangue no cérebro

Há 10-15 milhões de anos

Há 10-15 milhões de anos

Humanos, chimpanzés e gorilas descendem todos de uma espécie desconhecida e extinta de hominídeo.

Neste ancestral, um gene chamado RNF213 evoluiu rapidamente e pode ter estimulado o fluxo de sangue para o cérebro ao ampliar a artéria carótida.

Nos humanos, as mutações do RNF213 causam a doença de Moyamoya – um estreitamento da carótida que leva ao deterioramento da capacidade cerebral por conta da pouca irrigação do cérebro.

3. A divisão dos primatas

Há 7-13 milhões de anos

Há 7-13 milhões de anos

Nossos ancestrais se separaram de seus parentes parecidos com os chimpanzés há cerca de 7 milhões de anos. No início, tinham uma aparência bem similar, mas por dentro suas células estavam em marcha.

Os genes ASPM e ARHGAP11B entraram em mutação, assim como um segmento do genoma humano chamado HAR1.

Ainda não está claro o que provocou essas modificações, mas o ARHGAP11B e o HAR1 estão associados ao crescimento do córtex cerebral

4. ‘Picos’ de açúcar

Há menos de sete milhões de anos

Há menos de sete milhões de anos

Depois que a linha evolutiva humana se separou da linha dos chimpanzés, dois genes sofreram mutações.

O SLC2A1 e o SLC2A4 formam proteínas que transportam glicose para dentro e para fora das células.

Essas modificações podem ter desviado glicose dos músculos para o cérebro de hominídeos primitivos e é possível que tenha estimulado o crescimento do órgão.

5. Mãos mais hábeis

Nossas mãos são incrivelmente hábeis e nos permitem construir ferramentas ou escrever, entre outras atividades.

Há menos de 7 milhões de anos

Há menos de 7 milhões de anos

Isso pode se dever em parte a um fragmento de DNA chamando HACNS1, que evoluiu rapidamente desde que nossos ancestrais e os ancestrais dos chimpanzés se dividiram.
Não se sabe o que o HACNS1 faz exatamente, mas ele contribuiu para o desenvolvimento de nossos braços e mãos.

6. Mandíbulas fracas: mais espaço para o cérebro

Em comparação com outros primatas, os humanos não podem morder com muita força porque têm músculos mais fracos em volta da mandíbula, bem como mandíbulas menores.

Há 2,4 - 5,3 milhões de anos

Há 2,4 – 5,3 milhões de anos

Isso parece se dever a uma mutação do gene MYH16, que controla a produção de tecido muscular.
A mutação ocorreu há pelo menos 5 milhões de anos. Mandíbulas pequenas podem ter liberado espaço para o crescimento do cérebro.

7. Dieta variada

Nossos ancestrais primatas mais antigos comiam principalmente frutas, mas espécies posteriores como o Australopithecus ampliaram seu cardápio.

Há 1,8 - 3,5 milhões de anos

Há 1,8 – 3,5 milhões de anos

Além de se alimentar com uma variedade maior de plantas, como ervas, comiam mais carne e inclusive a cortavam com ferramentas de pedra.

Mais carne levou ao consumo de mais calorias e menos tempo de mastigação.

8. Pelado, nu com a mão no bolso

Os humanos são quase pelados. Não se sabe a razão, mas isso ocorreu entre 3 e 4 milhões de anos atrás.

Há 3,3 milhões de anos

Há 3,3 milhões de anos

Suspeita-se que a perda de pelos tenha ocorrido em resposta à evolução de parasitas como carrapatos. Exposta ao sol, a pele humana escureceu e a partir de então todos nossos ancestrais foram negros até que alguns humanos modernos deixaram os trópicos.

9. Um gene de inteligência

Um gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.

Há 3,2 milhões de anos

Há 3,2 milhões de anos

 

 

 

 

 

10. Cérebros maiores: primatas pensantes

Os humanos pertencem a um grupo ou gênero de animais conhecido como Homo. O fóssil mais antigo de Homo foi escavado na Etiópia e tem 2,8 milhões de anos.

Há 2,8 milhões de anos

Há 2,8 milhões de anos

A primeira espécie foi possivelmente o Homo habilis, embora cientistas discordem deste argumento.

Em comparação com seus ancestrais, esses novos hominídeos tinham cérebros muito maiores.

 

11. Parto complicado: uma cabeça muito grande

Para os humanos, o parto é mais difícil e perigoso.

Há pelo menos 200 mil anos

Há pelo menos 200 mil anos

Diferentemente de outros primatas, as mães quase sempre precisa de ajuda.

Caminhar sobre duas pernas fez com que as fêmeas humanas tenham um canal pélvico mais estreito e passagem de um bebê humano com a cabeça maior de seus ancestrais ficou dificultada.

Para compensar esse “problema logístico”, bebês humanos nascem pequenos e indefesos.

12. Controle do fogo

Ninguém sabe quando os humanos aprenderam a controlar o fogo.

 

Há 1 milhão de anos

Há 1 milhão de anos

A evidência mais antiga do uso do fogo está na Caverna de Wonderwerk, na África do Sul, que contém cinzas fossilizadas e ossos queimados datando de um milhão de anos.

Mas alguns especialistas afirmam que o fato de homem já ser capaz de processar alimentos há mais tempo do que isso poderia incluir o ato de cozinhar.

13. O dom da fala

Todos os grandes hominídeos têm sacos de ar em seus tractos vocais, o que lhes permite emitir fortes gritos.

 

Há 600 mil - 1,6 milhão de anos

Há 600 mil – 1,6 milhão de anos

Mas não os humanos, porque essas bolsas fazem impossível produzir diferentes sons.

Nossos ancestrais aparentemente perderam os sacos de ar antes de se separar em termos evolucionários da espécie Neanderthal, o que sugere que eles também podiam falar.

 

14. Um gene para a linguagem

Algumas pessoas têm uma mutação em um gene chamado FOXP2.

 

Há meio milhão de anos

Há meio milhão de anos

 

Como resultado, custa a elas entender gramática e pronunciar palavras.

Isso sugere que o FOXP2 é crucial para aprender o uso da linguagem.

15. Saliva reforçada para comer carboidratos

A saliva humana contém uma enzima chamada amilasa, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos.

 

Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

 

Os humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais era caçadores, por exemplo.

Este reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas.

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

Segundo um recente estudo há mais estrelas no universo do que grãos de areia no planeta Terra. Há 70 septiliões de estrelas, 17 bilhões de planetas similares à Terra apenas na Via Láctea, uma dos tantos bilhões de galáxias por aí e você realmente acha que estamos sozinhos no universo? Bitch, please.

Mas por que então nunca recebemos contato extraterreno? Bom, talvez você nunca tenha ouvido falar, mas o físico Enrico Fermi – ganhador de diversos prêmios e inventor prolixo, entre eles o Nobel e o reator nuclear, respectivamente – tentou nos explicar com seu paradoxo. E é isso que vamos abordar neste artigo.

Você ainda lembra o que é paradoxo, certo? Uma afirmação tão óbvia e com tudo para ser verdade, mas que por algum motivo desconhecido, não se concretiza.

Tudo partiu de uma pergunta que ao menos 1 vez na vida você já deve ter feito a si próprio: Onde está todo mundo, ou, onde estão todos os mundos (ba dum tss)? Deve ter sido essa a pergunta que passou também pela cabeça de Fermi e que caracteriza a relação paradoxal: Se as chances são praticamente infinitas, por que nem ao menos 1 mísero ET tenha aparecido por aqui?

Destrinchando veremos que a pergunta faz muito sentido, afinal, caso você olhe para o céu, por mais estrelado que esteja, na noite mais clara, tudo o que estará vendo será apenas nossos vizinhos mais próximos. Sim, na melhor das hipóteses estaremos de olho, literalmente, em no máximo 2.500 estrelas (aproximadamente 1 centésimo de milionésimo do total de estrelas da nossa galáxia). Note que nossa galáxia é apenas 1 das mais de 100 BILHÕES delas…

Voltando às ínfimas 2.500 estrelas que vimos, quase todas estão a menos de mil anos-luz de nós (o que corresponde a cerca de 1% do diâmetro da Via Láctea). Assustado com os números? Calma que tem mais: Observe que nossa galáxia, a Via Láctea, famosa Milk Way do Mario Kart, tem algo entre 100 bilhões a 400 bilhões de estrelas; no entanto, este é quase o mesmo número de galáxias no universo observável (e eu nem vou dizer que a maioria do que está lá fora NÃO é observável). Continuando: Para cada estrela aqui dentro da nossa galáxia, há uma outra galáxia inteirinha lá fora, com seus bilhões de estrelas. No total, existem entre 10^22 e 10^24 estrelas no universo (se você não entendeu o código, eu explico: Isso é notação científica, ou seja, é o numeral 10 seguido de 24 vezes o número 0, isso: 10 000 000 000 000 000 000 000 000). Isso significa que para cada grão de areia na Terra, há 10.000 estrelas no universo.

