Monthly Archives: novembro 2015

A Probabilidade de vida extraterrestre em 500 bilhões de galáxias

A Probabilidade de vida extraterrestre em 500 bilhões de galáxias

A Probabilidade de vida extraterrestre em 500 bilhões de galáxias

Carl Sagan disse que “afirmações extraordinárias exigem provas extraordinárias.” Em uma exibição impressionante da lógica matemática vs senso comum, David Spiegel, da Universidade de Princeton e Edwin Turner, da Universidade de Tóquio publicaram um artigo em 2012 que transforma a equação de Drake de cabeça para baixo usando o raciocínio Bayesian para mostrar que nao e só porque nós evoluímos na Terra, que significa que a mesma ocorrência poderia necessariamente acontecer em outros lugares; “usando a evidência de nossa própria existência não mostra nada”, dizem eles, “diferente do fato de estarmos aqui.”

As recentes descobertas do telescópio Spacial Kepler de planetas semelhantes à Terra em tamanho e proximidade com seus respectivos sóis provocaram entusiasmo científico e público sobre a possibilidade de também encontrar vida semelhante a da Terra nesses mundos.
Mas os pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram que a expectativa de que a vida – das bactérias aos seres sencientes – tem ou vai se desenvolver em outros planetas como na Terra pode ter sido baseado mais no otimismo do que a evidência científica.

Professor de ciências Astrophysical Turner e principal autor Spiegel analisaram o que se sabe sobre a probabilidade de vida em outros planetas, em um esforço para separar os fatos da mera expectativa de que existe vida fora da Terra. Os pesquisadores usaram uma análise Bayesiana – que pesa o quanto de uma conclusão científica resulta de dados reais e quanto vem dos pressupostos anteriores dos cientistas – para determinar a probabilidade de vida extraterrestre uma vez que a influência desses pressupostos é minimizado.

A ESA LANÇARÁ NESTA QUARTA-FEIRA UMA SONDA PARA PROVAR A TESE DE EINSTEIN

A ESA LANÇARÁ NESTA QUARTA-FEIRA UMA SONDA PARA PROVAR A TESE DE EINSTEIN

A ESA LANÇARÁ NESTA QUARTA-FEIRA UMA SONDA PARA PROVAR A TESE DE EINSTEIN

A ESA LANÇARÁ NESTA QUARTA-FEIRA UMA SONDA PARA PROVAR A TESE DE EINSTEIN

A Agência Espacial Europeia (ESA) lançará nesta quarta-feira, 2 de dezembro, o que considera ser “a missão mais ambiciosa de sua história”: a LISA Pathfinder.

Trata-se de um projeto que pretende demonstrar a existência das ondas gravitacionais, oscilações no tecido do espaço-tempo previstas pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein.

Segundo foi apontado pela ESA, ambos eventos são a expressão mais direta da ação da gravidade de um corpo com massa no Universo, mas ainda mantem-se no terreno teórico. Os diferentes esforços para encontrar evidências de sua existência ainda não tiveram resultados conclusivos.

LISA deveria ser capaz de detectar as ditas evidências, mas antes que possa tornar isso uma realidade, é necessário enviar uma missão de teste que permita saber se o método tecnológico eleito para “caçar” as ondas gravitacionais é o adequado. Essa missão é a LISA Pathfinder, que um foguete Vega lançará no espaço desde o porto espacial de Kourou (Guiana Francesa) às 04:15 GMT.

– Como funciona a LISA Pathfinder –

O satélite é uma versão em miniatura, relativamente falando, do que poderia ser LISA, uma outra missão futura de detecção de ondas gravitacionais. No seu interior inclui dois cubos de uma liga de ouro e platina de 46 milímetros, suspensos cada um em seu próprio recipiente para vácuo e separados por 38 centímetros. Entre eles se encontra um interferômetro em um banco óptico de 20×20 centímetros.

