Category Archives: Biologia

O que são e por que existem aquelas manchinhas flutuantes na nossa visão?

Eu devia ter uns 12 anos, em um almoço de família na casa da minha avó, quando decidi perguntar o que eram “aquelas coisinhas que eu via flutuando diante dos meus olhos”. Eu era só uma criança curiosa, não sabia explicar muito bem o que eu tava enxergando e não existia nenhuma forma de demonstrar o formato daquelas coisinhas….
Se eu pegasse um papel e um lápis pra desenhar, provavelmente pensariam que eu estava com uma doença gravíssima na visão, inclusive até hoje eu lembro da cara que todos meus familiares fizeram, tentando entender do que eu estava falando e me julgando como se eu fosse uma criança x-men, cogitaram até me levar no médico, mas como isso nunca aconteceu, vivi até hoje sem saber do que se tratavam as coisinhas flutuantes…

Mais de uma década depois, esse mundo mágico chamado internet me trouxe a resposta tão esperada: moscas volantes. É assim que chamam essas coisinhas que passaram a vida sambando nos meus olhos sem eu saber exatamente o que elas eram!!
No vídeo abaixo (ative as legendas do youtube), você vai entender melhor o que são essas coisinhas:

Quantas bactérias vivem no seu corpo? Apenas 40 trilhões, segundo estudo

Existem muitas bactérias dentro e fora dos nossos corpos — isso é o que chamamos de nosso microbioma. Calcular exatamente quantos micróbios cada pessoa carrega não é uma tarefa fácil e o número mais citado tanto na literatura científica quanto na popular muito provavelmente está errado.

Em 1972, Thomas D. Luckey publicou um artigo na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition, no qual escreveu que um homem adulto carrega cerca de 100 trilhões de bactérias no sistema digestivo, além de mais um trilhão sobre a pele. O texto não explicava como havia chegado a esses números.

Quantas bactérias vivem no seu corpo? Apenas 40 trilhões, segundo estudo

Quantas bactérias vivem no seu corpo? Apenas 40 trilhões, segundo estudo

Outro cientista, D.C. Savage, citou Luckey em uma revisão escrita em 1977, afirmando que “o organismo humano normal é composto por mais de 1014 células, das quais apenas 10 por cento são células animais”. Então ele utilizou o número de Luckey, 100 trilhões, para o total de bactérias, e acrescentou que um décimo desse total — ou 10 trilhões — seriam de fato células humanas.

Esse valor arredondado ganhou força e a frase “10 vezes mais células microbianas do que células humanas” passou a ser muito repetida, como pode ser visto no site do Projeto do Microbiota Humano dos Institutos Nacionais de Saúde, onde presumivelmente eles entendem alguma coisa sobre o microbioma.

Uma estimativa recente calcula que o total de células humanas seja de 37,2 trilhões, mas ainda assim a proporção proposta por Savage sobreviveu. Utilizando a fórmula do 10 para 1, o número estimado de bactérias seria de 372 trilhões, e foi aí que a história parou.

Mas um novo grupo de cientistas israelenses concluiu que 372 trilhões não pode estar certo. A nova análise foi publicada na edição de 28 de janeiro a revista Cell, com mais detalhes e cálculos disponíveis online.

Utilizando um micrômetro cúbico como o volume de uma única bactéria, eles fizeram sua estimativa com base nos órgãos que contêm os micróbios, bem como na provável concentração de bactérias em cada lugar. Os pesquisadores estimam que no intestino grosso, onde vive a maior parte do nosso microbioma, existam 39 trilhões de células bacterianas. Outros lugares – a pele, a boca, o intestino delgado e o estômago — contêm poucas bactérias, que correspondem a uma parte bem pequena do total.

Por que esse conhecimento é relevante? “Às vezes não se pode responder a essa pergunta, mas é importante se habituar a usar os números mais precisos. Se podemos fazer uma estimativa melhor hoje do que há 10 anos, esse esforço vale a pena”, afirmou Shai Fuchs, um dos autores.

Fuchs e os coautores do trabalho, Ron Milo e Ron Sender, escreveram a análise quando ele cursava o doutorado no Instituto Weizmann de Ciências em Israel.

