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Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Sabia que este planeta é o mais frio de todo o sistema solar? Netuno é composto principalmente por hidrogênio e hélio, e o seu nome vem da mitologia romana.

Para descobrir mais curiosidades como estas, clique nas setas laterais para ver todas as imagens.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

Netuno é atualmente o último planeta em relação ao sol, isto depois da requalificação de Plutão em 2006 que passou a ser um planeta anão. Neptuno é um dos gigantes gasosos e o seu tamanho é apenas ligeiramente menor do que Urano com uma massa equivalente a 17 Terras. Apesar destes fatos mais básicos, existe muita coisa que acreditamos que não saiba sobre este planeta. Confira!

A LUZ De acordo com a NASA, Netuno emite mais luz do que aquela que recebe do sol.

A LUZ
De acordo com a NASA, Netuno emite mais luz do que aquela que recebe do sol.

VERÃO O verão neste planeta dura cerca de 40 anos! Mas não se entusiasme, a temperatura é de -200ºC.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

LUAS Netuno tem 14 luas, mas é um dos planetas do sistema solar com menos, sendo que Júpiter tem 67 e Saturno 62.

LUAS
Netuno tem 14 luas, mas é um dos planetas do sistema solar com menos, sendo que Júpiter tem 67 e Saturno 62.

DESCOBERTA Netuno foi descoberto ao ser observado pela primeira vez em 1846 por Urbain Le Verrier, no entanto já teria sido especulado matematicamente a existência de outro planeta com base na órbita de Urano.

DESCOBERTA
Netuno foi descoberto ao ser observado pela primeira vez em 1846 por Urbain Le Verrier, no entanto já teria sido especulado matematicamente a existência de outro planeta com base na órbita de Urano.

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VENTO
O planeta contém os ventos mais fortes de todo o sistema solar, atingindo velocidades de 2100 km/h.

ATMOSFERA A atmosfera deste planeta é composta por hidrogênio, hélio, e algum metano.

ATMOSFERA
A atmosfera deste planeta é composta por hidrogênio, hélio, e algum metano.

NAVE Apenas uma nave passou perto de Netuno. A Voyager 2 enviou para a Terra as primeiras imagens do planeta tiradas de perto.

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NETUNO O nome Netuno deriva do Deus romano dos Mares, o equivalente na mitologia grega a Poseidon.

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LUA DE NETUNO A maior Lua de Netuno, Triton, foi descoberta 17 dias depois do planeta ter sido descoberto.

LUA DE NETUNO
A maior Lua de Netuno, Triton, foi descoberta 17 dias depois do planeta ter sido descoberto.

TEMPESTADE O planeta tem uma tempestade chamada Great Dark Spot, semelhante àquela que acontece em Júpiter, mas não é uma tempestade comum… A tempestade regular de Netuno tem o tamanho da Terra.

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TEMPERATURA
A temperatura normal do planeta é de -214ºC.

FRIO Essa temperatura torna Netuno o planeta mais frio de todo o sistema solar.

FRIO
Essa temperatura torna Netuno o planeta mais frio de todo o sistema solar.

O MENOS Apesar de ser gigantesco, Netuno é ainda o menor dos planetas gasosos com um raio equatorial de 24764 Km.

O MENOS
Apesar de ser gigantesco, Netuno é ainda o menor dos planetas gasosos com um raio equatorial de 24764 Km.

GRAVIDADE Se Neptuno tivesse superfície, a força gravitacional puxando alguém para baixo seria 17% mais forte do que a da Terra.

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Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

PLANOS PARA VISITAR NETUNO
Não existem atualmente planos de exploração para Netuno, no entanto a NASA anunciou que queria lançar uma Probe para Netuno em 2016, contudo os planos não se realizaram e o lançamento ficou adiado apenas para 2035.

CAMPO MAGNÉTICO O campo magnético de Netuno é 27 vezes mais forte do que o da Terra.

Conheça tudo aquilo que não sabe sobre o planeta Netuno

VELOCIDADE DE ÓRBITA O planeta tem uma velocidade de órbita de 5.4 km/h.

VELOCIDADE DE ÓRBITA
O planeta tem uma velocidade de órbita de 5.4 km/h.

DIAS Um dia em Neptuno equivale a 16 horas na Terra.

DIAS
Um dia em Neptuno equivale a 16 horas na Terra.

ANOS Um ano em Netuno é equivalente a 164 anos na Terra.

ANOS
Um ano em Netuno é equivalente a 164 anos na Terra.

DISTÂNCIA Netuno encontra-se a 4.5 bilhões de Km do sol.

DISTÂNCIA
Netuno encontra-se a 4.5 bilhões de Km do sol.

Filhotes de lobo são fofos, mas por que não podem ser criados como cães?

Estou sentado em uma área cercada, ao ar livre, com quatro filhotes mordendo meus dedos, meu chapéu e meu cabelo, urinando em mim por causa da excitação.

Com dois meses de idade, têm 60 cm do nariz à cauda e devem pesar sete ou oito quilos. Eles rosnam disputando a posse de um pedaço mastigado de pele de veado. Lambem meu rosto como se eu fosse um amigo querido, ou um brinquedo novo. Eles são como cachorrinhos, mas não muito. São lobos.

Quando chegarem a pesar uns 45 kg, suas mandíbulas serão fortes o suficiente para quebrar os ossos de um alce, mas, porque viveram com seres humanos desde o nascimento, quando ainda não conseguiam enxergar, ouvir ou ficar em pé, vão permitir pessoas à sua volta, exames veterinários, carinho atrás da orelha – se tudo correr bem.

Mesmo assim, os humanos que os criaram devem tomar precauções. Se uma pessoa que os alimentou e que cuidou deles praticamente desde o nascimento estiver ferida ou adoentada, ela não vai entrar na área cercada, pois precisa evitar uma reação predatória. Ninguém sairá correndo para fazer um desses lobos persegui-lo por diversão. Ninguém vai fingir correr atrás de um lobo. Todo cuidador experiente fica alerta. Porque se há uma coisa com a qual todos os especialistas em lobos e cães com quem conversei ao longo dos anos concordam, é que:

Não importa a maneira em que criou um lobo, você não pode transformá-lo em cachorro.”

Lobos x cachorros

Andrew Spear/The New York Times

Independentemente da proximidade dessas duas espécies — e alguns cientistas as classificam como a mesma – existem diferenças. Fisicamente, a mandíbula do lobo é mais poderosa. Eles se reproduzem apenas uma vez por ano, não duas, como os cães. E, segundo seus cuidadores, em termos comportamentais, seus instintos predatórios são facilmente atiçados, se comparados com os dos cães.

