Universo sem limites.
Simulações indicam que exoplaneta próximo ao Sistema Solar pode suportar vida
O Proxima b tem sido apontado como um bom candidato para abrigar vida. As informações iniciais sugerem que se trata de um corpo com superfície rochosa, com dimensões similares com a da Terra e está em órbita próxima o suficiente para receber calor adequado. De acordo com os cálculos realizados por Atri, o planeta recebe de Proxima Cantauri cerca de 65% da energia que a Terra recebe do Sol, e ele pode ser habitável dependendo da composição de sua atmosfera, que ainda precisa ser determinada.
Em relação às erupções estelares, as simulações indicam que elas não são “suficientes para esterilizar o planeta para a vida como conhecemos”. Porém, ressalta Atri em artigo publicado no periódico “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society“, a intensidade dessas erupções “podem resultar em eventos com potencial de extinção frequentes, moldando a evolução em possíveis ecossistemas nesses exoplanetas”.
Esse efeito das erupções estelares em Proxima b se devem ao fato de o exoplaneta estar muito mais perto de sua estrela que a Terra em relação ao Sol. Proxima Centauri é uma anã vermelha localizada a 4,2 anos luz, com cerca de metade do diâmetro do Sol e muito menos energia. Proxima b fica em órbita a apenas 7,5 milhões de quilômetros, menor que a de Mercúrio. O calor no exoplaneta não é intenso porque a estrela é muito mais fria, mas ele não está a salvo das erupções estelares.
Nas simulações Atri considerou três fatores principais: o tipo e o tamanho das erupções, a variação da densidade da atmosfera do exoplaneta e a força de seu campo magnético. A conclusão é que, se Proxima b tiver uma atmosfera similar com a da Terra, a vida na superfície pode sobreviver às erupções estelares. Por outro lado, se a atmosfera não for tão densa como a nossa, ou o campo magnético foi fraco, então a vida seria afetada pelas erupções.