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Nasa vai lançar nave para escavar o solo de Marte e estudar origem do planeta

Sonda espacial vai medir sinais vitais de Marte

Sonda espacial vai medir sinais vitais de Marte

Os instrumentos da Insight permitirão medir os “sinais vitais” de Marte.[Imagem: JPL/NASA]

A missão InSight, da Nasa, enviará a Marte a primeira sonda capaz de perfurar o solo e estudar o interior do Planeta Vermelho. O lançamento da sonda está programado para ocorrer neste sábado (5) às 6h05 da manhã. Segundo a Nasa, há uma probabilidade de 20% de que as condições meteorológicas permitam o lançamento.

A missão Exploração Interior com uso de Investigação Sísmica, Geodésia e Transporte de Calor (InSitght, sigla em inglês) colocará um módulo de pouso geofísico em Marte para estudar o interior do planeta.

Mas, segundo a Nasa, seu objetivo vai além disso: a sonda também estudará questões fundamentais da ciência dos planetas e do Sistema Solar, para que os pesquisadores compreendam os processos que levaram à formação dos planetas rochosos do Sistema Solar Interno – entre eles a Terra – há mais de 4 bilhões de anos.

Segundo a Nasa, missões anteriores enviadas a Marte investigaram a história da superfície do planeta a partir da análise de características de seus cânions, vulcões, rochas, montanhas e solo. Mas, até agora, nenhuma missão analisou a evolução inicial do planeta, que só pode ser estudada observando o subsolo.

Utilizando instrumentos geofísicos sofisticados, o módulo escavará a superfície marciana para detectar pela primeira vez as marcas dos processos de formação dos planetas rochosos e para medir os “sinais vitais” de Marte: seu “pulso” (sismologia), “temperatura” (fluxos de calor) e “reflexos” (rastreamento de precisão).

Para estudar o solo marciano, a InSight é equipada com diversos instrumentos operados por um braço robótico, incluindo sismômetros – que medem as ondas sísmicas provocadas por impactos de meteoros e por “martemotos” – e uma broca com uma sonda térmica, que irá perfurar o solo em até 5 metros e medir os fluxos de calor no interior do planeta.

Como Marte é geologicamente menos ativo que a Terra – ele não possui placas tectônicas, por exemplo -, o planeta mantém um registro mais completo de sua história em sua crosta, seu manto e seu núcleo. Ao estudar essas características, os cientistas poderão descobrir mistérios sobre os processos evolutivos de todos os planetas rochosos.

Antes da InSight, 14 missões já haviam sido enviadas a Marte. Nove delas foram lançadas pelos Estados Unidos, sendo que duas fracassaram, em 1999. Das demais missões – todas fracassadas – três foram lançadas pela União Soviética, uma pelo Reino Unido e uma por uma parceria entre as agências espaciais da Europa e da Rússia.

Costa Oeste

Pela primeira vez uma missão planetária será lançada a partir da costa oeste dos Estados Unidos. Em vez da tradicional base de lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a InSight será enviada a partir da Base Vandenberg da Força Aérea Americana, localizada na região de Santa Bárbara, na Califórnia.

No lançamento, será utilizado o foguete Atlas V, da United Launch Alliance, uma joint venture das empresas Lockheed Martin e Boeing. Além da InSight, o foguete levará ao espaço também o experimento tecnológico Mars Cube One (MarCO).

Composto por duas miniespaçonaves, o MarCO testará pela primeira vez no espaço profundo uma tecnologia de CubeSat, termo que remete às palavras “cubo” e “satélite” em inglês. Esse tipo de satélite miniaturizado – ou nanossatélite – é em geral utilizado para pesquisas espaciais acadêmicas. Os dois pequenos equipamentos foram desenvolvidos para testar novas tecnologias de comunicação e navegação para missões espaciais.

A missão InSight é parte do Programa Descoberta, da Nasa. A nave – incluindo o estágio de cruzeiro e o módulo de pouso – foi construída e testada pela Lockeed Martin Space, em Denver, Nos Estados Unidos. O programa tem participação de várias instituições europeias, como a Agência Espacial Francesa, o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França e o Centro Aeroespacial da Alemanha.

Pesquisadores encontram a estrela mais distante do universo

Uma equipe internacional de pesquisadores encontrou a estrela mais distante já vista, a nove bilhões de anos-luz da Terra, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista “Nature Astronomy”.

ESTRELA MAIS DISTANTE - Pesquisadores encontram a estrela mais distante já vista, a nove bilhões de anos-luz da Terra, que foi batizada de Icarus (um fenômeno conhecido como lente gravitacional, no qual um objeto amplia a luz dos

Pesquisadores encontram a estrela mais distante do universo.

Enquanto os astrônomos observavam com o Telescópio Espacial Hubble o aglomerado de galáxias MACS J1149+2223, a cinco bilhões de anos-luz de distância, notaram uma luz ao fundo da imagem.

A equipe, liderada pelo pesquisador Patrick Kelly da Universidade de Berkeley (Califórnia), nomeou a estrela supergigante azul de Icarus, cujo brilho foi ampliado duas mil vezes pela gravidade do aglomerado de galáxias.

Essa gravidade reduziu o espaço-tempo para magnificar a imagem de Icarus, um fenômeno conhecido como lente gravitacional, no qual um objeto amplia a luz dos objetos cósmicos situados diretamente atrás deles.