Naturalmente, isso ainda é apenas uma estimativa, levando-se em conta o corpo de um homem de 20 a 30 anos, 70 quilos e 1,70 metro. O tamanho do microbioma varia com a idade, o sexo, a altura e o peso da pessoa, além de mudanças de uma hora do dia para a outra: a cada vez que uma pessoa defeca ela libera cerca de um terço das bactérias presentes no cólon.

Contudo, concluíram os pesquisadores, a estimativa realista da quantidade de micróbios que vive no corpo humano é de cerca de 40 trilhões — um número similar ao de células humanas.

Os peixes bebem água?

Eles não precisam se preocupar em tomar 2 litros de água por dia, mas fazem muito xixi

“Beber água” talvez não seja o termo mais adequado para explicar porque os peixes –de água doce ou salgada– ingerem o líquido.

Diferente do que acontece com os seres humanos, a água absorvida pelos peixes é usada principalmente para respiração e trocas gasosas com o ambiente externo em que vivem.

Apenas uma quantidade mínima do líquido é realmente ingerida, junto com os alimentos, assim como acontece com outros animais que vivem fora da água.

Os peixes bebem água?

Na respiração dos peixes, a água chega até as brânquias para que as trocas gasosas aconteçam. É por meio deste órgão que o oxigênio é absorvido e o gás carbônico eliminado –o que nos seres humanos acontece nos alvéolos pulmonares.

Entra e sai de água e sal

Os peixes mantêm constante troca com a água em que estão para que haja um equilíbrio entre a quantidade de sais presentes no ambiente e no organismo do animal. Assim, o peixe elimina ou absorve mais água de acordo com o ambiente onde vive.

Nos peixes de água doce, a concentração de sais é maior no organismo do que na água que o cerca. Por isso, a água entra de forma passiva no corpo dos peixes (pelas células), em um processo conhecido por osmose. É como se ela fosse “atraída” para o corpo. Por absorverem muita água, os peixes de água doce têm rins mais desenvolvidos e excretam uma urina bem diluída e em bastante quantidade.

Já nos peixes de água salgada, o processo é inverso. O alto teor de sal dos oceanos faz com que a água “saia” do organismo por osmose, por isso o animal precisa constantemente “beber” água para manter suas funções. Como a água do mar é muito salgada, os peixes que vivem ali precisam expulsar o excesso de sal por um mecanismo especial nas brânquias.

Quando o peixe ingere a água, a boca fecha e ossos bem pequenos (opérculos) obstruem as brânquias. Com isso, há uma pressão que empurra a água para os filamentos branquiais, responsáveis pela respiração. Após o processo, o peixe volta a abrir a boca e elimina a água.

Tubarões e arraias

E ainda tem os peixes cartilaginosos, como os tubarões e as arraias, que fazer essa troca de outra maneira.

Neles, o equilíbrio osmótico acontece por causa da produção de uma substância chamada ureia que, ao ser secretada pelos rins na corrente sanguínea desses animais, consegue controlar a quantidade de sais no corpo.

A Probabilidade de vida extraterrestre em 500 bilhões de galáxias

A Probabilidade de vida extraterrestre em 500 bilhões de galáxias

A Probabilidade de vida extraterrestre em 500 bilhões de galáxias

Carl Sagan disse que “afirmações extraordinárias exigem provas extraordinárias.” Em uma exibição impressionante da lógica matemática vs senso comum, David Spiegel, da Universidade de Princeton e Edwin Turner, da Universidade de Tóquio publicaram um artigo em 2012 que transforma a equação de Drake de cabeça para baixo usando o raciocínio Bayesian para mostrar que nao e só porque nós evoluímos na Terra, que significa que a mesma ocorrência poderia necessariamente acontecer em outros lugares; “usando a evidência de nossa própria existência não mostra nada”, dizem eles, “diferente do fato de estarmos aqui.”

As recentes descobertas do telescópio Spacial Kepler de planetas semelhantes à Terra em tamanho e proximidade com seus respectivos sóis provocaram entusiasmo científico e público sobre a possibilidade de também encontrar vida semelhante a da Terra nesses mundos.
Mas os pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram que a expectativa de que a vida – das bactérias aos seres sencientes – tem ou vai se desenvolver em outros planetas como na Terra pode ter sido baseado mais no otimismo do que a evidência científica.

