Category Archives: Paleontologia

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

O Homem de Cheddar nada tem a ver com o queijo de sabor forte e, por vezes, cor amarelada. É, na verdade, um dos mais antigos britânicos de que se tem registro. E agora, também objeto de uma nova descoberta.

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

Com base nos dados, cientistas reconstruíram o que acreditam ter sido o rosto do Homem de Cheddar

Uma análise recente do fóssil encontrado em 1903 em uma gruta de Cheddar, desfiladeiro repleto de cavernas localizado em Somerset, no Reino Unido, indicou que ele tinha olhos azuis, cabelo crespo e pele escura.

A análise contraria a imagem anterior projetada a partir do fóssil. Inicialmente, acreditava-se que ele tinha olhos escuros, pele clara e cabelos lisos.

Uma equipe de cientistas não só identificou o novo fenótipo atribuído ao britânico de 10 mil anos atrás como também fez uma reconstrução detalhada de seu rosto.

Avaliações anteriores já indicavam que ele era mais baixo que a média e que provavelmente morreu por volta dos 20 anos.

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

Fraturas na superfície do crânio sugerem que ele pode ter morrido de maneira violenta. Não se sabe como o corpo chegou à caverna, mas é possível que tenha sido colocado lá por indivíduos da tribo.

Extração do DNA

Os pesquisadores do Museu de História Natural de Londres extraíram o DNA de uma parte do crânio, próxima ao ouvido, conhecida como osso petroso.

Inicialmente, Ian Barnes e Selina Brace, que fazem parte da instituição e integram o projeto, não tinham certeza se conseguiriam algum DNA do fóssil.

Mas eles tiveram sorte: não só o DNA foi preservado, como também produziu a maior cobertura (uma medida da precisão de sequenciamento) para um genoma na Europa desse período de Pré-história – conhecido como Mesolítico ou Idade da Pedra Média.

Análise do DNA foi feita a partir do crânio, mais precisamento do osso petroso

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

Os pesquisadores do museu se juntaram a cientistas da universidade londrina UCL (University College London) para analisar os resultados, incluindo variantes genéticas associadas com cabelo, olhos e cor da pele.

A descoberta indica ainda que os genes da pele mais clara se difundiu na Europa mais tarde do que se pensava, e que a cor da pele não é necessariamente referência de origem geográfica, como normalmente é vista hoje em dia.

Como a pele mudou

A pele clara provavelmente chegou à Grã-Bretanha há cerca de 6 mil anos, com uma migração de pessoas do Oriente Médio.

Essa população tinha pele clara e olhos castanhos. Acredita-se que tenha acabado absorvendo características de grupos como o do Homem de Cheddar.

Não se sabe ao certo, contudo, por que a pele clara acabou se sobressaindo entre os habitantes da região. Mas acredita-se que a dieta à base de cereais provavelmente era deficiente em vitamina D – isso exigiria que agricultores processassem esse nutriente por meio da exposição à luz solar, que é mais escassa onde fica o Reino Unido.

“Podem haver outros fatores causando menor pigmentação da pele ao longo do tempo nos últimos 10 mil anos. Mas essa é a grande explicação à qual a maioria dos cientistas se fia”, disse Mark Thomas, geneticista da UCL.

Fóssil foi encontrado em 1903 numa caverna em Cheddar, no condado de Somerset

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

Para Tom Booth, arqueólogo do Museu de História Natural em Londres e integrante do projeto que desvendou as características do Homem de Cheddar, a análise mostra como as categorias raciais são construções modernas ou muito recentes. “Elas realmente não se aplicam ao passado”, disse ao jornal britânico The Guardian.

Yoan Diekmann, biólogo especializado em estudos da computação na universidade londrina UCL e também parte da equipe, concorda com o colega. Afirma que a conexão comumente estabelecida entre “britanidade” e brancura “não é uma verdade imutável”. “Sempre mudou e sempre mudará”, declarou à mesma publicação.

A análise genética também sugere que o Homem Cheddar não bebia leite na idade adulta – algo que só se espalharia entre os humanos muito mais tarde, na Idade do Bronze, iniciada em alguns lugares há cerca de 5 mil anos.

Chegadas e partidas

As análises também indicam que os europeus dos tempos atuais mantiveram, em média, apenas 10% das características de ancestrais como o britânico de Cheddar.

Acredita-se que os humanos chegaram no que hoje é o Reino Unido há 40 mil anos, mas um período de frio extremo conhecido como o Último Máximo Glacial teria os forçado a migrar dali 10 mil anos depois.