A descoberta é interessante porque as estrelas individuais, ao contrário das galáxias, são difíceis de serem detectadas devido à luz fraca.

Além disso, o descobrimento de Icarus é importante para os pesquisadores que estudam a matéria escura porque sua interação com a matéria tem um efeito considerável no padrão de estrelas ampliadas.

A partir do padrão de estrelas magnificadas neste estudo, a equipe de cientistas, formada também por pesquisadores da Universidade de Tóquio, puderam excluir a possibilidade que a matéria escura seja formada principalmente por uma grande quantidade de buracos negros com massas dezenas de vezes maiores que o Sol.

Os astrônomos determinaram que ainda descobrirão muitas estrelas magnificadas quando entrar em funcionamento o Telescópio James Webb, propriedade da Nasa, da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial do Canadá.

Escudo térmico em sonda para Marte em 2020 é danificado em teste; data de lançamento não é afetada

Lançamento da missão segue programado para 17 de julho de 2020, segundo informações da NASA.

Escudo térmico em sonda para Marte em 2020 é danificado em teste; data de lançamento não é afetada

Marte é um planeta de condições extremas: as temperaturas vão de -80°C a 20°C (Foto: Nasa)

Um escudo térmico usado em uma sonda da Nasa projetada para enviar um veículo de seis rodas à Marte em 2020 sofreu uma avaria “inesperada” durante um teste estrutural neste mês, levando a agência espacial a montar um substituto, disse a agência espacial norte-americana.

“A situação não afetará a data de prontidão do lançamento da missão em 17 de julho de 2020”, disse a Nasa em um comunicado.

A avaria ocorreu perto da borda externa do escudo e abrange a circunferência do componente, segundo a Nasa.

A missão de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 6,9 bilhões) colocará o veículo de exploração espacial em Marte, onde ele perfurará pedras e o solo em busca de sinais de vida microbiana passada. A missão também procurará formas de apoiar uma missão tripulada ao planeta.

O momento do lançamento é fundamental. Em julho e agosto de 2020 as posições da Terra e de Marte estarão alinhadas de uma forma que significará que menos energia será necessária para alcançar o planeta vermelho em comparação com outras épocas.

O escudo térmico da sonda Marte 2020 atingirá temperaturas de cerca de 2.100 graus Celsius, com velocidades de mais de 19.550 km/h em direção à superfície de Marte, disse a Nasa.

 

 

 

 

 

Pela 1ª vez, cientistas observam mega fusão de 14 galáxias ao mesmo tempo

Feito foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista ‘Nature’. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido que a Via Láctea.

ILUSTRAÇÃO DAS 14 GALÁXIAS IDENTIFICADAS PELOS CIENTISTAS (FOTO: NRAO/AUI/NSF; S. DAGNELLO)

Pela 1ª vez, cientistas observam mega fusão de 14 galáxias ao mesmo tempo
Feito foi publicado nesta quarta-feira (25) na revista ‘Nature’. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido que a Via Láctea.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu uma concentração de 14 galáxias que estão prestes a se fundir. A megafusão foi publicada nesta quarta-feira (25) na revista “Nature” e está localizada a 12,4 bilhões de anos-luz de distância. Pela 1ª vez, cientistas conseguiram observar o processo em formação.

A aglomeração deve se tornar um dos elementos mais massivos do universo moderno, sendo 10 trilhões de vezes superior à massa do Sol. Ainda, galáxias dentro do aglomerado estão produzindo estrelas a um ritmo incrível, relatam os autores. Algumas das 14 galáxias estão formando estrelas até 1.000 vezes mais rápido do que a Via Láctea.

“Com o tempo, as 14 galáxias que observamos irão parar de formar estrelas e se aglutinar em uma única galáxia gigantesca”, afirmou Scott Chapman, astrofísico da Universidade Dalhousie (Canadá), em nota.

“O fato de que isso está acontecendo tão cedo na história do universo representa um desafio para a nossa compreensão atual do modo como as estruturas se formam”, continuou o especialista.

Cientistas pontuam que, na história do universo, a matéria começou a se aglomerar em concentrações cada vez maiores, dando origem às galáxias. Já as aglomerações de galáxias, por sua vez, são conhecidas como “protoclusters” e modelos computacionais atuais indicavam que aglomerados tão grandes quanto os observados agora poderiam ter demorado muito mais para evoluir.

“Como essa galáxia ficou tão grande tão rapidamente é um mistério”, diz Tim Miller, candidato a doutorado na Universidade de Yale (EUA) e coautor do estudo, em nota.

Os astrônomos perceberam que as galáxias estão em processo de fusão pela alta massa em um espaço confinado. Um outro ponto é a alta taxa de formação de estrelas, que fornece evidências para a fusão.

Importância do achado

A observação desses processos no universo podem fornecer descobertas interessantes para a ciência. É sabido, por exemplo, que esses aglomerados de galáxias transbordam um gás superaquecido que pode atingir temperaturas de 1 milhão de graus celsius.

 

Uma hipótese apresentada para o porquê de haver esse gás é que, com a velocidade de formação das estrelas nesse aglomerado, há a emissão de gás quente. Como esse gás não é denso o suficiente para formar estrelas, ele acaba sendo emitido dentre os espaços vazios nas galáxias.

A observação do aglomerado de galáxias foi possível com a utilização do radiotelescópio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). Localizado no deserto do Atacama (Chile), o instrumento foi construído por meio de uma colaboração internacional e é atualmente o maior radiotelescópio do mundo.

