Monthly Archives: fevereiro 2015

Cientista prevê primeiro transplante de cabeça em dois anos

O primeiro transplante de cabeça da história poderia ocorrer em dois anos, segundo uma reportagem publicada nesta semana pela revista NewScientist.

Cientista prevê primeiro transplante de cabeça em dois anos

Cientista prevê primeiro transplante de cabeça em dois anos


É a possibilidade que estuda uma equipe liderada pelo cirurgião italiano Sergio Canavero, do Grupo de Neuromodulação Avançada de Turim. O grupo deve apresentar a proposta durante uma conferência médica nos Estados Unidos neste ano.
A técnica consistiria em implantar a cabeça de um paciente de doença grave no corpo de um doador que tenha tido morte cerebral.
Em entrevista à NewScientist, Canavero disse que a cirurgia poderia prolongar a vida de pessoas que sofrem de degeneração dos músculos e nervos ou que tenham câncer.
Ele disse, porém, estar ciente de que a proposta gera muita polêmica e que entraves éticos podem ser uma grande barreira. Canavero prevê ainda que sua equipe enfrenta dificuldades para conseguir autorização para desenvolver a técnica nos Estados Unidos.
“Se a sociedade não quiser isso, eu não vou fazer. Mas se as pessoas não quiserem nos Estados Unidos ou na Europa, não significa que não será feito em outro lugar. Estou tentando fazer da forma correta. Antes de você ir à lua, tem que ter certeza que as pessoas o seguirão”, disse Canavero à NewScience.
Técnica
O cirurgião italiano publicou neste mês uma lista de técnicas que tornariam o transplante possível.
Elas incluem procedimentos como resfriar a cabeça do receptor e o corpo do doador para evitar que as células morram sem oxigênio, cortar os tecidos do pescoço e conectar as veias e artérias maiores a tubos finos e seccionar os nervos da espinha.
Uma das partes mais complicadas da eventual cirurgia seria conectar os nervos da espinha do corpo aos nervos da cabeça. O cirurgião usaria uma substância química com polietileno para fazer as conexões e eletrodos para estimular as novas conexões nervosas.
Canavero disse também à NewScience que logo após a cirurgia o paciente passaria semanas em coma e inicialmente seria capaz de mover os músculos do rosto e falar com a mesma voz que tinha antes. Porém, seria necessário pelo menos um ano de fisioterapia para que pudesse andar.
Segundo ele, diversas pessoas já teriam se candidatado ao procedimento.
Segundo a NewScience, um procedimento similar foi testado em um macaco nos anos 1970 por outra equipe. O animal conseguia respirar com ajuda de aparelhos mas não podia se mover, pois sua cabeça não havia sido conectada aos nervos da espinha.
O animal morreu dias depois devido à rejeição de tecidos.
Chances
A revista ouviu diversos especialistas na área que se disseram céticos em relação à viabilidade da técnica. Alguns ressaltaram pontos técnicos difíceis de resolver, tais como a dificuldade de fazer o paciente passar pelo coma de forma saudável.
Outros levantaram dilemas éticos, como a possibilidade de que, se der certo, a cirurgia seja usada para fins cosméticos. Ou disseram que o procedimento pode até se tornar realidade, mas não em um prazo tão curto.

Artista cria “passeio guiado” por locais nunca visitados do Sistema Solar

Já pensou em fazer uma viagem por diversas partes do Sistema Solar? Enquanto isso ainda não é possível, o artista visual e animador sueco Erik Wernquist resolveu criar uma incrível jornada por locais ainda não visitados pelo homem.

As paisagens do curta “Wanderers” não saíram da imaginação do artista, mas a partir de fotos e mapas fornecidos pela Nasa.

