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Como evitar que hackers ‘invadam’ seu cérebro no futuro

Parece um cenário digno de episódio da série distópica ‘Black Mirror’ – mas não é tão impossível quanto parece. Imagine ser capaz de navegar por suas memórias como se fosse em uma linha do tempo do Facebook, revivendo em nítidos detalhes seus momentos favoritos da vida e guardando os mais queridos. Agora imagine uma versão distópica do mesmo futuro, no qual hackers roubam essas memórias e ameaçam apagá-las se você não pagar um resgate.

Como evitar que hackers ‘invadam’ seu cérebro no futuro
Pode soar longe da realidade, mas o cenário não é tão impossível quanto parece. ABRINDO A CABEÇA Avanços no campo da neurotecnologia nos deixaram mais próximos da possibilidade de melhorar e turbinar nossas memórias, e em algumas décadas poderemos também ser capazes de manipulá-las e reescrevê-las. A tecnologia que provavelmente nos permitirá esses feitos é a dos implantes cerebrais, que estão rapidamente se tornando ferramentas comuns para os neurocirurgiões. Os implantes produzem a chamada estimulação profunda no cérebro, a DBS (da sigla em inglês, deep brain stimulation), para tratar gama ampla de condições, dos tremores da doença de Parkinson ao TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).

Cerca de 150 mil pessoas no mundo já passaram por tratamentos experimentais com os implantes.

A tecnologia está sendo cada vez mais pesquisada nos tratamentos para depressão, demência, síndrome de Tourette e outras doenças psicológicas.

Pesquisadores estão agora começando a explorar os implantes no tratamento de distúrbios que afetam a memória, como os causados por eventos traumáticos.

A Agência de Projetos de Pesquisa em Defesa Avançada dos EUA (Darpa, em inglês) tem um programa para desenvolver e testar uma “interface neural sem fio totalmente implantável” para ajudar a restaurar a perda de memória em soldados afetados por danos traumáticos ao cérebro.

Superpoderes mentais

“Eu não me surpreenderia se um implante de memória estivesse disponível no mercado dentro dos próximos dez anos – essa é a escala de tempo de que estamos falando”, diz Laurie Pycroft, uma pesquisadora do departamento de ciências cirúrgicas na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Em 20 anos, a tecnologia pode ter evoluído o suficiente para nos permitir “capturar” os sinais que constroem nossas memórias, turbiná-los, e redirecioná-los de volta ao cérebro.

No meio do século, é possível que tenhamos ainda mais controle, com a habilidade de manipular memórias.

‘Sequestro de memória’

Mas o controle também pode ter consequências ruins. Se essa habilidade cair nas mãos erradas, as consequências podem ser “gravíssimas”, diz Pycroft.

Se um hacker invadir um neuroestimulador de um paciente com doença de Parkinson, por exemplo, e alterar as configurações, ele poderia influenciar os pensamentos e comportamento do paciente, ou mesmo causar paralisia temporária.

Um hacker também poderia ameaçar apagar ou reescrever memórias.

Se os cientistas conseguirem decodificar os sinais neurais das nossas memórias, então os cenários podem ser infinitos: pense na quantidade de informação valiosa que hackers mal intencionados poderiam coletar invadindo os servidores do hospital de veteranos em Washington, por exemplo.

Avanços no campo da neurotecnologia são positivos, mas escondem alguns riscos
Como evitar que hackers ‘invadam’ seu cérebro no futuro

Em um experimento em 2012, pesquisadores da Universidade de Oxford e da Universidade de Berkeley, na Califórnia, conseguiram desvendar informações pessoais como senhas de cartão de crédito apenas observando as ondas cerebrais de pessoas usando um headset (conjunto com microfone, óculos de visão 3D e fone de ouvido) para jogos virtuais.

Controle do passado

“A possibilidade de ‘sequestro de cérebros’ e de alterações maliciosas de memória gera uma variedade enorme de desafios para a segurança – algumas bem novas e únicas”, diz Dmitry Galov, pesquisador de segurança virtual da empresa Kaspersky Lab.

A Kaspersky e a Universidade de Oxford colaboraram em um projeto para mapear potenciais ameaças e formas de ataque envolvendo essas novas tecnologias.

“Até no estágio atual de desenvolvimento – que é mais avançado do que as pessoas se dão conta – há uma evidente tensão entre a saúde e a segurança do paciente”, diz o relatório O Mercado da Memória: Preparando-se para um Futuro onde as Ameaças Virtuais Miram seu Passado, publicado pelo grupo.

Não é impossível imaginar governos autoritários do futuro tentando reescrever a história interferindo com a memória das pessoas, e até criando novas memórias, diz o artigo.

“Dá até para imaginar essa tecnologia sendo usada para mudar o comportamento das pessoas. Você pode fazer uma pessoa mudar imediatamente o comportamento estimulando a parte do cérebro que gera emoções indesejáveis”, diz Galov à BBC.

E vice-versa: também é possível seria possível encorajar determinado comportamento estimulando a parte do cérebro que gera prazer e alegria.

Acesso não autorizado

Hackear dispositivos médicos conectados a pessoas é, na verdade, uma ameaça que já existe. Em 2017, autoridades americanas fizeram um recall de 465 mil marca-passos depois de avaliar que eles estavam vulneráveis à ataques cibernéticos.

A FDA, agência americana de controle de remédios e alimentos, disse que pessoas mal intencionadas podem interferir com os mecanismos, mudando o ritmo cardíaco de alguém ou acabando com a bateria, o que poderia provocar morte.

Com o recall, ninguém foi ferido, mas a agência afirmou que com aparelhos médicos cada vez mais conectados, redes de hospitais, cirurgias remotas, etc, há um aumento do risco de pessoas mal intencionadas explorarem as vulnerabilidades de segurança virtual. “Algumas (dessas vulnerabilidades) podem afetar como os aparelhos médicos operam.”

É um problema para muitas áreas médicas, e a Kaspersky acredita que, no futuro, mais aparelhos serão conectados e monitorados remotamente. Médicos só serão chamados para assumir situações de emergência.

Defesas virtuais

Felizmente, reforçar a segurança virtual no início do planejamento e desenvolvimento de aparelhos pode mitigar a maior parte dos riscos.

Mas a medida mais importante, segundo Galov, é educar médicos e pacientes sobre precauções a serem tomadas, como criar senhas fortes.

O fator humano, diz ele, é uma das maiores vulnerabilidades, porque não podemos esperar que os médicos se tornem especialistas em segurança virtual e “qualquer sistema é tão seguro quanto sua parte mais fraca”.

Pycroft diz que, no futuro, implantes cerebrais serão mais complexos e mais amplamente usados para tratar um amplo conjunto de doenças. “A confluência desses fatores provavelmente deve tornar mais fácil e atraente realizar um ataque usando implantes de pacientes”, diz ele.

“Se não criarmos soluções para a primeira geração de implantes, a segunda e terceira gerações serão bastante inseguras.”

Cientista de quê? Afinal, o que fazem os cientistas de dados?

Sabe quando a gente começou a ouvir sobre os “novos empregos que estavam sendo gerados no e-commerce” e não tínhamos maturidade pra falarmos sobre isso, pois o mercado ainda não estava estabelecido? Ou quando as especulações relacionadas a eles eram estritamente relacionadas às áreas técnicas e, de acordo com reportagens, se você não soubesse programar ficaria de fora deste mercado e se tornaria obsoleto? Ou, pior ainda, sabe quando se achava que esse negócio de “comércio online” não iria a lugar algum?

Cientista de quê? Afinal, o que fazem os cientistas de dados?

O cientista de dados deveria auxiliar na aplicação do método

Basicamente todas as especulações que tivemos até hoje sobre o cientista de dados entram nas mesmas previsões: (1) não conseguem especular corretamente, pois estamos apenas começando a explorar o real potencial dos dados; (2) requisitam perfis técnicos e geralmente com critérios inatingíveis; ou (3) acham que o cientista de dados, ou a área como um todo, faz o mesmo que as equipes de Inteligência de negócios, e que saber mexer em ferramentas como o Excel, resolve tudo.

Some a isso o fato de que grande parte das empresas está apenas começando a compreender o que fazer com a grande massa de dados que elas possuem: não podemos afirmar que no Brasil as empresas possuem uma cultura de dados em todas as áreas. Se possuem, é em uma área ou outra. E não se iluda de que isso é uma realidade em outros países: são raras e contadas nos dedos.

Logo, não temos um local propício para o desenvolvimento deste profissional no Brasil: o hype é maior que a entrega.

Mas afinal de contas, o que faz um cientista de dados e qual deveria ser seu papel nas organizações?

Antes de mais nada, precisamos parar de achar que estamos falando de um profissional. Você já parou pra pensar que absolutamente todo mundo, de empresas, governo, instituições a pessoas, possuem ou geram dados? Dialogar com todas essas áreas não é tarefa fácil e a comunicação é imprescindível para resolver problemas com dados. Afinal de contas, as soluções desenvolvidas apoiam a tomada de decisão –e quem decide são as áreas de negócios.

A partir do momento em que entendemos que a informação não é pertencente a uma área específica e que ela é insumo e subproduto de todas as ações e decisões da organização, podemos entender que existe muito mais do que números, código e ferramentas de dashboards envolvidos neste processo. Ela funciona como um espelho e nos ajuda a ser mais transparentes em relação a tudo que está acontecendo, guiando decisões mais conscientes e melhores.

Que viagem Letícia, não tô acompanhando.

Pensa assim, você é dono de uma padaria. Seu atendimento e seu produto são bons, logo, sua padaria cresce e você abre mais 3 padarias nas cidades vizinhas.

Começamos olhando pelos dados internos que você possui: controle de produção de pão, qualidade do pão, vendas, fluxo de caixa, previsão de pedidos, pessoas contratadas, produtividade dessas pessoas, controle e relacionamento com fornecedores, contratação para eventos, gastos fixos e variáveis.

Agregamos a isso dados de clientes: você viu potencial nas redes sociais e em compras para eventos e fez um pequeno site. Agregamos interações em redes sociais (curtidas, comentários, compartilhamentos, dados de navegação) e informações sobre os clientes regulares do seu programa de benefícios.

Temos dados de mercado: crescimento previsto para o próximo ano, novos concorrentes e os preços que eles cobram, promoções, dias de comemorações e eventos especiais... cansou?

Agora transforma essa sua padaria em um supermercado. Não, numa rede de supermercados. Não, em uma rede de supermercados que foi comprada por um site de e-commerce. Esse aglomerado de dados gerados em velocidade, variedade e volume, é o famoso Big Data. Doidera né?

Mas e aí, eu te pergunto:

Quem deveria olhar para essas informações?

Quem ajuda a compreender como melhorar e sustentar a empresa a longo prazo lendo esses dados da melhor forma possível?

Quem pensa novas formas e soluções de consumo dessas informações?

Quem pensa em quais informações precisamos guardar e quais não precisamos?

Quem mapeia as necessidades e perguntas de negócio das diferentes áreas, gerando novas descobertas que podem dar ideias para o negócio?