Nasceu o primeiro “bebê” da inteligência artificial

Uma inteligência artificial desenvolvida por pesquisadores do Google teve seu primeiro “bebê” no final do ano passado. Esquisito? A gente tenta explicar. A AutoML, como foi chamada, foi criada para gerar outras inteligências artificiais, para simplificar o trabalho dos pesquisadores do Google Brain, o braço da empresa focado em pesquisas do tipo.

Nasceu o primeiro "bebê" da inteligência artificial

Nasceu o primeiro “bebê” da inteligência artificial

Para programar, eles eram obrigados a fazer manualmente as redes de aprendizado das máquinas, um trabalho complexo que demandava um tempo considerável de engenheiros e cientistas especializados no assunto. Ou seja, humanos sempre deveriam ajudar a máquina a aprender suas tarefas.

A solução foi criar um tipo de inteligência artificial capaz de propor modelos para novas inteligências artificiais. Os “bebês” então são treinados e avaliados pela “mãe” para suas próximas tarefas, sem a ajuda de humanos.

 

Após milhares de testes iniciais, o AutoML já havia desenvolvido modelos de reconhecimento de imagem com uma qualidade equivalente à dos frutos do trabalho dos especialistas.

Até que, em novembro, nasceu a NASNet, o primogênito. Ele surgiu com capacidades superiores a programas desenvolvidos e programado por humanos. E a NASNet tinha o comportamento parecido com o de uma criança: ficava testando soluções para seus problemas e era corrigido e guiado pela mãe AutoML

Nasceu o primeiro "bebê" da inteligência artificial

Inteligência reconhece pessoas, pipas e outros objetos em foto.

Inteligência reconhece pessoas, pipas e outros objetos em foto

Assim, o “bebê” é capaz de identificar imagens com um aproveitamento melhor do que o apresentado pelos modelos criados por humanos – com acerto de 82,7% em sua forma completa. Outra vantagem de ter uma inteligência artificial criada por outra máquina é que ela pode ser ajustada para plataformas móveis e continuar produzindo resultados 3% melhores do que os modelos mais modernos já criados por humanos.

Ainda assim, a AutoML não foi uma mãe completamente independente, e precisou de uma ajudinha dos pesquisadores. Ela passou por alguns ajustes em suas configurações de pesquisas e contou com uma busca manual em bancos de imagens. Desta forma, os pesquisadores adaptaram a AutoML para lidar com grandes bases de dados, algo que ela não estava preparada originalmente.

Após apresentar os resultados do projeto, o Google disponibilizou publicamente a NASNet a outros pesquisadores que trabalham com aprendizado de máquinas.

“Esperamos que a comunidade de aprendizado de máquinas será capaz de trabalhar em cima desses modelos para lidar com um grande número de problemas de visão computacional que podemos não ter imaginado”, publicou a empresa em seu blog.

Watson o que é? e como ele funciona?

Quando pensamos em tecnologia avançada, filmes de ficção científica dominam rapidamente nossa imaginação. Robôs poderosos, máquinas que pensam sozinhas, naves e gadgets que só existem em um futuro distante — mesmo no cinema.

Watson O que é e como ele funciona?

Watson O que é e como ele funciona?

Pois um desses avanços já está entre nós, e funcionando a pleno vapor. O Watson, da IBM, é uma plataforma de computação cognitiva na nuvem que, assim como nós, humanos, tem a capacidade de aprender.

Tradicionalmente, os computadores funcionam com base em regras, linguagem e lógicas estruturais próprias e são programados para fornecerem respostas matematicamente corretas. Mas, em um mundo no qual o conhecimento produzido dobra a cada ano e as informações estão desorganizadas em fontes tão diversas quanto literatura, pesquisas, artigos, posts no Facebook ou tweets, é preciso encontrar outras maneiras de processar esses dados.

Pensado para ser capaz de ingerir e apreender informações produzidas por humanos para que outros humanos consumam, o Watson é uma plataforma que compreende a nossa linguagem natural, carregada de contextos, referências ambíguas, noções implícitas e outros aspectos de cultura.

Quando procuram entender algo e resolver problemas, humanos percorrem quatro passos básicos:

  • Primeiro passo

Observar evidências e fenômenos visíveis

  • Segundo passo

Buscar em nosso repertório o que já conhecemos para interpretar o que estamos vendo naquele momento. Com isso, geramos uma hipótese sobre o que aquilo significa

  • Terçeiro passo

Depois, avaliamos sucessivamente as hipóteses que criamos. Estão certas ou erradas?

  • Quarto passo

Por fim, mesmo sem 100% de certeza, tomamos decisões. Escolhemos a resposta que nos parece melhor, e agimos de acordo com ela

Um sistema cognitivo como o Watson usa estratégias semelhantes. Com base em dados previamente adquiridos, a plataforma de inteligência artificial observa hipóteses, as avalia e se torna capaz de tomar uma decisão.

