Monthly Archives: julho 2015

Plutão está coberto por uma névoa de 130 quilómetros

A agência espacial norte-americana NASA divulgou, este sábado, novas imagens de Plutão captadas pela sonda “New Horizons” que revelam que o planeta-anão está coberto por uma névoa.

A agência espacial norte-americana NASA divulgou, este sábado, novas imagens de Plutão captadas pela sonda "New Horizons" que revelam que o planeta-anão está coberto por uma névoa.

A agência espacial norte-americana NASA divulgou, este sábado, novas imagens de Plutão captadas pela sonda “New Horizons” que revelam que o planeta-anão está coberto por uma névoa.

A agência espacial norte-americana NASA divulgou, este sábado, novas imagens de Plutão captadas pela sonda "New Horizons" que revelam que o planeta-anão está coberto por uma névoa.

A agência espacial norte-americana NASA divulgou, este sábado, novas imagens de Plutão captadas pela sonda “New Horizons” que revelam que o planeta-anão está coberto por uma névoa.

A sonda, que passou perto do desconhecido Plutão na semana passada, numa missão que arrancou há quase uma década, continua a enviar informação para a equipa da NASA.

“As nossas expetativas foram mais que superadas. Com gelo solto, uma substância exótica na sua superfície, cordilheiras e uma ampla névoa, Plutão está a mostrar uma diversidade verdadeiramente emocionante de geologia planetária”, disse em comunicado John Grunsfeld, um dos diretores adjuntos da NASA.

O “New Horizons” captou imagens que mostram uma névoa de 130 quilómetros por cima da superfície de Plutão, com duas capas bem diferenciadas, uma de 80 quilómetros e outra de cerca de 50 quilómetros.

“As névoas detetadas nesta imagem são um elemento chave da criação dos complexos compostos de hidrocarbonetos que dão à superfície de Plutão um tom avermelhado”, acrescentou Michael Summers, um investigador da sonda “New Horizons” na universidade de George Mason, em Fairfaz (Virginia), citado no comunicado.

Alan Stern, o principal investigador da “New Horizons” em Boulder, Colorado, Estados Unidos, descreveu o ambiente de Plutão como “uma atmosfera extraterrestre” de uma “incrível beleza”.

Até agora os cientistas estimavam que as temperaturas em Plutão fossem demasiado quentes para que se formassem neblinas a altitudes superiores a 30 quilómetros acima da superfície do planeta-anão.

Plutão finalmente consegue seu lugar ao sol

A espaçonave New Horizons, da Nasa, está prestes a se tornar a primeira sonda a visitar o distante planeta Plutão, completando uma expedição de reconhecimento do Sistema Solar iniciada há mais de 50 anos.

Plutão finalmente consegue seu lugar ao sol

Plutão finalmente consegue seu lugar ao sol

A viagem de mais de 5 bilhões de quilômetros a Plutão, um mundo com surpreendente cor de pêssego e regiões contrastantes de luz e sombra em sua superfície, demorou mais de nove anos.

Durante a maior parte do trajeto, que equivale a voar 120.477 vezes ao redor da Terra, a sonda hibernou, poupando o desgaste de seus sistemas e reduzindo os gastos do controle terrestre para ajudar a missão a cumprir seu orçamento de 720 milhões de dólares.

Voando a 14 quilômetros por segundo, a New Horizons despertou em janeiro para começar a observar Plutão e sua lua primária, Caronte, localizada depois de Netuno na região do Cinturão de Kuiper, que foi descoberto em 1992.

Anteriormente, Plutão era considerado um planeta estranho e periférico do Sistema Solar, menor que a lua da Terra e deslocado entre os gigantes gasosos que ocupam o que outrora era visto como a fronteira do Sistema Solar.

Astrônomos descobrem sistema com cinco sóis em Ursa Maior

Combinação de estrelas binárias e uma simples é a primeira do gênero já descoberta; grupo está a 250 mil anos-luz da Terra

 

Astrônomos britânicos anunciaram a descoberta de um sistema solar com nada menos que cinco sóis, na constelação de Ursa Maior.

