Monthly Archives: dezembro 2017

NASA escolhe finalistas para missão espacial

Confira quais as prováveis missões criadas por civis que irão ao espaço pelos próximos anos

A NASA divulgou hoje os finalistas da competição que escolherá um projeto voltado na área da robótica para uma futura missão em nosso Sistema Solar. A competição faz parte de um programa chamado New Frontiers.

Um dos escolhidos promete retornar uma amostra de cometa para a Terra enquanto que o outro deseja explorar diferentes partes da lua Titã de Saturno (e assim ver se ela pode hospedas vida).

 

A primeira missão, encabeçada pelo professor Steve Squyres da Cornell University, batizada de CAESAR, ou Comet Astrobiology Exploration Sample Return (Exploração Astrobiológica de Retorno de Amostra de Cometa) envolverá o envio de uma nave espacial ao cometa Churyumov-Gerasimenko, aquele mesmo cometa que recentemente foi explorado pela Agência Espacial Europeia. Na ocasião eles conseguiram o surpreendente feito de pousar uma sonda no corpo celeste enquanto ele passava pela Terra e tinha uma velocidade aproximada de 135 mil km/h. O objetivo dessa nova missão é coletar pelo menos 100 gramas de amostras da superfície e depois trazê-las de volta à Terra.

Tal coleta será focada nos compostos orgânicos que constituem todos os seres vivos e assim tentar entender como as cometas contribuíram para a vida na Terra. “Os cometas estão entre os objetos mais importantes do ponto de vista científico no Sistema Solar, mas também estão entre os mais mal compreendidos”, disse Squyres em uma coletiva de imprensa. “Eu acho que vai produzir uma revolução na ciência nas próximas décadas”.

Confira quais as prováveis missões criadas por civis que irão ao espaço pelos próximos anos

NASA escolhe finalistas para missão espacial

A segunda missão, liderada por Elizabeth Turtle do Johns Hopkins Applied Physics Laboratory, chama-se Dragonfly e envolverá o envio de um robô-drone para a superfície de Titã, uma das luas de Saturno. Titã é considerado um dos melhores candidatos para a vida fora da Terra por uma série de fatores.

A missão Dragonfly propõe um quadricóptero duplo (um drone com 4 pares de hélices), que irá se mover de um local para outro e assim fazer diversas medições, incluindo do que a superfície é feita, como são dispostas suas camadas e quais as condições atmosféricas do satélite.

O programa New Frontiers da NASA tem como objetivo desenvolver missões que busquem explorar planetas e corpos no Sistema Solar. As missões concebidas através do programa são consideradas de “classe intermediária”, o que significa que elas não são tão caras quanto as grandes missões da agência, e que chegam a custar bilhões de dólares, como o rover Curiosity enviado a Marte.

Ainda assim, essas missões de classe média geralmente tem o orçamento em torno de US$1 bilhão, tornando-os um pouco mais caros do que as missões menores de descoberta da agência espacial – como a nave espacial Dawn que está orbitando o planeta anão Ceres – que custam algo em torno de menos de 500 milhões de dólares.

Até hoje, três missões foram criadas através do programa New Frontiers que, aliás, estão neste momento explorando o Sistema Solar: a nave espacial New Horizons que sobrevoou Plutão, a sonda Juno que foi até a órbita de Júpiter e a nave espacial OSIRIS-REx, que está a caminho de pegar amostras do asteroide Bennu.

A NASA começou a aceitar propostas para uma quarta missão em dezembro do ano passado, e todas as envios tiveram que ser enviadas até 28 de abril. As propostas tiveram que seguir seis diferentes temas de exploração que foram considerados prioridade pela comunidade científica:

  1. Trazer de volta as amostras de uma cometa
  2. Trazer de volta amostras do polo sul da Lua
  3. Viajar para Titan ou Enceladus para entender se essas luas de Saturno podem hospedar a vida
  4. Descobrir a composição da atmosfera de Saturno
  5. Alcançar os asteroides na órbita de Júpiter
  6. Estudar a atmosfera e a crosta de Vênus

 

Além da apresentação dos finalistas, a NASA também anunciou a seleção de duas outras missões que ainda se encontram em fase conceitual. Um chama-se Enceladus Life Signatures and Habitability e visa desenvolver técnicas para evitar que uma nave espacial proveniente da Terra contamine outros planetas para a qual for enviada. O segundo, chamado Invasão Venus In situ, visa melhorar o instrumento necessário para estudar rochas nas condições severas de Vênus.

