Universo sem limites.
A teoria dos conjuntos criada por Georg Cantor é um dos pilares da matemática moderna. Ela trata de coleções de elementos chamadas de conjuntos e introduz conceitos profundos como infinitos contáveis e incontáveis.

Um conjunto é uma coleção bem definida de objetos distintos chamados elementos. Pode ser finito ou infinito.
Exemplos:
A cardinalidade de um conjunto indica quantos elementos ele possui. Cantor introduziu a ideia de comparar tamanhos até mesmo de conjuntos infinitos.
Dois conjuntos têm a mesma cardinalidade se existe uma função bijetora entre eles.
Exemplo:
Existe uma bijeção entre ℕ e 2ℕ: basta multiplicar cada elemento de ℕ por 2.
Cantor distinguiu dois tipos de infinitos:
Cantor provou que os números reais entre 0 e 1 não podem ser enumerados, usando seu famoso argumento da diagonal.
A ideia é: mesmo que tentemos listar todos os números reais, sempre é possível construir um número novo que não está na lista, alterando os dígitos da diagonal.
1 → 0,a11a12a13...
2 → 0,a21a22a23...
3 → 0,a31a32a33...
O conjunto das partes de um conjunto A, denotado por ℘(A), tem cardinalidade maior do que A.
Cantor definiu números transfinitos como tamanhos de conjuntos infinitos. O menor deles é:
A teoria de Cantor levou ao surgimento de paradoxos como o de Russell, o que motivou o desenvolvimento da teoria axiomática dos conjuntos, como a Zermelo-Fraenkel (ZF ou ZFC).
| Tipo de conjunto | Exemplo | Cardinalidade |
|---|---|---|
| Finito | {1, 2, 3} | 3 |
| Infinito contável | ℕ, ℤ, ℚ | ℵ0 |
| Infinito não contável | ℝ, ℘(ℕ) | Maior que ℵ0 |