Category Archives: Ecologia

Com poluição luminosa, luzes de LED aumentam riscos de câncer e diabetes.

Acreditava-se que provocariam uma revolução energética, mas a popularidade das luzes de LED está gerando um aumento da poluição luminosa no mundo, com consequências nefastas para a saúde dos humanos e dos animais, disseram pesquisadores nesta quarta-feira.

Com poluição luminosa, luzes de LED aumentam riscos de câncer e diabetes.

Com poluição luminosa, luzes de LED aumentam riscos de câncer e diabetes.

O estudo, publicado na revista “Science Advances”, se baseia em dados de satélite que mostram que a noite na Terra está se tornando mais brilhante, e as áreas exteriores iluminadas artificialmente aumentaram a um ritmo anual de 2,2% entre 2012 e 2016.

Os especialistas dizem que isso é um problema porque as luzes noturnas interrompem nossos relógios biológicos e aumentam os riscos de câncer, diabetes e depressão.

Para os animais, podem ser fatais, seja atraindo insetos ou desorientando as aves migratórias e as tartarugas marinhas.

A questão não é apenas as luzes de LED, que são mais eficientes porque necessitam menos eletricidade para proporcionar a mesma quantidade de luz, explicou o autor principal Christopher Kyba, físico do centro alemão de pesquisa para geociências GFZ. O problema é que as pessoas continuam instalando cada vez mais luzes.

“Iluminamos coisas que não iluminávamos antes, como uma ciclovia em um parque ou uma estrada que leva aos arredores da cidade”, ilustrou. “Todos esses novos usos da luz compensam, até certo ponto, as economias que tivemos”.

O estudo se baseou no primeiro radiômetro projetado especialmente para luzes noturnas: o Visible/Infrared Imager Radiometer Suite (VIIRS), montado em um satélite da Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos que orbita a Terra desde outubro de 2011.

“Com poucas exceções, o aumento na iluminação ocorreu na América do Sul, África e Ásia”, apontou o estudo.

As raras reduções foram observadas em lugares afetados por conflitos, como a Síria e o Iêmen.

Algumas das zonas mais brilhantes do mundo, como Itália, Holanda, Espanha e Estados Unidos, eram relativamente estáveis.

Os pesquisadores também advertiram que os dados do satélite provavelmente subestimaram a iluminação geral, porque não foi possível captar os comprimentos de onda azuis que são proeminentes em muitas luzes de LED.

O excesso de luz noturna danifica os habitats naturais e torna impossível a observação de estrelas. Além disso, custa quase sete bilhões de dólares por ano em “impactos negativos na vida silvestre, na saúde, na astronomia e na energia desperdiçada”, segundo um estudo de 2010 publicado na revista Ecological Economics.

Espessura do gelo na Antártica reduz 18% em 18 anos

Washington – A espessura do gelo em torno da Antártica sofreu uma redução de 18% entre 1994 e 2012, revela um estudo publicado nesta quinta-feira.

O estudo, baseado em informações de satélites, foi realizado pela Agência Espacial Europeia entre 1994 e 2012 e revela como o gelo antártico reage à mudança climática.

Pinguins em bloco de gelo perto da base brasileira Comandante Ferraz na Antártica em 10 de março de 2014

Pinguins em bloco de gelo perto da base brasileira Comandante Ferraz na Antártica em 10 de março de 2014


O trabalho foi publicado no site da revista Science.

Os paredões de gelo têm uma espessura média de entre 400 e 500 metros e podem se estender por centenas de quilômetros na costa antártica.

Quando o paredão sofre uma redução drástica de sua espessura, placas de gelo caem no oceano e começam a derreter, elevando o nível do mar.

Os pesquisadores concluíram que o volume total de gelo antártico se alterou pouco entre 1994 e 2003, mas a partir de então o derretimento se acelerou de forma pronunciada.

“Uma redução de 18% durante um período de 18 anos é realmente algo substancial”, disse Fernando Paolo, cientista da Universidade da Califórnia, em San Diego.