Também já foram coletadas evidências em cavernas de que humanos caçadores-coletores voltaram quando as condições climáticas melhoraram. Mas acabaram sendo surpreendidos pelo frio – marcas nos ossos sugerem que esse grupo canibalizou seus mortos.

O território hoje conhecido como Grã-Bretanha foi ocupado novamente há 11 mil anos e, desde então, permanece habitado, segundo os pesquisadores.

O Homem de Cheddar é parte dessa onda migratória que teria caminhado pela chamada Doggerland – que, naquele período, ligava a ilha ao continente, mas posteriormente acabou coberta pelo aumento do nível do mar.

Nos anos 1990, outra análise do DNA já havia identificado possíveis 'parentes do Homem de Cheddar'

Nos anos 1990, outra análise do DNA já havia identificado possíveis ‘parentes do Homem de Cheddar’

Essa não é a primeira tentativa de análise genética do Homem de Cheddar. No final dos anos 1990, o geneticista Brian Sykes já havia sequenciado o DNA mitocondrial de um dos molares do fóssil.

A sequência, transmitida exclusivamente da mãe para os filhos, foi comparada com 20 residentes vivos do povoado em Cheddar.

Duas dessas pessoas tinham mostras similares – uma delas era o professor de história Adrian Targett.

A atual descoberta feita por pesquisadores do Museu de História Natural e da UCL vai ser detalhada em um documentário para a televisão britânica com o título The First Brit: Secrets of the 10,000 Year Old Man (“O primeiro britânico: segredos do homem de 10 mil anos de idade”), feito pela Plimsoll Productions e a ser exibido pelo Channel 4. Também vai virar, é claro, artigo acadêmico.

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

DNA de esqueleto indica existência de britânicos negros e de olhos azuis há 10 mil anos

O professor Chris Stringer, que lidera os estudos sobre origens humanas no museu, se dedica a estudar o esqueleto do Homem de Cheddar há 40 anos.

Ele se impressionou ao ver a reconstrução que pode ter revelado o rosto de seu objeto de estudo.

“Ficar cara a cara com a imagem de como esse homem pode ter parecido – a combinação impressionante de cabelo, rosto, cor dos olhos e pele escura – é algo que não poderíamos imaginar alguns anos atrás. Mas é que os dados científicos mostram.”

http://www.bbc.com/portuguese/geral-42973059

Esta é a face de um brasileiro de 10 mil anos

Reconstrução recente joga mais lenha no debate da imigração para a América

Parece um parente de Luzia, a paleolíndia brasileira que, ao ser reconstruída em 1999, pelo especialista forense britânico Richard Neave, causou um rebuliço na imprensa e na comunidade internacional.

A face de uma grande polêmica arqueólogica | Crédito: Cicero Moraes

A reconstrução não se parecia em nada com os índios atuais, mas com uma pessoa de características negroides, como os africanos subsaarianos ou os melanésios e aborígenes australianos. Achada em 1975, em Lagoa Santa, Minas Gerais, ela foi datada de 11500 anos atrás, então o mais antigo fóssil humano conhecido nas Américas. Ela continua polêmica, como veremos, mas perdeu esse trono: fósseis mais antigos foram encontrados.

O imponente busto de Apiúna / Cícero Moraes

O imponente busto de Apiúna / Cícero Moraes

Nosso amigo acima não é nenhuma celebridade (ao menos até agora). Apelidado de Apiúna, ele viveu há “meros” 10 mil anos – separado de Luzia por mais ou menos a mesma distância temporal que nós temos com o fim do Império Romano. Foi encontrado pelo arqueólogo húngaro-brasileiro Mihaly Banyai, no Parque Estadual do Sumidouro, em Lagoa Santa, e está no Museu Arqueológico da Lapinha, dirigido por sua filha, Erika.

A pedido dela, o designer 3D Cícero Moraes deu a ela o mesmo tratamento que Richard Neave deu a Luzia há quase 20 anos. No mesmo trabalho, ele reconstruiu outro esqueleto, batizado de Diarum (veja abaixo). Mais jovem, ele veio de outro sítio de Lagoa Santa. A pedido da diretora do museu, o designer resolveu experimentar uma outra variação de cabelo possível.

Segundo Erika, Banyai Diarum quer dizer "onça poderosa" / Cícero Moraes

Segundo Erika, Banyai Diarum quer dizer “onça poderosa” / Cícero Moraes

Em 1999, Neave decidiu que Luzia era negra através da análise do formato de seu crânio. Cícero decidiu por um teste cego. “Os crânios digitalizados foram enviados ao Dr. Marcos Paulo Salles Machado, Perito Legista do IML do Rio de Janeiro, que não tinha informação alguma acerca da origem do material”, afirma, em entervista à AH. “Ele examinou e nos forneceu os dados: homem, africano, 40-50 anos.” Cícero continuou a partir daí.