Agora que já sabemos quantas estralas podem existir no universo observável, podemos nos ater a quantas são similares a um sol, afinal, não há planeta sem uma fonte de energia (pelo menos, acho eu que não). Este dado é controverso, porém, fala-se que em algo entre 5% a 20% das estrelas seriam parecidas com nosso astro maior em quesitos como energia, luminosidade, temperatura, combustível, tamanho, etc. Indo pela teoria mais modesta, míseros 5% daquele número enorme de estrelas, teremos um total 500 quintilhões de possíveis sóis, 500 000 000 000 000 000 000, o mesmo que 50^19, ou 500 bilhões de bilhões. Escolha o nome que mais lhe agradar.

Agora temos que tentar definir qual a porcentagem de planetas que podem ser similares à Terra e oferecer condições propícias a abrigar vida, seja ela inteligente ou uma simples bactéria unicelular. Aqui, como é se de esperar, afinal esse assunto flerta com um campo da ciência muito incerto, também há opiniões desencontradas sobre qual porcentagem dessas estrelas similares ao Sol poderiam ser orbitadas por planetas similares a Terra e com condições parecidas em termos de temperatura, que permitisse água líquida, por exemplo. Segundo alguns astrônomos, esse número pode ser até 50%, enquanto que para outros fica em 22%. Pegando este número menor, novamente, chegamos à estatística de que há um planeta similar à Terra, que poderia abrigar vida, orbitando pelo menos 1% dos possíveis sóis, algo como 100 bilhões de bilhões de planetas similares à Terra, ou 100 000 000 000 000 000 000. Trocando em miúdos, pode existir, na menor das possibilidades, 100 planetas parecidos com a Terra para cada grão de areia existente no mundo, seja ele na praia, deserto, no parquinho da praça, no artesanato de areia colorida, misturado no cimento da parede da sua casa, etc. Ainda não acha provável termos vida em algum lugar do cosmos? Então continuemos:

Aqui terminam os dados “científicos e certeiros” e começa a especulação, e já já você vai entender o porquê. Ok, façamos um exercício de imaginação: Vamos pensar que, depois de bilhões de anos de existência, apenas 1% daqueles bilhões de bilhões de planetas parecidos com a Terra tenham conseguido desenvolver material genético e criado vida, isto corresponderia a 1 planeta com vida para cada grão de areia no nosso planetinha. Agora imagine que em 1% desses planetas a vida conseguiu evoluir até o nível de vida inteligente, patamar que nós ostentamos hoje em dia. Isso representa que podemos ter 10 milhões de bilhões de civilizações inteligentes pelo universo observável aí afora, ou simplesmente 10 quatrilhões de planetas com possíveis seres inteligentes que também estariam se fazendo a mesma pergunta do porquê estarem sozinhos.

Agora vamos tentar situar os possíveis planetas com vida inteligente em nossa galáxia. Usando novamente a estimativa mais baixa e fazendo as mesmas contas anteriormente feitas para o universo como um todo, chegamos ao resultado de possíveis 1 bilhão de planetas similares à Terra, e então 100 mil civilizações inteligentes e parecidas com a nossa, somente na Via Láctea. Este cálculo pode ser resumido “facilmente” em N= R*Fp ·Ne.·Fl · Fi ·Fc · L, a – nem tão famosa, assim – Equação de Drake. Não entendeu? Dê um play abaixo e entenda:

 

 

 

Veja que o astrônomo mais famoso do mundo, e uma das mentes mais brilhantes do século XX chegou a uma cifra um tanto quanto mais ambiciosa que a nossa, veja que estamos sendo humildes, bem, continuando, vamos ao primeiro problema da nossa teoria, veja: A SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre, na sigla em inglês), uma organização – desde 1995 – sem recursos governamentais que se dedica a ouvir sinais cósmicos e tentar encontrar vida inteligente em algum zumbido captado pelo universo e que tem antenas apontadas para todos os cantos, deveria, ao menos em tese, captar algo, afinal, temos tantas possíveis civilizações vivendo por aí, certo? Bem, não é assim que está acontecendo. Por quêêê?

 

Brinquedinhos da SETI

Brinquedinhos da SETI

Para tornar tudo mais estranho, considere que nossa civilização é uma civilização nova, MUITO nova. Dessa forma, as demais civilizações já poderiam estar viajando na velocidade da luz, alcançado a imortalidade ou o que mais o futuro nos reserva, e mesmo assim, nenhuma delas deu as caras por aqui. Explicando o porquê de sermos tão novos: Nosso Sol é relativamente garoto, supõe-se ter 4,57 bilhões de anos, já a Terra, tem 4,54 bilhões, uma diferencinha de 300 milhões de anos (pouco mais de 4 vezes de distância entre a extinção dos dinossauros e hoje).

Bem, suponhamos então um tal planeta A. Digamos que ele tenha tido uma evolução similar à nossa, vamos olhar para onde sua civilização estaria hoje (As imagens que você verá daqui para a frente foram roubadas inescrupulosamente do site Wait But Why, referências no final da página):

Big Bang; nascimento do planeta A; Nascimento da Terra; Hoje.

Big Bang; nascimento do planeta A; Nascimento da Terra; Hoje.

Agora veja onde ele estaria hoje. Note no pequeno espaço que eles teriam de vantagem tecnológica em relação a nós, simples 3.46 bilhões de pesquisas e inovações. O suficiente para uma viagem no tempo, concorda?

 

Entendeu a loucura? O iPhone 7 teria chegado para eles há mais de 3.46 bilhões de anos atrás =0

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

Se o conhecimento de uma civilização com apenas mil anos de diferença já é algo monstruoso (lembre de onde estávamos em 1015: queimando pessoas por serem bruxas, insegurança total, guerras por todos os lados, inexistência do racionalismo, guerras religiosas, etc… Ué, tem que ver isso daí), aumente centenas de milhares de vezes e você terá noção do que os mais de 3.4 bilhões de anos a mais os levariam. As coisas lá seriam tão diferentes do que é hoje, do que seria um habitante do Antigo Egito e um habitante de 2015. Talvez uma comparação de um humano moderno a um chimpanzé seja mais adequada, ou então a um trilobita…

Enfim, é realmente difícil a comparação e a explicação, mas vamos tentar nos próximos parágrafos utilizando a Escala de Kardashev, um método que agrupa civilizações inteligentes em três grandes grupos, de acordo com a quantidade de energia que cada um usa. São eles:

Civilização Tipo I: Possuem a habilidade de usar toda a energia de seu planeta. Este não é nosso caso, no entanto, segundo Carl Sagan, aquele do vídeo acima, que criou uma fórmula para essa escala, nos classificou como uma Civilização 0.7;

Civilização Tipo II: Mais avançados, podem colher toda a energia de seu sistema solar. Imaginem isso, nós não chegamos nem perto, vide a energia solar, que não aproveitamos nem 1%, e se fizéssemos isso, poderíamos manter boa parte dos Estados Unidos por 1 ano, isso com o captado em apenas 1 dia (sim, 1% da energia solar que o mundo recebe diariamente poderia fazer isso).

Civilização Tipo III: Faz com facilidade tudo aquilo que as anteriores faziam com dificuldade – ou simplesmente não faziam – chegando a um nível de captação de energia correspondente à Via Láctea inteirinha.

Se não conseguimos nem chegar no nível I, como imaginar o nível de avanço necessário para alcançar o nível III? Parece difícil de acreditar que isso possa existir, certo?  Mas voltemos a citar o planeta A e seus 3,4 bilhões de anos de desenvolvimento além do nosso (o que corresponde aproximadamente a cerca de meio milhão de vezes mais do que o tempo que a raça humana existe). Bom, agora veja que se uma civilização neste planeta A existir há tanto tempo assim, e ser capaz de sobreviver até chegar no Tipo III, é natural pensar que a essa altura eles provavelmente já dominaram a viagem interestelar, viagem à velocidade da luz, já devem ter exaurido seu planeta e colonizado vários outros tantos, quem sabe até colonizado uma galáxia inteira. Mas e como essa colonização galáctica teria acontecido?

 

Segundo alguns cosmologistas, o processo dá-se da seguinte forma: A tal civilização do planeta A cria um dispositivo que pode alcançar outros planetas, passam mais ou menos uns 500 anos se autorreplicando ao usar os materiais que encontrarem no novo planeta, e então dariam mais um passo, criando outras duas réplicas da nave, e continuam o processo em mais 2 planetas.

Note que aqui temos uma PG, a tal progressão geométrica, onde o número anterior é sempre multiplicado por uma razão específica, nesse caso, o dobro do inicial. Continuando: Neste ritmo, de 1 planeta vai para 2, destes 2, vamos para 4, destes 4 temos materiais suficientes para ir para 8 outros após o ciclo de 500 anos, etc. mesmo que essa civilização não tenha alcançado nada perto da velocidade da luz (a previsão menos otimista) esse processo colonizaria a galáxia inteira em 3,75 milhões de anos, relativamente um segundo na história do universo, ainda mais quando falamos na escala de bilhões de anos. Veja o esquema sendo representado abaixo:

 

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

Bem, então se apenas 1% da vida inteligente sobrevivesse tempo suficiente e tornasse uma colonizadora de galáxias Civilização Tipo III, segundo nossos cálculos, haveriam mil Civilizações Tipo III só em nossa galáxia, repito, SÓ NA VIA LÁCTEA. Mas, ao que tudo indica, nenhuma delas ainda apareceu para nós, por quê? Aqui acaba a introdução e vem, finalmente, o Paradoxo de Fermi.

