Monthly Archives: janeiro 2016

Sistema Solar tem um 9º planeta, dizem astrônomos; só falta achá-lo

Sistema Solar tem um 9º planeta, dizem astrônomos; só falta achá-lo

Sistema Solar tem um 9º planeta, dizem astrônomos; só falta achá-lo

A afirmação contundente de uma dupla de astrônomos nos Estados Unidos caiu como uma bomba: deve haver um nono planeta nos confins do Sistema Solar.

Ironicamente, a corajosa predição veio do astrônomo que, anos atrás, derrubou o antigo nono planeta. Em 2003, Mike Brown, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) descobriu Éris, um objeto tão grande quanto Plutão.

Três anos depois, a União Astronômica Internacional decidiu que ambos deviam ser reclassificados como planetas anões, deixando o Sistema Solar com oito planetas –até agora. Será que está prestes a ganhar mais um? Além de apresentarem os cálculos que evidenciam a existência do astro, Brown e Konstantin Batygin, também do Caltech, iniciaram a busca pelo misterioso planeta.

Além de vasculhar dados colhidos por sondagens anteriores, eles pretendem fazer novas observações com o telescópio Subaru, no Havaí.

Com seu espelho de 8 metros, ele tem a sensibilidade dos melhores observatórios do mundo e um campo de visão maior do que os seus concorrentes, o que o torna mais adequado para a tarefa de cobrir a imensa região do céu em que o planeta pode estar.

Os pesquisadores estimam que a busca pelas regiões da localização mais provável do astro acabará em cinco anos.

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Em seu artigo publicado ontem no periódico “Astronomical Journal”, Brown e Batygin mostram a órbita que o novo planeta teria de assumir para explicar as estranhas trajetórias encontradas em diversos objetos residentes dos confins do Sistema Solar, além da região de Plutão.

Além de achar uma solução perfeita com a inserção de um novo planeta no sistema, eles calculam que a chance de que esse encaixe fosse um acidente é de 0,007%.
É um jeito científico de dizer que eles têm convicção de que esse planeta desconhecido deve estar lá.

A solução implica que o planeta deve ser grande (com massa estimada em dez vezes a da Terra), o que o colocaria num porte intermediário entre o maior dos rochosos do Sistema Solar (o nosso planeta) e o menor dos gigantes gasosos (Netuno).

Ele nunca avança para as regiões mais internas do sistema planetário. Em sua aproximação máxima do Sol, estaria 200 vezes mais afastado dele do que a Terra –cerca de seis vezes mais afastado que Netuno, o oitavo e último planeta conhecido.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos. Alinhamento de objetos além de Netuno seria 'rastro' trilhado pelo planeta.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos.
Alinhamento de objetos além de Netuno seria ‘rastro’ trilhado pelo planeta.

Rodney Gomes, astrônomo do Observatório Nacional, diz que os modelos sugerem que esse mundo, se estiver lá mesmo, não se formou ali.

O mais provável é que ele tenha se formado numa região mais interna e depois foi ejetado para lá, talvez numa interação com Júpiter. Outra possibilidade é que ele tenha sido roubado de um sistema planetário vizinho.

Agora, antes de saberem de onde ele veio, os astrônomos ainda precisam encontrá-lo. A conferir.

Brasileiro “previu” existência de 9º planeta; busca existe desde o séc. 19

A divulgação na última quarta (20) de que o Sistema Solar pode ter um nono planeta mexeu com comunidade astronômica e com os interessados pelo assunto. O papo, contudo, não é uma novidade como se imagina. O astrônomo brasileiro Rodney Gomes do ON (Observatório Nacional) já havia feito um estudo bem semelhante ao divulgado por Mark Brown e Konstantin Batygin, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em 2012, durante apresentação em reunião da Sociedade Americana de Astronomia.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos. Alinhamento de objetos além de Netuno seria 'rastro' trilhado pelo planeta.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos.
Alinhamento de objetos além de Netuno seria ‘rastro’ trilhado pelo planeta.

Também por meio de cálculos matemáticos e de observação de objetos estranhos no chamado Cinturão de Kuiper (área que se estende desde a órbita de Netuno até um pouco além, na região de Plutão), o brasileiro identificou que a existência de um planeta distante exercendo força gravitacional poderia explicar porque a órbita desses objetos segue um padrão que não seja uma coincidência.