 

Distante 250 mil anos-luz da Terra, o grupo de estrelas é inédito por conta de sua configuração: duas estrelas binárias e uma “simples”, um agrupamento jamais antes encontrado.

A descoberta foi anunciada num encontro anual de astrônomos britânicos, na cidade de LLandudno, no País de Gales. Ela foi possível graças ao uso de um sistema robotizado de telescópios operando continuamente nos dois hemisférios terrestres – um nas Ilhas Canárias, próximo à Espanha, e outro em Sutherland, na África do Sul.

‘Sol-satélite’

Os pares de binárias seguem uma órbita em torno do mesmo centro de gravidade, mas estão separados por uma distância de mais de 21 bilhões de quilômetros – mais de três vezes maior, por exemplo, que a separando Plutão do Sol.

Uma das estrelas duplas é o que a astronomia conhece como “binária de contato” – elas estão próximas o suficiente para se tocarem ou mesmo se fundirem, e compartilham da mesma exosfera (atmosfera externa).

Combinação de estrelas binárias e uma simples é a primeira do gênero já descoberta; grupo está a 250 mil anos-luz da Terra

Combinação de estrelas binárias e uma simples é a primeira do gênero já descoberta; grupo está a 250 mil anos-luz da Terra

O outro par está separado por 3 milhões de km. E conta com uma espécie de “sol-satélite”. Segundo um dos astrônomos que fizeram a descoberta, Marcus Lohr, o sistema solar pode conter planetas ou mesmo abrigar vida.

“Trata-se de um sistema verdadeiramente exótico. Em princípio, não há razão para que ele não contenha planetas. Habitantes teriam um céu capaz de botar os produtores de Guerra nas Estrelas no chinelo”, brincou Lohr, referindo-se às paisagens fantásticas da série de filmes de ficção científica.

“Eles poderiam ter nada menos que cinco sóis de diferentes brilhos ao mesmo tempo no céu”.

Lohr disse ainda que, apesar da configuração inédita do sistema em Ursa Maior, um outro grupo de cinco estrelas já foi descoberto pelo telescópio Kepler, na Nasa, a Agência Espacial dos EUA.

Teoria propõe que buracos negros fazem cópias holográficas de tudo que os toca — inclusive a humanidade

Os buracos negros estão entre os objetos cósmicos mais misteriosos do universo. E teorias recentes sobre o que são e os efeitos dessas imensidões que enchem o espaço dão conta de que esse fenômeno pode estar diretamente ligado com a existência da humanidade como conhecemos.

Teoria propõe que buracos negros fazem cópias holográficas de tudo que os toca -- inclusive a humanidade

Teoria propõe que buracos negros fazem cópias holográficas de tudo que os toca — inclusive a humanidade

O físico Samir Mather, da Ohio State University, desenvolveu uma teoria de que buracos negros são como novelos de lã: um combinado de cordas cósmicas que flutuam sem superfície definida. E, desenvolvendo ainda mais seus estudos, ele e sua equipe concluíram que os buracos atuam como uma máquina de Xerox cósmica.

“A teoria de Mathur propõe que quando um material entra em contato com a superfície de um buraco negro, ele se torna um holograma, uma cópia quase perfeita de si mesmo que continua a existir em outra dimensão da mesma forma como acontecia antes”, explica o Science Daily.

Assim sendo, levando em conta a teoria de Mathur, a humanidade poderia ser uma cópia de si mesma e estar vivendo outra vida em outra dimensão cósmica. Complicado, mas plausível se levada em conta a explicação do físico de Ohio. Como era de se esperar, porém, a teoria não é um consenso entre os especialistas da área.

Porém, muito mais do que propor que buracos negros são “máquinas de Xerox cósmicas”, a teoria do físico seria uma solução para o paradoxo descoberto por Stephen Hawking. A regra em questão diz que esses fenômenos emitem radiação constante, o que, no entanto, seria uma forma de perda de massa que os levaria a evaporar. Para Mathur, as flutuações em questão em torno da área do horizonte do buraco negro são a história do próprio buraco negro.