São mais independentes e possessivos em relação à comida ou outros itens. Muitas pesquisas sugerem que tomam mais cuidado com os filhotes. E nunca chegam perto do nível da cordialidade “eu-amo-os-humanos” de um Labrador. Não importa o quanto um treinador ou um fabricante de ração promovam o lobo interior em nossos cães, eles não são a mesma coisa.

O consenso científico é que os cães evoluíram a partir de algum tipo de lobo extinto há 15 mil anos ou mais. A maioria dos pesquisadores agora não concorda com a ideia de que um filhote era abduzido da ninhada, mas sim a de que alguns lobos começaram a passar mais tempo com as pessoas para se alimentarem de restos de comida dos caçadores.

Alguns lobos foram gradualmente perdendo o medo dos humanos, conseguindo se aproximar e comer mais, além de ter mais filhotes que carregaram o DNA que, possivelmente, deixou os lobos menos temerosos. Isso se repetiu de geração em geração, até que evoluíram para ser, em termos científicos, mais amigáveis. Esses foram os primeiros cães.

As pessoas devem passar 24 horas por dia, sete dias por semana, durante semanas a fio com filhotes de lobo para que estes tenham certeza de que os seres humanos são toleráveis. Filhotes de cachorro vão se apegar rapidamente a qualquer pessoa que esteja próxima. Mesmo cachorros da rua que tiveram algum contato humano na hora certa podem ser amigáveis.

Diferenças nos genes

Andrew Spear/The New York Times

Apesar de todas as semelhanças, há algo profundamente diferente nos genes do cão, ou em como e quando esses genes se tornam ativos, e os cientistas estão tentando determinar exatamente o quê.

Há pistas.

Algumas pesquisas recentes sugerem que a afabilidade do cão pode ser o resultado de algo semelhante à síndrome de Williams, uma desordem genética em seres humanos que os torna hipersociáveis, além de garantir outras características. Pessoas com esse transtorno parecem ser muito amigáveis com todos, sem os limites habituais.

Outra ideia sendo estudada é a de que um atraso no desenvolvimento, durante um período crítico de socialização no início da vida de um cão, pode fazer a diferença. Isso pode ser descoberto no DNA, mais provavelmente nas seções que controlam quando e como os genes mais fortes se tornam ativos.

Essa é uma pesquisa inicial, um tiro no escuro em alguns aspectos, mas este ano, duas cientistas viajaram para Quebec para monitorar o desenvolvimento de seis filhotes de lobo, fazer testes de comportamento e pegar amostras genéticas. Fui com elas.

Visitei também outros lobos em cativeiro, jovens e adultos, para conseguir vislumbrar como começa um projeto de pesquisa – e, confesso, para ter a chance de brincar com os pequenos.

Eu queria ter alguma experiência em primeira mão com os animais sobre os quais escrevo, olhar um lobo nos olhos, pode-se dizer – mas apenas metaforicamente. Como me disseram enfaticamente em uma sessão de treinamento antes de entrar em um recinto com lobos adultos, a única coisa que você definitivamente não deve fazer é olhar em seus olhos.

Dormindo com lobos

Andrew Spear/The New York Times

A Zoo Académie é uma combinação de zoológico e centro de treinamento aqui na margem sul do Rio São Lourenço, a cerca de duas horas de Montreal. Jacinthe Bouchard, a proprietária, treinou animais domésticos e selvagens, incluindo lobos, em todo o mundo.

Em junho, ela conseguiu duas ninhadas de lobinhos de duas fêmeas e um macho que tinha no zoológico. As mães deram à luz na mesma sala ao mesmo tempo, no início do mês. Então, as enchentes excepcionalmente fortes do São Lourenço ameaçaram a área, e Bouchard precisou removê-los quando tinham cerca de sete dias de idade, em vez das habituais duas semanas.

Depois, começou o árduo processo de sociabilização. Bouchard e sua assistente ficaram dia e noite com os animais nas primeiras semanas, gradualmente diminuindo o tempo passado com eles depois disso.

Em 30 de junho, Kathryn Lord e Elinor Karlsson apareceram com vários colegas, incluindo Diane Genereux, pesquisadora do laboratório de Karlsson, que faria a maior parte do trabalho de genética.

Lord faz parte da equipe de Karlsson, que divide o tempo entre a faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts, em Worcester, e o Instituto Broad, em Cambridge. Seu trabalho combina estudos comportamentais e genéticos de filhotes de lobos e cães.

Lord, bióloga evolucionista, é uma veterana nos cuidados com lobos. Criou cinco ninhadas.

Andrew Spear/The New York Times

“Você tem que estar com eles o tempo todo, sem intervalos. Isso significa dormir com eles, alimentando-os a cada quatro horas com mamadeira”, disse.

“Além disso, não tomo banho nos primeiros dias, para que os filhotes tenham um senso claro de quem estão cheirando”, observou Bouchard.

Isso é muito importante, porque filhotes de lobos e cães atravessam um período crítico quando exploram o mundo e aprendem quem são seus amigos e sua família.

Com os lobos, acredita-se que essa fase comece com cerca de duas semanas, quando ainda não conseguem ver ou ouvir. O cheiro é tudo.

Nos cães, começa por volta de quatro semanas, quando conseguem enxergar, cheirar e escutar. Lord acha que essa mudança no desenvolvimento, que permite que os cães usem todos seus sentidos, pode ser a chave para sua maior capacidade de se conectar a seres humanos.

Talvez com mais sentidos ativos, eles sejam mais capazes de generalizar, passando da tolerância a seres humanos individuais com um cheiro específico à tolerância aos humanos em geral, com cheiro, imagem e sons.

Quando termina o período crítico, os lobos e, em menor extensão os cães, experimentam algo como o surgimento de uma estranha ansiedade nos bebês humanos, quando as pessoas que não pertencem à família de repente se tornam assustadoras.

As chances de definição genética da mudança nessa etapa crucial ainda estão distantes, mas Lord e Karlsson acham que vale a pena perseguir essa ideia, o mesmo acontecendo com o Instituto Broad. Ele oferece um pequeno subsídio de um programa destinado a apoiar os cientistas que se aventuram pelo desconhecido – o que podemos chamar de pesquisa “e se”.

Há duas perguntas que as cientistas querem explorar. Uma, segundo Karlsson, é:

Como o lobo que vivia na floresta se tornou o cão que vive em nossas casas?

A outra é se o medo e a sociabilidade nos cães estão relacionados às mesmas emoções e comportamentos em seres humanos. Em caso positivo, aprender com os cachorros poderia fornecer uma possível compreensão para algumas condições humanas, nas quais a interação social é afetada, como a esquizofrenia, o autismo ou a síndrome de Williams.

Os filhotes no Zoo Académie tinham apenas três semanas de idade quando o grupo de pesquisadores chegou. Eu apareci na manhã seguinte, e entrei em uma sala repleta de colchões, pesquisadores e filhotes.

