Monthly Archives: outubro 2016

Conheça um pouco mais sobre a vida do cientista Stephen Hawking

9 - Alerta em relação a alienígenas Stephen Hawking voltou a fazer recentemente uma declaração contundente sobre a possibilidade de vida inteligente em outros planetas.  Hawking chamou a atenção da humanidade para a possibilidade de contatos com civilizações extraterrestres. Conforme o pesquisador, a humanidade deve ficar focada na busca de vida extraterrestre para ganhar tempo no sentido de desenvolver sistemas de defesa da Terra e seus habitantes.

Conheça um pouco mais sobre a vida do cientista Stephen Hawking

O astrofísico britânico Stephen Hawking, de 74 anos, sempre é alvo de holofotes quando marca presença em eventos. Destaque na mídia internacional em razão de suas contundentes teorias, opiniões e expectativas, Hawking não é apenas um dos físicos mais geniais de todos os tempos, mas uma pessoa admirada pela sua inteligência e ainda por muitos estudos singulares na área da Ciência.

Stephen William Hawking nasceu saudável em Oxford, na Inglaterra, em 9 de janeiro de 1942 – no exato aniversário de 300 anos da morte de Galileu Galilei. O pai era médico, a mãe formada em filosofia, e o pequeno Stephen era o caçula de quatro irmãos.

A doença
Quando tinha apenas 21 anos, ele foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. A doença foi, paulatinamente, paralisando seus músculos de modo que, depois de quase 50 anos de diagnóstico, ele já não tem domínio sobre o próprio corpo.Apesar do grave problema de saúde, Hawking nunca deixou de estudar, é doutor em Física, casou-se, tem três filhos e um neto e já recebeu diversos prêmios na área científica, além de ser referência quando o assunto é Física e Cosmologia.

Conheça um pouco mais sobre a vida do cientista Stephen Hawking

Livro/30 idiomas e 10 milhões de exemplares vendidos

Em 1988, veio o grande momento de sua carreira. O físico publicou Uma Breve História do Tempo, livro que fala sobre a origem do Universo. Apesar do tema complexo, Hawking tentou escrever em linguagem simples, para leigos. Deu certo: o livro se tornou um sucesso gigantesco, vendeu 10 milhões de cópias e foi traduzido em mais de 30 idiomas. E Stephen Hawking virou o cientista mais famoso do mundo.

10 curiosidades a respeito desse grande cientista britânico

1 – Com nove anos, pior aluno da turma
Parece contraditório dizer que uma das pessoas mais inteligentes de todos os tempos era um estudante preguiçoso, mas é verdade. Quando tinha 9 anos, ele foi considerado o pior aluno da turma.  Apesar disso, sempre demonstrou interesse pelas coisas, fundamentalmente em descobrir como elas funcionavam de fato.

2 – Remo em Oxford
Antes de ter sua doença diagnosticada, Hawking integrou uma equipe de remo em Oxford, o que acabou de vez com a impopularidade do estudante quietinho de Física. O lado ruim é que, uma vez popular, seus hábitos de estudo começaram a diminuir, já que ele treinava seis tardes por semana.

3 – Teoria do Universo Ilimitado
Uma de suas mais importantes conclusões científicas está relacionada à teoria de que o Universo é ilimitado. Para explicar isso, Hawking usa como exemplo a própria Terra que, se imaginada em sua forma, não apresenta um começo ou um fim – é tudo uma coisa só. A única diferença é que o nosso planeta é tridimensional, enquanto o Universo se apresenta em 4D.Outra teoria a respeito do Universo sem limites é a que relaciona tempo e espaço. Nesse caso, podemos fazer a mesma comparação com a Terra, mas pensando agora em tempo. Einstein já mostrou que tempo e espaço são relativos, mas alguns físicos já conseguiram provar que o Universo está em expansão, o que pode afetar o tempo como um todo. Intrigante?