Rodney confirma: de fato, o novo estudo é bastante semelhante ao seu. “De certa maneira ele é semelhante porque eles também observam uma característica diferente desses objetos. É bastante semelhante, mas o trabalho dos dois consegue tirar mais algumas conclusões, dá a órbita. Mas eles se focam em outra direção. Eu me focava apenas na quantidade de certos objetos que foram achados até hoje, eles focam na órbita específica. No meu trabalho, a órbita estava bastante indeterminada, havia evidências de um planeta em uma certa distância e massa”, explicou ao o astrônomo.

O modelo inicialmente apresentado na reunião ganhou mais corpo e virou um artigo científico na respeitada publicação internacional Icarus, voltada para a astronomia, em setembro de 2015. Não à toa, o estudo de Rodney Gomes, assinado em conjunto com Jean Soares e Ramon Brasser, foi citado com certo destaque dentro da pesquisa que rodou o mundo na última quarta e que lançou os telescópios na busca do planeta.

“O acordo entre os cálculos teóricos e os dados são mais do que satisfatórios e são totalmente consistentes com a recente análise de Gomes (2015), que também analisou a população (de objetos) e concluiu que isso poderia ser melhor explicado pela existência de um planeta distante”, diz o estudo dos cientistas, com um link para o estudo do astrônomo nacional.

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

A pesquisa apresentada nesta semana vai um pouco além do que a do brasileiro, mas parte do mesmo princípio que Gomes imaginou por meio de cálculos matemáticos. De fato, o estudo de agora é baseado em menos objetos do que anteriores – apenas seis, que são vitais para a estatística de 0,007% para que tudo seja apenas uma coincidência. Mesmo assim, Rodney, cujo estudo relatava 92 objetos, confia que os dados estejam corretos.

“Não é só exatamente a quantidade de objetos que são usadas para a estatística, mas o que cada objeto indica. Acho que as contas dele estão corretas, embora eu use mais. A única coisa que me pergunto é se existiria outra razão dinâmica deles alinharem. Ele (Brown) descartou objetos porque ele queria objetos que fossem estáveis, então analisou vários que poderiam ser influenciados por esse planeta e descartou porque mudavam a órbita por causa de nossos planetas. Achei um critério razoável. Não sei se tem algum truque. Mas pode ser um pontinho fraco. Eu teria perguntado mais sobre esse critério, deixado mais claro”, opinou Rodney.

Outros estudos

Obviamente, o brasileiro não é o pioneiro na busca por este planeta –  ele apenas observou e constatou que existem mais objetos fazendo uma órbita estranha do que deveriam existir segundo teorias anteriores. De fato, a busca pelo chamado “Planeta X” se estende desde o século 19, quando o astrônomo Percival Lowell percebeu uma suposta perturbação na órbita de Netuno e iniciou uma caça em busca do nono planeta. Construiu um observatório apernas para isso, onde em 1930 Plutão seria achado por Clyde Tombaugh.

A busca teria se acalmado até que a descoberta de Eris (pelo mesmo Mark Brown do estudo desta semana) fez Plutão ser rebaixado para “planeta-anão”. A descoberta e a observação do comportamento de outros objetos no Cinturão de Kuiper (como o candidato à planeta-anão Sedna e outros de nomenclatura alfanumérica, principalmente o VP113, descoberto em 2012) deram início, então, a uma nova caçada que fomentasse as teorias de (ao menos) um outro planeta no nosso Sistema Solar, mas bem mais longe do que os oito já conhecidos.

A própria introdução da pesquisa desta semana cita outros estudos envolvidos. Os cientistas Trujillo e Sheppard já davam indícios em publicação na Nature em março de 2014, a partir do estudo de outro objeto, que “algo interessante” poderia ocorrer mais longe no Universo para que as órbitas elípticas fossem tão coincidentes, prevendo uma perturbação de algum corpo externo.

Outra pesquisa, liderada por Carlos de la Fuente Marcos com ajuda de outros cientistas internacionais e divulgada em publicação da Sociedade Real de Astronomia, abordava o mesmo assunto, mas previa não um, mas pelo menos dois planetas um pouco maiores do que a Terra em um espaço além de Plutão.

Diversos cientistas, como o respeitado italiano Lorenzo Iorio, formularam teorias e criaram artigos que contribuíram como elementos para a pesquisa de Brown e Batygin desta semana. Todas são citadas até os astrônomos explicarem como funciona a sua teoria própria já com a órbita do suposto planeta, que dá mais certeza à pesquisa, mas também levanta muitas outras dúvidas.

Número primo com 22,3 milhões de dígitos quebra recorde matemático

Um matemático da Universidade do Centro do Missouri anunciou nesta quinta-feira (21) ter descoberto um número primo com 22,3 milhões de dígitos, o maior identificado até hoje.