Assim como nós, racionaliza a partir do seu processo de aprendizado:

 

Com experts humanos como guia, o Watson recebe e coleta o conhecimento para ser instruído sobre um assunto específico. Ele lê as sentenças e as quebra gramaticalmente e estruturalmente, para estabelecer as relações e descobrir o sentido do que está escrito. Essa montanha de dados é pré-processada pelo Watson, que cria índices e outras formas para trabalhar aquele conteúdo de forma eficiente

Com a ajuda de humanos, que enviam dados sob a forma de perguntas e respostas, o Watson aprende que existem maneiras de interpretar essas informações que ingeriu. Ele aprende a linguagem, os jargões e as motivações daquela área, e busca encontrar padrões para entender quais são as respostas possíveis

Conforme as interações com usuários acontecem, Watson aprende a interpretar a complexidade das questões que são postas e, com base nas evidências apresentadas, apresenta uma variedade de respostas que têm mais potencial de estarem certas

Ao buscar evidências para confirmar ou refutar hipóteses, o Watson confere uma pontuação a cada possibilidade com base nos modelos estatísticos e treinamentos pelos quais ele passou. Com base em quão alto as respostas pontuaram, o sistema estima sua confiança e decide qual é a resposta com mais chances de estar correta. Conforme acerta ou erra, Watson interpreta as novas informações e aprende com isso.

Essa capacidade de aprendizado do Watson — acumular dados, entender a intenção real da linguagem das pessoas e usar esse entendimento para extrair respostas lógicas e fazer inferências sobre respostas em potencial — já está sendo colocada em prática em diversos campos do conhecimento. 

Hyperloop, que estuda transporte em cápsulas, terá centro de pesquisa em Minas Gerais

Tecnologia foi idealizada por Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX. No Brasil, empresa pesquisará soluções para transportar cargas e passageiros a velocidades que podem chegar a 1.200 km/h.

Hyperloop abre centro de pesquisa em Minas Gerais

Hyperloop, que estuda transporte em cápsulas, terá centro de pesquisa em Minas Gerais
Tecnologia foi idealizada por Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX. No Brasil, empresa pesquisará soluções para transportar cargas e passageiros a velocidades que podem chegar a 1.200 km/h.

HyperloopTT, que desenvolve um meio de transporte ultrarrápido por cápsulas que viajam em tubos, anunciou nesta sexta-feira (6) a implantação de um centro de inovação e logística em Contagem (MG).

(Correção: na publicação desta reportagem, o G1 errou ao informar que a HyperloopTT é de Elon Musk; ele é o idealizador da tecnologia que leva este nome. A informação foi corrigida às 15h30)

A tecnologia deste tipo de transporte foi idealizada em 2013 por Elon Musk, fundador da fabricante de carros elétricos Tesla e da SpaceX, que também enviou um carro ao espaço. Ele chegou a testá-la em 2016.

A HyperloopTT começou trabalhar na tecnologia de forma colaborativa a partir dos planos de Musk, mas não possui relação com o empresário.

No Brasil, a start-up desenvolverá os estudos para aplicar a nova tecnologia principalmente no transporte de cargas e produtos.

O investimento inicial de US$ 7,85 milhões (cerca de R$ 26 milhões) virá de parceria público-privada (PPP) que inclui a HyperloopTT, a secretaria de desenvolvimento de Minas Gerais e investidores privados. O comunicado não informou quanto cada parte desembolsará.

“Com uma posição geográfica estratégica, alta concentração de grandes indústrias e uma dedicação por inovação, é um lugar ideial para o HyperloopTT XO Square”, afirmou em nota Bibop Gresta, presidente da empresa.
Além do Brasil, a start-up já tem parcerias na Eslováquia, República Tcheca, Emirados Árabes, França, Indonésia e Coreia do Sul.

O que é Hyperloop?
O conceito consiste em transportar passageiros ou cargas em cápsulas sustentadas no ar por ímãs através de um tubo de baixa pressão e a uma velocidade que poderia chegar a 1.200 km/h.

Hyperloop utiliza tubos com baixa pressão para atingir grandes velocidades (Foto: Reprodução/YouTube/Hyperloop Transportation Technologies)

Hyperloop utiliza tubos com baixa pressão para atingir grandes velocidades (Foto: Reprodução/YouTube/Hyperloop Transportation Technologies)

A ideia partiu de Elon Musk, que divulgou um estudo em 2013 para quem quisesse desenvolver a tecnologia.

Em testes feitos no ano passado pela Virgin Hyperloop One, empresa concorrente da HyperloopTT, um veículo acelerou até 387 km/h.

Os criadores alegam que o sistema é mais seguro que aviões, tem custos menores de construção e manutenção que os trens de alta velocidade e que o uso de energia por pessoa é similar ao de uma bicicleta.

A Virgin Hyperloop One, que atualmente é liderada pelo bilionário Richard Branson, diz que o transporte de passageiros está previsto para começar em 2021 nos EUA.

O próprio Musk parece ter mudado de ideia e agora também quer participar desse mercado. Em julho passado, ele disse que recebeu “permissão verbal” do governo americano para dar o primeiro passo na construção entre Nova York, Filadélfia, Baltmore e Washington.

Centro de pesquisa da Hyperloop será em Contagem (MG)

Hyperloop, que estuda transporte em cápsulas, terá centro de pesquisa em Minas Gerais
Tecnologia foi idealizada por Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX. No Brasil, empresa pesquisará soluções para transportar cargas e passageiros a velocidades que podem chegar a 1.200 km/h.

Segundo o executivo, será possível ir de NY à capital dos EUA em 29 minutos.

As duas cidades estão a 328 km de distância uma da outra. De avião, demora 1h30.

A empresa estima que uma viagem de Los Angeles a São Francisco, de aproximadamente 600 km, também poderá ser feita em 30 minutos.