“Em geral, mostramos não apenas que o volume total de gelo está decrescendo, mas também que houve uma aceleração na última década”.

Se o ritmo do derretimento prosseguir, as geleiras poderão perder a metade de seu volume nos próximos 200 anos, segundo os pesquisadores.

Para o professor Andrew Shepherd, diretor do Centro para a Observação Polar da Universidade de Leeds, a tendência do derretimento é “uma verdadeira preocupação, porque estes níveis de derretimento não podem ser mantidos por muito tempo”.

As geleiras do Mar de Amundsen, no oeste da Antártica, estão perdendo gelo mais rapidamente do que em qualquer outra parte do continente e são as que mais contribuem para a elevação do nível do mar, disseram os investigadores.

Qual ser vivo domina a Terra?

Nós, humanos, temos a tendência de achar que mandamos na Terra. Com nossas habilidades físicas, linguísticas e cognitivas avançadas e com nosso status de superpredadores, estamos convencidos de que somos a forma de vida dominante no planeta. Mas será verdade?
Existem seres vivos que são muito mais numerosos, estão mais espalhados pela superfície da Terra e representam uma parcela maior da biomassa do planeta do que nós.
Certamente nós causamos enormes impactos em todos os cantos do globo e em seus outros habitantes. Mas será que existem seres vivos com uma influência maior e mais significativa? Quem, afinal, domina o planeta?

Existem 400 mil espécies de besouros catalogadas, cada uma com funções bem específicas

Existem 400 mil espécies de besouros catalogadas, cada uma com funções bem específicas

Se a resposta for apenas uma questão numérica, nenhuma espécie pode se comparar aos colêmbolos (Collembola), criaturas de seis patas que mais parecem com minúsculos camarões, medindo entre 0,25 e 10 milímetros. Em cada metro quadrado de terra há cerca de 10 mil desses animais, mas em alguns lugares essa concentração pode chegar a 200 mil por metro quadrado.
As 6 mil espécies dessa ordem de artrópodes podem ser encontradas em todos os habitats do mundo, de praias tropicais às geleiras da Antártida.
Assim como os fungos, os colêmbolos aceleram a transformação de plantas mortas em nutrientes reutilizáveis. Sua importância nesse processo varia de acordo com cada habitat, mas estima-se que eles sejam responsáveis por até 20% da decomposição de matéria orgânica morta em alguns lugares.
Outro animal campeão, em termos quantitativos, é a formiga. Cientistas calculam que existam de 10 quatrilhões a 1 septilhão (um milhão de quatrilhões) delas no planeta. É o inseto mais numeroso do mundo.
E, apesar de representarem uma população menor que a dos colêmbolos, as formigas têm muito mais capacidade de influenciar o ambiente onde vivem.
“As formigas controlam cada milímetro da superfície da Terra que habitam, o que quer dizer a maioria dos lugares”, afirma Mark Moffett, entomologista do Instituto Smithsonian, em Washington, e autor do livro Adventures Among Ants (Aventuras entre formigas, na tradução livre). “Elas administram esses territórios alterando ou removendo elementos para seu próprio benefício.”
O controle das formigas ocorre de várias maneiras: ao revolverem mais terra do que as minhocas, ao removerem seus mortos para reduzir a transmissão de doenças e ao travarem verdadeiras guerras com populações inimigas. As formigas são também capazes de cultivar fungos como alimentos e até usar um pesticida bacteriano para aumentar a produtividade desses cultivos.
Elas ainda “domesticam” afídios (ou piolhos-de-plantas) com a finalidade de extrair deles uma substância chamada de melada, da qual as formigas também se alimentam.