O “passeio guiado” de quatro minutos deixa qualquer um ansioso pela evolução da ciência e pela possibilidade dessas viagens se tornarem reais o quanto antes.

https://erikwernquist.com/wanderers/

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

O curta do animador sueco Erik Wernquist começa com a imagem de um momento no futuro, no qual uma grande nave espacial sai da Terra carregada de passageiros e parte para uma jornada no Sistema Solar. A animação é uma “visita guiada” ao nosso sistema, imaginada pelo sueco Erik Wernquist, a partir de imagens fornecidas pela Nasa

www.erikwernquist.com/wanderers

O artista visual e animador sueco Erik Wernquist criou um curta metragem chamado “Wanderers”, que traz imagens do Sistema Solar, inclusive de lugares nunca visitados pelo homem. Para criar as imagens, o artista se baseou em fotos e informações cedidas pela Nasa

www.erikwernquist.com/wanderers

Nesta cena do curta “Wanderers”, seres humanos pulam do penhasco mais alto do Sistema Solar, localizado na lua Miranda, de Urano. A animação é uma “visita guiada” ao nosso sistema, imaginada pelo sueco Erik Wernquist, a partir de imagens fornecidas pela Nasa

www.erikwernquist.com/wanderers

Segundo o animador sueco Erik Wernquist, autor da animação “Wanderers”, esta é uma das vistas mais impressionantes do Sistema Solar. Nesta cena, o astronauta visita os anéis de Saturno. Para saber mais sobre o curta, visite a página oficial: www.erikwernquist.com/wanderers

www.erikwernquist.com/wanderers

Esta é a visão da nave espacial em órbita em torno de Júpiter. No curta “Wanderers”, do animador sueco Erik Wernquist, a nave se depara com uma tempestade conhecida como a “Grande Mancha Vermelha”. Esta tempestade tem sido uma característica permanente do planeta por mais de 300 anos, e é claramente visível através de um telescópio a partir da Terra

www.erikwernquist.com/wanderers

Em órbita ao redor de Saturno está a lua Titã. É a segunda maior lua do Sistema Solar (depois de Ganimedes, de Júpiter), ainda maior do que o planeta Mercúrio, e é o único satélite conhecido com uma atmosfera densa. A imagem faz parte do curta “Wanderers”, do sueco Erik Wernquist. A animação é uma “visita guiada” ao nosso sistema, imaginada pelo sueco Erik Wernquist, a partir de imagens fornecidas pela Nasa

Rejeitado por heterossexuais ‘por ser negro demais’, menino é adotado por casal gay

O jornalista Gilberto Scofield Jr e seu companheiro, Rodrigo Barbosa, adotaram há quatro meses um menino de quatro anos. Em carta publicada no blog Ser mãe é padecer na internet, do portal Estadão, Scofield falou sobre o processo de adoção e os desafios da paternidade.

Rejeitado por heterossexuais 'por ser negro demais', menino é adotado por casal gay

Rejeitado por heterossexuais ‘por ser negro demais’, menino é adotado por casal gay

Filho de pais alcoólatras, o menino PH vivia em um abrigo na cidade de Capelinha (MG) desde que sua mãe morreu e o pai não quis ficar com ele. Segundo Scofield, antes de ser adotado, ele foi rejeitado por outros três casais heterossexuais, que alegaram que PH era “feio” ou “negro demais”.

De quebra, Scofield mandou um recado para o presidente da Câmara dos Deputados e defensor do Estatuto da Família, Eduardo Cunha (PMDB-RJ):

“Não, deputado Eduardo Cunha. A paternidade virtuosa não é um monopólio da heterossexualidade. E caso a sua religião não pregue a tolerância, preste atenção num fato muito simples: toda a criança adotada por um casal de gays ou de lésbicas foi abandonada/espancada/negligenciada por um casal heterossexual, esse mesmo que o senhor julga serem os únicos capazes de criar filhos ‘normais’.”

Segundo dados de 2013 do CNA (Cadastro Nacional de Adoção), existem hoje 5.400 crianças e jovens para adoção no Brasil – 80% delas têm idade acima de nove anos. Apesar da resistência à crianças negras ter caído nos últimos anos, 29% dos interessados em adotar só aceitam crianças brancas. Outros 42,5% são indiferentes.

Depois do Brasil, portugueses querem agora colonizar Marte

Cada vez mais Marte tem sido pauta da agenda mundial. Exploração por meio de sondas ou histórias mirabolantes de quem afirma ter estado no Planeta Vermelho tomam a maior parte do tempo. E, agora, o ser humano se prepara para estar pronto para explorar Marte muito em breve. Para isso, já planeja como plantar no planeta.

Depois do Brasil, portugueses querem agora colonizar Marte

Depois do Brasil, portugueses querem agora colonizar Marte

Fundação com projeto de pisar em solo vermelho em 2018, a Mars One é a responsável pelo projeto, chamado Seed. Para isso, especialistas da Universidade do Porto, em Portugal, já estão fazendo pesquisas nesta direção e já têm até planos para fazer o projeto vingar — assim como as sementes, claro.

O Seed terá início com um protótipo do tamanho de uma caixa de sapatos, onde serão plantadas sementes congeladas. Essas sementes viajarão durante três anos entre Portugal e Marte. Chegando lá, elas “ganharão vida” por meio de sistemas de irrigação e de energia. O projeto, é claro, não depende apenas desses fatores para dar certo.

A Mars One considera o projeto Seed como crucial dentro de suas pretensões. Se conseguir executá-lo com êxito em 2018 e fazer as sementes germinarem em solo marciano, a fundação poderá realizar seu sonho de criar uma colônia humana no planeta.

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Maior que um ônibus e com a mordida mais forte que a de um tiranossauro. Parece inimaginável, mas existiu. E, mais ainda, viveu no Brasil, mais especificamente na região que fica atualmente o Acre. O Purussaurus brasiliensis foi totalmente detalhado por pesquisadores, que já o conheciam há tempos, mas nunca tiveram informações mais detalhadas.

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro

Jacaré pré-histórico do Acre tinha tamanho de um ônibus e mordia mais forte que um tiranossauro


Entre as características expostas do réptil aquático, três se destacam. A primeira é a potência da mordida dele: nada menos do que 70 mil newtons, ou se você preferir, 7 toneladas de pressão. Para se ter ideia, valor é dez vezes a mordida de um leão. O segundo é seu tamanho, de 12,5m. Colocando o efeito de comparação, o jacaré era do tamanho de um ônibus de linha comum. Por fim, em terceiro lugar, está o peso. Toda essa força consumia 40kg de comida por dia para manter esbeltas 8,5 toneladas.

Os 40kg de alimentos consumidos pelo P. brasiliensis significavam muito problema para os animais que estavam no mesmo ecossistema. Isso porque, por conta do formato dos dentes, os especialistas afirmam que ele era carnívoro. Considerando que a Amazônia na época era um superpantanal, circulavam por lá animais como roedores de quase uma tonelada, o que facilitava o trabalho do réptil.

Tão gigante e poderoso, esse animal dominou a região por muito tempo. Cientistas estimam que sua extinção tenha sido causada pelas mudanças bruscas no ecossistema. Afinal, com esse tamanho, ele não se locomovia muito para caçar. Com as transformações na região, passou a não ter mais presas e simplesmente sumiu. Sorte de quem mora hoje na região.

Rússia confirma que seguirá com exploração da ISS até 2024

A Rússia prosseguirá com a exploração da Estação Espacial Internacional (ISS) em conjunto com a Nasa até 2024, mas depois criará a própria estação, anunciou nesta quarta-feira a Agência Espacial Federal Russa (Roskosmos).

ISS

International Space Station

ISS

International Space Station

ISS

iss


No plano de atividades até 2030, a Roskosmos prevê a exploração da ISS até 2024, segundo um comunicado da agência.
Mas depois a Rússia criará a própria estação espacial para ter “acesso garantido ao espaço”, afirma a nota.
O plano de atividades da Roskosmos inclui, ainda, a partir de 2030 o desenvolvimento de um programa com voos tripulados até a Lua.
Dezesseis países participam na ISS. Rússia e Estados Unidos são responsáveis pela maior contribuição financeira.
Em janeiro de 2014, a Nasa anunciou a prorrogação do tempo de vida da ISS até 2024, quatro anos a mais que o previsto.
A ISS, colocada em órbita em 1998, custou 100 bilhões de dólares.
A Europa ainda não definiu se prosseguirá com o financiamento da ISS após 2020.

Água entra em capacete de astronauta da ISS após caminhada espacial

Astronautas a bordo da Estação Espcial Internacional (ISS, na sigla em inglês) concluíram nesta quarta-feira (25) uma segunda caminhada de rotina, mas a descoberta de água no capacete de um deles aumentou as preocupações sobre a segurança dos trajes espaciais da Nasa.

Astronauta da Nasa faz caminhada espacial na ISS, em 21 de dezembro de 2013

Astronauta da Nasa faz caminhada espacial na ISS, em 21 de dezembro de 2013

Barry Wilmore, comandante da tripulação de seis membros da estação, e o engenheiro de voo Terry Virts saíram da estação para instalar equipamentos necessários à atracação de futuras cápsulas comerciais americanas tripuladas, o que está previsto a partir de 2017.

Mas, ao concluir o retorno, formou-se um acúmulo de água “na parte frontal do capacete (de Virts), na altura dos olhos”, disse a astronauta italiana Samantha Cristoforetti ao centro de controle da missão em Houston, Texas (sul dos EUA).

Água entra em capacete de astronauta da ISS após caminhada espacial

Nesta imagem feita em vídeo e divulgada pela Nasa, o astronauta americano Terry Virts aponta para seu capacete, enquanto está dentro da ISS


O acúmulo de água era “de cerca de três polegadas (7,6 cm) de diâmetro”, disse Cristoforetti.

Virts não correu riscos, embora a quantidade de água tenha aumentado com relação ao primeiro momento em que o astronauta a percebeu.

Os dois mecânicos espaciais voltaram à câmara de descompressão da ISS às 18H34 GMT (15H34 de Brasília), depois de uma caminhada espacial que durou seis horas e 43 minutos.

Virts não reportou qualquer problema durante a caminhada e o comentarista da Nasa, Rob Navias, disse que o problema não era “tão sério” como quando o astronauta italiano Luca Parmitano quase se afogou e teve que voltar correndo para a estação quando água começou a se acumular em seu capacete, em 2013.

Precisamente na semana passada, a Nasa tinha informado que seus engenheiros estavam preocupados pelos problemas frequentes nos sistemas de controle de temperatura dos trajes espaciais, entre eles a água e a condensação.

Estas saídas fora da ISS visam à instalação de novos equipamentos para permitir o acoplamento das futuras duas naves das empresas privadas SpaceX e Boeing, que transportarão os astronautas à estação orbital a partir de 2017, em virtude dos contratos com a Nasa.

Wilmore e Virts efetuaram a primeira caminhada espacial no sábado e a operação levou mais de seis horas.

Cientistas descobrem buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol

Esta ilustração mostra o tamanho imenso do buraco negro descoberto na galáxia NGC 3842, que aparece na imagem ao fundo. Trata-se da galáxima mais brilhante em um aglomerado de galáxias. O buraco negro está no centro e é cercado por estrelas. A dimensão do buraco negro é sete vezes mais do que a óbrita de Plutão. Nosso sistema solar é pequeno, em comparação.

Cientistas descobrem buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol

Cientistas descobrem buraco negro 12 bilhões de vezes maior que o Sol


Um grupo de cientistas descobriu um buraco negro com uma massa aproximadamente 12 bilhões de vezes maior que a do Sol, segundo publicou nesta quarta-feira (25) a revista britânica “Nature”.

A equipe detectou um quasar que contém um buraco negro supermassivo em seu interior e que pertence a uma época na qual o universo tinha menos de 1 bilhão de anos.

Esta descoberta poderia questionar em profundidade determinadas teorias sobre a formação e o crescimento dos buracos negros e das galáxias.

