Monthly Archives: junho 2015

Ex-pesos pesados da Nasa criam 1ª empresa de voos privados à Lua

Golden Spike quer oferecer expedições até o final da década.
Custo para duas pessoas colocarem os pés na Lua seria US$ 1,5 bi.

Site da Golden Spike anuncia que está procurando parceiros para explorar a Lua. (Foto: Reprodução / Site da Golden Spike)
Ex-responsáveis da agência espacial americana Nasa anunciaram nesta quinta-feira (6) a criação da primeira empresa privada cujo principal objetivo é vender voos para a Lua. “A Golden Spike é a primeira companhia que prevê oferecer expedições regulares de exploração sobre a superfície da Lua até o final da década”, diz um comunicado da empresa.
A companhia aposta na adoção de naves espaciais do setor privado, que reduziriam significativamente o custo dos voos comerciais com destino à Lua, explica o anúncio realizado na véspera do 40º aniversário da última missão lunar, a Apolo 17.

Golden Spike vai oferecer expedições regulares à Lua até o final da década. (Foto: Reprodução / EPTV)

Golden Spike vai oferecer expedições regulares à Lua até o final da década. (Foto: Reprodução / EPTV)

Um voo de ida e volta para dois passageiros colocando o pé na Lua teria o custo de US$ 1,5 bilhão.
“O objetivo da Golden Spike é otimizar os ônibus espaciais já existentes para vender o sistema a países, pessoas ou empresas cujos objetivos e ambições sejam explorar a Lua”.
A Golden Spike foi criada por pesos pesados da área espacial: Alan Stern, ex-vice-diretor científico da Nasa, e Gerry Griffin, ex-diretor de voos do programa Apolo e chefe do Johnson Space Center, em Houston.

Empresários querem respaldo legal para investir em exploração na Lua Companhia dos EUA tenta autorização para iniciar operações no satélite.

Companhia dos EUA tenta autorização para iniciar operações no satélite.
Não há atualmente autoridade que conceda esse tipo de liberação.

A riqueza de recursos naturais que pode existir na Lua despertou o interesse de algumas empresas, como a americana Bigelow Aerospace, que está disposta a investir em missões no satélite. No entanto, para isso, solicita respaldo legal para seus planos.
Na ausência de uma autoridade federal para regulamentar as viagens particulares para a Lua, a companhia recorreu à Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), responsável pela regulação e licenciamento de pessoas físicas e empresas envolvidas no transporte espacial comercial.
A Bigelow Aerospace “quer fazer com que seja possível que pessoas, empresas e países possam transformar a Lua em um lugar dinâmico, para a imaginação e inovação, explicou à Michael Gold, diretor de operações e negócios da companhia em Washington DC.
A companhia do magnata Robert Bigelow, um pioneiro no projeto de módulos espaciais expansíveis, que poderiam ser usados em futuras colônias, irá testar neste ano uma destas habitações na Estação Espacial Internacional (ISS).

Companhia dos EUA tenta autorização para iniciar operações no satélite. Não há atualmente autoridade que conceda esse tipo de liberação.

Companhia dos EUA tenta autorização para iniciar operações no satélite.
Não há atualmente autoridade que conceda esse tipo de liberação.


No entanto, Bigelow considera que, antes de este objetivo ser alcançado, é necessário o desenvolvimento de uma legislação, a fim de prover aos investidores “pelo menos um mínimo de respaldo por parte do governo dos Estados Unidos de que essas atividades serão aprovadas e protegidas”.

Sem autoridade sob a Lua
Embora a FAA não tenha autoridade sobre a Lua, a empresa acredita que qualquer atividade lunar deveria começar com uma licença para o transporte de pessoas e equipamentos, assim como é feito em outras missões espaciais comerciais.

Em dezembro de 2013, a Bigelow Aerospace enviou uma carta à FAA, que respondeu a empresa mais de um ano depois, de forma “pragmática”, mas significativa – após consultar outras agências federais, como o Departamento de Estado, o Departamento de Defesa e a Nasa.

A FAA indicou que irá utilizar o sistema de licenças que competem à sua autoridade, “o melhor possível, para proteger os ativos e o pessoal do setor privado na Lua e promover um ambiente seguro para as companhias que realizarem atividades comerciais pacíficas, sem interferência de outras licenças”, concedidas para outras empresas. No entanto, a FAA não garante o direito a reivindicar o território, esclareceu a companhia.

Companhia dos EUA tenta autorização para iniciar operações no satélite. Não há atualmente autoridade que conceda esse tipo de liberação.

Companhia dos EUA tenta autorização para iniciar operações no satélite.
Não há atualmente autoridade que conceda esse tipo de liberação.

“O esforço para garantir a segurança das equipes, do pessoal e das operações não deve e não pode ser confundido com uma apropriação territorial” dos EUA, já que as atividades na Lua são regulamentadas, em parte, pelo Tratado do Espaço Exterior das Nações Unidas, assinado em 1967.

Passo inicial
A empresa considerou a resposta da FAA como um passo inicial “modesto”, mas “importante”, para “a criação de um ambiente que encoraje os empresários de hoje e de amanhã a investir seus recursos na lua”, lugar relativamente acessível, se comparado a planetas ou asteroides, “potenciais oportunidades de curto prazo para o crescimento econômico”.

“Como é o caso em qualquer novo empreendimento, as perspectivas permanecem incertas”, afirmou Gold, “mas a Lua oferece uma variedade de minerais e recursos que poderiam apoiar a mineração e outras formas de comércio”.

A FAA analisa questões de segurança pública, como o conteúdo da carga útil; o impacto ambiental da atividade; a segurança nacional ou interesses de política externa; e os requisitos de segurança para o operador de lançamento, para conceder licenças às companhias aeroespaciais privadas.

Enquanto ainda não há uma legislação internacional unificada sobre as atividades espaciais privadas, “regular as operações comerciais e prevenir conflitos no setor privado é uma estratégia que esperamos que os outros países adotem”, concluiu Gold.