Professor de ciências Astrophysical Turner e principal autor Spiegel analisaram o que se sabe sobre a probabilidade de vida em outros planetas, em um esforço para separar os fatos da mera expectativa de que existe vida fora da Terra. Os pesquisadores usaram uma análise Bayesiana – que pesa o quanto de uma conclusão científica resulta de dados reais e quanto vem dos pressupostos anteriores dos cientistas – para determinar a probabilidade de vida extraterrestre uma vez que a influência desses pressupostos é minimizado.

Brasil ganha 4 medalhas em olimpíada internacional de biologia

Brasil ganha 4 medalhas em olimpíada internacional de biologia

Composta por quatro estudantes, a delegação brasileira teve 100% de aproveitamento e conseguiu quatro medalhas, sendo três de prata e uma de bronze, na Oiab (Olimpíada Ibero-Americana de Biologia) de 2015, evento que terminou no domingo em El Salvador e reuniu estudantes de 13 países.

Brasil ganha 4 medalhas em olimpíada internacional de biologia

Brasil ganha 4 medalhas em olimpíada internacional de biologia

Durante a programação da Oiab, os jovens enfrentaram uma prova teórica e quatro provas práticas envolvendo os temas biologia celular, anatomia e fisiologia vegetal, anatomia e fisiologia animal, etologia, genética, ecologia e biossistemática.

O torneio reuniu 43 estudante de 13 países de línguas portuguesa e espanhola, entre eles Portugal e Espanha. Os estudantes cearenses Arthur Feitosa, 17, e Gerardo Albino, 16, e o paulista Michael Sato, 17, ganharam as medalhas de prata, enquanto o cearense Lucas Magalhães, 17, levou bronze.

No total, foram distribuídas seis medalhas de ouro, nove de prata e 13 de bronze, dadas de acordo com o desempenho dos estudantes. “Só por ter chegado à etapa internacional, me considerava um vencedor. A medalha, que foi inesperada, só aumentou a alegria o sentimento de missão cumprida”, disse Lucas.

Daniel Berto, um dos professores que acompanharam os estudantes, conta que o Brasil participa de torneios internacionais desde 2005 e que foi a primeira vez que todos os alunos brasileiros foram premiados. Para ele, a coalizão de forças foi o diferencial brasileiro.

“O bom desempenho do Brasil deve-se ao esforço dos alunos e à ajuda de seus respectivos colégios, bem como das instituições que lhes ofereceram treinamento prático e, é claro, da coordenação da OBB”.
Seleção

Chefe da delegação brasileira, o professor José Carlos Pelielo de Matos, da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), ressalta que, com investimentos em laboratórios de ponta em mais escolas, os resultados podem ser ainda melhores.

“Sabemos que ainda falta condição laboratorial em muitas escolas, e esse deve ser um caminho para conseguirmos melhorar ainda mais nossa atuação”, disse.”Tradicionalmente, somos bem melhores na teoria do que na prática. E isso é reflexo de uma política educacional, não só na biologia como em todas as outras disciplinas.”

Antes de viajar para El Salvador, 15 jovens, selecionados entre 70 mil estudantes que participaram da OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia), passaram por um treinamento intensivo de duas semanas. A programação contou com aulas práticas e teóricas em instituições de ensino no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre eles, quatro foram escolhidos para representar o País na Oiab.

Rubens Oda, coordenador nacional da OBB, a importância maior do evento é estreitar a ponte entre a universidade e o ensino médio, contribuindo para a divulgação de novas descobertas e para a aprendizagem científica.
Próximos passos

A próxima Oiab será promovida em Brasília, em 2016. Os interessados em participar da seleção, que acontece através da OBB, devem estar cursando o ensino médio e ter, no máximo, 19 anos até o dia 1º de julho do ano que vem. Caso já tenha concluído o ensino médio, o participante não pode ter matrícula em instituição de ensino superior.