As finalistas foram escolhidas pela NASA em um conjunto inicial de 12 propostas. Os finalistas terão agora um ano para aprimorar sua ideia, avaliar os riscos e então chegar a uma proposta final.

A NASA escolherá o vencedor em julho de 2019, e as missões serão lançadas até o final de 2025.

Onde foi parar a água de Marte? Resposta pode estar nas rochas

O que aconteceu com toda a água que outrora preenchia lagos e oceanos em Marte? Boa parte, sugeriram pesquisadores nesta quarta-feira (20), pode estar presa em rochas.

Esta é a imagem mostra o Marte moderno (esquerdo) seco e estéril, em comparação com a mesma cena há mais de 3,5 bilhões de anos coberto de água (à direita)

Estudos anteriores concluíram que a água foi varrida para o espaço por potentes ventos solares quando o campo magnético do planeta entrou em colapso, enquanto uma parte foi capturada no gelo sob a superfície.

Mas essa teoria não explicava toda a água que estava faltando no planeta.

Para tentar rastrear o resto, uma equipe internacional de pesquisadores colocou o modelo científico à prova.

“Os resultados revelaram que as rochas de basalto em Marte podem conter aproximadamente 25% mais de água do que as da Terra e, como resultado, estas puxaram a água da superfície marciana para o seu interior”, destacou uma declaração da Universidade de Oxford, cujos cientistas participaram do estudo, publicado na revista Nature.

Mas as rochas marcianas fazem isso muito melhor que as da Terra, devido a uma composição diferente.
Essas rochas teriam reagido com a água superficial de Marte, bloqueando parte dela em sua estrutura mineral, disse Wade em um e-mail.

“Não é mais líquida, mas fisicamente ligada ao mineral”, afirmou, o que significa que a única maneira de liberar a água seria derretendo a rocha.

Em uma Terra recém-nascida, as rochas permeáveis formadas de uma maneira semelhante teriam flutuado na superfície super-quente do planeta até derreteram, liberando água de volta à superfície, como fizeram.

Mas em Marte, nem todas as rochas teriam derretido, e parte da água teria permanecido presa nas rochas que afundavam direto para o manto.

“Marte estava condenada pela sua geoquímica!”, disse Wade.
A água líquida é um pré-requisito para a vida como a conhecemos. E apesar do vizinho da Terra estar seco e empoeirado hoje, acredita-se que já foi um planeta molhado.

Em 2015, a Nasa disse que quase metade do hemisfério norte de Marte já havia sido um oceano, atingindo profundidades superiores a 1,6 quilômetro.

Mais tarde naquele ano, um estudo anunciou a descoberta de “água” remanescente no planeta, na forma de fluxos de salmoura.

Dermatologista do HC explica os riscos de não usar protetor solar

Especialista do Hospital das Clínicas alerta para risco de câncer de pele, o mais comum do Brasil, e lista outras possíveis complicações

Dermatologista do HC explica os riscos de não usar protetor solar

Com a chegada do verão há um aumento na temperatura, os dias ficam mais ensolarados e até mais longos. A situação faz muitas pessoas se animarem para ir às ruas e também tomar sol, especialmente nos dias de folga e férias de fim de ano.

Entretanto, a exposição solar representa sérios riscos à saúde, especialmente da pele humana, e o alerta para o uso de filtro solar é constante. Mas qual é o risco real para quem se expões ao sol sem o uso de uma proteção?

“A mais importante consequência da exposição solar sem proteção é o surgimento do câncer de pele, que é a forma de câncer mais comum no Brasil”, alertou a dermatologista do Hospital das Clínicas, Marcella Soares Pincelli, que listou ainda outros riscos para quem não usa corretamente o filtro solar.

“A exposição ao sol sem proteção pode também causar: envelhecimento precoce da pele; surgimento de lesões pré-malignas, como as queratoses actínicas; causar manchas escuras, como as melanoses solares; diminuir a imunidade da pele, predispondo a infecções locais; e piorar doenças preexistentes, como a rosácea e o melasma”, detalhou Marcella, explicando ainda que há o risco de alteração dos mecanismos de defesa da pele, o que pode predispor a reativação de doenças infecciosas, como o herpes simples.