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4 – Ganhou vários prêmios

Conheça um pouco mais sobre a vida do cientista Stephen Hawking

No ano de 1974, Hawking passou ser membro da Academia Real de Ciência, criada em 1660. Um ano depois, recebeu das mãos do papa uma medalha de ouro em homenagem aos seus estudos científicos. Além disso, foi o ganhador do Prêmio Albert Einstein.Seu sucesso como pesquisador lhe rendeu um cargo de professor de Matemática na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, posição que ele ocupou por 30 anos. Em 1980 ele foi nomeado comandante do Império Britânico, cargo que é apenas um nível abaixo da condecoração de cavaleiro. Em 2009, recebeu das mãos do presidente Barack Obama uma medalha de liberdade, a mais alta honraria civil concedida pelos EUA. Muitas pessoas acreditam que ele ainda vai ganhar um Nobel.

5 – Autor de livros infantis
Essa é uma das atividades mais surpreendentes do astrofísico britânico. Poucas pessoas sabem, mas Hawking, com a ajuda de sua filha Lucy, colaboraram com a escrita do livro infantil “George’s Secret Key to the Universe” que, em uma tradução livre, seria “A chave secreta de George para o Universo”. O livro propõe explicar às crianças alguns conceitos importantes da Ciência e, nesse sentido, nenhuma ajuda poderia ser melhor do que a de Hawking.

6 – Acredita ser possível a existência de alienígenas
Não é de se surpreender que, depois de todo o seu estudo a respeito do Universo, Hawking seja frequentemente indagado a respeito de vida extraterrestre, e foi durante o aniversário de 50 anos da NASA, em 2008, que ele declarou acreditar na possibilidade de vida em outros planetas além da Terra.

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7 – Experimentou a gravidade zero

Em 2007, Hawking experimentou os efeitos da gravidade zero e, pela primeira vez em décadas, conseguiu sair por alguns instantes de sua cadeira de rodas e até mesmo praticar alguns exercícios. 9 - Alerta em relação a alienígenas Stephen Hawking voltou a fazer recentemente uma declaração contundente sobre a possibilidade de vida inteligente em outros planetas.  Hawking chamou a atenção da humanidade para a possibilidade de contatos com civilizações extraterrestres. Conforme o pesquisador, a humanidade deve ficar focada na busca de vida extraterrestre para ganhar tempo no sentido de desenvolver sistemas de defesa da Terra e seus habitantes. Sua vontade de experimentar esse tipo de efeito ia além da óbvia paixão pelo Universo: ele queria incentivar o aumento de viagens espaciais, bem como a sua acessibilidade. Segundo ele, é importante que os homens possam logo viajar de um planeta para outro, pois no futuro isso pode garantir a sobrevivência da Terra.

8 – Parceria para encontrar vida extraterrestre inteligente
O astrofísico britânico Stephen Hawking e o empresário russo Yuri Milner firmaram, em meados de 2015, parceria para realizar projeto de 10 anos,com custo de 100 milhões de dólares, para encontrar vida inteligente extraterrestre.O cientista e o investidor explicaram que o projeto, batizado de “Breakthrough Listen” (clique aqui e veja vídeo), envolve a construção de dois radiotelescópios, um na Austrália e outro nos EUA, para analisar dados vindos do espaço. Além disso, Hawking e Milner oferecerão um prêmio de US$ 1 milhão para quem conseguir encontrar provas de vida inteligente fora da Terra. “Não há pergunta maior. É hora de se comprometer a encontrar a resposta para a busca da vida além da Terra. Nós somos vida, nós somos inteligentes, nós temos que saber”, disse.

9 – Alerta em relação a alienígenas
Stephen Hawking voltou a fazer recentemente uma declaração contundente sobre a possibilidade de vida inteligente em outros planetas. Hawking chamou a atenção da humanidade para a possibilidade de contatos com civilizações extraterrestres. Conforme o pesquisador, a humanidade deve ficar focada na busca de vida extraterrestre para ganhar tempo no sentido de desenvolver sistemas de defesa da Terra e seus habitantes.

Para o físico inglês Stephen Hawking, ‘os dias da Terra estão contados’

O renomado físico britânico Stephen Hawking – uma das mentes mais desenvolvidas do mundo – reafirmou na quinta-feira (7) ver com pessimismo o futuro da espécie e pontuou que a humanidade só tem uma alternativa para sobreviver: deixar a Terra e ir para o espaço em busca de outros planetas habitáveis.