Quem ajuda a disseminar a informação para todas as áreas da empresa?

Quem ajuda a quebrar mitos construídos baseados na percepção das pessoas provando que os dados mostram algo diferente?

Quem busca os melhores métodos matemáticos e estatísticos para realizar as análises com o menor grau de incerteza?

O cientista de dados? NÃO NECESSARIAMENTE.

Mas é o cientista de dados que deveria auxiliar as áreas de negócio e de tecnologia a aplicar o método para que isso aconteça da melhor forma possível.

Este é o profissional que deveria estar preocupado com a estratégia de dados da organização, acima de tudo. Imagine que existe uma nova área na empresa, que requisita um novo perfil de profissional para tirar o melhor proveito dela, ou vários!

Antes de pensar em alguém que resolva todas essas questões, precisamos pensar em pessoas que resolvam da melhor forma as questões mais relevantes. E para isso, temos profissionais com perfis mais de desenvolvimento, mais matemático/estatístico, mais criativo e mais de negócios. Como em qualquer outra área, quanto maior e mais complexo o problema, maiores são as habilidades e competências requisitadas. E achar que encontramos isso somente em um profissional é tanto simplificar demais quanto complicar demais o trabalho a ser realizado.

Assim, nasceu o termo cientista de dados unicórnio. Já viu unicórnio por aí? Cientista de dados unicórnio é aquele que sabe de todas as áreas que se acreditam ser possíveis sobre isso, em profundidade.

Dá uma busca no LinkedIn por “cientista de dados” e me diz se você conhece alguém assim. É óbvio que não conhece e dificilmente vai conhecer. Uma utopia que o mercado e as empresas tem criado, que só traz frustrações para os dois lados.

Isso quando os perfis estão requisitando pessoas tão técnicas que geram soluções que não são úteis no dia a dia, pois elas não sabem as necessidades da equipe de negócios.

Como contornar? Não sei, estamos descobrindo. Somos a primeira geração de cientistas de dados e tudo depende muito da configuração das empresas e dos desafios das áreas.

A cada dia surge uma nova fonte de dados, com um novo desafio. E este é meu intuito com o blog! Vou compartilhar o que estamos aprendendo convivendo com estes diferentes perfis profissionais, de forma simples e acessível. Não tem como fugir: assim como o e-commerce, o cientista de dados veio para ficar. Mas, se puder te dar alguma dica, prefira times em formação, curiosos e com perfis complementares. Desencana de achar o unicórnio, tá?

Dez filmes sobre Matemática que você precisa assistir

Dez filmes sobre Matemática que você precisa assistir

Dez filmes sobre Matemática que você precisa assistir

O fim de ano está chegando e com ele as sonhadas férias. E você que passa o ano inteiro sem tempo para diversão terá tempo de sobra para fazer aquela maratona de filmes sobre matemática e ficar fera no assunto.Veja esta lista com dez filmes essenciais sobre o tema. Está faltando algum que você viu e não citamos? Mande o nome para gente.

O Jogo da Imitação (The Imitation Game)

Baseado na história real do gênio da matemática e pai da computação Alan Turing (1912-1954). Mostra a atuação dele — e de um grupo de matemáticos e pesquisadores — durante a Segunda Guerra Mundial para decodificar mensagens da máquina Enigma enviadas pelo exército nazista para os soldados nas frentes de batalha. O filme também aborda a vida pessoal do matemático britânico que sofreu preconceito e repressão por conta de sua opção sexual.

Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind)

O filme conta a história do matemático norte-americano John Nash (1928-2015). Na constante busca por uma “ideia original”, Nash transforma seus estudos na Universidade de Princeton em obsessão, causando problemas de relacionamento. Sua incrível capacidade de decifrar códigos e padrões acaba lhe rendendo um emprego no governo norte-americano. Aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade, tornando- aclamado. Mas, acometido pela esquizofrenia, se transforma em um homem sofrido e atormentado. Após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel.

O Homem que Viu o Infinito (The Man Who Knew Infinity)

Outra película baseada numa história real. Dessa vez o público conhece a vida do matemático indiano Srinivasa Ramanujan (1887–1920), um dos mais influentes do século XX. De origem humilde e sem formação acadêmica, ele contribuiu para a matemática com diversos trabalhos, como teoria dos números e séries infinitas. O filme mostra sua relação de amizade com Godfrey Harold Hardy e o conflito entre a razão (matemática) e a crença de que suas teorias eram de origem divina

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)

É história real que você quer? Pois se prepare porque Estrelas Além do Tempo remonta o auge da corrida espacial entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria. Como pano de fundo, há a segregação racial da sociedade que também se reflete na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte do processo. Nesse grupo estão Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, três matemáticas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Gênio Indomável (Good Will Hunting)

Esta ficção traz a história de Will, um jovem problemático de 20 anos, que acumula passagens pela polícia e não sabe lidar com as emoções. Apesar de ser um simples servente de uma importante universidade de Boston, revela ter grande habilidade com a matemática. Por determinação legal precisa fazer terapia, mas não funciona, pois ele debocha de todos analistas. Até que surge Sean Maguire, um psicólogo que o ajuda a formar sua identidade e lidar com as emoções.

Quebrando a banca (21)

Outro filme baseado em uma história real. Fala das aventuras de um brilhante aluno do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Procurado pelo professor de matemática Edward Thorp, se junta a um grupo de alunos que desenvolveram uma técnica para contar cartas e levar vantagem em jogos de Blackjack, também conhecido como 21. O grupo passa a levar vantagem em diversos cassinos que não ficam nada felizes com truque que lhes dá prejuízo.