Empresa japonesa quer ser pioneira na exploração de minérios na Lua

Startup quer enviar jipe de exploração à Lua até o fim do próximo ano.

Companhia ainda está arrecadando fundos para conseguir tal façanha.

Uma empresa startup do Japão quer ser pioneira em pesquisar a existência de recursos minerais na superfície da Lua com veículos robotizados e, posteriormente, vender suas descobertas a empresas mineradoras.

Startup quer enviar jipe de exploração à Lua até o fim do próximo ano. Companhia ainda está arrecadando fundos para conseguir tal façanha.

Startup quer enviar jipe de exploração à Lua até o fim do próximo ano.
Companhia ainda está arrecadando fundos para conseguir tal façanha.

“Descobriremos onde se distribuem elementos como as terras raras mediante a análise da areia e das camadas usando as câmeras de entre 10 e 100 veículos robotizados”, disse nesta segunda-feira (22) ao jornal econômico “Nikkei” o executivo-chefe da empresa ispace, Takeshi Hakamada.

No entanto, a companhia, fundada em 2013, ainda está arrecadando fundos para poder mandar seu primeiro jipe à Lua, o que espera que seja lançado em torno da segunda metade de 2016 pelo operador aeroespacial privado americano SpaceX.

 

Prêmio do Google
O objetivo, além disso, é que este primeiro veículo participe de um concurso convocado pelo gigante tecnológico Google, pelo qual 15 equipes devem conseguir que seu veículo percorra 500 metros sobre a Lua e envie vídeo e fotos outra vez à Terra. A primeira equipe que conseguir vai levar um prêmio de US$ 20 milhões.

O prêmio é mais do que o dobro que o investimento inicial de cerca de US$ 8 milhões que a ispace precisa arrecadar para lançar em 2016 sua sonda e, conta Hakamada, representa a melhor publicidade para começar a enviar veículos de exploração antes do ano de 2023.

A empresa arrecadou quase a metade desse orçamento graças ao patrocínio que acertou por enquanto com o grupo de maquinaria pesada IHI e lojas de departamento Mitsukoshi.

Para o concurso – chamado Google Lunar Xprize – a equipe da ispace deve explorar uma área lunar conhecida como Lacus Mortis com um veículo desenvolvido por especialistas da universidade japonesa de Tohoku e engenheiros voluntários.

À frente da equipe de desenvolvimento está o professor Kazuya Yoshida, que já contribuiu para a criação de outro veículo da agência aeroespacial japonesa chamado Hayabusa-2.

Melhor evidência observacional de Primeira Geração estrelas no Universo VLT descobre CR7, o mais brilhante galáxia distante, e os sinais de estrelas da População III

Melhor evidência observacional de Primeira Geração estrelas no Universo
VLT descobre CR7, o mais brilhante galáxia distante, e os sinais de estrelas da População III

Astrônomos usando o Very Large Telescope do ESO descobriram, de longe a galáxia mais brilhante ainda encontrada no início do Universo e encontrou fortes indícios de que exemplos da primeira geração de estrelas se escondem dentro dele. Estes objetos maciços, brilhantes, e anteriormente puramente teóricos foram os criadores dos primeiros elementos pesados ​​na história – os elementos necessários para forjar as estrelas em torno de nós hoje, os planetas que orbitam elas, e tambem a vida como a conhecemos.
A galáxia recém-encontrada, marcado CR7, é três vezes mais brilhante do que a mais brilhante galáxia distante conhecido até agora.

A impressão deste artista mostra CR7 uma galáxia muito distante descoberto usando o Very Large Telescope do ESO. É de longe a galáxia mais brilhante ainda encontrada no início do Universo e há fortes indícios de que exemplos da primeira geração de estrelas se escondem dentro dele. Estes objetos maciços, brilhantes, e anteriormente puramente teóricos foram os criadores dos primeiros elementos pesados ​​na história - os elementos necessários para forjar as estrelas em torno de nós hoje, os planetas que orbitam-los, e vida como a conhecemos. Esta galáxia recém-descoberta é três vezes mais brilhante do que o mais brilhante galáxia distante conhecido até agora.

A impressão deste artista mostra CR7 uma galáxia muito distante descoberto usando o Very Large Telescope do ESO. É de longe a galáxia mais brilhante ainda encontrada no início do Universo e há fortes indícios de que exemplos da primeira geração de estrelas se escondem dentro dele. Estes objetos maciços, brilhantes, e anteriormente puramente teóricos foram os criadores dos primeiros elementos pesados ​​na história – os elementos necessários para forjar as estrelas em torno de nós hoje, os planetas que orbitam-los, e vida como a conhecemos. Esta galáxia recém-descoberta é três vezes mais brilhante do que o mais brilhante galáxia distante conhecido até agora.

Os astrónomos há muito que teorizou a existência de uma primeira geração de estrelas – conhecidos como População III estrelas – que nasceram fora do material primordial do Big Bang [1] . Todos os elementos mais pesados ​​químicos – tais como oxigênio, nitrogênio, carbono e ferro, que são essenciais para a vida – foram forjados nas barrigas de estrelas. Isto significa que as primeiras estrelas deve ter se formado fora dos únicos elementos que existiam antes de estrelas: hidrogênio, hélio e traços de lítio.

Estas estrelas População III teria sido enorme – várias centenas ou mesmo milhares de vezes mais massivo que o Sol – extremamente quente, e transitórios – explodindo como supernovas após apenas cerca de dois milhões de anos. Mas até agora a procura de prova física de sua existência tinha sido inconclusivas.

Uma equipe liderada por David Sobral, do Instituto de Astrofísica e Ciências Espaciais, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em Portugal, e Observatório de Leiden, na Holanda, já utilizado do ESO Very Large Telescope (VLT) para olhar de volta para o Universo antigo, a um período conhecido como reionização , cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. Em vez de realizar um estudo estreito e profundo de uma pequena área do céu, eles ampliaram seu alcance para produzir o mais amplo levantamento de galáxias muito distantes jamais tentada.