Busca desafia pesquisadores, porque não existe fórmula para gerar primos. Número descoberto é igual 2 elevado à potência de 74.207.281, menos 1.

Número primo com 22,3 milhões de dígitos quebra recorde matemático

Um primo é um número inteiro divisível apenas por ele mesmo e por 1. Encontrar grandes cifras que obedeçam a essa regra é difícil, pois não existe fórmula para gerá-las. Curtis Cooper, o pesquisador autor da descoberta, já era detentor do recorde anterior, um número com 5 milhões de dígitos a menos.

O número descoberto pelo pesquisador é conhecido como um “primo de Mersenne” que é obtido a partir de uma fórmula específica: 2 elevado a uma potência X, menos 1.

Nem todos os números seguindo essa receita são primos, porém, e matemáticos desenvolvem diferentes técnicas para descobrir aqueles que são.

O número em si foi gerado em setembro por uma rede de computadores processando um algoritmo — um conjunto de regras matemáticas –, que armazenava candidatos a números primos. Na época, o número passou despercebido pelo grupo de Cooper, mas usando um programa para peneirar os melhores candidatos, Cooper identificou o novo primo nesta semana.

“Isso significa que eu tive muita sorte”, afirmou o cientista, em comunicado distribuído pela universidade.

Cooper é um dos pesquisadores envolvidos no Gimps (Great Internet Mersenne Prime Search), uma colaboração internacional para encontrar números primos, que o premiou com US$ 3.000 pela descoberta. A organização oferece US$ 150 mil para quem descobrir o primeiro primo com mais de 100 milhões de dígitos.

Números primos são importantes para uso em criptografia — codificação de mensagens para manutenção de sigilo –, mas o número criado por Cooper na verdade é grande demais para esse propósito. Sua importância é no campo da ciência básica, já que estudo na área ajudam na busca de entender melhor como esses números são gerados.

Gerar o número descoberto por Cooper não é complicado. Eleve 2 à potência de 74.207.281 e subtraia 1.

Calma! Existência de nono planeta pode demorar anos para ser comprovada

O anúncio de evidências fortes da existência de um novo planeta no Sistema Solarmexeu com os amantes da astronomia (e até com quem só lembra da “morte” de Plutão). Mas antes de mandar um beijinho no ombro para o planeta-anão, que foi rebaixado em 2006, é preciso ter cautela.

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

A busca pelo chamado planeta X existe há anos e agora encontrou-se uma evidência mais aceitável, mas ainda estamos longe de comprovar sua existência. Como explica o coordenador do Observatório da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Cássio Leandro Barbosa, os cientistas indicaram os “melhores indícios [da existência do planeta] até agora, mas não dá para dizer [que é um novo planeta], isso está longe”.

Pesquisadores  do Instituto de Tecnologia da Califórnia criaram uma explicação para as órbitas alinhadas de seis astros que ficam no cinturão de Kuiper: um planeta que não conhecemos. Pelas contas, a existência de um planeta que demoraria 15 mil anos para girar em torno do Sol, e teria sua órbita oposta a dos oito planetas do Sistema Solar, seria a resposta. Veja abaixo o que o astrônomo explicou:

 – Podemos dizer que há um novo planeta com certeza ou o estudo indica apenas uma evidência?

Cássio Leandro Barbosa – São indícios. Os melhores indícios até agora. Mas não dá para dizer [que é um novo planeta], [isso] está longe.

UOL – Já houve outros estudos, que eram chamados de controversos, e apontavam para a possibilidade desse planeta. O que mudou das dúvidas anteriores para agora?

Cássio – A sacada do Konstantin Batygin e do Mike Brown é que eles analisaram a órbita de vários desses objetos do cinturão de Kuiper que vão lá para o fundo do Sistema Solar, mas passam pela órbita de Netuno. E sacaram que essas órbitas eram muito parecidas e não seria obra do acaso elas estarem alinhadas. O que eles fizeram foi inventar um planeta hipotético e várias órbitas, com várias massas. De repente, ele achou uma órbita na qual os cálculos matemáticos mostravam que a perturbação do planeta conseguia alinhar as órbitas dos objetos.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos. Alinhamento de objetos além de Netuno seria 'rastro' trilhado pelo planeta.


Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos.
Alinhamento de objetos além de Netuno seria ‘rastro’ trilhado pelo planeta.

 – Como nunca vimos o planeta? 

