A REVOLUÇÃO DOS IDIOTAS E A DITADURA DO MERCADO

Basta criticar o capitalismo ou Bolsonaro, que uma enxurrada de agressões surgem no sistema de comentários. Termos como “essa mamata vai acabar”, “o PT foi varrido” e mais um monte de bla-bla-bla nazista e “anticomunista” surgem como tivessem vindos da guerra fria. O anacronismo do discurso, característico de uma onda de estupidez, não se caracteriza por algo momentâneo somente mas, fruto de um atraso mental provocado pelo atraso social e educacional oriundos, justamente do período militar, quando a didática crítica era proibida pelo regime. Fato que é facilmente comprovado pela velharia que sai às ruas, em manifestações pró-fascismo.

A REVOLUÇÃO DOS IDIOTAS E A DITADURA DO MERCADO

Obviamente, outra característica importante desse momento, a naturalização da violência na sociedade brasileira, trouxe a periferia à identificação com o discurso de Bolsonaro. Há, ainda, o crescimento das igrejas neopentecostais e a forte adesão à teologia da prosperidade, por parte das camadas mais pobres e, principalmente, da classe média.

Aliás, a classe média merece uma análise destacada das demais. Na medida em o consumismo avançou nos discursos dos governos pelo mundo, como forma de manter o crescimento “infinito” das economias, tendo a dissolução da União Soviética, enterrado a dialética entre sistemas, que fazia o capitalismo dar concessões à questões sociais, a classe média substituiu a valorização do conhecimento, pela pura estratificação social baseada no bem de consumo. Essa substituição foi a bomba atômica na intelectualização dessa parcelada sociedade, perdendo sua identidade e a capacidade de se reconhecer como seres coletivos, se tornando burra, idiotizada, anacrônica, mas, cheirando a perfume Chanel.

Perdidos em seus pensamento egoístas, a ditadura da felicidade impôs ao sujeito a lógica do burro motivado, trazendo a mistura tóxica entre ignorância, consumo, capitalismo radical, exploração, ódio e individualismo extremo. O resultado desse cenário foi a desconsideração do outro e a exclusão do que é diferente, nesse sentido a classe média deixou de reconhecer como ser humano, os mais pobres, os negros, os homoafetivos e outros que não reconheçam como iguais aos que são. Bolsonaro passa a representá-los, não só na moda mas, no pensamento, incluindo a burrice, a religiosidade pateta e as demais características pastichetas e apaspalhadas.

Talvez, a derrocada do próximo governo consiga alterar o triste destino em direção ao abismo intelectual, digno de uma “idiocracia”. Mas, que não se subestime a capacidade dos idiotas, mesmo que um presidente completamente equivocado e despreparado encontre a tragédia social e econômica, ainda assim, por identidade, os apalermados continuarão culpando o “comunismo” petista, anos depois da fome encontrar a classe média.

https://www.focuscosmus.com/10-dez-primeiros-dias-da-eleicao-do-bolsonaro/

https://www.apostagem.com.br/2018/11/25/a-revolucao-dos-idiotas-e-a-ditadura-do-mercado/

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