Existe vida fora da Terra? Conheça o satélite que vai ao espaço em busca desta resposta

A busca por terrenos cósmicos está prestes a começar renovada.

Por volta de 18h32 do dia 16 de abril, nos termos quebrados da NASA, uma pequena espaçonave conhecida como Transiting Exoplanet Survey Satellite, ou Tess, com câmeras espetadas e muita ambição, será lançada em um foguete Falcon 9 da SpaceX, em uma trilha de fumaça e fogo, da antiga plataforma de lançamento da Apollo, e vai estabelecer sua longa residência entre a Lua e a Terra.

O satélite é composto por quatro câmeras pequenas, cada uma com um campo de visão de 24º.

Tess é a nova aposta da Nasa em busca de mundos alienígenas.

Lá, irá passar pelo menos os próximos dois anos examinando o céu em busca de mundos alienígenas.

Tess é a tentativa mais recente de responder perguntas que têm intrigado os humanos por milênios e que dominaram a astronomia durante as últimas três décadas: será que estamos sozinhos? Existem outros planetas Terras? Qualquer que fosse a prova de um único micróbio em qualquer outro lugar da galáxia, já seria suficiente para chacoalhar a ciência.

Não faz muito tempo que os astrônomos descobriram que havia outros planetas fora do nosso sistema solar ou mesmo que pudessem ser encontrados. Mas, desde 1995, quando descobriu-se um planeta circulando algo que se assemelhava a uma estrela solar, a 51 Pegasi, houve uma revolução.

A nave espacial Kepler da NASA, lançada em 2009, encontrou quase 4.000 possíveis planetas em uma pequena área da Via Láctea, perto da constelação Cygnus. A Kepler continuou por mais um curto período o levantamento de outros campos estelares até que o sistema responsável pelo direcionamento de seu telescópio quebrou. Depois de nove anos no espaço, a sonda está quase sem combustível.

Graças a esforços como o da Kepler, astrônomos agora acreditam que existam bilhões de planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia, o que significa que o mais próximo pode estar a uma distância de 10 ou 15 anos-luz daqui.

E assim, a tocha é passada: agora é trabalho de Tess encontrar esses planetas próximos, aqueles perto o bastante para serem observados com telescópios, ou até mesmo para receber a visita de um robô interestelar.

“A maior parte das estrelas com planetas está muito longe”, disse Sara Seager, cientista planetária no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e membro da equipe da Tess, referindo-se aos dados da Kepler. “A Tess irá trazer informações sobre os planetas ao redor de estrelas próximas.”

George Ricker, pesquisador do MIT e o líder da equipe de Tess, espera encontrar cerca de 500 planetas semelhantes à Terra em tamanho dentro de 300 anos-luz daqui, perto o suficiente para que uma próxima geração de telescópios na Terra e no espaço examinem o potencial de ser habitado – ou talvez até mesmo habitantes.

Mas haverá mais do que planetas no universo, de acordo com Tess.

“Tess vai ser muito divertida. São 20 milhões de estrelas para observarmos, além de galáxias e núcleos galácticos ativos”, disse Ricker acrescentando que a nave será capaz de fazer medições precisas do brilho de cada luz no espaço.

A missão do Tess começa em 16 de abril, data do seu lançamento.

Existe vida fora da Terra? Conheça o satélite que vai ao espaço em busca desta resposta.

A maior parte dos exoplanetas estará orbitando estrelas chamadas anãs vermelhas, muito menores e mais frias do que o sol. Elas compõem a grande maioria das estrelas na nossa vizinhança (e no universo) e presumivelmente reivindicam a maioria dos planetas.

Como a Kepler, a Tess vai caçar esses planetas por meio do monitoramento da luz das estrelas e pela detecção de mergulhos ligeiros e momentâneos, indicando que um planeta passou na frente de sua estrela.

Aqueles que planejam a missão esperam eventualmente chegar a catalogar 20 mil novos exoplanetas, candidatos de todas as formas e tamanhos. Em particular, prometeram fazer levantamento das massas e órbitas de 50 novos planetas com até quatro vezes o tamanho da Terra.

A maioria dos planetas do universo está nesse intervalo –entre os tamanhos da Terra e de Netuno. Mas uma vez que não existem exemplos como este no nosso próprio sistema solar, como observa Seager, “não sabemos nada sobre eles”.

Será que serão chamados de superTerras, principalmente rochas com um véu de atmosfera, ou miniNetunos, com pequenos núcleos enterrados em extensas bolhas de gás?

Dados da Kepler e de astrônomos sugerem que a diferença está na massa: rochas férteis frequentemente não passam de uma vez e meia o tamanho da Terra, enquanto nuvens de gelo estéreis, muitas vezes, são maiores. Por onde a linha realmente passa e quantos planetas caem de um lado ou de outro, pode determinar quantos mundos lá fora são bolas de vapor de gelo ou jardins em potencial.

“Precisamos fazer medições precisas”, disse David Latham do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithsonian, responsável por organizar os astrônomos para acompanhar as observações da Tess.

Para este fim, a equipe conseguiu 80 noites de observação por ano, pelos próximos cinco anos em um espectrógrafo chamado Harps Norte, que reside em um telescópio italiano na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, pertencentes à Espanha, ao largo da costa da África.