Cássio – O planeta estaria muito afastado, teria um brilho muito pequeno, e se mexeria muito pouco (relativamente). Podemos até estar vendo ele, mas como não se mexe, você acha que ele não é um planeta, é uma estrela. Aí teria que voltar um mês [nas observações]. Esse tempo entre uma observação e outra pode levar meses, anos.

 – O estudo foi baseado em seis objetos que fazem uma órbita considerada estranha. Não podem ter outros objetos na região que mudariam essas estatísticas?

Cássio – Eu li uma crítica exatamente disso, de outro astrônomo que não estava envolvido. O estudo tem um nível de confiança estatístico de 3 sigmas, o mínimo para dizer que isso é confiável. Alguns só aceitam 5 sigmas. Ele só consegue esses 3 quando pensa nesses seis objetos. E existem outros? Sim, mas ele descartou na análise para conseguir esse nível de confiança.

– Ele faz uma órbita possivelmente bem diferente do Sistema Solar conhecido. É possível ter outros planetas nesta mesma órbita ou em outras semelhantes ainda desconhecidas? Um 10º. 11º…

Cássio – Ai é o ponto que a gente está. Se aconteceu mesmo de esse planeta ter sido formado no nosso sistema e ser puxado para fora, será que não aconteceu com mais outros? É um ponto bem nebuloso para se dizer. Eu acho bem improvável, nesses puxões é mais fácil ir embora [do sistema], como cometas.

 – Dessa possibilidade de planeta até a real descoberta, quanto tempo pode passar? 

Cássio – A revista Science deu um chute de cinco anos, mas é imprevisível. Agora, todo mundo vai procurar e isso vai facilitar. Acho que essa escala de cinco anos é bem flexível, pode ser até menos. Em cinco anos, o primeiro dos super-telescópios vai ser inaugurado no Chile. Se nenhum outro achar até lá, com esse vai ser mais fácil. O planeta está muito longe, um ponto de luz bem fraco. E como ele não se mexe ao longo de vários meses, não tem como chamar a atenção. Ele já deve ter sido observado, mas como não se mexeu, foi descartado.

 – Quem nomeia o novo planeta? 

C.L.B – Quem descobre é que tem a primazia de dar o nome. Aí vai ser o cara que previu a órbita e o que descobriu, vão ter que entrar em acordo.

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

O mundo da astronomia entrou em parafuso na última quarta (20) com as evidências mais fortes até hoje de que existe um nono planeta orbitando o mesmo Sol que nós, pequenos terráqueos (lembre-se: desde 2006, Plutão, nosso “ex-nono planeta”, é considerado apenas um planeta-anão). Mas o que será feito a partir de agora? Você pode ajudar na caçada ao suposto corpo celeste?

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Partiu telescópio

Os indícios do novo corpo celeste foram revelados por um dos mais respeitados astrônomos do mundo, Mark Brown — sim, o mesmo que derrubou Plutão à condição de “anão”. Isso pode gerar uma corrida a telescópios por uma razão principal: a suposta órbita já foi divulgada, o que facilita bastante a “caçada”. E, como disse o astrônomo Cássio Leandro Barbosa, do Observatório da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), descobrir um planeta daria muito “prestígio” para o pesquisador e o observatório.

“E eu?”

Você que adora observar o céu pode até sonhar em descobrir o planeta, mas a chance de conseguir é perto de nula. A distância do objeto para Terra — e para o Sol — é tamanha que a luminosidade do corpo celeste é muito fraca. Além disso, o movimento dele é, em comparação com os planetas mais próximos, bastante lento — leva entre 10 mil e 20 mil anos terrestres para dar uma volta no Sol, enquanto Netuno (repetindo: o mais distante até agora) completa o ciclo “apenas” em 164 anos terrestres. Sendo assim, poucos telescópios têm a capacidade de rastrear o planeta — é bem possível até que, se realmente ele existir, já tenha sido visto, mas descartado.

No vídeo da pesquisa, Mark Brown convida o mundo inteiro a buscar o objeto — contudo, esse convite é mais para observar outros objetos que sejam influenciados pelo planeta, já que ele em si só pode ser observado exclusivamente pelos equipamentos gigantes. É possível ainda aproveitar telescópios que ficam inutilizados por períodos de tempo (como o de pesquisas que só durem entre faixas horárias específicas) para ajudar na “caça”.

Passadinha em Atacama

Na opinião do astrônomo Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos, apenas os telescópios gigantes (a partir de 8 metros de diâmetro) seriam capazes de rastrear o objeto. Em especial, o Subaru, que está situado no Havaí e é controlado pelo Japão. Ou algum do Alma (Atacama Large Millimeter Array), situado no deserto do Atacama, no Chile. Mesmo estas grandes máquinas têm problemas: o campo de visão do céu delas é muito pequeno.

