Monthly Archives: agosto 2017

Esse não é o Sol!

É a imagem mais detalhada da estrela supergigante vermelha Antares, ou de qualquer outra estrela que não o Sol.

A imagem foi obtida por uma equipe internacional de astrônomos do Chile e da Alemanha, liderada por Keiichi Ohnaka da Universidade Católica del Norte (Chile).

Com um diâmetro de cerca de 700 vezes o do Sol, Antares se encontra a uma distância de 554 anos-luz e é a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião.

Artigo científico (em inglês):

https://www.eso.org/public/archives/releases/sciencepapers/eso1726/eso1726a.pdf

Nota do ESO em Português (por Gustavo Rojas):

http://www.eso.org/public/brazil/news/eso1726/?utm_campaign=Feed%3A+EsoTopNews+%28ESO+Top+News%29&utm_medium=feed&utm_source=feedburner&utm_content=FeedBurner

Constelação de Escorpião. Antares em destaque.
Crédito da imagem: ABC Science.

 

 

A imagem mais detalhada da estrela supergigante vermelha Antares, ou de qualquer outra estrela que não o Sol.
Crédito de imagem: K. Ohnaka / ESO.

Diâmetro da estrela Antares em comparação como o nosso Sol.

Diâmetro da estrela Antares em comparação como o nosso Sol.

Esta concepção artística mostra a estrela supergigante vermelha Antares.
Crédito da imagem: ESO/M. Kornmesser

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

via – Valmir M. de Morais

Pedacinho do quebra-cabeça: brasileiros criaram forma de explorar galáxias.

Uma equipe internacional multidisciplinar composta por astrônomos, estatísticos e cientistas da computação, liderados pelos astrofísicos brasileiros Rafael de Souza e Maria Luiza Dantas reuniu seus conhecimentos para criar um método inédito de explorar galáxias: um sistema automatizado capaz de reconhecer nuances que vão além da capacidade visual humana.

Se você coloca óculos de visão noturna, pode ver os seres humanos de outra maneira por meio de uma radiação que o corpo emite no infravermelho, mas que não conseguimos ver normalmente. Nesse tipo de análise, é como se você estivesse usando um óculos de visão noturna nas galáxias.”

“Existem bilhões de galáxias e a forma automatizada ajuda sua classificação. Existem outros astrônomos que também fazem isso, nossa contribuição é que criamos um sistema que reconhece padrões que não são possíveis de serem percebidos visualmente. Isso ajuda na capacidade de encontrar novos objetos”, afirma de Souza.

O método utiliza técnicas de inteligência artificial (ramo da ciência da computação dedicado a desenvolver mecanismos que simulam o raciocínio humano) que identifica galáxias a partir de seu espectro (luz decomposta em comprimentos de onda).

Para exemplificar como é feita essa análise, Maria Luiza faz uma analogia com imagens obtidas por meio de óculos de visão noturna.

Se você coloca óculos de visão noturna, pode ver os seres humanos de outra maneira por meio de uma radiação que o corpo emite no infravermelho, mas que não conseguimos ver normalmente. Nesse tipo de análise, é como se você estivesse usando um óculos de visão noturna nas galáxias.”

Imagem de exemplo de uma galáxia e seu respectivo espectro conforme a luminosidade

Imagem de exemplo de uma galáxia e seu respectivo espectro conforme a luminosidade

Ao visualizar a luz que as galáxias emitem, é possível classificar sua composição química, idade, taxa de formação de estrelas, presença de buraco negro, entre outros quesitos.

“A partir do momento que o método ajuda a entender melhor as diferentes classes de galáxia e, por definição, suas propriedades, naturalmente ajudará um pouco na compreensão do Universo. Mas é um pedacinho de um grande quebra-cabeça”, afirma Souza.

O trabalho, cujo título é “A probabilistic approach to emission-line galaxy classification” (Uma abordagem probabilística para a classificação de galaxia via linhas de emissão), ainda combina, pela primeira vez, dois esquemas tradicionais de classificação já utilizados separadamente em astrofísica, permitindo um maior avanço nas interpretações, de acordo com Maria Luiza.

O método foi apresentado recentemente na “European Week of Astronomy and Space Science (Ewass 2017)”, simpósio que ocorreu em Praga. A equipe conta com membros da Austrália, África do Sul, Portugal, Coreia do Sul e Hungria, alguns deles não-vinculados a universidades ou institutos de pesquisas, pois atuam em empresas públicas e privadas.