HARPS – sigla para High Accuracy Radial velocity Planet Searcher – pode medir a massa de um planeta por meio do quanto ele faz sua estrela mãe balançar enquanto percorre sua órbita. Tais medições, se suficientemente precisas, poderiam ajudar a distinguir a composição e a estrutura desses corpos.

A Tess é uma das menores missões da NASA, com um orçamento de US$ 200 milhões (cerca de R$ 664 milhões); em comparação, a sonda Kepler tinha um orçamento de aproximadamente US$ 650 milhões (cerca de R$ 2 bilhões).

Recentemente, Tess, parcialmente revestida em papel alumínio brilhante, com resistentes painéis solares cobrindo sua lateral, estava em um pedestal redondo dentro de uma tenda de plástico. A tenda ocupava um canto da cavernosa “sala limpa” em um edifício remoto aqui nos arredores do centro espacial, em meio a palmeiras, canais e bandos de cormorões.

A nave é do tamanho de uma geladeira volumosa e com forma estranha, enfeitada não com ímãs, mas com conectores e bocais misteriosos. Quatro pares de pernas azuis saíam debaixo do pedestal, como se mecânicos de alta tecnologia estivessem trabalhando debaixo de um carro.

Os engenheiros colavam placas na base da nave, incluindo um chip de memória com desenhos de crianças, que desenharam suas fantasias sobre como seriam exoplanetas.

O satélite é composto por quatro câmeras pequenas, cada uma com um campo de visão de 24º.

Existe vida fora da Terra? Conheça o satélite que vai ao espaço em busca desta resposta.

Ao lado, em uma “roupa de coelho” de material protetor que deixava apenas seus olhos visíveis, Ricker olhava para dentro da tenda para ver sua nova nave, como se estivesse vendo seu carro ser consertado, enquanto trocava figurinha com os engenheiros que projetaram e construíram a Tess.

Ricker é um cientista de foguetes, construiu satélites astronômicos que foram lançados no espaço durante quase toda sua carreira como pesquisador do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisas Espaciais no MIT.

A maioria de seus projetos anteriores envolvia a medição de raios-X ou raios gama de várias pressões, crepitações que apareciam no cosmos, o mais recente sendo o satélite High Energy Transient Explorer, usado para estudar os cataclismos conhecidos como explosões de raios gama.

Questionado sobre se os planetas representavam um ponto de partida para ele, Ricker deu de ombros: “Nem tanto”. Todo o seu trabalho envolve medições delicadas de coisas em constante mudança, o que chamou de “domínio do tempo na astronomia”.

A chave para este trabalho é manter detectores muito estáveis e sensíveis – os chips de imagens que são parentes de elite dos sensores em seu smartphone – para que possam gravar com confiança as alterações no brilho, apenas poucas partes por milhões, que dá o sinal que um planeta está passando por sua estrela.

Ricker disse que ele e seus colegas tinham começado a “garimpar” para a missão de encontrar um planeta em 2006. Depois que perderam a concorrência para o programa de pequenos exploradores da NASA, que são missões mais baratas, os cientistas tentaram entrar em uma nova competição para uma missão maior em 2010 –e ganharam.

Eles foram longe para conseguir projetar uma nave espacial compacta o suficiente para se encaixar nos foguetes da NASA usados para pequenos exploradores e ficaram surpresos quando a agência selecionou o Falcon 9 da SpaceX, que pode transportar um volume muito maior, para iniciar a missão de Tess.

Esta é a primeira vez que a NASA envia uma de suas missões científicas em um passeio espacial com a SpaceX, a empresa de foguetes dirigida por Elon Musk. Toda a atenção estará voltada à base de lançamento, tendo em vista o histórico da SpaceX de às vezes garantir desfechos infelizes, se não espetaculares, para as missões.

Um relatório divulgado este mês pela NASA mostrou que a agência espacial e a SpaceX ainda discordam sobre o que exatamente ocorreu há três anos, quando uma missão para reabastecer a Estação Espacial Internacional se desintegrou em pleno voo. Em outro incidente, um Falcon 9 explodiu durante um teste em uma plataforma de lançamento em 2016, destruindo um satélite de comunicações, que tinha o Facebook como um de seus clientes.

Sem desistir, a SpaceX e seu fundador, Musk, passaram a trabalhar mais duro com 22 lançamentos de seu Falcon e também um voo inaugural em fevereiro do Falcon Heavy, o foguete mais poderoso do mundo, que lançou um dos carros da Tesla, outra empresa de Musk, para além de Marte, na órbita solar.

“Tess parece um brinquedinho dentro do Falcon 9”, disse Ricker. Mas um brinquedo com grande potencial.

Em cima da nave estão acopladas quatro câmeras pequenas, cada uma com um campo de visão de 24º , um trecho de céu mais ou menos do tamanho da constelação de Orion.

As câmeras irão focar em seções adjacentes do céu por 27 dias de cada vez, passando depois para o próximo ponto. No decorrer do primeiro ano, os pesquisadores farão um levantamento de todo o hemisfério sul do céu; no segundo ano, vão juntar o hemisfério norte do céu. Se a missão for estendida para além dos dois anos, irão repetir o percurso.

Ricker e seus colegas prepararam uma lista de 200 mil estrelas nas proximidades cujo brilho será medido e relatado a cada dois minutos, no que chamam de “modo selo postal” da nave espacial. Enquanto isso, imagens de todo os 24 º de trechos de céu serão gravados a cada meia hora.

