Monthly Archives: maio 2017

Missão da NASA que “tocará o Sol” faz homenagem a astrofísico lendário

Projeto da NASA que investigará o Sol é batizado com o nome de Eugene Parker, astrofísico responsável pelos primeiros estudos sobre ventos solares

Em anúncio realizado na manhã do dia 31 de maio, diretores da NASA decidiram batizar a primeira missão que explorará mais detalhes do Sol com o nome do astrofísico Eugene Parker, responsávelpelos  primeiros estudos sobre como os campos magnéticos e partículas solares influenciam os planetas do Sistema Solar. O evento organizado pela agência espacial norte-americana aconteceu no auditório da Universidade de Chicago, onde Parker é professor emérito do Departamento de Astronomia e Física.

sol

EUGENE PARKER FOI RESPONSÁVEL PELO ESTUDO DOS VENTOS SOLARES (FOTO: WIKIIMAGES)

Thomas Zurbuchen, um dos diretores da NASA, afirmou que essa é a primeira vez que a agência batiza uma missão com o nome de alguém que ainda está vivo – Parker, que iniciou seu estudo sobre o Sol na década de 1950, completará 90 anos de idade no próximo dia 10 de junho.

Em 1958, o astrofísico publicou um artigo com as primeiras investigações a respeito de um fenônemo que ficaria conhecido como vento solar: em sua pesquisa, Parker estudou o comportamento da emissão de partículas e de eletromagnetismo que “escapa” da coroa solar, região conhecida como a “atmosfera externa” do Sol, onde as temperaturas são superiores à própria superfície solar. Ao longo de seu trabalho, o cientista analisou a interação da expansão da coroa solar e de sua relação com os planetas.

Na missão planejada pela NASA, a nave que será desenvolvida precisará lidar com temperaturas altíssimas e radiação em um nível que nenhuma outra precisou lidar. A ideia é que ela traga informações que nos ajudem a prever tempestades solares e a revelar os segredos da nossa estrela mais próxima.

A pequena nave treinará na órbita de Vênus por sete anos antes de ficar a seis milhões de quilômetros da superfície do Sol. Parece meio longe, mas é o suficiente para rastrear os campos magnéticos e analisar algumas partículas solares sem derreter por completo. A missão será lançada em 2018.

 

 

 

 

Com ajuda de projeto, aluna de escola pública chega à Nasa…

A estudante Noemi Vergopolan Rocha, 26, gosta de se descrever como uma pessoa dedicada. Há quatro anos, ela saiu de Curitiba, onde morava com os pais, e pisou pela primeira vez nos Estados Unidos para fazer um intercâmbio que, em seguida, a levaria a um estágio na Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), na Califórnia. Há dez dias, ela participou de um evento na ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

Noemi Rocha representando o Instituto Bom Aluno em premiação na ONU

Noemi conta que sempre se destacou entre os alunos da Escola Municipal Coronel Durival de Britto, no Paraná, onde cursou o ensino fundamental, mas almejava um ambiente com mais desafios.

Em 2005, no primeiro ano do ensino médio, ela deu um passo que mudaria sua vida escolar: vinda de família com poucos recursos, recebeu uma bolsa de estudos para completar o ensino médio em uma escola de ensino particular. “Sem o auxílio da bolsa de estudos e o esforço da minha parte, eu com certeza não teria chegado onde cheguei”, afirma Noemi. “É a combinação de esforço e oportunidade.”

O apoio veio do Instituto Bom Aluno, organização paranaense criada com a missão aprimorar a formação de alunos de bom desempenho, oferecendo apoio gratuito a estudantes de escola pública.

A somatória de seus esforços e o interesse pela sustentabilidade levaram Noemi a concluir sua graduação em engenharia ambiental na UFPR (Universidade Federal do Paraná), e a carimbar seu passaporte pela primeira vez para aprofundar seus estudos em recursos hídricos na Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos EUA.

Foi no último ano acadêmico em território americano que os seus conhecimentos fizeram com que a curitibana conquistasse uma vaga de estágio na Nasa, na área de monitoramento do impacto do desmatamento na Amazônia. Iniciativa, é preciso ressaltar, também contou pontos. “Entrei em contato com uma pesquisadora brasileira de lá, Roseli Lopes, e disse que tinha interesse em desenvolver meu TCC na Nasa e que era boa no que fazia, que eles não iam se arrepender de me contratar”, contou.