Diante de tantos possíveis problemas provocados pela exposição ao sol, Marcella orienta que vale ir além do uso do protetor solar, que deve ter no mínimo o fator de proteção 30. Para ela, o ideal é associar o protetor solar com outras medidas, além de fazer a reaplicação a cada 2 horas, ou logo após a imersão na água (de mar, piscina, ducha, represa, etc).

“Além do protetor solar, devem ser adotadas medidas de proteção mecânica contra os raios solares, como uso de guarda-sóis, chapéus, óculos de sol e roupas de mangas longas. Não é recomendada a exposição solar entre as 10 e as 15 horas”, declarou a especialista, deixando claro que é preciso ter muito cuidado com a exposição ao sol.

 

Luzes de foguete da Space X surpreendem Los Angeles

Missão, que tinha o objetivo de colocar dez satélites em órbita, foi bem-sucedida

O lançamento do foguete Falcon 9 iluminou o céu da região sul da Califórnia, nos Estados Unidos, nesta sexta (22). O fenômeno visual resultante da explosão se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter na noite de ontem.

Produzido pela companhia privada de transporte aeroespacial Space X, o Falcon 9 foi lançado a partir da base aérea de Vandenberg, ao norte de Los Angeles, às 17h27 do horário local (23h17 no horário de Brasília), meia hora após o pôr-do-sol. O objetivo da missão — colocar dez satélites de telecomunicações em órbita — foi um sucesso.

Vários registros do show de luzes foram publicados no Twitter. Este registro mostra claramente a movimentação do projétil no céu:

A filmagem de Elon Musk, fundador da SpaceX, foi retuitada mais de 63 mil vezes.

Abaixo, um foto do Falcon 9 em Anaheim, cidade californiana que sedia o parque Disneyland.


Objeto alienígena que visita o Sistema Solar é coberto por isolamento orgânico

Em outubro, cientistas descobriram um objeto para lá de misterioso visitando o Sistema Solar, proveniente de outras regiões no espaço. Com um formato pontiagudo bizarro, o objeto batizado de Oumuamua vem sendo estudado arduamente para que se descubra não somente sua origem, mas do que ele se trata, efetivamente.

Objeto alienígena que visita o Sistema Solar é coberto por isolamento orgânico

Há quem suspeite que o objeto seja um artefato alienígena enviado para nos estudar, mas tudo indica que o Oumuamua seja, mesmo, somente um objeto natural e inusitado para os nossos padrões. Contudo, ainda se sabe muito pouco a seu respeito para tirar qualquer conclusão do tipo.

Agora, os pesquisadores descobriram que o Oumuamua é coberto por uma espécie de camada de isolamento composta por elementos orgânicos, deixando a coisa ainda mais misteriosa, até porque este é o primeiro objeto já descoberto no Sistema Solar que não é proveniente do nosso quintal espacial.

Há quem suspeite que o objeto seja um artefato alienígena enviado para nos estudar, mas tudo indica que o Oumuamua seja, mesmo, somente um objeto natural e inusitado para os nossos padrões. Contudo, ainda se sabe muito pouco a seu respeito para tirar qualquer conclusão do tipo.

Os estudos iniciais revelaram que a rocha possa ter vindo de um corpo congelado no espaço, não se tratando de um cometa, mas, sim, tendo água congelada em seu interior. “Nosso estudo diz que esse objeto poderia ser de natureza gelada, mas não detectamos esse gelo devido ao fato de ele ter sido assado por radiação energética entre as estrelas por centenas de milhões de anos, ou mesmo bilhões de anos”, explicou Alan Fitzsimmons da Queen’s University Belfast, principal autor de um dos estudos que estão em andamento sobre o Oumuamua.

Quanto ao revestimento orgânico, ele foi detectado por meio da espectroscopia, que analisa a luz sendo refletida a partir de sua superfície, sendo dividida em comprimentos de onda. Então, ao analisar essas medidas, os cientistas descobrem a composição do objeto. Já sobre sua origem, como o Oumuamua não se assemelha com nenhum objeto espacial já descoberto no Sistema Solar, é natural partir do princípio de que ele tenha vindo de fora, uma vez que cometas e asteróides foram comprovadamente expulsos do nosso sistema estelar quando ele foi formado. Portanto, é razoável assumir que a mesma coisa aconteça em outros sistemas.

