Category Archives: Biologia

Conheça o homem que se tornou ‘sommelier’ de picadas de insetos

A mordida da formiga tocandira (Paraponera clavata), também conhecida como formiga-cabo-verde ou formigão, é algo que quem já experimentou nunca esquece: a dor é lancinante e os efeitos do veneno podem ser sentidos de 12 a 24 horas depois.
Nativa das florestas tropicais das Américas do Sul e Central, a tocandira mede por volta de 2,5 centímetros. A maioria de nós pode passar a vida sem se deparar com uma delas.
Mas o entomologista Justin Schmidt, do Southwestern Biological Institute, no Estado americano do Arizona, já chegou bem perto dessa perversa criatura – o suficiente para classificar sua picada como a mais dolorida do mundo.
Eis como ele descreve a experiência: “Dor pura, intensa e radiante, semelhante a andar sobre brasas com um prego de 8 centímetros enfiado no calcanhar”.

A vespa caçadora é capaz de paralisar uma tarântula com sua picada

A vespa caçadora é capaz de paralisar uma tarântula com sua picada

Schmidt conhece bem a dor que os insetos podem causar. Ele calcula já ter sido picado mais de mil vezes por 150 espécies diferentes – a maioria delas por acidente, mas ocasionalmente de propósito.
Sendo o nome por trás do famoso Índice Schmidt da Dor de Picadas – que classifica a dor causada pelo ataque de diferentes himenópteros (ordem de insetos que inclui vespas, abelhas e formigas) –, ele nunca pode se dar ao luxo de ficar longe desses animais.
O índice avalia a dor de acordo com uma escala de 1 a 4, da mais fraca à mais intensa. A mordida da tocandira, claro, está no topo, seguida da chamada formiga-vermelha (Pogonomyrmex barbatus) e de abelhas e vespas, por exemplo.
“Nem queira saber o que é a dor de nível 4”, alerta o cientista. “A aflição é tão imediata e intensa que faz a gente se esquecer do que é a vida normal. Imagine colocar seu dedo em uma tomada com 240 volts: a sensação é parecida.”
Outro pequeno monstro é a vespa caçadora (Pepsis formosa pationii), posicionada ligeiramente abaixo da tocandira no ranking de Schmidt por causa da natureza menos duradora dos efeitos de sua picada.
As fêmeas usam veneno para paralisar tarântulas muito maiores e servi-las como alimento para sua cria. Segundo o cientista, a picada da vespa caçadora é “cegante, feroz e elétrica, como um secador ligado arremessado na sua banheira”.
A dor provocada por abelhas está no meio da escala, qualificada como nível 2.

A mordida da tocandira, formiga nativa das florestas sul-americanas, é considerada a mais dolorida

A mordida da tocandira, formiga nativa das florestas sul-americanas, é considerada a mais dolorida

Schmidt foi vítima da maioria das picadas enquanto recolhia amostras em trabalhos em campo, mas seu interesse nessa forma de mecanismo de defesa despertou bem antes, quando, na infância, foi mordido ao se sentar em um formigueiro.
Desde então, ele quantificou cientificamente as dores que sofreu através de seu índice, que foi publicado pela primeira vez na década de 80 e revisado em 1990 para incluir 78 novas espécies.
O cientista também estudou a química por trás da dor, e ainda analisou por que e como os insetos usam seus venenos contra predadores.

O americano Justin Schmidt já foi picado mais de mil vezes por 150 espécies diferentes

O americano Justin Schmidt já foi picado mais de mil vezes por 150 espécies diferentes

“Mais dor requer mais atenção, e por isso é uma defesa melhor”, explica Schmidt.
“A dor também ajuda na formação de colônias maiores entre as várias espécies, e permitiu a evolução da sociabilidade em muitos grupos”, afirma. “Por causa da capacidade de infligir dor, esses insetos puderam ainda usar recursos que, de outra maneira, seriam muito arriscados, como, por exemplo, voar entre flores em plena luz do dia.”
Schmidt é regularmente chamado para usar seu conhecimento e aconselhar sobre a voracidade de vespas, abelhas e formigas ao redor do mundo. Ele também está trabalhando em uma versão mais atualizada de seu índice.
Depois de mais de 30 anos na linha de frente na pesquisa sobre insetos que picam, o entomologista confessa que ainda existem algumas espécies alegadamente ferozes que ele gostaria de “experimentar”. Isso inclui vespas do leste do Peru e formigas que habitam árvores do Congo.
“Não me considero um sujeito corajoso”, afirma. “Posso até ser um pouco louco, talvez, mas adoro o que faço.”