Seu estudo amplo foi feita usando o VLT com a ajuda do Observatório WM Keck eo Telescópio Subaru , bem como o Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA . A equipe descobriu – e confirmou – um número de galáxias muito jovens surpreendentemente brilhantes. Um deles, marcado CR7, era um objeto excepcionalmente raro, de longe a galáxia mais brilhante já observada nesta fase no Universo. Com a descoberta de CR7 e outras galáxias brilhantes, o estudo já foi um sucesso, mas uma inspeção mais adicional fornecida notícia emocionante adicional.

A impressão deste artista mostra CR7 uma galáxia muito distante descoberto usando o Very Large Telescope do ESO. É de longe a galáxia mais brilhante ainda encontrada no início do Universo e há fortes indícios de que exemplos da primeira geração de estrelas se escondem dentro dele. Estes objetos maciços, brilhantes, e anteriormente puramente teóricos foram os criadores dos primeiros elementos pesados ​​na história - os elementos necessários para forjar as estrelas em torno de nós hoje, os planetas que orbitam-los, e vida como a conhecemos. Esta galáxia recém-descoberta é três vezes mais brilhante do que o mais brilhante galáxia distante conhecido até agora.

A impressão deste artista mostra CR7 uma galáxia muito distante descoberto usando o Very Large Telescope do ESO. É de longe a galáxia mais brilhante ainda encontrada no início do Universo e há fortes indícios de que exemplos da primeira geração de estrelas se escondem dentro dele. Estes objetos maciços, brilhantes, e anteriormente puramente teóricos foram os criadores dos primeiros elementos pesados ​​na história – os elementos necessários para forjar as estrelas em torno de nós hoje, os planetas que orbitam-los, e vida como a conhecemos. Esta galáxia recém-descoberta é três vezes mais brilhante do que o mais brilhante galáxia distante conhecido até agora.

O X-shooter e Sinfoni instrumentos no VLT encontraram forte emissão de hélio ionizado em CR7 mas – e surpreendentemente crucial – nenhum sinal de elementos mais pesados ​​no bolso brilhante na galáxia. Isso significava que a equipe tinha descoberto a primeira prova boa para clusters de População III estrelas que tinha ionizados gás dentro de uma galáxia no Universo primitivo.

“A descoberta desafiou as expectativas desde o início”, disse David Sobral, “como nós não esperavamos encontrar uma galáxia tão brilhante. Então, revelando a natureza do CR7 peça por peça, entendemos que não só tinhamos encontrado de longe a galáxia distante mais luminosa, mas também comecei a perceber que tinha todas as características única esperado das estrelas da População III . Essas estrelas foram as que formaram os primeiros átomos pesados ​​que, finalmente, nos permitiram estar aqui. Realmente não podemos obter algo qualquer mais emocionante do que isso. ”

Dentro de CR7, os clusters mais azuis e um pouco mais vermelho de estrelas foram encontrados, indicando que a formação de estrelas da População III, tinha ocorrido em ondas – como havia sido previsto. O que a equipe observou diretamente foi a última onda de estrelas da População III, sugerindo que essas estrelas devem ser mais fáceis de encontrar do que se pensava anteriormente: eles residem entre estrelas regulares, em galáxias mais brilhantes, e não apenas nos primeiros, mais menor, e as galáxias mais escuras, que são tão fraco para ser extremamente difícil de estudar.

Jorryt Matthee, segundo autor do estudo, concluiu: “Eu sempre me perguntei de onde viemos. Mesmo quando criança eu queria saber onde os elementos vêm: o cálcio nos ossos, o carbono em meus músculos, o ferro no meu sangue. Eu descobri que estes foram formados pela primeira vez no início do Universo, pela primeira geração de estrelas. Com esta descoberta, curiosamente, estamos começando a realmente ver esses objetos pela primeira vez. ”

Outras observações com o VLT, ALMA , eo Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA estão previstas para confirmar sem margem para dúvidas de que o que tem sido observado são estrelas da População III, e para procurar e identificar outros exemplos.

Notas
[1] O nome da População III surgiu porque os astrônomos já tinha classificado as estrelas da Via Láctea como População I (estrelas como o Sol, rico em elementos mais pesados ​​e formando o disco) e da População II (estrelas mais velhas, com elementos-conteúdo mais pesado, e encontrados no bojo da Via Láctea e halo, e aglomerados estelares globulares).

[2] Encontrar essas estrelas é muito difícil: eles teriam sido extremamente curta duração, e teria brilhou numa altura em que o Universo era opaco em grande parte à sua luz. Achados anteriores incluem: Nagao, et al., 2008 , onde foi detectado nenhum hélio ionizado; De Breuck et al., 2000 , onde foi detectado hélio ionizado, mas ao lado de carbono e oxigênio, assim como assinaturas claras de um núcleo galáctico ativo ; e Cassata et al., 2013 , onde hélio ionizado foi detectada, mas de uma muito baixa largura equivalente, ou fraca intensidade, e ao lado de carbono e oxigênio.

[3] O apelido de CR7 é uma abreviatura de COSMOS Redshift 7, uma medida de seu lugar em termos de tempo cósmico. Quanto maior o desvio para o vermelho, o mais distante da galáxia e mais para trás na história do Universo é visto. A1689-Zd1 , uma das galáxias mais antigas já observadas, por exemplo, tem um redshift de 7,5.

CR7 está localizado no COSMOS campo, um remendo intensamente estudada do céu na constelação de Sextante (o sextante).

O apelido foi inspirado pelo grande jogador de futebol Português, Cristiano Ronaldo , que é conhecido como CR7.

[4] CR7 é três vezes mais brilhante em termos de emissão de luz ultravioleta do que o titular anterior, Himiko, que foi pensado para ser um de um tipo neste momento muito cedo. galáxias empoeiradas, em fases posteriores da história do Universo, pode irradiar, muito mais energia total do que CR7 na forma de radiação infravermelha da poeira quente. A energia proveniente de CR7 é leve na maior parte ultravioleta / visível.

[5] A equipe considerou duas teorias alternativas: a de que a fonte de luz era ou a partir de um AGN ou Wolf-Rayet estrelas. A falta de elementos pesados ​​e outros elementos de prova refuta veementemente essas duas teorias. A equipe também considerou que a fonte pode ser um buraco negro colapso direto, que são eles próprios objectos exóticos e puramente teórias excepcionais. A falta de uma linha larga de emissão e o facto de as luminosidades do hidrogénio e hélio eram muito maiores do que o que tem sido previsto para um tal orifício de preto indicam que isto, também, é improvável. A falta de emissão de raios-X refutaria ainda mais esta possibilidade, mas observações adicionais são necessárias.

Mais informação
Esta pesquisa foi apresentada em um artigo intitulado “A evidência para PopIII-como populações estelares nos mais luminosos emissores Lyman-α na época de re-ionização: confirmação espectroscópica”, por D. Sobral, et al, é aceito para publicação em. Astrophysical Journal.

A equipe é composta por David Sobral (Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; Departamento de Física, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal; Observatório de Leiden, Universidade de Leiden, Leiden, Países Baixos ), Jorryt Matthee (Observatório de Leiden), Behnam Darvish (Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Califórnia, em Riverside, Califórnia, EUA), Daniel Schaerer (Observatoire de Genève, Département d’Astronomie, Université de Genève, Versoix, Suíça; Centre National de la Recherche Scientifique, IRAP, Toulouse, França), Bahram Mobasher (Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Califórnia, em Riverside, Califórnia, EUA), Huub JA Röttgering (Observatório de Leiden), Sérgio Santos (Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço da Universidade de Lisboa; Departamento de Física da Universidade de Lisboa, Portugal) e Shoubaneh Hemmati (Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Califórnia, em Riverside, Califórnia, EUA).

O ESO é a organização intergovernamental astronomia sobretudo na Europa e mais produtivo terrestre observatório astronômico do mundo, de longe. É apoiado por 16 países: Áustria, Bélgica, Brasil, República Checa, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, juntamente com o Estado de acolhimento de Chile. ESO realiza um programa ambicioso, focado na concepção, construção e operação de poderosas instalações de observação terrestres permitir aos astrônomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronómica. ESO opera três locais de observação único de classe mundial no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope, o observatório astronómico, no visível, mais avançado do mundo e dois telescópios de rastreio. VISTA trabalha no infravermelho e é o maior telescópio de rastreio do mundo eo VLT Survey Telescope é o maior telescópio concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. ESO é um importante parceiro no ALMA, o maior projecto astronómico que existe. E no Cerro Armazones, perto de Paranal, o ESO está construindo a 39 metros European Extremely Large Telescope, E-ELT, que será “o maior olho do mundo no céu”.

Links
Trabalho de pesquisa
Fotos do VLT
Contatos
David Sobral
Universidade de Lisboa e Universidade de Leiden
Lisboa / Leiden, Portugal / Holanda
Tel: +351 916 700 769
Email: sobral@iastro.pt

Richard gancho
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João retre
Coordenadora, Comunicação Ciência e Outreach Office, Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço
Lisboa, Portugal
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Email: jretre@iastro.pt

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Garoto de 15 anos descobre planeta a mil anos-luz da Terra

Na verdade, o planeta descoberto por Wagg se assemelha muito a um exoplaneta já identificado na década de 1990. Por conta da semelhança, o planeta acabou sendo classificado em uma categoria de exoplanetas chamada “Júpiteres quentes”. Estes planetas são tão grandes quanto Júpiter, mas orbitam muito mais perto de seu sol. Por conta dessa proximidade, o planeta pode alcançar temperaturas na casa dos mil graus Celsius. (Daí o "quente" em Júpiteres quentes). O exoplaneta de Wagg está localizado em um sistema solar distante distante na Via Láctea, mais precisamente, a mil anos-luz da Terra. É do mesmo tamanho de Júpiter, mas só leva dois dias para orbitar seu sol. A nível de comparação: Júpiter leva 12 anos terrestres (4.272 dias) para orbitar o sol. Como encontrar um planeta? Não é tão complicado descobrir um exoplaneta como o de Wagg. Com os modernos telescópios e uma técnica básica de detecção, qualquer um pode explorar o Universo. Normalmente, a detecção é feita quando os planetas passam “em frente” a sua estrela-mãe, fazendo uma espécie de sombra na luz que vemos daqui da Terra. Desde 2009, o famoso telescópio espacial Kepler, da NASA, tem sido usado a fim de detectar potenciais exoplanetas em toda a Via Láctea.

Na verdade, o planeta descoberto por Wagg se assemelha muito a um exoplaneta já identificado na década de 1990. Por conta da semelhança, o planeta acabou sendo classificado em uma categoria de exoplanetas chamada “Júpiteres quentes”. Estes planetas são tão grandes quanto Júpiter, mas orbitam muito mais perto de seu sol. Por conta dessa proximidade, o planeta pode alcançar temperaturas na casa dos mil graus Celsius. (Daí o “quente” em Júpiteres quentes).
O exoplaneta de Wagg está localizado em um sistema solar distante distante na Via Láctea, mais precisamente, a mil anos-luz da Terra. É do mesmo tamanho de Júpiter, mas só leva dois dias para orbitar seu sol. A nível de comparação: Júpiter leva 12 anos terrestres (4.272 dias) para orbitar o sol.
Como encontrar um planeta?
Não é tão complicado descobrir um exoplaneta como o de Wagg. Com os modernos telescópios e uma técnica básica de detecção, qualquer um pode explorar o Universo. Normalmente, a detecção é feita quando os planetas passam “em frente” a sua estrela-mãe, fazendo uma espécie de sombra na luz que vemos daqui da Terra. Desde 2009, o famoso telescópio espacial Kepler, da NASA, tem sido usado a fim de detectar potenciais exoplanetas em toda a Via Láctea.

