Nave da Nasa entra com sucesso na órbita de Marte

– Uma nave espacial robô da Nasa ejetou seus foguetes de desaceleração no domingo, encerrando uma jornada de 10 meses para se colocar na órbita de Marte e começar uma caçada por vestígios de água no planeta vermelho.

Nave Maven, em missão à Marte, em uma reconstituição artística divulgada pela Nasa. 22/09/2014.

Nave Maven, em missão à Marte, em uma reconstituição artística divulgada pela Nasa. 22/09/2014.

Animação mostra a Maven disparando seus motoresAnimação mostra a Maven disparando seus motores

Após viajar 71 milhões quilômetros, a nave nomeada Maven (sigla em inglês para Mars Atmosphere and Volatile Evolution), ejetou seus seis foguetes propulsores, reduzindo sua velocidade de 20.600 km/h para 16.093 km/h.

“Não tenho mais nenhuma unha, mas conseguimos”, disse Colleen Hartman, vice-diretor de ciência da Nasa, no Centro Aeroespacial Goddard, em Greenbelt, no Estado norte-americano de Maryland, durante uma transmissão de TV sobre a missão da Maven.

A Maven vai estudar como os ventos solares retiram átomos e moléculas da atmosfera superior do planeta vermelho, um processo que cientistas acreditam estar em curso por milênios.

 

“Ao aprender sobre o processo que ocorre hoje, esperamos extrapolar para o passado e conhecer a história de Marte”, disse o cientista John Clarke, vinculado à Universidade de Boston e dedicado à missão da Maven, em uma entrevista à Nasa TV.

Cientistas acreditam fortemente que Marte não foi sempre seco e frio como hoje. A superfície do planeta é coalhada com o que parecem ser cursos secos de rios, cheios de minerais que se formam na presença de água.

Mas para que a água se acumulasse na superfície do planeta, sua atmosfera deveria ser muito mais densa e espessa do que a atual. A atmosfera de Marte é hoje 100 vezes mais fina do que a da Terra.

Os cientistas suspeitam que Marte perdeu 99 por cento de sua atmosfera ao longo de milhões de anos, à medida que o planeta se esfriou e teve uma decaída em seu campo magnético, permitindo que partículas carregadas nos ventos solares afastassem moléculas de água e outros gases atmosféricos.

O aprendizado sobre como Marte perdeu sua água é crucial para entender se o planeta que mais se assemelha à Terra no sistema solar teve em algum dia as condições para o surgimento de vida.

A missão de 671 milhões de dólares da Maven está prevista para durar um ano.

Esta entrada foi publicada em Astronáutica, Astronomia, Notícias. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta