Monthly Archives: novembro 2017

Com poluição luminosa, luzes de LED aumentam riscos de câncer e diabetes.

Acreditava-se que provocariam uma revolução energética, mas a popularidade das luzes de LED está gerando um aumento da poluição luminosa no mundo, com consequências nefastas para a saúde dos humanos e dos animais, disseram pesquisadores nesta quarta-feira.

Com poluição luminosa, luzes de LED aumentam riscos de câncer e diabetes.

Com poluição luminosa, luzes de LED aumentam riscos de câncer e diabetes.

O estudo, publicado na revista “Science Advances”, se baseia em dados de satélite que mostram que a noite na Terra está se tornando mais brilhante, e as áreas exteriores iluminadas artificialmente aumentaram a um ritmo anual de 2,2% entre 2012 e 2016.

Os especialistas dizem que isso é um problema porque as luzes noturnas interrompem nossos relógios biológicos e aumentam os riscos de câncer, diabetes e depressão.

Para os animais, podem ser fatais, seja atraindo insetos ou desorientando as aves migratórias e as tartarugas marinhas.

A questão não é apenas as luzes de LED, que são mais eficientes porque necessitam menos eletricidade para proporcionar a mesma quantidade de luz, explicou o autor principal Christopher Kyba, físico do centro alemão de pesquisa para geociências GFZ. O problema é que as pessoas continuam instalando cada vez mais luzes.

“Iluminamos coisas que não iluminávamos antes, como uma ciclovia em um parque ou uma estrada que leva aos arredores da cidade”, ilustrou. “Todos esses novos usos da luz compensam, até certo ponto, as economias que tivemos”.

O estudo se baseou no primeiro radiômetro projetado especialmente para luzes noturnas: o Visible/Infrared Imager Radiometer Suite (VIIRS), montado em um satélite da Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos que orbita a Terra desde outubro de 2011.

“Com poucas exceções, o aumento na iluminação ocorreu na América do Sul, África e Ásia”, apontou o estudo.

As raras reduções foram observadas em lugares afetados por conflitos, como a Síria e o Iêmen.

Algumas das zonas mais brilhantes do mundo, como Itália, Holanda, Espanha e Estados Unidos, eram relativamente estáveis.

Os pesquisadores também advertiram que os dados do satélite provavelmente subestimaram a iluminação geral, porque não foi possível captar os comprimentos de onda azuis que são proeminentes em muitas luzes de LED.

O excesso de luz noturna danifica os habitats naturais e torna impossível a observação de estrelas. Além disso, custa quase sete bilhões de dólares por ano em “impactos negativos na vida silvestre, na saúde, na astronomia e na energia desperdiçada”, segundo um estudo de 2010 publicado na revista Ecological Economics.

Novo planeta Ross 128b descoberto pelo Observatório Europeu Austral (ESO) (Observatório Europeu Austral (ESO)/Divulgação)

Descoberto novo planeta suscetível de ter vida

Ross 128b é suscetível de abrigar sinais de vida, pois tem uma massa e temperatura superficial semelhantes às da Terra
Um novo planeta acaba de ser adicionado à lista ainda restrita de bons candidatos para a busca de sinais de vida além do nosso Sistema Solar, anunciou nesta quarta-feira (15) o Observatório Europeu Austral (ESO).

Novo planeta Ross 128b descoberto pelo Observatório Europeu Austral (ESO) (Observatório Europeu Austral (ESO)/Divulgação)

Descoberto novo planeta suscetível de ter vida
Ross 128b é suscetível de abrigar sinais de vida, pois tem uma massa e temperatura superficial semelhantes às da Terra

Este último planeta, chamado Ross 128b, foi descoberto em torno de uma estrela na constelação de Virgem, localizada a apenas 11 anos-luz do Sistema Solar (um ano-luz equivale a 9.460 bilhões de km) da Terra.

“Ross 128b está muito próximo, o que nos permitirá observá-lo com um telescópio, como o E-ELT que está em construção para 2025”, explicou à AFP Xavier Bonfils, astrônomo do CNRS no Observatório das Ciências do Universo de Grenoble.

Detectado pelo espectrógrafo HARPS, instalado no telescópio de 3,6 metros do ESO no Chile, o planeta orbita em torno de uma estrela anã (Ross 128) em 9,9 dias.

