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Apocalipse robótico está a décadas de distância, diz ex-CEO da Google

Com medo do apocalipse robótico que podemos sofrer em um futuro próximo quando a Skynet despertar? Pode ficar tranquilo porque, se depender do ex-CEO da Google, esse cenário não deve acontecer tão cedo. Falando na Munich Security Conference, Eric Schmidt disse que nossas preocupações só devem começar daqui a dez ou vinte anos.

Apocalipse robótico está a décadas de distância, diz ex-CEO da Google

“Todo o mundo imediatamente então quer falar sobre todos os cenários de morte inspirados nos filmes, e eu posso confiantemente prever para vocês que eles estão a uma ou duas décadas de distância”, começou Schmidt. “Então não vamos nos preocupar com eles, mas vamos nos preocupar com eles daqui a algum tempo”, continuou com mais bom humor, segundo o DefenseNews.

Vocês têm assistido filmes demais. Deixe-me ser claro: humanos vão continuar no comando da IA pelo resto dos tempos

Ainda sobre esse cenário, Schmidt deixa claro que, para ele, esse é um cenário improvável, embora certamente não impossível. O motivo para tão poucas preocupações? Basicamente, ele acha que a IA pode ajudar a nos tornar mais inteligentes, mas não acredita que os robôs devem ser colocados na posição de tomar decisões de vida ou morte, justamente por serem incapazes de se adaptar às situações ou improvisar.

“O outro ponto que eu quero relembrar a todos é que essas tecnologias têm sérios erros nelas, e eles não devem ser usados em decisões de vida ou morte. Então eu não gostaria de estar em um avião em que o computador estava fazendo todas as decisões inteligentes em geral sobre fazê-lo voar. A tecnologia apenas não é confiável o suficiente – há muitos erros em seu uso. Ela é consultiva, ela faz você mais inteligente e assim por diante, mas eu não a encarregaria de comandar e controlar.”

Se mesmo isso não foi suficiente para convencê-lo, a moral da história deixada por Schmidt é simples. “Vocês têm assistido filmes demais. Deixe-me ser claro: humanos vão continuar no comando da [IA] pelo resto dos tempos.” Por dentro da IA: Inteligência artificial vence 20 advogados em teste de revisão de contratos. 

Inteligência artificial redefine o humano, diz estudioso em “Blade Runner

Você pode nunca ter ouvido falar do autor americano Philip K. Dick (1928-1982), mas certamente já se divertiu com alguma de suas ideias. Suas histórias inspiraram filmes como “Blade Runner” e “Minority Report” e séries como “The Man in the High Castle” e “Electric Dreams”. Seu trabalho foi adaptado ao cinema e à TV mais do que qualquer outro autor de ficção científica, e um de seus maiores estudiosos acredita que suas histórias foram o pontapé para um debate sobre como robôs e inteligências artificiais nos obrigarão a redefinir o que significa ser humano.

Cena de "Blade Runner" (1982), clássico do cinema baseado em conto de Philip K. Dick...

Cena de “Blade Runner” (1982), clássico do cinema baseado em conto de Philip K. Dick…

Invenções assim são capazes de alterar radicalmente nossa realidade. É esse “papo-cabeça” que o físico espanhol Salvador Bayarri pretende trazer para São Paulo, durante a palestra que dará na quinta-feira (1º), na Campus Party 2018.

O físico, escritor e estudioso da obra de Philip K. Dick, o espanhol Salvador Bayarri.

Inteligência artificial redefine o humano, diz estudioso em “Blade Runner.

“Ele estava bem à frente de seu tempo. A maior parte da ficção nos anos 1950 e 1960 era sobre alienígenas e aventuras espaciais”, conta ele, que estuda a obra de Dick há mais de 15 anos. “Suas ideias influenciaram o movimento cyberpunk e filmes populares como ‘Matrix’ e programas de TV como ‘Westworld’ e ‘Black Mirror'”.

"Minority Report" (2002), dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Cruise.

“Minority Report” (2002), dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Cruise.

UOL – Como Philip K. Dick inspirou a ciência atual?

SB – Há duas áreas em que a visão de Dick é relevante para a ciência. Primeiro, ele podia ver que androides e inteligência artificial nos obrigariam a redefinir o que significa ser humano. Sua resposta foi que a empatia é o ingrediente-chave, independentemente da base física ou biológica.