Um Deus que poderia ser Real no universo científico – Parte 1

“Deus” é uma palavra. Se nós o definirmos, mesmo inconscientemente, como algo que não pode existir no nosso universo, vamos banir a ideia de Deus da nossa realidade e jogar fora toda possibilidade de incorporar uma potente metáfora espiritual em uma panorama verdadeiramente coerente. Mas se levarmos a sério os confiáveis — e, então, inestimáveis — conhecimentos científicos e históricos, que agora possuímos, nós podemos redefinir um Deus de uma forma radicalmente nova e poderosa que expande o nosso pensamento e poderia ajudar a motivar e unir-nos em uma era perigosa que a humanidade está adentrando.
Um Deus que poderia ser Real no universo científico - Parte 1

Um Deus que poderia ser Real no universo científico – Parte 1

Por mais de 30 anos, ocorreu uma das mais emocionantes revoluções científicas do nosso tempo, a revolução na cosmologia. Na década de 1970, o grande mistério cosmológico foi este: se o Big Bang foi simétrico em todas as direções, por que o universo em expansão hoje não é apenas uma sopa maior de partículas? Em vez disso, lindas galáxias elípticas e espirais estão espalhadas, mas não aleatoriamente; Elas posicionam-se ao longo de filamentos invisíveis, como glitter jogado em linhas de cola. Onde se cruzam vários filamentos grandes, formaram-se grandes aglomerados de galáxias. Mas por que? O que aconteceu com a sopa primordial? De onde veio toda essa estrutura?
Joel R. Primack, é um dos criadores da teoria da matéria escura fria, que responde a essas perguntas, dizendo-nos que tudo o que os astrônomos vêem — incluindo todas as estrelas, planetas e brilhantes nuvens em nossa galáxia e todas as galáxias distantes de gás — é menos da metade de 1% do conteúdo do universo. O universo acaba por ser quase inteiramente feito de duas presenças dinâmicas, invisíveis, desconhecidas e inimagináveis até o século XX: Matéria escura (matéria invisível que não é feita de átomos ou as partes de átomos) e de energia escura (a energia, causando a aceleração da expansão do Universo). Elas estiveram em competição uma com a outra por bilhões de anos, com a gravidade da matéria escura puxando matéria comum (atômica, bariônica) e a energia escura arremessando espaço separados, em um jogo de empurra e puxa. Sua interação cósmica com a matéria comum tem tecendo as galáxias visíveis e, assim, criado a possibilidade para a evolução dos planetas e a vida.
Ao longo das décadas, a medida que dados estavam surgindo, confirmando essa história com telescópios e satélites, surgia uma pergunta: o que significa para nós seres humanos não estamos vivendo no universo que pensávamos que estávamos vivendo?Hoje, os astrônomos em todo o mundo aceitam a teoria dupla escura como a história moderna do universo, mas eles não responderam a esta questão.
Deus tem de fazer parte de nossa compreensão do universo?Não. Mas se os cientistas disserem ao público que eles têm de escolher entre Deus e a ciência, a maioria das pessoas vão escolher a Deus, que conduz à negação, hostilidade para com a ciência e a incoerência mental profundamente perigosa na sociedade moderna que promove depressão e conflito. Enquanto isso, muitos daqueles que escolhem ciência encontram-se sem nenhuma forma de pensar que pode dar-lhes acesso ao seu próprio potencial espiritual. O que precisamos é uma panorama coerente que é totalmente consistente — e até mesmo inspirado — com a ciência, que forneça uma maneira poderosa de repensar em um Deus que traz benefícios humanos e sociais sem a tal da fantasia.