Os pesquisadores, contudo, têm que elaborar um projeto para ter a autorização para utilizar o telescópio — especificando o período do uso, qual região vai observar, etc. Em meio a isso, concorrerão com outros astrônomos não menos importantes que também vão querer utilizar o objeto com outros fins.

Se a sorte não ajudar, os cientistas acreditam que o mistério poderá ser resolvido quando o maior telescópio do mundo terminar de ser construído, no Chile — a inauguração está prevista para 2021. “Ele fará uma imagem profunda do céu por semana. Ao invés de esperar anos para varrer a área inteira, ele faz isso em semanas”, diz Rojas.

É um planeta? É uma estrela? É o super-homem?

As equipes e observatórios envolvidos na busca pelo novo planeta terão que criar um programa de computador que rastreie toda a órbita sugerida pelo estudo divulgado na última quarta. A varredura pode, obviamente, levar anos até algo ser encontrado. Os pesquisadores rastrearão toda a área e verificarão pontos luminosos, tirando fotos. Depois de algumas semanas (ou meses), farão imagens do mesmo local e verificarão qual foi o movimento dos corpos celestes. É a maneira clássica da astronomia: você observa uma mesma região do céu e vê o movimento de astros. Aí é onde a sorte entra: podem achar rapidamente, ou não.

A grande questão para quem não está na área da astronomia é: como uma pessoa sabe que aquela luzinha lá longe é um planeta? Isso tem a ver com alguns fatores, como a movimentação. “Estrela não vai ter esse deslocamento tão grande e também é possível verificar pela característica da órbita. Já sabem o deslocamento dele, não dá para confundir com uma estrela. Dá para confundir com outros objetos, mas já sabem para onde apontar”, explica Rojas.

Pronto, é um planeta. Podemos mudar os livros de escola?

Não. Não basta apenas um observador encontrar o planeta: é necessária, segundo Gustavo Rojas, a confirmação de fontes independentes. Enquanto outra pessoa não achar o novo planeta, nada feito.

E o nome dele, quem dá?

A honra é dada para quem descobre, de acordo com Cássio Leandro Barbosa. Se o próprio Mark Brown achar o corpo celeste, maravilha: ele pode dar a nomenclatura da mãe, do cachorro, do time de futebol, o que quiser. Agora, se outra pessoa encontrar o objeto, ambos terão que entrar em acordo para definir como ele vai ser chamado.

 

 

Astrônomo que ‘matou’ Plutão vê sinal de novo planeta no Sistema Solar

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos.
Alinhamento de objetos além de Netuno seria ‘rastro’ trilhado pelo planeta.

Desde o rebaixamento de Plutão, o Sistema Solar passara a ter não mais nove, mas oito planetas. No entanto, a suposta existência de um novo planeta gigante pode fazer com que o número de planetas volte a ser o que se pensava.

Em um estudo publicado no periódico Astronomical Journal , cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês) dizem terem encontrado “evidências sólidas” de um nono planeta, com órbita estranhamente alongada para este tipo de corpo celeste, na periferia do Sistema Solar.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos. Alinhamento de objetos além de Netuno seria 'rastro' trilhado pelo planeta.


Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos.
Alinhamento de objetos além de Netuno seria ‘rastro’ trilhado pelo planeta.

Apelidado de “Planeta Nove”, o suposto novo corpo celeste ainda não foi visto, ou seja, então não é possível ter certeza de sua existência.

Mas as pesquisas indicam que ele tem uma massa dez vezes superior à da Terra e orbita o Sol a uma distância média 20 vezes superior à de Netuno, que fica localizado, em média, a 4,48 bilhões de quilômetros do Sol e é considerado atualmente o mais longínquo do Sistema Solar.

Quanto à distância média da Terra em relação ao Sol, a distância do novo planeta seria 597 superior. Por isso, esse aparente novo planeta levaria entre 10 mil e 20 mil anos terrestres para realizar uma única órbita completa em torno do Sol.

Os pesquisadores Konstantin Batygin e Mike Brown se depararam com as primeiras pistas do “Planeta Nove” em 2014 e, desde então, usaram modelos matemáticos e simulações de computadores para chegar às conclusões de sua pesquisa. No entanto, ainda não conseguiram observá-lo diretamente.

“Só dois planetas foram descobertos desde os tempos antigos. Este seria o terceiro”, disse Brown, em comunicado da Caltech. “É uma porção significativa de nosso Sistema Solar que ainda precisa ser descoberta. É muito empolgante.”