Para o físico inglês Stephen Hawking, 'os dias da Terra estão contados'

Para o físico inglês Stephen Hawking, ‘os dias da Terra estão contados’

“Não creio que vivamos mais mil anos sem ter que deixar este planeta”, afirmou o cientista inglês em uma conferência realizada em Tenerife, Espanha, de acordo com informações do periódico El Mundo. Hawking relatou ao jornal espanhol que hoje há vários experimentos pendentes que poderiam levar a humanidade para outros planetas, como a cartografia da posição de bilhões de galáxias ou o uso de supercomputadores para entender melhor a posição da Terra.

EXPLORAÇÃO DO ESPAÇO – “O futuro é um mistério”, diz ele, “mas a sobrevivência dos seres humanos envolve, imprescindivelmente, a exploração do espaço”, acrescenta.”Nossa imagem do universo mudou drasticamente nos últimos 50 anos e estou feliz por ter dado uma pequena contribuição”, pontuou Hawking. “Nós, humanos, não somos mais que coleções de partículas que, no entanto, estão perto de compreender as leis que nos governam, e isso é um grande triunfo”, enfatizou Hawking, que sofre de esclerose lateral amiotrófica.

“CADA DIA É UMA RECOMPENSA” – Ele garantiu que sua doença lhe ajudou a ver que “cada novo dia era uma recompensa”, e finalizou a palestra com alguns “conselhos providenciais” para a plateia.”Lembre-se de olhar para as estrelas e não para seus pés. Pergunte a si mesmo o que é que faz o universo existir. Seja curioso. E por mais difícil que a vida possa parecer, sempre há algo em que se pode ter sucesso. O importante não é nunca se render”, completou o físico europeu.

Hawking adverte a humanidade contra possível ameaça alienígena

O astrofísico britânico Stephen Hawking voltou a fazer nesta semana uma declaração contundente sobre a possibilidade de vida inteligente em outros planetas. Hawking chamou a atenção da humanidade para a possibilidade de contatos com civilizações extraterrestres.

Stephen Hawking mira em análise de 234 estrelas para localizar alienígenas

Hawking adverte a humanidade contra possível ameaça alienígena

Conforme o pesquisador, a humanidade deve ficar focada na busca de vida extraterrestre para ganhar tempo no sentido de desenvolver sistemas de defesa da Terra e seus habitantes.

Em seu novo espaço no portal CuriosityStream, o cientista adianta que seu projeto “Breakthrough: Listen” tem como finalidade principal a procura de vida extraterrestre. “Um dia os habitantes de Terra vão receber um sinal de um planeta similar. Mas não nos devemos apressar com a resposta”, recomenda.

Segundo Hawking, o contato com uma civilização significativamente desenvolvida pode ser similar ao encontro de Colombo com os índios. “E os registros históricos atestam que esse encontro não foi nada bom para os índios”, alerta o astrofísico.

Projeto de US$ 100 milhões
O projeto de Hawking “Breakthrough Initiatives” tem custo estimado em US$ 100 milhões. Um dos investidores é o milionário russo Yury Milner, coproprietário da empresa da Internet Mail.ru Group.

Diagnóstico de Esclerose
Hawking é responsável por muitos estudos de peso na área da Ciência. Quando tinha apenas 21 anos, ele foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. A doença foi, gradativamente, paralisando seus músculos de modo que, depois de quase 50 anos de diagnóstico, ele já não tem domínio sobre o próprio corpo. Apesar do grave problema de saúde, Hawking nunca deixou de estudar, é doutor em Física, casou-se, tem três filhos e um neto e já recebeu inúmeros prêmios na área científica, além de ser referência quando o assunto é Física e Cosmologia.

Universo ilimitado
Uma de suas maiores pesquisas diz respeito à teoria de que o Universo é ilimitado. Para explicar isso, Hawking usa como exemplo a própria Terra que, se imaginada em sua forma, não apresenta um começo ou um fim – é tudo uma coisa só. A única diferença é que o nosso planeta é tridimensional, enquanto o Universo se apresenta em 4D.