Tirando termos um paleoíndio com um visual completamente diferente dos índios, qual é a polêmica, então? Isso muda tudo o que é (ou tem sido) consenso sobre a colonização das Américas. Vestígios fósseis e testes de DNA (com uma exceção, veja abaixo) indicam que os índios do continente inteiro são descendentes de levas de migrantes vindos da Sibéria, através do Estreito de Bering, há cerca de 14 mil anos. E isso aparece em seu fenótipo, com características similares às dos leste-asiáticos. Se Luzia e Apiúna são mesmo africanos ou austronésios, a história da ocupação humana da América precisa ser reescrita. O continente foi colonizado mais de uma vez.

As etapas da reconstrução / Cícero Moraes

As etapas da reconstrução / Cícero Moraes

E, sim, existe um “se” aqui. A cor, a textura dos cabelos, o formato exato do nariz, nada disso pode ser tirado diretamente de um fóssil. O que Neave a agora Marcus Paulo Machado fizeram foi pegar um crânio e agir como um especialista forense moderno confrontado diante de um caso policial. Pelo formato, eles dizem “negro”, “branco”, “asiático”. Esse método sofreu várias críticas de antropólogos, que afirmam que a técnica forense se baseia em velhas ideias racialistas e os crânios em Lagoa Santa são compatíveis com o fenótipo dos paleoíndios que vieram da Sibéria.

Apiúna e Diarum no museu / Erika Banyai

Estariam então a reconstruções equivocadas? Fiquemos com isso para terminar: em 2015, um teste genético revelou que algumas tribos da Amazônia – e só elas – tem marcadores de DNA típicos de aborígenes e melanésios – e também siberianos. Terá o povo de Luzia e Apiúna tido o mesmo fim que os neandertais, absorvidos e extintos?

Quinze mudanças que nos fizeram humanos

Os humanos são provavelmente a espécie mais curiosa que já existiu.

Temos cérebros muito maiores que os de outros animais e que nos permitem construir utensílios, entender conceitos abstratos e usar a linguagem.

Mas também temos poucos pelos, mandíbulas fracas e demoramos para dar à luz.
Como a evolução explica essa criatura extravagante?

Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram "vantagens" na vida moderna.

Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram “vantagens” na vida moderna.

 

1. Viver em grupo

Há 30-60 milhões de anos

Há 30-60 milhões de anos

Os primeiros primatas, grupo que inclui macacos e humanos, surgiram pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Muitos começaram rapidamente a viver em grupos para melhor se defenderem de predadores, e isso exigiu de cada animal “negociar” uma rede de amizades, hierarquias e inimizades.

Sendo assim, viver em grupo pode ter impulsionado um aumento da capacidade intelectual.

 

2. Mais sangue no cérebro

Há 10-15 milhões de anos

Há 10-15 milhões de anos

Humanos, chimpanzés e gorilas descendem todos de uma espécie desconhecida e extinta de hominídeo.

Neste ancestral, um gene chamado RNF213 evoluiu rapidamente e pode ter estimulado o fluxo de sangue para o cérebro ao ampliar a artéria carótida.

Nos humanos, as mutações do RNF213 causam a doença de Moyamoya – um estreitamento da carótida que leva ao deterioramento da capacidade cerebral por conta da pouca irrigação do cérebro.

3. A divisão dos primatas

Há 7-13 milhões de anos

Há 7-13 milhões de anos

Nossos ancestrais se separaram de seus parentes parecidos com os chimpanzés há cerca de 7 milhões de anos. No início, tinham uma aparência bem similar, mas por dentro suas células estavam em marcha.

Os genes ASPM e ARHGAP11B entraram em mutação, assim como um segmento do genoma humano chamado HAR1.

Ainda não está claro o que provocou essas modificações, mas o ARHGAP11B e o HAR1 estão associados ao crescimento do córtex cerebral

4. ‘Picos’ de açúcar

Há menos de sete milhões de anos

Há menos de sete milhões de anos

Depois que a linha evolutiva humana se separou da linha dos chimpanzés, dois genes sofreram mutações.

O SLC2A1 e o SLC2A4 formam proteínas que transportam glicose para dentro e para fora das células.

Essas modificações podem ter desviado glicose dos músculos para o cérebro de hominídeos primitivos e é possível que tenha estimulado o crescimento do órgão.

5. Mãos mais hábeis

Nossas mãos são incrivelmente hábeis e nos permitem construir ferramentas ou escrever, entre outras atividades.

