Category Archives: Biologia

Biohackers conseguem “injetar” visão noturna em humanos

Um grupo de biohackers americanos afirma ter descoberto uma forma de fazer o olho humano ser capaz de enxergar no escuro, gerando uma espécie de visão noturna natural.

Gabriel Lucina recebeu 50 ml da substância em seus olhos; após uma hora, os efeitos começaram a aparecer e ele reconheceu formas e símbolos que estavam a 10 metros de distância no escuro

Gabriel Lucina recebeu 50 ml da substância em seus olhos; após uma hora, os efeitos começaram a aparecer e ele reconheceu formas e símbolos que estavam a 10 metros de distância no escuro

Para fazer isso, o grupo Science for the Masses usou uma espécie de substância análoga à clorofila chamada Chlorin e6 (ou Ce6), encontrada em peixes que vivem em profundidades abissais e que é usada para tratar de cegueira noturna, a dificuldade que algumas pessoas têm de enxergar em locais com luminosidade reduzida.

A substância é usada de forma intravenosa desde os anos 1960 para tratar diferentes tipos de câncer e alguns estudos já injetaram o Ce6 em ratos para entender quais os efeitos na visão desses animais.

Um dos pesquisadores do grupo serviu de cobaia para o experimento. Gabriel Lucina recebeu 50 ml de Ce6 no seu saco conjuntival, uma bolsa que fica na parte inferior dos olhos. Essa estrutura carrega a substância química até a retina.

Após uma hora, o efeito começou a aparecer. Colocado em um campo escuro, Lucina inicialmente começou a reconhecer formas e símbolos que estavam a 10 metros de distância. Com o tempo, ele enxergou pessoas que estavam a 50 metros distância, entre algumas árvores.

Nos testes, Licina acertou o que era o objeto enxergado em 100% das vezes. O grupo de controle, que não recebeu o Ce6, acertou apenas um terço das vezes. A visão do cobaia voltou ao normal após 20 dias, sem efeitos colaterais mais graves.

O experimento precisa ser feito mais vezes e em testes científicos mais rigorosos, para ser considerado um sucesso. Para os cientistas que o realizaram, porém, já é possível dizer que ele funcionou.

“Mostramos que isso pode ser feito. Se conseguimos fazer isso em nossa garagem, outras pessoas podem fazer também”, afirma Jeffrey Tibbets, diretor médico do grupo.

Nasa usa astronautas gêmeos para estudar gravidade no corpo humano

Os astronautas gêmeos Scott e Mark Kelly estão prontos para participar de uma experiência inédita da Nasa. Scott embarca nesta sexta-feira (27) para a Estação Espacial Internacional (ISS), onde vai ficar por um ano, submetido à gravidade zero. Mark, que já é aposentado, vai ficar aqui na Terra, como grupo de controle. Os dois serão acompanhados por pesquisadores até o fim da experiência. O objetivo é analisar o efeito da gravidade zero e de voos espaciais no corpo e na mente do ser humano.

Nasa usa astronautas gêmeos para estudar gravidade no corpo humano

Nasa usa astronautas gêmeos para estudar gravidade no corpo humano


Scott Kelly, 50, será o primeiro norte-americano a ficar tanto tempo em órbita ao lado do russo Mikhail Kornienko que também vai passar um ano na ISS. Eles só voltam em março de 2016. Este estudo servirá como preparação para que a Nasa possa mandar humanos cada vez mais longe. Os norte-americanos têm em mente as viagens à Marte.

Porém o experimento não é perfeito. Mark não irá se alimentar com a comida espacial que o irmão estará comendo e também não terá a mesma rotina. Scott Kelly disse à agência AFP estar preocupado com o efeito das radiações e da microgravidade, e também porque a estadia prolongada afeta o sistema imunológico, reduz a densidade óssea e atrofia os músculos. A falta de gravidade também afeta a visão. “Espero que isto não seja muito difícil e que possamos continuar vivendo e trabalhando no espaço durante períodos mais longos”, disse.

Também serão feitos exames genéticos para determinar a forma como um voo prolongado ao espaço pode afetar o organismo, afirmou Julie Robinson, uma das cientistas responsáveis pelo programa, também à agência AFP.

Robinson afirmou ainda que a agência espacial russa havia colocado à disposição todos os dados coletados durante as missões humanas de longa duração no espaço na estação Mir.

“Com a ISS vamos descobrir se os exercícios físicos intensivos durante as estadias orbitais são eficazes para proteger os astronautas”, explicou a cientista.

Assim como em suas estadias anteriores a bordo da ISS, Scott Kelly vai passar uma parte de seu tempo lendo e vendo jogos de basquete e hóquei na televisão. Além disso, ele tem a intenção de levar um diário onde vai registrar suas experiências e impressões. Kelly disse que sentirá muita falta de sua família. É divorciado e tem dois filhos.