Stephen Hawking mira em análise de 234 estrelas para localizar alienígenas

Duzentos e trinta e quatro dos 2,5 milhões de estrelas analisadas por um projeto de mapeamento do céu chamado Sloan Digital Sky Survey apresentaram algo incomum em suas emissões de luz. 2 trilhões de galáxias Conforme o astrofísico britânico, nosso universo observável teria cerca de 2 trilhões de galáxias, cada uma com vários bilhões de estrelas. Para Hawking, seria no mínimo pretensão imaginar que, com uma lista tão grande de endereços, só a Terra tivesse sido capaz de desenvolver vida inteligente e que nessa imensidão, não há nenhuma civilização tão avançada quanto a nossa. Necessidade de evidências extraordinárias “É óbvio que vale a pena estudar mais detalhadamente os objetos com espectro incomum observados por Borra e Trottier”, afirmou a equipe do Breakthrough Listen, da Universidade Berkeley, na Califórnia, em nota divulgada à imprensa. “Porém, alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias. Ainda é muito cedo para atribuir esses sinais à atividade de civilizações extraterrestres”, frisa o comunicado do Breakthrough Listen.Projeto com a participação astrofísico britânico Stephen Hawking destina US$ 100 milhões repassados pelo bilionário russo Yuri Milner para executar um programa de busca por inteligência extraterrestre, chamado Breakthrough Listen.

Milner já planeja chegar ao exoplaneta Proxima B usando sondas que viajam a 20% da velocidade da luz e repassou a Hawking uma incumbência crucial: analisar as 234 estrelas para checar se seres mais avançados que os humanos estão por trás das emissões curiosas de luz.

As 234 estrelas ganharam notoriedade na mídia após a divulgação um artigo de dois pesquisadores da Universidade Laval, no Canadá, disponível no site arXiv.com.

Stephen Hawking mira em análise de 234 estrelas para localizar alienígenas

2 trilhões de galáxias
Conforme o astrofísico britânico, nosso universo observável teria cerca de 2 trilhões de galáxias, cada uma com vários bilhões de estrelas.

2 trilhões de galáxias
Conforme o astrofísico britânico, nosso universo observável teria cerca de 2 trilhões de galáxias, cada uma com vários bilhões de estrelas. Para Hawking, seria no mínimo pretensão imaginar que, com uma lista tão grande de endereços, só a Terra tivesse sido capaz de desenvolver vida inteligente e que nessa imensidão, não há nenhuma civilização tão avançada quanto a nossa.

 

Necessidade de evidências extraordinárias
“É óbvio que vale a pena estudar mais detalhadamente os objetos com espectro incomum observados por Borra e Trottier”, afirmou a equipe do Breakthrough Listen, da Universidade Berkeley, na Califórnia, em nota divulgada à imprensa. “Porém, alegações extraordinárias requerem evidências extraordinárias. Ainda é muito cedo para atribuir esses sinais à atividade de civilizações extraterrestres”, frisa o comunicado do Breakthrough Listen.

O que acontece com o corpo de uma pessoa que morre no espaço?

Imagine você estar em pleno espaço e acabar morrendo por algum motivo. A cena, que já foi retratada em filmes recentes, leva à pergunta: o que acontece com o corpo nesta situação?

O que acontece com o corpo de uma pessoa que morre no espaço?

A primeira coisa que vai acontecer é um processo de desidratação. Como a pressão é muito baixa, perde água. Não necessariamente como em filmes, em que o corpo explode. Você perde o ar, morre e aí perde água. Esta água vai sendo evaporada e você vai virar um ‘cheetos de batata frita’, completamente seco

Bom, podemos imaginar que ficaria vagando pela calmaria do vácuo espacial? Depende. Primeiro é preciso saber se o astronauta estaria ou não com uma roupa especial. Com o traje, as bactérias do nosso corpo continuariam vivas por um tempo e os processos de decomposição ocorreriam normalmente dentro dele. Mas se a pessoa estiver sem a roupa especial ou se ela sofrer graves avarias há ausência de microrganismos e processos de decomposição.

A primeira coisa que vai acontecer é um processo de desidratação. Como a pressão é muito baixa, perde água. Não necessariamente como em filmes, em que o corpo explode. Você perde o ar, morre e aí perde água. Esta água vai sendo evaporada e você vai virar um ‘cheetos de batata frita’, completamente seco.

Douglas Galante, astrobiólogo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP)

Isto mesmo. O corpo vira um salgadinho espacial. Mas, além disso, Galante afirma que se morrermos no espaço vamos nos tornar também “múmias espaciais”. Toma essa, faraós.

