Universo sem limites.
A ambiciosa proposta do jovem cientista teve início alguns anos atrás com a compra de um contador Geiger, que serve para medir radiação. Pouco tempo depois, Edwards propôs ao diretor da sua escola a construção de um reator nuclear para iniciar suas experiências, recebendo um orçamento de 2 mil libras para ajudar no projeto. Com este dinheiro, o garoto inglês construiu um fusor Farnsworth-Hirsch, que usa um campo elétrico para a acelerar íons e realizar o processo de fusão nuclear.
O experimento e o recorde
Nos testes, Edwards colidiu dois átomos de hidrogênio, conseguindo hélio através de uma fusão nuclear. Mais especificamente, a máquina utilizada pelo garoto cria uma tensão elétrica entre duas partes metálicas, enquanto no centro há tubo com íons de carga positiva circulando pelo vácuo. Quando a tensão do aparelho cai, os íons ganham mais velocidade e se chocam no centro, fundindo-se em uma só partícula.
Todo o procedimento, no entanto, não é 100% seguro. Jamie comenta que a radiação pode ser contida com um pedaço de chumbo no caso de um acidente, e que, ao desligar o fusor, ele consegue parar a emissão da radiação. O maior problema seria o vácuo, que poderia fazer as partes de vidro do dispositivo quebrarem. Para evitar este problema, o garoto utilizou óculos protetores em toda a operação.
Com o sucesso de sua experiência, Edwards ganhou o título de “físico nuclear mais jovem”. A conquista pertencia antes a um garoto americano de 14 anos; mas Jamie, poucos dias antes de completar esta idade, correu contra o tempo para garantir o recorde. E, se depender do garoto, as “brincadeiras” não prometem parar por aí, já que ele pretende construir em seguida um mini colisor de hádrons.