Como conseguimos isso?
A ciência pode nunca nos dizer com certeza o que é Deus na verdade, já que há sempre a possibilidade de que algumas descobertas futuras irão descartá-lo. Mas a ciência pode muitas vezes nos dizer com certeza que não é verdade. Ela pode descartar o impossível. Galileu, por exemplo, mostrou, com seu telescópio, que a imagem medieval da Terra como o centro das esferas celestiais de cristal não podia ser verdadeiro, mesmo que ele não pudesse provar que a Terra se move em torno do sol.Sempre que os cientistas produzem as provas que convincentemente eliminam o impossível, não adianta mais discutir. Está tudo acabado. A graça está em aceitar e recalcular. É assim que a ciência avança.
E se nós pensarmos assim com Deus? E se nós levarmos a evidência de uma nova realidade cósmica a sério e tornarmos dispostos a descartar o impossível? O que restaria?
Podemos ter um verdadeiro Deus se pudermos largar o que o torna irreal. Só serei interessado em Deus se este for real. Se não for real, não há nada para falar. Mas não digo real como uma tabela, ou um sentimento, uma pontuação de teste ou uma estrela. Estes são reais na experiência normal na Terra. Digo real no quadro científico do nosso universo duplo escuro, nosso planeta, nossa biologia e nosso momento na história.
Estas são características de um Deus que não podem ser verdadeiras:
  1. Deus existia antes do universo;
  2. Deus criou o universo;
  3. Deus sabe de tudo;
  4. Deus controla tudo o que acontece;
  5. Deus pode optar por violar as leis da natureza.
A autora Nancy Ellen Abrams explica em seu livro, Um Deus que poderia ser Real, que fisicamente cada um desses itens acima é impossível (emboras leitores científicos deste blog precisam saber disso. O ponto que a autora quer fazer aqui é que esta lista praticamente concorda com razões por que a maioria dos ateus dispensa  a existência de Deus.  Nós apenas declaramos que o que Deus não pode ser. Não pensamos aindao que Deus poderia ser.A autora ainda continua:
“Nós todos crescemos tão mergulhados em alguma tradição religiosa,  que nós já aceitamos. É difícil de entender que a oportunidade de redefinir Deus realmente está em nossas mãos. Mas é, e a maneira como fazemos isso desempenhará um papel de liderança na definição do futuro do nosso planeta.
 
Para mim, esta é a pergunta chave: poderia realmente existir neste universo algo que seja digno de ser chamado de Deus? Minha resposta é sim.”

Nasa prevê descoberta de vida alienígena até 2025

Cientista-chefe da agência espacial americana diz que haverá registros de seres de outros planetas na próxima década.

Existe vida fora da Terra? Aparentemente sim, e poderíamos descobrir sua existência na próxima década. Segundo a cientista-chefe da Nasa, Ellen Stofan, teremos registros de alienígenas que vivem em outros planetas até 2025.
Stofan acredita que serão encontrados sinais de vida fora da Terra em até 10 anos, e provas definitivas disso em até 20 anos. “Nós sabemos onde procurar. Então sabemos como procurar”, disse, em um debate transmitido na Nasa TV sobre a possibilidade de encontrar outros “mundos habitáveis”.
“Na maiorida dos casos, nós temos a tecnologia e estamos no processo de implementá-la. Então acreditamos que estamos definitivamente no caminho certo para isso.”
O que e onde?
As primeiras descobertas de vida fora da Terra provavelmente estão mais perto do que imaginamos, mas não serão homenzinhos verdes em naves espaciais e, sim, alguma espécie de plâncton ou de alga.

Cientistas acreditam que luas de Júpiter e de Saturno podem ter ambientes propícios para a formação de vida; ilustração mostra quatro maiores luas de Júpiter (Foto: Nasa/Divulgação)

Cientistas acreditam que luas de Júpiter e de Saturno podem ter ambientes propícios para a formação de vida; ilustração mostra quatro maiores luas de Júpiter (Foto: Nasa/Divulgação)

Existe muita água no Sistema Solar. É quase certo que existam oceanos de água salgada sob as conchas geladas das luas de Júpiter, Europa e Ganymede, assim como na lua de Saturno, Enceladus.
A água é mantida líquida pela gravidade intensa dos planetas gigantes onde as luas orbitam, que os deforma e contribui para o aquecimento de seus núcleos.
Acredita-se que Enceladus tenha atividade vulcânica nas profundezas de seu oceano, o que manteria a água aquecida a uma temperatura de 93º.
Acredita-se que todas as três luas têm mais água em seus oceanos do que todos os oceanos da Terra juntos. Ainda não é possível saber se há vida lá, mas são ótimos lugares para começar a procurar.
E também há Marte, é claro. É quase certo que o planeta vermelho teve oceanos algum dia, e há evidências fotográficas sugerindo que ainda existe muita água escondida sob a superfície. Às vezes ela borbulha e forma rios temporários.
O rover Curiosity da Nasa – veículo destinado a explorar a superfície de Marte – recentemente descobriu “moléculas orgânicas que contêm carbono”. Isso significaria “blocos de vida em construção”. É deles que nós somos feitos.
No entanto, água e moléculas não significam vida.