De acordo com os pesquisadores, Ross 128b é suscetível de abrigar sinais de vida: tem uma massa semelhante à da Terra (1,35 mais maciça) e “sua temperatura superficial também pode ser próxima da Terra”, o que significa que poderia ser compatível com a presença de água no estado líquido, essencial para a vida tal como a conhecemos.

Além disso, este novo planeta orbita em torno de uma estrela “calma”, o que possibilita uma atmosfera que resiste aos ventos e erupções estelares.

A equipe de Xavier Bonfils aguarda ansiosamente para que o Telescópio Gigante Europeu E-ELT (European Extremely Large Telescope) do ESO, em construção no Chile, entre em serviço para estudar Ross 128b mais precisamente e descobrir se ele realmente possui uma atmosfera adequada à vida e se sua densidade é suficiente para proteger o planeta da sua estrela (principalmente da incidência de raios-X).

A presença de uma atmosfera representa “o grande mistério para todos os exo-Terras (exoplanetas cuja massa é próxima da Terra) detectados até hoje”, observa Xavier Bonfils.

Um mistério que, para os planetas candidatos menos distantes da Terra, poderia ser revelado com a chegada de uma nova geração de telescópios.

Após esta etapa, será preciso definir se esta atmosfera contém vestígios de oxigênio, de água ou metano, intimamente relacionados com a vida.

Ross 128b representa o exo-Terra temperado mais próximo de nós depois do Proxima b, cujo anúncio da descoberta fez um grande barulho em agosto de 2016. Este exoplaneta foi descoberto em órbita ao redor da estrela Proxima de Centauro, distante 4,2 anos-luz, um vizinho na escala do Universo.

Dos milhares de exoplanetas detectados até agora, cerca de cinquenta são considerados potencialmente habitáveis.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Sabia que este planeta é o mais frio de todo o sistema solar? Netuno é composto principalmente por hidrogênio e hélio, e o seu nome vem da mitologia romana.

Para descobrir mais curiosidades como estas, clique nas setas laterais para ver todas as imagens.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Netuno é atualmente o último planeta em relação ao sol, isto depois da requalificação de Plutão em 2006 que passou a ser um planeta anão. Neptuno é um dos gigantes gasosos e o seu tamanho é apenas ligeiramente menor do que Urano com uma massa equivalente a 17 Terras. Apesar destes fatos mais básicos, existe muita coisa que acreditamos que não saiba sobre este planeta. Confira!

A LUZ De acordo com a NASA, Netuno emite mais luz do que aquela que recebe do sol.

A LUZ
De acordo com a NASA, Netuno emite mais luz do que aquela que recebe do sol.

VERÃO O verão neste planeta dura cerca de 40 anos! Mas não se entusiasme, a temperatura é de -200ºC.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

LUAS Netuno tem 14 luas, mas é um dos planetas do sistema solar com menos, sendo que Júpiter tem 67 e Saturno 62.

LUAS
Netuno tem 14 luas, mas é um dos planetas do sistema solar com menos, sendo que Júpiter tem 67 e Saturno 62.

DESCOBERTA Netuno foi descoberto ao ser observado pela primeira vez em 1846 por Urbain Le Verrier, no entanto já teria sido especulado matematicamente a existência de outro planeta com base na órbita de Urano.

DESCOBERTA
Netuno foi descoberto ao ser observado pela primeira vez em 1846 por Urbain Le Verrier, no entanto já teria sido especulado matematicamente a existência de outro planeta com base na órbita de Urano.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

VENTO
O planeta contém os ventos mais fortes de todo o sistema solar, atingindo velocidades de 2100 km/h.

ATMOSFERA A atmosfera deste planeta é composta por hidrogênio, hélio, e algum metano.

ATMOSFERA
A atmosfera deste planeta é composta por hidrogênio, hélio, e algum metano.

NAVE Apenas uma nave passou perto de Netuno. A Voyager 2 enviou para a Terra as primeiras imagens do planeta tiradas de perto.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

NETUNO O nome Netuno deriva do Deus romano dos Mares, o equivalente na mitologia grega a Poseidon.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

LUA DE NETUNO A maior Lua de Netuno, Triton, foi descoberta 17 dias depois do planeta ter sido descoberto.

LUA DE NETUNO
A maior Lua de Netuno, Triton, foi descoberta 17 dias depois do planeta ter sido descoberto.