As explicações do Paradoxo de Fermi

Centenas de bilhões de possíveis civilizações lá fora, planetas habitados, uns mais evoluídos, outros recém saindo da água, bactérias se multiplicando, uns colonizando galáxias. Mas então, como que até hoje NENHUM registro de vida foi capturado no universo? Entendeu o paradoxo?

 

Há dezenas, talvez centenas, quem sabe até mais de possíveis explicações do porquê ninguém tenha se comunicado conosco ainda. E o próprio Paradoxo de Fermi ainda não tem sua resposta única e correta. O que temos são “explicações possíveis”, umas melhores, outras piores. Imagine aquele cenário quando humanos discutiam se a Terra era redonda, se o Sol girava em torno da Terra, etc. Ninguém sabia nada com certeza, especulações, etc. Imagine que estamos neste ponto.

Já as hipóteses mais compartilhadas sobre o Paradoxo de Fermi podem ser divididas em duas grandes categorias:

1 – As explicações que supõem que não há nenhuma civilização evoluída de nível II e III;

2 – Elas existem, porém só não as captamos, e isso, por variados motivos.

Vamos agora tentar entender as explicações por dentro de cada grande grupo.

Teoria 1: Não existem civilizações Tipos II e III

Sim, adeptos dessa linha de pensamento concebem que há milhares de civilizações mais avançadas do que a nossa, porém, que nenhuma delas tenha conseguido chegar a um estágio nível II ou nível III. Mas por quê? Será que nenhuma delas teria condições para tal avanço? Nem mesmo as mais antigas? Segundo esse pessoal, não. E isso se deve a um ponto decisivo na teoria deles: O grande filtro.

No entanto, antes de explicarmos o Grande Filtro, lembre-se da máxima filosófica que diz: Para toda regra há uma exceção, e por isso, mesmo que 99,99% das civilizações não consigam atravessar a tal barreira, 0,01% consegue, e será nele que vamos nos deter nos próximos parágrafo. Mas voltando ao Grande Filtro:

Esta teoria prega que, em algum ponto entre o início da vida e a inteligência de Tipo III, há uma barreira natural. Há um estágio no longo processo evolucionário que é impossível ou muito improvável de ser atravessado pela vida.

 

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

 

Explicando a imagem acima: As linhas amarelas representam os saltos evolucionários que são comuns de serem alcançados pelas civilizações, como o aprendizado da escrita, a agricultura, morar em cidades, viagem espacial, etc. A linha vermelha é o tal do Grande Filtro, e as linhas verdes representam as diferentes civilizações. Veja que uma delas, passando por eventos extraordinários, consegue ultrapassar o Grande Filtro e ruma ao nível III, ainda não alcançado.

Se essa teoria estiver certa, a pergunta que fica é: quando acontece, acontecerá ou aconteceu o Grande Filtro na linha do tempo?

 

Essa questão, um tanto quanto irrelevante, é, na verdade, de suma importância para o destino da humanidade, pois dependendo de quando o Grande Filtro ocorre, ocorreu, ou ocorrerá, sobram para nós três possíveis cenários: O primeiro diz que nós somos raros; o segundo diz que somos os primeiros; e o último diz que, infelizmente, estamos perdidos.

Cenário 1: Nós somos raros (já passamos do Grande Filtro)

Nesta linha de raciocínio já passamos do Grande Filtro. Conseguimos atravessar a barreira e, somos uma das únicas civilizações que conseguiram tal feito. Por causa disso, portanto é extremamente raro que vejamos alguma outra forma de vida no nosso nível de inteligência, e que, por conseguinte, possa nos contatar. O diagrama abaixo representa isso:

 

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

 

Veja que o Grande Filtro, traço vermelho, está atrás de nós, linha laranja, e de uma civilização menos avançada, linha verde que já passou pelo Grande Filtro, mas não nos alcançou. Os traços laranjas são os marcos evolucionários necessários para se chegar ao Tipo III de civilização, barreira Azul (veja o quanto estamos longe).

Esse cenário explica por que não existem Civilizações Tipo III e mostra que podemos ser uma das únicas exceções, que passaram pela barreira delimitadora. Olhando por cima, isso nos dá esperança, e nos remete àquela ideia feliz de que somos o centro do universo e tudo gira em torno do nosso minúsculo planeta, perdido no imenso universo.

 

 

E se somos assim tão especiais, quando exatamente isso ocorreu? Qual foi o passo superado, tão difícil ao ponto de segurar 99,99% do universo, e que, mesmo assim, nós, especiais de alguma forma, conseguimos passar?

Mais um leque de possibilidades se abre: Em uma delas o Grande Filtro pode estar no comecinho de tudo; no comecinho da vida, ou seja, pode ser incrivelmente raro que a vida comece a partir “do nada”. Essa subteoria toma forças se levarmos em consideração que a vida demorou um bilhão de anos para aparecer em nosso planeta, e também, porque tentamos exaustivamente, há anos, replicar esse evento em laboratório e jamais conseguimos. Então se esse for mesmo o Grande Filtro, significa que não deve existir vida inteligente lá fora, exceto nós e mais alguém, ou então pode simplesmente não haver nada por aí.

Outra possibilidade: o Grande Filtro pode ser o salto de células procariontes simples para células eucariontes complexas. Lembra disso? As procariontes são as mais rudimentares de todas, não possuem mitocôndrias, plastídeos, etc. e englobam, principalmente o seres unicelulares. Já as evoluídas eucariontes possuem membrana nuclear individualizada e estão presentes em praticamente todos os animais e plantas que conhecemos hoje. Esta passagem de um estágio para outro das células, feito em cerca de dois milhões de anos, onde elas se tornarem complexas e ganharam um núcleo pode ser o salto evolucionário do Grande Filtro. Bem, se isso for verdade significa que o universo está repleto de células procariontes simples e quase nada além disso.

Há ainda uma grande gama de outras possibilidades. Alguns acham, por exemplo, que nosso salto evolucionário mais recente, onde alcançamos nosso atual nível de inteligência possa ser um Grande Filtro. E mesmo que o salto de vida semi-inteligente (chimpanzés) até a vida totalmente desenvolvida e inteligente (humanos), a princípio, não pareça um passo tão grande, nomes de peso, como o de Steven Pinker, rejeitam a ideia de que a “escalada ascendente” da evolução seja inevitável:

Uma vez que a evolução apenas aconteça, sem ter um objetivo, ela usa a adaptação mais útil para um certo nicho ecológico. O fato de que, na Terra, até hoje isso levou à inteligência tecnológica apenas uma vez, pode sugerir que essa consequência da seleção natural é rara e, consequentemente, não seja um desenvolvimento infalível da evolução de uma árvore da vida.

 

Veja que evoluções “banais” como as que citamos antes, a evolução da agricultura e sedentarização, por exemplo, não caracteriza um Grande Filtro. Qualquer Grande Filtro que se preze deve ser algo que só aconteça uma vez a cada bilhão de anos, algo onde uma ou mais anomalias improváveis devem se alinhar para proporcionar uma cenário até então impensável.

 

Por esse motivo, cientistas discordam da última hipótese que falamos, a das células. Eles classificam algo como pular de uma vida unicelular para uma multicelular, nada demais. E mesmo que pareça tão incrível a nós, caso paremos para pensar, Grosberg e Strathmann afirmam neste artigo que isso aconteceu pelo menos 46 vezes em incidentes isolados, só aqui no nosso planeta!! Por isso, se a Curiosity encontrar uma célula eucarionte fossilizada em Marte, podemos tirar esse acontecimento de salto “de-célula-simples-para-complexa” da lista de possíveis Grandes Filtros (bem como qualquer outra coisa que esteja antes desse ponto na cadeia evolucionária), afinal, se isso aconteceu tanto na Terra quanto em Marte, claramente não é uma anomalia, e mais, por que Marte não continuou sua linha evolucionária?

Por último, uma ressalva: Caso nós sejamos tão raros mesmo, isso pode ser por causa de um acidente biológico que tenha ocorrido, ou então, pode ser devido a uma linha de raciocínio chamada de Hipótese da Terra Rara. Segundo ela, ainda que existam muitos planetas similares a Terra, são as condições particulares do nosso, que o torna tão conveniente à vida — sejam elas relacionadas ao sistema solar, ao relacionamento com a Lua (uma lua tão grande é rara de ser encontrada orbitando um planeta tão pequeno, contribuindo e interagindo severamente com as condições peculiares do nosso clima e nosso oceano), ou ainda, algo sobre o planeta em si que nem mesmo desconfiemos por ora.