Algoritmos superam as pessoas em jogos e resolvem problemas complexos, mas ainda estão longe de passar em um teste de empatia realista.

Uma IA (inteligência artificial) mais empática é essencial para aplicações como veículos autônomos ou sistemas de cuidados de saúde, em que a comunicação com as pessoas é importante e as decisões sobre vida e morte devem ser feitas.

A segunda área em que Dick deve ser uma inspiração é a consideração da realidade virtual como um conceito que deve abranger não só a tecnologia da informação, mas também a ciência social e cerebral. Na visão de Dick, a realidade é uma construção produzida como uma alucinação compartilhada, preenchida com memórias ou crenças verdadeiras ou falsas, crenças, sonhos e medos. Não se trata apenas de exibições montadas na cabeça, mas sobre como os dados e as interpretações que recebemos são filtrados e manipulados.

Inteligência artificial redefine o humano, diz estudioso em "Blade Runner.

Cena de “Blade Runner 2049”, continuação do clássico de 1982

UOL – O que acha dos recentes avanços em inteligência artificial e robótica? Precisamos de mais controle dos governos sobre isso?

Acho que estamos atingindo um estágio crítico e é importante pensar sobre o uso dessas tecnologias. Do mesmo modo que proibimos armas biológicas e químicas e tentamos controlar arsenais nucleares,

os esforços para proibir o uso ou “robôs assassinos” e outras armas autônomas são necessários antes que o uso desses aparelhos se espalhe para todos os tipos de mãos.

As aplicações de inteligência artificial estão crescendo exponencialmente. Algoritmos agora aprendem com outros algoritmos e podem evoluir por si mesmos. Não é algo que podemos parar, porque precisamos destas tecnologias, mas é uma boa ideia pensar sobre o que pode dar errado e tentar evitar.

A Comissão dos Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu
apresentou um relatório sobre as regras de direito civil em robótica, inspirado nas Três Regras da Asimov. A importante discussão que devemos ter não é apenas sobre “robôs assassinos”, mas também sobre como os empregos e decisões automáticos vão mudar a economia e como os impostos, as normas trabalhistas e todo o contrato social precisam se adaptar a essa transformação.

Inteligência artificial redefine o humano, diz estudioso em "Blade Runner.

Série da Amazon “Electric Dreams” também se inspira em contos de Philip K. Dick.

Série da Amazon “Electric Dreams” também se inspira em contos de Philip K. Dick

UOL – Acha que estamos perto de obter o mesmo nível de excelência dos replicantes do Blade Runner?

SB – Replicantes –“androides” era o termo original usado por Dick– são seres biológicos aprimorados com memórias e sentimentos artificiais. Estamos longe de projetar e construir algo como eles, seja biológico ou mecânico. No entanto, como queremos prolongar nossas vidas e também precisamos nos adaptar à vida no espaço e às mudanças no ambiente da Terra, é provável que a raça humana evolua para subespécies híbridas combinando órgãos e componentes artificiais e reforçados.

UOL – Stephen Hawking e outros cientistas estão certos de ter medo dos futuros robôs?

SB – Penso que eles estão certos em se preocupar e empenhar as nações a pensar sobre isso. Como Stanislaw Lem e outros autores de ficção científica sugeriram, as IAs evoluirão mais rapidamente do que nós. Em algum momento, será difícil para nos comunicar e entender esses sistemas complexos. Precisamos ter cuidado, adicionando salvaguardas às IAs da mesma forma que adicionamos verificações de segurança e de emergência em usinas nucleares. Nossa melhor chance, como Dick pode dizer, é construir empatia nesses “seres”, para torná-los tão humanos quanto somos, ou mais.

Série da Amazon "The Man in the High Castle", baseada em conto de Philip K. Dick, retrata como seria o mundo se o nazismo tivesse vencido...

Série da Amazon “The Man in the High Castle”, baseada em conto de Philip K. Dick, retrata como seria o mundo se o nazismo tivesse vencido…

Série da Amazon “The Man in the High Castle”, baseada em conto de Philip K. Dick, retrata como seria o mundo se o nazismo tivesse vencido

UOL – As previsões de Dick estão se tornando realidade?