Domínio gravitacional

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos. Alinhamento de objetos além de Netuno seria 'rastro' trilhado pelo planeta.

Astrônomo que ‘matou’ Plutão vê sinal de novo planeta no Sistema Solar

O cientista ressalta que o novo planeta tem 5 mil vezes a massa de Plutão e, por isso, seria suficientemente grande para que sua classificação como planeta seja indiscutível.

Plutão deixou de ser considerado um planeta em 2006. Isso porque o próprio Brown descobriu o planeta anão Eris no ano anterior. Eris tem as mesmas características de Plutão, mas possui uma massa maior.

Um comissão foi então criada pela União Astronômica Internacional (UAI) para reavaliar a definição de planetas. A UAI precisou decidir se aceitaria Eris e outros pequenos mundos, como Ceres, como planetas ou se excluiria Plutão. Optou-se pela segunda alternativa.

Diferentemente de outros corpos celestes considerados planeta anão, o “Planeta Nove” domina gravitacionalmente sua vizinhança do Sistema Solar – ou seja, segundo as pesquisas da Caltech, sua órbita não é influenciada diretamente por outros planetas, como é o caso de Plutão, por exemplo.

Na verdade, esse domínio alcançaria uma região maior do que qualquer outro planeta conhecido. Por isso, Brown afirma que ele seria o planeta do Sistema Solar que mais atende às características que definem esse tipo de corpo celeste.

Segundo os autores do estudo, a existência do “Planeta Nove” ajudaria a explicar uma série de fenômenos misteriosos que ocorrem com um conjunto de objetos congelados e destroços localizados além de Netuno, conhecido como Cinturão de Kuiper.

“A princípio, estávamos céticos de que este planeta poderia existir, mas continuamos a investigar sua órbita e o que isso significaria para a periferia do Sistema Solar e ficamos cada vez mais convencidos de que ele existe”, diz Batygin, coautor do estudo.

“Pela primeira vez em mais de 150 anos, há evidências sólidas de que o censo planetário do Sistema Solar está incompleto.”

Origem

Cientistas acreditam há tempos que o Sistema Solar começou com quatro núcleos planetários que captaram todo o gás que havia em torno deles e, assim, formaram os quatro planetas gasosos – Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Ao longo do tempo, colisões e emissões os moldaram e os levaram até a posição em que eles se encontram hoje. “Mas não há por que não pensarmos que houve cinco núcleos em vez de quatro”, diz Brown.

O “Planeta Nove” poderia ser esse quinto núcleo e, ao se aproximar demais de Júpiter ou Saturno, ter sido ejetado para sua órbita distante e excêntrica.

Agora, os cientistas continuarão a aprimorar suas simulações e a estudar o “Planeta Nove” e sua influência na periferia do Sistema Solar. Também já começaram a buscar por sinais dele no céu, já que apenas sua órbita é conhecida, mas não sua localização exata.

“Adoraria encontrá-lo”, diz Brown. “Mas também ficaria feliz se outra pessoa o encontrasse. É por isso que estamos publicando este estudo. Esperamos que pessoas se inspirem e comecem a buscá-lo.”

Mimas e Titã saturno

Grande e pequeno obscuro…
A Sonda Cassini da Nasa capta um “evento” Mútuo entre titan e mimas na frente de um cenário de anéis do planeta Saturno.
Esta imagem foi tirada pouco antes da maior lua de Saturno passar na frente do recorte e a pequena lua mimas, como foi vista da nave.

Mimas e Titã saturno

Mimas e Titã saturno

Mutual acontecimento como este, em que uma lua passa perto ou na frente do outro, ajudam os cientistas a refinar a sua compreensão das órbitas das luas de Saturno.
Terreno iluminado visto em Titã (5.150 quilômetros, ou 3.200 milhas de diâmetro) é na área entre o hemisfério de trás e do lado anti-Saturno da lua.
Por Mimas (396 quilômetros, ou 246 milhas de diâmetro), o terreno é iluminado em Saturno virada bendita vista da lua olha para o lado iluminado dos anéis de apenas acima do plano do anel. Parte dos anéis estão na sombra de vista Saturn.The foi obtida a uma distância de aproximadamente 1,1 milhões de quilômetros (684.000 milhas) da Titan e 2,5 milhões de quilômetros (1,6 milhão milhas) de Mimas.
A imagem foi obtida em luz visível com a câmera de ângulo estreito sonda Cassini em 27 de novembro de 2009. Escala em Titã é de 7 km (4 milhas) por pixel. Escala em Mimas é de 15 km (9 milhas) por pixel. Versão completa resolução aqui: https://photojournal.jpl.nasa.gov/tiff/PIA12551.tif
Image Credit: NASA/JPL/Space Science Institute
Instituto de Ciência Espacial da NASA JPL

Astrônomos detectam explosão colossal de estrela supernova

Astrônomos dizem ter observado o que poderia ser a supernova mais poderosa da história.