O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

Baseado no livro “Moneyball: O homem que mudou o jogo”. De Michael Lewis, conta a verdadeira história Billy Beane, gerente-geral do time de beisebol do Oakland Athletics que, na tentativa de criar um time competitivo para a temporada de 2002, aposta numa elaborada análise estatística dos jogadores criada por um economista recém-formado na Universidade de Yale. O método matemático muda os critérios na hora de classificar jogadores em equipes profissionais e se mostra eficiente dentro de campo.

A Prova (Proof)

Nesta ficção, nos deparamos com a trajetória de Catherine, uma jovem filha de um gênio matemático que em seus últimos anos de vida sofre de esclerose. Durante os anos que cuida do pai, se vê atormentada com a possibilidade de ter herdado a facilidade para a matemática, mas também os problemas mentais. Tudo piora quando um dos ex-alunos do pai cisma em procurar provas de um teorema nos papéis deixados por ele. Baseado do livro “A Prova”, de David Auburn, ganhador do prêmio Pullitzer.

Rain Man

A vida do jovem executivo Charlie muda ao descobrir que o pai faleceu e deixou para ele no testamento apenas um Buick 1949 e algumas roseiras premiadas, enquanto outro “beneficiário” herda 3 milhões de dólares. Curioso, descobre que a fortuna ficou para seu irmão (Raymond), cuja existência ele desconhecia. Raymond é autista e capaz de calcular problemas matemáticos com grande velocidade e precisão. Charlie sequestra o irmão da instituição onde está internado para levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, mas nessa viagem cheia de pequenos imprevistos entendem o significado de serem irmãos.

PI

Max é gênio da computação e matemática, mas vive escondido porque a luz do Sol lhe causa fortes dores de cabeça. Sozinho constrói um supercomputador que permite a descoberta do número pi completo. A partir disso ele percebe que todos os eventos se repetem num determinado espaço de tempo e passa a especular as tendências no mercado de bolsa de valores. A descoberta chega até uma seita e representantes de Wall Street passam a cobiçar os conhecimentos de Max.

https://impa.br/page-noticias/dez-filmes-sobre-matematica-que-voce-precisa-assistir/

Alan Turing é eleito o cientista do século 20 em pesquisa da BBC

No fim do ano, o canal BBC Two organizou enquete para o público escolher as personalidades mais influentes do século 20. A emissora britânica selecionou 28 personagens públicas em sete categorias: ativistas, atletas, artistas plásticos/escritores, líderes políticos, cientistas, exploradores e atores/cantores.
A BBC exibe desde 8 de janeiro um programa por categoria, apresentando os perfis dos quatro concorrentes. Ao fim de cada episódio, o público vota na personalidade favorita. O anúncio do vencedor é feito no dia seguinte. Em 5 de fevereiro, os vencedores de cada área “se enfrentam” numa votação ao vivo, que elegerá o mais influente de todos no último século.

Alan Turing é eleito o cientista do século 20 em pesquisa da BBC

Alan Turing é eleito o cientista do século 20 em pesquisa da BBC

Na categoria cientistas, disputaram o título o matemático britânico Alan Turing, a cientista polonesa e ganhadora do Nobel de Física e Química Marie Curie, o físico alemão e Nobel de Física Albert Einstein e a farmacóloga chinesa e Nobel de Medicina Tu Youyou. Veja o anúncio da emissora:

Alan Turing foi anunciado vencedor na terça-feira (15) e se junta aos demais selecionados: Nelson Mandela (líder político), Ernest Shackleton (explorador) e David Bowie (artista).
Vale destacar que, dos quatro concorrentes, três tinham ligação com a Matemática. Marie Curie era bacharel em Física e Matemática pela Universidade de Sourbonne; Albert Einstein era formado em Física e Matemática pela Escola Politécnica de Zurique; e, obviamente, Alan Turing,doutor em Matemática pela Universidade Princeton.

Perfil do vencedor
Pioneiro da ciência da computação teórica e da inteligência artificial, Turing, durante a 2ª Guerra Mundial, foi fundamental na quebra do código alemão Enigma em Bletchley Park, que levou à vitória dos Aliados sobre a Alemanha nazista.
Em 1945, o matemático britânico foi premiado com a Ordem do Império Britânico pelos serviços ao país. Em 1952, Turing denunciou um roubo à polícia, mas os oficiais descobriram que o ladrão era amigo deArnold Murray, companheiro do cientista. Em razão disso, Turing foi acusado de indecência — ser homossexual er a crime no Reino Unido —, mas evitou a prisão após aceitar a castração química, o que lhe causou sérios efeitos colaterais à saúde.

Alan Turing é eleito o cientista do século 20 em pesquisa da BBC

Alan Turing é eleito o cientista do século 20 em pesquisa da BBC

Em 7 de junho de 1954, Turing cometeu suicídio ao ingerir a maçã que envenenara com cianureto.  Perseguido por ser homossexual, perdeu o emprego e estava falido. Em 2009, o primeiro ministro do Reino Unido, Gordon Brown, pediu desculpas públicas em nome do governo britânico, pela perseguição a Turing.
As informações sobre a atuação de Turing no trabalho que resultou no desfecho da 2ª Guerra foram mantidas confidenciais até a década de 1970. As técnicas que ele usou para decodificar as mensagens nazistas só foram reveladas ao público em 2013, ano em que a acusação por indecência foi anulada.
A vida do matemático chegou às telas de cinema em 2014, na cinebiografia “O Jogo da Imitação”, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado (2015).

https://impa.br/page-noticias/alan-turing-e-eleito-o-cientista-do-seculo-20-em-pesquisa-da-bbc/

 

Por que este psicólogo americano diz que o jornalismo está sendo destruído pela internet

“O jornalismo está sendo destruído pela internet, e isso nos leva a um futuro incerto e muito perigoso.” Esta é a visão do psicólogo Robert Epstein, doutor pela Universidade de Harvard que se dedica a estudar a atuação nas redes sociais das gigantes de tecnologia e defende uma interferência direta nessas empresas.