Colêmbolos são menores que a cabeça de um alfinete e estão por toda parte

Colêmbolos são menores que a cabeça de um alfinete e estão por toda parte

Mas talvez alguns seres vivos maiores sejam capazes de dominar os menores de uma maneira menos evidente.
Não podemos nos esquecer das plantas. A biomassa das espécies vegetais existentes no planeta é cerca de mil vezes maior que a dos animais. E, enquanto outras formas de vida podem ser mais numerosas, mais diversificadas e claramente mais assertivas, a vasta maioria não existiria sem o oxigênio liberado pela vegetação através da fotossíntese.
As angiospermas, capazes de dar flores, representam quase 90% de todas as espécies de plantas no planeta. Elas também estão na base da grande maioria dos ecossistemas terrestres.
Só que isso não quer dizer que elas mandam na Terra. Afinal, a dominação também pode ser uma questão de diversidade e especialização.
E nenhum outro ser vivo tem mais estratificações especializadas do que os besouros. Cientistas já catalogaram cerca de 400 mil espécies desses insetos – ou seja, eles representam de 20% a 33% de todas as formas de vida já reconhecidas no mundo.
“Os besouros são o grupo dominante nos ecossistemas terrestres”, afirma Max Barclay, diretor da coleção de besouros do Museu de História Natural de Londres. “Eles dividiram o mundo em pequenas partes para se especializaram em diferentes tarefas, conseguindo coexistir sem entrarem em competição”.
Não é só a capacidade de adaptação que coloca os besouros na lista de possíveis “reis do mundo”. Eles também exercem um papel fundamental na maioria dos ecossistemas, liberando nutrientes para outros seres vivos – ao se alimentarem de madeira ou esterco, por exemplo.
E se os insetos não existissem (e 40% deles são besouros), a maioria das plantas não seria polinizada e não estaria no planeta para produzir o oxigênio de que tanto precisamos.

Formigas são capazes de modificar o ambiente para seu próprio benefício

Formigas são capazes de modificar o ambiente para seu próprio benefício

Mas até aqui estamos adotando uma abordagem totalmente centrada no Homem. Se o famoso cientista americano Stephen Jay Gould estivesse vivo, ele certamente reclamaria de termos até agora ignorado uma forma de vida comprovadamente mais adaptável, indestrutível e espantosamente diversificada: as bactérias.
As do gênero Wolbachia são um exemplo particularmente bom da dominância imperceptível desses microrganismos. Extremamente engenhosas e bem espalhadas, essas bactérias vivem nas células de cerca de 60% de todos os insetos e outros artrópodes, como as aranhas e os ácaros.
Elas são transmitidas de uma espécie a outra através dos óvulos das fêmeas hospedeiras, e por isso conseguem manipular esses organismos para aumentar suas próprias chances de sobrevivência. Isso inclui táticas como induzir mudanças para transformar em fêmeas os machos de borboletas, cupins e crustáceos.
Essas bactérias também conseguem fazer alterações nos cromossomos de abelhas e formigas para que elas consigam se reproduzir sem a necessidade de um macho. Elas ainda são capazes de matar embriões machos em espécies onde existe muita competição por recursos entre filhotes.
“Pela maneira como manipulam e alteram seus hospedeiros, as Wolbachia podem ter sido o principal motor de mudanças evolucionárias em muitas espécies”, afirma John Werren, professor de biologia da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.
Não é de se espantar que essa bactéria seja uma forte candidata ao posto de ser vivo mais dominante do mundo.

Bactérias do gênero Wolbachia são capazes de manipular cromossomos de insetos

Bactérias do gênero Wolbachia são capazes de manipular cromossomos de insetos

Mas não podemos esquecer que nem só de terra firme vive a Terra, e que nem tudo o que produz oxigênio é planta.
A verdade é que a atmosfera terrestre continha pouquíssimo oxigênio até o advento das cianobactérias, que evoluíram para se tornarem os primeiros organismos fotossintéticos, há 2,5 bilhões de anos.
Essa mudança na atmosfera foi o que abriu caminho para a biodiversidade que temos hoje no planeta.
A cianobactéria forma uma sequência móvel de células que podem se destacar de suas colônias para formar novas. Podem ser encontradas em quase todos os habitats terrestres e aquáticos, vivendo entre fungos, plantas e animais e formando a gigante massa visível azul-esverdeada dos oceanos.

As cianobactérias foram os primeiros organismos a liberar oxigênio na atmosfera

As cianobactérias foram os primeiros organismos a liberar oxigênio na atmosfera

Além de gerar oxigênio, elas exercem um papel fundamental com sua capacidade de converter o nitrogênio atmosférico em nitrato orgânico ou amônia, nutrientes essenciais que as plantas retiram do solo para crescerem.
Essas funções e sua onipresença em todos os habitats fizeram muitos cientistas argumentarem que as cianobactérias são os mais importantes e mais bem-sucedidos microoganismos da Terra.
Mas para Moffett, do Smithsonian, a melhor maneira de definir quem domina o planeta é pensar em diferentes escalas físicas. “Se levarmos em consideração os tamanhos dos seres vivos, poderíamos dizer que os micróbios dominam sua escala, o Homem domina sua escala e as formigas tendem a dominar tudo o que está no meio”, diz.
Já Sandy Knapp, diretora do setor de plantas do Museu de História Natural de Londres, acredita que é impossível se chegar a uma resposta para essa pergunta porque os seres vivos são interdependentes. “É a mesma coisa que perguntar qual das quatro pilastras sustentando uma casa é a mais importante”, afirma. “Se você tirar uma delas, verá que tudo vai desmoronar.”

Um chamado aos stakeholders ativistas

No Fórum Econômico Mundial de Davos, no mês passado, me juntei a 2,5 mil líderes globais de empresas, governos, universidades e artes para discutir o estado do mundo. Foi minha 14ª visita a Davos e, como nos anos anteriores, a agenda estava lotada de sessões sobre economia global, riscos ambientais, geopolítica e saúde.

Um chamado aos stakeholders ativistas

Um chamado aos stakeholders ativistas


Não é surpresa que a tecnologia tenha deixado de ser mais uma das conversas para se tornar parte fundamental de tudo o que se falou em Davos. A cada dia o mundo fica mais conectado e aberto. A Ericsson prevê que, em 2020, 90% da população global com mais de 6 anos vai ter um celular. O celular faz tudo andar mais rápido e democratiza comunicação, informação, conhecimento e até mesmo o comércio. Como escreveu a Fundação Gates em sua carta de 2015 ter um celular abre uma série de possibilidades de avanço econômico, tais como contas de banco e acesso a educação online.

Mas os efeitos debilitantes da desigualdade econômica e os perigos crescentes da mudança climática também estavam em primeiro plano. Uma constante fonte de instabilidade é o desemprego entre jovens, problema que está se sendo amplificado pela chegada de uma nova onda de robótica e inteligência artificial. A ONU estima que haja mais de 200 milhões de desempregados no mundo – 33 milhões deles nos Estados Unidos e na Europa. O desenvolvimento de talentos, o aprendizado que dura toda a vida e a reinvenção das carreiras serão críticos para atacarmos o problema global do desemprego.

Como é praticado hoje, o capitalismo muitas vezes se torna uma corrida até o fundo do poço. Em economias de baixo crescimento, o foco no lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) leva a mais desemprego e desigualdade. Segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população vai deter mais de 50% da riqueza do mundo em 2016. Hoje, um grupo de 80 indivíduos tem a mesma quantidade de dinheiro que mais de 3,5 bilhões de pessoas. Imagine o que aconteceria se esses 80 indivíduos tomassem a simples decisão de doar grande parte de suas fortunas antes de morrer. Que progressos faríamos?

Estima-se que as concentrações de gases causadores do efeito estufa estejam nos níveis mais altos em 800 000 anos, com fortes evidências de que a mudança climática possa ter danos profundamente adversos sobre e desenvolvimento econômico e humano. Os oceanos atingem níveis recorde, subindo uma média de 3,2 milímetros por ano, o dobro da média dos 80 anos anteriores.

Como disse em Davos o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon: “Somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza e a última que pode dar os passos necessários para evitar os piores impactos da mudança climática. As gerações futuras vão nos julgar duramente se não assumirmos nossas responsabilidades morais e históricas”.

Temos agora o imperativo de atacar a crescente disparidade econômica e os riscos ambientais, que jogam combustível nas tensões geopolíticas em todo o mundo, e de reavaliar o papel que pode ser desempenhado pelas empresas na melhoria do mundo para as próximas gerações.

O renomado economista Milton Friedman pregava que o negócio das empresas é se envolver em atividades que aumentem os lucros. Ele estava errado. O negócio das empresas não é só gerar mais lucros para os acionistas – é também melhorar o estado do mundo e aumentar o valor percebido por todos os stakeholders, ou seja, de todas as partes interessadas.

Essa era a visão do professor Klaus Schwab quando ele fundou o Fórum Econômico Mundial, em 1971, e ela se mantém como o princípio fundamental da reunião de Davos. Schwab acredita que temos o imperativo de passar do valor para o acionista para o valor do stakeholder. Sua “teoria do stakeholder” diz que os administradores de empresa não têm de prestar contas somente aos acionistas e que o foco do negócio deve ser servir a todas as partes interessadas – clientes, funcionários, parceiros, fornecedores, cidadãos, governos, meio-ambiente e toda e qualquer outra entidade que sofra o impacto de suas operações.

Para ter sucesso nos negócios, temos de estar prontos para aceitar a teoria do stakeholder. Quando lancei a Salesforce, criamos a Salesforce Foundation, uma instituição pública de caridade, com o modelo 1-1-1 de filantropia integrada – doamos 1% de participação acionária, tempo dos funcionários e dos produtos para nossas comunidades e causas. Esse modelo é parte integral de nossa empresa e de nossos valores. Entendemos que nenhuma empresa pode estar em desacordo com sua comunidade – seja uma cidade pequena ou o mundo inteiro.

Mas temos de fazer mais. Temos de aumentar os níveis de confiança e transparência para com nossos stakeholders. Precisamos de muitos “stakeholders ativistas” que façam cobranças sobre as empresas, muito além das feitas pelos investidores ativistas, que se concentram em exigir do CEO e do conselho de administração a valorização dos papeis da companhia.

Analistas de Wall Street recentemente perguntaram a Mark Zuckerberg se as iniciativas de conectar as pessoas de países menos desenvolvidos deveriam importar para os investidores. “Elas importam para o tipo de investidores que queremos ter, pois somos uma empresa focada em sua missão. Acordamos todos os dias e tomamos decisões pensando em como conectar o mundo. É isso o que estamos fazendo aqui”, disse Zuckerberg. “Se estivéssemos focados só em ganhar dinheiro, usaríamos toda nossa energia para mostrar mais anúncios para as pessoas nos Estados Unidos e nos outros países ricos, mas não é só isso o que importa aqui.” Com o tempo, levar a internet a mais comunidades vai ser um bom negócio para o Facebook.

Como escrevi em meu livro de 2004 Compassionate Capitalism (capitalismo com compaixão, em tradução livre), inspirado pelo professor Schwab, “é significativa a vantagem competitiva que você tem sendo uma empresa generosa; isso inspira nas pessoas um nível mais alto de integridade. Os stakeholders, por sua vez, querem estar associados a uma empresa que tem coração. Serviço comunitário: você faz porque é a coisa certa, mas também porque é a coisa que dá lucro”.

Marc Benioff é presidente do conselho de administração e CEO da Salesforce.