O método foi apresentado recentemente na “European Week of Astronomy and Space Science (Ewass 2017)”, simpósio que ocorreu em Praga. A equipe conta com membros da Austrália, África do Sul, Portugal, Coreia do Sul e Hungria, alguns deles não-vinculados a universidades ou institutos de pesquisas, pois atuam em empresas públicas e privadas.

Souza explica que este trabalho está dentro de um projeto maior que unifica astrônomos, estatísticos e cientistas da computação para resolver problemas modernos de astronomia.

“Este trabalho se insere no novo conceito de quebrar barreiras entre áreas. Reúne pessoas que combinam seus conhecimentos”, comenta.

Pedacinho do quebra-cabeça: brasileiros criaram forma de explorar galáxias.

Imagem do Observatório Europeu do Sul mostra o grupo de estrelas Plêiades

Recém-contratado como pesquisador pela Universidade da Carolina do Norte, Rafael S. de Souza é vice-presidente da International Astrostatistics Association e fundador do Cosmostatistics Initiative (COIN). Também é autor do livro “Bayesian Models for Astrophysical Data” (Cambridge University, 2017), sobre métodos estatísticos para astrofísica.

 

Maria Luiza Dantas é doutoranda no IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, na área de arqueologia de populações estelares e evolução de galáxias.

Como é o lançamento de uma nave espacial? Fotógrafo mostra cada detalhe

Por mais de uma década, o fotógrafo Shamil Zhumatov acompanhou bem de perto o lançamento de naves espaciais do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Com a câmera na mão, ele já pode presenciar a cena dezenas de vezes. Mas, a sua mais recente experiência ganhou um sentido especial.

Foi no dia 28 de julho, quando a nave espacial Soyuz transportou os astronautas Randy Bresnik (EUA) e Paolo Nespoli (Itália), além do cosmonauta russo Sergey Ryazanskiy, para a ISS (Estação Espacial Internacional).

“A maioria dos lançamentos recentes ocorreram durante o dia, mas este último foi especial. Aconteceu bem na passagem entre o dia e a noite, cerca de 20 minutos após o pôr do sol”, disse Shamil à agência de notícias Reuters.

O chão, como ele descreve, já estava escuro, mas as camadas superiores da atmosfera ainda estavam iluminadas pelo sol. “O que criou um contraste incomum e dificuldades técnicas adicionais.”

 

Os fotógrafos não têm escolha de localização em Baikonur – todos disparam da mesma posição, a cerca de 1 km da plataforma de lançamento. Somente câmeras controladas remotamente podem disparar de distâncias mais próximas.

Depois que o foguete parte, os fotógrafos continuam rastreando-o até desaparecer da vista. Após poucos minutos de voo, o foguete solta seus quatro impulsionadores à medida que ficam vazios.

Durante o dia, esses impulsionadores só podem ser vistos como quatro pequenos pontos. Mas, em 28 de julho, a iluminação incomum fez a trilha de condensação da Soyuz –nuvens formadas pelo escape do motor– brilharem de uma maneira diferente, tornando-os mais visíveis.

Indústria 4.0

Indústria 4.0: internet das coisas e nanotecnologia são parte da quarta revolução industrial

Indústria 4.0:

Indústria 4.0: internet das coisas e nanotecnologia são parte da quarta revolução industrial

Em 1780, a primeira revolução industrial trouxe a máquina a vapor e a mecanização da produção têxtil. Um século depois, em 1870, a segunda fase representou o surgimento do setor automobilístico e a consolidação do petróleo como fonte de energia. Mais recentemente, a partir de 1970, foi a vez dos computadores e a microeletrônica revolucionarem os meios de produção. Agora, com a crescente junção de tecnologias digitais, físicas e biológicas e segmentos como internet das coisas e nanotecnologia se apresentando como novos paradigmas, essa terceira fase também ficou para trás. Para especialistas como Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, estamos vivendo o princípio da quarta revolução industrial.