Na verdade, o planeta descoberto por Wagg se assemelha muito a um exoplaneta já identificado na década de 1990. Por conta da semelhança, o planeta acabou sendo classificado em uma categoria de exoplanetas chamada “Júpiteres quentes”. Estes planetas são tão grandes quanto Júpiter, mas orbitam muito mais perto de seu sol. Por conta dessa proximidade, o planeta pode alcançar temperaturas na casa dos mil graus Celsius. (Daí o “quente” em Júpiteres quentes).

O exoplaneta de Wagg está localizado em um sistema solar distante distante na Via Láctea, mais precisamente, a mil anos-luz da Terra. É do mesmo tamanho de Júpiter, mas só leva dois dias para orbitar seu sol. A nível de comparação: Júpiter leva 12 anos terrestres (4.272 dias) para orbitar o sol.

ESQUEMA MOSTRA UM EXOPLANETA TRANSITANDO EM FRENTE A SEU SOL (FOTO: REPRODUÇÃO)

ESQUEMA MOSTRA UM EXOPLANETA TRANSITANDO EM FRENTE A SEU SOL (FOTO: REPRODUÇÃO)

Como encontrar um planeta?
Não é tão complicado descobrir um exoplaneta como o de Wagg. Com os modernos telescópios e uma técnica básica de detecção, qualquer um pode explorar o Universo. Normalmente, a detecção é feita quando os planetas passam “em frente” a sua estrela-mãe, fazendo uma espécie de sombra na luz que vemos daqui da Terra. Desde 2009, o famoso telescópio espacial Kepler, da NASA, tem sido usado a fim de detectar potenciais exoplanetas em toda a Via Láctea.

Stephen Hawking dá um ultimato à humanidade: viver no espaço ou morrer aqui

“Temos de continuar a ir para o espaço em prol do futuro da humanidade,” disse o cosmólogo. “Acho que não vamos sobreviver a outros 1.000 anos sem escapar além do nosso frágil planeta.” 
Stephen Hawking dá um ultimato à humanidade: viver no espaço ou morrer aqui

Stephen Hawking dá um ultimato à humanidade: viver no espaço ou morrer aqui

Hawking emitiu o aviso durante uma das duas palestras na Sydney Opera House. Ele abordou as multidões com ingressos esgotados no local usando a tecnologia holográfica, que ele costumava falar de seu escritório de Cambridge.
No final da palestra, Hawking incentivou seu público para “Olhe para cima, para as estrelas e não para baixo, para os seus pés”. 
“Tente achar sentido no que você vê e se pergunte sobre o que faz o Universo existir”, disse ele. “Seja curioso, e, por mais difícil que a vida possa parecer, há sempre algo que você pode fazer e ser bem sucedido. O importante é não desistir.” 
Stephen Hawking tem repetidamente alertado para o perigo que a humanidade se encontra, como resultado o aumento da inteligência artificial e os perigos da barbárie e agressão humana.
 
Em fevereiro, ele disse que os humanos deveriam colonizar outros planetas como “seguro de vida” para a espécie e poderia ser a única maneira de assegurar que a sobrevivência da humanidade.
Algumas pessoas do público ainda encontraram tempo para perguntar ao professor sobre o “efeito cosmológico da saída do Zayn da banda One Direction e, consequentemente, quebrou os corações de milhões de adolescentes em todo o mundo“. Hawking acalmou as fãs, dizendo-lhes que, em um universo paralelo, Zayn foi um membro da banda — e que em outro, ele era casado com a mulher. 
Os seres humanos deverão viver no espaço dentro de 1.000 anos, ou irão morrer aqui, alertou Stephen Hawking.

Os seres humanos deverão viver no espaço dentro de 1.000 anos, ou irão morrer aqui, alertou Stephen Hawking.

No final da conversa, Hawking referencia a Star Trek dizendo “Teletransporte-me, Scootie!” Depois disso, sua imagem criada digitalmente — feita com duas câmeras que o filmaram, logo depois processaram o vídeo e exibiram na tecnologia especial na casa da ópera — e então desapareceu. 
 

A Gravidade é uma Lei ou uma Teoria?

Esse artigo é direcionando principalmente àqueles que tem um olhar satírico tal como “isto é apenas uma teoria”, ou que, equivocadamente, não diferenciam uma teoria de uma Lei, cientificamente falando, e/ou até mesmo desmerecem ou colocam em um patamar inferior, quaisquer ideias científicas tidas como “teorias”, tal como a Evolução.

A Gravidade é uma Lei ou uma Teoria?

A Gravidade é uma Lei ou uma Teoria?