SB – A ficção científica não tenta prever o futuro. É uma maneira de imaginar o que poderia acontecer e talvez nos ajude a aprender algo antes disso. Mas o futuro nunca se realiza como imaginamos. Hoje, vemos como nossa realidade pode ser moldada, pelas redes sociais ou por forças determinadas a influenciar nossas corações e mentes para seus interesses. Confirmar nossas crenças pela escolha das fontes “corretas” é um mecanismo de distorção tão poderoso quanto as drogas e “feixes de informação” que Dick usou em suas histórias.

Cena de "O Vingador do Futuro" (1990), estrelado por Arnold Schwarzenegger.

Cena de “O Vingador do Futuro” (1990), estrelado por Arnold Schwarzenegger.

UOL – Qual é a sua adaptação favorita das histórias de Dick para outra mídia?
Crescendo nos anos oitenta, para mim, os originais “Blade Runner” e “O Vingador do Futuro” estabeleceram um padrão muito alto, não porque fossem completamente fieis, mas porque conseguiram tirar os elementos mais profundos da visão de Dick e aprimorá-los. Muitas vezes, a ação adicional e os efeitos especiais ocultam grande parte das ideias básicas, como em “Minority Report”. Estou gostando muito da série de TV ”

Inteligência artificial redefine o humano, diz estudioso em “Blade Runner.

 

 

 

 

 

 

Nasa encontra sistema com oito exoplanetas, assim como o nosso

A Nasa –agência espacial dos Estados Unidos– anunciou nesta quinta-feira (14) a descoberta de um oitavo exoplaneta no sistema Kepler-90, o que faz dele o conjunto de planetas mais parecido com o nosso Sistema Solar.

Nasa encontra sistema com oito exoplanetas, assim como o nosso

A nova descoberta foi realizada graças à tecnologia da Nasa e a seu telescópio Kepler, junto com a inteligência artificial proporcionada em parceria com o gigante tecnológico Google.

A nova descoberta foi realizada graças à tecnologia da Nasa e a seu telescópio Kepler, junto com a inteligência artificial proporcionada em parceria com o gigante tecnológico Google.

Conhecido como Kepler 90i, o novo mundo orbita uma estrela chamada Kepler 90, que é maior e mais quente do que o Sol e fica na constelação de Draco –a 2.500 anos-luz da Terra.

“O sistema estrelar Kepler-90 é como uma mini versão do nosso Sistema Solar. Você tem planetas pequenos dentro e grandes planetas fora, mas tudo está muito mais perto”, afirma Andrew Vanderburg, membro da Nasa e astrônomo da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Sete dos exoplanetas – como são chamados os planetas existentes fora do Sistema Solar – já haviam sido descobertos antes em torno da Kepler 90. O Kepler 90i é o menor dos oito planetas até agora conhecidos nesse sistema alienígena. Apesar disso, é cerca de 30% maior do que a Terra e, por estar tão perto da sua estrela, a temperatura média de sua superfície pode chegar a 426ºC –similar a de Mercúrio em nosso sistema solar.

O novo exoplaneta dá uma volta em torno de sua estrela a cada 14,4 dias. A Terra, por sua vez, leva 365 dias para dar a volta em torno do Sol.

O planeta mais distante do sistema é o chamado de Kepler-90h, que orbita sua estrela a uma distância parecida a que separa a Terra do Sol.

A metodologia do telescópio espacial Kepler para descobrir novos planetas não se baseia na observação direta. Em vez disso, os sensíveis instrumentos do telescópio detectam minúsculas quedas periódicas no brilho de uma estrela, que ocorrem quando um planeta passa diante dela – é o que os astrônomos chamam de “trânsito”.

Como o fim da neutralidade de rede afeta o internauta

O princípio da neutralidade prevê que todos os pacotes devem trafegar nas mesmas condições, sem bloqueios ou faixas preferenciais

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Para entender o que é neutralidade de rede, basta imaginar a internet como uma grande rede de estradas, por onde trafegam, em vez de carros, pedaços de informação — os chamados pacotes de dados. O princípio da neutralidade prevê que todos os pacotes devem trafegar nas mesmas condições, sem bloqueios ou faixas preferenciais.

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Velocidade: A neutralidade é quebrada quando, por exemplo, o administrador dessas estradas — neste caso, o provedor de internet — decide que determinado pacote não vai trafegar pela rede porque não é de seu interesse que aquele conteúdo circule por ali. Ou então o contrário: determina que alguns pacotes podem trafegar mais rapidamente, mediante pagamento de uma taxa extra.