Os humanos ainda estavam tontos após uma noite mal dormida. Os filhotes nessa idade acordam a cada poucas horas para fuçar e perturbar qualquer corpo quente ao seu alcance.

As mamães lobo estimulam seus filhotes a urinar e defecar lambendo seus abdomens. Os manipuladores humanos massageavam os pequenos pela mesma razão, mas muitas vezes a micção era imprevisível, então o assunto principal da conversa quando cheguei foi xixi de lobinhos. Quanto, em quem, de qual filhote.

Andrew Spear/The New York Times

Assim que entrei, me entregaram um deles para que eu o ninasse e amamentasse. O filhote parecia uma larva peluda, persistente, obstinada, cheio de vontades e determinação.

Mesmo com pelo, dentes e garras, ainda estavam famintos e desamparados, e não pude deixar de me lembrar de quando segurava meus filhos para lhes dar mamadeira. Desconfio que filhotes de tigres e de glutões sejam igualmente irresistíveis. É uma coisa de mamífero.

A primeira parte do teste de Lord era confirmar suas observações de que o período crítico para os lobos começa e termina mais cedo do que para os cães.

Ela criou um procedimento para testar os filhotes, expondo-os a algo que certamente nunca viram antes: uma engenhoca com hastes que zumbida e se contorcia, um tripé e um móbile de bebê.

A cada semana, testou um filhote, para que nenhum deles se acostumasse com essas coisas. Ela pôs o lobinho em uma pequena arena protegida por cercas baixas, e ligou o móbile. Escondeu-se para evitar distrair o pequeno. Câmeras registraram a ação, mostrando como os filhotes toparam e caminharam ao redor do objeto estranho, ou como se esquivaram dele, ou então como o cheiraram.

Com três semanas de idade, os lobinhos mal conseguiam se mover e dormiam a maior parte do tempo em que não estavam mamando. Com oito semanas, quando voltei e eles começaram a interagir comigo, já estavam completamente brincalhões e plenamente capazes de explorar.

As pesquisadoras não vão divulgar os resultados até que observadores que nunca viram os filhotes assistam aos vídeos e os analisem, mas Lord disse que especialistas em lobos consideravam que um filhote de oito semanas já havia superado o período crítico. Eles ficavam tão bem comigo e com os outros porque haviam sido socializados com êxito.

Antes e depois do teste, ela coletou urina para medir os níveis de um hormônio chamado cortisol, cuja concentração aumenta durante momentos de estresse. Se o filhote do vídeo não se aproximasse da engenhoca contorcionista e seu nível de cortisol estivesse alto, isso indicaria que o pequeno experimentou um nível de medo das coisas novas que poderia parar sua exploração. Isso confirmaria a ocorrência do período crítico.

Ela, Karlsson e outros do laboratório também coletaram saliva para teste de DNA. Planejaram usar uma nova técnica chamada ATAC-seq, que utiliza uma enzima para marcar os genes ativos. Assim, quando o DNA do lobo é introduzido em uma das avançadas máquinas de mapeamento de genomas, apenas os genes ativos aparecem.

Genereux, que isolava e analisava o DNA, disse achar que a probabilidade de encontrar o que queriam seria “um tiro no escuro”. Ela e os outros pesquisadores pretendem aprimorar suas técnicas para fazer as perguntas certas.

Quando eles crescem

Andrew Spear/The New York Times

E como são os lobos socializados quando crescem, quando o misterioso equipamento genético do cão e do lobo os direciona para seus próprios caminhos?

Também visitei o Parque dos Lobos, em Battle Ground, Indiana, um zoológico de 65 hectares e instalações de pesquisa onde Dana Drenzek, a gerente, e Pat Goodmann, a curadora, me levaram a um passeio e me apresentaram não só aos filhotes que estavam socializando, mas também a alguns lobos adultos.

Na década de 1970, Goodmann trabalhou com Erich Klinghammer, fundador do Parque dos Lobos, para desenvolver o modelo contínuo de socialização dos filhotes, expondo-os aos seres humanos e também a outros lobos, para que pudessem se relacionar com sua própria espécie, mas ainda aceitando a presença e a atenção dos seres humanos, mesmo a dos intrusivos, como os veterinários.

A área dos filhotes estava cheia de macas e redes para os voluntários, pois os lobos tinham agora entre nove e 11 semanas e viviam ao ar livre o tempo todo. Havia esconderijos de plástico e madeira para os lobinhos, e muitos brinquedos. Parecia um playground, exceto pelos restos das refeições – o osso da clavícula ou da canela de um veado, umas costelas, ossos das pernas e do ombro, às vezes com a pele e a carne ainda presas a eles.

Os filhotes eram extremamente amigáveis com os voluntários que conheciam e levemente amigáveis comigo. Os lobos adultos que conheci também eram gentis, mas distantes. Dois machos mais velhos, Wotan e Wolfgang, cada um me lambeu uma vez e foi embora. Timber, a mãe de alguns dos filhotes, e bem pequenina com seus 13 kg, também me investigou e se afastou, instalando-se em uma plataforma nas proximidades.

Apenas Renki, um lobo mais velho que sofria de câncer nos ossos e agora se movimenta com três pernas, me deixou coçar sua cabeça por um tempo. Nenhum deles se incomodou com minha presença. Nenhum ficou mais do que ligeiramente interessado. Pareciam não perceber nem se importar com meu próprio desejo intenso de vê-los, de estar perto deles, de aprender sobre eles, de tocá-los.

Descobri o quanto uma visita aos lobos tem o poder de afetar o modo com que vemos os animais. Eu queria voltar e ajudar a criar os filhotes e continuar a visitá-los para poder dizer que um lobo adulto me conhece de alguma forma.

Mas também me perguntei se era certo manter lobos neste ambiente. Na natureza, eles caminham grandes distâncias e matam seu alimento. Estes lobos foram todos criados em cativeiro e essa nunca foi uma possibilidade para eles.

Mas, será que eu estava simplesmente satisfazendo a fantasia de estar próximo da natureza? Isso se encaixa na mesma categoria de querer fazer uma selfie com um tigre em cativeiro? O que era melhor para os próprios lobos?

Fiz essas perguntas a Goodmann. Ela disse que o parque se baseia na ideia de que conhecer esses lobos faria os visitantes se importarem mais com os selvagens, com a conservação, com a preservação da vida de carnívoros da qual nunca poderiam fazer parte.

E observou que o Parque dos Lobos funciona como uma combinação de estação de pesquisa e zoológico. Estudantes e outras pessoas do mundo inteiro disputam vagas para estágios e ajudam em tudo, desde criar os filhotes até esvaziar as armadilhas de moscas.