Há menos de 7 milhões de anos

Há menos de 7 milhões de anos

Isso pode se dever em parte a um fragmento de DNA chamando HACNS1, que evoluiu rapidamente desde que nossos ancestrais e os ancestrais dos chimpanzés se dividiram.
Não se sabe o que o HACNS1 faz exatamente, mas ele contribuiu para o desenvolvimento de nossos braços e mãos.

6. Mandíbulas fracas: mais espaço para o cérebro

Em comparação com outros primatas, os humanos não podem morder com muita força porque têm músculos mais fracos em volta da mandíbula, bem como mandíbulas menores.

Há 2,4 - 5,3 milhões de anos

Há 2,4 – 5,3 milhões de anos

Isso parece se dever a uma mutação do gene MYH16, que controla a produção de tecido muscular.
A mutação ocorreu há pelo menos 5 milhões de anos. Mandíbulas pequenas podem ter liberado espaço para o crescimento do cérebro.

7. Dieta variada

Nossos ancestrais primatas mais antigos comiam principalmente frutas, mas espécies posteriores como o Australopithecus ampliaram seu cardápio.

Há 1,8 - 3,5 milhões de anos

Há 1,8 – 3,5 milhões de anos

Além de se alimentar com uma variedade maior de plantas, como ervas, comiam mais carne e inclusive a cortavam com ferramentas de pedra.

Mais carne levou ao consumo de mais calorias e menos tempo de mastigação.

8. Pelado, nu com a mão no bolso

Os humanos são quase pelados. Não se sabe a razão, mas isso ocorreu entre 3 e 4 milhões de anos atrás.

Há 3,3 milhões de anos

Há 3,3 milhões de anos

Suspeita-se que a perda de pelos tenha ocorrido em resposta à evolução de parasitas como carrapatos. Exposta ao sol, a pele humana escureceu e a partir de então todos nossos ancestrais foram negros até que alguns humanos modernos deixaram os trópicos.

9. Um gene de inteligência

Um gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.

Há 3,2 milhões de anos

Há 3,2 milhões de anos

 

 

 

 

 

10. Cérebros maiores: primatas pensantes

Os humanos pertencem a um grupo ou gênero de animais conhecido como Homo. O fóssil mais antigo de Homo foi escavado na Etiópia e tem 2,8 milhões de anos.

Há 2,8 milhões de anos

Há 2,8 milhões de anos

A primeira espécie foi possivelmente o Homo habilis, embora cientistas discordem deste argumento.

Em comparação com seus ancestrais, esses novos hominídeos tinham cérebros muito maiores.

 

11. Parto complicado: uma cabeça muito grande

Para os humanos, o parto é mais difícil e perigoso.

Há pelo menos 200 mil anos

Há pelo menos 200 mil anos

Diferentemente de outros primatas, as mães quase sempre precisa de ajuda.

Caminhar sobre duas pernas fez com que as fêmeas humanas tenham um canal pélvico mais estreito e passagem de um bebê humano com a cabeça maior de seus ancestrais ficou dificultada.

Para compensar esse “problema logístico”, bebês humanos nascem pequenos e indefesos.

12. Controle do fogo

Ninguém sabe quando os humanos aprenderam a controlar o fogo.

 

Há 1 milhão de anos

Há 1 milhão de anos

A evidência mais antiga do uso do fogo está na Caverna de Wonderwerk, na África do Sul, que contém cinzas fossilizadas e ossos queimados datando de um milhão de anos.

Mas alguns especialistas afirmam que o fato de homem já ser capaz de processar alimentos há mais tempo do que isso poderia incluir o ato de cozinhar.

13. O dom da fala

Todos os grandes hominídeos têm sacos de ar em seus tractos vocais, o que lhes permite emitir fortes gritos.

 

Há 600 mil - 1,6 milhão de anos

Há 600 mil – 1,6 milhão de anos

Mas não os humanos, porque essas bolsas fazem impossível produzir diferentes sons.

Nossos ancestrais aparentemente perderam os sacos de ar antes de se separar em termos evolucionários da espécie Neanderthal, o que sugere que eles também podiam falar.

 

14. Um gene para a linguagem

Algumas pessoas têm uma mutação em um gene chamado FOXP2.

 

Há meio milhão de anos

Há meio milhão de anos

 

Como resultado, custa a elas entender gramática e pronunciar palavras.

Isso sugere que o FOXP2 é crucial para aprender o uso da linguagem.

15. Saliva reforçada para comer carboidratos

A saliva humana contém uma enzima chamada amilasa, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos.

 

Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

 

Os humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais era caçadores, por exemplo.