A explosão estelar foi flagrada pela primeira vez em junho do ano passado mas permanece irradiando energia.

Astrônomos detectam explosão colossal de estrela supernova

Astrônomos detectam explosão colossal de estrela supernova

Em seu auge, o fenômeno foi 200 vezes mais poderoso do que uma supernova comum, ou 570 bilhões de vezes mais brilhante do que a luz do sol.

 

 

Cientistas acreditam que a explosão e a atividade atual da estrela foram impulsionadas por um corpo celeste ultracompacto e supermassivo conhecido como magnetar ─ uma estrela de nêutrons com forte campo magnético.

O magnetar, resultado da supernova, costuma girar a uma alta velocidade, em torno de mil vezes por segundo.

Mas, de acordo com os astrônomos, o corpo celeste vem desacelerando e, na medida em que isso acontece, despeja essa energia rotacional em um envoltório de gás que libera poeira estelar.

Detalhes do fenômeno foram registrados na última edição da revista científicaScience.

Supernova pode ter atingido de 50 a 100 vezes massa do Sol, acreditam cientistas

Supernova pode ter atingido de 50 a 100 vezes massa do Sol, acreditam cientistas

A supernova superiluminada, como é denominada, foi flagrada a 3,8 bilhões de anos-luz da Terra pela All Sky Automated Survey for SuperNovae (ASAS-SN), projeto polonês que faz monitoramento fotométrico de cerca de 20 milhões de estrelas.

O telescópio usa uma série de longas lentes Nikon em Cerro Tololo, no Chile, para varrer o céu à procura de pontos brilhantes súbitos.

Observações posteriores por instalações maiores são então usadas para investigar os corpos celestes com mais detalhes.

A intenção da ASAS-SN é colher melhores estatísticas sobre diferentes tipos de supernovas e onde elas estão ocorrendo no universo.

teoria quântica da gravidade

A teoria quântica da gravidade

A teoria quântica da gravidade

A jornada épica para uma teoria quântica da gravidade
Não e possivek ainda descrever o que aconteceu no big bang.
A Teoria Quântica e a teoria da relatividade falham neste quase infinitamente denso e quente estado primitivo do universo.

Talvez através de uma rede, a teoria da gravidade quântica que une estes dois pilares fundamentais da física poderia fornecer uma visão sobre a forma como o universo começou. Einstein e seus sucessores, tem procurado por isto durante quase cem anos.
O espaço é formada por minúsculas células elementar ou “átomos do espaço” em algumas teorias modernas da gravidade quântica tentando unificar a relatividade geral e mecânica quântica. Gravidade quântica deve tornar possível descrever a evolução do universo a partir do big bang para hoje dentro de uma única teoria.
Nosso mundo é governado por quatro forças fundamentais: a força massiva de objetos, a interação eletromagnética entre cargas elétricas, a interação nuclear forte segurando os núcleos juntos e a força nuclear fraca causando decaimento. Os físicos quânticos têm teorias para os últimos três deles que permitam muito cálculos precisos de fenômenos sobre o menor, escalas subatômicas.
No entanto, a gravidade não se encaixa neste regime. Apesar de décadas de pesquisa, não há geralmente aceitação sobre a teoria quântica da gravidade, que é necessária para melhor compreender os aspectos fundamentais do nosso universo.
Em o q & a abaixo, física de partículas e astrofísica professor lance dixon da Universidade de Stanford e o departamento de energia é slac National Accelerator Laboratory (imagem abaixo) explica uma abordagem para desenvolver esta teoria, chamada gravidade quântica.

Canto da Via Láctea seria a melhor aposta para buscar vida fora da Terra

Aglomerados antigos e repletos de estrelas encontrados em um canto da Via Láctea são uma boa aposta na busca por vida extraterrestre inteligente (Seti, na sigla em inglês), de acordo com uma pesquisa apresentada no encontro da Sociedade de Astronomia americana.

Aglomerados antigos e repletos de estrelas encontrados em um canto da Via Láctea são uma boa aposta na busca por vida extraterrestre inteligente (Seti, na sigla em inglês), de acordo com uma pesquisa apresentada no encontro da Sociedade de Astronomia americana.