No momento, a rocha segue sendo observada durante seu trajeto pelo Sistema Solar, e os cientistas esperam descobrir a existência de outros corpos do tipo para ampliar os estudos.

 

Nasa encontra sistema com oito exoplanetas, assim como o nosso

A Nasa –agência espacial dos Estados Unidos– anunciou nesta quinta-feira (14) a descoberta de um oitavo exoplaneta no sistema Kepler-90, o que faz dele o conjunto de planetas mais parecido com o nosso Sistema Solar.

Nasa encontra sistema com oito exoplanetas, assim como o nosso

A nova descoberta foi realizada graças à tecnologia da Nasa e a seu telescópio Kepler, junto com a inteligência artificial proporcionada em parceria com o gigante tecnológico Google.

A nova descoberta foi realizada graças à tecnologia da Nasa e a seu telescópio Kepler, junto com a inteligência artificial proporcionada em parceria com o gigante tecnológico Google.

Conhecido como Kepler 90i, o novo mundo orbita uma estrela chamada Kepler 90, que é maior e mais quente do que o Sol e fica na constelação de Draco –a 2.500 anos-luz da Terra.

“O sistema estrelar Kepler-90 é como uma mini versão do nosso Sistema Solar. Você tem planetas pequenos dentro e grandes planetas fora, mas tudo está muito mais perto”, afirma Andrew Vanderburg, membro da Nasa e astrônomo da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Sete dos exoplanetas – como são chamados os planetas existentes fora do Sistema Solar – já haviam sido descobertos antes em torno da Kepler 90. O Kepler 90i é o menor dos oito planetas até agora conhecidos nesse sistema alienígena. Apesar disso, é cerca de 30% maior do que a Terra e, por estar tão perto da sua estrela, a temperatura média de sua superfície pode chegar a 426ºC –similar a de Mercúrio em nosso sistema solar.

O novo exoplaneta dá uma volta em torno de sua estrela a cada 14,4 dias. A Terra, por sua vez, leva 365 dias para dar a volta em torno do Sol.

O planeta mais distante do sistema é o chamado de Kepler-90h, que orbita sua estrela a uma distância parecida a que separa a Terra do Sol.

A metodologia do telescópio espacial Kepler para descobrir novos planetas não se baseia na observação direta. Em vez disso, os sensíveis instrumentos do telescópio detectam minúsculas quedas periódicas no brilho de uma estrela, que ocorrem quando um planeta passa diante dela – é o que os astrônomos chamam de “trânsito”.

Vacina “anticocaína” avança e testes em humanos devem começar em 2018

Uma vacina contra a dependência em cocaína e crack teve bons resultados em testes com roedores feitos no Centro de Referência em Drogas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A expectativa é de que seres humanos passem pelo experimento entre junho e julho de 2018.

Vacina “anticocaína” avança e testes em humanos devem começar em 2018

“Foi um projeto que a gente começou em 2012. Queríamos fazer uma modificação de uma vacina que estava sendo testada nos Estados Unidos para proteção de mães usuárias de crack e seus fetos”, relata Frederico Garcia, do Departamento de Saúde Mental.

A vacina seria uma forma de criar anticorpos que reduzam o efeito de prazer gerado pelo uso de drogas.

“O mecanismo farmacológico nasceu da observação que alguns usuários apresentam anticorpos antidroga mesmo sem uma estimulação imunológica. Esses anticorpos podem se ligar às moléculas de droga e, com isso, impedir que elas entrem no cérebro e produzam o efeito de prazer. Assim, é possível que uma vacina antidroga possa induzir o próprio corpo a produzir uma quantidade suficiente de anticorpos que impeçam a passagem da maior parte da droga para cérebro. Ao não perceber a sensação agradável, o usuário tende a diminuir ou abandonar a substância e romper o ciclo que mantém a dependência química.”

De acordo com Garcia, outros quatro grupos no mundo (três nos EUA e um na Coreia do Sul) trabalham em estudos parecidos, mas na UFMG eles alcançaram um diferencial. “As outras pesquisas desenvolveram moléculas proteicas, enquanto nós conseguimos sintetizar a V4N2  e a V8N2 em laboratório, ou seja, elas são mais específicas, estáveis e fáceis de produzir em larga escala”, garante.