Zoo de SP tem fruta em gelo, tinta e bola para evitar tédio entre animais

Enquanto a elefanta africana Terezita balança de um lado para o outro em seu pátio de terra batida no Zoológico de São Paulo, o urso pardo anda em círculos dentro de sua caverna, o gato-mourisco é visto indo e voltando de sua vitrine e o babuíno segue imóvel, com a testa apoiada em um degrau. Morrer de tédio não é mera força de expressão na criação de bichos em cativeiro. O problema diminui o apetite dos animais e a resistência deles a doenças e os deixa debilitados. Pesquisas mostram que o tédio do confinamento faz os níveis de corticosterona (o hormônio do estresse) no sangue dispararem.

Desenvolver atividades para combater o marasmo é um dos desafios do zoológico paulistano, que está completando 57 anos em março.

Urso pardo Dingo é seguido por urubus aonde quer que vá

Urso pardo Dingo é seguido por urubus aonde quer que vá

Para quebrar a rotina de verdade, as atividades devem ser variadas. Para cada animal, um repertório de 30 a 40 estímulos diferentes é bolado.

A maioria dos bichos recebe frutas em cubos de gelo e alimentos escondidos. A comida pode ser colocada em caixas, entre folhagens ou em uma bola de plástico com buracos, o que faz o animal ter de manipulá-la para conseguir se alimentar.

Com uma forte paixão por areia, a elefanta Terezita recebe meio caminhão em seu recinto a cada dois meses. “Ela deita, fica com as pernas para cima, faz uma verdadeira esfoliação”, diverte-se o biólogo Oriel Nogali, responsável pelo programa “antitédio” do zoológico paulistano.

Pintura é outro hobby da paquiderme. Com tintas feitas à base de farinha, água e corantes comestíveis, ela pinta olhos, orelhas e testa, usando a tromba como pincel.

A atividade é mais sensorial do que artística. “A tromba do elefante é muito tátil. Pegar aquela pasta e esfregar no corpo deve dar uma sensação diferente para ela”, conta Oriel.

Chimpanzé se diverte com brincadeiras criadas pela "equipe anti-tédio" da instituição

Chimpanzé se diverte com brincadeiras criadas pela “equipe anti-tédio” da instituição

Também são muito utilizados os estímulos de cheiro, os preferidos do urso pardo, um dos animais que precisam de atividades todos os dias.

Dingo adora descobrir de onde vem o odor de temperos como curry e pimenta do reino que a equipe do zoo espalha pelo seu recinto. Também gosta de se esfregar nos aromas, para que fiquem impregnados em seu corpo.

“É um animal que veio de circo, desnutrido. Quando chegou, tinha um comportamento de esfregar a cabeça na parede até esfolá-la”, conta Oriel. Atualmente, o urso parou de machucar a si próprio, mas continua a apresentar o chamado “pacing” (mania de caminhar constantemente).

Gato-mourisco atrás de suas grades no zoológico

Gato-mourisco atrás de suas grades no zoológico

DIFICULDADES

O programa de enriquecimento comportamental e ambiental do Zoológico de São Paulo foi implantado em 2004 e atualmente conta com oito funcionários para os cerca de 3.200 animais. Para especialistas da área, ainda é considerado abaixo da excelência que os setores de nutrição e veterinária da instituição já alcançaram.

O biólogo Oriel Nogali, responsável pelo programa, diz que eles ainda precisam “melhorar muito”, especialmente em relação à formação dos técnicos, o que acontece a longo prazo.

Outro entrave, afirma ele, é a burocracia para adquirir os itens necessários —como as compras têm de passar pela aprovação do governo do Estado, podem demorar um pouco. Por exemplo: um dos acessórios que Oriel planeja importar são bolas feitas de borracha maciça, que custam o equivalente a R$ 710 nos Estados Unidos, onde são fabricadas.

De acordo com Oriel, esse tipo de bola poderia ajudar a entreter elefantes, rinocerontes, tigres e outros animais. Hoje, há apenas uma dessas bolas especiais no zoo, doada por uma pesquisadora estrangeira em visita à instituição.

Onça-pintada se diverte com brincadeiras criadas pela "equipe anti-tédio" da instituição.

Onça-pintada se diverte com brincadeiras criadas pela “equipe anti-tédio” da instituição.

DANÇA DA SOLIDÃO

A vinda de um companheiro também pode ajudar a aplacar o tédio, mas a tarefa é das mais difíceis. Para o babuíno Babu, não há muita esperança depois de tantos anos.

Ele era o mais jovem de seu grupo, mas os companheiros foram morrendo um a um. Uma fêmea chegou a ser trazida para se juntar ao símio anos atrás, mas o romance acabou não emplacando.

Pelo contrário, ele a atacou. “Tivemos de costurar a fêmea inteira”, lembra Mara Marques, bióloga do departamento técnico do zoo.

Terezita é uma elefanta (pintora)

Terezita é uma elefanta (pintora)

Existe uma lista de intercâmbio de animais entre os zoos, mas normalmente as trocas só ocorrem para programas de conservação de espécies ou de educação, com grupos de animais que já estão habituados entre si. Isso porque os custos envolvidos com transporte e adaptação podem ser muito altos, e as chances de sucesso, baixas para justificar um pareamento apenas por questões de companhia. “É preciso muito estudo antes de se tomar uma decisão dessas”, afirma a bióloga.