TEMPESTADE O planeta tem uma tempestade chamada Great Dark Spot, semelhante àquela que acontece em Júpiter, mas não é uma tempestade comum… A tempestade regular de Netuno tem o tamanho da Terra.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

TEMPERATURA
A temperatura normal do planeta é de -214ºC.

FRIO Essa temperatura torna Netuno o planeta mais frio de todo o sistema solar.

FRIO
Essa temperatura torna Netuno o planeta mais frio de todo o sistema solar.

O MENOS Apesar de ser gigantesco, Netuno é ainda o menor dos planetas gasosos com um raio equatorial de 24764 Km.

O MENOS
Apesar de ser gigantesco, Netuno é ainda o menor dos planetas gasosos com um raio equatorial de 24764 Km.

GRAVIDADE Se Neptuno tivesse superfície, a força gravitacional puxando alguém para baixo seria 17% mais forte do que a da Terra.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

PLANOS PARA VISITAR NETUNO
Não existem atualmente planos de exploração para Netuno, no entanto a NASA anunciou que queria lançar uma Probe para Netuno em 2016, contudo os planos não se realizaram e o lançamento ficou adiado apenas para 2035.

CAMPO MAGNÉTICO O campo magnético de Netuno é 27 vezes mais forte do que o da Terra.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

VELOCIDADE DE ÓRBITA O planeta tem uma velocidade de órbita de 5.4 km/h.

VELOCIDADE DE ÓRBITA
O planeta tem uma velocidade de órbita de 5.4 km/h.

DIAS Um dia em Neptuno equivale a 16 horas na Terra.

DIAS
Um dia em Neptuno equivale a 16 horas na Terra.

ANOS Um ano em Netuno é equivalente a 164 anos na Terra.

ANOS
Um ano em Netuno é equivalente a 164 anos na Terra.

DISTÂNCIA Netuno encontra-se a 4.5 bilhões de Km do sol.

DISTÂNCIA
Netuno encontra-se a 4.5 bilhões de Km do sol.

© Foto: Fornecido por BBC O movimento de precessão dos equinócios foi descrito pela primeira vez pelo astrônomo grego Hiparco de Nicea

Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

Você certamente aprendeu na escola que a Terra faz uma órbita elíptica em torno do Sol.

© Foto: Fornecido por BBC Além desses cinco movimentos principais, há outras oscilações secundárias

Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

Esse movimento, conhecido como translação, leva 365 dias (mais 5 horas, 45 minutos e 46 segundos) para ser completo.

Outro movimento que lhe ensinaram foi o de rotação: a Terra gira em torno de seu próprio eixo.

Essa volta em torno de si mesma demora aproximadamente um dia (23 horas, 56 minutos e 4,1 segundos, para ser exato).

Mas esses não são os únicos movimentos que nosso planeta faz. Conheça outros três tão importantes quanto:

Movimento de precessão dos equinócios

© Foto: Fornecido por BBC O movimento de precessão dos equinócios foi descrito pela primeira vez pelo astrônomo grego Hiparco de Nicea

Além de rotação e translação: 3 movimentos que a Terra faz e que poucos conhecem

É o movimento da Terra em volta do eixo de sua órbita devido à inclinação de seu eixo.

Mais especificamente, é o movimento que o Polo Norte terrestre faz em relação ao ponto central da elipse da Terra no movimento de translação, similar ao giro de um pião desequilibrado.

Essa oscilação foi descrita pela primeira vez pelo astrônomo, geógrafo e matemático grego Hiparco De Nicea, que viveu entre os anos 190 a.C. e 120 a.C.. Foi o terceiro movimento terrestre descoberto.

Esse “rebolado” no eixo de rotação da Terra leva cerca de 25.780 anos para completar um ciclo. Essa duração só não é mais precisa porque é influenciada pelo movimento das placas tectônicas.

A precessão dos equinócios ocorre, principalmente, devido à força gravitacional que o Sol exerce sobre a Terra.

Movimento de nutação

Esse movimento acontece por causa de uma espécie de vibração do eixo polar terrestre.

Isso faz com que, durante o movimento de precessão dos equinócios, os círculos feitos pela Terra sejam imperfeitos e irregulares.

Ou seja, o eixo da Terra se inclina um pouco mais ou um pouco menos em relação à circunferência que faz durante a precessão.

O movimento é cíclico e cada um deles dura um pouco mais de 18 anos e meio. Durante esse tempo, a variação é de no máximo 700 metros em relação à posição inicial.