Há cerca de 10 dias, Noemi representou o instituto na disputa do 3S Awards, um prêmio internacional realizado pela GSC (Global Sourcing Council), integrante de programas de impacto social da ONU, que reconhece organizações que demonstram liderança social e inovação. Hoje, a ex-aluna de escola pública está desenvolvendo seu doutorado na Universidade de Princeton, em Nova Jersey, nos EUA.

Instituições

A trajetória de Noemi, para alguns alunos brasileiros, ainda não passa de um sonho. Para ampliar o acesso de outros alunos à trajetória semelhante, outras organizações além do Instituto Bom Aluno buscam ser uma ponte entre o potencial e a realização de estudantes brasileiros.

Entre elas, está o Ismart (Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos), que facilita e amplia a oportunidade de alunos de escolas públicas.

Apesar de suas diferenças, esses programas incentivam e promovem a inclusão de alunos de baixa renda com bom rendimento escolar a alcançar bolsas de estudo em colégios particulares.

Conheça abaixo os detalhes desses projetos:

  • Instituto Bom Aluno

Público-alvo: alunos de baixa renda comprometidos com os estudos e que buscam uma melhor qualidade de ensino

Pré-requisitos: estar cursando o ensino fundamental em escola pública, com média bimestral mínima de 7,0 pontos em todas as disciplinas durante o ano e ter ao menos 90% de frequência escolar

Cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Vitória, Bahia, Londrina, Vipal e Maringá

Contato: pelo telefone (41) 3335-6006 ou pelo site www.bomaluno.com/bomaluno/programa/pro_curitiba.php

Inscrições: até 31 de maio

 

  • Ismart (Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos)

Público-alvo: alunos com alto rendimento escolar e que demonstrem autonomia e motivação para dar conta dos desafios do projeto

Pré-requisitos: o candidato deve estar matriculado no 7º ano ou no 9º ano do ensino fundamental e vir de família com renda por pessoa de até dois salários mínimos (R$ 1.874)

Cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São José dos Campos, Cotia e Sorocaba

Contato: pelo site www.ismart.org.br/

Inscrições: até 3 de julho

Nasa apresenta sonda que vai para o Sol em 2018

Após décadas de ansiosa espera da comunidade científica, a Nasa está pronta para despachar uma espaçonave não tripulada destinada a realizar voos rasantes sobre o Sol.

Nasa apresenta sonda que vai para o Sol em 2018

Nasa apresenta sonda que vai para o Sol em 2018

A sonda, chamada Solar Probe Plus, tem lançamento marcado para meados de 2018. Ela será colocada numa órbita bastante alongada em torno do Sol, similar à de um cometa de curto período. Com a ajuda de passagens de raspão por Vênus, ela irá pouco a pouco ajustando seu periélio para que ele chegue mais e mais perto do Sol.

No ponto de máxima aproximação, sua trajetória deve levá-la a cerca de 6 milhões de quilômetros da superfície de nossa estrela-mãe — dez vezes mais perto dela que Mercúrio, o mais interno dos planetas.

Nesta quarta-feira (31), a agência espacial americana realiza um evento na Universidade de Chicago para divulgar detalhes do projeto, que tem basicamente dois objetivos: compreender a dinâmica da nossa estrela num nível de detalhamento sem precedentes, estudando em particular a coroa solar, e com isso ajudar a proteger a Terra de supertempestades solares — eventos que, em princípio, poderiam afetar nossos equipamentos elétricos e causar trilhões de dólares em prejuízos.

Um dos maiores enigmas que a sonda poderá decifrar é o porquê de a atmosfera solar ser milhões de graus mais quente que a fotosfera — a superfície do Sol, que tem relativamente modestos 5.600 graus Celsius.

Há muito tempo os cientistas vêm querendo investigar isso, mas para tanto precisam enviar uma sonda até lá. E só agora a tecnologia chegou a um ponto em que a Nasa se sente confiante de que poderá realizar a missão com sucesso.

Os equipamentos da Solar Probe Plus — uma câmera e diversos sensores de partículas e campos magnéticos — estão todos escondidos atrás de um avançado escudo térmico feito de materiais compostos de carbono. Enquanto o lado voltado para o Sol enfrentará uma fritura de cerca de 1.400 graus Celsius, os sistemas eletrônicos estarão em temperatura ambiente.