Para tentar entender isso, vamos partir de uma experiência simples
– Um objeto a caindo.
Ok, pegue um objeto que não quebre (de preferência) coloque uma almofada no chão (pra garantir que não vai ter problemas com sua mãe!), coloque-o na sua frente e o solte. O que acontece? Ele cai, é claro. A atração gravitacional entre a Terra e o objeto puxa-o para o chão. Mas, quando fazemos esta experiência, deveríamos estar falando sobre a Lei da Gravidade ou a Teoria da Gravidade?
Na verdade, deveríamos estar falando sobre ambos. Para entender o porquê, precisamos entender o significado científico da expressão “lei ” e “teoria”.
Na linguagem científica, a palavra “lei” descreve uma declaração analítica. Isso nos dá uma formulação matemática que nos diz como as coisas vão funcionar. Por exemplo, a Lei da Gravitação Universal de Newton nos diz que “Cada ponto de massa atrai cada único ponto de massa por uma força que aponta ao longo da linha de interseção entre ambos os pontos. A força é diretamente proporcional ao produto das duas massas e inversamente proporcional ao quadrado da a distância entre os pontos de massa “. Essa fórmula nos permitirá calcular a força gravitacional entre a Terra e o objeto que caiu, entre o Sol e Marte, ou entre eu e um livro.
Podemos usar a Lei da Gravitação Universal de Newton para calcular o quão forte a atração gravitacional é entre a Terra e o objeto que caiu, como vamos calcular sua aceleração à medida que cai, quanto tempo vai demorar para atingir o chão, o quão rápido iria ser o impacto, a quantidade de energia de energia vai ser gasta, etc.
Embora a lei nos permita calcular um pouco sobre o que acontece, perceba que ela não nos diz nada sobre por que isso aconteceu. Isso é o que faz as teorias são pararem quietas! Na linguagem da ciência, a palavra “teoria” é usada para descrever uma explicação de por que e como as coisas acontecem. Na gravidade, usamos Teoria da Relatividade Geral de Einsteinpara explicar por que as coisas caem. Mas, mesmo cheia de lacunas, a gravidade é uma Teoria Científica.
Uma teoria começa como uma ou mais hipóteses, idéias não testadas sobre por que algo acontece. Por exemplo, eu poderia propor uma hipótese de que o objeto que você lançou caiu porque foi puxado pelo campo magnético da Terra. Assim que começamos a testar, não leva muito tempo para descobrir que a minha hipótese não foi apoiada pela evidência. Objetos não-magnéticos caem na mesma proporção que objetos magnéticos. Uma vez não sustentada pela evidência, a minha hipótese  cai por terra e não ganha o status de ser uma teoria. Para tornar-se uma teoria científica, uma ideia deve ser exaustivamente testada, e deve ser uma descrição precisa e preditiva do mundo natural.
Outro equívoco grotesco é que, a gravidade é frequentemente ensinada nas escolas como um fato absoluto, quando na verdade não  tem uma boa sustentação teórica que explica o fenômeno sem fugir do senso comum. Nas escolas, muitas vezes também ensinam sobre a famosa maça que cai na cabeça do gênio e repentinamente ele “descobre” a gravidade, como um passe de mágica, mas isso não vem ao caso! Ademais, o caráter “Universal” da Lei de Newton aplica-se à corpos grandes e não ao mundo microscópico, embora Newton já conhecesse a interação entre os átomos, nos tempos de Teoria das Cordas, Universos Subatômicos, Branas e Multiversos, o termo Universal é bem mais amplo do que nos tempos de Newton.  Além disso, você passa anos sabendo que a gravidade é uma força, porém, mais tarde, aprende na faculdade ou na pós graduação que essa força não existe, quando vista a partir da Teoria da Relatividade Geral.
 
Enquanto as leis raramente mudam, as teorias mudam com frequência como novos elementos sejam descobertos. Em vez de descartadas devido a novos elementos de prova, as teorias são muitas vezes revistas para incluir as novas provas em sua explicação. A Teoria da Relatividade Geral se adaptou como as novas tecnologias e os novos dados expandindo a nossa visão do universo.
Outra coisa que confunde muitas vezes são os termos gravitação e gravidade. Veja: Gravitação está para leis matemáticas assim como gravidade está para o fenômeno que ainda foge do nosso senso comum quando tentamos explicá-lo.
A ciência ainda está buscando as lacunas que estão faltando para explicar o fenômeno da gravidade usando os hipotéticos “gravitons” e as recentes pesquisas espaciais das “ondas gravitacionais” e na tentativa da Teoria de Tudo (que descreve a gravidade em pequenas escalas, unindo a Gravitação com a Mecânica Quântica) que podem dar mais sustentação teórica à gravidade.
Então, quando estamos discutindo cientificamente  gravidade, podemos falar sobre a lei matemática que descreve a atração entre dois objetos, e também podemos falar sobre a teoria que descreve por que os objetos se atraem.
 

Um Deus que pode ser real no universo científico – Parte 2

Não há nenhum único significado para a palavra “Deus”. A ideia de Deus e deuses foi evoluindo e transmutando-se muitas vezes ao passar de milênios, e ainda não acabou.
Todas as ideias tradicionais sobre Deus são comprovadamente insuficientes para o nosso tempo. Elas perpetuam conflitos ou deixam de inspirar suficiente para enfrentar os desafios existenciais do nosso mundo complexo e perigoso.
A autora Nancy Ellen fez a seguinte analogia:
As formigas são criaturas muito simples. Podem reconhecem uma dúzia ou mais de tipos de feromônios (moléculas de odor) e podem sentir onde esses feromônios estão mais intensos. Elas também podem captar a diferença entre duas formigas em um minuto em um conjunto de 200 formigas. Essa é a extensão de suas habilidades de comunicação individual. Mas se observamos 10.000 delas em uma colônia, uma lógica de “enxame” surgiu. colônia vai continuamente ajustando-se de acordo com o número de formigas procurando comida, baseadas no número de bocas para alimentar, no quanto de comida é armazenada já no ninho, na comida que está disponível nas proximidades, e se outras colônias estão também competindo essa comida. No entanto, nenhuma formiga entende nada disso.

Há algo no Universo que possa ser chamado de "Deus"?

Há algo no Universo que possa ser chamado de “Deus”?