Por que este psicólogo americano diz que o jornalismo está sendo destruído pela internet

Por que este psicólogo americano diz que o jornalismo está sendo destruído pela internet

Segundo ele, as pessoas não têm mais como discernir o verdadeiro do falso, porque “a informação vem de todos os lados, sem os filtros, que eram os processos de apuração do jornalismo”. “Um impacto como esse (das redes sociais) jamais existiu na história humana.”

Em entrevista à BBC News Brasil, o atual diretor do Cambridge Center for Behavioral Studies, dos EUA, defendeu que haja uma intervenção direta nas empresas que controlam as redes sociais, para que a disseminação de notícias falsas – as chamadas “fake news” – não interfiram em processos eleitorais.

Em 2015, Epstein publicou um polêmico artigo classificando os sites de busca na internet, e o Google em especial, como uma séria ameaça aos sistemas democráticos de governo.

Ele acusava a empresa de ter difundido notícias favoráveis à candidata democrata Hillary Clinton no começo da campanha para as eleições presidenciais americanas em 2016. Hillary acabou derrotada pelo atual presidente, Donald Trump.

O então diretor de pesquisa do Google, Amit Singhal, rejeitou as alegações e disse que a empresa “nunca interferiu na ordenação de resultados de buscas feitas sobre temas políticos ou algum outro assunto, com o objetivo de manipular a opinião de seus usuários.”

Epstein insiste, porém, que o setor de tecnologia precisa de mais monitoramento, sem o qual a atuação dessas corporações gigantescas pode ser extremamente nociva à democracia.

Para ele, “ninguém, nenhuma empresa, nenhuma entidade deve ter tanto poder concentrado, e ficar imune ao monitoramento.”

Acho que estamos indo numa direção muito perigosa', adverte Epstein

Acho que estamos indo numa direção muito perigosa’, adverte Epstein

A premissa de Epstein é que empresas como Google, Facebook e WhatsApp são “forças do caos”, que não prestam contas de suas metas e processos a ninguém. “Elas são as forças mais poderosas do mundo atual e, com elas, todas as redes sociais.”

Epstein acredita que, atualmente, uma das maneiras mais eficazes de exercer influência política, por exemplo, é “doar dinheiro a um candidato para que ele use a tecnologia para garantir sua vitória nas urnas.”

Ele disse não ter se surpreendido com a proliferação de mensagens falsas durante a campanha eleitoral no Brasil, que para muitos foi um dos fatores determinantes do resultado das eleições, apesar de pesquisa do Ibope ter indicado que a influência das redes sociais não foi tão grande quanto imaginado.

“Hoje cria opiniões quem gritar mais alto e falar aos medos de segmentos e ideias pré-concebidas do público. Sem controle, sem processos, sem prestar contas a ninguém. Isso é um futuro bom? De jeito nenhum. Acho que estamos indo numa direção muito perigosa.”

Há seis anos, Epstein se dedica a estudar a operação do Facebook e principalmente a do Google, a maior plataforma de busca do mundo.

“Já existia um bom volume de textos científicos sobre como os resultados de buscas na internet influenciavam as escolhas e compras dos usuários. Especificamente, a ordem em que as respostas às buscas eram apresentadas acabava por determinar a decisão final do usuário.”

Fascinado pela quantidade de informação disponível, Epstein reuniu num pequeno grupo alunos e amigos, e com eles começou a fazer testes.

Em vez de “compras”, Epstein propôs testar a influência da ordem de apresentação dos resultados de buscas em questões políticas durante a campanha eleitoral.

Baseado em pesquisas semelhantes, Epstein esperava um impacto entre 2% e 4%.

“No primeiro teste, a ordem de apresentação de resultado da busca alterou em 48% a intenção de voto”, ele diz.

“No segundo teste, a alteração foi de 63%.”

“Fiquei horrorizado”, ele diz.

“Algo aparentemente tão simples tinha um impacto tão vasto, tão profundo, era capaz de mudar as opiniões das pessoas sobre os candidatos numa escala enorme.”

Em 2014, Epstein levou seu laboratório de pesquisa para a Índia. Ele queria repetir os testes na eleição que elegeu o novo parlamento da “maior democracia do mundo”, com 815 milhões de eleitores.

“Os resultados foram idênticos aos dos Estados Unidos”, Epstein diz. “Os eleitores indianos foram igualmente afetados pelo modo e ordem em que os candidatos eram apresentados em buscas.”

“Estas são questões muito sérias”, Epstein continua, “quem controla essas empresas? Como funcionam internamente? A quem eles respondem? O impacto de empresas como essas jamais existiu na história humana.”

“Vivemos numa era de profundas transformações e de poderes que jamais acreditamos ser capazes de influenciar o modo que pensamos e que agimos”, acrescenta ele.

“E o pior ainda vem por aí”, ele diz – os “realfakes” ou “deepfakes”, aplicativos capazes de criar fotos e vídeos colocando uma pessoa em qualquer cenário ou situação, fazendo e dizendo algo que nunca teria feito ou dito na vida real.