É formado por 22 espelhos e difratores de raios que dirigem dois raios laser através do banco. Um desses raios é refletido em duas massas em queda livre, enquanto o outro somente se move no banco óptico. Através da comparação da distância dos diferentes caminhos de ambos os feixes é possível monitorar com precisão as mudanças na orientação e separação entre as duas massas de prova, explicou a ESA.

LISA Pathfinder será lançada no ponto de Lagrange L1 a 1,5 milhões de quilômetros da Terra, descrevendo uma órbita Lissajous ao seu redor, e durante os nove meses que durará a sua fase operacional se encarregará de demonstrar que é possível monitorar duas massas independentes enquanto estão em queda livre através do espaço, e que estas possam manter-se mais estáveis que a mudança esperada quando atravessam uma onda gravitacional, que seria bastante menor que o tamanho de um átomo.

*Data da publicação: 30/11/2015

Traduzido por: Rafael da Silva Pereira – Editor da Revista ALPHA

FONTES:

https://www.esa.int/Our_Activities/Operations/Flight_teams_prepare_for_LISA_Pathfinder_liftoff

https://www.europapress.es/ciencia/misiones-espaciales/noticia-video-lanza-miercoles-sonda-probar-tesis-einstein-20151130165818.html

*Créditos da imagem: ESA/ATG medialab

(Ilustração da LISA Pathfinder no espaço, uma missão da ESA que visa comprovar a existência de ondas gravitacionais no espaço)

O planeta com ventos mais rápidos que o som (e temperatura de 1.200ºC)

O planeta com ventos mais rápidos que o som (e temperatura de 1.200ºC)

Pesquisadores britânicos descobriram um exoplaneta no qual os ventos sopram a uma velocidade de 8.690 quilômetros por hora, sete vezes acima da velocidade do som, e com temperatura ambiente de 1.200 graus.

O HD 189733b fica a 63 anos-luz da Terra, fora do Sistema Solar, na constelação Vulpecula. Ele foi descoberto em 2005, mas apenas agora os cientistas da Universidade de Warwick conseguiram observar o clima no planeta.

“Esta é o primeiro mapa meteorológico de fora do nosso Sistema Solar. Já sabíamos que havia vento em exoplanetas, mas nunca conseguimos medir e mapear diretamente um sistema meteorológico”, afirmou Tom Louden, do Grupo de Astrofísica da universidade britânica.

Os ventos no HD 189733b são 20 vezes mais velozes dos que os mais rápidos já registrados em nosso planeta.

A medição da velocidade foi feita graças a observações do telescópio Harps, no observatório La Silla, no Chile.

“A velocidade (do vento) no HD 189733b foi medida usando uma espectroscopia de alta resolução de absorção do sódio presente na atmosfera. Como parte da atmosfera do HD 189733b se aproxima e afasta da Terra (por causa da órbita e outros movimentos), o efeito Doppler muda o comprimento de onda deste elemento, o qual permite medir a velocidade”, acrescentou Louden.

O efeito Doppler é a mudança da frequência de uma onda produzida pelo movimento relativo da fonte em relação ao seu observador. Neste caso, o objeto em movimento é o exoplaneta.

“A superfície da estrela (em torno da qual o exoplaneta gira) é mais brilhante no centro do que na borda”, disse Louden.

“E como o planeta se move em frente à estrela, a quantidade relativa de luz que ficava bloqueada em diferentes partes da atmosfera muda.”

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“Pela primeira vez usamos esta informação para medir as velocidades em lados opostos do planeta de forma independente, o que nos deu nosso mapa de velocidades”, acrescentou o cientista.

O clima em outros planetas

Os pesquisadores afirmam que este trabalho pode ajudar a estudar com mais detalhes as correntes de vento em outros planetas parecidos com a Terra e que estão fora do Sistema Solar.