Passo a passo até testes em humanos

Para a avaliação da vacina em humanos, três etapas ainda precisam ser vencidas. A primeira corresponde ao estudo da biossegurança da molécula em animais, exigência da Anvisa. O objetivo é assegurar que o novo medicamento não produz efeitos nocivos a ao menos duas espécies de animais. “Nosso grupo já iniciou esses testes em camundongos e, até o momento, tem obtido bons resultados”, afirma o pesquisador.

A segunda etapa corresponde a um estudo clínico de Fase 1, no qual serão repetidas avaliações de biossegurança em seres humanos para assegurar que os possíveis efeitos colaterais das moléculas são mínimos e atendem as normas internacionais.

Esta fase também permitirá avaliar se a V4N2 e a V8N2 são capazes de induzir a produção de anticorpos em seres humanos.A partir desses resultados, a droga pode ser testada em humanos.

Se a estratégia der certo, o futuro desenvolver moléculas semelhantes para conseguir inibir a sensação de prazer da nicotina e do THC, principais componentes ativos do cigarro e da maconha, respectivamente.

Efeitos não são para todo mundo

Vice-coordenadora da Comissão de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria, Carla Bicca não crê em solução definitiva para o vício, mas recebe os resultados positivos com otimismo.

“Em uma área tão escassa, a gente recebe com boas expectativas quando surge algo promissor. Não vai funcionar para todos, mas seria mais uma arma para ajudar os pacientes”, afirmou.

A psiquiatra lembra que existem medicamentos para inibir os efeitos agradáveis do consumo de álcool, mas não funciona para todos os dependentes porque parte deles passa a beber mais para alcançar a sensação desejada.

A visão é compartilhada pela chefe do departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp, Renata Azevedo.

A questão é definir quem vai ser o destinatário da vacina. Dentro de um contexto de tratamento e psicoterapia, pode ser uma ferramenta complementar para o paciente, mas corre o risco de aumentar o uso de quem que não estiver motivado a largar o vício. A dependência química tem um caráter multifatorial.”

Renata Azevedo, da Unicamp

Carla também aponta que outros projetos promissores esbarraram em um obstáculo comum: “Muitos estudos acabavam sendo muito caros e pouco acessíveis. Esse parece que vai conseguir vencer essa barreira”.

De acordo com ela, não existe pesquisa em curso neste momento que apresente resultados que vão eliminar o vício em cocaína e crack. “Psicoterapia e técnicas de reabilitação geram resultados escassos. A gente apoia todo e qualquer estudo que aparecer, tomara que um pouco de cada consiga ajudar mais pessoas”, afirmou.

Dificuldades em universidades federais

Antes de alcançar resultados positivos em roedores, os pesquisadores da UFMG tiveram de interromper o estudo no começo de 2017. De acordo com o o professor da federal de Minas Gerais, a falta de verba foi a responsável pelo atraso, cenário conhecido da comunidade científica brasileira, que organizou protestos neste ano contra o governo federal.

“Houve, de fato, uma redução de investimentos e criação de editais na área da ciência. Em razão disso que o Brasil enfrenta uma fuga de cérebros para outros países e a produção por aqui abaixou”, comenta o pesquisador.

Misterioso visitante interestelar não parece ser obra de extraterrestres

Oumuamua está deixando campo de visão dos astrônomos, após passar pelo Sistema Solar

Misterioso visitante interestelar não parece ser obra de extraterrestres

O misterioso Oumuamua, um objeto em forma de cigarro vindo de outro sistema estelar e que foi detectado recentemente, “não emite sinais artificiais”, segundo as primeiras observações de cientistas à procura de vida inteligente fora da Terra tornadas públicas nesta quinta-feira.

O objeto rochoso, cujo nome significa “mensageiro” na língua havaiana, foi detectado em 19 de outubro com o telescópio Pan-STARRS1, situado no Havaí, que rastreia os objetos que se aproximam da Terra.

Em um estudo publicado na revista científica “Nature” em 21 de novembro, uma equipe de pesquisadores considerou que se tratava de um asteroide de 400 metros de comprimento e 40 de largura.

Sua forma não tem precedentes na longa lista de asteroides e cometas que se formaram em nosso Sistema Solar, segundo esses pesquisadores, que concluíram que esse asteroide era de natureza interestelar.

Segundo os astrônomos, esse objeto incomum cruzou a Via Láctea durante milhões de anos, antes de chegar ao nosso Sistema Solar.

O programa Breakthrough Listen, destinado à busca de vida tecnológica extraterrestre no Universo, focou seu poderoso radiotelescópio de Green Bank (Virgínia Ocidental) sobre Oumuamua.

“Não descobriram sinais artificiais vindos desse objeto até agora (…), mas a vigilância e a análise de dados continua”, explicou Breakthrough Listen em comunicado.

Como o fim da neutralidade de rede afeta o internauta

O princípio da neutralidade prevê que todos os pacotes devem trafegar nas mesmas condições, sem bloqueios ou faixas preferenciais

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Para entender o que é neutralidade de rede, basta imaginar a internet como uma grande rede de estradas, por onde trafegam, em vez de carros, pedaços de informação — os chamados pacotes de dados. O princípio da neutralidade prevê que todos os pacotes devem trafegar nas mesmas condições, sem bloqueios ou faixas preferenciais.

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Velocidade: A neutralidade é quebrada quando, por exemplo, o administrador dessas estradas — neste caso, o provedor de internet — decide que determinado pacote não vai trafegar pela rede porque não é de seu interesse que aquele conteúdo circule por ali. Ou então o contrário: determina que alguns pacotes podem trafegar mais rapidamente, mediante pagamento de uma taxa extra.

Cobrança: O princípio da neutralidade faz diferença no dia a dia do usuário. Sem a neutralidade, uma operadora pode, por exemplo, fazer um acordo com um serviço de streaming de vídeo para garantir que seu conteúdo terá preferência na rede. E poderá cobrar mais por isso, repassando esse custo para o consumidor.

Concorrência: A neutralidade impede que uma empresa dona da infraestrutura de rede dê preferência ao tráfego, pela internet, do conteúdo produzido por outra companhia de seu grupo. Ou que deixe em velocidade mais lenta, propositalmente, o conteúdo produzido por alguma empresa rival. Advogados e especialistas alertam para os riscos do fim da neutralidade na rede, principalmente em um momento em que há a chamada verticalização do setor. Ou seja: donas de infraestrutura (provedores de internet) buscando parcerias com produtoras de conteúdo. A compra da Time Warner pela operadora AT&T por mais de US$ 80 bilhões, em análise pela Justiça americana, é exemplo dessa tendência no mercado.

Inovação: Especialistas alertam que a neutralidade de rede também garante igual acesso a empresas que queiram lançar serviços e produtos na internet. Sem o princípio da neutralidade, os provedores de internet poderão decidir que sites os usuários podem acessar, e a que velocidade. Assim, “entrantes” no mercado, ou seja, novos sites, novos aplicativos, novas ferramentas, poderão ser forçados a negociar antes com os provedores a velocidade do acesso a seus serviços e até mesmo a permissão para oferecê-los. Isso é um bloqueio à inovação.

Marco Legal: Nos EUA, a regra da neutralidade da rede estava em vigor desde 2015. No Brasil, este princípio está previsto no Marco Civil da Internet, sancionado em 2014. A regra brasileira prevê algumas exceções. Chamadas de emergência passam na frente no fluxo de dados pela internet. A neutralidade também pode ser rompida temporariamente em caso de congestionamento da rede.

 

Mudanças para 2018? Veja 20 lições para aprender com Leonardo Da Vinci

Leonardo Da Vinci

Leonardo Da Vinci

 

Semana passada falei aqui sobre a ótima biografia do Leonado Da Vinci escrita por Walter Isaacson, publicada no Brasil pela Intrínseca. No final do volume o autor elenca 20 lições baseadas na vida do gênio renascentista que, segundo o biógrafo, qualquer pessoa poderia aprender. Veja:

Seja incansavelmente curioso: a principal característica de Leonardo era sua curiosidade. “Ele queria saber por que razão as pessoas bocejam, como elas andam no gelo dos Flandres, métodos para realizar a quadratura do círculo, o que faz a válvula aórtica se fechar, como a luz é processada pelo olho e como influencia a perspectiva em uma pintura”.

Busque o conhecimento pelo simples prazer da busca: nem todo conhecimento precisa ser útil, mas querer entender como tudo funciona permitiu que Leonardo explorasse mais horizontes e identificasse mais conexões do que outros humanos de sua época.