“Vamos começar a ver esse tipo de fakes muito em breve sendo usado em larga escala”, ele alerta.

“A manipulação dos resultados de busca pela alteração do algoritmo e pela criação de “eventos efêmeros, a capacidade de plataformas de eliminar contas sumariamente e divulgar, através de conteúdo fornecido por terceiros, informações falsas – como se viu recentemente no Brasil, com o WhatsApp -, acontecem porque nossas instituições ainda estão vivendo num mundo onde nada disso existe”, diz Epstein.

O pesquisador está, neste momento, desenvolvendo um sistema de monitoramento de plataformas online que, segundo ele, pode ser a única saída para conter a disseminação de informação manipulada.

“A única solução viável que vejo são sistemas de monitoramento capazes de captar imediatamente distorções e conteúdo falso, e fornecer provas de ambos”, diz Epstein.

“Provas substanciais, capazes de apoiar um processo legal, um litígio e outras medidas legais.”

A meta a longo prazo, ele diz, é “tornar plataformas online mais responsáveis e dar mais apoio ao jornalismo, restaurando sua capacidade de disseminar informação.”

Mas, ele acrescenta, “um sistema desses é caro. É preciso investimento para isso. Mas, para enfrentar a tecnologia, só mais tecnologia”.

Cientistas revelam roteiro para implementar internet quântica

Cientistas revelam roteiro para implementar internet quântica

Cientistas revelam roteiro para implementar internet quântica

Atualmente, um dos tópicos que mais se ouve falar é a falha de segurança virtual. Essas brechas geralmente perpetuam o roubo de dados e desencadeiam muitas vezes em cibercrimes. Uma solução para este problema poderia ser a implementação de uma internet quântica, baseada nos mais recentes avanços da ciência de partículas subatômicas. E o assunto, aparentemente, está sendo cada vez mais levado a sério.

Na última semana, três cientistas do centro QuTech da Universidade de Tecnologia de Delft (TU Delft), localizada nos Países Baixos, revelaram um roteiro para o desenvolvimento da internet quântica; e, de carona neste plano, cientistas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, anunciaram que pretendem aderir à expansão da internet quântica também.

A princípio, o plano dos cientistas da TU Delft é conectar quatro cidades através de um link quântico, algo que seria feito até 2020, oferecendo assim diretrizes para as pessoas que querem implementar esse tipo de rede no mundo real. Já os cientistas da Universidade de Chicago planejam estabelecer um link quântico ao longo de uma distância de 30 milhas.

Cientistas revelam roteiro para implementar internet quântica

“Internet quântica”, que pode ser a mais segura possível, está a um passo de ser criada!

Entendendo a internet quântica

A internet quântica não é exatamente um upgrade da internet normal, mas sim um “adendo” à ela. O roteiro dos cientistas da TU Delft afirma que o objetivo é “fornecer tecnologia de internet fundamentalmente nova, possibilitando a comunicação quântica entre quaisquer dois pontos da Terra”. Os usos para esta função, porém, não estão claros ainda.

Especula-se que a internet quântica poderia melhorar a segurança cibernética, ajudar a sincronizar melhor os relógios virtuais, melhorar as redes de telescópios (inclusive das que desejam visualizar o buraco negro central da Via Láctea), aprimorar a tecnologia de sensores ou, ainda, permitir acesso a um processador quântico por meio da nuvem.

Apesar de não parecer, todas essas funções diferem bastante a internet quântica de uma rede clássica, pois esta última transmite dados traduzidos em unidades fundamentais chamadas bits, sempre iguais a zero ou a um. A quântica, por outro lado, poderia transmitir qubits, que assumem uma superposição de zero e um. Isso significa que eles podem ter valores que são parcialmente zero e parcialmente um ao mesmo tempo.

Além disso, os qubits não podem ser copiados e qualquer tentativa disso seria detectada. A comunicação com esse tipo de dados também poderia permitir a realização de cálculos mais poderosos e ricos em uma nuvem quântica.

Passo a passo

O documento (considerado um “manifesto para a internet quântica”) dos cientistas da TU Delft ainda estabelece que, para a internet quântica ganhar vida, um link físico teria de ser instalado para conseguir transmitir os qubits, com repetidores quânticos em sua extensão que permitiriam dois qubits para grandes distâncias e, nas pontas, nós quânticos que mediriam os valores dos qubits ou processadores quânticos do computador em escala global.

Com os links estabelecidos, a rede repetidora receberia chaves de criptografia quântica (as quais não poderiam ser retransmitidas), e uma rede poderia enviar qubits entre um nó e outro. Por fim, haveria um entrelaçamento entre os nós, o que culminaria no armazenamento dos dados quânticos. Bastaria então ligar os processadores quânticos e deixar os cálculos acontecerem nos links.

Apesar de já existirem experimentos avançados atualmente com esta tecnologia, a maior limitação ainda é a grande quantidade de tempo que os qubits levam para gerar emaranhamento entre os links e nós.

De toda forma, a computação quântica parece estar, aos poucos, encontrando seu caminho. Além do projeto da TU Delft na Holanda, a China também tem um satélite usado para experimentos quânticos, o Micius (apesar de seus qubits não poderem ser armazenados ou manipulados). E há ainda a Universidade de Chicago, que está liderando um recém-anunciado plano financiado pelo Departamento de Energia dos Estados unidos, onde estão ocorrendo testes de entrelaçamento em uma distância de 30 milhas através de um link de fibra ótica que estava inativo.