A nutação foi descoberta pelo astrônomo britânico James Bradley em 1728.

A causa desse vaivém só foi compreendida muitos anos depois, quando os cálculos de vários cientistas os levaram à conclusão de que era um produto direto da atração gravitacional da Lua.

Oscilação de Chandler

Essa outra irregularidade na oscilação do eixo terrestre foi descoberta em 1891 pelo astrônomo americano Seth Chandler e ainda hoje continua sendo um enigma: por mais teorias que existam a respeito, ninguém conseguiu determinar sua causa.

A chamada oscilação de Chandler é um movimento oscilatório do eixo de rotação da Terra.

Esse movimento faz com que a Terra se desloque até um máximo de 9 metros da posição esperada em um determinado momento.

Sua duração é de cerca de 433 dias, ou seja, esse é o tempo que demora para completar uma oscilação.

Algumas teorias sugerem que ela pode ser provocada por mudanças na temperatura e salinidade dos oceanos, assim como por mudanças nos movimentos dos oceanos causadas pelo vento. Outros afirmam que seja por mudanças no clima.

 

Você só usa 10% do cérebro? Pode aprender idiomas dormindo? Conheça 6 mitos sobre a mente

Complexidade do órgão acabou estimulando o surgimento de diversas crenças populares; a BBC esclarece o que a ciência de fato diz sobre isso.

Complexidade do órgão acabou estimulando o surgimento de diversas crenças populares; a BBC esclarece o que a ciência de fato diz sobre isso.

Estudos mostraram que usamos mais de 10% do cérebro mesmo em tarefas mais simples (Foto: BBC)

cérebro humano é estudado há séculos, mas ainda se sabe muito pouco a respeito deste “supercomputador”.

A complexidade do órgão acabou estimulando o surgimento de diversas crenças populares sobre a mente.

Selecionamos a seguir uma lista de seis mitos que costumam ser propagados:

1 – Você usa apenas 10% do cérebro

Uma simples ressonância magnética pode acabar com essa teoria. Cientistas já provaram que nós usamos mais de 10% do cérebro ao executar simples tarefas – como falar.

A origem do mito pode estar relacionada ao estudo clássico de William James, The Energies of Men (1908), no qual o psicólogo afirma que utilizamos apenas uma pequena parte da capacidade mental. No entanto, ele não especifica a porcentagem.

Outra explicação pode ser a falta de compreensão em relação ao complexo campo da neurociência. Os neurônios da massa cinzenta são responsáveis pelo poder de processamento do cérebro e correspondem a uma em cada dez células cerebrais.

As outras células, conhecidas como células gliais (massa branca), oferecem apoio e nutrição aos neurônios, mas não ajudam no poder de processamento. A teoria de que seria possível aproveitar as células gliais e capacitá-las para desempenhar o papel do neurônio é pura fantasia. Então se alguém disser para você “usar todo o seu cérebro”, responda que você já está fazendo isso.

2 – Você pode aprender línguas dormindo

Outra crença comum é sobre a capacidade de aprender uma língua durante o sono. Ao deitar, bastaria colocar um CD com aulas de francês, por exemplo, e, pronto! Absorveríamos todo o conteúdo enquanto dormimos.

A eficácia da técnica tem sido contestada, no entanto, desde o experimento de Charles Simon e William Emmons (1956), que não encontrou qualquer evidência de que seria possível aprender algo durante o sono.

Já o estudo de Thomas Schreiner e Björn Rasch (2014) mostrou que ensinar palavras em holandês durante um movimento ocular mais lento ou ao acordar melhora a capacidade de memorizar o vocabulário. Ainda assim, a margem de melhoria foi pequena. Ou seja, os métodos tradicionais ainda são os mais recomendados para o aprendizado de idiomas.

3 – Ouvir Mozart torna a criança mais inteligente

O termo “efeito Mozart” surgiu a partir de um artigo publicado pela Universidade da Califórnia em 1991, que detalhava um estudo feito com 36 estudantes. Os que ouviram Mozart por 10 minutos antes de uma atividade mental – que tinha como objetivo testar uma habilidade visual espacial específica – se saíram melhor do que aqueles que haviam aguardado em silêncio.

Apesar da limitação óbvia da pesquisa, que contou com um número pequeno de participantes – e do fato de que nenhum deles era criança –, o resultado inspirou o surgimento de diversos produtos destinados aos pais e que foram colocados à venda com a promessa de potencializar a inteligência de seus filhos.