Missões a Marte pretendem explorar melhor a superfície do planeta em busca da resposta sobre a possibilidade de vida no planeta; foto divulgada pela NASA em 23 de junho mostra autorretrato do robô Curiosity em Marte (Foto: AP Photo/NASA, JPL-Caltech, MSSS, File)

Missões a Marte pretendem explorar melhor a superfície do planeta em busca da resposta sobre a possibilidade de vida no planeta; foto divulgada pela NASA em 23 de junho mostra autorretrato do robô Curiosity em Marte (Foto: AP Photo/NASA, JPL-Caltech, MSSS, File)

Confiança na descoberta
O próximo rover que será lançado com direção à Marte em 2020 irá buscar sinais de que pode ter existido vida no planeta.
A Nasa também tem como objetivo enviar astronautas para Marte em 2030, um passo que cientistas como Ellen Stofan acreditam que será “chave” para procurar sinais de vida, porque mesmo com câmeras ultratecnológicas, encontrar fósseis usando o veículo é muito difícil – às vezes é preciso procurar embaixo da pedra, não nela em si.
“Sou uma geóloga. Eu saio a campo e abro rochas para procurar por fósseis”, disse Stofan no painel.
“Isso é difícil de encontrar. Então eu acredito fortemente que será necessário, em algum momento, colocar humanos na superfície de Marte – geólogos, astrobiólogos, químicos – para buscar provas da existência de vida que eles possam trazer de volta para a Terra para cientistas analisarem.”
A Nasa também está planejando uma missão para a Europa, uma das luas de Júpiter, que deverá ser lançada em 2022.
O principal objetivo dessas missões,que custarão cerca de US$ 2,1 bilhões (R$ 6,4 bilhões), é estudar se a lua congelada tem potencial habitável e, ao fazer isso, procurar também sinais de vida nas nuvens de vapor de água que aparentemente irrompem do polo sul da Europa.
E a vida em torno de outras estrelas? O telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e custará US$ 8,8 bilhões (R$ 26,8 bilhões), é tão poderoso que pode analisar gases na atmosfera de planetas em volta de outras estrelas, buscando sinais de vida.
Missões a Marte pretendem explorar melhor a superfície do planeta em busca de resposta sobre a possibilidade de vida no planeta

Um dos maiores sonhos da humanidade é descobrir se há, ou não, vida extraterrestre. E tem sido também essa a grande demanda da NASA. Numa conferência realizada esta terça-feira, os especialistas da agência espacial dos EUA afirmaram que, dentro de 20 ou 30 anos, será encontrada vida fora da Terra.

planetas

No final da conferência, a geóloga da NASA Ellen Stofan, que analisa as rochas e sedimentos de outros planetas, afirmou, de forma categórica, que o Homem “está muito perto de encontrar vida fora da Terra”.

“Acho que vamos ter fortes vestígios de que há vida fora da Terra dentro de uma década e vamos ter provas definitivas dentro de 20 ou 30 anos. Temos as ferramentas necessárias e sabemos onde procurar”, disse a cientista.

Quinze mudanças que nos fizeram humanos

Os humanos são provavelmente a espécie mais curiosa que já existiu.

Temos cérebros muito maiores que os de outros animais e que nos permitem construir utensílios, entender conceitos abstratos e usar a linguagem.

Mas também temos poucos pelos, mandíbulas fracas e demoramos para dar à luz.
Como a evolução explica essa criatura extravagante?

Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram "vantagens" na vida moderna.

Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram “vantagens” na vida moderna.

 

1. Viver em grupo

Há 30-60 milhões de anos

Há 30-60 milhões de anos

Os primeiros primatas, grupo que inclui macacos e humanos, surgiram pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Muitos começaram rapidamente a viver em grupos para melhor se defenderem de predadores, e isso exigiu de cada animal “negociar” uma rede de amizades, hierarquias e inimizades.

Sendo assim, viver em grupo pode ter impulsionado um aumento da capacidade intelectual.

