Monthly Archives: Maio 2015

Supernova lança novas dúvidas sobre energia escura

úvidas sobre a energia escura

Há algumas semanas, um artigo publicado no renomado The Astrophysical Journal apresentou indícios de que as supernovas, as maiores explosões do Universo, podem não ser todas iguais.

Acredita-se que as supernovas surjam da explosão de uma anã branca, explosão esta ocasionada pela interação dessa anã branca com seu par - ambas formam um binário, que orbita um centro de massa comum. O modelo mais aceito até agora para essa interação - conhecido como modelo de dupla degeneração - propõe que o outro membro do binário também é uma anã branca, e que a supernova tipo Ia se origina quando as duas se chocam e se fundem. Mas há um segundo modelo - chamado modelo de degeneração simples - no qual a segunda estrela pode ser uma gigante vermelha ou mesmo uma estrela similar ao Sol, cuja massa é sugada pela anã branca. Esse processo aumenta continuamente a temperatura e a pressão no centro da anã branca, até atingir as condições de ignição da fusão do carbono, uma reação nuclear que ocasiona a gigantesca explosão. Pulso ultravioleta Esta foi a primeira vez que se coletaram dados diretos validando este segundo modelo. Isto pode ser explicado pelo fato de que supernovas são eventos muito raros e, para coletar dados que permitam inferir sua origem, é necessário estar olhando diretamente para elas quando elas acontecem. A observação consistiu na captura de um pulso de radiação ultravioleta emitido pela supernova iPTF14atg que é compatível com a massa explosiva da anã branca chocando-se com uma estrela companheira, o que valida o modelo da degeneração simples. Observações anteriores de outras supernovas, como a SN2011fe, já haviam validado o modelo da dupla degeneração. Agora, confirmando que as supernovas Ia não são todas iguais, os astrônomos terão que tentar verificar o percentual de cada tipo e se certificar de usar supernovas do mesmo tipo para tentar revalidar ou questionar as medições que deram origem ao modelo da energia escura. Bibliografia: A strong ultraviolet pulse from a newborn type Ia supernova Yi Cao, S. R. Kulkarni, D. Andrew Howell, Avishay Gal-Yam, Mansi M. Kasliwal, Stefano Valenti, J. Johansson, R. Amanullah, A. Goobar, J. Sollerman, F. Taddia, Assaf Horesh, Ilan Sagiv, S. Bradley Cenko, Peter E. Nugent, Iair Arcavi, Jason Surace, P. R. Wozniak, Daniela I. Moody, Umaa D. Rebbapragada, Brian D. Bue, Neil Gehrels Nature Vol.: 521, 328-331 DOI: 10.1038/nature14440

Neste instantâneo de uma simulação em computador, a supernova explode (marrom), ejetando material a 10.000 km/s, atingindo a estrela companheira (azul) e liberando um forte pulso ultravioleta. [Imagem: Dan Kasen]

Isto tem largas implicações sobre as atuais teorias cosmológ

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porque as supernovas são usadas para medir as grandes distâncias no Universo – ora, se o “metro” muda, então a distância também muda.

Foram as medições baseadas nas supernovas do tipo Ia que levaram às teorias da expansão do Universo, da aceleração da expansão do Universo e, por decorrência, da energia escura – a força invisível que estaria por trás dessa expansão.

Em uma palavra, se aqueles dados então publicados estiverem corretos, oUniverso pode não estar se expandindo tão rapidamente. Além de lançar dúvidas sobre a energia escura, isto tem implicações sobre o que se imagina ser o destino final do Universo, que poderia então acabar em um “vazio escuro”.

Origem das supernovas

Agora, todas essas suspeitas ganharam um reforço significativo com a primeira observação direta de um fenômeno que mostra que as supernovas podem surgir de fenômenos distintos, o que as torna de fato diferentes.

A gigantesca câmera DeCAM está atualmente tentando enxergar indícios da Energia Escura. [Imagem: Reidar Hahn/DES]

A gigantesca câmera DeCAM está atualmente tentando enxergar indícios da Energia Escura. [Imagem: Reidar Hahn/DES]

Yi Cao e seus colegas do Instituto de Tecnologia da Califórnia capturaram o momento exato da explosão de uma supernova, obtendo a primeira evidência observacional de um modelo de origem dessas explosões cósmicas que até agora era apenas especulativo.

 

Acredita-se que as supernovas surjam da explosão de uma anã branca, explosão esta ocasionada pela interação dessa anã branca com seu par – ambas formam um binário, que orbita um centro de massa comum.

O modelo mais aceito até agora para essa interação – conhecido como modelo de dupla degeneração – propõe que o outro membro do binário também é uma anã branca, e que a supernova tipo Ia se origina quando as duas se chocam e se fundem.

Mas há um segundo modelo – chamado modelo de degeneração simples – no qual a segunda estrela pode ser uma gigante vermelha ou mesmo uma estrela similar ao Sol, cuja massa é sugada pela anã branca. Esse processo aumenta continuamente a temperatura e a pressão no centro da anã branca, até atingir as condições de ignição da fusão do carbono, uma reação nuclear que ocasiona a gigantesca explosão.

Pulso ultravioleta

Esta foi a primeira vez que se coletaram dados diretos validando este segundo modelo. Isto pode ser explicado pelo fato de que supernovas são eventos muito raros e, para coletar dados que permitam inferir sua origem, é necessário estar olhando diretamente para elas quando elas acontecem.

A observação consistiu na captura de um pulso de radiação ultravioleta emitido pela supernova iPTF14atg que é compatível com a massa explosiva da anã branca chocando-se com uma estrela companheira, o que valida o modelo da degeneração simples. Observações anteriores de outras supernovas, como a SN2011fe, já haviam validado o modelo da dupla degeneração.

Agora, confirmando que as supernovas Ia não são todas iguais, os astrônomos terão que tentar verificar o percentual de cada tipo e se certificar de usar supernovas do mesmo tipo para tentar revalidar ou questionar as medições que deram origem ao modelo da energia escura.

Bibliografia:

A strong ultraviolet pulse from a newborn type Ia supernova
Yi Cao, S. R. Kulkarni, D. Andrew Howell, Avishay Gal-Yam, Mansi M. Kasliwal, Stefano Valenti, J. Johansson, R. Amanullah, A. Goobar, J. Sollerman, F. Taddia, Assaf Horesh, Ilan Sagiv, S. Bradley Cenko, Peter E. Nugent, Iair Arcavi, Jason Surace, P. R. Wozniak, Daniela I. Moody, Umaa D. Rebbapragada, Brian D. Bue, Neil Gehrels
Nature
Vol.: 521, 328-331
DOI: 10.1038/nature14440

https://www.inovacaotecnologica.com/noticias/noticia.php?artigo=supernova-lanca-novas-duvidas-sobre-energia-escura&id=010130150529&ebol=sim#.VWleINJVikp

“TODO O PODER EMANA DO POVO”… MAS O POVO ENTREGOU-O A CUNHA

“TODO O PODER EMANA DO POVO”…
MAS O POVO ENTREGOU-O A CUNHA
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, tem se saído cada vez pior em questão à democracia e à liberdade de expressão. Cunha não tem sido apenas um deputado poderoso; muito pior que isso: um ditador. Seus projetos e atitudes absurdas ficam muito bem escondidas pois o teatro da mídia brasileira cumpre bem o seu papel… (de teatro, como disse.)

"TODO O PODER EMANA DO POVO"...  MAS O POVO ENTREGOU-O A CUNHA

“TODO O PODER EMANA DO POVO”…
MAS O POVO ENTREGOU-O A CUNHA


Cunha desrespeita e invalida não somente a Constituição, mas também a participação do povo brasileiro. Apoiado pela bancada conservadora — e de peso — na Câmara, Eduardo Cunha encontra, no berço da direita, a cumplicidade para suas falcatruas.
A desmoralização dos Direitos Humanos e trabalhistas é praticada com frequência por Cunha e seus aliados. O pior de tudo é que os parlamentares que estão do lado do presidente da Câmara são os mais votados de seus estados e apoiados pelos “cidadãos de bem” e “defensores da família tradicional”, mas o ponto mais absurdo não é somente este. As pessoas que apoiam esses candidatos e as atitudes por eles tomadas, reclamam assiduamente da situação em que o Brasil se encontra, por exemplo: agora são a favor da terceirização, mas quando as consequências pesarem nos ombros, colocam a culpa toda no Executivo e tiram o peso do Legislativo e de si mesmos.
Daqui a pouco, quando o circo — ou o Shopping Câmara — pegar fogo, não vão ser encontradas mais alternativas de fugir. Enquanto o palhaço encontra alguém para rir de suas piadas, ele as continua contando, mas vai chegar uma hora em que não vai fazer mais graça e, ao invés de rir, nós iremos lamentar por deixarmo-nos levar pelos que só querem nos oprimir.
“Todo o Poder emana do povo”, mas o povo só exerce seu poder se unir-se contra os que o tiram a capacidade de exercê-lo. A fixa suja de Eduardo Cunha não basta para que todos percebam o quão errados foram ao botar no Poder os que dizem ser a nosso favor mas, na verdade, só agem contra nós e a favor da neo burguesia falida brasileira.
Os partidos da esquerda como o PT, PCdoB e PSOL têm lutado fortemente contra as barbaridades propostas por Cunha e sua trupe, mas os partidos, sozinhos, não mudam o destino do País. Precisamos unir as nossas forças e fazer acontecer um futuro melhor para este nosso Brasil. Atitudes como o impeachment da presidenta da República são imensuravelmente equivocadas e desnecessárias. Se queremos, de fato, o melhor para o Brasil, devemos lutar contra os que nos querem somente como eleitores e não nos veem como seres humanos e cidadãos de uma Pátria livre, Pátria esta que parlamentares como Cunha tenta oprimir e desmoralizar. Nós devemos nos importar com quem se importa conosco, buscando, assim, um Brasil para o povo brasileiro.
Vinícius Siman
Ipatinga, 28 de maio de 2015

 

PENSAMENTO SISTÊMICO

“Capra (1996) apresenta a ideia de inter-relação entre os objetos e seres vivos, as coisas não são separadas, apenas ficam separadas momentaneamente ou mesmo aparentam estar separadas, no entanto temos que ter cuidado com a ilusão, pois a realidade pode ser outra. Os objetos e os seres vivos estão em constante relação, ha uma troca tanto subjetiva como objetiva nessas relações, não podendo ser estudadas, vistas, analisadas, entendidas separadamente.

PENSAMENTO SISTÊMICO

PENSAMENTO SISTÊMICO


Segundo Capra (1996, p.51) a ciência deve estar mais aberta a realidade do todo e não a uma parte deste todo.
A ciência sistêmica mostra que os sistemas não podem ser compreendidos por meio da analise individual. As propriedades das partes não são necessariamente propriedades extrínsecas, mas precisam ser vistas e entendidas dentro do contexto do todo. Nessa perspectiva o pensamento cartesiano, o pensamento holístico e o pensamento sistêmico apesar de cada qual possuir uma identidade, método e história diferentes, não são diretamente opostos, apenas tomaram caminhos diferentes, visando chegar em algo comum, pensando na busca da verdade do todo.
Infelizmente o ser humano e a própria ciência criaram preconceitos principalmente com a visão holística e sistêmica e com isso estabeleceram divergências difíceis de serem superadas, porem é necessário uma ruptura nesse modo de pensar.”
_ Robespierre P Menezes

Dos tempos do Império aos observatórios robóticos – Tasso Augusto Napoleão

Prezados colegas,

Dos tempos do Império aos observatórios robóticos - Tasso Augusto Napoleão

Dos tempos do Império aos observatórios robóticos – Tasso Augusto Napoleão

Já está disponível para download a obra “História da Astronomia no Brasil” – uma baita obra de referencia organizada por Oscar Matsuura com colaboração de diversos astrônomos, entre eles o nosso colega Tasso Napoleão.

https://www.mast.br/HAB2013/index.html

Destacamos o capítulo 15 do 2º volume:

Dos tempos do Império aos observatórios robóticos – Tasso Augusto Napoleão

URL: https://www.mast.br/pdf_volume_2/dos_tempos_imperio_observatorios_roboticos.pdf

A leitura deste capítulo (40 páginas) é obrigatória. Tasso conseguiu de certa forma abranger as várias atividades dos astrônomos amadores brasileiros desde o século 19 até o presente. Os demais 35 capítulos da obra foram temas específicos relacionados ao trabalho dos astrônomos profissionais. Porém, digno de nota é o organizador incluir um espaço importante e fundamental ao trabalho dos amadores e mais digno ainda é o autor do capitulo 15 do 2º volume sintetizar 200 anos de história em 40 páginas.