A colônia pode projetar uma construção de um formigueiro tão alta quanto um homem e tão movimentada quanto uma cidade, no entanto, mesmo assim, ninguém está no comando. Alguns montes de formigas podem durar um século. Sobre sua vida, a colônia vai passar por fases previsíveis de desenvolvimento, desde a juventude agressiva à maturidade conservadora, até a morte.  Nenhuma formiga vive mais do que uma pequena fração desse tempo. Mas o que está acontecendo? De onde vem a lógica do enxame?
Isto Emerge da complexidade das interações entre as formigas. Uma colônia de formigas é  auto-organizável. A emergência é um conceito científico que atravessa muitos campos — na verdade, isso acontece em toda a evolução. Desde a formação de galáxias, a evolução da vida, o dobramento de proteínas para o crescimento das cidades, a ruptura do clima global, até o urgimento que cria a totalidade de novos fenômenos de interações das coisas mais simples.
Quase tudo o que nós humanos fazemos coletivamente gera um fenômeno emergente. Então, por exemplo, a troca de cosias entre pessoas levaram à economia global, um fenômeno emergente tão complicado e imprevisível, que não só ninguém sabe as regras, quanto alguns profissionais ainda não entraram em concordância sobre o  que essas tais  regras devem ser. O interminável esforço para levar as pessoas a se comportar decentemente em relação as outras gerou os governosNosso desejo inato de fofocas tem gerado a mídiaAs economias, os governos e os meios de comunicação são todos os fenômenos emergentes — como uma colônia de formigas. Eles seguem regras novas e complicadas que muitas vezes não podem ser derivadas do comportamento das partes que os compõem. Eles são reais e têm imenso poder sobre nós, mas eles não são humanos ou humanoides, mesmo que eles surjam de atividades humanas.
Mas nós, seres humanos não somos apenas os comerciantes, moralizadores e fofoqueiros. Abaixo desses comportamentos, tão profunda que distingue-dos outros primatas, está isso: nossas ambições. Ambicionamos coisas diferentes, mas todos ambicionamos. Nossas aspirações são tão reais quanto nós. Elas não são a mesma coisa que os desejos, como comida, sexo e segurança. Cada animal tem esses desejos de instinto. Ambições vão além das necessidades de sobrevivência. Nossas ambições são as que formam cada um de nós seres humanos e o indivíduo que somos. Sem aspirações, nós não somos nada além de carne com hábitos. Nós, seres humanos somos a espécie ambiciosa e podemos ter sido por centenas de milhares de anos.
Algo novo tem  emergido a partir da complexidade de escalonamento das aspirações de toda a humanidade, interagindo-nos. O que é esta coisa – esse fenômeno emergente, que é alimentado por e também alimenta as aspirações e ambições de cada ser humano? Isto não existia antes dos seres humanos evoluírem, mas agora está aqui, e cada um de nós está diretamente ligado a ela, simplesmente é um virtude do ser humano ter aspirações. Ele não criou o universo, mas criou o significado do universo, que é o que importa para nós. Ou seja, universo, espírito, Deus, criação e todos os outros conceitos abstratos que tomaram forma ao longo de inúmeras gerações, a medida que pessoas compartilharam suas ambições para compreender e expressar o que pode estar além do mundo visível. Este fenômeno emergente criou o poder de todas as nossas palavras e idéias, incluindo ideais como verdade, justiça e liberdade, que levaram milênios para esclarecer na prática, e que nenhum indivíduo jamais poderia ter inventado ou mesmo imaginado sem uma rica história cultural que tornou essa ideia possível.
Este fenômeno infinitamente complexo, que surgiu e continua a emergir de instante a instante, crescendo exponencialmente e mudando de forma com precisão, pode se dizer que existe no universo modernoÉ tão real quanto a economia, tão real quanto o governo. Não importa se você é Hindu ou cristão ou judeu ou ateu ou agnóstico, porque eu não estou propondo uma ideia alternativa religiosa. Estou explicando um fenômeno emergente que realmente existe em nossa imagem científica da realidade.Você não tem de chamá-lo de Deus, mas ele é real. E quando você procurar por um nome para isso, pode ser a única coisa que existe no universo moderno que pode ser digna de ser chamada de “Deus”.
Nós, seres humanos estamos entrando numa era de enorme perigo. Caos e injustiça que inevitavelmente acompanhará o mudança global do clima e agora nós seres humanos não temos muito nos unido para enfrentar isso. Nossa espécie precisa todas as vantagem que possivelmente possa oferecer e paz entre a ciência e Deus, a paz entre a razão e o espírito, certamente seria vantajoso. Para milhões de pessoas racionais pensativas, não ter uma maneira de desenhar na sua força espiritual é uma tragédia.
A ideia de um Deus emergente desencadeia tantos tabus para os ateus como para os crentes. O fato é que Deus ainda é um conceito que não é falseável (a ciência ainda não pode colocá-lo a prova de testes falsos para que se torne um conceito real, científico) e o objetivo da ciência não é provar  a existência ou inexistência de Deus, não é do nosso feitio. Embora só reste para algumas pessoas a liberdade de expressão de escolher ou não alguma religião ou algum “Deus” que possa comandar a sua vida. As pessoas podem muito bem tentarem experimentar a experiência divina em suas vidas, assim como um cientistas que prova suas hipóteses por uma longa vida e só no final descobrir suas implicações, embora isso possa ser um placebo religioso. O fato é que a ciência vai continuar sem Deus ou com Deus, e as pessoas também tem a liberdade para tal. Cada uma, a ciência a religião, podem viver sem conflitos, desde que seus objetivos filosóficos não entrem em conflito. Talvez em um futuro próximo uma delas possa se fortalecer em relação a outra, mas eu já tenho a minha aposta certa.  Se há algo no Universo que possa ser chamado de Deus, ainda não podemos saber. Até lá, continuaremos pensando.
Texto adaptado da autora Nancy Ellen Abram, do original: npr.org

Um Deus que poderia ser Real no universo científico – Parte 1

“Deus” é uma palavra. Se nós o definirmos, mesmo inconscientemente, como algo que não pode existir no nosso universo, vamos banir a ideia de Deus da nossa realidade e jogar fora toda possibilidade de incorporar uma potente metáfora espiritual em uma panorama verdadeiramente coerente. Mas se levarmos a sério os confiáveis — e, então, inestimáveis — conhecimentos científicos e históricos, que agora possuímos, nós podemos redefinir um Deus de uma forma radicalmente nova e poderosa que expande o nosso pensamento e poderia ajudar a motivar e unir-nos em uma era perigosa que a humanidade está adentrando.
Um Deus que poderia ser Real no universo científico - Parte 1