Essa é a razão de todos os jardins zoológicos, o que é um bom argumento. Então ela o reforçou. Contou que um dos estagiários, Doug Smith, trabalhou com a reintrodução de lobos selvagens no Parque Nacional de Yellowstone.

Smith teve um papel importante no Projeto de Restauração dos Lobos desde o início em 1995, e é o líder do projeto desde 1997. Uma manhã, eu o contatei em seu escritório na sede do parque e lhe perguntei sobre seu tempo como estagiário no Parque dos Lobos.

Criei sozinho quatro filhotes, dormi com eles em um colchão durante um mês e meio. Teve um efeito profundo em mim. Foi meu primeiro trabalho com lobos. E se transformou em minha carreira.”

A partir daí, passou a estudar lobos selvagens em Isle Royale, Michigan, e depois a trabalhar com L. David Mech, biólogo pioneiro no estudo de lobos e cientista da Pesquisa Geológica dos EUA, além de professor adjunto da Universidade de Minnesota. Por fim, foi para Yellowstone para trabalhar na restauração dos lobos no parque.

Ele disse que as questões éticas sobre a manutenção dos animais silvestres em cativeiro são difíceis, mesmo quando todos os esforços enriquecem suas vidas, mas afirmou que lugares como o Parque dos Lobos têm um grande valor, caso levem as pessoas “a pensar sobre a situação dos lobos em todo o mundo e a fazer algo sobre a questão”.

Hoje em dia, “com a conservação e a natureza mutáveis, você precisa deles”, acrescentou.

Então, disse o que todos os especialistas em lobos dizem: que, apesar de os filhotes de lobo se parecerem com os cães, não o são, e que manter um lobo ou um híbrido lobo/cão como um animal de estimação é uma péssima ideia.

Se você quer um lobo, arrume um cachorro.”

Agora o Google Maps permite que você explore planetas e luas pelo computador

Sempre quis explorar a superfície de outros planetas e luas, mas não tem talento para ser um astronauta? Pois agora isso é possível de se fazer graças ao Google Maps, que passou a exibir planetas e seus satélites naturais em sua plataforma.

Agora o Google Maps permite que você explore planetas e luas pelo computador

Sempre quis explorar a superfície de outros planetas e luas, mas não tem talento para ser um astronauta? Pois agora isso é possível de se fazer graças ao Google Maps, que passou a exibir planetas e seus satélites naturais em sua plataforma

De acordo com a Google, os dados que permitiram a construção da plataforma de visitação virtual de planetas e luas foram coletados especialmente pela sonda Cassini-Huygens, da NASA, que desvendou mistérios de Saturno e seus satélites naturais, além de outras missões da agência espacial que estudaram mais a fundo o nosso Sistema Solar, como a New Horizons, que analisou Plutão, e a Juno, que vem estudando o sistema de Júpiter.Agora o Google Maps permite que você explore planetas e luas pelo computador

Quem já está habituado a acessar o Google Maps não terá dificuldades em explorar a ferramenta espacial do serviço, que, do lado esquerdo, apresenta as opções de acesso. Basta selecionar a desejada para ser levado à representação gráfica daquele local. É possível dar zoom para ver mais detalhes, além de navegar por áreas como crateras e fossas.

Também é possível fazer um tour virtual pela Estação Espacial Internacional, e a Google pretende implementar novos ajustes em sua ferramenta para que mais idiomas sejam suportados, incluindo o português. Para começar a visitar outros corpos espaciais além da Terra usando o Google Maps, basta clicar aqui.

Fonte: Google

Como é o lançamento de uma nave espacial? Fotógrafo mostra cada detalhe

Por mais de uma década, o fotógrafo Shamil Zhumatov acompanhou bem de perto o lançamento de naves espaciais do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Com a câmera na mão, ele já pode presenciar a cena dezenas de vezes. Mas, a sua mais recente experiência ganhou um sentido especial.

Foi no dia 28 de julho, quando a nave espacial Soyuz transportou os astronautas Randy Bresnik (EUA) e Paolo Nespoli (Itália), além do cosmonauta russo Sergey Ryazanskiy, para a ISS (Estação Espacial Internacional).

“A maioria dos lançamentos recentes ocorreram durante o dia, mas este último foi especial. Aconteceu bem na passagem entre o dia e a noite, cerca de 20 minutos após o pôr do sol”, disse Shamil à agência de notícias Reuters.

O chão, como ele descreve, já estava escuro, mas as camadas superiores da atmosfera ainda estavam iluminadas pelo sol. “O que criou um contraste incomum e dificuldades técnicas adicionais.”

 

Os fotógrafos não têm escolha de localização em Baikonur – todos disparam da mesma posição, a cerca de 1 km da plataforma de lançamento. Somente câmeras controladas remotamente podem disparar de distâncias mais próximas.

Depois que o foguete parte, os fotógrafos continuam rastreando-o até desaparecer da vista. Após poucos minutos de voo, o foguete solta seus quatro impulsionadores à medida que ficam vazios.

Durante o dia, esses impulsionadores só podem ser vistos como quatro pequenos pontos. Mas, em 28 de julho, a iluminação incomum fez a trilha de condensação da Soyuz –nuvens formadas pelo escape do motor– brilharem de uma maneira diferente, tornando-os mais visíveis.

Divulgado o mapa mais detalhado da Via Láctea com 1 bilhão de estrelas

Mil dias após seu lançamento, em 19 de dezembro de 2013, o telescópio espacial europeu Gaia revelou nesta quarta-feira (14) o resultado de suas buscas no espaço, observando a passagem de 60 milhões de estrelas por dia em nossa galáxia, que tem 100 mil anos-luz de diâmetro.

O resultado é o mapa 3D mais detalhado já produzido da Via Láctea, um catálogo de 1 bilhão de estrelas.

Desse total, 2 milhões tiveram sua distância e seus movimentos laterais nos céus traçados precisamente.