Com velocidade, alcance e impacto acelerados pela conectividade de um mundo globalizado, a nova era de mudanças promete transformar profundamente a maneira como vivemos, trabalhamos e, claro, fabricamos, valoramos e consumimos os produtos. De acordo com especialistas, o mundo está bem perto de ter as primeiras fábricas inteligentes, capazes de produzir itens customizados em larga escala e sem a necessidade de estoques. Alguns dos primeiros sinais dessa nova fase já estão entre nós: drones, impressoras 3D, computação na nuvem, sistemas capazes de tomar decisões e de se aperfeiçoar (a exemplo dos carros autônomos já testados por companhias como Google e Uber).

Dotadas de equipamentos com sensores e softwares preparados para interpretação das informações obtidas e tomada de decisões de acordo com os parâmetros de segurança, produtividade e ciência desejados, as fábricas inteligentes vão se diferenciar das que dominam nosso sistema produtivo atual em quatro princípios básicos.

– A virtualização das operações;
– A operação com monitoramento e correções em tempo real;
– A descentralização dos ciclos de produção (tornando as fábricas mais modulares e independentes);
– A customização, com a oferta sendo direcionada de acordo com a demanda real dos clientes.

A expectativa é de que, até 2020, 75 bilhões de equipamentos já estarão conectados à internet e vão se comunicar entre si sem interação humana.

O papel que o Brasil pode ter nessa revolução

De acordo com pesquisa promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 70% das empresas do Brasil empregam tecnologia apenas para melhorar processos produtivos já existentes, enquanto só cerca de 30% a usam para desenvolver novos produtos e negócios. As tecnologias digitais que são referência no cenário da 4ª revolução industrial — como o MRP (Materials requirements Planning) e o MES (Manufacturing Execution System) — ainda são pouco conhecidas por aqui.

De acordo com Gustavo Bastos, vice-presidente de Supply Chain da TOTVS, a demora em adotar os modos de produção disruptivos pode custar caro à indústria nacional. “Empresas que embarcaram na digitalização de seus negócios já observam retornos financeiros. As que ainda resistem a acompanhar a nova onda industrial podem ficar atrasadas”. O investimento inicial é alto, mas o retorno financeiro também ocorre na mesma proporção: “Sem dúvida existe um retorno grande. A produtividade aumenta, mas o custo de produção é o mesmo”.

EXERCÍCIOS DA NASA, CORRIDA E MATEMÁTICA: SAIBA COMO É UMA ACADEMIA DE PILOTOS

Você sabia que existe uma academia para pilotos? Está muito enganado quem pensa que o profissional só precisa vestir o macacão, colocar o capacete e pisar fundo em busca das vitórias pelos circuitos do país. Chegar na frente dos concorrentes requer muito suor.
O Torcedores.com viveu um dia de piloto e você fica sabendo a seguir como foi a experiência.

EXERCÍCIOS DA NASA, CORRIDA E MATEMÁTICA: SAIBA COMO É UMA ACADEMIA DE PILOTOS


Você sabia que existe uma academia para pilotos? Está muito enganado quem pensa que o profissional só precisa vestir o macacão, colocar o capacete e pisar fundo em busca das vitórias pelos circuitos do país. Chegar na frente dos concorrentes requer muito suor. O Torcedores.com viveu um dia de piloto e você fica sabendo a seguir como foi a experiência.

Para subir no lugar mais alto do pódio é necessário estar bem tanto fisicamente, como mentalmente. É aí que entra uma preparação toda especial feita em uma academia em São Paulo, a Pilotech.

José Rubens D´Elia, “guru” de grandes nomes do automobilismo brasileiro como Christian Fittipaldi e Rubens Barrichello, se uniu aos pilotos Luca Millani e Luiz Nicolaci Santos para criar o centro de treinamento de alta performance.

Inspirado em academias similares existentes nos Estados Unidos, Inglaterra e Itália, eles montaram a estrutura que recebe desde pilotos amadores e apaixonados por velocidade até profissionais, como Thiago Camilo e Marcos Gomes – os dois da Stock Car.

O treino tem durações variadas (de no mínimo duas horas) e faz o piloto, ou aspirante, se exercitar física e mentalmente de forma conjunta – como correr e fazer contas matemáticas, praticar exercícios criados pela Nasa e pular corda vendado. É preciso muito fôlego e pensamento rápido para conseguir se dar bem em uma sessão de simulador e correr no circuito de Interlagos, por exemplo. Confira o desempenho do Torcedores.com no vídeo: