Monthly Archives: abril 2018

Escudo térmico em sonda para Marte em 2020 é danificado em teste; data de lançamento não é afetada

Lançamento da missão segue programado para 17 de julho de 2020, segundo informações da NASA.

Escudo térmico em sonda para Marte em 2020 é danificado em teste; data de lançamento não é afetada

Marte é um planeta de condições extremas: as temperaturas vão de -80°C a 20°C (Foto: Nasa)

Um escudo térmico usado em uma sonda da Nasa projetada para enviar um veículo de seis rodas à Marte em 2020 sofreu uma avaria “inesperada” durante um teste estrutural neste mês, levando a agência espacial a montar um substituto, disse a agência espacial norte-americana.

“A situação não afetará a data de prontidão do lançamento da missão em 17 de julho de 2020”, disse a Nasa em um comunicado.

A avaria ocorreu perto da borda externa do escudo e abrange a circunferência do componente, segundo a Nasa.

A missão de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 6,9 bilhões) colocará o veículo de exploração espacial em Marte, onde ele perfurará pedras e o solo em busca de sinais de vida microbiana passada. A missão também procurará formas de apoiar uma missão tripulada ao planeta.

O momento do lançamento é fundamental. Em julho e agosto de 2020 as posições da Terra e de Marte estarão alinhadas de uma forma que significará que menos energia será necessária para alcançar o planeta vermelho em comparação com outras épocas.

O escudo térmico da sonda Marte 2020 atingirá temperaturas de cerca de 2.100 graus Celsius, com velocidades de mais de 19.550 km/h em direção à superfície de Marte, disse a Nasa.

 

 

 

 

 

Seria a misteriosa matéria escura formada por buracos negros

Sabe tudo que existe? Você, sua mãe, o Sol, a constelação de Órion e os bons bilhões de galáxias que não são a Via Láctea? Pois é, essa porção de coisas – que em conjunto é chamada pelos físicos de “matéria bariônica” – corresponde a só 15% da massa do Universo. O resto é uma substância misteriosa chamada “matéria escura”. Ela não interage com a matéria normal. Não emite radiação detectável nem reflete a radiação que a atinge. Inclusive, pode ser que haja um pouquinho dela debaixo do seu nariz nesse exato momento. Tanto faz.

 A ideia de que um anel de buracos negros possa explicar o movimento das galáxias é improvável – mas não impossível

Seria a misteriosa matéria escura formada por buracos negros?

Só sabemos que ela está lá porque, se não fosse sua influência gravitacional, as galáxias simplesmente não poderiam girar da maneira como giram. A matéria escura existe para justificar um dos únicos descompassos entre as previsões teóricas da elegante Relatividade Geral de Einstein e o que acontece no espaço de verdade.

A maior parte dos especialistas concorda que, se a matéria escura existe mesmo, então ela é algo diferente dos prótons, nêutrons e elétrons que nos compõem. Algo que ainda está além do alcance da ciência. Mas um pequeno grupo de dissidentes acha que ela é composta de velhos conhecidos nossos: buracos negros. Montes deles.

Essa hipótese não é nova – afinal, astros tão pesados que engolem até a luz são bons candidatos a formar coisas invisíveis, capazes de influenciar a rotação de galáxias inteiras. Mas da década de 1970 pra cá, diversas observações, simulações de computador e modelos teóricos foram na contramão dessa hipótese. Ela só voltou a ser popular no mainstream científico em 2015, quando o observatório LIGO detectou pela primeira vez ondas gravitacionais oriundas de um choque entre dois buracos negros – cada um deles com dezenas de vezes a massa do Sol.

Não é que a colisão tenha invalidado tudo que se sabia sobre matéria escura até então: a teoria continua tão sólida quanto sempre foi. Mas a percepção de que há choques entre buracos negros ocorrendo com frequência a bilhões de anos-luz daqui reacendeu em alguns físicos cabeça aberta a esperança de que esses monstros cósmicos sejam mais comuns do que parece – de que sua população seja grande o suficiente para justificar uma teoria alternativa sobre o inexplicável equilíbrio gravitacional de aglomerados de estrelas como a Via Láctea.

Essa alternativa à matéria escura vai assim: para dar o empurrãozinho que corresponde às observações – que reconciliaria Einstein com o Universo real, como já explicado há alguns parágrafos –, todas as galáxias precisariam estar assentadas em uma espécie de cama (um halo) formada por milhares de buracos negros primordiais. Um buraco negro primordial não é um dos comuns, formado quando uma estrela de altíssima massa explode ao final de sua vida. Ele é uma singularidade que nasceu na juventude do Universo, provavelmente por causa do “desabamento” de enormes nuvens de gás hidrogênio – sem antes passar pelo estágio de estrela.

Esse halo de buracos primordiais teria densidade e outras características diferentes de um halo formado por partículas da misteriosa matéria escura, o que permitiria um desempate entre as duas ideias. Para ver se essas diferenças poderiam ser medidas por nós, daqui da Terra, a equipe do astrônomo Qirong Zhu, da Universidade Estadual da Pensilvânia, rodou uma simulação de computador para descobrir como, exatamente, galáxias anãs seriam afetadas pelo fenômeno. Galáxias anãs têm pouco brilho e os corpos que as compõem estão mais sujeitos a serem influenciados visivelmente pela presença de corpos invisíveis em seu entorno, o que as tornam bons laboratórios para especulações cósmicas.

Eles concluíram que sim, que buracos negros são uma alternativa viável à matéria escura, e que nós conseguiríamos notar as diferenças entre os dois. Basta que as singularidades tenham algo entre 2 e 14 vezes a massa do Sol, o que é bem aceitável. Mas isso não significa, é claro, que o mistério esteja resolvido: ainda estamos muito, muito longe de saber a identidade de 85% do Universo. Há mais coisas no vão entre uma galáxia e outra do que imagina nossa vã filosofia.

 

 

Pela 1ª vez, cientistas observam mega fusão de 14 galáxias ao mesmo tempo

Feito foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista ‘Nature’. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido que a Via Láctea.

ILUSTRAÇÃO DAS 14 GALÁXIAS IDENTIFICADAS PELOS CIENTISTAS (FOTO: NRAO/AUI/NSF; S. DAGNELLO)

Pela 1ª vez, cientistas observam mega fusão de 14 galáxias ao mesmo tempo
Feito foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista ‘Nature’. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido que a Via Láctea.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu uma concentração de 14 galáxias que estão prestes a se fundir. A megafusão foi publicada nesta quarta-feira (25) na revista “Nature” e está localizada a 12,4 bilhões de anos-luz de distância. Pela 1ª vez, cientistas conseguiram observar o processo em formação.

A aglomeração deve se tornar um dos elementos mais massivos do universo moderno, sendo 10 trilhões de vezes superior à massa do Sol. Ainda, galáxias dentro do aglomerado estão produzindo estrelas a um ritmo incrível, relatam os autores. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido do que a Via Láctea.

“Com o tempo, as 14 galáxias que observamos irão parar de formar estrelas e se aglutinar em uma única galáxia gigantesca”, afirmou Scott Chapman, astrofísico da Universidade Dalhousie (Canadá), em nota.

“O fato de que isso está acontecendo tão cedo na história do universo representa um desafio para a nossa compreensão atual do modo como as estruturas se formam”, continuou o especialista.

Cientistas pontuam que, na história do universo, a matéria começou a se aglomerar em concentrações cada vez maiores, dando origem às galáxias. Já as aglomerações de galáxias, por sua vez, são conhecidas como “protoclusters” e modelos computacionais atuais indicavam que aglomerados tão grandes quanto os observados agora poderiam ter demorado muito mais para evoluir.

“Como essa galáxia ficou tão grande tão rapidamente é um mistério”, diz Tim Miller, candidato a doutorado na Universidade de Yale (EUA) e coautor do estudo, em nota.

Os astrônomos perceberam que as galáxias estão em processo de fusão pela alta massa em um espaço confinado. Um outro ponto é a alta taxa de formação de estrelas, que fornece evidências para a fusão.

Importância do achado

A observação desses processos no universo podem fornecer descobertas interessantes para a ciência. É sabido, por exemplo, que esses aglomerados de galáxias transbordam um gás superaquecido que pode atingir temperaturas de 1 milhão de graus celsius.

 

Uma hipótese apresentada para o porquê de haver esse gás é que, com a velocidade de formação das estrelas nesse aglomerado, há a emissão de gás quente. Como esse gás não é denso o suficiente para formar estrelas, ele acaba sendo emitido dentre os espaços vazios nas galáxias.

A observação do aglomerado de galáxias foi possível com a utilização do radiotelescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Localizado no deserto do Atacama (Chile), o instrumento foi construído por meio de uma colaboração internacional e é atualmente o maior radiotelescópio do mundo.

Foto dos 28 anos do Hubble traz a pergunta: cores são falsas?

A Nasa celebra nesta semana o 28° aniversário do glorioso Telescópio Espacial Hubble. Para comemorar, a agência sempre produz uma nova imagem espetacular, e a deste ano é de tirar o fôlego: admire em toda a sua glória a Nebulosa da Lagoa.

http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2018/04/23/astronomia-o-show-do-hubble-e-mesmo-tudo-photoshop/

To celebrate its 28th anniversary in space the NASA/ESA Hubble Space Telescope took this amazing and colourful image of the Lagoon Nebula. The whole nebula, about 4000 light-years away, is an incredible 55 light-years wide and 20 light-years tall. This image shows only a small part of this turbulent star-formation region, about four light-years across. This stunning nebula was first catalogued in 1654 by the Italian astronomer Giovanni Battista Hodierna, who sought to record nebulous objects in the night sky so they would not be mistaken for comets. Since Hodierna’s observations, the Lagoon Nebula has been photographed and analysed by many telescopes and astronomers all over the world. The observations were taken by Hubble’s Wide Field Camera 3 between 12 February and 18 February 2018.

Ou melhor, admire parcialmente a glória de um pedaço pequeno e especialmente bonito da Nebulosa da Lagoa. Trata-se de um vasto berçário estelar a uns 4.000 anos-luz daqui, na constelação de Sagitário. Lá, nuvens de gás estão gestando estrelas neste exato momento.

A nebulosa inteira tem uns 55 anos-luz de largura, dos quais apenas 4 saíram na foto. E o que normalmente se fala diante das incríveis imagens do Hubble é: as cores são verdadeiras ou tudo não passa de Photoshop?

Para responder, cabe seguir as sábias palavras do mestre jedi Obi-Wan Kenobi: as cores são verdadeiras… “de um certo ponto de vista”.

O que são cores? Seria errado dizer que são uma propriedade da luz. Na verdade, elas são interpretações feitas pelo nosso cérebro de uma propriedade da luz.

Partículas luminosas, os chamados fótons, têm vários níveis de energia. Essa é a diferença entre vermelho e verde. Energia. Nossos olhos têm células especializadas em detectar certas faixas de energia apenas, e aí nosso cérebro “faz o photoshop”, combinando-as numa imagem colorida.

A exemplo dos nossos olhos, o Hubble também tem sensores especializados, mas em número muito maior. Os astrônomos podem comandar o telescópio a “enxergar” apenas “cores” muito específicas, como a que é emitida pelos átomos de hidrogênio numa dada circunstância. É quase um superpoder: “visão de H-alfa”.

No fim, basta combinar observações feitas com vários filtros como esse numa imagem colorida para que possamos perceber com nossos olhos todas as nuances dos fenômenos astronômicos com a mesma eficiência que o próprio Hubble, mesmo sem enxergarmos tão bem quanto ele.

 http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2018/04/23/astronomia-o-show-do-hubble-e-mesmo-tudo-photoshop/

A Terra não é plana, mas o Universo pode ser

Apesar de algumas pessoas sustentarem teorias de que a Terra seria plana, basta uma busca na internet para encontrar registros de satélites que mostram como o nosso planeta é esférico –além das muitas pesquisas e cálculos matemáticos que chegaram ao mesmo resultado.

Ou seja, o Universo seria plano.

Ou seja, o Universo seria plano.

Mas qual seria a forma do Universo? Nesse caso, as respostas são um pouco mais complicadas e o consenso é recente.

Se os filósofos gregos já apontavam para a possibilidade de a Terra ser esférica, o que pode ser comprovado pela primeira fotografia tirada do espaço em 1972, até o início dos anos 2000 eram três as principais teorias a respeito do formato do Universo:

Plano,

Fechado (como a superfície de uma bola) e

Aberto (como a sela de um cavalo).

As três hipóteses de formato do Universo:

A Terra não é plana, mas o Universo pode ser

eram três as principais teorias a respeito do formato do Universo: plano, fechado (como a superfície de uma bola) e aberto (como a sela de um cavalo)

Aberto, Plano e Esférico

A dúvida existia porque a partir da Terra não conseguimos fazer registros completos do Universo. Foi preciso então esperar o lançamento de satélites especializados, para conseguir fazer novas observações e encontrar as respostas.

Em 2001, a Nasa (agência espacial norte-americana) enviou para o espaço a missão WMAP, que no fim de 2012 apresentou seus resultados. Um dos mais importantes é que eles conseguiram calcular a curvatura do Universo: 0,4%. Ou seja, o Universo seria plano.

“No passado, a gente conhecia menos sobre o Universo, por isso existiram várias teorias”, diz Thaisa  Storchi-Bergmann, astrofísica e professora do Instituto de Física da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). “Hoje sabemos que, se ele fosse bem curvo, poderíamos observar um objeto em diferentes épocas, o que não acontece”, afirma a pesquisadora, que é membro da Academia Brasileira de Ciências.

Ou seja, o Universo seria plano.

A Terra não é plana, mas o Universo pode ser

Imagem feita pela Nasa mostra a radiação liberada após o Big Bang

“O que sabemos é que, se o Universo nasceu plano, ele vai continuar plano. E o modelo mais aceito é dos cientistas que mostraram que ele se comporta de acordo com as equações de Einsten”, explica a professora.

Se a teoria mais aceita atualmente é de que o universo é plano, seu formato exato ainda não tem uma resposta. “Não há um limite conhecido, porque tem Universo além do que podemos ver”, diz a pesquisadora da UFRGS.

Medir o formato é difícil porque, desde o Big Bang, que aconteceu há quase 14 bilhões de anos, o universo está em um processo de expansão. Por isso, estima-se que sua distância seja de aproximadamente 46 bilhões de anos-luz.

Outro enigma que inquieta os cientistas é a composição do Universo.

Segundo o mapeamento da WMAP, 71,4% dele é formado de, 24% de matéria escura e 4,6% de átomos. Como os cientistas só sabem como estes últimos se comportam, 95% da Universo permanece como um grande mistério.

Satélite europeu cria censo galáctico com 1,7 bilhão de estrelas da Via Láctea

O satélite europeu Gaia completou a cartografia em 3D de 1,7 bilhão de estrelas da Via Láctea e determinou a distância entre muitas delas e a Terra.

O censo galáctico toma forma

Satélite europeu cria censo galáctico com 1,7 bilhão de estrelas da Via Láctea

“Estes dados são muito importantes e acreditamos que revolucionarão a astronomia e nossa compreensão da Via Láctea”, disse à AFP Uwe Lammers, um responsável científico do Gaia para a ESA (Agência Espacial Europeia).

O catálogo Gaia permitiu realizar a cartografia a cores, dinâmica e tridimensional da Via Láctea, a mais completa até hoje, ressaltou o Observatório de Paris. No entanto, ainda compila menos de 1% das estrelas da galáxia.

Com o Gaia, podemos observar toda a história da Via Láctea, é como se praticássemos arqueoastronomia (…) para reconstruir realmente a história de nosso Universo”, apontou Günther Hasinger, diretor de ciências da ESA, em uma apresentação destes dados durante um Salão aeronáutico em Berlim.

Lançado no fim de 2013, o satélite, que escaneia as fontes de luz de nossa galáxia, orbita o sol a 1,5 milhão de quilômetros da Terra e faz 500 milhões de medições por dia. Os dados são transmitidos à Terra e processados por um consórcio de 450 cientistas de 20 países.

Gaia, que funciona desde 2014, já havia fornecido uma primeira série de resultados em setembro de 2016. Estes davam a posição de 1,1 bilhão de estrelas da Via Láctea, mas o satélite só conseguiu determinar com precisão a distância de dois milhões de estrelas.

O censo galáctico toma forma

Satélite europeu cria censo galáctico com 1,7 bilhão de estrelas da Via Láctea

“Foi só um aperitivo”, disse à AFP  Frédéric  Arenou, pesquisador do CNRS no Observatório de Paris-PSL.

“Agora, é um verdadeiro espetáculo de fogos de artifício”, estimou François  Mignard, diretor de pesquisa emérito do CNRS, responsável pela equipe francesa em Gaia.

“Conhecendo a distância destas estrelas, conheceremos seu brilho intrínseco, conheceremos sua idade, sua evolução”, explicou Frédéric  Arenou.

Entusiasmo entre astrônomos

Os novos dados compilados por Gaia durante 22 meses – entre julho de 2014 e maio de 2016 – foram publicados on-line nesta quarta-feira, de modo que todos podem acessar este catálogo na Internet.

No mundo inteiro, os pesquisadores estão “muito entusiasmados” por descobrir estes novos dados e poder começar a trabalhar sobre eles, ressaltou Anthony Brown, da Universidade de Leiden (Holanda), um dos cientistas envolvidos presentes no salão de Berlim.

O catálogo Gaia contém agora as posições e a luminosidade de 1,7 bilhão de estrelas. Também proporciona a distância e o movimento de 1,3 bilhão delas, o que é considerada uma informação crucial.

Há, ainda, informações sobre as velocidades radiais de cerca de 7,2 milhões de estrelas – indicando o ritmo no qual elas estão se movendo em direção à Terra ou se afastando dela.

Por outro lado, Gaia também identificou dentro do sistema solar 14.000 asteroides e calculou suas órbitas.

Além disso, fora da galáxia detectou 500.000 quasares, objetos extremamente energéticos e distantes que emitem uma energia colossal.

O satélite Gaia está funcionando bem e continua reunindo dados, reafirmou a ESA.

Sua missão, prevista inicialmente para durar cinco anos, foi prolongada por um ano e meio, detalhou Uwe Lammer sobre este satélite que conta com o financiamento necessário para poder trabalhar até 2020.

O custo desta missão é calculado em 740 milhões de euros para a ESA, mais os custos de funcionamento do consórcio de pesquisadores, financiado pelos países implicados.

Nasceu o primeiro “bebê” da inteligência artificial

Uma inteligência artificial desenvolvida por pesquisadores do Google teve seu primeiro “bebê” no final do ano passado. Esquisito? A gente tenta explicar. A AutoML, como foi chamada, foi criada para gerar outras inteligências artificiais, para simplificar o trabalho dos pesquisadores do Google Brain, o braço da empresa focado em pesquisas do tipo.

Nasceu o primeiro "bebê" da inteligência artificial

Nasceu o primeiro “bebê” da inteligência artificial

Para programar, eles eram obrigados a fazer manualmente as redes de aprendizado das máquinas, um trabalho complexo que demandava um tempo considerável de engenheiros e cientistas especializados no assunto. Ou seja, humanos sempre deveriam ajudar a máquina a aprender suas tarefas.

A solução foi criar um tipo de inteligência artificial capaz de propor modelos para novas inteligências artificiais. Os “bebês” então são treinados e avaliados pela “mãe” para suas próximas tarefas, sem a ajuda de humanos.

 

Após milhares de testes iniciais, o AutoML já havia desenvolvido modelos de reconhecimento de imagem com uma qualidade equivalente à dos frutos do trabalho dos especialistas.

Até que, em novembro, nasceu a NASNet, o primogênito. Ele surgiu com capacidades superiores a programas desenvolvidos e programado por humanos. E a NASNet tinha o comportamento parecido com o de uma criança: ficava testando soluções para seus problemas e era corrigido e guiado pela mãe AutoML

Nasceu o primeiro "bebê" da inteligência artificial

Inteligência reconhece pessoas, pipas e outros objetos em foto.

Inteligência reconhece pessoas, pipas e outros objetos em foto

Assim, o “bebê” é capaz de identificar imagens com um aproveitamento melhor do que o apresentado pelos modelos criados por humanos – com acerto de 82,7% em sua forma completa. Outra vantagem de ter uma inteligência artificial criada por outra máquina é que ela pode ser ajustada para plataformas móveis e continuar produzindo resultados 3% melhores do que os modelos mais modernos já criados por humanos.

Ainda assim, a AutoML não foi uma mãe completamente independente, e precisou de uma ajudinha dos pesquisadores. Ela passou por alguns ajustes em suas configurações de pesquisas e contou com uma busca manual em bancos de imagens. Desta forma, os pesquisadores adaptaram a AutoML para lidar com grandes bases de dados, algo que ela não estava preparada originalmente.

Após apresentar os resultados do projeto, o Google disponibilizou publicamente a NASNet a outros pesquisadores que trabalham com aprendizado de máquinas.

“Esperamos que a comunidade de aprendizado de máquinas será capaz de trabalhar em cima desses modelos para lidar com um grande número de problemas de visão computacional que podemos não ter imaginado”, publicou a empresa em seu blog.

Pedras fundamentais de Stonehenge não foram obra de humanos diz pesquisador

Pedras fundamentais de Stonehenge não foram obra de humanos diz pesquisador
Segundo arqueólogo, a localização do monumento não foi escolhida ao acaso, mas por um fenômeno naquela posição específica

Stonehenge à noite

Segundo arqueólogo, a localização do monumento não foi escolhida ao acaso, mas por um fenômeno naquela posição específica

eito em algum ponto entre 5 mil e 4 mil anos atrás, Stonehenge é desses lugares com uma aura de mistério. Como pedras de até 50 toneladas foram carregadas para lá, de uma pedreira a 30 km de distância, como foram empilhadas e por quê?

Essas perguntas tem respostas hipotéticas (veja ao final). Mas uma outra acaba de ser respondida a contento: por que foi feito onde foi? E não, digamos, convenientemente perto das pedreiras?

O arqueológo independente Mike Pitts, que fez extensas escavações no local no fim dos anos 70, acaba de publicar um estudo que, acredita, responde a isso. Numa longa matéria no Journal of British Archaeology (“Journal de Arqueologia Britâniica), argumenta que as partes mais fundamentais de Stonhenge sempre estiveram lá.

Ao lado das chamadas Pedra do Calcanhar e a Pedra 16, havia indícios de covas naturais. O que, segundo ele, indica o local onde as pedras estavam originalmente, por possivelmente muitos milhões de anos. Elas simplesmente foram escavadas e levantadas numa nova posição.

As duas pedras projetam uma sombra alinhada ao centro do monumento nos solstícios de verão e inverno. Como essas sombras parecem ter sido absolutamente fundamentais no funcionamento do monumento, a ideia é que as pessoas do neolítico notaram isso, as tornaram um ponto de reverência, e o monumento surgiu em volta delas. A Pedra do Calcanhar, inclusive, não foi trabalhada, mas mantida ao natural.

Pedras fundamentais de Stonehenge não foram obra de humanos diz pesquisador

Na ilustração do arqueólogo, a Pedra do Calcanhar (heelstone) aparece no canto superior direito, a Pedra 16 (Stone 16), no inferior esquerdo. Borrões vermelhos indicam as covas Mike Pitts

Pitts afirma que não tem certeza absoluta de que sejam essas duas pedras as que estavam nas covas — testes químicos serão necessários para provar que elas não vieram da mesma pedreira que as outras, ou que não há outras pedras originais. Mas se mantém firme na teoria de que já havia algo no local de Stonehenge antes de Stonehenge.

“Nada disso quer dizer que Stonehenge é uma criação mesolítica, de caçadores-coletores, e não povos agrícolas”, afirma Pitts em seu blog. “Stonehenge em si continua, pelas evidências atuais, sendo algo que começou por volta do ano 3000 a.C. O que estou sugerindo é que, quando isso aconteceu, o local já estava atraindo as pessoas por provavelmente uma variedade de razões.”

Assim como as pirâmides, Stonehenge não é um mistério tão grande assim. Testes práticos confirmaram algumas hipóteses principais, de que era possível, sim, fazê-lo com tecnologia neolítica. O mais aceito é que as pedras foram levadas com trenós ou troncos, empilhadas através de cordas, hastes e rampas, e o local era um templo com significado astronômico ligado ao solstício de inverno — um sentido que, de acordo com uma teoria mais recente, pode ser até sexual.

Watson o que é? e como ele funciona?

Quando pensamos em tecnologia avançada, filmes de ficção científica dominam rapidamente nossa imaginação. Robôs poderosos, máquinas que pensam sozinhas, naves e gadgets que só existem em um futuro distante — mesmo no cinema.

Watson O que é e como ele funciona?

Watson O que é e como ele funciona?

Pois um desses avanços já está entre nós, e funcionando a pleno vapor. O Watson, da IBM, é uma plataforma de computação cognitiva na nuvem que, assim como nós, humanos, tem a capacidade de aprender.

Tradicionalmente, os computadores funcionam com base em regras, linguagem e lógicas estruturais próprias e são programados para fornecerem respostas matematicamente corretas. Mas, em um mundo no qual o conhecimento produzido dobra a cada ano e as informações estão desorganizadas em fontes tão diversas quanto literatura, pesquisas, artigos, posts no Facebook ou tweets, é preciso encontrar outras maneiras de processar esses dados.

Pensado para ser capaz de ingerir e apreender informações produzidas por humanos para que outros humanos consumam, o Watson é uma plataforma que compreende a nossa linguagem natural, carregada de contextos, referências ambíguas, noções implícitas e outros aspectos de cultura.

Quando procuram entender algo e resolver problemas, humanos percorrem quatro passos básicos:

  • Primeiro passo

Observar evidências e fenômenos visíveis

  • Segundo passo

Buscar em nosso repertório o que já conhecemos para interpretar o que estamos vendo naquele momento. Com isso, geramos uma hipótese sobre o que aquilo significa

  • Terçeiro passo

Depois, avaliamos sucessivamente as hipóteses que criamos. Estão certas ou erradas?

  • Quarto passo

Por fim, mesmo sem 100% de certeza, tomamos decisões. Escolhemos a resposta que nos parece melhor, e agimos de acordo com ela

Um sistema cognitivo como o Watson usa estratégias semelhantes. Com base em dados previamente adquiridos, a plataforma de inteligência artificial observa hipóteses, as avalia e se torna capaz de tomar uma decisão.

Assim como nós, racionaliza a partir do seu processo de aprendizado:

 

Com experts humanos como guia, o Watson recebe e coleta o conhecimento para ser instruído sobre um assunto específico. Ele lê as sentenças e as quebra gramaticalmente e estruturalmente, para estabelecer as relações e descobrir o sentido do que está escrito. Essa montanha de dados é pré-processada pelo Watson, que cria índices e outras formas para trabalhar aquele conteúdo de forma eficiente

Com a ajuda de humanos, que enviam dados sob a forma de perguntas e respostas, o Watson aprende que existem maneiras de interpretar essas informações que ingeriu. Ele aprende a linguagem, os jargões e as motivações daquela área, e busca encontrar padrões para entender quais são as respostas possíveis

Conforme as interações com usuários acontecem, Watson aprende a interpretar a complexidade das questões que são postas e, com base nas evidências apresentadas, apresenta uma variedade de respostas que têm mais potencial de estarem certas

Ao buscar evidências para confirmar ou refutar hipóteses, o Watson confere uma pontuação a cada possibilidade com base nos modelos estatísticos e treinamentos pelos quais ele passou. Com base em quão alto as respostas pontuaram, o sistema estima sua confiança e decide qual é a resposta com mais chances de estar correta. Conforme acerta ou erra, Watson interpreta as novas informações e aprende com isso.

Essa capacidade de aprendizado do Watson — acumular dados, entender a intenção real da linguagem das pessoas e usar esse entendimento para extrair respostas lógicas e fazer inferências sobre respostas em potencial — já está sendo colocada em prática em diversos campos do conhecimento. 

História da Astronomia

A Astronomia é uma área multidisciplinar da Ciência que estuda os fenômenos e corpos celestes para além da atmosfera terrestre.

O céu noturno sempre motivou e fascinou a humanidade

A Astronomia é uma área multidisciplinar da Ciência que estuda os fenômenos e corpos celestes para além da atmosfera terrestre.

A Astronomia é uma ciência natural multidisciplinar que busca observar e compreender os fenômenos que ocorrem fora da atmosfera terrestre, bem como a estrutura dos corpos celestes: planetas, estrelas e outras estruturas cosmológicas, tais como cometas, galáxias, nebulosas e o próprio espaço em si. A palavra astronomia vem do grego Astron, que significa astro, e Nomos, que significa lei.

História da astronomia

Muitas civilizações antigas interpretavam os astros como divindades e observaram o céu e estrelas. Com a identificação de padrões para predizer as estações do ano, bem como as melhores épocas para o plantio e colheita, o estudo dos astros possibilitou grandes avanços para a humanidade. Para entender um pouco melhor como foi o avanço da Astronomia ao longo dos séculos, faremos aqui uma linha do tempo simples, ressaltando apenas os fatos mais marcantes de cada período.

Breve linha do tempo da Astronomia

  • 4000 a.C.: os povos da Mesopotâmia utilizavam os zigurates para realizar observações astronômicas;
  • Em 2500 a.C.: a estrutura de pedras Stonehenge foi construída para marcar o início e o fim dos solstícios;
  • 1300 a.C.: os chineses iniciaram suas observações de eclipses, totalizando mais de 1700 observações ao longo de 2600 anos;
  • Aproximadamente 560 a.C.: o filósofo grego Anaxímenes propôs que as estrelas estão fixas em um envoltório sólido que gira em torno da Terra. Vinte anos antes, seu mestre, Anaximandro, foi o primeiro filósofo a tentar explicar o movimento dos astros sem utilizar os artifícios da mitologia;
  • 550 a.C.Pitágoras e seus estudantes descreveram o movimento dos astros como formas circulares. Além disso, para eles, as estrelas e planetas eram perfeitamente esféricos;
  • 350 a.C.Aristóteles usou a sombra da Terra sobre a Lua, formada durante os eclipses, como argumento para justificar o formato esférico do planeta;
  • 280 a.C.Aristarco calculou as dimensões relativas do Sol, Lua e Terra e também propôs o primeiro modelo heliocêntrico (com o Sol no centro);
  • 134 a.C.: o filósofo grego Hiparco descobriu o movimento de precessão da Terra e elaborou o primeiro catálogo com as posições e brilhos das estrelas visíveis a olho nu;
  • 140 d.CCláudio Ptolomeu desenvolveu seu modelo geocêntrico do Sistema Solar. Nesse modelo, as órbitas planetárias são círculos (chamados de epiciclos), que, por sua vez, movem-se em torno de outros círculos (chamados de deferentes);
  • 1054 d.C.: Astrônomos chineses observaram a “morte” de uma estrela. A supernova foi visível a olho nu durante o dia e deu lugar à Nebulosa do Caranguejo;
  • 1543 d.C.Nicolau Copérnico teve seu livro “Da revolução das esferas celestes” publicado, lançando as bases do modelo heliocêntrico do Sistema Solar;
  • 1580 d.C.: O astrônomo dinamarquês Tycho Brahe realizou as mais precisas observações astronômicas a olho nu já feitas e elaborou o próprio modelo geocêntrico do Sistema Solar;
  • 1600 d.C.Galileu Galilei realizou experimentos de queda dos corpos e chegou muito próximo do conceito moderno de inércia, contrariando as ideias vigentes sobre o movimento dos astros. Na mesma época, Giordano Bruno afirmava existir outros planetas similares à Terra fora do Sistema Solar e orbitando outras estrelas. Foi julgado como herege pelo Tribunal da Inquisição e sentenciado à fogueira;
  • 1609 d.C.Galileu foi o primeiro a utilizar os telescópios para observar o céu, com isso, conseguiu identificar quatro das maiores luas de Júpiter, provando que nem todos os astros orbitavam em volta da Terra. Observou também irregularidades na superfície da Lua;
  • 1610 d.C.Johannes Kepler desenvolveu as três leis dos movimentos planetários (Lei das órbitas, Lei das áreas e Lei dos períodos) utilizando os dados astronômicos obtidos por Tycho Brahe;
  • 1666 d.C.: o físico inglês Robert Hooke mostrou que forças que apontam para o centro de uma curva formam trajetórias fechadas, assim como as órbitas dos planetas;
  • 1667 d.C.Isaac Newton desenvolveu a Gravitação Universal, fornecendo argumentos matemáticos capazes de explicar as órbitas planetárias e prever novos eventos astronômicos;
  • 1718 d.CEdmund Halley descobriu que as estrelas não são fixas, mas que se movem com velocidades muito grandes;
  • 1781 d.C.William Herschel descobriu o planeta Urano e, tempos depois, conseguiu determinar a velocidade do Sol, bem como o formato achatado da Via Láctea;
  • 1842 d.C.Christian Johann Doppler descreveu o efeito Doppler, que mede a variação na frequência da luz. Esse importante fenômeno mais tarde foi usado para calcular as velocidades de aproximação e afastamento de estrelas e galáxias;
  • 1859-1875 d.C.: James Clerk Maxwell descobriu que a distribuição de velocidades das partículas de um gás depende de sua temperatura. Em 1875, Lorde Kelvin e Hermann vonHelmoltz realizaram uma estimativa da idade do Sol;
  • 1894-1900 d.C.Wilhelm Wien e, depois, Max Planck forneceram importantes explicações sobre a absorção e emissão de luz pelo corpo negro ao relacionar o comprimento de onda da luz emitida pelas estrelas com a sua temperatura;
  • 1905-1916 d.C.Albert Einstein descreveu o Efeito fotoelétrico e desenvolveu a teoria da gravitação universal;
  • 1916 d.C.Karl Schwarzschild descreveu os buracos negros como pequenas regiões do espaço deformadas por uma grande massa;
  • 1929 d.C.Edwin Hubble descobriu que o Universo está em constante expansão;
  • 1964 d.C.Arno Penzias e Robert Wilson descobriram, por meio de radiotelescópios, a existência da radiação cósmica de fundo, uma das evidências do surgimento do Universo;
  • 1965 d.C.: Lançamento da sonda espacial Mariner 4, a primeira a conseguir tirar fotos da superfície de outro planeta. Ela conseguiu obter imagens da superfície de Marte;
  • 1969 d.C.Neil Armstrong e Edwin Aldrin foram as primeiras pessoas a pisar na superfície da Lua;
  • 1973 d.C.: As sondas Voyager 1 e 2 chegaram a Júpiter e usaram sua grande aceleração gravitacional como impulso para explorar outros planetas fora do Sistema Solar;
  • 1990 d.C.: Lançamento do telescópio Hubble em órbita da Terra;
  • 1998 d.C.: Astrônomos japoneses descobriram que os neutrinos podem ter massa, sendo considerados fortes candidatos à matéria escura;
  • 2001 d.C.: Com o auxílio de um detector de neutrinos, localizado no Canadá, um grupo de cientistas conseguiu provar que essas pequenas partículas apresentam massa;
  • 2002 d.C.: Primeiras evidências da presença de gelo na superfície de Marte.

De fato, muito progresso científico foi feito ao longo dos séculos desde que o ser humano passou a observar o céu noturno. Profundas mudanças tecnológicas e sociais foram possíveis graças às grandes descobertas da Astronomia.

Grandes áreas da Astronomia

A Astronomia é multidisciplinar e envolve FísicaQuímicaGeologiaMeteorologia e até mesmo a Biologia. Sendo assim, destacamos aqui algumas das maiores divisões da Astronomia:

  • Astrobiologia: estudo da evolução dos sistemas biológicos no universo, busca por evidências que possibilitem a existência de vida fora da Terra; etc.;
  • Astrofísica: estudo das propriedades físicas dos corpos celestes, como densidade, temperatura, intensidade luminosa, etc.;
  • Astronomia planetária: estudo dos sistemas planetários, com ênfase no Sistema Solar, reunindo Física nuclear, Geologia, Meteorologia etc.;

Dia Mundial da Astronomia

Comemora-se no Brasil, no dia 8 de abril, o Dia Mundial da Astronomia, que se difere do DiaInternacional da Astronomia, cuja data depende das fases da Lua. O Dia Mundial da Astronomiatem como principal interesse o estreitamento dos laços entre entusiastas e pesquisadores dessa grande área de pesquisa, bem como aumentar a visibilidade e a divulgação das pesquisas científicas. Em 2009, comemorou-se o Ano Internacional da Astronomia, 400 anos após as primeiras observações telescópicas de Galileu Galilei.