François Mignard, dirigente das investigações no Centro Nacional de Investigação Científica da França A enorme quantidade de dados que reuniu já permitiu elaborar este catálogo com as posições de 1,142 bilhão de estrelas, ou seja, 200 milhões a mais do que havia sido previsto inicialmente. O objetivo final é completar o mapa celeste em 3D mais preciso até o momento. A partir de agora, os astrônomos poderão consultar os dados sobre os diferentes corpos celestes, incluindo anãs brancas, estrelas variáveis e 2.152 quasares, os objetos mais afastados do Universo. "Gaia não apenas nos fornece a posição das estrelas, mas também seu movimento, e isso também nos permite compreender melhor como nossa galáxia se formou", explicou Antonella Vallenari, do Observatório de Pádua (Itália). Por exemplo, permitirá saber se nosso Sol foi criado a partir de um "cluster", um aglomerado de matéria. A posição e o movimento de 400 destes aglomerados já foram registrados por Gaia, disse Vallenari. A origem da galáxia Com os novos dados, divulgados pela ESA (Agência Espacial Europeia) e o Consórcio Europeu (DPAC - Data Processing and Analysis Consortium), é possível medir as distâncias e movimentos de estrelas em cerca de 400 conjuntos de até 4.800 anos-luz de distância --a medição de distâncias entre estrelas, tanto em nossa galáxia quanto além, tem papel fundamental na astronomia, que agora entra em uma nova fase. "Este bonito mapa que estamos publicando hoje mostra a densidade de estrelas medidas por Gaia em todo o céu, e confirma que foram coletados dados excelentes durante os primeiros anos de operações", disse Timo Prusti, cientista do projeto Gaia na ESA. No futuro, os cientistas serão capazes de determinar distâncias muito precisas para uma grande amostra de estrelas através do método de medição usado pelo Gaia. Com isso, eles conseguirão entender melhor a relação entre o período e o brilho dessas estrelas, e aplicá-lo para medir distâncias além da nossa galáxia. Também se espera que a informação coletada permita saber mais acerca de um dos grandes enigmas do universo, a matéria escura. Sentinela sempre alerta, Gaia também observa o movimento dos asteroides, caso sua trajetória constitua uma ameaça para a Terra. Gregory Laughlin, da Universidade de Yale, afirma que Gaia revelará à comunidade de astrônomos "milhares de novos mundos", embora ainda precise completar seu trabalho de coleta. Sua missão de observação astronômica será concluída no fim de 2020. "Este é apenas o começo [...] para testar a qualidade dos dados, e temos uma prévia das enormes melhorias que Gaia trará em breve para a nossa compreensão das distâncias cósmicas", disse Gisella Clementini, do Observatório Astronômico de Bolonha. A nova missão tem dois telescópios, que examinam a Via Láctea a uma distância de 1,5 milhões de quilômetros da Terra. Os telescópios mapeiam a posição, os movimentos e as propriedades físicas das estrelas, além de sua temperatura e composição. Estes dados permitem determinar a idade das estrelas. A previsão é que em cinco anos, as 100 mil estrelas perfiladas pelo telescópio Hipparcos, ativo entre as décadas de 80 e 90, vão se tornar 1 bilhão no catálogo Gaia.

O resultado é o mapa 3D mais detalhado já produzido da Via Láctea, um catálogo de 1 bilhão de estrelas.

Ao longo dos séculos foram sendo feitos mapas celestes, mas nunca desta envergadura nem com esta precisão

François Mignard, dirigente das investigações no Centro Nacional de Investigação Científica da França

A enorme quantidade de dados que reuniu já permitiu elaborar este catálogo com as posições de 1,142 bilhão de estrelas, ou seja, 200 milhões a mais do que havia sido previsto inicialmente. O objetivo final é completar o mapa celeste em 3D mais preciso até o momento.

A partir de agora, os astrônomos poderão consultar os dados sobre os diferentes corpos celestes, incluindo anãs brancas, estrelas variáveis e 2.152 quasares, os objetos mais afastados do Universo.

“Gaia não apenas nos fornece a posição das estrelas, mas também seu movimento, e isso também nos permite compreender melhor como nossa galáxia se formou”, explicou Antonella Vallenari, do Observatório de Pádua (Itália).

Por exemplo, permitirá saber se nosso Sol foi criado a partir de um “cluster”, um aglomerado de matéria. A posição e o movimento de 400 destes aglomerados já foram registrados por Gaia, disse Vallenari.

A origem da galáxia
Com os novos dados, divulgados pela ESA (Agência Espacial Europeia) e o Consórcio Europeu (DPAC – Data Processing and Analysis Consortium), é possível medir as distâncias e movimentos de estrelas em cerca de 400 conjuntos de até 4.800 anos-luz de distância –a medição de distâncias entre estrelas, tanto em nossa galáxia quanto além, tem papel fundamental na astronomia, que agora entra em uma nova fase.

“Este bonito mapa que estamos publicando hoje mostra a densidade de estrelas medidas por Gaia em todo o céu, e confirma que foram coletados dados excelentes durante os primeiros anos de operações”, disse Timo Prusti, cientista do projeto Gaia na ESA.

No futuro, os cientistas serão capazes de determinar distâncias muito precisas para uma grande amostra de estrelas através do método de medição usado pelo Gaia. Com isso, eles conseguirão entender melhor a relação entre o período e o brilho dessas estrelas, e aplicá-lo para medir distâncias além da nossa galáxia.

Também se espera que a informação coletada permita saber mais acerca de um dos grandes enigmas do universo, a matéria escura.

Sentinela sempre alerta, Gaia também observa o movimento dos asteroides, caso sua trajetória constitua uma ameaça para a Terra.

Gregory Laughlin, da Universidade de Yale, afirma que Gaia revelará à comunidade de astrônomos “milhares de novos mundos”, embora ainda precise completar seu trabalho de coleta. Sua missão de observação astronômica será concluída no fim de 2020.

“Este é apenas o começo […] para testar a qualidade dos dados, e temos uma prévia das enormes melhorias que Gaia trará em breve para a nossa compreensão das distâncias cósmicas”, disse Gisella Clementini, do Observatório Astronômico de Bolonha.

A nova missão tem dois telescópios, que examinam a Via Láctea a uma distância de 1,5 milhões de quilômetros da Terra. Os telescópios mapeiam a posição, os movimentos e as propriedades físicas das estrelas, além de sua temperatura e composição. Estes dados permitem determinar a idade das estrelas.

A previsão é que em cinco anos, as 100 mil estrelas perfiladas pelo telescópio Hipparcos, ativo entre as décadas de 80 e 90, vão se tornar 1 bilhão no catálogo Gaia.

Qual o tamanho da Terra perto do resto do Universo? Confira estas comparações

Já parou para pensar?
Se viajássemos para bem longe, o que veríamos pelo caminho? Descubra na próxima imagem!

A Terra pode parecer enorme quando vista por um astronauta de uma nave espacial em sua órbita, mas bastam algumas comparações com outros astros e formações do espaço para que nos sintamos bem pequenos. Confira a seguir qual o tamanho do nosso planeta perto de outros elementos do espaço... E surpreenda-se

A Terra pode parecer enorme quando vista por um astronauta de uma nave espacial em sua órbita, mas bastam algumas comparações com outros astros e formações do espaço para que nos sintamos bem pequenos. Confira a seguir qual o tamanho do nosso planeta perto de outros elementos do espaço… E surpreenda-se

1 – À medida que nos afastássemos da Terra (ponto vermelho na imagem), teríamos primeiro uma visão panorâmica do Sistema Solar inteiro –que você conhece bem: Sol, Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, além de planetas anões, como Plutão, e objetos menores


Já parou para pensar? Se viajássemos para bem longe, o que veríamos pelo caminho? Descubra na próxima imagem!

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2 – Depois, veríamos as estrelas da vizinhança solar (foto) e o braço da Via Láctea onde está o nosso Sol, chamado Órion


3 – Passando Órion, veríamos então a Via Láctea inteira e suas centenas de bilhões de estrelas. O ponto vermelho na imagem mostra o nosso Sistema Solar

Passando Órion, veríamos então a Via Láctea inteira e suas centenas de bilhões de estrelas. O ponto vermelho na imagem mostra o nosso Sistema Solar

Passando Órion, veríamos então a Via Láctea inteira e suas centenas de bilhões de estrelas. O ponto vermelho na imagem mostra o nosso Sistema Solar


4 – Longe da Via Láctea (o ponto vermelho na imagem), passaríamos por mais de cinquenta galáxias próximas, como as Nuvens de Magalhães, a Andrômeda e as galáxias do chamado ‘Grupo Local’, que são cerca de 30.
A maioria é de galáxias anãs.

Longe da Via Láctea (o ponto vermelho na imagem), passaríamos por mais de cinquenta galáxias próximas, como as Nuvens de Magalhães, a Andrômeda e as galáxias do chamado 'Grupo Local', que são cerca de 30. A maioria é de galáxias anãs

Longe da Via Láctea (o ponto vermelho na imagem), passaríamos por mais de cinquenta galáxias próximas, como as Nuvens de Magalhães, a Andrômeda e as galáxias do chamado ‘Grupo Local’, que são cerca de 30. A maioria é de galáxias anãs


No final da viagem, veríamos a estrutura em larga escala do Universo (com a Terra no centro, marcada pelo ponto vermelho) e todo objeto cujo sinal emitido em algum momento depois do Big Bang tenha nos alcançado agora. Mas poderíamos ver o Big Bang? "Negativo", diz o físico Roberto Costa. "No início, o Universo era opaco devido à alta densidade de matéria e de energia. Os fótons não se deslocavam a grandes distâncias. E mais tarde não existiam estrelas. É o período chamado 'dark age'. Apenas quando as primeiras estrelas começaram a se formar é que houve produção de fótons que viajam pelo espaço e podem ser vistos hoje",explica

No final da viagem, veríamos a estrutura em larga escala do Universo (com a Terra no centro, marcada pelo ponto vermelho) e todo objeto cujo sinal emitido em algum momento depois do Big Bang tenha nos alcançado agora. Mas poderíamos ver o Big Bang? “Negativo”, diz o físico Roberto Costa. “No início, o Universo era opaco devido à alta densidade de matéria e de energia. Os fótons não se deslocavam a grandes distâncias. E mais tarde não existiam estrelas. É o período chamado ‘dark age’. Apenas quando as primeiras estrelas começaram a se formar é que houve produção de fótons que viajam pelo espaço e podem ser vistos hoje”,explica

No final da viagem, veríamos a estrutura em larga escala do Universo (com a Terra no centro, marcada pelo ponto vermelho) e todo objeto cujo sinal emitido em algum momento depois do Big Bang tenha nos alcançado agora. Mas poderíamos ver o Big Bang? “Negativo”, diz o físico Roberto Costa. “No início, o Universo era opaco devido à alta densidade de matéria e de energia. Os fótons não se deslocavam a grandes distâncias. E mais tarde não existiam estrelas. É o período chamado ‘dark age’. Apenas quando as primeiras estrelas começaram a se formar é que houve produção de fótons que viajam pelo espaço e podem ser vistos hoje”,explica


Eis o percurso completo da nossa viagem imaginária

Eis o percurso completo da nossa viagem imaginária

5 Eis o percurso completo da nossa viagem imaginária
Parece muita coisa, não é? Mas saiba que a matéria, tal qual a conhecemos (formada por prótons, nêutrons e elétrons), representa apenas 4% do total de massa do Universo. Os outros 96% são formados por matéria escura e energia escura. Nem uma nem outra é visível ou pode ser detectada por telescópios


A Terra pode parecer enorme quando vista por um astronauta de uma nave espacial em sua órbita, mas bastam algumas comparações com outros astros e formações do espaço para que nos sintamos bem pequenos. Confira a seguir qual o tamanho do nosso planeta perto de outros elementos do espaço... E surpreenda-se

A Terra pode parecer enorme quando vista por um astronauta de uma nave espacial em sua órbita, mas bastam algumas comparações com outros astros e formações do espaço para que nos sintamos bem pequenos. Confira a seguir qual o tamanho do nosso planeta perto de outros elementos do espaço… E surpreenda-se

A Terra pode parecer enorme quando vista por um astronauta de uma nave espacial em sua órbita, mas bastam algumas comparações com outros astros e formações do espaço para que nos sintamos bem pequenos. Confira a seguir qual o tamanho do nosso planeta perto de outros elementos do espaço… E surpreenda-se!


Na distância Terra-Lua cabem todos os planetas? "Não, mas quase! A distância média Terra-Lua é de aproximadamente 384 mil km", diz o físico Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo). Veja na próxima imagem o que aconteceria se tentássemos encaixar os planetas do Sistema Solar nesse espaço

Na distância Terra-Lua cabem todos os planetas? “Não, mas quase! A distância média Terra-Lua é de aproximadamente 384 mil km”, diz o físico Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo). Veja na próxima imagem o que aconteceria se tentássemos encaixar os planetas do Sistema Solar nesse espaço

Na distância Terra-Lua cabem todos os planetas? “Não, mas quase! A distância média Terra-Lua é de aproximadamente 384 mil km”, diz o físico Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP (Universidade de São Paulo). Veja na próxima imagem o que aconteceria se tentássemos encaixar os planetas do Sistema Solar nesse espaço

 

 


Somando o diâmetro aproximado dos quatro planetas gasosos gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) com o dos quatro planetas com superfícies terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) temos, nesta ordem: 143 mil km + 120 mil km + 51 mil km + 49 mil km + 4,9 mil km + 12,1 mil km + 12,8 mil km + 6,8 mil km = 398,6 mil km. Ou seja, um pouquinho mais que a distância média Terra-Lua, que segundo o físico Roberto Costa, tem aproximadamente 384 mil km

Somando o diâmetro aproximado dos quatro planetas gasosos gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) com o dos quatro planetas com superfícies terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) temos, nesta ordem: 143 mil km + 120 mil km + 51 mil km + 49 mil km + 4,9 mil km + 12,1 mil km + 12,8 mil km + 6,8 mil km = 398,6 mil km. Ou seja, um pouquinho mais que a distância média Terra-Lua, que segundo o físico Roberto Costa, tem aproximadamente 384 mil km