Quando os chimpanzés que estão atualmente em exibição em São Paulo foram trazidos de Lisboa, um tratador veio junto para que os animais pudessem se desvincular aos poucos. Além dos gastos com transporte, que envolveram também contratação de seguro, foi preciso pagar a estadia do profissional.

Justamente por causa do estresse a que os animais acabam sendo submetidos, há diversas entidades que se colocam contra os zoológicos.

É o caso do Projeto GAP Internacional, que tem foco em grandes primatas. Segundo seu presidente, Pedro Ynterian, além de solidão e tédio, a exposição também é uma fonte de angústia para os bichos.

“Eles são submetidos ao assédio do público, o que perturba muito, especialmente os primatas. E os animais são trancados à noite. É antinatural”, afirma Ynterian.

Orangotango encara menino por meio de vidro do zoológico

Orangotango encara menino por meio de vidro do zoológico

Essa percepção negativa é desafiadora para os zoológicos, que dependem de verbas de bilheteria e de repasses do governo. Se as instituições são vistas negativamente, essas receitas diminuem, diz a bióloga Mara Marques.

No Zoológico de São Paulo, em 2013, ano do último relatório disponível, a instituição recebeu a visita de 1,2 milhão de pagantes, o que gerou uma receita de R$ 20,7 milhões —a maior parte dos R$ 24,9 milhões arrecadados se somadas as verbas vindas do governo e de atividades e investimentos do próprio zoo.

Os animais do zoológico não são tirados da natureza. Normalmente, são resgatados do tráfico, de zoológicos que fecharam ou de circos, explica o biológo Carlos Alberts, pesquisador da Unesp de Assis (SP).

Além disso, hoje os zoos desenvolvem programas de conservação, que podem ajudar a salvar espécies ameaçadas de extinção.

Leão no zoológico de paris.

Leão no zoológico de paris.

“É ingênuo pensar que na natureza o bicho está sempre bem. Eles passam fome, brigam. No zoo, um leão vive 30 anos. Na natureza, dez.”

4 fatos chocantes que você precisa saber sobre a carne suína

A vasta maioria das embalagens e propagandas sobre a carne suína no Brasil omite qualquer informação sobre como esses produtos são originados. Enquanto muito se diz sobre qualidade e sabor dos diferentes cortes, presuntos, bacons, salsichas e linguiças, nada se fala sobre como os cerca de 36 milhões de porcos abatidos todos os anos no Brasil são criados.

4 fatos chocantes que você precisa saber sobre a carne suína

4 fatos chocantes que você precisa saber sobre a carne suína

Por isso, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA) preparou uma lista que revela fatos chocantes, mas reais, sobre como a maioria dos porcos são criados e tratados em sistemas industriais. Respire fundo e prepare-se para entender por que as indústrias da produção e do marketing estrategicamente fazem questão de esconder isso de você.

1. Leitões têm seus dentes cortados
Com menos de sete dias de vida, leitões – fêmeas e machos – têm seus dentes cortados ou lixados. Na maioria das vezes, os animais gritam e agonizam de dor, pois esse procedimento é feito sem nenhum tipo de anestesia ou medicações que aliviem a dor e o estresse.

Os dentes dos leitões são inervados e estudos científicos já demonstraram que o corte pode causar dor aguda e sentimento de angústia no momento e nos minutos seguintes ao procedimento. O corte de dentes também pode causar dor e complicações mais duradouras, de até 120 dias após o corte – como aberturas de cavidades, fraturas, hemorragias, infiltrações e abscessos.

Essa prática cruel ainda impera no Brasil sob a desculpa de que ela é necessária para prevenir ferimentos nas mamas das porcas parideiras, embora evidências científicas provem que isso não é necessariamente verdade. Desde 2003, a prática de cortar ou lixar dentes de leitões de forma rotineira já foi proibida em todos os países da União Europeia.

2. Leitões têm suas caudas esmagadas ou cortadas
Também logo após nascerem, antes de completarem sete dias de vida, os leitões em sistemas industriais têm suas caudas esmagadas ou cortadas. Embora o procedimento seja inquestionavelmente estressante e doloroso para os animais, o uso de anestésicos e analgésicos é geralmente dispensado pelos produtores.

Porcos são animais extremamente inteligentes e ativos, que passam a maioria do seu tempo explorando o ambiente em que vivem. O corte de caudas é feito porque em sistemas de confinamento tradicional – que são predominantes no Brasil – eles vivem em baias de concreto superlotadas que não proveem nenhum tipo de enriquecimento ambiental. O estresse e o tédio gerados por esse sistema de produção os levam a explorar e morder as caudas dos companheiros de baia, o que às vezes também resulta em infecções graves e surtos de canibalismo.

Estudos científicos são vastos e claros: porcos criados em sistemas abertos, ou com uso de enriquecimento e espaço suficiente, não desenvolvem o comportamento anormal de morder caudas e assim a prática extremamente cruel de cortá-las ou esmagá-las não é “necessária”. Assim como para o corte de dentes, a União Europeia também já proibiu o corte rotineiro de caudas.

3. Leitões são castrados sem anestesia
Como se não bastasse, também antes de atingir o sétimo dia de vida, os leitões machos têm seus sacos escrotais cortados e os testículos removidos, sem o uso de medicação para anestesiar ou aliviar a dor. Esse procedimento desumano é feito para evitar o odor forte dos hormônios masculinos na carne de animais abatidos.

No entanto, países como Dinamarca e Alemanha já usam analgésicos rotineiramente. Suíça e Holanda já abandonaram a prática totalmente, usando métodos alternativos, como abater animais mais jovens ou separar carcaças com odor forte. A União Europeia como um todo já está trabalhando para que a prática de castração sem anestesia seja abolida e negociações atuais com a indústria e o varejo indicam que isso pode acontecer já em 2018.

4. Porcas parideiras vivem em gaiolas minúsculas
De acordo com artigos da indústria, cerca de 99% das porcas usadas para parir leitões de engorda na produção industrial de carne suína do Brasil são confinadas por praticamente toda a vida em gaiolas de gestação e parição.

Essas gaiolas são tão pequenas que as porcas não podem sequer se virar dentro delas, ou dar mais do que um passo para frente ou para trás. A prática de confinar porcas em gaiolas por toda a vida é tão cruel que já foi proibida em todos os países da União Europeia, Canadá e Nova Zelândia – e associações de produtores na Austrália e África do Sul já se comprometeram a abandoná-la de forma gradual.

Porcos são um dos animais mais inteligentes do planeta, até mais do que os cães, e não é exagerado dizer que o sofrimento das porcas reprodutoras confinadas dessa forma é um dos piores dentre os animais criados para consumo.

No Brasil, a pressão do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e outras ONGs de proteção animal já levou a BRF, maior produtora nacional e dona das marcas Sadia e Perdigão, a declarar que acabará com esse sistema de confinamento. Agora, nós estamos pedindo que a JBS, segunda maior produtora e dona da marca Seara, faça o mesmo. Se você se importa com a forma como os animais são tratados na produção de alimentos, clique aqui e assine a petição que pede que a JBS ouça essa demanda.

E não se esqueça: esse é apenas um primeiro passo para que a produção de carne suína se torne um pouco menos cruel. Dados todos os demais abusos que reportamos aqui, a decisão mais sensata é não consumir carne suína, recusando presuntos, bacons, salsichas e linguiças em embalagens pomposas promovidas por celebridades que nada dizem sobre como eles são produzidos.

Qual ser vivo domina a Terra?

Nós, humanos, temos a tendência de achar que mandamos na Terra. Com nossas habilidades físicas, linguísticas e cognitivas avançadas e com nosso status de superpredadores, estamos convencidos de que somos a forma de vida dominante no planeta. Mas será verdade?
Existem seres vivos que são muito mais numerosos, estão mais espalhados pela superfície da Terra e representam uma parcela maior da biomassa do planeta do que nós.
Certamente nós causamos enormes impactos em todos os cantos do globo e em seus outros habitantes. Mas será que existem seres vivos com uma influência maior e mais significativa? Quem, afinal, domina o planeta?

Existem 400 mil espécies de besouros catalogadas, cada uma com funções bem específicas

Existem 400 mil espécies de besouros catalogadas, cada uma com funções bem específicas

Se a resposta for apenas uma questão numérica, nenhuma espécie pode se comparar aos colêmbolos (Collembola), criaturas de seis patas que mais parecem com minúsculos camarões, medindo entre 0,25 e 10 milímetros. Em cada metro quadrado de terra há cerca de 10 mil desses animais, mas em alguns lugares essa concentração pode chegar a 200 mil por metro quadrado.
As 6 mil espécies dessa ordem de artrópodes podem ser encontradas em todos os habitats do mundo, de praias tropicais às geleiras da Antártida.
Assim como os fungos, os colêmbolos aceleram a transformação de plantas mortas em nutrientes reutilizáveis. Sua importância nesse processo varia de acordo com cada habitat, mas estima-se que eles sejam responsáveis por até 20% da decomposição de matéria orgânica morta em alguns lugares.
Outro animal campeão, em termos quantitativos, é a formiga. Cientistas calculam que existam de 10 quatrilhões a 1 septilhão (um milhão de quatrilhões) delas no planeta. É o inseto mais numeroso do mundo.
E, apesar de representarem uma população menor que a dos colêmbolos, as formigas têm muito mais capacidade de influenciar o ambiente onde vivem.
“As formigas controlam cada milímetro da superfície da Terra que habitam, o que quer dizer a maioria dos lugares”, afirma Mark Moffett, entomologista do Instituto Smithsonian, em Washington, e autor do livro Adventures Among Ants (Aventuras entre formigas, na tradução livre). “Elas administram esses territórios alterando ou removendo elementos para seu próprio benefício.”
O controle das formigas ocorre de várias maneiras: ao revolverem mais terra do que as minhocas, ao removerem seus mortos para reduzir a transmissão de doenças e ao travarem verdadeiras guerras com populações inimigas. As formigas são também capazes de cultivar fungos como alimentos e até usar um pesticida bacteriano para aumentar a produtividade desses cultivos.
Elas ainda “domesticam” afídios (ou piolhos-de-plantas) com a finalidade de extrair deles uma substância chamada de melada, da qual as formigas também se alimentam.

Colêmbolos são menores que a cabeça de um alfinete e estão por toda parte

Colêmbolos são menores que a cabeça de um alfinete e estão por toda parte

Mas talvez alguns seres vivos maiores sejam capazes de dominar os menores de uma maneira menos evidente.
Não podemos nos esquecer das plantas. A biomassa das espécies vegetais existentes no planeta é cerca de mil vezes maior que a dos animais. E, enquanto outras formas de vida podem ser mais numerosas, mais diversificadas e claramente mais assertivas, a vasta maioria não existiria sem o oxigênio liberado pela vegetação através da fotossíntese.
As angiospermas, capazes de dar flores, representam quase 90% de todas as espécies de plantas no planeta. Elas também estão na base da grande maioria dos ecossistemas terrestres.
Só que isso não quer dizer que elas mandam na Terra. Afinal, a dominação também pode ser uma questão de diversidade e especialização.
E nenhum outro ser vivo tem mais estratificações especializadas do que os besouros. Cientistas já catalogaram cerca de 400 mil espécies desses insetos – ou seja, eles representam de 20% a 33% de todas as formas de vida já reconhecidas no mundo.
“Os besouros são o grupo dominante nos ecossistemas terrestres”, afirma Max Barclay, diretor da coleção de besouros do Museu de História Natural de Londres. “Eles dividiram o mundo em pequenas partes para se especializaram em diferentes tarefas, conseguindo coexistir sem entrarem em competição”.
Não é só a capacidade de adaptação que coloca os besouros na lista de possíveis “reis do mundo”. Eles também exercem um papel fundamental na maioria dos ecossistemas, liberando nutrientes para outros seres vivos – ao se alimentarem de madeira ou esterco, por exemplo.
E se os insetos não existissem (e 40% deles são besouros), a maioria das plantas não seria polinizada e não estaria no planeta para produzir o oxigênio de que tanto precisamos.

Formigas são capazes de modificar o ambiente para seu próprio benefício

Formigas são capazes de modificar o ambiente para seu próprio benefício

Mas até aqui estamos adotando uma abordagem totalmente centrada no Homem. Se o famoso cientista americano Stephen Jay Gould estivesse vivo, ele certamente reclamaria de termos até agora ignorado uma forma de vida comprovadamente mais adaptável, indestrutível e espantosamente diversificada: as bactérias.
As do gênero Wolbachia são um exemplo particularmente bom da dominância imperceptível desses microrganismos. Extremamente engenhosas e bem espalhadas, essas bactérias vivem nas células de cerca de 60% de todos os insetos e outros artrópodes, como as aranhas e os ácaros.
Elas são transmitidas de uma espécie a outra através dos óvulos das fêmeas hospedeiras, e por isso conseguem manipular esses organismos para aumentar suas próprias chances de sobrevivência. Isso inclui táticas como induzir mudanças para transformar em fêmeas os machos de borboletas, cupins e crustáceos.
Essas bactérias também conseguem fazer alterações nos cromossomos de abelhas e formigas para que elas consigam se reproduzir sem a necessidade de um macho. Elas ainda são capazes de matar embriões machos em espécies onde existe muita competição por recursos entre filhotes.
“Pela maneira como manipulam e alteram seus hospedeiros, as Wolbachia podem ter sido o principal motor de mudanças evolucionárias em muitas espécies”, afirma John Werren, professor de biologia da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.
Não é de se espantar que essa bactéria seja uma forte candidata ao posto de ser vivo mais dominante do mundo.

Bactérias do gênero Wolbachia são capazes de manipular cromossomos de insetos

Bactérias do gênero Wolbachia são capazes de manipular cromossomos de insetos

Mas não podemos esquecer que nem só de terra firme vive a Terra, e que nem tudo o que produz oxigênio é planta.
A verdade é que a atmosfera terrestre continha pouquíssimo oxigênio até o advento das cianobactérias, que evoluíram para se tornarem os primeiros organismos fotossintéticos, há 2,5 bilhões de anos.
Essa mudança na atmosfera foi o que abriu caminho para a biodiversidade que temos hoje no planeta.
A cianobactéria forma uma sequência móvel de células que podem se destacar de suas colônias para formar novas. Podem ser encontradas em quase todos os habitats terrestres e aquáticos, vivendo entre fungos, plantas e animais e formando a gigante massa visível azul-esverdeada dos oceanos.

As cianobactérias foram os primeiros organismos a liberar oxigênio na atmosfera

As cianobactérias foram os primeiros organismos a liberar oxigênio na atmosfera

Além de gerar oxigênio, elas exercem um papel fundamental com sua capacidade de converter o nitrogênio atmosférico em nitrato orgânico ou amônia, nutrientes essenciais que as plantas retiram do solo para crescerem.
Essas funções e sua onipresença em todos os habitats fizeram muitos cientistas argumentarem que as cianobactérias são os mais importantes e mais bem-sucedidos microoganismos da Terra.
Mas para Moffett, do Smithsonian, a melhor maneira de definir quem domina o planeta é pensar em diferentes escalas físicas. “Se levarmos em consideração os tamanhos dos seres vivos, poderíamos dizer que os micróbios dominam sua escala, o Homem domina sua escala e as formigas tendem a dominar tudo o que está no meio”, diz.
Já Sandy Knapp, diretora do setor de plantas do Museu de História Natural de Londres, acredita que é impossível se chegar a uma resposta para essa pergunta porque os seres vivos são interdependentes. “É a mesma coisa que perguntar qual das quatro pilastras sustentando uma casa é a mais importante”, afirma. “Se você tirar uma delas, verá que tudo vai desmoronar.”

Conheça o homem que se tornou ‘sommelier’ de picadas de insetos

A mordida da formiga tocandira (Paraponera clavata), também conhecida como formiga-cabo-verde ou formigão, é algo que quem já experimentou nunca esquece: a dor é lancinante e os efeitos do veneno podem ser sentidos de 12 a 24 horas depois.
Nativa das florestas tropicais das Américas do Sul e Central, a tocandira mede por volta de 2,5 centímetros. A maioria de nós pode passar a vida sem se deparar com uma delas.
Mas o entomologista Justin Schmidt, do Southwestern Biological Institute, no Estado americano do Arizona, já chegou bem perto dessa perversa criatura – o suficiente para classificar sua picada como a mais dolorida do mundo.
Eis como ele descreve a experiência: “Dor pura, intensa e radiante, semelhante a andar sobre brasas com um prego de 8 centímetros enfiado no calcanhar”.

A vespa caçadora é capaz de paralisar uma tarântula com sua picada

A vespa caçadora é capaz de paralisar uma tarântula com sua picada

Schmidt conhece bem a dor que os insetos podem causar. Ele calcula já ter sido picado mais de mil vezes por 150 espécies diferentes – a maioria delas por acidente, mas ocasionalmente de propósito.
Sendo o nome por trás do famoso Índice Schmidt da Dor de Picadas – que classifica a dor causada pelo ataque de diferentes himenópteros (ordem de insetos que inclui vespas, abelhas e formigas) –, ele nunca pode se dar ao luxo de ficar longe desses animais.
O índice avalia a dor de acordo com uma escala de 1 a 4, da mais fraca à mais intensa. A mordida da tocandira, claro, está no topo, seguida da chamada formiga-vermelha (Pogonomyrmex barbatus) e de abelhas e vespas, por exemplo.
“Nem queira saber o que é a dor de nível 4”, alerta o cientista. “A aflição é tão imediata e intensa que faz a gente se esquecer do que é a vida normal. Imagine colocar seu dedo em uma tomada com 240 volts: a sensação é parecida.”
Outro pequeno monstro é a vespa caçadora (Pepsis formosa pationii), posicionada ligeiramente abaixo da tocandira no ranking de Schmidt por causa da natureza menos duradora dos efeitos de sua picada.
As fêmeas usam veneno para paralisar tarântulas muito maiores e servi-las como alimento para sua cria. Segundo o cientista, a picada da vespa caçadora é “cegante, feroz e elétrica, como um secador ligado arremessado na sua banheira”.
A dor provocada por abelhas está no meio da escala, qualificada como nível 2.

A mordida da tocandira, formiga nativa das florestas sul-americanas, é considerada a mais dolorida

A mordida da tocandira, formiga nativa das florestas sul-americanas, é considerada a mais dolorida

Schmidt foi vítima da maioria das picadas enquanto recolhia amostras em trabalhos em campo, mas seu interesse nessa forma de mecanismo de defesa despertou bem antes, quando, na infância, foi mordido ao se sentar em um formigueiro.
Desde então, ele quantificou cientificamente as dores que sofreu através de seu índice, que foi publicado pela primeira vez na década de 80 e revisado em 1990 para incluir 78 novas espécies.
O cientista também estudou a química por trás da dor, e ainda analisou por que e como os insetos usam seus venenos contra predadores.

O americano Justin Schmidt já foi picado mais de mil vezes por 150 espécies diferentes

O americano Justin Schmidt já foi picado mais de mil vezes por 150 espécies diferentes

“Mais dor requer mais atenção, e por isso é uma defesa melhor”, explica Schmidt.
“A dor também ajuda na formação de colônias maiores entre as várias espécies, e permitiu a evolução da sociabilidade em muitos grupos”, afirma. “Por causa da capacidade de infligir dor, esses insetos puderam ainda usar recursos que, de outra maneira, seriam muito arriscados, como, por exemplo, voar entre flores em plena luz do dia.”
Schmidt é regularmente chamado para usar seu conhecimento e aconselhar sobre a voracidade de vespas, abelhas e formigas ao redor do mundo. Ele também está trabalhando em uma versão mais atualizada de seu índice.
Depois de mais de 30 anos na linha de frente na pesquisa sobre insetos que picam, o entomologista confessa que ainda existem algumas espécies alegadamente ferozes que ele gostaria de “experimentar”. Isso inclui vespas do leste do Peru e formigas que habitam árvores do Congo.
“Não me considero um sujeito corajoso”, afirma. “Posso até ser um pouco louco, talvez, mas adoro o que faço.”