 

2. Mais sangue no cérebro

Há 10-15 milhões de anos

Há 10-15 milhões de anos

Humanos, chimpanzés e gorilas descendem todos de uma espécie desconhecida e extinta de hominídeo.

Neste ancestral, um gene chamado RNF213 evoluiu rapidamente e pode ter estimulado o fluxo de sangue para o cérebro ao ampliar a artéria carótida.

Nos humanos, as mutações do RNF213 causam a doença de Moyamoya – um estreitamento da carótida que leva ao deterioramento da capacidade cerebral por conta da pouca irrigação do cérebro.

3. A divisão dos primatas

Há 7-13 milhões de anos

Há 7-13 milhões de anos

Nossos ancestrais se separaram de seus parentes parecidos com os chimpanzés há cerca de 7 milhões de anos. No início, tinham uma aparência bem similar, mas por dentro suas células estavam em marcha.

Os genes ASPM e ARHGAP11B entraram em mutação, assim como um segmento do genoma humano chamado HAR1.

Ainda não está claro o que provocou essas modificações, mas o ARHGAP11B e o HAR1 estão associados ao crescimento do córtex cerebral

4. ‘Picos’ de açúcar

Há menos de sete milhões de anos

Há menos de sete milhões de anos

Depois que a linha evolutiva humana se separou da linha dos chimpanzés, dois genes sofreram mutações.

O SLC2A1 e o SLC2A4 formam proteínas que transportam glicose para dentro e para fora das células.

Essas modificações podem ter desviado glicose dos músculos para o cérebro de hominídeos primitivos e é possível que tenha estimulado o crescimento do órgão.

5. Mãos mais hábeis

Nossas mãos são incrivelmente hábeis e nos permitem construir ferramentas ou escrever, entre outras atividades.

Há menos de 7 milhões de anos

Há menos de 7 milhões de anos

Isso pode se dever em parte a um fragmento de DNA chamando HACNS1, que evoluiu rapidamente desde que nossos ancestrais e os ancestrais dos chimpanzés se dividiram.
Não se sabe o que o HACNS1 faz exatamente, mas ele contribuiu para o desenvolvimento de nossos braços e mãos.

6. Mandíbulas fracas: mais espaço para o cérebro

Em comparação com outros primatas, os humanos não podem morder com muita força porque têm músculos mais fracos em volta da mandíbula, bem como mandíbulas menores.

Há 2,4 - 5,3 milhões de anos

Há 2,4 – 5,3 milhões de anos

Isso parece se dever a uma mutação do gene MYH16, que controla a produção de tecido muscular.
A mutação ocorreu há pelo menos 5 milhões de anos. Mandíbulas pequenas podem ter liberado espaço para o crescimento do cérebro.

7. Dieta variada

Nossos ancestrais primatas mais antigos comiam principalmente frutas, mas espécies posteriores como o Australopithecus ampliaram seu cardápio.

Há 1,8 - 3,5 milhões de anos

Há 1,8 – 3,5 milhões de anos

Além de se alimentar com uma variedade maior de plantas, como ervas, comiam mais carne e inclusive a cortavam com ferramentas de pedra.

Mais carne levou ao consumo de mais calorias e menos tempo de mastigação.

8. Pelado, nu com a mão no bolso

Os humanos são quase pelados. Não se sabe a razão, mas isso ocorreu entre 3 e 4 milhões de anos atrás.

Há 3,3 milhões de anos

Há 3,3 milhões de anos

Suspeita-se que a perda de pelos tenha ocorrido em resposta à evolução de parasitas como carrapatos. Exposta ao sol, a pele humana escureceu e a partir de então todos nossos ancestrais foram negros até que alguns humanos modernos deixaram os trópicos.

9. Um gene de inteligência

Um gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.

Há 3,2 milhões de anos

Há 3,2 milhões de anos

 

 

 

 

 

10. Cérebros maiores: primatas pensantes

Os humanos pertencem a um grupo ou gênero de animais conhecido como Homo. O fóssil mais antigo de Homo foi escavado na Etiópia e tem 2,8 milhões de anos.

Há 2,8 milhões de anos

Há 2,8 milhões de anos

A primeira espécie foi possivelmente o Homo habilis, embora cientistas discordem deste argumento.