Cenário 2: Nós somos os primeiros

Se para pensadores do Grupo 1, caso não tenhamos passado pelo Grande Filtro, nossa única esperança é que, do Big Bang até hoje, as condições no universo estão ainda engatinhando, preparando o terreno para alcançarmos um nível que nos permita desenvolver vida inteligente (inteligente de verdade). Nesse caso, nós – e até outras civilizações – podemos estar a caminho da super inteligência – o que simplesmente ainda não ocorreu. Mas veja isso com bons olhos: Poderíamos estar no caminho certo para nos tornarmos uma das primeiras civilizações super inteligentes do universo o/

 

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

 

Algo que poderia ilustrar isso e tornar mais palpável essa história é um fenômeno observado pelos astrônomos: O predomínio de explosões de raios gama que são captadas. Estas detonações absurdamente imensas que observamos em galáxias distantes são características de planetas no início do ciclo da vida. São as mesmas explosões que ocorreram aqui há bilhões de anos, antes dos asteroides pararem de cair, e dos vulcões cessarem a lava, e que podem estar acontecendo agora, ou podem já ter acontecido em algum outro planetinha perdido pelo espaço sideral.

Por outro escopo, estes mesmos raios podem ser a prova de que eventos cataclísmicos estejam ocorrendo por aí a todo instante, criando novas possibilidades de civilizações e as extinguindo da mesma forma. Isso porque os raios gama incineram tudo à sua volta de tempos em tempos, evitando que qualquer vida se desenvolva a partir de um certo estágio, pelo menos até agora. Talvez estejamos vivendo no meio de uma fase de transição astrobiológica, e essa seja a primeira vez que qualquer vida tenha sido capaz de se desenvolver ininterruptamente por tanto tempo. Se isso for verdade, tomara que dure por muito tempo ainda.

3 – Estamos perdidos

Se somos especiais na primeira teoria, se somos uns dos pioneiros na segunda, sobra o pior cenário para a terceira parte: Estamos ferrados.

Apoiadores desta teoria dizem que o Grande Filtro deve estar no nosso futuro, o que implica pensarmos que a vida frequentemente evolui até onde estamos, mas alguma coisa impede, a nós e a todas as outras civilizações estagnadas, que a vida e a inteligência vá, comumente, muito adiante e alcance o patamar de Tipo II ou III. E o pior: nessa hipótese, dificilmente seriamos uma das exceções da regra.

Um possível Grande Filtro seria algum evento cataclísmico, qualquer um que você possa imaginar, mas que ainda não teria ocorrido e, infelizmente, é uma questão de tempo até que ela acabe com toda a vida na Terra (exemplo dos raios Gama mortais, citado acima). Outra candidata é a destruição possivelmente inevitável que quase todas as civilizações inteligentes acabam trazendo para si próprias, uma vez atingido certo nível de tecnologia, seja por guerra, exaurimento dos recursos naturais, etc.

É por isso que o filósofo Nock Bostrom, da Universidade de Oxford, diz, neste brilhante artigo, que “boa novidade é não haver novidade“. Se descobrirem a mais simples forma de vida em Marte, seria terrível, pois eliminaria diversos potenciais Grandes Filtros no passado. E se encontrarmos indícios de vida complexos em Marte, mesmo que já fossilizados, Bostrom diz que “seria a pior notícia já impressa em uma primeira página de jornal”, porque significaria que o Grande Filtro está quase que definitivamente à nossa frente, condenando toda nossa espécie”, já que, “alguém” muito evoluído estaria aí afora nos espreitando silenciosamente. É… Para Bostrom se tratando do Paradoxo de Fermi, “o silêncio do céu noturno é ouro”

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

O Paradoxo de Fermi e porque nunca encontramos vida no universo

Teoria 2: civilizações Tipos II e III existem, mas há razões lógicas para que não tenhamos ouvido falar delas.

 

As ideias defendidas pelos adeptos desta teoria abandonam toda e qualquer ideia de que somos raros, especiais ou qualquer coisa parecida. Pelo contrário, elas acreditam no Princípio da Mediocridade: ideia que prega que, não há nada de especial ou incomum em nosso sistema solar, planeta, galáxia ou nível de inteligência, bem, pelo menos até que se prove o contrário. Além disso, explicações dessa leva são mais cautelosas antes de assumir e afirmar com certeza que, se não há evidências de uma inteligência superior, ela não exista. Elas enfatizam o fato de que nossas buscas por sinais extraterrestres vasculharam, no máximo, 100 anos-luz da Via Láctea (0,1% da galáxia), e que, começaram há menos de uma década, o que é pouquíssimo tempo.

Pensadores que compactuam com esta teoria têm uma série de possíveis explicações para o Paradoxo de Fermi. A seguir, as dez mais discutidas:

Explicação 1: a vida superinteligente pode ter visitado a Terra antes de estarmos aqui.

A bem da verdade, humanos capazes de perceber um contato alienígena só estão por aí há uns 50 mil anos, um milissegundo na história do universo. Se o contato ocorreu antes disso, deve ter assustado alguns lagartos, quem sabe alguns dinossauros, passados despercebidos por algumas bactérias, e só. Além disso, desses 50 mil anos de “humanos inteligentes”, a história documentada só retorna até uns 5.500 anos atrás. Por isso, se alguma tribo de caçadores-coletores tenha passado por algumas experiências com seres estranhos, eles não tiveram como deixá-las registradas.

Explicação 2: a galáxia foi colonizada, mas nós moramos em uma área despovoada.

Fácil de entender esse pensamento, pense assim: As Américas foram “descobertas” e colonizadas pelos europeus centenas de anos antes de qualquer uma daquelas pequenas tribos Inuit ao norte do Canadá tenha percebido o ocorrido. Podemos ser os inuits do espaço sideral. A Via Láctea pode ser a América e já ter sido povoada, porém pode haver um elemento de “urbanização” interestelar das espécies mais avançadas que torna nosso cantinho do espaço insignificante para eles. Talvez seja pouco prático e até inútil pra qualquer um dos povoadores do universo vir até o canto distante e aleatório em que nos achamos.

Explicação 3: todo o conceito de colonização física é comicamente atrasado para uma espécie mais avançada.

Uma Civilização Tipo II consegue usar toda a energia de sua estrela. Com toda essa energia, eles podem ter criado um ambiente perfeito para eles, imagine então o que pensam as civilizações de Tipo III. Com todas as suas necessidades devidamente atendidas, e com um senso de evolução – em todos os sentidos: espiritual, de inteligência, tecnológico, etc. – eles não precisam ou não querem a aproximação. E mais, sendo autossuficientes em matéria de recursos, por que precisariam eles deixar seu perfeito estado de evolução e civilizatório para explorar um universo frio, vazio e atrasado?

Cientistas mais ousados dizem ainda que uma civilização com sapiência inimaginável poderia ter dominado sua própria biologia e critérios físicos, evoluído a um ponto onde o mundo palpável pareça um lugar primitivo, já que, há muito vivem em uma realidade virtual, após terem feito upload de seus cérebros na “nuvem”. A vida eterna no lugar perfeito. Voltar para um mundo físico, onde há morte, desejos e necessidades carnais e fisiológicas pode soar como nos soam as espécies primitivas vivendo no fundo do oceano escuro e gelado.

Explicação 4: há civilizações predatórias, e como formas de vida mais inteligente, sabem que não devem transmitir sinais e divulgar sua localização.

Talvez o cenário mais desagradável de todos, mas que pode explicar a falta de sinais recebidos pelos satélites SETI, aqueles que vimos lá no início. Stephen Hawking adverte: “se aliens nos visitarem, o resultado pode ser parecido com a chegada de Colombo nas Américas, que não terminou bem para os nativos”. Como discordar da cadeira de rodas falante?

 

Ainda segundo essa teoria, ao transmitir nossos sinais lá pra fora, estamos sendo novatos inocentes e descuidados. Há um debate sério envolvendo as METI (Mensagem às Inteligências Extraterrestes na sigla em inglês; o inverso de SETI, que só escuta). Basicamente, o questionamento é o seguinte? Deveríamos mesmo enviar mensagens para o universo? A maioria das pessoas do ramo diz que não, entre eles, nomes de peso. Veja o próximo parágrafo.

Até mesmo Carl Sagan, que acreditava serem as civilizações avançadas, altruístas o bastante para não nos machucarem, diz que a prática do METI é “profundamente imprudente e imatura“, e recomendou que “as crianças mais novas de um cosmo estranho e incerto deveriam ouvir em silêncio por um longo tempo, aprendendo pacientemente e tomando notas sobre o universo, antes de gritar para uma selva desconhecida que não conseguimos compreender”. Assustador. Se você leu até aqui, muito obrigado, tem meu carinho. Sério, foi difícil e demorado traduzir este artigo. Se você leu isso escreva “marmota” nos comentários, flw, vlw.

Explicação 5: existe apenas uma única inteligência superior, uma civilização “superpredadora”

Segundo essa teoria, haveria uma espécie que dominaria e controlaria o universo. Esta civilização, que é muito mais avançada que todas as outras e mantém as coisas assim, sob controle rígido, exterminaria qualquer cultura que ultrapassasse um certo nível de inteligência, que para eles fosse considerado de “alerta”. Preocupe-se, pois se não somos os exterminadores do universo, então podemos ser as próximas vítimas destes.