Este reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas.

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Maior que um ônibus e com a mordida mais forte que a de um tiranossauro. Parece inimaginável, mas existiu. E, mais ainda, viveu no Brasil, mais especificamente na região que fica atualmente o Acre. O Purussaurus brasiliensis foi totalmente detalhado por pesquisadores, que já o conheciam há tempos, mas nunca tiveram informações mais detalhadas.

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro


Entre as características expostas do réptil aquático, três se destacam. A primeira é a potência da mordida dele: nada menos do que 70 mil newtons, ou se você preferir, 7 toneladas de pressão. Para se ter ideia, valor é dez vezes a mordida de um leão. O segundo é seu tamanho, de 12,5m. Colocando o efeito de comparação, o jacaré era do tamanho de um ônibus de linha comum. Por fim, em terceiro lugar, está o peso. Toda essa força consumia 40kg de comida por dia para manter esbeltas 8,5 toneladas.

Os 40kg de alimentos consumidos pelo P. brasiliensis significavam muito problema para os animais que estavam no mesmo ecossistema. Isso porque, por conta do formato dos dentes, os especialistas afirmam que ele era carnívoro. Considerando que a Amazônia na época era um superpantanal, circulavam por lá animais como roedores de quase uma tonelada, o que facilitava o trabalho do réptil.

Tão gigante e poderoso, esse animal dominou a região por muito tempo. Cientistas estimam que sua extinção tenha sido causada pelas mudanças bruscas no ecossistema. Afinal, com esse tamanho, ele não se locomovia muito para caçar. Com as transformações na região, passou a não ter mais presas e simplesmente sumiu. Sorte de quem mora hoje na região.

Crânio revela convivência entre humanos e neandertais no Oriente Médio

A descoberta de um crânio de 55.000 anos a.C em uma gruta em Israel é a primeira evidência concreta da presença de humanos modernos no Oriente Médio em uma época em que os neandertais também estavam presentes na região.
A expansão dos humanos modernos (Homo sapiens) de origem africana através de Eurásia de 60.000 a 40.000 anos, substituindo todas as outras formas de hominídeos, incluindo o ‘Homo neanderthalis’, é um evento chave na evolução da humanidade.
No entanto, esses ancestrais de todas as populações não africanas de hoje permanecem em grande parte um enigma por causa da escassez de fósseis humanos a partir deste período.

Crânio revela convivência entre humanos e neandertais no Oriente Médio

Crânio revela convivência entre humanos e neandertais no Oriente Médio


A descoberta na Galileia, no noroeste de Israel, de parte de um crânio datando de 55.000 a.C, durante a escavação da gruta de Manot lança nova luz sobre a migração dos “humanos anatomicamente modernos” fora da África, de acordo com um estudo publicado na revista Nature.
Os pesquisadores descobriram apenas parte do crânio, mas sua forma distintiva – com uma “corcunda” no osso occipital encontrada tanto nos neandertais europeus quanto na maioria dos primeiros humanos modernos do Paleolítico superior – o relaciona aos crânios humanos modernos da África e Europa.
Para o pesquisador Israel Hershkovitz e seus colegas, isso sugere que o homem de Manot poderia “estar ligado intimamente com os primeiros homens modernos que posteriormente colonizaram com sucesso a Europa”.
Os autores reconhecem que o estudo da morfologia craniana não é suficiente para afirmar que o homem de Manot é um híbrido entre “humanos anatomicamente modernos e neandertais” no Oriente Médio.
O crânio de Manot é, de toda forma, a prova que os homens modernos e seus parentes neandertais habitavam ao mesmo tempo o sul desta região durante o Paleolítico médio e superior, “a pouca distância do período durante o qual os dois grupos de hominídios se cruzaram”, ressalta o estudo.
Provas de outras duas populações da época Paleolítica foram descobertas em Israel: crânios nos sítios arqueológicos de Skhul e de Qafzeh testemunham uma primeira dispersão de homens anatomicamente modernos entre 120.000 e 90.000 anos antes de nossa era, enquanto fósseis de neandertais foram encontrados nos sítios de Amud, Kebara e Dederiyeh.

Estudo revela que asteroide que matou dinossauros “ferveu” a Terra

Um estudo publicado no Journal of the Geological Society na última semana aponta que o asteroide responsável por extinguir os dinossauros da face da Terra, 65 milhões de anos atrás, teve efeito devastador não só para esses animais. Seu impacto simplesmente “ferveu” toda a atmosfera da terra, fazendo com que entre 60% e 80% das espécies vivas à época desaparecessem completamente.