“Se você desidrata, toda atividade biológica é suspensa. A atividade de bactérias vai ser suspensa. Você fica mumificado, completamente seco, até alguma coisa acontecer”, conta.

Mas o “até alguma coisa acontecer” citado por Douglas pode ser um pouco mais tenebroso do que a nossa imaginação de um corpo vagando pelo espaço. Tudo depende de que trecho do Universo a pessoa estava ao perder a vida de alguma forma.

Se isto ocorre na região da ISS (Estação Espacial Internacional), por exemplo, a pessoa vai virar mais do que um salgadinho: pode se transformar em uma estrela cadente.

“Se acontecer em baixa órbita terrestre, como na ISS, você ficaria orbitando a Terra por alguns anos até perder a velocidade e cair, virar uma estrela cadente e pegar fogo. Vai ser consumido antes de chegar ao solo”, descreve Galante.

Agora se o óbito ocorrer no espaço profundo, a situação já é mais tranquila e favorável. Neste caso, a pessoa ficará, a princípio, vagando para sempre. Como o Universo é enorme, a probabilidade é que não bata em nada.

Claro que é bom lembrar que o corpo seria atraído pelos astros Universo afora. Nós funcionaríamos como um asteroide ou cometa vagando por aí. Em um eventual efeito gravitacional, o corpo poderia acabar colidindo com algo.

Na história científica não há, até hoje, registro de um ser humano que tenha morrido no espaço – apesar de os programas espaciais soviético e chinês não primarem pela transparência. Houve o caso da cachorro Laika, enviada ao espaço pelos russos, que morreu horas depois do lançamento e nunca retornou para a Terra. Ela deve ter virado uma estrela cadente (sua mãe não estava totalmente errada quando contava historinhas de ninar).

O que é ‘space brain’, o fenômeno que pode fazer missões a Marte fracassarem

Em uma viagem de ida e volta ao planeta vermelho, que pode durar até três anos, astronautas se expõem a um inimigo que pode causar danos irreparáveis ao cérebro.

Quais e quantas lembranças astronautas conseguiriam ter após uma viagem a Marte?
Parece uma pergunta irrelevante, mas é uma das maiores preocupações de especialistas. Isso se deve a um fenômeno conhecido como “space brain”, relacionado à exposição prolongada a raios cósmicos galácticos (GCR, na sigla em inglês).

Animação mostra aproximação da nave da SpaceX de Marte (Foto: Reprodução/Youtube/SpaceX)

O que é ‘space brain’, o fenômeno que pode fazer missões a Marte fracassarem

Esses raios carregam tanta energia que podem penetrar o casco de uma nave espacial. De acordo com cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), a exposição a partículas carregadas de alta energia pode causar danos de longo prazo ao cérebro.
Entre os efeitos desse fenômeno estão alterações cognitivas e demência. Possíveis danos causados pelos GCR ao corpo já eram conhecidos, mas acreditava-se que eram de curto prazo.

Em experimentos em ratos, porém, Charles Limoli e sua equipe descobriram que níveis de inflamação no cérebro continuavam significativos e danosos aos neurônios mesmo após seis meses, afetando comportamento, memória e aprendizagem.

“São más notícias para astronautas que embarcarem em uma viagem de ida e volta a Marte de dois ou três anos”, comentou Limoli, professor de radiação e oncologia da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em Irvine.

‘Extinção do medo’
“O ambiente espacial traz perigos únicos para os astronautas”, afirmou Limoli.

Para o especialista, entre outros possíveis problemas decorrentes do fenômeno do “space brain” estão a diminuição do rendimento, ansiedade, depressão e alterações na hora de tomar decisões. “Muitas dessas consequências adversas podem continuar e progredir ao longo da vida.”

Os pesquisadores também descobriram que a radiação afeta a “extinção do medo”, processo pelo qual o cérebro reprime experiências desagradáveis e estressantes do passado (por exemplo, quando alguém sofre uma queda de cavalo e volta a montar).

“O déficit na extinção do medo pode torná-los (astronautas) propensos à ansiedade”, assinalou Limoli. “Isso poderia ser problemático em uma viagem de três anos de ida e volta a Marte.”