Cobrança: O princípio da neutralidade faz diferença no dia a dia do usuário. Sem a neutralidade, uma operadora pode, por exemplo, fazer um acordo com um serviço de streaming de vídeo para garantir que seu conteúdo terá preferência na rede. E poderá cobrar mais por isso, repassando esse custo para o consumidor.

Concorrência: A neutralidade impede que uma empresa dona da infraestrutura de rede dê preferência ao tráfego, pela internet, do conteúdo produzido por outra companhia de seu grupo. Ou que deixe em velocidade mais lenta, propositalmente, o conteúdo produzido por alguma empresa rival. Advogados e especialistas alertam para os riscos do fim da neutralidade na rede, principalmente em um momento em que há a chamada verticalização do setor. Ou seja: donas de infraestrutura (provedores de internet) buscando parcerias com produtoras de conteúdo. A compra da Time Warner pela operadora AT&T por mais de US$ 80 bilhões, em análise pela Justiça americana, é exemplo dessa tendência no mercado.

Inovação: Especialistas alertam que a neutralidade de rede também garante igual acesso a empresas que queiram lançar serviços e produtos na internet. Sem o princípio da neutralidade, os provedores de internet poderão decidir que sites os usuários podem acessar, e a que velocidade. Assim, “entrantes” no mercado, ou seja, novos sites, novos aplicativos, novas ferramentas, poderão ser forçados a negociar antes com os provedores a velocidade do acesso a seus serviços e até mesmo a permissão para oferecê-los. Isso é um bloqueio à inovação.

Marco Legal: Nos EUA, a regra da neutralidade da rede estava em vigor desde 2015. No Brasil, este princípio está previsto no Marco Civil da Internet, sancionado em 2014. A regra brasileira prevê algumas exceções. Chamadas de emergência passam na frente no fluxo de dados pela internet. A neutralidade também pode ser rompida temporariamente em caso de congestionamento da rede.

 

Como descobrir e apagar as informações que o Google tem de você

Google acumula muita informação sobre hábitos dos usuários

Google acumula muita informação sobre hábitos dos usuários

Ele sabe o que você procura, o que te interessa e os lugares que você visita, entre muitas outras coisas. Esse é o Google, a ferramenta de busca mais usada do mundo.

“Quando o usuário usa nossos serviços, confia a nós informações dele”.

É assim, de forma clara, que o gigante tecnológico se dirige a seus usuários logo na primeira linha dos termos e condições de privacidade.

Mas o que você provavelmente não sabe é que o Google oferece a possibilidade de excluir as informações armazenadas em um lugar chamado “Minha atividade” ou “My activity”, em inglês.

Nós explicamos como fazer isso em alguns passos.

1. Excluir minha atividade

Cada vez que você faz uma pesquisa no Google, a empresa a salva e a associa à sua conta.

Ela também registra todos os movimentos que você faz, como preencher um formulário ou ler seu e-mail no Gmail.

Todos os dados são coletados em um site chamado “Atividade”. É exatamente nesta área que você tem que ir para consultá-lo.

Aqui está o link

BBC Brasil

Atividade no Google

Você tem três opções na hora de excluir informações:

A primeira é usar a pesquisa para encontrar uma página específica para apagar.

A segunda é limpar as buscas feitas no mesmo dia, escolhendo “Hoje” e depois clicando na opção “Excluir”

A terceira opção é eliminar toda a sua pesquisa. Para fazer isso, clique em “Excluir por” na lista à esquerda. Clique em “Excluir por data” e selecione “Todo o período”. Se você tem certeza desta opção, clique em “Excluir”.

Em todos os casos, aparecerá um aviso do Google sobre os possíveis impactos dessa decisão. Mas, na realidade, excluir o histórico de pesquisa do Google e a trilha de navegação não tem nenhuma consequência em relação à operação da sua conta do Google ou seus aplicativos.

2. Elimine toda a sua atividade no YouTube

O Google também mantém um registro de todas as suas pesquisas no YouTube.

BBC Brasil

Atividade no YouTube

Mas isso é algo que você também pode excluir facilmente, apagando o histórico de pesquisa.

3. Como eliminar tudo que os anunciantes sabem sobre você

O Google não só sabe tudo sobre você, mas também repassa essa informação a anunciantes.

É por isso que ele é capaz de mostrar anúncios que combinam com o que você procura.

BBC Brasil

Configurações de conta no Google

Mas é possível descobrir quais informações estão sendo transmitidas aos anunciantes.

Para isso, acesse sua conta do Google e depois “Informações pessoais e privacidade”. Desta vez, o que interessa é a opção “Configurações de anúncio”.

Uma vez dentro, clique em “Gerenciar Configurações de Anúncio”.

Na sequência, opte por “Controlar anúncios com sessão fechada”. Se você clicar nessa opção, você pode escolher se deseja receber anúncios com seus interesses ativados ou desativados (a opção de não receber publicidade não está disponível).

BBC Brasil


Anúncios no Google

O Google irá avisá-lo de que não se adequará a você porque você vai parar de ver anúncios relacionados aos seus interesses, mas cabe a você escolher.

4. Remover o histórico de localização do Google

Se você usa um dispositivo Android, o Google acompanha os locais que você visitou com seu dispositivo por meio de um recurso chamado Rotas.

Para apagar todas essas informações do Google Maps, você deve acessar essa página.

A função em questão é chamada de Rotas e a exclusão do rastreio é tão simples quanto clicar no botão da lixeira (na parte inferior direita da tela).

Eu posso ser processado se xingar alguém no Facebook?

São tantas as discussões acaloradas no Facebook que os limites entre a liberdade de expressão e o que pode ser considerado ofensa na internet ainda não estão claros para muita gente. Mas o fato é que xingar alguém na rede social pode sim ser motivo para um processo na Justiça.

Eu posso ser processado se xingar alguém no Facebook?

Eu posso ser processado se xingar alguém no Facebook?

Há quem argumente que está simplesmente desabafando e que tem o direito de mostrar sua opinião publicamente, mas, se a outra pessoa envolvida sentir que o comentário ofendeu sua honra, o caso pode resultar em um processo judicial ou até criminal, dependendo do teor do conteúdo compartilhado.

A advogada Gabriela Paiva Morette, especialista em tecnologia da informação e comunicações, explica que no aspecto da área civil o processo pode envolver indenização por eventuais danos à vítima e ainda uma exigência judicial para que o conteúdo seja removido do Facebook. Já na esfera criminal, as ofensas feitas na rede social podem se enquadrar em crimes contra a honra: difamação, calúnia e injúria.

Em todo caso, a especialista reforça que não é qualquer conteúdo publicado que pode ser passível de processo. “É uma questão subjetiva, então vai caber ao juiz fazer essa avaliação partindo do pressuposto de que foi feita uma ofensa e que ela pode ser passiva de condenação”, explica Morette, que atua no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe.

Em uma decisão de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, negou recurso e manteve sua decisão de condenar dois internautas depois de terem publicado ofensas a uma mulher no Facebook. Eles foram obrigados a pagar R$ 10 mil à vítima por danos morais. 

De acordo com o processo, as ofensas envolviam os termos “coitada”, “vagabunda” e “gentinha”. A votação foi unânime entre os desembargadores presentes.

Reunir provas é fundamental

Caso decida iniciar um processo, a vítima precisa comprovar que os conteúdos ofensivos existem. Como as publicações podem ser excluídas, recomenda-se que o usuário faça cópia da tela (ou das telas) que possui o xingamento contra ele e documente a data e horário da publicação. Salvar as URLs (endereço das páginas na internet) também é sugerido.

Apesar disso, a advogada lembra que as cópias das telas são provas, mas pessoas podem agir de má fé e as imagens podem ser falsificadas. Por isso, essas provas têm chances de se tornarem questionáveis dependendo da visão do juiz envolvido no caso. “O suposto ofensor pode alegar que o arquivo foi montagem”, destaca.

Por conta disso, Moretti recomenda que a vítima vá até um cartório e faça uma ata notarial detalhando as ofensas. Nesse documento, o oficial de justiça do cartório faz uma certidão comprovando a veracidade das informações.

“É uma prova com um pouco mais de força, já que foi atestada pelo cartório. Neste caso, o oficial de justiça segue as instruções da vítima [como abrir na hora a página no Facebook onde ela foi ofendida] e descreve detalhadamente o conteúdo envolvendo as ofensas e o endereço onde ele está publicado”, explica.

“Eventualmente, pode ser necessária uma perícia. A ata notarial facilita neste processo e o juiz acaba confiando mais nesse tipo de prova”, acrescenta.

Se sentiu ofendido(a)? Denuncie ao Facebook

Independentemente da decisão por iniciar um processo ou não, a vítima pode denunciar a publicação com o conteúdo ofensivo no próprio Facebook.

O Facebook não possui uma regra específica envolvendo xingamentos de modo geral. No entanto, sua política diz que publicações que violem os seus termos de uso, serão retiradas do ar.

Segundo o Facebook, ao denunciar uma publicação ou comentário, ele será analisado por uma equipe especializada.

É importante lembrar que a rede social claramente proíbe discursos de ódio envolvendo ataques a: “raça, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual, gênero ou identidade de gênero, deficiências graves ou doenças”.

“Se você não tiver coragem de colocar o que vai postar na rede social no outdoor não publique na rede social. O efeito é até maior e tem que pensar duas antes de postar qualquer coisa”, conclui a especialista.

Para denunciar uma publicação:

  • Observe que tem um símbolo na parte superior direita da publicação; selecione
  • Clique em Denunciar publicação
  • Selecione a opção que melhor descreva o problema e siga as instruções da tela

Para denunciar um comentário:

  • Vá até o comentário que você deseja denunciar
  • No canto superior direito da área do comentário desejado, há um botão com “X”, que é a opção Ocultar isso. Clique nele e depois em Denunciar
  • Siga as instruções na tela

Agora o Google Maps permite que você explore planetas e luas pelo computador

Sempre quis explorar a superfície de outros planetas e luas, mas não tem talento para ser um astronauta? Pois agora isso é possível de se fazer graças ao Google Maps, que passou a exibir planetas e seus satélites naturais em sua plataforma.

Agora o Google Maps permite que você explore planetas e luas pelo computador

Sempre quis explorar a superfície de outros planetas e luas, mas não tem talento para ser um astronauta? Pois agora isso é possível de se fazer graças ao Google Maps, que passou a exibir planetas e seus satélites naturais em sua plataforma

De acordo com a Google, os dados que permitiram a construção da plataforma de visitação virtual de planetas e luas foram coletados especialmente pela sonda Cassini-Huygens, da NASA, que desvendou mistérios de Saturno e seus satélites naturais, além de outras missões da agência espacial que estudaram mais a fundo o nosso Sistema Solar, como a New Horizons, que analisou Plutão, e a Juno, que vem estudando o sistema de Júpiter.Agora o Google Maps permite que você explore planetas e luas pelo computador

Quem já está habituado a acessar o Google Maps não terá dificuldades em explorar a ferramenta espacial do serviço, que, do lado esquerdo, apresenta as opções de acesso. Basta selecionar a desejada para ser levado à representação gráfica daquele local. É possível dar zoom para ver mais detalhes, além de navegar por áreas como crateras e fossas.

Também é possível fazer um tour virtual pela Estação Espacial Internacional, e a Google pretende implementar novos ajustes em sua ferramenta para que mais idiomas sejam suportados, incluindo o português. Para começar a visitar outros corpos espaciais além da Terra usando o Google Maps, basta clicar aqui.

Fonte: Google

Nasa dá 1º passo para criar conexão de internet no espaço

Foi dado o passo inicial para se criar a primeira conexão de internet no espaço, um sistema inovador que poderá colocar em comunicação satélites, estações espaciais e, quem sabe um dia, humanos habitando outros planetas, por todo o Sistema Solar.

Nasa dá 1º passo para criar conexão de internet no espaço

Nasa dá 1º passo para criar conexão de internet no espaço

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) acaba de instalar na Estação Espacial Internacional (ISS) uma tecnologia que é a base para uma conexão de internet, a DTN (Delay/Disruption Tolerant Networking).

A tecnologia consta em um sistema que envia uma informação em determinados “pacotes” independentes de dados que se unem na sua destinação final, conseguindo assim transmitir uma mensagem.

O DTN é bem útil para o espaço já que ele consegue lidar bem com períodos duradouros de interrupções de conectividade, o que se torna ideal para, por exemplo, receber informações de uma sonda na órbita de Plutão ou de um rover em uma das luas de Saturno sem se preocupar com possíveis interrupções de sinal e bloqueios de comunicação devido ao trânsito de outros planetas e corpos celestes.