“Estamos muito animados por termos descoberto uma forma de mapear sistemas meteorológicos em planetas distantes. Quando desenvolvermos mais a técnica, conseguiremos estudar o fluxo do vento com mais detalhe e fazer mapas meteorológicos de planetas menores. Esta técnica vai permitir que façamos imagens de sistemas meteorológicos de planetas parecidos com a Terra”, afirmou Peter Wheatley, que também faz parte do Grupo De Astrofísica da Universidade de Warwick.

O HD 189733b pertence a uma categoria de planetas conhecidos como “júpiteres quentes”.

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Eles são chamados assim porque têm uma massa parecida com a de Júpiter e podem percorrer sua órbita em menos de três dias.

No caso do HD 189733b, ele é 10% maior que Júpiter e tem uma temperatura de 1.200 graus.

Devido ao seu tamanho e ao fato de estar relativamente perto de nosso Sistema Solar, ele é um dos exoplanetas mais estudados pelos astrônomos.

 

E se colocássemos objetos comuns no microscópio?

Nasa divulga foto de explosão ‘mais forte desde o Big Bang’

Nasa divulga foto de explosão ‘mais forte desde o Big Bang’

Cientistas da Nasa divulgaram uma foto surpreendente que mostra a “maior explosão desde o Big Bang”. Segundo o Daily Mail, o evento, que aconteceu em 2005, é capaz de provocar a criação de um novo universo.

Nasa divulga foto de explosão 'mais forte desde o Big Bang'

These six images represent the potential for new images and discoveries housed in the Chandra Data Archive. To celebrate October as American Archive Month, these images – which include supernova remnants, pulsars, black holes, and clusters of galaxies – are being released. Each image represents data that are available to both the professional scientific community as well as the general public.

A causa da explosão foi creditada a um enorme buraco negro localizado no aglomerado de galáxias MS 0735.6+7421. Segundo os cientistas, esse “monstro de massa engoliu e devastou” o equivalente a 300 milhões de sóis para produzir tamanha explosão. “Este buraco negro está se alimentando”, afirmou o astrofísico de Harvard, Paul Nulse, em 2005.

Para conseguir ilustrar o poder do fenômeno, foram utilizadas imagens captadas, ao longo dos últimos dez anos, por dois telescópios – o Hubble e o Observatório de raios-X Chandra.
As manchas rosas que aparecem na imagem representam ondas de rádios provocadas pela explosão e que causaram cavidades nos gases quentes (mancha azul) que estão em torno do MS 0735.6+7421.

“Raios-x da Chandra mostram o gás quente, que compreende a maior parte da massa deste enorme objeto. Com os dados da Chandra, furos ou cavidades também podem ser vistos”, afirma o site oficial do observatório. “Estas cavidades foram criadas por uma explosão de um buraco negro supermassivo no centro da aglomeração [de galáxias], que expulsou os enormes jatos detectados nas ondas de rádio (rosa)”.

O aglomerado de galáxias MS 0735.6+7421 está localizado a 2,6 bilhões de anos-luz da Terra.

Maior lua de Marte está em processo de destruição, segundo cientistas da Nasa

Fobos, a maior das duas luas de Marte, está sendo vítima da força da gravidade que a aproxima do “planeta vermelho” em um ritmo de dois metros a cada cem anos, o que fará com que acabe se fragmentando em um período de 30 milhões a 50 milhões de anos.

As longas e superficiais fissuras que podem ser vistas em Fobos são possíveis sinais antecipados de uma falha estrutural que acabará por destruí-la, de acordo com um estudo elaborado por cientistas da Nasa e apresentado nesta terça-feira na Reunião Anual da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana em National Harbor, em Maryland (EUA).

Fobos é a lua que orbita mais perto de Marte – a cerca de 6 mil quilômetros de distância. Além disso, de todas as luas do Sistema Solar, é a que fica mais próxima de um planeta.

“Acreditamos que Fobos já começou a se desintegrar, e o primeiro sinal é a aparição dessas fissuras”, disse em comunicado Terry Hurford, que chefiou o estudo e integra o Centro Goddard de Voo Espacial, da Nasa.