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Maior que um ônibus e com a mordida mais forte que a de um tiranossauro. Parece inimaginável, mas existiu. E, mais ainda, viveu no Brasil, mais especificamente na região que fica atualmente o Acre. O Purussaurus brasiliensis foi totalmente detalhado por pesquisadores, que já o conheciam há tempos, mas nunca tiveram informações mais detalhadas.

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro


Entre as características expostas do réptil aquático, três se destacam. A primeira é a potência da mordida dele: nada menos do que 70 mil newtons, ou se você preferir, 7 toneladas de pressão. Para se ter ideia, valor é dez vezes a mordida de um leão. O segundo é seu tamanho, de 12,5m. Colocando o efeito de comparação, o jacaré era do tamanho de um ônibus de linha comum. Por fim, em terceiro lugar, está o peso. Toda essa força consumia 40kg de comida por dia para manter esbeltas 8,5 toneladas.

Os 40kg de alimentos consumidos pelo P. brasiliensis significavam muito problema para os animais que estavam no mesmo ecossistema. Isso porque, por conta do formato dos dentes, os especialistas afirmam que ele era carnívoro. Considerando que a Amazônia na época era um superpantanal, circulavam por lá animais como roedores de quase uma tonelada, o que facilitava o trabalho do réptil.

Tão gigante e poderoso, esse animal dominou a região por muito tempo. Cientistas estimam que sua extinção tenha sido causada pelas mudanças bruscas no ecossistema. Afinal, com esse tamanho, ele não se locomovia muito para caçar. Com as transformações na região, passou a não ter mais presas e simplesmente sumiu. Sorte de quem mora hoje na região.

Um chamado aos stakeholders ativistas

No Fórum Econômico Mundial de Davos, no mês passado, me juntei a 2,5 mil líderes globais de empresas, governos, universidades e artes para discutir o estado do mundo. Foi minha 14ª visita a Davos e, como nos anos anteriores, a agenda estava lotada de sessões sobre economia global, riscos ambientais, geopolítica e saúde.

Um chamado aos stakeholders ativistas

Um chamado aos stakeholders ativistas


Não é surpresa que a tecnologia tenha deixado de ser mais uma das conversas para se tornar parte fundamental de tudo o que se falou em Davos. A cada dia o mundo fica mais conectado e aberto. A Ericsson prevê que, em 2020, 90% da população global com mais de 6 anos vai ter um celular. O celular faz tudo andar mais rápido e democratiza comunicação, informação, conhecimento e até mesmo o comércio. Como escreveu a Fundação Gates em sua carta de 2015 ter um celular abre uma série de possibilidades de avanço econômico, tais como contas de banco e acesso a educação online.

Mas os efeitos debilitantes da desigualdade econômica e os perigos crescentes da mudança climática também estavam em primeiro plano. Uma constante fonte de instabilidade é o desemprego entre jovens, problema que está se sendo amplificado pela chegada de uma nova onda de robótica e inteligência artificial. A ONU estima que haja mais de 200 milhões de desempregados no mundo – 33 milhões deles nos Estados Unidos e na Europa. O desenvolvimento de talentos, o aprendizado que dura toda a vida e a reinvenção das carreiras serão críticos para atacarmos o problema global do desemprego.

Como é praticado hoje, o capitalismo muitas vezes se torna uma corrida até o fundo do poço. Em economias de baixo crescimento, o foco no lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) leva a mais desemprego e desigualdade. Segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população vai deter mais de 50% da riqueza do mundo em 2016. Hoje, um grupo de 80 indivíduos tem a mesma quantidade de dinheiro que mais de 3,5 bilhões de pessoas. Imagine o que aconteceria se esses 80 indivíduos tomassem a simples decisão de doar grande parte de suas fortunas antes de morrer. Que progressos faríamos?

Estima-se que as concentrações de gases causadores do efeito estufa estejam nos níveis mais altos em 800 000 anos, com fortes evidências de que a mudança climática possa ter danos profundamente adversos sobre e desenvolvimento econômico e humano. Os oceanos atingem níveis recorde, subindo uma média de 3,2 milímetros por ano, o dobro da média dos 80 anos anteriores.

Como disse em Davos o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon: “Somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza e a última que pode dar os passos necessários para evitar os piores impactos da mudança climática. As gerações futuras vão nos julgar duramente se não assumirmos nossas responsabilidades morais e históricas”.

Temos agora o imperativo de atacar a crescente disparidade econômica e os riscos ambientais, que jogam combustível nas tensões geopolíticas em todo o mundo, e de reavaliar o papel que pode ser desempenhado pelas empresas na melhoria do mundo para as próximas gerações.

O renomado economista Milton Friedman pregava que o negócio das empresas é se envolver em atividades que aumentem os lucros. Ele estava errado. O negócio das empresas não é só gerar mais lucros para os acionistas – é também melhorar o estado do mundo e aumentar o valor percebido por todos os stakeholders, ou seja, de todas as partes interessadas.

Essa era a visão do professor Klaus Schwab quando ele fundou o Fórum Econômico Mundial, em 1971, e ela se mantém como o princípio fundamental da reunião de Davos. Schwab acredita que temos o imperativo de passar do valor para o acionista para o valor do stakeholder. Sua “teoria do stakeholder” diz que os administradores de empresa não têm de prestar contas somente aos acionistas e que o foco do negócio deve ser servir a todas as partes interessadas – clientes, funcionários, parceiros, fornecedores, cidadãos, governos, meio-ambiente e toda e qualquer outra entidade que sofra o impacto de suas operações.

Para ter sucesso nos negócios, temos de estar prontos para aceitar a teoria do stakeholder. Quando lancei a Salesforce, criamos a Salesforce Foundation, uma instituição pública de caridade, com o modelo 1-1-1 de filantropia integrada – doamos 1% de participação acionária, tempo dos funcionários e dos produtos para nossas comunidades e causas. Esse modelo é parte integral de nossa empresa e de nossos valores. Entendemos que nenhuma empresa pode estar em desacordo com sua comunidade – seja uma cidade pequena ou o mundo inteiro.

Mas temos de fazer mais. Temos de aumentar os níveis de confiança e transparência para com nossos stakeholders. Precisamos de muitos “stakeholders ativistas” que façam cobranças sobre as empresas, muito além das feitas pelos investidores ativistas, que se concentram em exigir do CEO e do conselho de administração a valorização dos papeis da companhia.

Analistas de Wall Street recentemente perguntaram a Mark Zuckerberg se as iniciativas de conectar as pessoas de países menos desenvolvidos deveriam importar para os investidores. “Elas importam para o tipo de investidores que queremos ter, pois somos uma empresa focada em sua missão. Acordamos todos os dias e tomamos decisões pensando em como conectar o mundo. É isso o que estamos fazendo aqui”, disse Zuckerberg. “Se estivéssemos focados só em ganhar dinheiro, usaríamos toda nossa energia para mostrar mais anúncios para as pessoas nos Estados Unidos e nos outros países ricos, mas não é só isso o que importa aqui.” Com o tempo, levar a internet a mais comunidades vai ser um bom negócio para o Facebook.

Como escrevi em meu livro de 2004 Compassionate Capitalism (capitalismo com compaixão, em tradução livre), inspirado pelo professor Schwab, “é significativa a vantagem competitiva que você tem sendo uma empresa generosa; isso inspira nas pessoas um nível mais alto de integridade. Os stakeholders, por sua vez, querem estar associados a uma empresa que tem coração. Serviço comunitário: você faz porque é a coisa certa, mas também porque é a coisa que dá lucro”.

Marc Benioff é presidente do conselho de administração e CEO da Salesforce.

Marc Benioff

https://www.brasilpost.com/marc-benioff/um-chamado-aos-stakeholde_b_6603388.html?utm_hp_ref=brazil&ir=Brazil

Nasa prevê colapso da humanidade nas próximas décadas

humanidade está na iminência de um colapso por conta da instabilidade econômica e do esgotamento dos recursos naturais. Essa foi a conclusão de um estudo financiado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. Com o uso de modelos matemáticos a agência norte-americana previu o colapso do planeta Terra mesmo quando eram feitas estimativas otimistas, segundo o jornal britânico Independent.

colapso terra

colapso terra

Usando como modelo o colapso de antigas civilizações, como Roma, Gupta (indiana) e Han (chinesa), a Nasa concluiu que a elite da atual sociedade elevou o padrão de consumo a níveis preocupantes, disparando um alerta de colapso da nossa civilização baseada em cidades e na industrialização. “Esse ciclo de crescimento-colapso é recorrente na história da humanidade”, explica o matemático Safa Motesharri.
Motesharri e sua equipe exploraram diversos fatores capazes de causar a extinção da sociedade, como as mudanças climáticas, o crescimento populacional, por exemplo. Os pesquisadores descobriram que a junção desses fatores, aliada à escassez de recursos e a divisão da sociedade entre elite e massas termina por destruir esse arranjo social. Assim aconteceu em todos os impérios da Antiguidade, explica o cientista.
Entretanto, o cientista não considera o fenômeno irreversível. Para evitar o colapso da sociedade, o cientista diz que será necessária uma ação das verdadeiras elites para restaurar o equilíbrio econômico e do uso dos recursos naturais – essa é a única maneira de deter o impacto da ação humana sobre o meio ambiente. E aí, você também acha que estamos a caminho de destruir nossa sociedade?

Terrível caracol é considerado o animal mais venenoso do mundo

Seu veneno é um coquetel de moléculas peptídicas neurotóxicas

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Vamos admitir, as conchas dos caracóis marinhos são verdadeiras obras de arte, possuindo uma combinação de cores que hipnotiza qualquer pessoa, mas, quando estivermos falando do caracol-do-cone é melhor você correr. Pegar nele? Nem pense nisso!

Essa espécie de caracol, cujo nome científico é Connus pannaeus possui um veneno poderosíssimo formado por centenas de compostos, muitos deles encontrados até em venenos de cobra. Possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina. Pesquisas revelam que apenas uma gota do veneno desse “dócil” animal é suficiente para matar 20 pessoas adultas.

Apesar de terrível ele não é uma descoberta científica recente, a cerca de 25 anos os cientistas da Universidade de Utah isolaram a molécula do veneno desse caracol e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida).

Umas das grandes vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O grande problema da morfina é o seu poder de viciamento por ser uma molécula opióide, derivado de ópio. Já a ziconotida não possui efeito viciante.

Muitas das moléculas que compõem o seu veneno ainda não possuem estudos que provem ou indiquem suas respectivas ações, porém, existem cerca de 6 tipos de toxinas que são bastante estudadas e suas ações no corpo humano são completamente elucidadas.connus.pannaeus.caracol.mais.venenoso.do.mundolllll

É importante salientar que esse veneno pode ser retirado de todos os caracóis do gênero Conus. O gene responsável pela fabricação do veneno parece ter sofrido uma mutação ao longo das gerações o que proporciona ao animal produzir suas toxinas rapidamente e com uma variedade espantosa de moléculas.

O veneno pode ser retirado dos caracóis mortos ou com o caracol vivo. O grande problema de se retirar sua glândula após a morte é que dentro dela possui uma infinidade de milhares de compostos que muitas vezes não são usados pelo caracol para matar a presa e isso dificuldade a isolação dos principais princípios ativos. Já a retirada do veneno do caracol vivo também é complicado porque não é fácil lidar com um animal grande, extremamente perigoso e que não libera as toxinas facilmente.

A ação de suas neurotoxinas nos faz pensar que suas vítimas (moluscos e peixes) não sintam dor. Como a inserção do veneno na presa é de forma rápida, paralisando-o eficazmente e, logo em seguida, a ação poderosa de seus analgésicos entram em ação, a presa poderá ser engolida e se sentir nas nuvens por estar sob ação alucinógena e analgésica.