Somando o diâmetro aproximado dos quatro planetas gasosos gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) com o dos quatro planetas com superfícies terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) temos, nesta ordem: 143 mil km + 120 mil km + 51 mil km + 49 mil km + 4,9 mil km + 12,1 mil km + 12,8 mil km + 6,8 mil km = 398,6 mil km. Ou seja, um pouquinho mais que a distância média Terra-Lua, que segundo o físico Roberto Costa, tem aproximadamente 384 mil km
Sabe quantas Terras cabem nos anéis de Saturno? Quase seis! Segundo o físico Roberto Costa, os anéis se estendem na distância de 7.000 a 80 mil km da superfície do planeta, portanto possuem 72 mil km de largura. Como a Terra tem 12,8 mil km de diâmetro, daria para colocar 5,6 terras nesse espaço


O Sol é enorme mesmo? Quando estamos deitados na praia, curtindo o calor e pegando um bronzeado, nem parece ser assim tão grande... Mas acredite: ele tem 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro. Isso equivale a 3,5 vezes a soma dos diâmetros de todos os planetas do Sistema Solar

O Sol é enorme mesmo? Quando estamos deitados na praia, curtindo o calor e pegando um bronzeado, nem parece ser assim tão grande… Mas acredite: ele tem 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro. Isso equivale a 3,5 vezes a soma dos diâmetros de todos os planetas do Sistema Solar

O Sol é enorme mesmo? Quando estamos deitados na praia, curtindo o calor e pegando um bronzeado, nem parece ser assim tão grande…

Mas acredite: ele tem 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro. Isso equivale a 3,5 vezes a soma dos diâmetros de todos os planetas do Sistema Solar

 


 

Como ficaria o Sol ao lado da maior estrela já descoberta, a UY Scuti, que tem 2,38 bilhões de km de diâmetro? "Se fosse colocada onde está o Sol, ela encheria todo o sistema solar até a órbita de Urano", explica o físico Roberto Costa. "Fazendo uma analogia com números menores, isso significa que se o Sol tivesse 10 cm de diâmetro (o tamanho de uma maçã grande), ela teria 170 metros de diâmetro, maior que um estádio de futebol"

Como ficaria o Sol ao lado da maior estrela já descoberta, a UY Scuti, que tem 2,38 bilhões de km de diâmetro? “Se fosse colocada onde está o Sol, ela encheria todo o sistema solar até a órbita de Urano”, explica o físico Roberto Costa. “Fazendo uma analogia com números menores, isso significa que se o Sol tivesse 10 cm de diâmetro (o tamanho de uma maçã grande), ela teria 170 metros de diâmetro, maior que um estádio de futebol”

Como ficaria o Sol ao lado da maior estrela já descoberta, a UY Scuti, que tem 2,38 bilhões de km de diâmetro? “Se fosse colocada onde está o Sol, ela encheria todo o sistema solar até a órbita de Urano”, explica o físico Roberto Costa. “Fazendo uma analogia com números menores, isso significa que se o Sol tivesse 10 cm de diâmetro (o tamanho de uma maçã grande), ela teria 170 metros de diâmetro, maior que um estádio de futebol”
Você acredita que existem mais estrelas no céu do que grãos de areia em todas as praias? De acordo com os cálculos do físico Roberto Costa, devem existir aproximadamente 700 trilhões de m³ de areia nas praias da Terra, algo como 5 sextilhões de grãos. “Isso é o algarismo ‘5’ seguido por 21 zeros”, explica o professor. “O número de estrelas também pode ser apenas estimado: em nossa galáxia, a Via Láctea, existem de 200 bilhões a 400 bilhões de estrelas. Estimando o número total de galáxias em 100 bilhões (mas talvez seja muito mais, talvez 500 bilhões!), tem-se no mínimo 10 sextilhões de estrelas, mas talvez chegue a 100 sextilhões! Portanto existem mais estrelas no universo do que grãos de areia na Terra”


Quanto enxergamos da Via Láctea quando olhamos para o céu? A olho nu vemos apenas as estrelas mais próximas, que estão a poucas centenas de anos-luz de nós (círculo em destaque na imagem). Estruturas maiores e mais distantes também podem ser vistas facilmente, sem ajuda de aparelhos, desde que sejam observadas a partir de lugares sem iluminação artificial e em noites sem lua. "Alguns exemplos são a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, galáxias-satélite da nossa que estão a cerca de 150 mil anos-luz de distância. Ou então a galáxia de Andrômeda, que está a 2,5 milhões de anos-luz", explica o especialista em astronomia Roberto Costa. De qualquer forma, o que vemos é uma parte ínfima da galáxia

Quanto enxergamos da Via Láctea quando olhamos para o céu? A olho nu vemos apenas as estrelas mais próximas, que estão a poucas centenas de anos-luz de nós (círculo em destaque na imagem). Estruturas maiores e mais distantes também podem ser vistas facilmente, sem ajuda de aparelhos, desde que sejam observadas a partir de lugares sem iluminação artificial e em noites sem lua. “Alguns exemplos são a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, galáxias-satélite da nossa que estão a cerca de 150 mil anos-luz de distância. Ou então a galáxia de Andrômeda, que está a 2,5 milhões de anos-luz”, explica o especialista em astronomia Roberto Costa. De qualquer forma, o que vemos é uma parte ínfima da galáxia

Quanto enxergamos da Via Láctea quando olhamos para o céu? A olho nu vemos apenas as estrelas mais próximas, que estão a poucas centenas de anos-luz de nós (círculo em destaque na imagem). Estruturas maiores e mais distantes também podem ser vistas facilmente, sem ajuda de aparelhos, desde que sejam observadas a partir de lugares sem iluminação artificial e em noites sem lua. “Alguns exemplos são a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, galáxias-satélite da nossa que estão a cerca de 150 mil anos-luz de distância. Ou então a galáxia de Andrômeda, que está a 2,5 milhões de anos-luz”, explica o especialista em astronomia Roberto Costa. De qualquer forma, o que vemos é uma parte ínfima da galáxia
E como ficaria a Via Láctea ao lado da maior galáxia que existe? Eis a razão concreta para você se sentir realmente pequeno diante do Universo: o diâmetro da maior galáxia conhecida, a IC1101, é 60 vezes maior que o da Via Láctea –6 milhões de anos-luz contra 100 mil da nossa. A maior galáxia abriga cerca de 100 trilhões de estrelas, enquanto a Via Láctea tem de 200 bilhões a 400 bilhões


Que tamanho tem um buraco negro perto da Terra? São gigantescos! Sabemos que buracos negros são corpos celestes de massa muito grande para o espaço que ocupam, com campo gravitacional gigantesco capaz de engolir galáxias e de onde nem a luz pode escapar. Sendo assim, por não refletirem nada, eles são invisíveis. O que os cientistas conseguem detectar são os chamados horizontes de eventos, aquilo que gravita ao seu redor. "Os buracos negros supermassivos, como o que existe no centro da Via Láctea, tem horizonte de eventos imenso devido à sua enorme massa", diz o físico Roberto Campos. Na imagem, vemos um desses ralos gigantes, encontrado no centro da galáxia NGC 1217, comparado com as órbitas da Terra e de Netuno. Caso fosse possível, a luz demoraria quatro dias para atravessá-lo, contra 17 minutos-luz da órbita da Terra A

Que tamanho tem um buraco negro perto da Terra? São gigantescos! Sabemos que buracos negros são corpos celestes de massa muito grande para o espaço que ocupam, com campo gravitacional gigantesco capaz de engolir galáxias e de onde nem a luz pode escapar. Sendo assim, por não refletirem nada, eles são invisíveis. O que os cientistas conseguem detectar são os chamados horizontes de eventos, aquilo que gravita ao seu redor. “Os buracos negros supermassivos, como o que existe no centro da Via Láctea, tem horizonte de eventos imenso devido à sua enorme massa”, diz o físico Roberto Campos. Na imagem, vemos um desses ralos gigantes, encontrado no centro da galáxia NGC 1217, comparado com as órbitas da Terra e de Netuno. Caso fosse possível, a luz demoraria quatro dias para atravessá-lo, contra 17 minutos-luz da órbita da Terra A

Que tamanho tem um buraco negro perto da Terra? São gigantescos! Sabemos que buracos negros são corpos celestes de massa muito grande para o espaço que ocupam, com campo gravitacional gigantesco capaz de engolir galáxias e de onde nem a luz pode escapar. Sendo assim, por não refletirem nada, eles são invisíveis. O que os cientistas conseguem detectar são os chamados horizontes de eventos, aquilo que gravita ao seu redor. “Os buracos negros supermassivos, como o que existe no centro da Via Láctea, tem horizonte de eventos imenso devido à sua enorme massa”, diz o físico Roberto Campos. Na imagem, vemos um desses ralos gigantes, encontrado no centro da galáxia NGC 1217, comparado com as órbitas da Terra e de Netuno. Caso fosse possível, a luz demoraria quatro dias para atravessá-lo, contra 17 minutos-luz da órbita da Terra

 

 

E se colocássemos objetos comuns no microscópio?

Artista cria “passeio guiado” por locais nunca visitados do Sistema Solar

Já pensou em fazer uma viagem por diversas partes do Sistema Solar? Enquanto isso ainda não é possível, o artista visual e animador sueco Erik Wernquist resolveu criar uma incrível jornada por locais ainda não visitados pelo homem.

As paisagens do curta “Wanderers” não saíram da imaginação do artista, mas a partir de fotos e mapas fornecidos pela Nasa.

O “passeio guiado” de quatro minutos deixa qualquer um ansioso pela evolução da ciência e pela possibilidade dessas viagens se tornarem reais o quanto antes.

https://erikwernquist.com/wanderers/

www.erikwernquist.com/wanderers

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O curta do animador sueco Erik Wernquist começa com a imagem de um momento no futuro, no qual uma grande nave espacial sai da Terra carregada de passageiros e parte para uma jornada no Sistema Solar. A animação é uma “visita guiada” ao nosso sistema, imaginada pelo sueco Erik Wernquist, a partir de imagens fornecidas pela Nasa

www.erikwernquist.com/wanderers

O artista visual e animador sueco Erik Wernquist criou um curta metragem chamado “Wanderers”, que traz imagens do Sistema Solar, inclusive de lugares nunca visitados pelo homem. Para criar as imagens, o artista se baseou em fotos e informações cedidas pela Nasa

www.erikwernquist.com/wanderers

Nesta cena do curta “Wanderers”, seres humanos pulam do penhasco mais alto do Sistema Solar, localizado na lua Miranda, de Urano. A animação é uma “visita guiada” ao nosso sistema, imaginada pelo sueco Erik Wernquist, a partir de imagens fornecidas pela Nasa

www.erikwernquist.com/wanderers

Segundo o animador sueco Erik Wernquist, autor da animação “Wanderers”, esta é uma das vistas mais impressionantes do Sistema Solar. Nesta cena, o astronauta visita os anéis de Saturno. Para saber mais sobre o curta, visite a página oficial: www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

Esta é a visão da nave espacial em órbita em torno de Júpiter. No curta “Wanderers”, do animador sueco Erik Wernquist, a nave se depara com uma tempestade conhecida como a “Grande Mancha Vermelha”. Esta tempestade tem sido uma característica permanente do planeta por mais de 300 anos, e é claramente visível através de um telescópio a partir da Terra

www.erikwernquist.com/wanderers

Em órbita ao redor de Saturno está a lua Titã. É a segunda maior lua do Sistema Solar (depois de Ganimedes, de Júpiter), ainda maior do que o planeta Mercúrio, e é o único satélite conhecido com uma atmosfera densa. A imagem faz parte do curta “Wanderers”, do sueco Erik Wernquist. A animação é uma “visita guiada” ao nosso sistema, imaginada pelo sueco Erik Wernquist, a partir de imagens fornecidas pela Nasa

Cometa Lovejoy em um céu de verão

Explicação: Qual desses ícones céu noite você pode encontrar nesta exposição bela e profunda do céu do norte do inverno? Luzes do céu incluem as estrelas no cinturão de Órion, a nebulosa de Orion, o aglomerado estelar das Plêiades, as estrelas brilhantes Betelgeuse e Rigel, a Nebulosa da Califórnia, Loop de Barnard, e Cometa Lovejoy.

Cometa Lovejoy em um céu de verão

Cometa Lovejoy em um céu de verão

As estrelas do cinturão de Orion são quase vertical na linha central, entre o horizonte e do centro da imagem, com a estrela cinto menor obscurecida pela Nebulosa da Chama vermelho brilhante. À esquerda do cinto é o arco vermelho da Loop de Barnard seguido pela brilhante estrela laranja Betelgeuse, enquanto à direita do cinto é a Nebulosa de Orion colorido seguido da estrela azul brilhante Rigel. O conjunto azul de estrelas brilhantes perto do topo centro é as Plêiades, e da nebulosa vermelho à sua esquerda está a nebulosa Califórnia. O ponto laranja brilhante acima do centro da imagem é a estrela Aldebaran, enquanto o objeto verde com a cauda longa do seu direito é Cometa C / 2014 Q2 (Lovejoy). A imagem caracterizada foi tomada cerca de duas semanas atrás, perto da aldeia de Palau, na Espanha.

Cometa Lovejoy em um céu de verão

Imagem para Download, altíssima resolução

Crédito de imagem e BY-NC-2 Licença: Juan Carlos Casado (TWAN, Terra e Stars)