Que este capitulo 15 seja a semente para uma futura obra que resgate ainda mais as venturas e desventuras destes astrônomos amadores e “suas máquinas maravilhosas”.

DOWNLOAD NO LINK ABAIXO

dos_tempos_imperio_observatorios_roboticos

 

 

 

Do que é feito o Universo? De matemática, dizem cientistas…

Os cientistas há tempos utilizam a matemática para descrever as propriedades físicas do universo. Mas e se o próprio universo for a matemática? Isso é o que o cosmólogo Max Tegmark sugere.

Do que é feito o Universo? De matemática, dizem cientistas...

Do que é feito o Universo? De matemática, dizem cientistas…

Na visão de Tegmark, tudo no universo – incluindo os humanos – é parte de uma estrutura matemática. Toda a matéria é composta de partículas, que têm propriedades como carga e rotação, mas estas propriedades são puramente matemáticas, diz ele. E o próprio espaço tem propriedades, tais como dimensões, mas ainda assim não deixa de ser uma estrutura matemática.

“Se você aceita a ideia de que tudo no universo tem propriedades matemáticas, então a ideia deixa de ser absurda”, disse Tegmark em uma palestra no dia 15 de janeiro.

“Se a minha ideia estiver errada, a física toda é condenada”, disse Tegmar. Mas se o universo realmente for feito de matemática, ele acrescentou: “Não há nada que não podemos, em princípio, não entender.”

A natureza cheia de números

A ideia resulta da observação de que a natureza é cheia de padrões, tais como a sequência de Fibonacci – uma série de números em que cada um representa a soma dos dois números anteriores. Muitas formas naturais, desde alcachofras até galáxias, seguem esse padrão.

O mundo não vivo também se comporta de uma forma matemática. Se você jogar uma bola de beisebol no ar, ela segue uma trajetória aproximadamente parabólica. Planetas e outros corpos astrofísicos seguem órbitas elípticas.

“Há uma elegante simplicidade e beleza da natureza revelada por padrões e formas matemáticas que nossas mentes foram capazes de descobrir”, disse Tegmark, que gosta tanto de matemática que moldou imagens de equações famosas em sua sala de estar.

Uma conseqüência da natureza matemática do universo é que os cientistas poderiam, em teoria, prever cada observação ou medição física. Tegmark apontou que a matemática previu a existência do planeta Netuno, das ondas de rádio e do bóson de Higgs, que é pensado para explicar como outras partículas ganham sua massa.

Algumas pessoas argumentam que a matemática é apenas uma ferramenta inventada pelos cientistas para explicar o mundo natural. Mas Tegmark afirma que a estrutura matemática encontrada no mundo natural mostra que a matemática existe na realidade, e não apenas na mente humana.

E por falar em mente humana, poderíamos usar a matemática para explicar o cérebro?

Matemática da consciência

Alguns descreveram o cérebro humano como a estrutura mais complexa do universo. Na verdade, a mente humana tornou possível todos os grandes saltos na compreensão do nosso mundo.

Algum dia, Tegmark disse, os cientistas provavelmente serão capaz de descrever até mesmo a consciência usando a matemática. (Carl Sagan já dizia: “o cérebro é um lugar muito grande em um espaço muito pequeno”).

Ele ressaltou que muitos grandes avanços na física envolveram unificar duas coisas que se pensavam estar separadas: energia e matéria, espaço e tempo, eletricidade e magnetismo. Ele disse que suspeita que a mente acabará por ser unificada com o corpo, que é uma coleção de partículas em movimento.

Mas se o cérebro for apenas matemática, isso significa que o livre-arbítrio não existe, porque os movimentos das partículas podem ser calculados através de equações? Não necessariamente, disse ele.

Uma maneira de pensar sobre isso é que, se um computador tentar simular o que uma pessoa vai fazer, o cálculo levaria pelo menos a mesma quantidade de tempo que executar a ação. Por isso, algumas pessoas sugeriram que o que define o livre arbítrio é a incapacidade de prever o que vai acontecer antes de o evento de fato acontecer.

Mas isso não significa que os seres humanos sejam impotentes. Tegmark concluiu seu discurso com uma chamada à ação: “Os seres humanos têm o poder não só para entender nosso mundo, mas para moldar e melhora-lo.”