Uma das razões seria para poupar os recursos para si, afinal, assim evitariam o desperdício por civilizações inferiores, e que se matariam por conta própria, de um jeito ou de outro. Por outro lado, esse super povo poderia fazer isso por medo de que uma nova espécie inteligente emergente se tornasse uma ameaça, e que, conforme começasse a crescer e a se expandir, ameaçasse sua hegemonia. Para essa explicação, a vitória pertenceria a quem fosse o primeiro a alcançar a inteligência superior. Depois deles ninguém mais teria chance. Bingo, isso explicaria a falta de atividade lá fora que captamos até hoje, pois o número de civilizações superinteligentes seria 1.

Ahh, e nesse último caso, tomara que eles também não estejam nos ouvindo.

Explicação 6: Há sim barulho e atividade lá fora, mas nossas tecnologias são muito primitivas e nós estamos procurando pelas coisas erradas.

Imagine a cena, você chega em frente a um prédio, liga seu walkie-talkie (aposentado e que ninguém usa mais a anos) e, ao não ouvir nada, concluir que o prédio está vazio. Esse pode ser o cenário de nós, débeis humanos procurando vida extraterrestre com nossos antiquados equipamentos.

Carl Sagan, aponta outra possibilidade: pode ser que nossas mentes trabalhem exponencialmente mais rápido ou até mais lentamente do que a de qualquer outra forma de vida universo afora. Ou seja, eles levam 12 anos pra dizer “oi” e, quando nós ouvimos essa comunicação, isso parece apenas ruído. O mesmo motivo pelo qual seu gato ou cachorro não entende o que você fala: Frequências distintas.

Explicação 7: civilizações mais avançadas sabem sobre nós e estão nos observando, mas não se deixam ser vistas (a “Hipótese do Zoológico”).

Esta é bizarra: Nosso planeta seria tratado como parte de um safári amplo e protegido, e planetas como o nosso estariam sob uma estrita regra de “olhe, mas não toque”, daí o nome de Hipótese do Zoológico. Civilizações super inteligentes estariam em uma outra galáxia controlando rigidamente, e nós, não estaríamos cientes deles porque elas não querem. Simples =)

Afinal, se uma espécie muito mais inteligente quisesse nos observar, ela saberia como fazer isso sem nos deixar saber, concorda? Se você assistiu Jornada nas Estrelas talvez tenha feito ligação com a “Primeira Diretriz”, que proibia os seres super inteligentes de fazerem qualquer contato aberto com espécies inferiores, ou de se revelarem, até que a espécie inferior alcance um certo nível de inteligência. Dica: Ainda não alcançamos esse nível.

Explicação 8: Civilizações superiores existem à nossa volta, mas somos primitivos demais para percebê-las.

Michio Kaku (o mesmo que explicou em vídeo os 3 tipos de civilizações) resumiu isso assim:

Digamos que há um formigueiro no meio da floresta. Ao lado do formigueiro, estão construindo uma super autoestrada de dez faixas. E a questão é, “as formigas seriam capazes de entender o que é uma super autoestrada de dez faixas? Elas seriam capazes de entender a tecnologia e as intenções dos seres construindo a autoestrada ao seu lado?

Então não é que, usando nossa tecnologia, não sejamos capazes de receber os sinais do planeta A. Talvez não esteja nas ferramentas usadas o problema, e sim em como percebemos os resultados captados. Quem sabe eles estão em Marte, estão na lua, mas não consigamos perceber. E é um pouco mais complexo do que parece. Esses seres podem estar tão além de nós que mesmo que eles quisessem nos esclarecer as coisas do universo, seria como tentar ensinar às formigas do lado da autoestrada sobre internet.

Seguindo essa linha, essa pode ser uma resposta para a pergunta: “se existem tantas Civilizações Tipo III ou Tipo II com tecnologia de emitir sinais ou até de nos visitar, por que ainda não os vimos?”

Uma última analogia, imagine: Quando Cortez chegou ao México, ele parou um tempo em um formigueiro e tentou se comunicar com ele? Ele foi magnânimo e tentou ajudar as formigas, ensinar algo a elas? Ele foi hostil e atrasou sua missão original só para esmagar e destruir o formigueiro? Ou, para ele, o formigueiro era completa, absoluta e eternamente irrelevante? Como vocês devem estar imaginando, somos o formigueiro.

Explicação 9: Nós estamos completamente enganados sobre nossa realidade.

Há muitas maneiras pelas quais nós podemos estar totalmente errados em tudo que pensamos sobre a vastidão do universo. Aqui é onde as teorias enlouquecem: Ele pode parecer ser de um jeito e ser de outro completamente diferente, como um holograma. Pode haver inúmeros universos paralelos, e em cada um realidades diferentes e inimagináveis. Ou então, talvez nós sejamos os alienígenas e tenhamos sido plantados aqui como um experimento, vai saber.

Há até mesmo a chance de que sejamos parte de uma simulação de computador de algum pesquisador de outro mundo (ou universo), e outras formas de vida simplesmente não foram programadas na simulação. Sim, eu disse que aqui as coisas ficariam loucas.

Explicação 10: Nós estamos recebendo contato de seres inteligentes, mas o governo nos esconde.

Para muitos uma teoria idiota, para outros uma certeza indicutível. Não queremos nos alongar mais ainda neste post, mas dê uma rápida busca no Google e centenas de milhares de resultados envolvendo militares e sinais de vida serão exibidos.

Extra:

Para fechar com chave de ouro, veja as palavras sábias do maior cientista vivo do mundo.

 

Conclusão

E enfim chegamos à conclusão, com apenas 1 certeza: Não sabemos de muita coisa ou do que está por vir, mas qualquer que seja a verdade, ela é de enlouquecer. E mais: O Paradoxo de Fermi traz à tona uma humildade que deveria nos acompanhar em nossos atos, dentro e fora do planeta.

E para finalizar, mais um golpe à autoestima com todo esse assunto de Civilizações Tipos II e III. Nós, aqui na Terra, reinando soberanos em nosso pequeno castelo, comandando os rumos do planeta mais do que qualquer outra espécie, podemos pensar ser poderosos ou impressionantes, mas o que aconteceria em um embate com algo que está lá fora? Aqui dentro de nossa bolha, “sem competição” e sem ninguém para nos julgar, é raro que sejamos confrontados com a ideia de sermos uma espécie inferior a qualquer outra, mas não esqueça para o restante do universo e das possíveis outras civilizações, não somos nem mesmo uma mera Civilização Tipo I!

E você, conseguiu ler tudo (marmota) ? Escreva nos comentários o que achou, o que você pensa, no que você acredita e tudo mais.

 

Cientistas da Europa irão tentar recriar cérebro humano através de super-computadores

Cientistas da Europa se reuniram na última segunda-feira na Suíça, para lançar o que poderá ser o mais promissor e ambicioso projeto científico já realizado em cima do cérebro humano.

Cientistas da Europa irão tentar recriar cérebro humano através de super-computadores

Cientistas da Europa irão tentar recriar cérebro humano através de super-computadores


Segunda-Feira, 07 de outubro de 2013, obviamente que não é o dia de hoje (11/10) e nem estou fora do ar, mas guardem muito bem esta data, pois foi nesta última segunda-feira que um grupo de cientistas da Europa deu a largada para um dos mais ambiciosos e promissores projetos científicos que a ciência já viu.

Falo do Human Brain Project, que a universidade da Suíça lançou nesta semana, com a participação de 130 cientistas de vários institutos ao redor da Europa; o projeto conta com um orçamento de 1,2 bilhões de euros, o que dá hoje na moeda brasileira, o equivalente a R$ 3,6 bilhões.

O Human Brain Project, “lançado” pela União Europeia, tem como objetivo usar vários computadores de altíssimo desempenho, para simular as funções reais de um cérebro humano a partir desses pontos, simulando o efeito de tratamentos para doenças que custam fortunas de euros e os efeitos das drogas sobre ele.

De acordo com o site do projeto, o objetivo maior é o de construir e testar plataformas ao longo dos próximos 30 meses, onde a partir de 2016 serão usadas para as simulações. Essas plataformas ao quais se refere o projeto são neuroinformáticas, computação de alto desempenho, informática médica, computação neurorobótica e neuromórfica.

Na base do projeto, mais propriamente dito no Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Lausanne, os cientistas irão compilar dados de pesquisas sobre o cérebro que foi publicado em revistas científicas ao redor do mundo e assim usar seus dados com que já sabem, para gerar uma simulação de um cérebro nesses computadores de altíssimo desempenho.

Sendo que daí por diante, com os resultados obtidos nesta primeira parte da pesquisa servirão de modelo mais preciso de cérebro humano já criado artificialmente. Vale salientar que os estudos terão um prazo de dois anos e meio para acontecer e cerca de 1,2 bilhões de euros para serem aplicados na infra-estrutura do projeto com já informamos acima.

Os paradoxos temporais e o derretimento do seu cérebro

Quem nunca assistiu De Volta Para o Futuro e ficou imaginando como seria viajar no tempo?