Raios cósmicos descarregam muita energia ao se chocar com o corpo humano. Na Estação Espacial Internacional, astronautas estão protegidos porque se encontram na magnetosfera da Terra, que atua como escudo contra radiação. O mesmo não aconteceria em uma aventura rumo à Marte.

Construir naves espaciais com uma dupla capa protetora pode não ser útil, pois nada resiste a esses raios. Por isso, especialistas sugerem o desenvolvimento de tratamentos preventivos para proteção do cérebro.

Se os pesquisadores estiverem corretos, é possível que um astronauta que voltar de Marte tenha, portanto, dificuldades para recordar sua memorável experiência.

 

Orbitador TGO da missão ExoMars se separa do módulo de descida Schiaparelli

O orbitador TGO (Trace Gas Orbiter ou Orbitador para Traços de Gás, em português) se separou neste domingo do módulo de descida Schiaparelli, três dias antes de chegar à atmosfera de Marte, a uma distância de 900 mil quilômetros do Planeta Vermelho e depois que ambos viajaram juntos desde março com parte da missão ExoMars.

A Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) informou desde Darmstadt, na Alemanha, onde fica seu centro de controle de operações, que a separação aconteceu hoje às 14h42 GMT (12h42 de Brasília).

O diretor de voo da ESA, Michel Denis, confirmou posteriormente que a separação foi bem-sucedida.

Orbitador TGO da missão ExoMars se separa do módulo de descida Schiaparelli

Orbitador TGO da missão ExoMars se separa do módulo de descida Schiaparelli

O sinal do orbitador demorou nove minutos e 36 segundos para chegar à Terra.

Este projeto da ESA e da agência espacial russa Roscosmos tem como objetivo buscar vida na superfície de Marte, de tipo bacteriano.

O projeto tem duas missões: a primeira foi o lançamento da sonda ExoMars em 14 de março e a segunda será a aterrissagem de um rover em 2021.

A ExoMars leva a bordo o satélite científico TGO e o módulo de entrada, descida e aterrissagem Schiaparelli.

Schiaparelli se dirige agora para Marte em modo de hibernação para reduzir seu consumo de eletricidade e será ativado poucas horas antes de entrar na atmosfera, a uma altitude de 122,5 quilômetros e uma velocidade de aproximadamente 21 mil km/h.

Em 19 de outubro, a ExoMars entrará na órbita do Planeta Vermelho e a ESA retransmitirá as manobras desde Darmstadt.

Schiaparelli levará seis minutos até chegar à superfície de Marte para demonstrar tecnologias de descida e aterrissagem, especialmente a capacidade para controlar sua orientação e velocidade no contato com a superfície, o que servirá para missões futuras.

O módulo testará durante a entrada um escudo térmico, que é mais grosso caso a mesma ocorra durante uma tempestade de areia, um paraquedas supersônico de 12 metros de diâmetro e sistemas de comando, navegação e controle, assim como uma estrutura deformável para fixá-lo no solo, segundo a ESA.

Uma vez na superfície de Marte, Schiaparelli poderá funcionar entre dois e oito sóis, nome dado aos dias em Marte (um dia marciano é de 24 horas e 37 minutos), dependendo da duração das baterias.

O custo das duas missões é de aproximadamente 1,3 bilhões de euros, mas a ESA necessita de mais recursos, que serão solicitados na próxima conferência ministerial, que será realizada em dezembro deste ano na Suíça, segundo o Centro para o Desenvolvimento Tecnológico Industrial.

A cooperação científica e tecnológica europeia e russa tem uma relevância política significativa em um momento em que as tensões entre Europa e Rússia aumentaram pela crise na Ucrânia e pela intervenção de Moscou no conflito sírio.

No Twitter, astrônomo revela novas pistas do “Planeta Nove”

No Twitter, astrônomo revela novas pistas do “Planeta Nove”

Mike Brown, o mesmo cientista que “assassinou” Plutão, posta no Twitter dados de objetos celestes que, por sua órbita e localização, parecem estar sob influência de um planeta grande e distante, bem além de Netuno

Mike Brown, o mesmo cientista que “assassinou” Plutão, posta no Twitter dados de objetos celestes que, por sua órbita e localização, parecem estar sob influência de um planeta grande e distante, bem além de Netuno

mostra o provável novo planeta do sistema solar (R. Hurt/Caltech/IPAC/Reuters)

O astrônomo americano Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, publicou em sua conta do Twitter o que alega ser uma nova evidência de que o sistema solar tem um nono planeta. Trata-se da descrição de um objeto celeste localizado pelo telescópio Canadá-França-Hawaii, que conduz o projeto Outer Solar System Origins Survey (OSSOS) sobre a evolução do sistema solar. Por sua órbita incomum e a região onde foi encontrado – o Cinturão de Kuiper, nos confins do sistema solar -, Brown acredita tratar-se de um corpo sob influência do chamado “Planeta Nove”. O estudo ainda não foi publicado em revistas científicas nem checado por outros especialistas – o telescópio havaiano está conduzindo novas observações para averiguar a veracidade das descobertas de Brown, o mesmo cientista que “assassinou” Plutão.

No gráfico, Brown aponta as órbitas de vários objetos celestes, incluindo (em azul) a mais nova descoberta, chamada uo3L91.

Mike Brown, o mesmo cientista que “assassinou” Plutão, posta no Twitter dados de objetos celestes que, por sua órbita e localização, parecem estar sob influência de um planeta grande e distante, bem além de Netuno

Mike Brown, o mesmo cientista que “assassinou” Plutão, posta no Twitter dados de objetos celestes que, por sua órbita e localização, parecem estar sob influência de um planeta grande e distante, bem além de Netuno

Segundo a publicação do astrônomo, sua trajetória incomum é compatível com o movimento esperado de um corpo influenciado por um planeta grande – representado no gráfico pelo círculo.

Descoberta – Em 20 de janeiro, Konstantin Batygin e Mike Brown anunciaram que um novo planeta, muito grande e muito distante, poderia existir em nosso sistema solar. Os especialistas se apoiaram em modelos matemáticos e simulações de computador para identificar a existência do Planeta Nove. Dotado de uma massa cerca de dez vezes maior que a da Terra, esse planeta se encontraria numa órbita vinte vezes mais distante do que a de Netuno e levaria entre 10.000 e 20.000 anos para completar sua volta em torno do Sol. A principal dificuldade dos americanos em identificar o local foi a distância: estima-se que o “nono planeta” esteja entre 32 bilhões e 160 bilhões de quilômetros de distância da Terra. Além disso, por estar mais longe do Sol, sua visibilidade é menor.

A previsão da existência do novo planeta pelos astrônomos começou em 2003, quando um objeto chamado Sedna foi codescoberto por Brown no Cinturão de Kuiper. Esse corpo celeste e outros cinco encontrados nos anos seguintes pareciam ter órbitas tão estranhas que só poderiam ser resultado da influência de um grande astro, localizado além de Netuno. Fazendo simulações e estudos para explicar o comportamento dos corpos celestes, os astrônomos perceberam que apenas um planeta verdadeiro poderia ser o responsável por aquele efeito.

Localização – Usando dados da sonda Cassini, que orbita Saturno desde 2004, pesquisadores franceses revisaram os cálculos de cientistas americanos, que indicaram a presença do novo planeta, e deram um passo além, definindo as áreas específicas para onde os telescópios deveriam ser apontados para enxergá-lo, de acordo com o estudo publicado na revista científica Astronomy and Astrophysics. Além disso, os pesquisadores franceses refizeram os modelos do sistema solar e conseguiram calcular a influência que o nono planeta exerceria no movimento de outros planetas, em razão da atração gravitacional entre os corpos celestes.

Novo planeta anão pode trazer pistas para encontrar Planeta Nove

Novo planeta anão pode trazer pistas para encontrar Planeta Nove

Astrônomos descobrem um dos astros mais distantes do sistema solar. Achado deve ajudar a encontrar o Planeta Nove

Cientistas descobriram um novo planeta anão que orbita o Sol a 13,6 bilhões de quilômetros de distância, duas vezes mais distante que Plutão. Encontrado no chamado Cinturão de Kuiper, uma região nos limites do sistema solar, o achado pode ajudar os cientistas a encontrar o Planeta Nove, o provável novo integrante planetário que jamais foi observado diretamente pelos astrônomos.