Marc Benioff

https://www.brasilpost.com/marc-benioff/um-chamado-aos-stakeholde_b_6603388.html?utm_hp_ref=brazil&ir=Brazil

Nasa prevê colapso da humanidade nas próximas décadas

humanidade está na iminência de um colapso por conta da instabilidade econômica e do esgotamento dos recursos naturais. Essa foi a conclusão de um estudo financiado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. Com o uso de modelos matemáticos a agência norte-americana previu o colapso do planeta Terra mesmo quando eram feitas estimativas otimistas, segundo o jornal britânico Independent.

colapso terra

colapso terra

Usando como modelo o colapso de antigas civilizações, como Roma, Gupta (indiana) e Han (chinesa), a Nasa concluiu que a elite da atual sociedade elevou o padrão de consumo a níveis preocupantes, disparando um alerta de colapso da nossa civilização baseada em cidades e na industrialização. “Esse ciclo de crescimento-colapso é recorrente na história da humanidade”, explica o matemático Safa Motesharri.
Motesharri e sua equipe exploraram diversos fatores capazes de causar a extinção da sociedade, como as mudanças climáticas, o crescimento populacional, por exemplo. Os pesquisadores descobriram que a junção desses fatores, aliada à escassez de recursos e a divisão da sociedade entre elite e massas termina por destruir esse arranjo social. Assim aconteceu em todos os impérios da Antiguidade, explica o cientista.
Entretanto, o cientista não considera o fenômeno irreversível. Para evitar o colapso da sociedade, o cientista diz que será necessária uma ação das verdadeiras elites para restaurar o equilíbrio econômico e do uso dos recursos naturais – essa é a única maneira de deter o impacto da ação humana sobre o meio ambiente. E aí, você também acha que estamos a caminho de destruir nossa sociedade?

Nível de oceanos subiu 30% mais do que se previa

Do início do século 20 até a década passada, o nível dos oceanos subiu em ritmo 30% maior do que se imaginava, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Nível de oceanos subiu 30% mais do que se previa

Nível de oceanos subiu 30% mais do que se previa

A pesquisa, publicada na quarta-feira, 14, na revista Nature, confirmou as estimativas anteriores de que o mar subiu 3 milímetros por ano nas últimas duas décadas. Mas, enquanto as avaliações mais antigas apontavam para uma elevação de até 1,8 milímetro anual entre 1900 e 1990, o novo estudo indica que o nível do mar subiu apenas 1,2 milímetro por ano naquele período. Segundo os autores, isso significa que a aceleração do aumento de nível dos oceanos tem sido muito maior do que se imaginava.

“O problema é maior do que pensávamos inicialmente”, disse um dos autores do estudo, Eric Morrow, do Departamento de Ciências Planetárias e da Terra de Harvard. Segundo ele, a conclusão é preocupante. “Isso significa que vários dos nossos modelos de previsão têm calibração inadequada. Assim, os novos dados nos farão questionar a precisão das projeções feitas para o fim do século 21.”

Para obter estimativas mais precisas sobre o nível global dos oceanos desde o início do século 20, os autores avaliaram o fenômeno de uma nova perspectiva. Em simulações com métodos estatísticos, levaram em consideração dados da era do gelo – cujos efeitos ainda afetam o mar -, padrões de circulação dos oceanos, efeitos do aumento da temperatura global e o derretimento irregular dos mantos de gelo no planeta.

De acordo com Carling Hay, coautora do estudo, também do EPS, as estimativas normalmente são criadas a partir da divisão dos oceanos em sub-regiões e da coleta de dados de marégrafos – instrumentos usados para medir as variações das marés – em cada área. A partir desses registros, os cientistas calculam médias de elevação do nível dos mares em cada região. Esses dados são então reunidos para se chegar a uma estimativa da média global. “Mas essas médias simples não são representativas do valor médio global.”

Classificação dos resíduos

Classificação dos resíduos De acordo com o site https://www.ambientebrasil.com, os resíduos são classificados: ® Quanto às características físicas: O Seco: papéis, plásticos, metais, couros tratados, tecidos, vidros, madeiras, guardanapos e tolhas de papel, pontas de cigarro, isopor, lâmpadas, parafina, cerâmicas, porcelana, espumas, cortiças.