Nível de oceanos subiu 30% mais do que se previa

Do início do século 20 até a década passada, o nível dos oceanos subiu em ritmo 30% maior do que se imaginava, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Nível de oceanos subiu 30% mais do que se previa

Nível de oceanos subiu 30% mais do que se previa

A pesquisa, publicada na quarta-feira, 14, na revista Nature, confirmou as estimativas anteriores de que o mar subiu 3 milímetros por ano nas últimas duas décadas. Mas, enquanto as avaliações mais antigas apontavam para uma elevação de até 1,8 milímetro anual entre 1900 e 1990, o novo estudo indica que o nível do mar subiu apenas 1,2 milímetro por ano naquele período. Segundo os autores, isso significa que a aceleração do aumento de nível dos oceanos tem sido muito maior do que se imaginava.

“O problema é maior do que pensávamos inicialmente”, disse um dos autores do estudo, Eric Morrow, do Departamento de Ciências Planetárias e da Terra de Harvard. Segundo ele, a conclusão é preocupante. “Isso significa que vários dos nossos modelos de previsão têm calibração inadequada. Assim, os novos dados nos farão questionar a precisão das projeções feitas para o fim do século 21.”

Para obter estimativas mais precisas sobre o nível global dos oceanos desde o início do século 20, os autores avaliaram o fenômeno de uma nova perspectiva. Em simulações com métodos estatísticos, levaram em consideração dados da era do gelo – cujos efeitos ainda afetam o mar -, padrões de circulação dos oceanos, efeitos do aumento da temperatura global e o derretimento irregular dos mantos de gelo no planeta.

De acordo com Carling Hay, coautora do estudo, também do EPS, as estimativas normalmente são criadas a partir da divisão dos oceanos em sub-regiões e da coleta de dados de marégrafos – instrumentos usados para medir as variações das marés – em cada área. A partir desses registros, os cientistas calculam médias de elevação do nível dos mares em cada região. Esses dados são então reunidos para se chegar a uma estimativa da média global. “Mas essas médias simples não são representativas do valor médio global.”

Cadáver de criatura desconhecida assusta moradores de praia dos EUA

Encontrado por habitantes locais no final de 2014, um animal visto em praia de Santa Bárbara, nos Estados Unidos, não foi identificado até o momento e assusta os moradores da cidade, que fica na Califórnia. Além, é claro, de mexer com o imaginário popular.

Cadáver de criatura desconhecida assusta moradores de praia dos EUA

Cadáver de criatura desconhecida assusta moradores de praia dos EUA


Desde o final do ano diversas equipes de cientistas trabalham, até o momento em vão, para identificar o animal. As hipóteses dão conta de que ele morreu por conta das fortes tempestades que atingiram o local. Segundo eles, ele pode ter sido arrastado para a praia por uma destas tormentas.

Com fisionomia típica dos mamíferos, o animal não identificado tem garras, presas e ainda conta com o resto de sua pelagem. Os cientistas, agora, querem saber se é um animal já conhecido e desfigurado no momento de sua morte ou se estão diante de uma espécie nova e desconhecida até então.

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Cientistas usam nanotecnologia para tentar curar câncer

Robôs minúsculos poderão ser usados futuramente para ajudar no tratamento de câncer, conforme revelado por pesquisadores da Universidade da Califórnia.

Eles estão desenvolvendo uma nanopartícula anticancerígena chamada nanoporphyrin que é capaz de diagnosticar e tratar tumores sem agredir o paciente.

O recurso conseguiria reconhecer as células problemáticas dentro da pessoa e injetaria nelas as drogas de combate, matando apenas o que precisa ser morto.

Conforme explica o PhysOrg, o maior desafio dos pesquisadores tem sido justamente construir uma nanopartícula que integre as funções de diagnóstico e combate, mas os pesquisadores estão otimistas. Se conseguirem, a técnica pode se tornar a melhor opção para o tratamento de câncer, sem as agressões de uma quimioterapia e com mais chances de recuperação.