A ação da Nasa é apenas um começo para a criação de uma rede de internet. Para que o espaço fique conectado, é necessário que a tecnologia seja instalada em outros lugares além da ISS. Quanto maior o número de nichos onde o DTN estiver funcionando, maior será a rede e melhor será a conexão.

Computador quântico do Google e Nasa é 100 milhões de vezes mais rápido

Engenheiros do Google e da Nasa anunciaram que testes com o D-WAVE 2X, computador quântico desenvolvido pelas duas entidades, atingiu performance 100 milhões de vezes melhor do que um computador comum. O registro impressionante foi obtido em um teste em que o D-WAVE 2X rodou um problema de otimização e encontrou a solução muito mais rápido do que um computador convencional, usando um processador de apenas um núcleo.

Computador quântico do Google e da Nasa tem desempenho 100 milhões de vezes superior ao de um computador comum (Foto: Divulgação/D-WAVE)

Computador quântico do Google e da Nasa tem desempenho 100 milhões de vezes superior ao de um computador comum.

Computadores quânticos são um dos grandes sonhos da tecnologia e, aos poucos, estão deixando as páginas da ficção científica. O motivo é a potencial capacidade de processamento desse tipo de equipamento em contraste com os sistemas convencionais.

Como o nome diz, um computador quântico usa princípios da mecânica quântica para funcionar. Enquanto os computadores atuais calculam e processam informação a partir de bits, compostos de valores binários de 1 e 0, as máquinas quânticas usam qubits, que podem assumir os valores 0 e 1 simultaneamente. Esse detalhe faz do computador quântico muito mais ágil em processamento pesado.

Para dar uma perspectiva dessa diferença de capacidade de processamento, o que o D-WAVE 2X faz em um segundo, um PC comum poderia levar 10 mil anos para alcançar.
O problema de otimização usado no teste é comparável àqueles problemas matemáticos em que é necessário calcular a melhor forma para e atingir um objetivo. Exemplo: um motorista de ônibus precisa cobrir um número X de pontos, espalhados numa área grande. Conforme aumenta o número de pontos, as possíveis rotas se multiplicam até o ponto em que o cérebro humano é incapaz de lidar com tantas variáveis numa janela de tempo realista.

Aí entram os computadores. No caso do D-WAVE 2X, o problema de otimização rodado na máquina tinha um total de 1.000 variáveis, ou “pontos de ônibus”.
Além do natural interesse do Google nas perspectivas por trás dessa tecnologia para acelerar a infinidade de serviços oferecidos via Internet, a Nasa pretende aplicar esse tipo de tecnologia em tarefas exigentes, como cálculos orbitais, controle de tráfego aéreo e mapeamento de mudanças climáticas e do comportamento dinâmico da atmosfera terrestre.

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a ‘ter raiva’

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a ‘ter raiva’

Cientistas neozelandeses especializados em dados estão tentando vencer um novo desafio: ensinar equipamentos eletrônicos dotados de inteligência artificial a sentirem raiva. Isso mesmo, eles querem fazer com que robôs e computadores possam ficar irritados em resposta a comportamentos humanos. Isso não está sendo feito para gerar uma guerra de máquinas, mas sim para entender consumidores.

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a 'ter raiva'

Cientistas querem ensinar inteligência artificial a ‘ter raiva’

De acordo com a empresa Touchpoint Group, usando o aprendizado das máquinas será possível fazer com que companhias possam simular o comportamento de consumidores — que podem sentir raiva quando contrariados, é claro. O principal objetivo desse projeto audacioso — que custará mais de 400 mil dólares — está na simulação para empresas de atendimento por telefone.

Os responsáveis ainda dizem que será possível simular mais de 100 milhões de interações raivosas para os sistemas. Com isso, é esperado que o Touchpoint Group consiga construir um sistema capaz de responder autonomamente às principais reclamações que possam ser feitas por consumidores — lembrando que isso deve demorar alguns anos até que seja totalmente funcional.

Vale dizer que isso não significa que os robôs e computadores poderão realmente sentir raiva. O que vai acontecer é a interpretação de necessidades e imitação de comportamentos humanos. Ou seja… Pode ficar tranquilo por enquanto, pois eles ainda não estão preparados para sentirem raiva quando você reclamar que algum processo está demorando para ser carregado.