E mais, quem não ficou louco com o Marty McFly lá no primeiro filme da trilogia, quando ele volta no tempo, e depois de uma confusão precisa fazer com que seu pai e sua mãe se encontrem, apaixonem, e então ele e seus irmãos possam nascer? Isso nos leva a pensar uma coisa: ele só pode voltar ao passado porque “estava nascido” no presente, porém, se havia nascido foi porque ele próprio já havia voltado anteriormente e feito tudo isso, mas como ele voltaria e organizaria seu próprio nascimento se ainda não existia para voltar e fazer tudo acontecer??? De algum forma o ciclo não consegue iniciar, afinal para ele nascer ele precisaria voltar ao passado, mas como voltar ao passado sem antes nascer??? AAAAAAAAAARGH

Os paradoxos temporais e o derretimento do seu cérebro

Os paradoxos temporais e o derretimento do seu cérebro

E mais, porque seus pais não lembravam, no presente, de terem conhecido ele, 20 anos antes? Se você já está com a cabeça fritando, nem vou me aprofundar no outro paradoxo que acontece no 3º filme, quando o Doutor é morto no Velho Oeste (cerca de 200 anos antes do presente), impedindo que ele estivesse vivo no presente e construísse a máquina do tempo no 1º filme para que então pudesse voltar ao Velho Oeste para morrer!!

Enfim, o que estou querendo dizer é que viajar no tempo não é tão simples como parece e este ato gera MUITOS paradoxos, e são alguns deles que vamos ver hoje.

01 – Paradoxo do Avô

Esse é com certeza o mais famoso de todos, tanto que, é aquele que ocorre no filme. Funciona assim: Imagine um viajante temporal que volta ao passado com a missão de matar seu próprio avô enquanto este ainda é uma criança, desta forma o pai do viajante não nasceria, tão pouco o viajante. Ok, digamos que ele tenha feito tal ato, o que aconteceria agora ao viajante? Será que ele deixaria de existir? Bom se ele deixasse de existir então não poderia voltar ao passado e matar seu avô, logo seu pai nasceria, ele nasceria e então, poderia voltar no tempo para cometer o assassinato…..BANG!!!

02 – Paradoxo das Linhas de Tempo Alternativas
Segundo esse, o passado não pode ser modificado, de forma alguma, impossível. Assim, qualquer tentativa de mudá-lo por um viajante irá causar a o surgimento de uma linha de tempo alternativa, ou seja, um universo paralelo. Um local coexistente ao presente de onde ele veio, paralela à linha temporal original a partir daquele ponto de mudança, onde ele mudou as coisas. E não precisaria ser um grande evento, não, como a morte de Hitler ainda bebê, por exemplo, a simples chegada do viajante ao passado já causaria sua mudança e faria surgir uma nova dimensão, tão real quanto aquela da qual ele veio.
03 – Paradoxo dos Loops de Informação

Origina-se quando uma certa informação é enviada do futuro para o passado, de modo que, a mesma passa a se tornar a fonte inicial da informação, tal como existia no futuro.

Os paradoxos temporais e o derretimento do seu cérebro

Os paradoxos temporais e o derretimento do seu cérebro


04 – Paradoxo da Acumulação

Vamos imaginar Imaginemos que você volte a um determinado ponto do seu passado, onde, originalmente esteve, digamos que seu aniversário de 16 anos. Nessa realidade você encontraria sua própria cópia, ou seu original, enfim, a partir dali, uma outra cópia sua passaria a existir. Teria 2 de você por aí nesse momento, aí digamos que nesse universo a cópia chegasse ao presente e também voltasse ao mesmo passado. Pronto, teríamos 3 de você…

05 – Paradoxo da Causa e Efeito

Esse é o caso clássico de viagem no tempo. Afinal, quem não gostaria de voltar no tempo e fazer alguma coisinha de modo diferente? Assim, caso você viajasse para o passado com este objetivo, ao alterar um evento para mudar o presente, por exemplo, impedir que alguém da sua família morra, o motivo pelo qual você viajou iria deixar de existir, e, consequentemente a viagem também não teria necessidade de ocorrer, então ela não estaria viva, e bem, como você deve estar imaginando, voltamos àquele ciclo sem respostas.

06 – Paradoxo do Deslocamento em Trânsito

Segundo teorias, a cada viagem, os aventureiros levam consigo seu próprio tempo, ou, entre outras palavras, levam o presente do modo exato como estava no momento de sua viagem, e por isso, não poderiam ser afetados por alterações ocorridas depois de sua partida. No entanto, quando voltarem ao seu presente sofrerão os efeitos das alterações por retornarem a um presente agora modificado. Essa é uma possível solução ao paradoxo 1, o do avô.

07 – Paradoxo da História Retroativa

Esse é mais simples de se entender – ou não. Ocorre quando pessoas do futuro (digamos que hoje), que não haviam nascido na época de algum acontecimento (digamos que a Revolução Francesa), volta à essa época e acaba se tornando protagonista desse evento.

08 – Paradoxo dos Loops Sexuais

Esse é fácil de imaginar, e ocorre quando um viajante temporal volta ao passado, acaba fazendo sexo com um ancestral e, por fim, torna-se um ancestral de si mesmo.

09 – Paradoxo da Descontinuidade

Esse não envolve 1 viajante do tempo, mas 2, 3, ou sabe-se lá quantos você conseguir imaginar. Acontece assim: Alguém viaja e encontra no passado um conhecido que partiu de um ponto do futuro diferente do dele. Essa pessoa pode não reconhecer o viajante, pois no presente dela, eles ainda não se encontraram, ou pode ocorrer o contrário, o viajante pode encontrar alguém que veio de um tempo mais à frente do que o seu, e que, por isso, sabe o que vai ocorrer com ele dali para a frente.

10 – Paradoxo Final

Quero ver você achar uma resposta para esse. Segue: Um viajante volta ao passado e muda a História de modo que viagem no tempo nunca venha a ser inventada; exemplo: volta e mata o avô do criador da tecnologia, e o pai do financiador do projeto, fazendo a fortuna dos investidores nunca existir. E agora???

11 – Lei dos Paradoxos Menores

Se dois paradoxos mutuamente exclusivos puderem ocorrer ao mesmo tempo devido a uma só viagem do tempo (digamos que o do avô e o da causa e efeito), acontecerá primeiro o menos paradoxal deles. Sim, até os paradoxos temporais têm regras a serem seguidas.

12 – Paradoxo da Fraude

Um dos meus preferidos. Digamos que certo viajante volte ao passado e efetue uma ação qualquer. Essa ação no passado, causada pelo viajante do futuro, afeta a linha do tempo, que se desenrola até chegar novamente ao viajante em seu tempo atual (antes da viagem), e esse, decide fazer tudo de modo diferente, ou seja, não realizar tal ação que mudou tudo.

13 – Paradoxo da Duplicação

Ocorre quando alguém volta ao passado, encontra-se consigo mesmo, e por causa de algo que faz, impede sua versão passada de viajar futuramente ao passado, tal como fez, alterando assim sua própria História e criando uma duplicata permanente e uma nova realidade.

14 – Paradoxo da Alteração da História

Estabelece-se quando um viajante volta ao passado e altera a História. Não satisfeito, ele volta no tempo outras tantas vezes e altera ou reverte a própria alteração, editando assim a História. Praticamente um paradoxo dos paradoxos.
15 – Paradoxo da Propagação

Este paradoxo envolve variáveis físicas de tempo e espaço. Exemplo: Será que a velocidade na qual a alteração da História irá se propagar será constante? Será instantânea? Irá seguir uma taxa de propagação arbitrária e imprevisível? Ou será que vai depender de um certo fator, como a probabilidade de que a alteração feita seja irreversível? Façam suas apostas.

16 – Paradoxo dos Loops de Objetos e Pessoas

Como o nome sugere, esse acontece no momento em que um objeto ou pessoa é aprisionado em um loop temporal, como no Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, ou quando a própria existência da pessoa no futuro depende de ações causadas por ela no passado, como no filme “O Exterminador do Futuro” e a Skynet e os ciborgues.

17 – Paradoxo dos Loops de Repetição

Acontece quando a viagem no tempo não se dá no sentido tradicional como vimos até aqui, onde a pessoa entra em um Delorean ou qualquer outra máquina do tempo e se transporta no sentido físico da palavra – com seu corpo – para um outro ponto do passado ou futuro, mas quando ela “revive” várias vezes em um intervalo aleatório de tempo, como acontece no filme “Feitiço do Tempo”. Dois paradoxos estão envolvidos aqui. São eles: O loop de repetição em si que é inexplicável pelas nossas leis da física, e o fato de que a pessoa envolvida mantém as mesmas memórias após cada volta do loop e ressurgimento em um ano aleatório.

18 – Paradoxo Genético

Acontece quando um viajante do tempo tenta propositadamente tornar-se seu próprio pai ou ancestral (aqui está a diferença do paradoxo sexual). Como sabemos, para que possamos nascer, metade dos genes do nosso pai se unem a metade dos genes da nossa mãe e voilá, temos carga genética para surgir um novo ser. Acontece que para se tornar pai de si próprio, o viajante terá que obter metade de seus genes de si mesmo, e a outra metade da sua mãe (que ele também já tem em seu código), ou seja, os genes são idênticos. E esse problema não está somente na ligação direta mãe e filho ou pai e filha, mas sim em qualquer grau de ancestralidade. Para atenuar a tensão do ambiente, não consigo imaginar alguém tão louco ao ponto de querer testar esse paradoxo.