Isso se tudo der certo.

Independentemente do sucesso, graças à poderosa gravidade solar, a sonda será a mais rápida a viajar por essas bandas — em sua passagem mais próxima pelo Sol, ela estará voando a inacreditáveis 720 mil km/h! São 200 km a cada segundo, o equivalente a 0,07% da velocidade da luz!

O objetivo da missão é realizar 24 órbitas ao redor do Sol, entre 2018 e 2025. E ela não estará sozinha. A ESA (Agência Espacial Europeia) também está planejando uma sonda dedicada a observar nosso astro-rei de perto. Chamada de Solar Orbiter, ela deve decolar em outubro de 2018, mas não chegará tão perto quando a Solar Probe Plus.

Em ambos os casos, contudo, como toda espaçonave a voar por território desconhecido, espera-se que elas tragam não só muitas respostas a velhas perguntas, mas sobretudo novas perguntas que nos guiem na investigação dos segredos mais íntimos do Sol e das estrelas.

 

 

10 mistérios que a ciência ainda precisa nos explicar melhor

  1. DO QUE O UNIVERSO É FEITO?
    – Quanto mais descobrimos nosso Universo, mais perguntas fazemos. Atualmente, inclusive, só conhecemos uma pequena parte dele – a chamada matéria “normal”, que corresponde a 5% de sua totalidade. DO QUE O UNIVERSO É FEITO? E o resto? Cientistas acreditam que 27% seja composto de matéria escura, uma substância que não emite e nem reflete nenhum tipo de luz. Os astrônomos só têm certeza de sua existência por causa da gravidade que exerce sobre outros corpos. Os outros 68% do nosso Universo seriam algo ainda mais misterioso: a energia escura, que estaria distribuída por todo o espaço e contribuiria para a expansão do Universo. Para ser sincero, não sabemos nem com precisão o tamanho do Universo.
  2. COMO A VIDA SURGIU?
    – Está aí um dos maiores mistérios da humanidade. Há muitas especulações e teorias, mas nada concreto. COMO A VIDA SURGIU?Novos achados em relação a esta questão sempre aparecem, mas a vida pode ter sido gerada em condições primordiais aqui no planeta ou até vindo diretamente do Espaço. As primeiras evidências de vida por aqui são de fósseis de 3,7 bilhões de anos – lembrando que a Terra tem por volta de 4,5 bilhões de anos. Acredita-se, contudo, que a vida pode ter surgido ainda antes, há 4,1 bilhões anos. Como ela surgiu? Isso ninguém conseguiu desvendar
  3. EXISTEM OUTRAS DIMENSÕES NO ESPAÇO?
    – Para alguns, a questão já é diferente: quantas dimensões existem por aí? Este é um dos maiores mistérios da ciência atualmente. EXISTEM OUTRAS DIMENSÕES NO ESPAÇO?Muitos físicos acreditam que mais dimensões seriam necessárias – além das tradicionais três que lembramos sempre que vamos ao cinema – para que a física do Universo faça sentido. A questão está ligada a quantos Universos podem existir e se alguns são os chamados “paralelos”
  4. POR QUE AS VACAS COMEM VIRADAS PARA O SUL OU NORTE?
    – Que maldito TOC é esse de comer apenas virada para o norte ou para o sul? Seja que padrão biológico ou místico guie esse hábito destes animais, nossos cientistas ainda não foram capazes de responder.POR QUE AS VACAS COMEM VIRADAS PARA O SUL OU NORTE? O senso de direção das vacas, analisado por cientistas alemães, é o mesmo do polo magnético da Terra. Cervos, pássaros, abelhas e peixes também usam o campo magnético da Terra para orientação, mas o motivo das vacas fazerem isso não é sabido. Teorias apontam para que seja ou para se manterem orientadas ou para o rebanho atuar junto e se proteger contra predadores enquanto se alimentam
  5. ESTAMOS SOZINHO NO UNIVERSO?
    – Vamos ser sinceros: apesar de não termos nenhuma prova cabal, a resposta para esta questão parece ser muito provavelmente “não”. ESTAMOS SOZINHO NO UNIVERSO? Até hoje, contudo, não achamos nenhuma forma de vida – pelo menos nos padrões terráqueos – fora de nosso planeta e isso segue sendo uma meta perseguida por cientistas. Uma outra questão é: se há bilhões de estrelas e planetas Universo afora e muitos bem mais antigos do que a Terra, cadê todo mundo, galera?
  6. O QUE ERA A IMAGEM DO MONSTRO DO LAGO NESS?
    – Por muitos anos, esse mistério que virou lenda urbana atormentou populares. O monstro do Lago Ness, que habitaria um lago na Escócia, é real? Vira e mexe vemos fotografias por aí que supostamente mostrariam a criatura. O QUE ERA A IMAGEM DO MONSTRO DO LAGO NESS?Expedições científicas realmente foram feitas na região e não acharam nada. Se por um lado nós descobrimos apenas 15% das criaturas do nosso planeta, por outro seria muito difícil não termos descoberto nada relativo ao monstro até aqui. Uma das teorias aponta que o monstro seria um golpe publicitário de um circo há muitos anos – a foto acima, dizem, é na verdade de um brinquedo no lago
  7. POR QUE DORMIMOS TANTO?
    – Nós gastamos cerca de um terço das nossas vidas dormindo. Mas você já se perguntou o motivo disso? Nem os cientistas entendem exatamente, apesar desse comportamento ser visto em vários outros animais.

    POR QUE DORMIMOS TANTO?

    POR QUE DORMIMOS TANTO?

    Pesquisas já apontaram que o sono ajuda o cérebro a reforçar conexões novas a partir de experiências vividas durante o dia –nós transformamos memórias em longo prazo. E, claro, é uma oportunidade para nossa “máquina” fazer toda a manutenção necessária e não explodir

  8. POR QUE A MAIORIA DE NÓS É DESTRA?
    – Esse é um mistério explicado pela ciência com vários “poderia”, “deve” e “provavelmente”. POR QUE A MAIORIA DE NÓS É DESTRA?Cerca de nove em cada 10 pessoas são destras em nosso mundo. A principal razão, para alguns cientistas, teria a ver com nossa evolução (a partir do momento em que virámos bípedes) e com nosso próprio cérebro, que se divide em duas áreas, esquerda e direita. Acredita-se que nossa preferência pela mão direita começou há 600 mil anos, quando passamos a usar ferramentas
  9. PÉ-GRANDE EXISTE?
    – Um mistério bastante semelhante ao Monstro do Lago Ness: muitas pessoas dizem ter visto, mas não há nenhuma prova física de que o animal existe.

    PÉ-GRANDE EXISTE?

    PÉ-GRANDE EXISTE?

    O Pé-Grande seria um animal com dois metros de altura aparentado do Iéti, mas vivendo em regiões remotas dos Estados Unidos e Canadá. Expedições foram realizadas para achar provas do Pé-Grande, mas até hoje nada de concreto surgiu para a ciência, ainda é uma lenda

  10. O QUE ACONTECE NO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS? 

– Por muito tempo este foi um dos maiores mistérios da natureza.

O QUE ACONTECE NO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS?

O QUE ACONTECE NO TRIÂNGULO DAS BERMUDAS?

Ninguém consegue explicar exatamente o que acontece nesta área do oceano Atlântico famosa pelo alto número de queda de aviões e naufrágios. Atuação de aliens? Forças misteriosas? Aparentemente, não: a explicação mais recente aponta para uma estranha e poderosa formação de nuvens, que conseguiria enviar “bombas de ar” com ventos de 270 km/h, capazes de derrubar aviões e virar navios. Será que isso é suficiente para explicar tantos desastres?

 

Lixo espacial em órbita torna viagens ao espaço muito mais perigosas.

O perigo ronda a órbita da Terra, com milhares de objetos desgarrados que circundam o planeta em alta velocidade — e não se pode chamar alguém com um caminhão para limpar tudo.

Lixo espacial em órbita torna viagens ao espaço muito mais perigosas.

Lixo espacial em órbita torna viagens ao espaço muito mais perigosas.

Não são pedras errantes, e sim fragmentos e pedaços de todo o lixo que enviamos para lá nos 60 anos desde o Sputnik, desde minúsculas partículas de metal até objetos maiores — todos viajando a milhares de quilômetros por hora. Uma tarefa básica das operadoras espaciais é monitorar os detritos e desviar os veículos deles, independentemente de serem satélites não tripulados, foguetes com humanos ou até mesmo a Estação Espacial Internacional.

No futuro, contudo, algumas altitudes poderão exigir medidas de limpeza ativas, como quando se envia um parente bem intencionado para esvaziar a garagem do tio antes que ela vire um perigo de incêndio.

“É muito fácil colocar algo em órbita”, disse Bill Ailor, pesquisador da Aerospace. “Mas é dificílimo tirar esse objeto de lá.”

Esses objetos que viajam a alta velocidade, alguns a 29.000 quilômetros por hora, podem circular o globo por centenas de anos. Enquanto isso, a sujeira na órbita baixa da Terra cresceu mais rapidamente na última década.

Em janeiro de 2007, o governo chinês destruiu um satélite climático antigo com um teste de míssil, criando um total estimado de 2.500 pedaços de novos detritos. Depois, em fevereiro de 2009, ocorreu a colisão de um satélite russo Cosmos fora de uso, de 860 quilos, com um satélite da Iridium Communications, de 540 quilos. Esse choque, 790 quilômetros acima da Sibéria, gerou ainda mais detritos na órbita e boa parte deles atualmente cobre o planeta.

Com o tempo, esses detritos espaciais que se reuniram de forma constante em torno do planeta, em meio a mais lançamentos de satélites e colisões periódicas, podem muito bem atingir uma massa crítica.

O acúmulo acelerado de lixo em órbita aumenta a possibilidade de um efeito “cascata de colisões” chamado de Síndrome de Kessler. Nomeado em alusão a Donald Kessler, um astrofísico da Nasa que descreveu o cenário em um estudo de 1978, esse fenômeno ocorre quando detritos voadores colidem e geram mais lixo, e assim sucessivamente. Com o tempo, a órbita baixa da Terra se torna comercialmente duvidosa. (Pense em “Gravidade”, o filme hollywoodiano, mas sem o drama da ficção científica).

À medida que a exploração espacial patrocinada pelos governos lentamente dá lugar à indústria privada, o negócio de monitoramento do que já está lá em cima também se torna comercial. Agora, há algumas empresas estudando formas de começar a limpar nossa grande garagem no espaço.

Todos que já pensaram no problema por alguns minutos concordam que é extremamente caro lançar satélites para simplesmente interceptar e recolher lixo. Esse campo de pesquisa incipiente tem pelo menos duas regras essenciais: não criar mais detritos e cuidar do orçamento. E a maioria prefere transformar a atmosfera da Terra em parte da solução empurrando o lixo espacial para uma morte ardente.

O que são os estranhos clarões vistos na Terra a partir do espaço

Fenômeno, que há anos é registrado por satélites, foi desvendado em recente estudo científico.

Apartir do espaço, a milhões de quilômetros da Terra, satélites há anos registram curiosos flashes brilhantes de luz, observados tanto sobre áreas de terra quanto sobre oceanos.

Mas o que são esses clarões e por que se formam? Essas perguntas foram respondidas por recentes estudos da Nasa, a agência espacial americana.

O que são os estranhos clarões vistos na Terra a partir do espaço

No centro do círculo observa-se um dos curiosos clarões investigados pelos cientistas
Foto: Nasa

“Esses lampejos de luz provêm de cristais de gelo”, explica Alexander Marshak, pesquisador do Centro Espacial Goddard da Nasa e autor de um estudo recém-publicado sobre o assunto no periódico Geophysical Research Letters .

Quando os minúsculos cristais de gelo que flutuam quase horizontalmente nas nuvens de grande altitude, refletem a luz do sol, explica Marshak.

A descoberta resulta da análise de dados coletados por um ano sobre latitudes dos clarões, dos ângulos de observação e da absorção de oxigênio.

Posição exata

Esses lampejos já haviam chamado a atenção do astrônomo e cientista Carl Sagan, em 1993.

Analisando as imagens captadas pela sonda Galileo, que rumava a Júpiter, Sagan concluiu inicialmente que se tratavam de reflexos criados pela superfície do mar.

Fenômeno, que há anos é registrado por satélites, foi desvendado em recente estudo científico.

Carl Sagan

Mas Marshak, agora, trabalhou com mais imagens da Terra, obtidas pelo satélite Dscovr (sigla em inglês para Deep Space Climate Observatory), lançado em 2015 para estudar tanto a Terra como o Sol.

As imagens do Dscovr mostraram mais de 860 clarões, todos em determinadas latitudes do planeta.

Isso permitiu aos cientistas concluir que sua visualização dependia do ângulo criado entre o Sol, a Terra e o satélite.

Uma nova medição permitiu determinar que os lampejos coincidiam com a localização de nuvens chamadas cirrus, que são finas, brancas, estão a mais de 5 km de altitude e são formadas por microcristais de gelo.

O que são os estranhos clarões vistos na Terra a partir do espaço

Nuvens do tipo cirrus

E, quando a equipe da Nasa voltou a analisar as imagens feitas pela Galileo, comprovou que os clarões também apareciam sobre áreas de terra, a despeito do que havia concluído Sagan anteriormente.

Portanto, segundo Marshak, são os cristais, quando posicionados horizontalmente, que geram os flashes de luz.

As conclusões não apenas resolvem um mistério de muitos anos como também abrem novas possibilidades de investigação.

O satélite Dscovr identificou centenas de lampejos no intervalo de um ano Foto: Nasa

O satélite Dscovr identificou centenas de lampejos no intervalo de um ano
Foto: Nasa

Os instrumentos de satélites como o Dscovr, diz Marshak, podem ajudar nas buscas por lampejos de água na atmosfera de exoplanetas, que sinalizaria a existência de vida nesses locais.

Astronautas fazem caminhada espacial de emergência para reparar computador

Dois astronautas membros da 51ª Expedição à Estação Espacial Internacional fazem uma caminhada espacial de emergência amanhã (23) para consertar um computador que apresentou defeitos no sábado (20) pela manhã. A ação deve durar cerca de duas horas. As informações são da Agência Espacial Norte-Americana, a Nasa.

A comandante Peggy Whitson na sua oitava caminhada, que ocorreu em março deste ano, chefia a operação desta terça-feira.

A comandante Peggy Whitson na sua oitava caminhada, que ocorreu em março deste ano, chefia a operação desta terça-feira.

O computador é um dos dois sistemas que operam radiadores, painéis solares, refrigeração e outras máquinas da estação, porém, segundo a Nasa, os membros da tripulação não se encontram em perigo, já que o outro computador, que não sofreu danos, serve para operar de maneira redundante o mesmo sistema do aparelho que apresentou falhas.

A causa da falha é desconhecida. A caminhada será chefiada pela comandante  da chamada Expedição 51, Peggy Whitson, e pelo engenheiro de aviação da Nasa Jack Fischer. Whitson foi a responsável por preparar, ao longo do domingo (21), um sistema para substituir o computador que apresentou defeitos. Esta será a décima caminhada espacial da carreira de Whitson e a segunda de Fischer.

Ainda segundo a Nasa, no último dia 30 de março, quando participava da Expedição 50, Whitson já havia realizado uma caminhada espacial com o comandante Shane Kimbrough para instalar a atualização do software do computador que falhou no último sábado.

8,8 bilhões de planetas habitáveis ​​da Terra-tamanho existem somente na Via Láctea

O espaço é vasto, mas pode não ser tão solitário afinal: um estudo descobriu que a Via Láctea está repleta de bilhões de planetas que são do tamanho da Terra, orbitam estrelas como nosso sol e existem na zona Goldilocks – Não muito quente e não muito frio para a vida.

8,8 bilhões de planetas habitáveis ​​da Terra-tamanho existem somente na Via Láctea

A interpretação deste artista proporcionada pela NASA mostra Kepler-69c, um super terra na zona habitável de uma estrela como o nosso sol, localizado a cerca de 2.700 anos-luz da Terra na constelação Cygnus. Os astrônomos que usam dados da NASA calculam que em nossa galáxia só há pelo menos 8,8 bilhões de planetas do tamanho da Terra que não são muito quentes ou não muito frios e estrelas circulares que são como nosso sol, de acordo com um estudo publicado segunda-feira.

Os astrónomos que utilizam dados da NASA calcularam pela primeira vez que apenas na nossa galáxia existem pelo menos 8,8 mil milhões de estrelas com planetas do tamanho da Terra na zona de temperatura habitável.