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O Molhado: restos de comida, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes, alimentos estragados, etc. ® Quanto à composição química: O Orgânico: é composto por pó de café e chá, cabelos, restos de alimentos, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes, alimentos estragados, ossos, aparas e podas de jardim. O Inorgânico: composto por produtos manufaturados como plásticos, vidros, borrachas, tecidos, metais (alumínio, ferro, etc.), tecidos, isopor, lâmpadas, velas, parafina, cerâmicas, porcelana, espumas, cortiças, etc.

Quanto à origem:
O Domiciliar: originado da vida diária das residências, constituído por restos de alimentos (tais como cascas de frutas, verduras, etc.), produtos deteriorados, jornais, revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens. Pode conter alguns resíduos tóxicos. O Comercial: originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços, tais como supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, restaurantes, etc. O Serviços públicos: originados dos serviços de limpeza urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, galerias, córregos, restos de podas de plantas, limpeza de feiras livres, etc, constituído por restos de vegetais diversos, embalagens, etc. O Hospitalar: descartados por hospitais, farmácias, clínicas veterinárias (algodão, seringas, agulhas, restos de remédios, luvas, curativos, sangue coagulado, órgãos e tecidos removidos, meios de cultura e animais utilizados em testes, resina sintética, filmes fotográficos de raios X). Em função de suas características, merece um cuidado especial em seu acondicionamento, manipulação e disposição final. Deve ser incinerado e os resíduos levados para aterro sanitário. O Portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários: resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. Basicamente originam-se de material de higiene pessoal e restos de alimentos, que podem hospedar doenças provenientes de outras cidades, estados e países. O Industrial: originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como: o metalúrgico, o químico, o petroquímico, o de papelaria, da indústria alimentícia, etc. O lixo industrial é bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmicas. Nesta categoria, inclui-se grande quantidade de lixo tóxico. Esse tipo de lixo necessita de tratamento especial pelo seu potencial de envenenamento. O Radioativo: resíduos provenientes da atividade nuclear (resíduos de atividades com urânio, césio, tório, radônio, cobalto), que devem ser manuseados apenas com equipamentos e técnicas adequados. O Agrícola: resíduos sólidos das atividades agrícola e pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc. O lixo proveniente de pesticidas é considerado tóxico e necessita de tratamento especial. O Entulho: resíduos da construção civil: demolições e restos de obras, solos de escavações. O entulho é geralmente um material inerte, passível de reaproveitamento. 4 – Classes dos resíduos No dia 31 de maio de 2004 a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas publicou a nova versão da sua norma NBR 10.004 – Resíduos Sólidos. Esta Norma classifica os resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente. Nas atividades de gerenciamento de resíduos, a NBR 10.004 é uma ferramenta imprescindível, sendo aplicada por instituições e órgãos fiscalizadores. A partir da classificação estipulada pela Norma, o gerador de um resíduo pode facilmente identificar o potencial de risco do mesmo, bem como identificar as melhores alternativas para destinação final e/ou reciclagem. Esta nova versão classifica os resíduos em três classes distintas: classe I (perigosos), classe II (não-inertes) e classe III (inertes). ® Classe 1 – Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. ® Classe 2 – Resíduos não-inertes: são os resíduos que não apresentam periculosidade, porém não são inertes; podem ter propriedades tais como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico. ® Classe 3 – Resíduos inertes: são aqueles que, ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10.007 da ABNT), não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água. Isto significa que a água permanecerá potável quando em contato com o resíduo. Muitos destes resíduos são recicláveis. Estes resíduos não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo (se degradam muito lentamente). Estão nesta classificação, por exemplo, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações. O quadro 1 mostra a origem, classes e responsável pelos resíduos. A destinação, tratamento e disposição final de resíduos devem seguir a Norma 10.004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas que classifica os resíduos conforme as reações que produzem quando são colocados no solo:perigosos(Classe 1- contaminantes e tóxicos); não-inertes(Classe 2 – possivelmente contaminantes); inertes (Classe 3 – não contaminantes). Link – https://www.ambientebrasil.com