Um Deus que poderia ser Real no universo científico – Parte 1

Por mais de 30 anos, ocorreu uma das mais emocionantes revoluções científicas do nosso tempo, a revolução na cosmologia. Na década de 1970, o grande mistério cosmológico foi este: se o Big Bang foi simétrico em todas as direções, por que o universo em expansão hoje não é apenas uma sopa maior de partículas? Em vez disso, lindas galáxias elípticas e espirais estão espalhadas, mas não aleatoriamente; Elas posicionam-se ao longo de filamentos invisíveis, como glitter jogado em linhas de cola. Onde se cruzam vários filamentos grandes, formaram-se grandes aglomerados de galáxias. Mas por que? O que aconteceu com a sopa primordial? De onde veio toda essa estrutura?
Joel R. Primack, é um dos criadores da teoria da matéria escura fria, que responde a essas perguntas, dizendo-nos que tudo o que os astrônomos vêem — incluindo todas as estrelas, planetas e brilhantes nuvens em nossa galáxia e todas as galáxias distantes de gás — é menos da metade de 1% do conteúdo do universo. O universo acaba por ser quase inteiramente feito de duas presenças dinâmicas, invisíveis, desconhecidas e inimagináveis até o século XX: Matéria escura (matéria invisível que não é feita de átomos ou as partes de átomos) e de energia escura (a energia, causando a aceleração da expansão do Universo). Elas estiveram em competição uma com a outra por bilhões de anos, com a gravidade da matéria escura puxando matéria comum (atômica, bariônica) e a energia escura arremessando espaço separados, em um jogo de empurra e puxa. Sua interação cósmica com a matéria comum tem tecendo as galáxias visíveis e, assim, criado a possibilidade para a evolução dos planetas e a vida.
Ao longo das décadas, a medida que dados estavam surgindo, confirmando essa história com telescópios e satélites, surgia uma pergunta: o que significa para nós seres humanos não estamos vivendo no universo que pensávamos que estávamos vivendo?Hoje, os astrônomos em todo o mundo aceitam a teoria dupla escura como a história moderna do universo, mas eles não responderam a esta questão.
Deus tem de fazer parte de nossa compreensão do universo?Não. Mas se os cientistas disserem ao público que eles têm de escolher entre Deus e a ciência, a maioria das pessoas vão escolher a Deus, que conduz à negação, hostilidade para com a ciência e a incoerência mental profundamente perigosa na sociedade moderna que promove depressão e conflito. Enquanto isso, muitos daqueles que escolhem ciência encontram-se sem nenhuma forma de pensar que pode dar-lhes acesso ao seu próprio potencial espiritual. O que precisamos é uma panorama coerente que é totalmente consistente — e até mesmo inspirado — com a ciência, que forneça uma maneira poderosa de repensar em um Deus que traz benefícios humanos e sociais sem a tal da fantasia.

Como conseguimos isso?
A ciência pode nunca nos dizer com certeza o que é Deus na verdade, já que há sempre a possibilidade de que algumas descobertas futuras irão descartá-lo. Mas a ciência pode muitas vezes nos dizer com certeza que não é verdade. Ela pode descartar o impossível. Galileu, por exemplo, mostrou, com seu telescópio, que a imagem medieval da Terra como o centro das esferas celestiais de cristal não podia ser verdadeiro, mesmo que ele não pudesse provar que a Terra se move em torno do sol.Sempre que os cientistas produzem as provas que convincentemente eliminam o impossível, não adianta mais discutir. Está tudo acabado. A graça está em aceitar e recalcular. É assim que a ciência avança.
E se nós pensarmos assim com Deus? E se nós levarmos a evidência de uma nova realidade cósmica a sério e tornarmos dispostos a descartar o impossível? O que restaria?
Podemos ter um verdadeiro Deus se pudermos largar o que o torna irreal. Só serei interessado em Deus se este for real. Se não for real, não há nada para falar. Mas não digo real como uma tabela, ou um sentimento, uma pontuação de teste ou uma estrela. Estes são reais na experiência normal na Terra. Digo real no quadro científico do nosso universo duplo escuro, nosso planeta, nossa biologia e nosso momento na história.
Estas são características de um Deus que não podem ser verdadeiras:
  1. Deus existia antes do universo;
  2. Deus criou o universo;
  3. Deus sabe de tudo;
  4. Deus controla tudo o que acontece;
  5. Deus pode optar por violar as leis da natureza.
A autora Nancy Ellen Abrams explica em seu livro, Um Deus que poderia ser Real, que fisicamente cada um desses itens acima é impossível (emboras leitores científicos deste blog precisam saber disso. O ponto que a autora quer fazer aqui é que esta lista praticamente concorda com razões por que a maioria dos ateus dispensa  a existência de Deus.  Nós apenas declaramos que o que Deus não pode ser. Não pensamos aindao que Deus poderia ser.A autora ainda continua:
“Nós todos crescemos tão mergulhados em alguma tradição religiosa,  que nós já aceitamos. É difícil de entender que a oportunidade de redefinir Deus realmente está em nossas mãos. Mas é, e a maneira como fazemos isso desempenhará um papel de liderança na definição do futuro do nosso planeta.
 
Para mim, esta é a pergunta chave: poderia realmente existir neste universo algo que seja digno de ser chamado de Deus? Minha resposta é sim.”

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a ‘ter raiva’

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a ‘ter raiva’

Cientistas neozelandeses especializados em dados estão tentando vencer um novo desafio: ensinar equipamentos eletrônicos dotados de inteligência artificial a sentirem raiva. Isso mesmo, eles querem fazer com que robôs e computadores possam ficar irritados em resposta a comportamentos humanos. Isso não está sendo feito para gerar uma guerra de máquinas, mas sim para entender consumidores.

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a 'ter raiva'

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a ‘ter raiva’

De acordo com a empresa Touchpoint Group, usando o aprendizado das máquinas será possível fazer com que companhias possam simular o comportamento de consumidores — que podem sentir raiva quando contrariados, é claro. O principal objetivo desse projeto audacioso — que custará mais de 400 mil dólares — está na simulação para empresas de atendimento por telefone.

Os responsáveis ainda dizem que será possível simular mais de 100 milhões de interações raivosas para os sistemas. Com isso, é esperado que o Touchpoint Group consiga construir um sistema capaz de responder autonomamente às principais reclamações que possam ser feitas por consumidores — lembrando que isso deve demorar alguns anos até que seja totalmente funcional.

Vale dizer que isso não significa que os robôs e computadores poderão realmente sentir raiva. O que vai acontecer é a interpretação de necessidades e imitação de comportamentos humanos. Ou seja… Pode ficar tranquilo por enquanto, pois eles ainda não estão preparados para sentirem raiva quando você reclamar que algum processo está demorando para ser carregado.