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Maior que um ônibus e com a mordida mais forte que a de um tiranossauro. Parece inimaginável, mas existiu. E, mais ainda, viveu no Brasil, mais especificamente na região que fica atualmente o Acre. O Purussaurus brasiliensis foi totalmente detalhado por pesquisadores, que já o conheciam há tempos, mas nunca tiveram informações mais detalhadas.

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro


Entre as características expostas do réptil aquático, três se destacam. A primeira é a potência da mordida dele: nada menos do que 70 mil newtons, ou se você preferir, 7 toneladas de pressão. Para se ter ideia, valor é dez vezes a mordida de um leão. O segundo é seu tamanho, de 12,5m. Colocando o efeito de comparação, o jacaré era do tamanho de um ônibus de linha comum. Por fim, em terceiro lugar, está o peso. Toda essa força consumia 40kg de comida por dia para manter esbeltas 8,5 toneladas.

Os 40kg de alimentos consumidos pelo P. brasiliensis significavam muito problema para os animais que estavam no mesmo ecossistema. Isso porque, por conta do formato dos dentes, os especialistas afirmam que ele era carnívoro. Considerando que a Amazônia na época era um superpantanal, circulavam por lá animais como roedores de quase uma tonelada, o que facilitava o trabalho do réptil.

Tão gigante e poderoso, esse animal dominou a região por muito tempo. Cientistas estimam que sua extinção tenha sido causada pelas mudanças bruscas no ecossistema. Afinal, com esse tamanho, ele não se locomovia muito para caçar. Com as transformações na região, passou a não ter mais presas e simplesmente sumiu. Sorte de quem mora hoje na região.

Um chamado aos stakeholders ativistas

No Fórum Econômico Mundial de Davos, no mês passado, me juntei a 2,5 mil líderes globais de empresas, governos, universidades e artes para discutir o estado do mundo. Foi minha 14ª visita a Davos e, como nos anos anteriores, a agenda estava lotada de sessões sobre economia global, riscos ambientais, geopolítica e saúde.

Um chamado aos stakeholders ativistas

Um chamado aos stakeholders ativistas


Não é surpresa que a tecnologia tenha deixado de ser mais uma das conversas para se tornar parte fundamental de tudo o que se falou em Davos. A cada dia o mundo fica mais conectado e aberto. A Ericsson prevê que, em 2020, 90% da população global com mais de 6 anos vai ter um celular. O celular faz tudo andar mais rápido e democratiza comunicação, informação, conhecimento e até mesmo o comércio. Como escreveu a Fundação Gates em sua carta de 2015 ter um celular abre uma série de possibilidades de avanço econômico, tais como contas de banco e acesso a educação online.

Mas os efeitos debilitantes da desigualdade econômica e os perigos crescentes da mudança climática também estavam em primeiro plano. Uma constante fonte de instabilidade é o desemprego entre jovens, problema que está se sendo amplificado pela chegada de uma nova onda de robótica e inteligência artificial. A ONU estima que haja mais de 200 milhões de desempregados no mundo – 33 milhões deles nos Estados Unidos e na Europa. O desenvolvimento de talentos, o aprendizado que dura toda a vida e a reinvenção das carreiras serão críticos para atacarmos o problema global do desemprego.

Como é praticado hoje, o capitalismo muitas vezes se torna uma corrida até o fundo do poço. Em economias de baixo crescimento, o foco no lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) leva a mais desemprego e desigualdade. Segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população vai deter mais de 50% da riqueza do mundo em 2016. Hoje, um grupo de 80 indivíduos tem a mesma quantidade de dinheiro que mais de 3,5 bilhões de pessoas. Imagine o que aconteceria se esses 80 indivíduos tomassem a simples decisão de doar grande parte de suas fortunas antes de morrer. Que progressos faríamos?

Estima-se que as concentrações de gases causadores do efeito estufa estejam nos níveis mais altos em 800 000 anos, com fortes evidências de que a mudança climática possa ter danos profundamente adversos sobre e desenvolvimento econômico e humano. Os oceanos atingem níveis recorde, subindo uma média de 3,2 milímetros por ano, o dobro da média dos 80 anos anteriores.

Como disse em Davos o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon: “Somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza e a última que pode dar os passos necessários para evitar os piores impactos da mudança climática. As gerações futuras vão nos julgar duramente se não assumirmos nossas responsabilidades morais e históricas”.

