Foto dos 28 anos do Hubble traz a pergunta: cores são falsas?

A Nasa celebra nesta semana o 28° aniversário do glorioso Telescópio Espacial Hubble. Para comemorar, a agência sempre produz uma nova imagem espetacular, e a deste ano é de tirar o fôlego: admire em toda a sua glória a Nebulosa da Lagoa.

http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2018/04/23/astronomia-o-show-do-hubble-e-mesmo-tudo-photoshop/

To celebrate its 28th anniversary in space the NASA/ESA Hubble Space Telescope took this amazing and colourful image of the Lagoon Nebula. The whole nebula, about 4000 light-years away, is an incredible 55 light-years wide and 20 light-years tall. This image shows only a small part of this turbulent star-formation region, about four light-years across. This stunning nebula was first catalogued in 1654 by the Italian astronomer Giovanni Battista Hodierna, who sought to record nebulous objects in the night sky so they would not be mistaken for comets. Since Hodierna’s observations, the Lagoon Nebula has been photographed and analysed by many telescopes and astronomers all over the world. The observations were taken by Hubble’s Wide Field Camera 3 between 12 February and 18 February 2018.

Ou melhor, admire parcialmente a glória de um pedaço pequeno e especialmente bonito da Nebulosa da Lagoa. Trata-se de um vasto berçário estelar a uns 4.000 anos-luz daqui, na constelação de Sagitário. Lá, nuvens de gás estão gestando estrelas neste exato momento.

A nebulosa inteira tem uns 55 anos-luz de largura, dos quais apenas 4 saíram na foto. E o que normalmente se fala diante das incríveis imagens do Hubble é: as cores são verdadeiras ou tudo não passa de Photoshop?

Para responder, cabe seguir as sábias palavras do mestre jedi Obi-Wan Kenobi: as cores são verdadeiras… “de um certo ponto de vista”.

O que são cores? Seria errado dizer que são uma propriedade da luz. Na verdade, elas são interpretações feitas pelo nosso cérebro de uma propriedade da luz.

Partículas luminosas, os chamados fótons, têm vários níveis de energia. Essa é a diferença entre vermelho e verde. Energia. Nossos olhos têm células especializadas em detectar certas faixas de energia apenas, e aí nosso cérebro “faz o photoshop”, combinando-as numa imagem colorida.

A exemplo dos nossos olhos, o Hubble também tem sensores especializados, mas em número muito maior. Os astrônomos podem comandar o telescópio a “enxergar” apenas “cores” muito específicas, como a que é emitida pelos átomos de hidrogênio numa dada circunstância. É quase um superpoder: “visão de H-alfa”.

No fim, basta combinar observações feitas com vários filtros como esse numa imagem colorida para que possamos perceber com nossos olhos todas as nuances dos fenômenos astronômicos com a mesma eficiência que o próprio Hubble, mesmo sem enxergarmos tão bem quanto ele.

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