Em 2010, uma análise de vários estudos constatou que ouvir música ou outro tipo de conteúdo teria um impacto num curto prazo na capacidade de manipular formas mentalmente, mas não encontrou evidências para sustentar um possível impacto no quociente de inteligência (QI) das pessoas.

4 – Você pensa com o lado direito ou esquerdo do cérebro?

Se você acredita que tem um cérebro “intuitivo”, porque usa mais o lado direito, ou “analítico”, por acionar mais o hemisfério esquerdo, está enganado. A teoria de que um dos lados do cérebro tem influência significativa na personalidade da pessoa é um mito.

É verdade que algumas funções cerebrais encontram um suporte maior em determinado hemisfério do cérebro. Um exemplo é o idioma, controlado predominantemente pelo lado esquerdo. No entanto, aspectos da comunicação, como a modulação de voz, são guiados por regiões do lado direito. Ou seja, um simples bate-papo provoca reações complexas em ambos os lados.

A tecnologia moderna oferece uma visão mais precisa que contradiz crenças históricas. Um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, divulgado na publicação científica Plos One, examinou cada par de 7.266 regiões do cérebro em mais de mil indivíduos, enquanto eles executavam pequenas tarefas.

O estudo não encontrou, no entanto, evidências claras para sugerir que os participantes estavam usando fortemente o lado esquerdo ou direito.

Como seres humanos, temos tendência a agrupar objetos ou pessoas em conjuntos ou categorias que nos ajudem a organizar e entender o desconhecido. É essa tendência humana que pode ter influenciado a propagação deste mito tão popular.

5 – Álcool mata células do cérebro

Acordar com a cabeça latejando após uma noite de bebedeira pode dar a impressão de que o álcool destruiu milhares de células do seu cérebro, mas a boa notícia é que isso provavelmente não aconteceu.

Grethe Jensen (1993) comparou amostras de neurônios de pessoas que bebiam álcool e que não bebiam. Os resultados não apresentaram diferenças perceptíveis no número ou na densidade de células do cérebro.

Pesquisas sugerem, no entanto, que apesar de o álcool não matar as células, ele pode ter um impacto negativo significativo no comportamento delas, alterando as ligações entre os neurônios no cérebro, o que afeta a forma como as células se comunicam entre si.

Um estudo publicado na revista Neuroscience também descobriu que quantidades moderadas de álcool alteram a produção de novos neurônios no hipocampo de um adulto, um processo chamado neurogênese – o que pode ter efeito na aprendizagem e na memória.

6 – Dano cerebral é sempre permanente

A gente costuma ouvir que qualquer dano cerebral é permanente. Mas um dos feitos notáveis deste órgão é que, em certas circunstâncias, é possível que ele consiga recuperar uma lesão, dependendo da localização e da gravidade.

Uma concussão pode ser uma interrupção temporária das funções do cérebro, mas, desde que não haja traumatismo posterior na cabeça, o cérebro pode se recuperar completamente.

O cérebro também pode se adaptar a lesões ainda mais graves em um processo chamado neuroplasticidade, que se refere à capacidade do cérebro de redirecionar suas funções desativadas por condições mais sérias, como um acidente vascular cerebral.

Uber e NASA se unem para lançar “carros” voadores até 2020

Já não é de hoje que a Uber fala em ter carros voando por aí em seu serviço de ride-sharing. No entanto, tudo estava no papel e sem grandes planos concretos – pelo menos até o surgimento de um parceiro de peso nesse projeto: nada menos que a NASA, a agência espacial norte-americana.

Uber e NASA se unem para lançar “carros” voadores até 2020

Uber e NASA se unem para lançar “carros” voadores até 2020

A parceria foi anunciada na última quarta-feira durante um evento em Lisboa e a companhia afirmou que a ideia é desenvolver um plano para gerenciar o espaço aéreo urbano. As duas empresas fecharam um acordo batizado de Ato Espacial, que vai permitir que a Uber trabalhe com a NASA e com outros parceiros para fazer com que veículos voadores em baixas altitudes sejam seguros e viáveis.

Os planos são de lançar um serviço chamado UberAIR em Los Angeles já em 2020. Jeff Holden, responsável pela divisão de produtos da Uber, divulgou inclusive um vídeo de teaser que mostra os primeiros conceitos de como tudo deve funcionar.
Ao que tudo indica, os veículos voadores serviriam como substitutos para os helicópteros, sendo menos barulhentos, perigosos e caros para voar em distâncias relativamente curtas e ambientes urbanos.