Essa cadência é perfeita para encontrar e estudar os favoritos na corrida pela localização de exoplanetas habitáveis, nomeadamente aqueles circulando as onipresentes estrelas anãs vermelhas, ou anãs M, no jargão astronômico. “Esta é a era da anã M”, disse Seager.

Porque elas são muito mais frias e menos luminosas que o sol, suas zonas habitáveis –onde, em princípio, há possibilidade de existir água em estado líquido– estão a apenas alguns milhões de quilômetros de distância de cada estrela, ao invés dos 150 milhões de quilômetros que separam a Terra do Sol.

Com a distância mais curta, um ano na vida de um planeta de uma anã vermelha fica entre 10 e 30 dias. Se a Tess observa aquele pedaço de céu durante 27 dias seguidos, poderá assistir a três mergulhos no brilho por conta dos trânsitos, o suficiente para se certificar de que o planeta pode ser um candidato real e, assim, começar a investigar sua realidade.

Mas essa realidade, como Seager observou, talvez não seja a habitabilidade, pelo menos não para o nosso frágil gosto. As anãs vermelhas são muito instáveis e dadas a violentas erupções solares, disse ela.

Analisando dados de uma observação do sistema Trappist feita em 80 dias pela Kepler, envolvendo pelo menos sete planetas do tamanho da Terra firmemente instalados em torno de uma estrela a cerca de 40 anos-luz daqui, astrônomos húngaros contaram 42 erupções solares expelindo radiação letal sobre o pequeno sistema planetário.

Pelo menos um, Seager salientou, foi tão forte quanto uma labareda solar famosa chamada de Carrington, que ocorreu em 1859 e foi responsável pela destruição do serviço de telégrafo na Terra, além de também enviar auroras boreais até países mais ao sul, como o Equador.

“Pessoalmente, vou continuar em busca do verdadeiro gêmeo da Terra, algum planeta onde possamos perceber um parentesco bem próximo”, disse Seager, referindo-se a um planeta como o nosso que circunde uma grande estrela como o sol.

Para iniciar sua aventura, a Tess será posta em uma órbita incomum, que irá levar o satélite até a Lua por um caminho mais distante. A interação gravitacional com nosso satélite natural vai manter Tess em uma órbita estável de 13,7 dias, por algo em torno de mil anos, disse Ricker.

O grande apogeu, a maior distância da Terra, irá minimizar a interferência e a obstrução causadas por nosso planeta. A nave irá enviar por rádio os dados coletados quando ficar mais perto da Terra, cerca de 108 mil quilômetros acima.

Latham chamou de “uma órbita descolada”. Mas vai demorar quase dois meses e muitos foguetes para chegar lá e começar a fazer ciência. Se tudo correr bem, isso seria no meio de junho.

Em algum momento durante o processo, segundo Ricker, a equipe vai virar as câmeras da nave para a Terra, buscando dar uma última olhada para nosso planeta.

Ao ser questionado se estava pronto para ser o Sr. Exoplaneta, Ricker estremeceu. “Eu estou ansioso mesmo é por conseguir alguns bons dados para analisarmos”, pontuou.

Telescópio de R$ 30 bi revestido com ouro promete a melhor imagem do espaço

Batizado de James Webb, telescópio da Nasa já consumiu cerca de R$ 30 bilhões

A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) faz os últimos ajustes para lançar seu melhor telescópio espacial. O equipamento permitirá a observação de estrelas através de um espelho revestido com uma fina camada de ouro puro, formado por 18 segmentos. Batizado de James Webb, o telescópio já custou por volta de R$ 30 bilhões à agência e promete oferecer visões sem precedentes do espaço.

Batizado de James Webb, telescópio da Nasa já consumiu cerca de R$ 30 bilhões.

Batizado de James Webb, telescópio da Nasa já consumiu cerca de R$ 30 bilhões.

“O Webb irá resolver mistérios do nosso sistema solar, olhar através de mundos distantes e ao redor das estrelas, e desvendar as estruturas misteriosas e origens de nosso universo e nosso lugar nele”, afirmou Lee Feinberg, diretor do Elemento Óptico do Telescópio da Nasa em entrevista ao canal “CNN”.

O telescópio é desenvolvido como um sucessor aprimorado do Hubble, lançado em 1990. Mas diferente dele, que orbitava a Terra numa altitude de aproximadamente 550 quilômetros, o Webb será lançado a mais de 1 milhão de quilômetros no espaço. O telescópio ficará em um local específico onde a gravidade da Terra e do Sol se equilibram de uma maneira que qualquer objeto fica em uma posição fixa em relação a esses dois corpos celestes.

Engenheiro da Nasa observa hexágono que forma espelho do telescópio espacial sucessor do Hubble.

Engenheiro da Nasa observa hexágono que forma espelho do telescópio espacial sucessor do Hubble.

Engenheiro da Nasa observa hexágono que forma espelho do telescópio espacial sucessor do Hubble

Essa localidade também é muita fria, exatamente como os cientistas da Nasa queriam. O James Webb conseguirá ter uma visão mais profunda do espaço pois usa radiação infravermelha, que emite bastante calor. Portanto, o espelho do telescópio precisa estar resfriado para que não ocorra nenhuma interferência nas observações.

Para se proteger do calor do Sol, o espelho ficará em um escudo solar de aproximadamente 20 metros – do tamanho de uma quadra de tênis – feito de um material resistente ao calor. O equipamento, que se parece com uma pipa gigante, deve manter o espelho a uma temperatura de -223º C, quase três vezes mais frio do que a temperatura mais fria já registrada na Terra.