Esse é o planeta Terra pouco antes de ser atingido pelo asteroide (Reprodução)

Esse é o planeta Terra pouco antes de ser atingido pelo asteroide (Reprodução)

Ainda assim, algumas plantas sobreviveram e puderam ajudar na reestruturação da atmosfera totalmente modificada pelo impacto. A queda do asteroide aconteceu no final do período Cretáceo, marcado justamente pela dominação da Terra pelos dinossauros. O asteroide responsável por tamanha mudança na atmosfera terrestre teria caído onde hoje está o México. Foi no local, mais especificamente na província de Yucatán, que foram encontrados os primeiros vestígios do corpo celeste.

Para se ter noção do impacto do asteroide em questão, especialistas afirmam que seu poder foi equivalente a mais de um bilhão de bombas de Hiroshima explodindo no mesmo momento. Após pesquisas que duram desde a década de 1980, cientistas chegaram à conclusão de que o corpo celestial responsável pela extinção dos dinossauros possuía um diâmetro de mais de 10km.

Com o aumento da temperatura em escala gigantesca, a Terra teve o formato da distribuição de seus continentes bastante alterada. Diversos rios e lagos desapareceram e deram formato ao planeta de forma mais parecida como a que conhecemos atualmente.

‘Peixe lagarto’ foi da terra para o mar, diz estudo

Um grupo de cientistas encontrou na China o primeiro fóssil de um ictiossauro anfíbio. Os ictiossauros – palavra derivada do grego que significa “peixe lagarto” – eram répteis pré-históricos aquáticos que tinham ancestrais terrestres, mas até hoje não havia fósseis que demonstrassem sua transição da terra para o mar. A descoberta, publicada na edição desta quarta-feira, 5, da revista Nature, preencheu essa lacuna evolutiva.

Um fóssil recém-descoberto de um ictiossauro anfíbio, batizado de Cartorhynchus lenticarpus, mostra que essa criatura podia ficar tanto na água quanto em terra

Um fóssil recém-descoberto de um ictiossauro anfíbio, batizado de Cartorhynchus lenticarpus, mostra que essa criatura podia ficar tanto na água quanto em terra

De acordo com o autor principal do artigo, Ryosuke Motani, da Universidade da Califórnia em Davis (Estados Unidos), o novo fóssil, de 45 centímetros, é do período triássico e tem cerca de 248 milhões de anos. A criatura foi batizada de Cartorhynchus lenticarpus.

“Alguns criacionistas questionavam a Teoria da Evolução com base no fato de não existir prova concreta da ligação entre os répteis terrestres e os ictiossauros. Agora temos essa prova incontestável”, disse Motani.

O novo fóssil, descoberto na província chinesa de Anhui, tinha nadadeiras excepcionalmente grandes e flexíveis, que não eram encontradas nos ictiossauros já conhecidos, adaptados exclusivamente à vida aquática. “Essas nadadeiras, aliadas a punhos flexíveis, provavelmente permitiam que eles se movimentassem em terra firme, rastejando de uma maneira semelhante à das focas”, disse.

A maioria dos ictiossauros, segundo Motani, tinha focinhos longos, parecidos com os bicos dos golfinhos. O ictiossauro anfíbio, no entanto, tinha um focinho curto como os dos répteis terrestres. O novo réptil tinha também um corpo com ossos mais grossos que os seus descendentes aquáticos.

O ictiossauro mais antigo de que se tem notícia viveu 248 milhões de anos atrás e tinha características como nadadeiras que lhe permitiram passar parte do tempo em terra, como se vê nesta ilustração

O ictiossauro mais antigo de que se tem notícia viveu 248 milhões de anos atrás e tinha características como nadadeiras que lhe permitiram passar parte do tempo em terra, como se vê nesta ilustração

“Provavelmente, a maior parte dos répteis que migraram da terra para o mar tinha ossos mais pesados que os dos répteis marinhos. Essa ossatura mais robusta permitia que eles nadassem para ultrapassar as fortes ondas do litoral.

Clima global
As implicações do estudo vão além da Teoria da Evolução, de acordo com Motani. O ictiossauro anfíbio viveu cerca de 4 milhões de anos depois da mais avassaladora extinção em massa da história da Terra, ocorrida há 252 milhões de anos, entre o período permiano e o triássico.

Naquele período, foram extintas cerca de 95% das espécies marinhas e 70% das espécies terrestres do planeta. De acordo com Motani, a ciência tem grande interesse em saber quanto tempo os animais e plantas levaram para se recuperar depois da destruição – e quais estratégias usaram.