Durante muito tempo, acreditava-se que as fissuras em Fobos tinham sido causadas pelo impacto que originou a cratera de Stickney – uma colisão de tamanha magnitude que quase destruiu o satélite.

Mas os novos modelos realizados por Hurford e sua equipe sustentam a ideia de que as fissuras são mais como “sulcos” que surgem quando Fobos se deforma pela atração gravitacional entre ela e Marte, que são as mesmas entre a Terra e a Lua, que produzem as marés nos oceanos.

Maior lua de Marte está em processo de destruição, segundo cientistas da Nasa

Maior lua de Marte está em processo de destruição, segundo cientistas da Nasa

A explicação de que as falhas de Fobos respondam à força da gravidade exercida por Marte já foi proposta há algumas décadas, quando a nave Viking enviou à Terra imagens do satélite, mas naquele momento pensava-se que sua composição interna tornava impossível que as forças pudessem fraturar um lua sólida desse tamanho.

No entanto, agora acredita-se que o interior de Fobos é uma grande massa de escombros, “que quase não se mantém unida”, e cercada de uma camada de fragmentos de rocha em pó com uma espessura de apenas cem metros.

Por isso, os cientistas consideram que essa composição interna de Fobos se pode deformar facilmente e que a camada externa do satélite se comporta de maneira elástica, mas é suficientemente frágil para se romper.

Os cientistas advertiram que Tritão, um dos satélites de Netuno, pode ter o mesmo destino, pois tem marcas similares na superfície.

Parceria entre observatórios formará telescópio virtual “do tamanho da Terra”

O observatório chileno Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), situado no Deserto do Atacama, anunciou nesta terça-feira que vai se unir a dois telescópios milimétricos localizados na Europa e na América do Norte para formar um único telescópio virtual com tamanho similar ao da Terra e com capacidade para distinguir um objeto de dez centímetros na Lua.

Parceria entre observatórios formará telescópio virtual "do tamanho da Terra"

Parceria entre observatórios formará telescópio virtual “do tamanho da Terra”

Em comunicado, o Alma, considerado uma das maiores plataformas astronômicas do mundo, explicou que o telescópio terá uma altíssima resolução por meio da técnica de interferometria de linha de base muito longa (VLBI, na sigla em inglês).

Além disso, o observatório informou que neste ano foram realizados três testes de VLBI com outros telescópios internacionais, um passo essencial para incluir o Alma no projeto “Event Horizon Telescope”, rede mundial de telescópios que estudará o buraco negro supermassivo situado no centro da Via Láctea.

Para que o observatório pudesse ser parte deste projeto, a capacidade de seus telescópios precisou ser aumentada, potencializando suas 66 antenas para que estas funcionassem ao mesmo tempo como uma só, de superfície de 85 metros de diâmetro, para depois ser parte de um telescópio VLBI muito maior.

O primeiro teste de capacidade para funcionar em VLBI aconteceu em janeiro deste ano, quando um dos telescópios do Alma foi ligado ao telescópio Atacama Pathfinder Experiment, situado a dois quilômetros de distância.

Em outro teste, realizado em março, a distância alcançada foi ainda maior, com a ligação com o radiotelescópio de 30 metros do Institut de Radioastronomie Millimetrique (IRAM), situado em Sierra Nevada, no sul da Espanha.

Os dados obtidos desta última união foram combinados em uma só observação com uma resolução de 34 microssegundos de arco, o que equivale a distinguir um objeto de menos de dez centímetros na Lua visto desde a Terra.

A observação mais recente foi realizada em agosto, quando o Alma foi conectado a seis antenas do Observatório Radioastronômico Nacional dos Estados Unidos, o que formou um telescópio virtual do tamanho da Terra e permitiu a observação do quasar 3C 454.3, um dos objetos mais brilhantes no céu observado em nosso planeta, apesar de estar a uma distância de 7,8 bilhões de anos-luz.