19 – Paradoxo da Duplicação Cumulativa

Acontece quando um objeto ou pessoa é removido de seu tempo originário, depositado em um outro momento, e, depois do retorno a um instante imediatamente anterior à primeira remoção, repete-se o processo, transportando-se sempre a pessoa ou o objeto removido para o mesmo tempo e local. Faça isso várias vezes e você terá diversas cópias do objeto/pessoa (o pessoal que fazia o cheat de duplicação de itens no vídeo game sabe do que eu estou falando). Caso você esteja se perguntando se não é a mesma coisa do Paradoxo da Acumulação, explicamos a diferença: naquele paradoxo há uma linha contínua ligando todas as cópias em sucessivas viagens, aqui, traçar essa linha não é possível.

20 – Paradoxo Metabólico

Mais um que envolve conceitos físicos da matéria avançados (todos os conceitos da física são avançados para mim). Acontece no momento em que o viajante perde sua integridade temporal quando transportado para o passado ou futuro devido ao seu metabolismo, ocasionada pela constante troca dos seus átomos originais por átomos da sua novíssima matriz temporal.

21 – Paradoxo da Substituição Temporal

Semelhante ao anterior, mas diferenciável por suas causas e consequências. Ocorre quando um viajante passa um longo período no passado. Acontece que como ele não é parte daquela matriz temporal obsoleta, ocorre uma substituição espontânea de todos os seus átomos por átomos do passado (sim, nossos átomos estão sempre se renovando, vide as células de pele que “morrem” e são substituídas diariamente). Segundo os teóricos, isso iria acabar gerando um novo indivíduo – considere o antigo viajante como um monte de átomos diluídos e integrado a outras formas – com novas memórias. Com isso a História mudará e a linha temporal original – o futuro – do viajante desaparece (pelo menos assim como ele a deixou quando viajou).

22 – Paradoxo Mnemônico

Acontece depois da ocorrência de um Paradoxo de Alteração da História, de Descontinuidade ou então de um Paradoxo da Fraude que envolvam o próprio viajante. Isso é, quando ele afeta seu “eu” passado, embora ainda não tenha memoria desse evento de seu próprio passado.

23 – Paradoxo do Continuum

Envolve o conceito de que tudo o que aconteceu ou irá acontecer já está registrado no “Continuum”, mais um conceito (MUITO) abstrato, e o passado até pode ser afetado, mas não modificado pelos viajantes. Até mesmo a própria viagem no tempo já estaria ali registrada. Nesse caso, não só o passado não poderia ser modificado como, por exemplo, um viajante do tempo que visitasse várias vezes certo momento ao longo de sua vida, acharia neste tempo todas as suas duplicatas desde a primeira visita (elas sempre estiveram lá, assim como ele sempre tinha essa viagem no tempo para fazer). Este paradoxo que talvez seja o mais complexo de ser imaginado acaba por afetar vários outros paradoxos e até mesmo o conceito de livre arbítrio. Aaah, e ele também pode ser chamado de Paradoxo do Universo em Bloco ou Paradoxo Fatalista.

24 – Paradoxo das Linhas de Tempo Alternativas

Desdobra-se em:

24.1 –Linhas Paralelas Conjunturais

Aqui o passado não pode ser modificado, e, qualquer tentativa causará a criação de uma Linha de Tempo Alternativa (LTA), paralela à Linha de Tempo Original (LTO) a partir do ponto de mudança. O problema é que, se levarmos ao pé da letra, a simples chegada de um viajante do passado já causaria sua mudança (ou vai dizer que você vê isso ocorrer com frequência??), e por isso o viajante sempre “aterrissaria” numa LTA, antes mesmo que ele pudesse tomar qualquer possível ação no passado. Uma possível solução dize que isso só se aplicaria ao Paradoxo do Avô.
24.2 – Linhas Paralelas Estruturais

Já de acordo com essa variante, há infinitas LTAs, que se dividem (calma, tá acabando) em outras duas possíveis estruturas, dependendo da ação do aventureiro temporal:

24.2.1 – LTA Macroscópica

Aqui, sempre vai existir uma linha de tempo alternativa (LTA) para cada possível opção de alteração macroscópica da linha de tempo original (LTO).

24.2.2 – LTA Quântica

Por fim, de acordo com este raciocínio, sempre existirá uma LTA para cada possibilidade de escolha quântica para cada partícula subatômica do universo. Bom e aqui terminamos para não ter que entra em conceitos como Teoria das cordas ou do multiverso (pelo menos por enquanto).

E aí, o que achou? Qual sua preferida, no que você apostaria como mais provável, como solução? E se você não entendeu, não se preocupe, aliás, preocupe-se apenas se você entender 100%.

Conte-nos tudo nos comentários.

Físico trabalha em máquina do tempo para dar aviso ao pai

Um físico teórico quer construir uma máquina do tempo para voltar ao passado e avisar seu pai sobre o ataque de coração que iria matá-lo na noite de seu aniversário de casamento.

Um protótipo do aparelho já está sendo construído na universidade de Connecticut, mas Mallet quer arrecadar 250 mil dólares para finalizar o projeto

Um protótipo do aparelho já está sendo construído na universidade de Connecticut, mas Mallet quer arrecadar 250 mil dólares para finalizar o projeto

Ron Mallett, de 69 anos, tinha 11 quando seu pai morreu. Professor da universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, Mallett dedicou sua vida a estudar o ramo da física que estuda o tempo e espaço, desenvolvendo equações derivadas das leis criadas por Albert Einstein no começo do século XX.

Após passar a vida dando aulas sobre a possibilidade da viagem no tempo, ele resolveu criar uma máquina para provar que essa jornada é possível. Para isso, Mallett corre atrás de patrocínio para a primeira parte do projeto, um estudo que irá comprovar a possibilidade da viagem ao tempo.

Um protótipo do aparelho já está sendo construído na universidade de Connecticut, descrito como uma “máquina repleta de anéis de raios laser da cor verde, que circulam dentro de um tubo de vidro”.

Todo o trabalho de Ron Mallett culminou e atualmente é baseado em uma equação publicada em 2000, que descreve como um nêutron pode ser movido ou arrastado quando o espaço que ele ocupa está sendo retorcido por um laser.

A teoria de Einstein conectou tempo e espaço. Logo, se o espaço pode ser torcido, então o tempo também pode ser entortado para formar uma espécie de laço. Não sendo mais linear, o tempo se torna uma estrada circular que pode ser trafegada em ambas às direções: passado e futuro.

Físico trabalha em máquina do tempo para dar aviso ao pai

Físico trabalha em máquina do tempo para dar aviso ao pai

Mallett exemplifica sua teoria usando uma xícara de café: o líquido representa o espaço vazio. A colher é o laser que perturba esse espaço. Ao jogar um grão de café (ou nêutron) no copo, ele irá criar redemoinhos no café. Se o líquido for suficiente mexido, o espaço também será alterado e irá dar um nó em si próprio.

Em entrevista à Bloomberg, Mallett afirma que manteve seu trabalho sobre viagem no tempo escondido por muito tempo, pois tinha medo da comunidade científica achar que ele era louco. Após a publicação de sua equação em 2001, ele “saiu do armário”, nas suas palavras.

Outros cientistas renomados passaram a dar valor a sua teoria, incluindo Kip Thorne, talvez o físico mais importante do mundo atualmente. Throne foi o principal consultor dos roteiristas de Interestelar, filme que explora ideias sobre viagem no tempo.

A ideia de Mallett é arrecadar 250 mil dólares para terminar o protótipo da máquina e viabilizar o resto do projeto.

“Toda minha existência, quem eu sou, aconteceu por causa da morte do meu pai e minha promessa de entender como afetar o tempo usando o trabalho de Einstein como fundação”, afirma o físico.

Nasa vai usar bloco extraído de asteroide para treinar missões a Mart

Nave vai extrair grande bloco de asteroide e lançá-lo ao redor da Lua. Bloco vai se transformar em destino de treinamento para futuras missões.

Representação artística mostra astronauta preso pelo pé preparando-se para observar bloco de asteroide (Foto: Asteroid Initiative/Nasa)

Representação artística mostra astronauta preso pelo pé preparando-se para observar bloco de asteroide (Foto: Asteroid Initiative/Nasa)

Uma nave-robô da Nasa vai extrair um grande bloco rochoso de um asteroide e lançá-lo ao redor da Lua, para que se transforme em um destino de treinamento para futuras missões a Marte, disse a agência espacial norte-americana nesta quarta-feira (25).
A chamada Missão de Redirecionamento de Asteróide tem um custo estimado de 1,25 bilhão de dólares, não incluindo gastos com o lançamento, e está prevista para ter início em dezembro de 2020. A missão seria seguida cinco anos depois por uma expedição tripulada até a rocha espacial, numa variante de um plano proposto pelo presidente dos EUA, Barack Obama, em 2010.