“Aquela grande extinção em massa foi causada por um processo de aquecimento global análogo ao que ocorre hoje. Naquele contexto, muitas espécies foram extintas, mas surgiram outras, como esses ictiossauros anfíbios. Agora, temos um ponto de partida para saber quais fatores climáticos e geográficos levaram esses répteis para o mar”, afirmou.

A principal hipótese para explicar a invasão do mar pelos répteis, segundo ele, é um aumento na competição por alimento, que provavelmente era menor no mar do que nas terras adjacentes.

Um fóssil de um Metaspriggina, um peixe sem mandíbula de cerca de 60 mm de comprimento que viveu no período Cambriano — há mais de meio bilhão de anos atrás — deu origem a ilustração do animal que fornece informações precisosas aos cientistas sobre os primórdios da vida dos vertebrados na Terra. Pesquisadores afirmaram na última segunda-feria (9) ter encontrado aproximadamente cem fósseis desta espécie em montanhas rochosas canadenses, nos Estados Unidos e em outros três locais, muitos deles maravilhosamente preservados e com estruturas corporais primitivas que evoluíram para mandíbulas

Um fóssil de um Metaspriggina, um peixe sem mandíbula de cerca de 60 mm de comprimento que viveu no período Cambriano -- há mais de meio bilhão de anos atrás -- deu origem a ilustração do animal que fornece informações precisosas aos cientistas sobre os primórdios da vida dos vertebrados na Terra. Pesquisadores afirmaram na última segunda-feria (9) ter encontrado aproximadamente cem fósseis desta espécie em montanhas rochosas canadenses, nos Estados Unidos e em outros três locais, muitos deles maravilhosamente preservados e com estruturas corporais primitivas que evoluíram para mandíbulas

Um fóssil de um Metaspriggina, um peixe sem mandíbula de cerca de 60 mm de comprimento que viveu no período Cambriano — há mais de meio bilhão de anos atrás — deu origem a ilustração do animal que fornece informações precisosas aos cientistas sobre os primórdios da vida dos vertebrados na Terra. Pesquisadores afirmaram na última segunda-feria (9) ter encontrado aproximadamente cem fósseis desta espécie em montanhas rochosas canadenses, nos Estados Unidos e em outros três locais, muitos deles maravilhosamente preservados e com estruturas corporais primitivas que evoluíram para mandíbulas

Cientistas desvendam mistério da estranha ‘minhoca marciana’

Cientistas desvendam mistério da estranha ‘minhoca marciana’

Uma minhoca com pernas e espinhos encontrou, finalmente, seu espaço na cadeia evolutiva.

Por anos, os fósseis deste animal pré-histórico inquietavam cientistas, que não conseguiam encontrar nenhuma evidência para explicar a relação do seu processo evolutivo com o de com qualquer outro animal de sua época – 500 milhões de anos atrás – ou da era moderna.

Sua aparência parece ser produto de uma alucinação, o que explica o seu nome científico: Hallucigenia sparsa.

Representação gráfica do estranho animal, cuja evolução foi finalmente identifcada por cientistas

Representação gráfica do estranho animal, cuja evolução foi finalmente identifcada por cientistas

O animal se assemelha a um verme, mas tem pernas, espinhos e uma cabeça difícil de distinguir da cauda. Uma fileira de espinhos duros nas costas e sete ou oito pares de pernas, cada uma com suas garras.

Tudo isso em um animal de 5 a 35 mm, que vivia no fundo do oceano. Por tudo isso, havia sido considerado como uma espécie “marciana”.

Seus restos fossilizados foram identificados no final da década de 1970. Agora, pela primeira vez, cientistas confirmaram sua ligação com um grupo de animais modernos.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, descobriram um sólido parentesco com vermes que vivem em florestas tropicais (Onychophora), descreveram eles em pesquisa publicada na revista Nature.

A pista estava num detalhe: as pequenas garras. “As peculiares garras do Hallucigenia são a evidência que resolveu um longo e intenso debate no campo da biologia evolutiva”, disse Martin Smith, um dos autores do estudo.

Pernas ou espinhos?

O paleontólogo Simon Conway Morris identificou o estranho animal em 1977 entre fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, segundo a revista científica New Scientist.

Ali, na formação geológica dos Xistos de Burgess, encontra-se um dos maiores depósitos de fósseis do período da explosão cambriana, quando apareceram pela primeira vez muitos dos principais grupos de animais do planeta, segundo registros fósseis.

Inicialmente, pensou-se que os espinhos do animal eram pernas; as pernas, tentáculos; e a cabeça, a cauda.