Temos agora o imperativo de atacar a crescente disparidade econômica e os riscos ambientais, que jogam combustível nas tensões geopolíticas em todo o mundo, e de reavaliar o papel que pode ser desempenhado pelas empresas na melhoria do mundo para as próximas gerações.

O renomado economista Milton Friedman pregava que o negócio das empresas é se envolver em atividades que aumentem os lucros. Ele estava errado. O negócio das empresas não é só gerar mais lucros para os acionistas – é também melhorar o estado do mundo e aumentar o valor percebido por todos os stakeholders, ou seja, de todas as partes interessadas.

Essa era a visão do professor Klaus Schwab quando ele fundou o Fórum Econômico Mundial, em 1971, e ela se mantém como o princípio fundamental da reunião de Davos. Schwab acredita que temos o imperativo de passar do valor para o acionista para o valor do stakeholder. Sua “teoria do stakeholder” diz que os administradores de empresa não têm de prestar contas somente aos acionistas e que o foco do negócio deve ser servir a todas as partes interessadas – clientes, funcionários, parceiros, fornecedores, cidadãos, governos, meio-ambiente e toda e qualquer outra entidade que sofra o impacto de suas operações.

Para ter sucesso nos negócios, temos de estar prontos para aceitar a teoria do stakeholder. Quando lancei a Salesforce, criamos a Salesforce Foundation, uma instituição pública de caridade, com o modelo 1-1-1 de filantropia integrada – doamos 1% de participação acionária, tempo dos funcionários e dos produtos para nossas comunidades e causas. Esse modelo é parte integral de nossa empresa e de nossos valores. Entendemos que nenhuma empresa pode estar em desacordo com sua comunidade – seja uma cidade pequena ou o mundo inteiro.

Mas temos de fazer mais. Temos de aumentar os níveis de confiança e transparência para com nossos stakeholders. Precisamos de muitos “stakeholders ativistas” que façam cobranças sobre as empresas, muito além das feitas pelos investidores ativistas, que se concentram em exigir do CEO e do conselho de administração a valorização dos papeis da companhia.

Analistas de Wall Street recentemente perguntaram a Mark Zuckerberg se as iniciativas de conectar as pessoas de países menos desenvolvidos deveriam importar para os investidores. “Elas importam para o tipo de investidores que queremos ter, pois somos uma empresa focada em sua missão. Acordamos todos os dias e tomamos decisões pensando em como conectar o mundo. É isso o que estamos fazendo aqui”, disse Zuckerberg. “Se estivéssemos focados só em ganhar dinheiro, usaríamos toda nossa energia para mostrar mais anúncios para as pessoas nos Estados Unidos e nos outros países ricos, mas não é só isso o que importa aqui.” Com o tempo, levar a internet a mais comunidades vai ser um bom negócio para o Facebook.

Como escrevi em meu livro de 2004 Compassionate Capitalism (capitalismo com compaixão, em tradução livre), inspirado pelo professor Schwab, “é significativa a vantagem competitiva que você tem sendo uma empresa generosa; isso inspira nas pessoas um nível mais alto de integridade. Os stakeholders, por sua vez, querem estar associados a uma empresa que tem coração. Serviço comunitário: você faz porque é a coisa certa, mas também porque é a coisa que dá lucro”.

Marc Benioff é presidente do conselho de administração e CEO da Salesforce.

Marc Benioff

https://www.brasilpost.com/marc-benioff/um-chamado-aos-stakeholde_b_6603388.html?utm_hp_ref=brazil&ir=Brazil

Nasa prevê colapso da humanidade nas próximas décadas

humanidade está na iminência de um colapso por conta da instabilidade econômica e do esgotamento dos recursos naturais. Essa foi a conclusão de um estudo financiado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. Com o uso de modelos matemáticos a agência norte-americana previu o colapso do planeta Terra mesmo quando eram feitas estimativas otimistas, segundo o jornal britânico Independent.

colapso terra

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Usando como modelo o colapso de antigas civilizações, como Roma, Gupta (indiana) e Han (chinesa), a Nasa concluiu que a elite da atual sociedade elevou o padrão de consumo a níveis preocupantes, disparando um alerta de colapso da nossa civilização baseada em cidades e na industrialização. “Esse ciclo de crescimento-colapso é recorrente na história da humanidade”, explica o matemático Safa Motesharri.
Motesharri e sua equipe exploraram diversos fatores capazes de causar a extinção da sociedade, como as mudanças climáticas, o crescimento populacional, por exemplo. Os pesquisadores descobriram que a junção desses fatores, aliada à escassez de recursos e a divisão da sociedade entre elite e massas termina por destruir esse arranjo social. Assim aconteceu em todos os impérios da Antiguidade, explica o cientista.
Entretanto, o cientista não considera o fenômeno irreversível. Para evitar o colapso da sociedade, o cientista diz que será necessária uma ação das verdadeiras elites para restaurar o equilíbrio econômico e do uso dos recursos naturais – essa é a única maneira de deter o impacto da ação humana sobre o meio ambiente. E aí, você também acha que estamos a caminho de destruir nossa sociedade?