O buraco negro de grande massa está localizado no coração de um quasar ultraluminoso, um corpo celeste de pequeno diâmetro e grande luminosidade que emite grandes quantidades de radiação.

Após analisar a descoberta, o grupo de astrônomos considera que o buraco negro se originou a cerca de 900 milhões de anos depois do Big Bang, algo que consideraram “particularmente surpreendente”.

A descoberta e o estudo posterior foram realizados por uma equipe de astrônomos da universidade de Pequim e coordenado por Xue-Bing Wu, professor do departamento de astronomia dessa universidade.

Xue-Bing Wu e sua equipe realizaram um acompanhamento do quasar utilizando dados de projetos de inspeção e estudos como o SDSS (exploração Digital do Espaço Sloan) e o 2MASS (Reconhecimento em dois micrometros do céu completo).

Além disso, os astrônomos também utilizaram dados do estudo da Nasa Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), um projeto que lançou um telescópio espacial em 2009 para estudar a radiação infravermelha.

O astrônomo do Max Planck Institute for Astronomy Bram Venemans reagiu em artigo da “Nature” à descoberta e afirmou que “descobrir buracos negros pertencentes ao início dos tempos cósmicos é algo estranho”.

Apesar da rareza desta descoberta, Venemans especificou que “a tecnologia atual e futura dará a possibilidade da ciência conhecer as características do universo durante as primeiras centenas de milhões de anos depois do Big Bang”.

Segundo a cosmologia atual, a origem do universo se remonta à grande explosão de um ponto de densidade infinita que gerou a matéria, o espaço e o tempo.

Buraco negro pode engolir nuvem de gás gigante

Os telescópios do mundo estão voltados para o centro da Via Láctea. Cientistas ao redor do globo esperam capturar um momento único, em que um buraco negro engolirá uma gigantesca nuvem de gás.

Esta animação feita por computador mostra como deve ser o fenômeno. A nuvem de gás tem 3 vezes o tamanho do planeta Terra, e o acontecimento deve ajudar a entender o funcionamento dos buracos negros.

Buraco negro pode engolir nuvem de gás gigante

Buraco negro pode engolir nuvem de gás gigante

Japão cria relógios de precisão que desajustam a cada 16 bilhões de anos

Pesquisadores japoneses anunciaram terem criado dois relógios de tal precisão que irão desajustar um segundo a cada 16 bilhões de anos, um tempo superior à própria existência do planeta Terra.

Os chamados instrumentos "criogênicos de redes ópticas" não são bonitos - mais parecem um macrocomputador do que um relógio tradicional -, mas presumem uma precisão que não pode ser medida pelos relógios atômicos atuais, que definem a duração de um segundo

Os chamados instrumentos “criogênicos de redes ópticas” não são bonitos – mais parecem um macrocomputador do que um relógio tradicional -, mas presumem uma precisão que não pode ser medida pelos relógios atômicos atuais, que definem a duração de um segundo

criogênicos de redes ópticas

criogênicos de redes ópticas

Os chamados instrumentos “criogênicos de redes ópticas” não são bonitos – mais parecem um macrocomputador do que um relógio tradicional -, mas presumem uma precisão que não pode ser medida pelos relógios atômicos atuais, que definem a duração de um segundo.

De acordo com a equipe de pesquisadores dirigida por Hidetoshi Katori, professor na Universidade de Tóquio, estes aparelhos são muito mais precisos que o relógio atômico de césio empregado para definir a duração do segundo, que se desajusta a cada 30 milhões de anos.

Os novos relógios superam, além disso, a precisão do relógio atômico apresentado em agosto de 2013 por pesquisadores americanos, e que perdia um segundo a cada 13,8 bilhões de anos.

O sistema revelado pelos pesquisadores japoneses é tão delicado que deve funcionar em um ambiente extremamente frio, de -180 graus Celsius, para reduzir o impacto de ondas eletromagnéticas e manter o nível de precisão.

Este novo avanço pode ter implicações importantes na localização por satélite (GPS), baseada na diferença de tempo, e na quantificação da temperatura e de forças como a gravidade ou campo magnético.