“Pensa-se frequentemente que o grupo de animais modernos surgiu completamente formado durante a explosão cambriana”, disse Smith. “Mas a evolução é um processo gradual: a anatomia complexa de hoje surgiu passo a passo.”

Já se suspeitava que os vermes Onychophora pudessem estar relacionados com o extravagante Hallucigenia, mas até agora evidências não haviam sido encontradas.

Os fósseis da Hallucigenia causaram grande debate científico

Os fósseis da Hallucigenia causaram grande debate científico

De acordo com o estudo de Smith, as pequenas garras deram a pista. NaHallucigenia, capas de cutículas (semelhantes à substância dura das unhas) são empilhadas uma dentro da outra. A mesma estrutura pode ser encontrada nas mandíbulas dos Onychophoraque são patas modificadas para mastigar.

Segundo os cientistas, esta descoberta abre um novo caminho de conhecimento sobre os artrópodes, grupo que inclui aranhas, insetos e crustáceos.

“Muitos dos estudos com base genética sugerem que os artrópodes e os vermes Onychophora estão intimamente ligados”, disse Javier Ortega Hernández, co-autor do trabalho.

“No entanto, nossos resultados indicam que os artrópodes estão cada vez mais perto dos tardigrades, grupo de animais microscópicos mais conhecidos por serem capazes de sobreviver no vácuo do espaço e em temperaturas abaixo de zero, o que deixa o Onychophora como primos distantes”.

Ao examinar os fósseis da explosão cambriana e organismos vivos, dizem os especialistas, será possível descobrir mais sobre a origem dos animais complexos e a evolução enigmática destes seres primitivos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Museu expõe fóssil de 60 mi de anos encontrado no RJ

Esta é a espécie mais antiga encontrada no estado e foi apresentada nesta quarta-feira, 15, no Museu de Ciências da Terra, na Urca, zona sul da cidade
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Fóssil de réptil encontrado no Rio: o crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro pertence a um grupo natural da América do Sul, com espécies encontradas também na Bolívia e na Argentina
Rio – O Rio de Janeiro acabado de ganhar um “novo” habitante. Trata-se do crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro, o “Sahitisuchus fluminensis”, que surgiu junto com os dinossauros, há 230 milhões de anos, e conseguiu sobreviver à extinção dos répteis gigantes, 65 milhões de anos atrás.

Esta é a espécie mais antiga encontrada no estado e foi apresentada nesta quarta-feira, 15, no Museu de Ciências da Terra, na Urca, zona sul da cidade.

O fóssil do Sahitisuchus fluminensis foi encontrado no Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, no município de Itaboraí, região metropolitana do Rio, na década de 1940. No “Berço dos Mamíferos”, como também é conhecido o parque, os cientistas encontraram o crânio parcialmente completo (com 32 centímetros) e bastante conservado, com as primeiras vértebras cervicais acopladas ao crânio.

“A região de Itaboraí é característica de animais pequenos. Mesmo as aves e mamíferos daquela região que sobreviveram, costumam ser pequenos”, disse o pesquisador Alexandre Keller. Ele ressaltou que no Parque Paleontológico de São José, único do Estado, foram encontrados milhares de ossos e dentes, principalmente de mamíferos marsupiais.

Somente depois de 70 anos de estudos, os paleontólogos Alexandre Keller, André Pinheiro, do Museu de Ciências da Terra do Centro de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), e Diógenes Campos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram reconstruir o animal.

A apresentação do crocodilo guerreiro demorou tanto porque os cientistas precisaram reunir outros materiais (como dentes) para identificar características próprias do fóssil. Ele seria um predador carnívoro (com dentes serrilhados e focinho alto e comprido), semiaquático, ágil, com aproximadamente dois metros de comprimento e que (creem os cientistas) caçava em bando.

“Estudar essa fauna é muito importante para compreendermos mais sobre o período entre a extinção dos dinossauros e do surgimento dos mamíferos”, analisa o pesquisador Diógenes Campos. Além disso, esse grupo de crocodilos é a única espécie cuja diversidade atual é menor do que a do passado.

O crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro pertence a um grupo natural da América do Sul, com espécies encontradas também na Bolívia e na Argentina. Apesar de ter sobrevivido à grande extinção do período Cretáceo (145 milhões a 65 milhões de anos atrás), atualmente, não há descendentes da espécie.

“Ainda não sabemos a causa do desaparecimento total desse grupo. Podem ser fatores climáticos ou mesmo migração de outras espécies mais fortes para a América do Sul”, explicou André Pinheiro. Mas, o Sahitisuchus fluminensis pode ser considerado um parente (muito) distante do jacaré. Hoje, existem apenas cinco espécies de crocodilos na América do Sul.