Maravilhe-se como uma criança: se surpreender e se maravilhar com cada detalhe do mundo e ter curiosidade sobre eles foi fundamental para que Leonardo empreendesse diversas pesquisas.

Observe: e observar é mais do que olhar, mas prestar muita atenção a tudo. “Quando foi inspecionar os fossos que cercavam o Castelo Sforzesco, ele viu as libélulas e percebeu que elas tinham quatro asas e que os pares se alternavam durante o movimento”, exemplifica o autor.

 

Dama com arminho.

Comece pelos detalhes: “Se você quiser ter um conhecimento sólido sobre as formas de um objeto, comece pelos detalhes e não avance para o próximo se não tiver gravado bem o primeiro na memória” – essa dica vem dos cadernos de Leonardo mesmo.

Veja o que está invisível: trabalhando no teatro, onde exerceu muito de sua criatividade, Leonardo levou para as encenações não apenas o real. “Ele era capaz de ver pássaros voando, mas também enxergava anjos; ou leões rugindo, mas também dragões”.

Mergulhe no desconhecido: nos cadernos de Leonardo há 730 anotações sobre o fluxo da água e 67 palavras que descrevem como a água se movimenta. Estudando pelo prazer de aprender, foi mais fundo do que praticamente todas as outras pessoas tinham ido.

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Distraia-se: Leonardo era criticado por muitas vezes perder o foco. No entanto, “a disposição em se interessar por qualquer tópico que cruzava seu caminho deixou sua mente muito mais rica e com muito mais conexões”.

Respeite os fatos: tem uma ideia? Faça um experimento para ver se ela funciona. Não deu certo? Elabore outra teoria, volte aos estudos.

O perfeito é inimigo do bom: essa parece frase de para-choque de caminhão, eu sei, mas Leonardo não se contentava em entregar trabalhos que considerasse apenas bons.

Pense visualmente: imaginar como as coisas funcionam é essencial para que se perceba a “beleza fundamental por trás das leis da natureza”.

Evite fechar horizontes: Leonardo não fazia distinção entre arte e ciência, para ele a beleza estava em todos os cantos. O entendimento e domínio em uma frente levava à perfeição do trabalho na outra.

Faça com que seu alcance seja maior do que sua compreensão: pense grande, tente executar aquilo que você pensou e, se fracassar, aprenda; certas questões aparentemente jamais serão resolvidas.

A última ceia.

Alimente sua fantasia: não censure a sua imaginação, fomente os pensamentos que parecem mais absurdos.

Crie para você, não só para os patronos (ou patrões): Leonardo dispensou trabalho de gente rica para abraçar atividades nas quais realmente acreditava em busca de aperfeiçoar sua obra.

Trabalhe em conjunto: pode até haver certa verdade no mito do gênio recluso, mas parte importante dos trabalhos de Leonardo foi produzida no ateliê de Verrocchio, um de seus mestres, e com a influência de alguns amigos.

Faça listas: elas alimentam a curiosidade.

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Faça anotações no papel – eles perduram; cadernos antigos têm a capacidade de surpreender quem os lê – inclusive o próprio autor.

Esteja aberto ao mistério: “Nem tudo precisa de linhas bem definidas”.

Procrastine: em tempos de pessoas que nunca sossegam, talvez muita gente torça a cara para esta, então coloco aqui toda a explicação de Isaacson. “Quando trabalhava em ‘A Última Ceia’, Leonardo às vezes ficava olhando para a pintura por uma hora, dava uma mísera pincelada e em seguida ia embora. Ele disse ao duque Ludovico que a criatividade demandava tempo para que as ideias se apurassem e as intuições se formassem. Explicou: ‘Homens de intelecto elevado às vezes obtêm seus maiores avanços quando trabalham menos, uma vez que suas mentes, então, ocupam-se com as ideias e com o aperfeiçoamento dos conceitos aos quais posteriormente darão forma’. A maioria de nós não precisa de nenhum incentivo para procrastinar; fazemos isso naturalmente. Mas procrastinar como Leonardo dá muito mais trabalho: o processo envolve reunir todas as informações e ideias sobre um assunto e só então deixar que essa grande coleção fermente”.

É isso, faça bom proveito!