Sistema Solar tem um 9º planeta, dizem astrônomos; só falta achá-lo

Sistema Solar tem um 9º planeta, dizem astrônomos; só falta achá-lo

Sistema Solar tem um 9º planeta, dizem astrônomos; só falta achá-lo

A afirmação contundente de uma dupla de astrônomos nos Estados Unidos caiu como uma bomba: deve haver um nono planeta nos confins do Sistema Solar.

Ironicamente, a corajosa predição veio do astrônomo que, anos atrás, derrubou o antigo nono planeta. Em 2003, Mike Brown, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) descobriu Éris, um objeto tão grande quanto Plutão.

Três anos depois, a União Astronômica Internacional decidiu que ambos deviam ser reclassificados como planetas anões, deixando o Sistema Solar com oito planetas –até agora. Será que está prestes a ganhar mais um? Além de apresentarem os cálculos que evidenciam a existência do astro, Brown e Konstantin Batygin, também do Caltech, iniciaram a busca pelo misterioso planeta.

Além de vasculhar dados colhidos por sondagens anteriores, eles pretendem fazer novas observações com o telescópio Subaru, no Havaí.

Com seu espelho de 8 metros, ele tem a sensibilidade dos melhores observatórios do mundo e um campo de visão maior do que os seus concorrentes, o que o torna mais adequado para a tarefa de cobrir a imensa região do céu em que o planeta pode estar.

Os pesquisadores estimam que a busca pelas regiões da localização mais provável do astro acabará em cinco anos.

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Como será a caçada ao novo planeta? Você poderá participar?

Em seu artigo publicado ontem no periódico “Astronomical Journal”, Brown e Batygin mostram a órbita que o novo planeta teria de assumir para explicar as estranhas trajetórias encontradas em diversos objetos residentes dos confins do Sistema Solar, além da região de Plutão.

Além de achar uma solução perfeita com a inserção de um novo planeta no sistema, eles calculam que a chance de que esse encaixe fosse um acidente é de 0,007%.
É um jeito científico de dizer que eles têm convicção de que esse planeta desconhecido deve estar lá.

A solução implica que o planeta deve ser grande (com massa estimada em dez vezes a da Terra), o que o colocaria num porte intermediário entre o maior dos rochosos do Sistema Solar (o nosso planeta) e o menor dos gigantes gasosos (Netuno).

Ele nunca avança para as regiões mais internas do sistema planetário. Em sua aproximação máxima do Sol, estaria 200 vezes mais afastado dele do que a Terra –cerca de seis vezes mais afastado que Netuno, o oitavo e último planeta conhecido.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos. Alinhamento de objetos além de Netuno seria 'rastro' trilhado pelo planeta.

Astro seria 10 vezes mais maciço do que a Terra, com órbita de 15 mil anos.
Alinhamento de objetos além de Netuno seria ‘rastro’ trilhado pelo planeta.

Rodney Gomes, astrônomo do Observatório Nacional, diz que os modelos sugerem que esse mundo, se estiver lá mesmo, não se formou ali.

O mais provável é que ele tenha se formado numa região mais interna e depois foi ejetado para lá, talvez numa interação com Júpiter. Outra possibilidade é que ele tenha sido roubado de um sistema planetário vizinho.

Agora, antes de saberem de onde ele veio, os astrônomos ainda precisam encontrá-lo. A conferir.

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