David Awschalom, professor de informação quântica da Universidade de Chicago, disse ao Gizmondo que é preciso “treinar uma geração de estudantes que serão os futuros usuários dessa tecnologia” primeiro. Ele ainda acrescenta: “Uma coisa legal sobre a construção de uma plataforma quântica como a nossa é que ela fornecerá uma enorme plataforma educacional”.

 

https://canaltech.com.br/inovacao/cientistas-revelam-roteiro-para-implementar-internet-quantica-125702/

Como o fim da neutralidade de rede afeta o internauta

O princípio da neutralidade prevê que todos os pacotes devem trafegar nas mesmas condições, sem bloqueios ou faixas preferenciais

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Para entender o que é neutralidade de rede, basta imaginar a internet como uma grande rede de estradas, por onde trafegam, em vez de carros, pedaços de informação — os chamados pacotes de dados. O princípio da neutralidade prevê que todos os pacotes devem trafegar nas mesmas condições, sem bloqueios ou faixas preferenciais.

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Velocidade: A neutralidade é quebrada quando, por exemplo, o administrador dessas estradas — neste caso, o provedor de internet — decide que determinado pacote não vai trafegar pela rede porque não é de seu interesse que aquele conteúdo circule por ali. Ou então o contrário: determina que alguns pacotes podem trafegar mais rapidamente, mediante pagamento de uma taxa extra.

Cobrança: O princípio da neutralidade faz diferença no dia a dia do usuário. Sem a neutralidade, uma operadora pode, por exemplo, fazer um acordo com um serviço de streaming de vídeo para garantir que seu conteúdo terá preferência na rede. E poderá cobrar mais por isso, repassando esse custo para o consumidor.

Concorrência: A neutralidade impede que uma empresa dona da infraestrutura de rede dê preferência ao tráfego, pela internet, do conteúdo produzido por outra companhia de seu grupo. Ou que deixe em velocidade mais lenta, propositalmente, o conteúdo produzido por alguma empresa rival. Advogados e especialistas alertam para os riscos do fim da neutralidade na rede, principalmente em um momento em que há a chamada verticalização do setor. Ou seja: donas de infraestrutura (provedores de internet) buscando parcerias com produtoras de conteúdo. A compra da Time Warner pela operadora AT&T por mais de US$ 80 bilhões, em análise pela Justiça americana, é exemplo dessa tendência no mercado.

Inovação: Especialistas alertam que a neutralidade de rede também garante igual acesso a empresas que queiram lançar serviços e produtos na internet. Sem o princípio da neutralidade, os provedores de internet poderão decidir que sites os usuários podem acessar, e a que velocidade. Assim, “entrantes” no mercado, ou seja, novos sites, novos aplicativos, novas ferramentas, poderão ser forçados a negociar antes com os provedores a velocidade do acesso a seus serviços e até mesmo a permissão para oferecê-los. Isso é um bloqueio à inovação.

Marco Legal: Nos EUA, a regra da neutralidade da rede estava em vigor desde 2015. No Brasil, este princípio está previsto no Marco Civil da Internet, sancionado em 2014. A regra brasileira prevê algumas exceções. Chamadas de emergência passam na frente no fluxo de dados pela internet. A neutralidade também pode ser rompida temporariamente em caso de congestionamento da rede.

 

Como descobrir e apagar as informações que o Google tem de você

Google acumula muita informação sobre hábitos dos usuários

Google acumula muita informação sobre hábitos dos usuários

Ele sabe o que você procura, o que te interessa e os lugares que você visita, entre muitas outras coisas. Esse é o Google, a ferramenta de busca mais usada do mundo.

“Quando o usuário usa nossos serviços, confia a nós informações dele”.

É assim, de forma clara, que o gigante tecnológico se dirige a seus usuários logo na primeira linha dos termos e condições de privacidade.

Mas o que você provavelmente não sabe é que o Google oferece a possibilidade de excluir as informações armazenadas em um lugar chamado “Minha atividade” ou “My activity”, em inglês.

Nós explicamos como fazer isso em alguns passos.

1. Excluir minha atividade

Cada vez que você faz uma pesquisa no Google, a empresa a salva e a associa à sua conta.

Ela também registra todos os movimentos que você faz, como preencher um formulário ou ler seu e-mail no Gmail.

Todos os dados são coletados em um site chamado “Atividade”. É exatamente nesta área que você tem que ir para consultá-lo.

Aqui está o link

BBC Brasil

Atividade no Google

Você tem três opções na hora de excluir informações:

A primeira é usar a pesquisa para encontrar uma página específica para apagar.

A segunda é limpar as buscas feitas no mesmo dia, escolhendo “Hoje” e depois clicando na opção “Excluir”

A terceira opção é eliminar toda a sua pesquisa. Para fazer isso, clique em “Excluir por” na lista à esquerda. Clique em “Excluir por data” e selecione “Todo o período”. Se você tem certeza desta opção, clique em “Excluir”.

Em todos os casos, aparecerá um aviso do Google sobre os possíveis impactos dessa decisão. Mas, na realidade, excluir o histórico de pesquisa do Google e a trilha de navegação não tem nenhuma consequência em relação à operação da sua conta do Google ou seus aplicativos.

2. Elimine toda a sua atividade no YouTube

O Google também mantém um registro de todas as suas pesquisas no YouTube.

BBC Brasil

Atividade no YouTube

Mas isso é algo que você também pode excluir facilmente, apagando o histórico de pesquisa.

3. Como eliminar tudo que os anunciantes sabem sobre você

O Google não só sabe tudo sobre você, mas também repassa essa informação a anunciantes.

É por isso que ele é capaz de mostrar anúncios que combinam com o que você procura.

BBC Brasil

Configurações de conta no Google

Mas é possível descobrir quais informações estão sendo transmitidas aos anunciantes.