A frota da UberAIR, por sua vez, vai ser totalmente elétrica e poderá voar mesmo se algum componente individual falhar. A ideia é que os valores sejam parecidos com os praticados pelo Uber X e que, em algum momento, voar seja mais barato do que ser proprietário de um carro.
Além de Los Angeles, Dallas também está no escopo da Uber para o projeto e, fora dos Estados Unidos, Dubai deve ser a primeira cidade a receber os veículos voadores.

Ratos, peixes, moscas: para que serve o pequeno zoológico do espaço?

No espaço, os animais como ratos, peixes e moscas são usados para fazer com que a pesquisa médica avança, explica à AFP a bióloga Julie Robinson, cientista-chefe da Nasa para a Estação Espacial Internacional (ISS).

Ratos, peixes, moscas: para que serve o pequeno zoológico do espaço?

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P: Em nossa época, é concebível enviar cães, gatos ou macacos ao espaço como nas primeiras décadas da conquista espacial?

R: Não temos previsto fazer isso por uma série de motivos. Um deles é que não temos os mesmos objetivos de quando enviávamos animais ao espaço.

No início, usamos estas espécies porque temíamos que os mamíferos em geral não fossem capazes de sobreviver na ausência de gravidade. Acreditávamos que os humanos corriam o risco, por exemplo, de se asfixiar. Não tínhamos sequer ideia do que ia acontecer.

Agora sabemos que os humanos sobrevivem no espaço. Por isso, não precisamos recorrer a este tipo de animais.

Hoje em dia enviamos ao espaço animais pequenos, em grande quantidade, para a pesquisa biomédica.

Usamos roedores, moscas drosófilas, peixes, vermes. Queremos dispor de amplas amostras. Tentamos ter entre 20 e 40 animais para realizar estudos estatisticamente válidos.

Cada um desse estudos está destinado a resolver um tema médico em particular, geralmente com o objetivo de avançar no âmbito da saúde dos seres humanos.

P: Estes animais pequenos são treinados antes de partir e como se adaptam no espaço?

R: Para cada experimento realizado no espaço, os astronautas devem treinar e a mesma coisa acontece com os animais. Devem aprender como atuar em seu habitat e como devem realizar as atividades previstas.

Os roedores vivem em jaulas especiais, onde têm água e comida.

Os peixes nadam em aquários que têm a parte alta fechada para que a água não saia devido à falta de gravidade. Eles se adaptam muit rápido à vida no espaço.

Os ratos experimentam algo parecido com a tripulação. Quando chegam à ISS e começam a flutuar, se surpreendem, mas aprendem logo a utilizar seu habitat, a beber, comer, dormir de uma forma bastante normal.

O lançamento é uma experiência estressante para eles, como é para os astronautas. Mas, uma vez no espaço, vivem uma experiência relativamente tranquila. Eles se adaptam muito bem.

No futuro temos previsto enviar ratos à estação.

P: Por que continuam estudando esses animais? São tomadas precauções para seu bem-estar?

R: As pesquisas realizadas com ratos na ISS são parecidas com as feitas na Terra com esses animais.

Abarcam os âmbitos os quais tentamos melhorar a saúde dos humanos, em particular a osteoporose e a perda muscular.

Na estação espacial, onde se encontram em condição de microgravidade, esses pequenos animais flutuam como os humanos e se não fazem exercício, perdem a densidade óssea. Seus músculos se debilitam.

Nos ratos, esses processos se desencadeiam rapidamente e seu estudo pode permitir o desenvolvimento de tratamentos para atuar contra a perda da densidade óssea nos seres humanos.

Nossas pesquisas geralmente perseguem um duplo objetivo. Queremos reduzir os riscos para os astronautas que participarão nas futuras explorações espaciais além da órbita terrestre.

Mas também queremos que nosso trabalho tenha um impacto na Terra. Porque estes processos de perda óssea e muscular acontecem com o envelhecimento.

Todos estes experimentos são extremamente importantes.

Cuidamos muitos para que sejam cumpridos os critérios estipulados pela lei sobre o uso de animais. Um comitê independente se assegura de que tudo seja feito com ética e que as pesquisas sejam úteis.