Concepção artística de como o telescópio James Webb ficará no espaço.

Concepção artística de como o telescópio James Webb ficará no espaço.

Cada um dos 18 segmentos do espelho pesa 20 quilos e tem 1.3 metros de comprimento. Para caber todo esse equipamento no foguete que lançará o telescópio, no entanto, ele precisa ser dobrado, o que explica o formato de hexágono. “A forma hexagonal permite que os segmentos sejam dobrados e encaixem perfeitamente, sem lacunas”, explicou Feinberg.

Após estar em órbita, o maior desafio será fazer os espelhos focarem corretamente nas galáxias distantes. Só para desdobrar, esfriar e posicionar todos os segmentos de forma certa, deve demorar dois meses. Para isso, a equipe que trabalho na construção.

O Telescópio James Webb foi nomeado em homenagem a um funcionário da Nasa que trabalhou no projeto Apollo nos anos 60. O equipamento já está totalmente construído e passa por testes na Califórnia. O lançamento, que já foi adiado várias vezes, está previsto para 2020.

 

 

A aparência de seus espelhos chama a atenção pela beleza e simetria. O telescópio já foi fonte inspiração, inclusive, para artistas que desenvolveram joias e pinturas. “Nós desenhamos e chegamos nessa estética do espelho por razões de engenharia, a fim de alcançar nossos objetivos científicos”, finalizou Feinberg.

Robô Curiosity, da Nasa, completa 2 mil dias caminhando na superfície de Marte

Cientistas que participaram da missão de exploração de Marte dizem quais são suas imagens favoritas do planeta vermelho, e explicam o porquê.

Um ciclo completo do MRO em torno do planeta vermelho determina um “dia marciano”, chamado pelos pesquisadores de “sol”.

A primeira imagem enviada pela Rover é uma fotografia granulada, feita pela câmera Front Hazard, do local conhecido como monte Sharp. Esta câmera geralmente é usada pelos controladores do aparelho para evitar obstáculos nos deslocamentos.

Robô Curiosity, da Nasa, completa 2 mil dias caminhando na superfície de Marte

Cientistas que participaram da missão de exploração de Marte dizem quais são suas imagens favoritas do planeta vermelho, e explicam o porquê.

Seixos de rio: Quando começamos a dirigir, cerca de 16 “sóis” depois da aterrissagem, logo nos deparamos com esses “seixos” no terreno. O formato arredondado dessas pedras sugeriam que elas tinham se formado em um antigo riacho, que corria de um terreno elevado para o local conhecido como cratera Gale. A imagem capturada pela Mastcam mostra essas crateras em close.

Ao contrário do que esperávamos antes do pouso do Curiosity, a imagem não mostrava pedras de basalto primitivo e escuro, e sim uma formação rochosa mais variada e complexa. Os seixos desse antigo rio marciano nos fizeram repensar o que acreditávamos sobre o processo de formação geológica de Marte.

Local chamado Baía de Yellowknife é formado por camadas de areia fina e lama seca (Foto: NASA/JPL-CALTECH)

Cientistas que participaram da missão de exploração de Marte dizem quais são suas imagens favoritas do planeta vermelho, e explicam o porquê.

Lago ancestral: Antes da aterrissagem e nos primeiros momentos da missão, nossa equipe não tinha certeza sobre o que eram os terrenos identificados nas fotos de satélite feitas pelo MRO. Algumas áreas poderiam tanto ser fluxos de lava vulcânica quanto sedimentos acumulados no leito de lagos secos.

Sem imagens feitas do solo, era impossível saber com certeza. Esta imagem resolveu a questão e representou um avanço para a exploração de Marte.

Descobrimos, assim, que o local chamado Baía de Yellowknife é formado por camadas de areia fina e lama seca, que foram depositadas ali por rios que corriam para um lago formado na Cratera Gale. Extraímos as primeiras 16 amostras de solo do local no “dia marciano” de número 182 – fizemos isso para levar o solo e as rochas até os espectômetros que estão dentro do robô. Os resultados, que incluíam argila, material orgânico e compostos que continham nitrogênio, mostraram que aquele local já habitável para vida microbiana. A pergunta seguinte – já houve vida em Marte? – continua sem resposta.

Aparelho encontrou rochas formadas por sedimentos de lama (Foto: NASA/JPL-CALTECH/MSSS)

Aparelho encontrou rochas formadas por sedimentos de lama (Foto: NASA/JPL-CALTECH/MSSS)

Águas profundas: O Curiosity chegou às colinas Pahrump no “dia marciano” de número 753. O que encontramos lá foi fundamental para explicar o passado da Cratera Gale. O aparelho encontrou rochas formadas por sedimentos de lama, criadas quando esse material se decantou lentamente no fundo do lago.

Ou seja: o lago da Cratera Gale foi um corpo d’água perene, que existiu durante bastante tempo, e era bastante profundo.

Cientistas que participaram da missão de exploração de Marte dizem quais são suas imagens favoritas do planeta vermelho, e explicam o porquê.

Robô também encontrou grossa formação de arenito (Foto: NASA/JPL-CALTECH/MSSS)

Uma inconformidade: No local conhecido como Monte Stimson, o Curiosity encontrou uma grossa formação de arenito (rocha formada por areia) na borda do lago seco, separada deste pela formação geológica chamada “inconformidade”.