Em comparação com seus ancestrais, esses novos hominídeos tinham cérebros muito maiores.

 

11. Parto complicado: uma cabeça muito grande

Para os humanos, o parto é mais difícil e perigoso.

Há pelo menos 200 mil anos

Há pelo menos 200 mil anos

Diferentemente de outros primatas, as mães quase sempre precisa de ajuda.

Caminhar sobre duas pernas fez com que as fêmeas humanas tenham um canal pélvico mais estreito e passagem de um bebê humano com a cabeça maior de seus ancestrais ficou dificultada.

Para compensar esse “problema logístico”, bebês humanos nascem pequenos e indefesos.

12. Controle do fogo

Ninguém sabe quando os humanos aprenderam a controlar o fogo.

 

Há 1 milhão de anos

Há 1 milhão de anos

A evidência mais antiga do uso do fogo está na Caverna de Wonderwerk, na África do Sul, que contém cinzas fossilizadas e ossos queimados datando de um milhão de anos.

Mas alguns especialistas afirmam que o fato de homem já ser capaz de processar alimentos há mais tempo do que isso poderia incluir o ato de cozinhar.

13. O dom da fala

Todos os grandes hominídeos têm sacos de ar em seus tractos vocais, o que lhes permite emitir fortes gritos.

 

Há 600 mil - 1,6 milhão de anos

Há 600 mil – 1,6 milhão de anos

Mas não os humanos, porque essas bolsas fazem impossível produzir diferentes sons.

Nossos ancestrais aparentemente perderam os sacos de ar antes de se separar em termos evolucionários da espécie Neanderthal, o que sugere que eles também podiam falar.

 

14. Um gene para a linguagem

Algumas pessoas têm uma mutação em um gene chamado FOXP2.

 

Há meio milhão de anos

Há meio milhão de anos

 

Como resultado, custa a elas entender gramática e pronunciar palavras.

Isso sugere que o FOXP2 é crucial para aprender o uso da linguagem.

15. Saliva reforçada para comer carboidratos

A saliva humana contém uma enzima chamada amilasa, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos.

 

Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

 

Os humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais era caçadores, por exemplo.

Este reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas.

Espessura do gelo na Antártica reduz 18% em 18 anos

Washington – A espessura do gelo em torno da Antártica sofreu uma redução de 18% entre 1994 e 2012, revela um estudo publicado nesta quinta-feira.

O estudo, baseado em informações de satélites, foi realizado pela Agência Espacial Europeia entre 1994 e 2012 e revela como o gelo antártico reage à mudança climática.

Pinguins em bloco de gelo perto da base brasileira Comandante Ferraz na Antártica em 10 de março de 2014

Pinguins em bloco de gelo perto da base brasileira Comandante Ferraz na Antártica em 10 de março de 2014


O trabalho foi publicado no site da revista Science.

Os paredões de gelo têm uma espessura média de entre 400 e 500 metros e podem se estender por centenas de quilômetros na costa antártica.

Quando o paredão sofre uma redução drástica de sua espessura, placas de gelo caem no oceano e começam a derreter, elevando o nível do mar.

Os pesquisadores concluíram que o volume total de gelo antártico se alterou pouco entre 1994 e 2003, mas a partir de então o derretimento se acelerou de forma pronunciada.

“Uma redução de 18% durante um período de 18 anos é realmente algo substancial”, disse Fernando Paolo, cientista da Universidade da Califórnia, em San Diego.

“Em geral, mostramos não apenas que o volume total de gelo está decrescendo, mas também que houve uma aceleração na última década”.

Se o ritmo do derretimento prosseguir, as geleiras poderão perder a metade de seu volume nos próximos 200 anos, segundo os pesquisadores.

Para o professor Andrew Shepherd, diretor do Centro para a Observação Polar da Universidade de Leeds, a tendência do derretimento é “uma verdadeira preocupação, porque estes níveis de derretimento não podem ser mantidos por muito tempo”.

As geleiras do Mar de Amundsen, no oeste da Antártica, estão perdendo gelo mais rapidamente do que em qualquer outra parte do continente e são as que mais contribuem para a elevação do nível do mar, disseram os investigadores.