Concepção artística divulgada pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), mostra o provável novo planeta do Sistema Solar (R. Hurt/Caltech/IPAC/Reuters)


Temporariamente chamado ‘Planeta Nove’, ele ainda não foi observado diretamente. Novo planeta teria uma massa de cerca de 10 vezes a da Terra e levaria entre 10.000 e 20.000 anos para dar uma volta completa em torno do Sol.

Batizado de 2014 UZ224, e com cerca da metade da massa de Plutão, o novo corpo celeste foi reconhecido e descrito pelo Minor Planet Center (MPC) da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) na última terça-feira. Com isso, ele passa a fazer parte do conjunto de planetas anões encontrados pelos cientistas nos últimos anos, como Ceres, Makemake, Eris e o  recente 2015 RR245, descrito como um “mundo gelado”.

Busca

O novo planeta anão foi encontrado por uma equipe liderada pelo astrofísico David Gerdes, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que desenvolveu uma câmera especial capaz de fazer o mapeamento de galáxias distantes. O grupo verificou imagens feitas pela câmera e percebeu um ponto distante se movendo ao redor do Sol – um novo planeta anão.

Como o corpo celeste está localizado no Cinturão de Kuiper, os astrônomos acreditam que ele possa fornecer mais pistas para a busca do Planeta Nove, que teria massa cerca de dez vezes a da Terra e estaria localizado entre 32 bilhões e 160 bilhões de quilômetros de distância de nosso planeta. Esse novo integrante do sistema solar jamais foi visto pelos astrônomos e a hipótese para sua existência foi feita com base em cálculos matemáticos que consideram as órbitas de corpos celestes no Cinturão de Kuiper, tão estranhas que só a influência de um grande astro, como um planeta, poderia explicá-las.

Segundo Gerder, é bastante possível que alguma das imagens feitas pela nova câmera possa ter captado o novo planeta – se ele existir. “Estou muito animado com as chances de encontrá-lo”, afirmou Gerder ao site americano da NPR.

Universo tem 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais que o esperado

Análise de dados coletados durante vinte anos pelo telescópio Hubble teve o objetivo de resolver o mistério de quantas galáxias é formado o universo

Um levantamento feito com dados recolhidos durante duas décadas pelo telescópio Hubble revelou que o universo abriga 2 trilhões de galáxias, dez vezes mais do que os astrônomos acreditavam. O estudo, liderado pelo astrofísico Christopher Conselice, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, levou quinze anos para ser concluído e será publicado no periódico científico Astrophysical Journal. Segundo Conselice, 90% dessas galáxias não podem ser observadas da Terra, restando apenas 10% para ser captado pelos instrumentos. Parte da luz emitida no espaço pelos objetos distantes ainda não chegou aqui no planeta.

Imagens como essa da foto acima foram captadas pelo Telescópio Espacial Hubble e serviram de base para o estudo (AFP)

Universo tem 2 trilhões de galáxias, 10 vezes mais que o esperado

“A maioria delas tem sinais muito fracos ou estão muito longe. Quem sabe que propriedades interessantes vamos encontrar quando estudarmos essas galáxias com a próxima geração de telescópios?” afirmou Conselice, em nota.

A quantidade exata de galáxias intriga os cientistas desde a descoberta de Edwin Hubble. O astrônomo americano detectou que as chamadas nebulosas eram galáxias fora da Via Láctea e isso poderia fazer o número aumentar.

Mapa de galáxias

O primeiro passo para encontrar o número foi converter as imagens captadas pelo Hubble de 2D para 3D. Em seguida, os cientistas fizeram cálculos para descobrir a densidade das galáxias e o volume das regiões mapeadas para tentar descobrir quantas galáxias poderiam ser vistas. A análise cobriu 13 bilhões de anos, época muito próxima ao Big Bang – momento em que a ciência acredita que o universo teve origem – e chegou ao número de 2 trilhões. De acordo com os cientistas, no princípio do universo existiam ainda mais galáxias, cerca de dez vezes mais.

“Isto é muito surpreendente, pois sabemos que, ao longo dos 13,7 bilhões de anos de evolução cósmica desde o Big Bang, galáxias foram crescendo através de formação de estrelas e fusões com outras galáxias. Encontrar mais galáxias no passado implica que a evolução significativa deve ter ocorrido para reduzir o número de galáxias através de uma extensa fusão de sistemas”, afirmou Conselice.