Peixe fora da água dá pistas sobre evolução das espécies para a terra

Peixe fora da água dá pistas sobre evolução das espécies para a terra

Bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus): pulmão que permite respirar fora da água e capaz de se adaptar à vida na terra

Bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus): pulmão que permite respirar fora da água e capaz de se adaptar à vida na terra

Um primitivo peixe mostrou que, mesmo fora da água, é capaz de se locomover e oferecer pistas sobre a evolução das espécies do mar para a terra, de acordo com um novo estudo realizado na Universidade de Ottawa, no Canadá. Capaz de respirar na superfície, o espécime passou inclusive por modificações em seu esqueleto para melhorar sua locomoção.

A pesquisadora Emily Standen, da Universidade McGill, decidiu criar uma espécie de peixe fora da água. Juntamente com o paleontologista Hans Larsson, ela escolheu o bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus), uma espécie com características primitivas que lembra um ancestral dos animais terrestres. Equipado com pulmões e escamas duras, o bichir usa as nadadeiras peitorais atrás da cabeça para se movimentar em terra e ir de uma poça de água para outra.

Os pesquisadores compraram 149 espécimes com dois meses de vida e mantiveram 111 em um terrário durante 8 meses. Os outros 38 ficaram em um aquário.

Os peixes criados em terra apresentaram mudanças na estrutura de seu esqueleto que lhes permitiram se locomover em terra. Os bichires passaram a usar suas nadadeiras dianteiras para se erguer e “caminhar”. A estrutura que seria semelhante à nossa coluna vertebral tornou-se mais reforçada e longa para dar maior apoio ao restante do corpo.

“Todas as mudanças que observamos estão documentadas no estudo dos fósseis”, afirma a pesquisadora Emily Standen, especialista em biomecânica comparative e evolucionária na Universidade de Ottawa.

“Os resultados podem jogar uma luz sobre um fator que teria parte na origem dos tetrápodes”, diz Per Ahlberg, uma paleontologista da Universidade Uppsala na Suécia. Resta aos cientistas entender esse desenvolvimento na evolução e passagem das espécies aquáticas para a vida na terra.

As mudanças –chamadas plasticidade desenvolvimentista—deram aos animais “vantagens” em sua luta pela sobrevivência, possivelmente passada em seus genes para as novas gerações, que os pesquisadores vão acompanhar em novo estudo. “Eventualmente, essas mudanças podem se tornar permanentes com o tempo”, diz Emily Standen. “Mas como isso acontece”, diz, ainda permanece um “mistério”.

 

Sinestesia

Sinestesia é uma condição neural, que faz com que as pessoas relacionem algo como um número a uma cor ou diversas outras coisas relacionadas a outras. Esta condição não é uma doença, é apenas uma associação subconsciente. Algumas pessoas com sinestesia já foram ou são bem dotadas mentalmente. Um exemplo do passado era Nikola Tesla, ele podia visionar suas invenções mentalmente com grande precisão antes de construi-las.
Atualmente temos alguns sinestetas brilhantes, um que se destaca é Daniel Tammet com sua super capacidade de cálculos e de memória, os cálculos são feitos pelo subconsciente, o que torna o fato mais incrível.sinestesia-grande
As descobertas da pesquisa sugerem que a sinestesia natural pode se desenvolver tanto como resultado de experiências da infância, bem como por causa da genética.
Imagine associar constantemente números ou letras com certas cores, ou ouvir uma palavra específica que te leva a sentir uma sensação de sabor específico na sua língua ou vice-versa.

Estas são algumas formas de uma condição neurológica chamada de sinestesia.
Sinestesia é quando um estímulo de um caminho neurológico cognitivo ou sensorial leva a uma resposta em outra via cognitiva ou sensorial. A sinestesia costuma ter causa genética.
As pessoas podem ter formas diferentes de sinestesia.

No interior da cabeça de quem tem sinestesia, isso é tudo muito normal.
Alguns vêem números, letras, palavras, com cores. Elas podem ter cores diferentes, personalidades, texturas, idades e sexos. As próprias cores podem ter gêneros.