Aglomerados antigos e repletos de estrelas encontrados em um canto da Via Láctea são uma boa aposta na busca por vida extraterrestre inteligente (Seti, na sigla em inglês), de acordo com uma pesquisa apresentada no encontro da Sociedade de Astronomia americana.

Devido à abundância de estrelas, esses “aglomerados globulares” sempre foram um dos queridinhos do campo.

Mas tentativas recentes de esmiuçar o espaço em busca de planetas orbitando estrelas não tiveram sucesso em aglomerados globulares.

Agora, porém, dois astrônomos dizem que há bons motivos para continuar a busca.

Rosanne Di Stefano, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, e Alak Ray, do Instituto de Pesquisa Fundamental, na Índia, descreveram o que chamaram de “oportunidade do aglomerado globular”.

Com uma idade média de 10 bilhões de anos (muito superior à do Sol, com 4 bilhões), aglomerados globulares não têm muitas estrelas jovens, ricas em elementos metálicos necessários para fazer planetas.

Mas durante participação no 227º encontro da Sociedade de Astronomia americana, Di Stefano disse que pesquisas recentes haviam descoberto exoplanetas (planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol) – especialmente os pequenos e rochosos, parecidos à Terra – em torno de estrelas muito menos ricas em metal que nosso Sol.

E se isso aconteceu uma vez…

“Quando as pesquisas sobre vida alienígena começaram, nos anos 1950 e 1960, ainda nem sabíamos se havia exoplanetas” disse ela.

“Agora podemos usar a informação que reunimos de outras descobertas de planetas – e há mais de 2 mil planetas conhecidos hoje – para perguntar se é provável que eles estejam em aglomerados globulares.”

Di Stefano usou o exemplo do PSR B1620-26 b, às vezes chamada de “Methuselah”. É o único exoplaneta identificado até o momento que orbita uma estrela – ou, no caso, duas – em um aglomerado globular.

“Acho que a maior parte de nós diria que a descoberta desse planeta indica que deve haver outros planetas naquele aglomerado”, disse.

Além disso, Di Stefano e Ray identificaram um “ponto ideal” nas dimensões de aglomerados globulares.

Como a maioria das estrelas são velhas, anãs vermelhas e frias, qualquer planeta habitável teria que orbitar muito perto delas para manter água líquida.

Se manter molhado, porém, não é o único desafio para um planeta em que a vida seja viável em um aglomerado globular. Uma bola com um milhão de estrelas a apenas 100 anos-luz de distância é um forte tumulto de forças gravitacionais que poderiam desintegrar o Sistema Solar.

Mas há uma região nesses aglomerados, segundo Di Stefano, onde as estrelas não estão tão grudadas a ponto de planetas rochosos e pequenos serem arrancados de suas estrelas – mas que, apesar disso, as estrelas estão perto o suficiente para que uma civilização alienígena possa conseguir ir de uma estrela para outra.

Especulação divertida

“Nessa grande região (…) sistemas planetários podem sobreviver, e ela ainda é densa o suficiente para facilitar viagens interestelares.”

Ela acrescentou que esses planetas – se eles existirem – podem durar até mais do que a idade atual do Universo, deixando tempo suficiente para que florescessem vida inteligente e uma ambição interestelar.

Outros pesquisadores na conferência concordaram que essas são observações interessantes, mesmo se a noção de civilizações antigas saltando de estrela em estrela tenha sido, obviamente, uma especulação provocativa.

“(A tese) se sustenta”, disse Jessie Christiansen, do Instituto Científico de Exoplanetas da Nasa, na Universidade Caltech. “É muito especulativa, mas eu gosto da ideia de que como aglomerados globulares são antigos, eles tiveram mais tempo.”

“Formas de vida simples e unicelulares podem se desenvolver rápido, mas formas de vida complexas – isso para não falar de vida inteligente – parece levar muito tempo”, acrescentou, citando a história natural da Terra como um exemplo limitado. “Então talvez sejam necessários dezenas de bilhões de anos.”

Alan Penny, astrônomo da Universidade de St Andrews, na Escócia, e coordenador da rede de pesquisas sobre vida inteligente alienígena do Reino Unido, disse acreditar que a pesquisa “dá esperanças sobre os aglomerados globulares, na busca por alvos onde procurar”.

Mas eles continuam sendo alvos muito difíceis, acrescenta.

“Eles ainda estão muito, muito longe. O aglomerado globular mais próximo está a milhares de anos-luz.”