Para isso, acesse sua conta do Google e depois “Informações pessoais e privacidade”. Desta vez, o que interessa é a opção “Configurações de anúncio”.

Uma vez dentro, clique em “Gerenciar Configurações de Anúncio”.

Na sequência, opte por “Controlar anúncios com sessão fechada”. Se você clicar nessa opção, você pode escolher se deseja receber anúncios com seus interesses ativados ou desativados (a opção de não receber publicidade não está disponível).

BBC Brasil


Anúncios no Google

O Google irá avisá-lo de que não se adequará a você porque você vai parar de ver anúncios relacionados aos seus interesses, mas cabe a você escolher.

4. Remover o histórico de localização do Google

Se você usa um dispositivo Android, o Google acompanha os locais que você visitou com seu dispositivo por meio de um recurso chamado Rotas.

Para apagar todas essas informações do Google Maps, você deve acessar essa página.

A função em questão é chamada de Rotas e a exclusão do rastreio é tão simples quanto clicar no botão da lixeira (na parte inferior direita da tela).

Eu posso ser processado se xingar alguém no Facebook?

São tantas as discussões acaloradas no Facebook que os limites entre a liberdade de expressão e o que pode ser considerado ofensa na internet ainda não estão claros para muita gente. Mas o fato é que xingar alguém na rede social pode sim ser motivo para um processo na Justiça.

Eu posso ser processado se xingar alguém no Facebook?

Eu posso ser processado se xingar alguém no Facebook?

Há quem argumente que está simplesmente desabafando e que tem o direito de mostrar sua opinião publicamente, mas, se a outra pessoa envolvida sentir que o comentário ofendeu sua honra, o caso pode resultar em um processo judicial ou até criminal, dependendo do teor do conteúdo compartilhado.

A advogada Gabriela Paiva Morette, especialista em tecnologia da informação e comunicações, explica que no aspecto da área civil o processo pode envolver indenização por eventuais danos à vítima e ainda uma exigência judicial para que o conteúdo seja removido do Facebook. Já na esfera criminal, as ofensas feitas na rede social podem se enquadrar em crimes contra a honra: difamação, calúnia e injúria.

Em todo caso, a especialista reforça que não é qualquer conteúdo publicado que pode ser passível de processo. “É uma questão subjetiva, então vai caber ao juiz fazer essa avaliação partindo do pressuposto de que foi feita uma ofensa e que ela pode ser passiva de condenação”, explica Morette, que atua no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe.

Em uma decisão de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, negou recurso e manteve sua decisão de condenar dois internautas depois de terem publicado ofensas a uma mulher no Facebook. Eles foram obrigados a pagar R$ 10 mil à vítima por danos morais. 

De acordo com o processo, as ofensas envolviam os termos “coitada”, “vagabunda” e “gentinha”. A votação foi unânime entre os desembargadores presentes.

Reunir provas é fundamental

Caso decida iniciar um processo, a vítima precisa comprovar que os conteúdos ofensivos existem. Como as publicações podem ser excluídas, recomenda-se que o usuário faça cópia da tela (ou das telas) que possui o xingamento contra ele e documente a data e horário da publicação. Salvar as URLs (endereço das páginas na internet) também é sugerido.

Apesar disso, a advogada lembra que as cópias das telas são provas, mas pessoas podem agir de má fé e as imagens podem ser falsificadas. Por isso, essas provas têm chances de se tornarem questionáveis dependendo da visão do juiz envolvido no caso. “O suposto ofensor pode alegar que o arquivo foi montagem”, destaca.

Por conta disso, Moretti recomenda que a vítima vá até um cartório e faça uma ata notarial detalhando as ofensas. Nesse documento, o oficial de justiça do cartório faz uma certidão comprovando a veracidade das informações.

“É uma prova com um pouco mais de força, já que foi atestada pelo cartório. Neste caso, o oficial de justiça segue as instruções da vítima [como abrir na hora a página no Facebook onde ela foi ofendida] e descreve detalhadamente o conteúdo envolvendo as ofensas e o endereço onde ele está publicado”, explica.

“Eventualmente, pode ser necessária uma perícia. A ata notarial facilita neste processo e o juiz acaba confiando mais nesse tipo de prova”, acrescenta.

Se sentiu ofendido(a)? Denuncie ao Facebook

Independentemente da decisão por iniciar um processo ou não, a vítima pode denunciar a publicação com o conteúdo ofensivo no próprio Facebook.

O Facebook não possui uma regra específica envolvendo xingamentos de modo geral. No entanto, sua política diz que publicações que violem os seus termos de uso, serão retiradas do ar.

Segundo o Facebook, ao denunciar uma publicação ou comentário, ele será analisado por uma equipe especializada.

É importante lembrar que a rede social claramente proíbe discursos de ódio envolvendo ataques a: “raça, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual, gênero ou identidade de gênero, deficiências graves ou doenças”.

“Se você não tiver coragem de colocar o que vai postar na rede social no outdoor não publique na rede social. O efeito é até maior e tem que pensar duas antes de postar qualquer coisa”, conclui a especialista.

Para denunciar uma publicação:

  • Observe que tem um símbolo na parte superior direita da publicação; selecione
  • Clique em Denunciar publicação
  • Selecione a opção que melhor descreva o problema e siga as instruções da tela

Para denunciar um comentário:

  • Vá até o comentário que você deseja denunciar
  • No canto superior direito da área do comentário desejado, há um botão com “X”, que é a opção Ocultar isso. Clique nele e depois em Denunciar
  • Siga as instruções na tela