 

Concepção artística mostra veículo leva bloco de asteroide para órbita ao redor da Lua (Foto: Asteroid Initiative/Nasa)

Concepção artística mostra veículo leva bloco de asteroide para órbita ao redor da Lua (Foto: Asteroid Initiative/Nasa)

A Nasa também considerou capturar um asteroide menor e arrastar todo o corpo celeste para a órbita da Lua, mas após extensos estudos, a agência optou por extrair e deslocar um bloco de rocha, implicando em um custo de 100 milhões de dólares maior. A justificativa é que isso proporciona uma melhor preparação para a meta final da agência, de pousar astronautas em Marte.
“São coisas do tipo que sabemos que vamos precisar quando formos a outro corpo planetário”, disse o diretor associado da Nasa, Robert Lightfoot, a jornalistas em uma teleconferência.

Em ilustração, bloco de asteroide é capturado pela nave para ser, em seguida, colocado em órbita ao redor da Lua (Foto: Asteroid Initiative/Nasa)

Em ilustração, bloco de asteroide é capturado pela nave para ser, em seguida, colocado em órbita ao redor da Lua (Foto: Asteroid Initiative/Nasa)

A Nasa planeja estudar o asteroide por cerca de um ano e testar técnicas para desviá-lo que um dia podem ser usadas para salvar a Terra de uma potencial colisão catastrófica.
Um asteróide ou cometa atingiu o planeta há cerca de 65 milhões de anos, provocando mudanças climáticas que causaram o desaparecimento dos dinossauros e da maioria da vida que havia na Terra.
Até agora, a Nasa escolheu três asteroides para a missão, mas espera tomar a decisão final de qual abordar somente em 2019.

Asteroide de 500 metros de diâmetro passará perto da Terra nesta sexta

Asteroide 2014 YB35 foi classificado como ‘potencialmente perigoso’.
Objeto deve passar a distância de 4,5 milhões de km da Terra.

Concepção artística ilustra um asteroide (Foto: Mark Garlic/Warwick & Cambridge Universities/AFP)

Concepção artística ilustra um asteroide (Foto: Mark Garlic/Warwick & Cambridge Universities/AFP)

Um asteroide de cerca de 500 metros de diâmetro deve passar perto da Terra nesta sexta-feira (27), segundo informações da agência espacial americana (Nasa).

Apesar de ter sido classificado pelo Centro de Estudo dos Planetas Menores da União Astronômica Internacional como “asteroide potencialmente perigoso”, o objeto chamado 2014 YB35 deve passar a aproximadamente 4,5 milhões de km da Terra (ou 0,03 unidades astronômicas, medida que equivale à distância entre a Terra e o Sol).
Não é perto o suficiente nem para vê-lo a olho nu. Com instrumentos especiais, porém, ele passou a ser visível no dia 9 de março e continuará assim até o dia 30.
Segundo a Nasa, não há mais informações sobre as propriedades físicas do asteroide.

Diagrama mostra rota de asteroide 2014 YB35 e órbita da Terra (Foto: Nasa/Divulgação)

Diagrama mostra rota de asteroide 2014 YB35 e órbita da Terra (Foto: Nasa/Divulgação)

Espessura do gelo na Antártica reduz 18% em 18 anos

Washington – A espessura do gelo em torno da Antártica sofreu uma redução de 18% entre 1994 e 2012, revela um estudo publicado nesta quinta-feira.

O estudo, baseado em informações de satélites, foi realizado pela Agência Espacial Europeia entre 1994 e 2012 e revela como o gelo antártico reage à mudança climática.

Pinguins em bloco de gelo perto da base brasileira Comandante Ferraz na Antártica em 10 de março de 2014

Pinguins em bloco de gelo perto da base brasileira Comandante Ferraz na Antártica em 10 de março de 2014


O trabalho foi publicado no site da revista Science.

Os paredões de gelo têm uma espessura média de entre 400 e 500 metros e podem se estender por centenas de quilômetros na costa antártica.

Quando o paredão sofre uma redução drástica de sua espessura, placas de gelo caem no oceano e começam a derreter, elevando o nível do mar.

Os pesquisadores concluíram que o volume total de gelo antártico se alterou pouco entre 1994 e 2003, mas a partir de então o derretimento se acelerou de forma pronunciada.

“Uma redução de 18% durante um período de 18 anos é realmente algo substancial”, disse Fernando Paolo, cientista da Universidade da Califórnia, em San Diego.

“Em geral, mostramos não apenas que o volume total de gelo está decrescendo, mas também que houve uma aceleração na última década”.

Se o ritmo do derretimento prosseguir, as geleiras poderão perder a metade de seu volume nos próximos 200 anos, segundo os pesquisadores.

Para o professor Andrew Shepherd, diretor do Centro para a Observação Polar da Universidade de Leeds, a tendência do derretimento é “uma verdadeira preocupação, porque estes níveis de derretimento não podem ser mantidos por muito tempo”.

As geleiras do Mar de Amundsen, no oeste da Antártica, estão perdendo gelo mais rapidamente do que em qualquer outra parte do continente e são as que mais contribuem para a elevação do nível do mar, disseram os investigadores.

Biohackers conseguem “injetar” visão noturna em humanos

Um grupo de biohackers americanos afirma ter descoberto uma forma de fazer o olho humano ser capaz de enxergar no escuro, gerando uma espécie de visão noturna natural.

Gabriel Lucina recebeu 50 ml da substância em seus olhos; após uma hora, os efeitos começaram a aparecer e ele reconheceu formas e símbolos que estavam a 10 metros de distância no escuro

Gabriel Lucina recebeu 50 ml da substância em seus olhos; após uma hora, os efeitos começaram a aparecer e ele reconheceu formas e símbolos que estavam a 10 metros de distância no escuro

Para fazer isso, o grupo Science for the Masses usou uma espécie de substância análoga à clorofila chamada Chlorin e6 (ou Ce6), encontrada em peixes que vivem em profundidades abissais e que é usada para tratar de cegueira noturna, a dificuldade que algumas pessoas têm de enxergar em locais com luminosidade reduzida.

A substância é usada de forma intravenosa desde os anos 1960 para tratar diferentes tipos de câncer e alguns estudos já injetaram o Ce6 em ratos para entender quais os efeitos na visão desses animais.

Um dos pesquisadores do grupo serviu de cobaia para o experimento. Gabriel Lucina recebeu 50 ml de Ce6 no seu saco conjuntival, uma bolsa que fica na parte inferior dos olhos. Essa estrutura carrega a substância química até a retina.

Após uma hora, o efeito começou a aparecer. Colocado em um campo escuro, Lucina inicialmente começou a reconhecer formas e símbolos que estavam a 10 metros de distância. Com o tempo, ele enxergou pessoas que estavam a 50 metros distância, entre algumas árvores.

Nos testes, Licina acertou o que era o objeto enxergado em 100% das vezes. O grupo de controle, que não recebeu o Ce6, acertou apenas um terço das vezes. A visão do cobaia voltou ao normal após 20 dias, sem efeitos colaterais mais graves.

O experimento precisa ser feito mais vezes e em testes científicos mais rigorosos, para ser considerado um sucesso. Para os cientistas que o realizaram, porém, já é possível dizer que ele funcionou.

“Mostramos que isso pode ser feito. Se conseguimos fazer isso em nossa garagem, outras pessoas podem fazer também”, afirma Jeffrey Tibbets, diretor médico do grupo.

Robô Opportunity completa primeira ‘maratona’ sobre Marte

O robô norte-americano Opportunity concluiu a primeira maratona extraterrestre percorrendo um pouco mais de 42 km em Marte desde que chegou, em dezembro de 2004 – anunciou a Nasa nesta quarta-feira (25).

O módulo Opportunity, da Nasa (agência espacial americana), fez estas imagens do Vale Maratona, um local a oeste da borda da cratera Endeavour em 6 de janeiro de 2015

O módulo Opportunity, da Nasa (agência espacial americana), fez estas imagens do Vale Maratona, um local a oeste da borda da cratera Endeavour em 6 de janeiro de 2015

“É a primeira vez que uma máquina humana excede a distância da maratona na superfície de outro mundo”, ressaltou John Callas, chefe do programa Opportunity no laboratório Jet Propulsion(JPL) da Nasa em Pasadena, Califórnia.

Opportunity, alimentado por energia solar, percorreu um total de 42,19 quilômetros em 11 anos e dois meses.

Em 2014, o Opportunity tornou-se o campeão da distância extraterrestre percorrida, superando o recorde estabelecido pelo robô soviético Lunokhod 2, que pousou na Lua em 15 de janeiro de 1973 e cobriu 39 quilômetros em menos de cinco meses.

Opportunity, que pesa 180 kg e tem seis rodas pequenas, e seu irmão gêmeo, Spirit, agora fora de uso, descobriram ambientes úmidos em Marte – alguns dos quais poderiam ter sido propícios para a vida. Inicialmente, sua missão deveria durar apenas alguns meses.

No momento, a nave robô explora a cratera Endeavour.