O estudo foi publicado segunda-feira na revista Proceedings da National Academy of Sciences.

Para a perspectiva, isso é mais planetas parecidos com a Terra do que há pessoas na Terra.

Quanto ao que diz sobre as chances de que haja vida em algum lugar lá fora, significa “apenas na nossa Via Láctea galáxia sozinho, que é 8,8 bilhões de possibilidades”, disse o co-autor do estudo Geoff Marcy, um caçador de planeta de longa data A Universidade da Califórnia em Berkeley.

O próximo passo, dizem os cientistas, é procurar atmosferas nesses planetas com poderosos telescópios espaciais que ainda não foram lançados. Isso traria mais pistas sobre se algum desses planetas, de fato, abrigam a vida.

Os resultados também levantar uma pergunta estridente, Marcy disse: Se não estamos sozinhos, por que “há um silêncio ensurdecedor na nossa Via Láctea galáxia de civilizações avançadas?”

Na Via Láctea, cerca de 1 em 5 estrelas, que são como o nosso sol em tamanho, cor e idade, têm planetas que são mais ou menos do tamanho da Terra e estão na zona habitável onde água pode ser líquida, de acordo com cálculos baseados em quatro Anos de observações do telescópio de Kepler da NASA.

Se as pessoas na Terra só pudessem viajar no espaço profundo, “você provavelmente veria muitos engarrafamentos”, brincou Bill Borucki, cientista chefe da Nasa, Kepler.

O telescópio Kepler observou 42.000 estrelas, examinando apenas uma pequena fatia de nossa galáxia para ver quantos planetas como a Terra estão lá fora. Os cientistas então extrapolaram essa figura para o resto da galáxia, que tem centenas de bilhões de estrelas.

Pela primeira vez, os cientistas calcularam – não estimou – que porcentagem de estrelas que são como nosso sol têm planetas semelhantes à Terra: 22%, com uma margem de erro de mais ou menos 8 pontos percentuais.

A cientista de Kepler, Natalie Batalha, disse que ainda há mais dados a serem examinados antes que isso possa ser considerado um número final.

Existem cerca de 200 bilhões de estrelas em nossa galáxia, com 40 bilhões deles como nosso sol, disse Marcy. Um de seus co-autores colocou o número de estrelas parecidas com o sol mais próximo de 50 bilhões, significando que haveria pelo menos 11 bilhões de planetas como o nosso.

Baseado na estimativa de 1 em 5, o planeta mais próximo da Terra, que está na zona de temperatura habitável e circunda uma estrela parecida com o sol, está provavelmente a 70 trilhões de milhas da Terra, disse Marcy.

E a figura de 8,8 bilhões de planetas do tamanho da Terra é apenas um começo. Isso é porque os cientistas estavam olhando somente estrelas do sol-como, que não são as estrelas as mais comuns.

Um estudo anterior descobriu que 15% das estrelas anãs vermelhas mais comuns têm planetas do tamanho da Terra que estão próximos o suficiente para estarem na zona de cachoeiras douradas não muito quente e não muito fria.

Coloque esses juntos e isso é provavelmente 40 bilhões de planetas de tamanho certo, lugar certo, Marcy disse.

E isso é apenas a nossa galáxia. Existem bilhões de outras galáxias.

Cientistas de uma conferência científica de Kepler disseram ter encontrado 833 novos planetas candidatos com o telescópio espacial, trazendo o total de planetas que mancharam para 3.538, mas a maioria não é candidata à vida.

Kepler identificou apenas 10 planetas que são sobre o tamanho da Terra circundando estrelas solares e estão na zona habitável, incluindo um chamado Kepler 69-c.

Porque provavelmente existem centenas de planetas perdidos para cada um encontrado, o estudo fez intrincadas extrapolações para chegar à figura de 22% – um cálculo que, segundo cientistas, é justo.

“Tudo o que eles fizeram parece legítimo”, disse a astrónoma do MIT, Sara Seager.

Região do Sol na Via Láctea favorece a vida, dizem astrônomos da USP

Pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG) divulgaram um estudo que pode ter grandes implicações na forma como compreendemos a vida no Universo.

Os resultados obtidos sugerem que não foi só a Terra que deu a sorte de se formar na zona habitável do Sol, área que permite a existência de água líquida na superfície e, por consequência, da vida.