Algumas formas de sinestesia incluem:

* A sua forma mais comum se manifesta transformando grafemas (letras, números e outros símbolos) em cores;

* Outros podem sentir uma sinestesia de sequência especial, como datas tendo locais específicos no espaço;

* Personificação ordinal linguística faz com que números possuam “personalidades”;

* A sinestesia de som para cor, em que acordes são percebidos como cores. Alguns sinestésicos manifestam que podem sentir a música com as mãos e podem explicar verbalmente a cor de um acorde, por exemplo;

* Ou a sinestesia espelho-toque, em que a pessoa sente dor ao ver outra pessoa se machucando.

Apesar de a sinestesia ser uma condição neurológica não deve ser considerada uma doença, pois não costuma interferir na habilidade funcional das pessoas. A maioria dos sinestésicos sequer sabe que suas experiências levam a mais respostas sensoriais do que em outras.

Aqueles que são sinestésicos raramente consideram a condição como tendo um impacto negativo em suas vidas.

Daniel Tammet é um sinestésico incomum, além de ver números com formas em uma imagem que se forma em sua mente, consegue usar sua sinestesia para fazer incríveis cálculos mentais.
Em um teste de cálculo, superou uma calculadora, a qual foi trocada por um computador que também fui superado pelo homem.
Cada número até 10 mil tem, em sua mente, um formato específico. Ele pode sentir os números e vê-los com cores e formas. Ele enxerga números maiores como se fossem paisagens.

Os cálculos que ele faz não são conscientes, ele diz que as respostas surgem para ele espontaneamente através das imagens mentais dos números que aparecem em sua mente. Ele pratica matemática, mas nem sequer “sabe” disso.

Ele participou de diversos experimentos científicos para provar suas habilidades. Em um deles os cientistas o conectaram a uma máquina similar ao detector de mentiras e exibiram o número pi com milhares de casas decimais para ele. Alguns dígitos haviam sido deliberadamente adulterados pelos cientistas. Daniel mostrou severas reações nervosas a estas alterações. Consternado ele disse “Eu estava vendo uma linda paisagem, [o número pi], e repentinamente uma montanha que costumava estar ali não estava mais. Como pode fazer isso com algo tão lindo?”.

Antigos relatos do grande gênio e inventor Nikola Tesla, mostram que ele havia desenvolvido a sinestesia. Apenas por ouvir o nome de um assunto, involuntariamente o visionava com detalhes realísticos. Os atuais sinestetas reportam sintomas semelhantes.
Tesla podia visualizar uma invenção no seu cérebro na sua forma precisa antes de avançar para a fase da construção, uma técnica por vezes conhecida como pensamento visual. Ele dedicou-se a ler muitas obras, memorizando livros inteiros, tendo supostamente uma memória fotográfica.

A condição certamente enriquece a vida das pessoas com cores. Aos artistas, é ainda mais vantajoso. Como leitor e escritor, a imaginação e a criatividade podem ser aguçadas. Muitos artistas e celebridades são sinestésicos, como Tori Amos, Eddie Van Halen, Friedrich Nietzsche, Stevie Wonder, Vladimir Nabokov e outros.

‘Aprendendo sinestesia’.

Uma das várias formas de sinestesia, em que as pessoas experimentam letras ou números em cores, pode ser treinável. A pesquisa que descobriu isso também indica como desenvolver essas características.

Pesquisadores pensavam que sinestesia seria um componente genético, mas algumas pessoas disseram experimentá-la durante a hipnose. Portanto, um novo estudo surgiu para descobrir se seria possível adquirir sinestesia através de treinamentos.

Para testar a ideia, os investigadores pediram para voluntários lerem um romance em que certas letras eram sempre escritas em vermelho, verde, azul ou laranja.

Antes e depois de lerem o romance, os voluntários realizaram um teste de “aglomeração sinestésica”, no qual eles tinham que identificar uma letra no meio de uma grade de letras pretas que rapidamente piscavam em uma tela. Quando a letra que eles tinham que identificar era uma daquelas coloridas, o desempenho dos voluntários foi melhor.

As pessoas que haviam lido o romance com as letras coloridas tiveram um desempenho melhor do que aqueles que leram em preto e branco. Ou seja, os que treinaram tiveram mais facilidade na realização do teste. https://www.youtube.com/watch?v=qC4x1aZHk8c