Se a resposta de Mathur foi realmente a correta, isso significa que os hologramas são testamentos imortais da história do buraco negro. Assim sendo, podem estar vivendo amontados em torno de flutuações quânticas holográficas, o que levaria a crer que o Universo nada mais é do que um emaranhado de holografia que contam a história de um buraco negro original — eu que, no final das contas, existem várias humanidades vivendo por aí, em dimensões (ou fios do novelo) diferentes da nossa.

Novas imagens da NASA mostram pontos “fascinantes” em Plutão

São, sobretudo, as manchas equidistantes, com 480 quilómetros de diâmetro cada uma, que estão a intrigar os cientistas da agência espacial norte-americana

Novas imagens a cores captadas pela sonda New Horizons mostram duas faces muito diferentes do misterioso planeta-anão, uma delas com uma intrigante série de manchas escuras, à mesma distância umas das outras e com cerca de 480 quilómetros de diâmetro cada.

Novas imagens da NASA mostram pontos "fascinantes" em Plutão

Novas imagens da NASA mostram pontos “fascinantes” em Plutão

No seu site, a NASA adianta que os seus cientistas nunca tinham visto nada semelhante. O que chama mais a atenção é consistência na distância e no tamanho das manchas. A sua origem, poderá, no entanto, ser revelada em breve, à medida que a sonda continua a aproximar-se de Plutão.
“É um verdadeiro quebra-cabeças. Não sabemos o que são aqueles pontos e mal podemos esperar para descobrir”, afirma o investigador Alan Stern. “Também é intrigante a diferença dramática nas cores e aspeto de Plutão em comparação com a sua lua Charon, mais escura e cinzenta”, acrescenta.
A combinação de imagens e dados pela equipa da New Horizons permitiu criar esta imagem do planeta-anão e da sua maior lua que traduz aproximadamente a sua cor real.

Imagens da Nasa mostram buraco negro “arrotando” raios-X

Fenômeno aconteceu na constelação de Cisne, a oito mil anos-luz da terra; última vez tinha sido em 1989

Um satélite dos Estados Unidos fotografou o que astrônomos descreveram como simplesmente o “arroto” de um buraco negro.

O Swift, controlado pela Agência Espacial Americana (Nasa), detectou um pulso de raios-X emitido por um buraco negro batizado de V404 Cygni.

O pulso gravitacional dos buracos negros é tão forte que atrai até a luz

O pulso gravitacional dos buracos negros é tão forte que atrai até a luz

Localizado na constelação de Cisne, a oito mil anos-luz da terra, o corpo celeste já tinha “arrotado” antes, mas a última vez tinha sido em 1989.

Raridade
“Esse tipo de erupção é bastante raro. Quando detectamos um, usamos tudo o que temos para monitorar suas emissões, dos sinais de rádio aos raios gama”, explica Neil Gehrels, astrônomo da Nasa.

“No momento, V404 Cygni está mostrando uma variação excepcional nas emissões e oferece uma rara chance de observarmos (o fenômeno)”.

O Swift não é um satélite comum: ele tem a habilidade de girar rapidamente para observar as emissões de raios gama, que normalmente duram menos de um minuto, assim como outras rajadas energéticas, incluindo os raios-X. Emissões deste tipo são brilhantes, mas atingem seu pico de intensidade em apenas alguns dias.

O buraco negro V404 Cygni estava "quieto" desde 1989

O buraco negro V404 Cygni estava “quieto” desde 1989

Ocorrem quando gases são atraídos pela gravidade dos buracos negros – apesar do nome, eles são estrelas contraídas e cujo pulso gravitacional é capaz de atrair até a luz.

Os buracos negros são extremamente difíceis de serem observados e sua localização normalmente é “denunciada” pelo movimento de corpos celestes próximos.

Por isso, a oportunidade apresentada pelo V404 Cygni foi preciosa. Ainda mais porque o buraco negro voltou a “dormir”, segundo a Nasa.