REPRESENTAÇÃO DA VIA LÁCTEA, COM SEUS QUATRO GRANDES BRAÇOS ESPIRAIS (FOTO: NASA/JPL-CALTECH)

REPRESENTAÇÃO DA VIA LÁCTEA, COM SEUS QUATRO GRANDES BRAÇOS ESPIRAIS (FOTO: NASA/JPL-CALTECH)

Parece que o próprio Sol também se formou em uma região especial da Via Láctea que nos protege de certos fenômenos cósmicos. Eles seriam catastróficos para a vida na Terra, já que poderiam arruinar as condições necessárias para que a biologia prospere, levando a extinções em massa.

Na zona de conforto
Os brasileiros concluíram que o Sol tem moradia fixa bem no meio de dois dos quatro braços espirais que compõem nossa galáxia — Sagittarius e Perseus. Segundo os dados da pesquisa, liderada pelo astrônomo Jacques Lépine, o Sol nunca cruza os braços espirais da Via Láctea.

“Os cientistas têm por certo que, ao atravessar um braço principal, o sistema planetário sofre interações de supernovas e do gás, o que resultaria em um evento catastrófico capaz de destruir o Sistema Solar e, principalmente, a vida”, explica o astrônomo Ronaldo Vieira, co-autor do estudo que foi aceito para publicação no prestigioso The Astrophysical Journal.

Por concentrarem mais matéria, os braços principais são regiões de intensa formação estelar, que libera raios cósmicos prejudiciais à vida. As próprias nuvens moleculares que formam as estrelas também poderiam causar danos.

“Se o Sol penetra uma nuvem dessas com velocidade de várias dezenas de quilômetros por segundo, esse gás poderia penetrar entre a Terra e o Sol, e absorver um pouco da radiação ultravioleta solar”, diz o astrônomo Jacques Lépine, líder do estudo.

Desde 1953, os astrônomos têm conhecimento de que o Sistema Solar e muitas outras estrelas estão “presos” em uma espécie de apêndice entre dois braços principais, que deram o nome de Braço Local.

Mas, ao contrário dos braços espirais, compreendíamos muito pouco essa estrutura, que é nossa própria morada cósmica. “Não existia nenhuma teoria que explicasse a origem do Braço Local”, afirma Ronaldo Vieira.

Fazendo uso de dados compilados por grupos internacionais e levando em conta também as posições de estrelas jovens através de cálculos detalhados de órbitas na Via Láctea, o grupo propõe uma teoria para o Braço Local.

DADOS DO ARTIGO ESTABELECERAM COM PRECISÃO MOVIMENTO E POSIÇÃO DO SOL (EM AZUL) NA VIA LÁCTEA (FOTO: REPRODUÇÃO)

Devagar se vai longe
Os pesquisadores da USP defendem que ele fica numa zona de “ressonância de corrotação”. Ou seja, ao longo dos mais de 200 milhões de anos que o Sol demora para completar uma volta na Via Láctea (ou um ano galáctico), ele gira na mesma velocidade dos braços espirais. É como duas pessoas correndo em ritmos iguais: a de trás nunca ultrapassa a da frente.

Mas, ao contrário do Sol, grande parte das estrelas são bem mais apressadinhas. “Qualquer outra estrela que esteja fora dessa zona de corrotação vai atravessar todos os braços da galáxia”, diz Vieira. O ditado “devagar se vai longe” nunca fez tanto sentido — ao menos para nós, seres vivos do planeta Terra.

O fato é que, até então, a comunidade astronômica desconhecia essa tal zona de ressonância. “Sempre se especulou sobre o que acontecia cada vez que o Sol atravessava os braços, e se pensava que isso acontecia periodicamente, por exemplo a cada 150 milhões de anos”, reforça Lépine em comunicado à imprensa. “Mas, de acordo com nossos cálculos, isso não acontece nunca.”

O mais intrigante é que, segundo Vieira, é esperado que em cada uma das quatro regiões “entrebraços” da Via Láctea haja uma região com as mesmas características do Braço Local. Será que outras formas de vida deram a mesma sorte que nós, de se desenvolver em um cantinho blindado contra a violência cósmica?

“A gente espera que planetas fora do Sistema Solar que possam abrigar vida estejam nessas zonas de corrotação”, diz Vieira. Fica a dica, NASA.